#mamãefonoaudióloga: atividades sensoriais

Bom dia!

Hoje darei dicas de como estimular os pequeninos para que eles desenvolvam as sensações táteis, cinestésicas, visuais, auditivas e olfativas. Mas antes vou explicar porquê devemos estimular estas sensações e no que elas são importantes.

Os nossos cinco sentidos do corpo humano são: a visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato e é por meio dos cinco sentidos que nós podemos ver, ouvir, falar, sentir e experimentar o que nos é apresentado ao nosso redor em uma conexão complexa e perfeita de todo o nosso corpo. Por meio desses sentidos é que nós trazemos os ensinamentos fundamentais para o conhecimento e aprendizagem dos pequenos, visando que eles conheçam o próprio corpo, estimulando assim  o desenvolvimento integral.  Os estímulos, nos primeiros anos do desenvolvimento infantil, são decisivos e fundamentais para a formação da personalidade de uma criança. O nosso cérebro é dividido em dois hemisférios: o esquerdo, que está voltado à área da lógica, do raciocínio, do cognitivo e da fala, e o direito, que atende a área do lúdico, da imaginação, da criatividade e das sensações e emoções. Nós costumamos usar somente o lado esquerdo, por isso é muito importante que ajudemos os nossos pequenos a utilizar os dois lados sempre. O cérebro infantil já traz os neurônios de toda vida, lembram quando falei que a criança parece uma esponjinha!? Pois é… o cérebro está sempre pronto para se desenvolver e ser preenchido com estímulos. Os sentidos bem estimulados na infância auxiliam na qualidade de vida adulta, pois fortalece e desenvolve as outras fases do crescimento, proporcionando uma vida adulta com qualidade, equilíbrio e produtiva.

Vamos então às atividades simples e de grande utilidade para a estimulação sensoriais dos nossos pequenos.

  1. Com uma caixa reciclada, fazemos furos e amarramos pedaços de fitas de várias cores e larguras. É um passatempo riquíssimo para os bebês. 84280332db6911780c4d69495ae10757
  2. Em uma vasilha ou um tabuleiro, coloque milho, areia, feijão, arroz ou o que você tiver em casa e espalhe brinquedos para a criança possa sentir a textura dos objetos.5d132e6950bd00a1baf150043d38c1ad
  3. Com um papelão, você pode fazer um enorme tapete de estímulo sensoriais. Pegue e cole coisas de diferentes texturas onde a criança pode receber vários estímulos ao mesmo tempo. Olha que ideia genial! E você pode montar o seu da maneira que quiser, utilizando coisas que você já tem em casa. Eu adoro esse tipo de tapete!93e2bb682c03cada20342c9351d04754

Esses Potes da Calma Ou Calming Jar eu já ensinei aqui no blog como fazer (Pote da Calma). É um estimulador fantástico e muito completo! Nessa ideia que achei no Pinterest, a pessoa fez as os potes que remetessem às estações do ano. Eu achei muito legal porque além das sensações podemos trabalhar as estações de forma lúdica. Não ficou lindo?!aebc837ee8bc8acc89f1053b6c871dcf

Com amor,

Fga Ana Maria Poças

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Ps: As imagens do texto foram tiradas do Pinterest.

#mamãefonoaudióloga: atividades de atenção e concentração

Bom dia!

Quem convive com os pequenos sabem que nem sempre é uma tarefa fácil conseguir que eles fiquem atentos a uma atividade ou que simplesmente prestem atenção no que você está falando, não é mesmo?!  Muitas das vezes damos ordens e nada deles obedecerem. Parece até que têm a audição e a atenção seletiva, só escutam o que querem. Parar por um instante só acontece quando algo os despertem mesmo o desejo de estarem ali, naquele momento.

Mas por quê são assim? Simplesmente pelo fato do cérebro deles estar a 1000 por hora. É como se eles fossem uma esponjinha jogada dentro de uma bacia de água e que quer sugar toda a água… Porém, precisamos da atenção e da concentração para promover o desenvolvimento dos nossos pequenos e os ajudarem a canalizar esse aprendizado da melhor forma possível. A atenção deve ser estimulada porque tem um papel fundamental para que o aprendizado ocorra e também porque é a base do desenvolvimento das outras capacidades psíquicas como a memória, o raciocínio e a imaginação. Uma das características da atenção é a concentração. A concentração da atenção implica em voltar sua atividade mental para um determinado espaço ou atividade.

