Sutilezas do amor – por Marina Patricio

Oi gente!

Bom, meu nome é Marina e sou tia do Raul. O Raul foi a minha inspiração, bem, a minha e de toda a nossa família. Quando o Raul chegou estávamos todos enferrujados, afinal ele foi o primeiro bebê da família. Posso dizer, com toda certeza, que o Raul despertou em nós emoções que a gente nem sabia que era possível, como por exemplo amar uma pessoa que você não conhece pessoalmente. Eu me perguntava como que era possível eu sentir tanto amor por um “serzinho” que ainda nem sequer se encontrava nesse mundo e mal podia demonstrar suas reações. Quando tive a notícia que ele nasceria com lábio leporino lembro que estava no trabalho e na hora pensei: Esse bebê é especial e vem para nos ensinar!

Quando o Raul finalmente nasceu a nossa vontade era não desgrudar dele nem um só minuto. Meus pais se transformaram em avós, e em um curto espaço de tempo já estavam deixando o Raul fazer o que quisesse. A nossa família simplesmente mudou. Todos nós nos tornamos mais calmos, mais pacientes, mais carinhosos. Queríamos brincar com ele mesmo quando estávamos mortos de cansados, queríamos ler histórias pra ele mesmo quando estávamos morrendo de sono. Ele passou a ser o nosso elo de ligação. Todos nós queríamos fazer o nosso melhor por ele e para ele. Foi quando começou a despertar em mim a vontade de eternizar todos aqueles momentos únicos e tão verdadeiros que eu experimentava todos os dias, e que eu tinha consciência que passariam em um piscar de olhos. Aquelas mãozinhas gordinhas, aquela boquinha que parecia tão frágil, os olhinhos indefesos, as primeiras risadas, os primeiros tombos, aquele olhar sapeca de quem vai fazer coisa errada, o primeiro um ano… E percebi que, depois de tanto tempo, eu tinha encontrado o que queria fazer para o resto da vida! Eternizar os momentos! Cada fotografia que eu fazia dele eu pensava em todos os detalhes para que fosse o melhor registro possível. Até que resolvi fazer o curso de fotografia e me tornar uma fotógrafa. Hoje me sinto uma pessoa realizada por poder compartilhar com o mundo pequenos fragmentos de histórias de amor.

O Raul nos ensinou a respeitar os limites do outro, a saber o momento de se aproximar e o momento de se afastar, a falar com ele como se ele fosse exatamente o que é: uma criança! O Raul nos ensina todos os dias a sermos pessoas melhores, a termos mais tato com os mais velhos, a sermos mais compreensivos e mais gentis com os mais novos. Agradeço a ele e aos meus outros sobrinhos por serem minha inspiração diária e por terem me ensinado que nunca é tarde para recomeçar. Obrigada à minha fofíssima cunhada Ana pela oportunidade e apoio de sempre, temos todos muito orgulho de você! Um beijo! :*

Marina Patricio

Dentes X fissura – episódio 2

Bom dia!

Hoje venho com mais novidades relacionadas aos dentes do meu pequeno Raulzito. Vocês lembram que contei que nasceu um dente no céu da boca dele?! Pois então, é sobre o tal dente que hoje escrevo.

Primeiro episódio: uma cárie no último molar, depois descobri que os dentes de crianças que nasceram com fissura podem vir com uma má formação no esmalte (e foi isso que aconteceu com os do Raul) e logo veio o dente no céu da boca… Aff… Meu Deus! Como sofri por esse bendito dente… Então, em uma brincadeira no sofá daqui de casa, o Raul estava  deitado com a cabeça virada pro alto e foi quando vi um pontinho branco  no palato dele. Nem preciso escrever que entrei em desespero e sai ligando para Deus e o mundo atrás de informações, né?! risos… Bom, descobrimos mais uma vez que isso é super comum acontecer em “fissurados”, segundo os especialistas em que levamos o Raul. Utilizando uma explicação bem simplória, como a maxila se desenvolve de forma diferente, os dentes nascerão em lugares diferentes. Ou seja, se a maxila parou de desenvolver no meio do céu da boca, se tiver dente para nascer ali, ele nascerá. Se for mais pra lateral, será ali o local escolhido para o dente apontar. Deu para acompanhar o raciocínio!? O do Raulzito nasceu atrás dos dentes da frente, não foi muito pro meio do palato (céu da boca), mas também não ficou muito na bordinha beirando os outros. Com isso, precisará de extraí-lo. Essa palavra para mim soou como um trovão! Meu cérebro fértil já começou a buscar imagens dele ensanguentado no hospital após as cirurgias… e eu comecei a ter um piripaque… Coisas de mãe, ou melhor, coisas de Ana Maria (exagerada)! A dentista me tranquilizou dizendo que seria feito no consultório mesmo,  com anestesia local, da mesma forma como qualquer outro dente, e que não seira feito agora, ou seja, poderíamos esperar até por volta dos 6/7 anos quando a troca de dentes acontecesse. UFA! Respirei aliviada! Até lá é somente esperar e acompanhar de seis em seis meses com limpezas e aplicação de flúor. O dente não dói, não incomoda e não é muito pontudo. Ele fica mais incluso no céu da boca do que pra fora.

Escrevo esse texto para tranquilizar as mamães que acharam uma surpresa dessa na boca dos seus pequenos. Fiquem tranquilas! É mais simples do que parece!

Com amor,

Ana Maria

P.s.: Créditos na fotografia para Maria Patricio

Ainda sobre adoção…

Bom dia!

Para quem nunca entrou por aqui… estamos grávidos do coração há mais ou menos 2 anos e meio. Por longos 20 meses sofria a cada toque do telefone pensando ser da vara da infância dizendo que era a nossa princesa que estava chegando. Como esperar é ruim, não é mesmo!? Nesse tempo de espera, engravidei de uma princesa e hoje ela está com três meses de vida. Quando esperava por ela, meu telefone tocou e quando estava esperando que a moça ligava para me dar a notícia de que minha filha estava me esperando… tivemos que pausar nosso processo pois, aqui em Belo Horizonte, não se pode adotar se você está grávida ou com bebê com menos de 6 meses de vida. Sofri por isso… não concordei a princípio por essa atitude da assistente social. Paralisar um sonho!? Me parecia muito ruim…

Hoje com meus dois pequenos em casa, vejo que realmente foi o melhor a ser feito. São duas crianças com necessidades de atenção diferentes. Imagina uma terceira que, com certeza, viria com uma carga emocional que necessitaria de muito mais atenção, carinho e amor?! Aceitei! Agradeci! Seis meses se passaram desse ocorrido e meu celular toca de novo… Era outra assistente social perguntando o motivo da paralisação do meu processo. Eu expliquei tudo novamente, que eu achava que já estaria escrito no processo. Expliquei toda a situação e ela simplesmente falou: “Ah que bom Ana! Sua princesa já está com 2 meses. Como vocês estão?” Então, rendemos um pouco mais de conversa e ela disse: “Retornamos mais pra frente e voltamos a ativa do seu processo”. Preciso dizer que meu coração foi ao céu e voltou!? risos… Sofri de novo! Imagina uma criança a minha espera e eu não podendo pegá-la agora… Ai meu Deus! Mais uma vez… Aceitei! Agradeci! Afinal tudo tem seu tempo. Sei que quando for a hora o(a) meu(minha) terceirinho(a) chegará.

A pergunta que fica é: “Ana, você vai mudar seu perfil de adoção?!” Acredito que sim! Já sou abençoada por ter um casal que sempre foi meu sonho! No momento certo, o que vier, um menino ou uma menina, será ainda mais alegria e completará ainda mais a minha família!

Com amor,

Ana Maria.

 

Sobre (minha) amamentação…

Bom dia!

A Maria Rita está prestes a completar quatro meses e eu a completar quatro meses de amamentação. Amamentação não exclusiva, com auxílio da mamadeira e do leite de fórmula… mas não menos cheia de amor por causa desses auxílios!

O Raul não foi amamentado no peito e eu sinceramente culpei (internamente) as enfermeiras do hospital onde ele nasceu por ele não ter aceito o meu leite… Elas introduziram fórmula para ele no primeiro dia de vida sem antes dar o meu leite, sem contar que eu levava o meu leite e elas não ofereciam para ele. Chegando em casa eu tentei dar o meu leite para ele, mas sem sucesso. O que aconteceu foi que ele já tinha se acostumado com a fórmula e sendo assim, continuei dando a fórmula em casa, já que o meu foco era que ele ganhasse peso para fazer a cirurgia. Desta forma, desde que engravidei da Rita, nunca me passou pela cabeça a ansiedade e o desejo gigantesco de amamentá-la exclusivamente pelo peito. Nunca floreei a amamentação e sempre pensei que se fosse possível eu amamentaria e caso não fosse, eu compraria a fórmula e não sofreria por isso. Enfim, Maria Rita nasceu e logo a amamentação me foi apresentada. Sabe aquelas imagens de mães amamentando sorrindo?! Aquelas propagandas de que o leite materno é a coisa mais importante na vida de um ser humano? Eu sentia raiva só de ver… a cada mamada da Rita eu tinha vontade de chorar, e muitas vezes chorava mesmo de dor e de raiva das pessoas que me “pressionavam” a amamentar minha filha. Por longas 4 semanas eu tive vontade de mentir a cada consulta da pediatra que me perguntava como estava sendo a amamentação e se estava sendo exclusiva no peito. Eu tive ingurgitamento mamário, fissura nos bicos e até mastite na mama esquerda. Amamentava com febre e muita dor. Pensei em desistir e me senti pressionada por algumas pessoas que, diziam que eu não podia desistir, que eu tinha que aguentar a dor… porque doía mesmo! =(

Nesse mesmo tempo, mais uma vez a Fonoaudiologia me fez entender o porquê deu tê-la escolhido. Tive que ser minha própria fono… para tratar a pega correta da Rita na minha própria mama. É mamães… amamentar não é fácil! Dói! Dói muito! Dói muito até que seus bicos estejam calejados… Amamentar cansa! Cansa ainda mais quando você tem mais de um filho. Hoje, sendo mãe de dois que foram de diferentes modos alimentados, posso afirmar que amamentar tem o mesmo efeito AFETIVO quanto a mamadeira! E a minha consciência hoje está tranquila, no quesito afetividade, em relação a não ter amamentado o Raul.  Portanto, mamãe que não pode amamentar (ou simplesmente não quer)… não se julgue! Não escute os outros! Sinta o seu instinto e seja feliz! É claro e óbvio que o leite materno é 104165461646 vezes melhor que o leite de vaca, mas me sinto abençoada em ter dado mamadeira pro Raul e poder oferecer o peito e a mamadeira pra Rita. O que importa é o amor que você está exalando ao alimentar seu filho.

Hoje a amamentação não me dói mais. Sigo completando com fórmula quando sinto necessidade. E gostaria de dizer que não me sinto menos mãe por causa disso,  não estou “estragando” a minha filha por dar a fórmula junto (pelo menos o Raul eu não estraguei… risos) e se ela vai preferir a mamadeira a meu peito eu não sei. Até agora estamos indo super bem nos dois! Ela até escolhe a maneira como vai se alimentar. Então… esse é meu jeito de ser mãe. É a mãe que sou! Alem disso, mães de fissurados, sintam-se abraçadas e confortadas. Vocês estão fazendo o melhor pro seu filho, seja dando mamadeira, seja dando peito.

Com amor,

Ana Maria.

Ps.: Dedico esse texto às mães de pequenos ainda fissurados… Recebam meu amor e meu apoio!  Amamentar não é tudo! AMAR é tudo!

 

 

#mamãefonoaudióloga: Tinta de gelo

Bom dia!

As férias escolares estão de vento em popa e muitas vezes a nossa criatividade não acompanha a energia dos nossos pequenos, não é mesmo!? risos… Então, vamos para mais uma atividade super legal!?

Material:

  • Água
  • Amido de milho
  • Corante comestível
  • Forminhas variadas de gelo
  • Copo medidor

Mãos na massa:

  • Utilize o copo medidor para a medir a quantidade de água e do amido de milho, sendo que  para cada medida de amido de milho você deverá adicionar a metade de água.
  • Misture os corantes e vire nas forminhas de gelo
  • Leve ao congelador e Voi-lá! Está pronto!

Essa atividade é fantástica para as férias de verão! A criançada adora! Dá para pintar papel, o corpo, o chão… Fazer aquela bagunça boa!

Com amor,

Ana Maria.

 

#mamãefonoaudióloga: Areia comestível para brincar

Bom dia!

A areia é uma ótima pedida para atividades com estímulo tátil cinestésico e eu sou louca nesses facilitadores nas minha atividades. Então, hoje vamos fazer uma receita de areia  comestível, ideal para os pequenos “bem pequenos” que adoram colocar a mão suja na boca.

O primeiro passo é adquirir os ingredientes, que são:

  • 8 copos de farinha de trigo
  • 1 copo de óleo de soja
  • Anilinas comestíveis a base de óleo para dar cor a areia

Depois disso, basta misturar tudo e separar as porções para fazer a areia com as cores desejadas. Simples né!? O Raul adorou e brincou até por aqui! Ele não quis colorir sua areia, porque queria uma areia como a da praia. risos… Ah! O corante tem que ser a base de óleo pois se não for a areia não colore por já termos utilizado o óleo para dar liga na receita.

Com amor,

Ana Maria Poças.

Ps.: Se vocês quiserem uma areia cheirosa (sem ter o cheiro do óleo de cozinha) basta trocar óleo de soja por óleo de corpo. Porém, ela passará a não ser comestível.

#mamãefonoaudióloga: massinha de modelar caseira

Bom dia!

Quem aí está de férias!? Se você está com seu (ou seus) pequeno em casa, nessas duas (longas) semanas que já se passaram desde que as férias escolares começaram e/ou você se encontra sem saber como entreter a sua criança dentro de casa… Eu sei bem como você está se sentindo… A pilha deles parece não acabar nunca e a nossa parece não ter tempo de recarregar, não é mesmo?! risos…  Pensando nisso pensei em fazer um especial de férias com atividades que vocês possam realizar juntos, assim, além de diverti-los e entretê-los, nem que seja por alguns minutos (risos), aproveitamos para estimulá-los nas habilidades motoras, na linguagem e na imaginação. O que acham?!

Anota a primeira aí! É super simples e fácil de fazer.

Massinha de modelar caseira

Ingredientes:

  • 1 copo de água
  • 2 copos de amido de milho
  • 1 copo de sal
  • Corantes alimentícios de cores diferentes

Modo de preparo:

Misture a água, o amido de milho e o sal em uma panela e leve ao fogo baixo até virar uma goma bem firme e desgrudar da panela. Isso não leva nem 3 minutos para acontecer! Desligue a panela e, assim que esfriar um pouco, separe em partes e misture o corante comestível.

Ah! Essa receita é ótima para os pequenos que colocam as massinhas na boca. =) Com ela você não precisa se preocupar com isso, tudo é comestível! Outra observação é que a massinha não dura muito, ela acaba ressecando rápido. Mas, dá para divertir por um bom tempo, não se preocupe.

Com amor,

Ana Maria.