Vamos ver como podemos ajudar os nossos pequenos a desenvolver essas habilidades tão importantes para o aprendizado?! Selecionei algumas brincadeiras usando muito pouco e que são fantásticas para estimular a atenção e a concentração. Olha só:

  1. Que tal um jogo de memória fugindo do tradicional. Este você faz com pratinhos de festa e canetinha coloridas. Só fazer pares utilizando a mesma cor da canetinha e o contorno das próprias mãos da criança.9da7fbf8ca7e473e502e19c1cf0ca5ca
  2. Aqui você vai precisar de um papel com quadradinhos coloridos desenhados de cores diferentes e círculos de papéis que têm as mesmas cores dos quadrados. Depois é só solicitar à criança que coloque os círculos na cor correspondente. 458152da211a2b713e97e992c33799a6
  3. Reciclando uma caixa de ovos e utilizando pecinhas de lego, você deverá fazer cartilhas que tenham o número e o formato exato da caixinha de ovos, e fazer cada quadradinho de uma cor diferente. desta forma a criança deverá reproduzir a sequência de cores na caixinha utilizando as peças de lego.20aadaf32068743748b01c80ade7083e
  4. Com um pedaço de papelão, você deverá desenhar uma sequência de formas geométricas e fazer utilizando outro pedaço as mesmas formas geométricas da sua sequência e recortá-las. Assim, é só solicitar a criança que as coloque em cima da forma correspondente.

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O legal é construir os brinquedos junto com os pequenos, pois, fazer com que eles participem de toda execução e planejamento da brincadeira estimula mais um monte de habilidades. Além disso, eles se sentem muito importantes e satisfeitos por ajudarem. Cada atividade dessas, além da concentração e da atenção, estimula também mais algumas habilidades como a coordenação motora, a linguagem, o raciocínio, o pensamento, a percepção tátil sinestésica, a percepção espacial, o conhecimento das cores, a lateralização, o conhecimento das formas geométricas etc. Brincar é sempre bom! É brincando que a gente aprende.

Com amor,

Fga Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

PS.: As imagens do texto foram tiradas do Pinterest.

#mamãefonoaudióloga: O por que dos porquês?!

Bom dia!

Por que o cachorro come ração? Por que está de noite? Por que não existe mais dinossauro? Por que o Batman não voa? Por que isso mamãe? Mas por que, papai? Chegamos na fase dos porquês do Raul… Confesso que muitas das vezes minha criatividade já não permite mais atender às suas perguntas e as respostas acabam resultando em mais perguntas sem respostas. Lembro-me que na faculdade tive algumas aulas sobre as fases de Jean Piaget, para quem não conhece foi um psicólogo e educador suíço, que descreve as fases que as crianças vivenciam. Mas somente agora as venho entendendo e vivenciando, na prática, cada uma delas.

Jean Piaget nomeia essa fase dos porquês como período pré operatório e é justamente nessa idade entre três e quatro anos que ela costuma aparecer. O período pré operatório é também chamado de estágio da Inteligência Simbólica, pois, é a fase em que as crianças conquistam a capacidade de criar imagens mentais sem que elas estejam presentes. Elas conseguem observar e sentir muito mais estímulos do que conseguem entender, por isso os porquês. Perguntam o porquê devido a essa incansável busca pelo conhecimento e entendimento. A criança quer entender, perceber, conhecer a si mesma e aos outros, perceber o comportamento, perceber as regras, os modos de agir, o mundo que a cerca … E nós, pais, somos os escolhidos para responder aos seus porquês por sermos os seres que elas têm mais confiança. Muitas das vezes é chato a situação que elas nos colocam, com a insistência de uma resposta, principalmente porque alguma das perguntas não têm respostas, já que fazem parte do mundo imaginário da criança. A paciência tem que ser mesmo muito grande. Mas gostaria de deixar claro que eles não fazem por mal, é que eles se encontram em um processo permanente de desenvolvimento pessoal que deve e merece ser respeitado se não quisermos que elas se sintam desestimuladas e parem com a vontade de descobrir o mundo que as cerca. Além dessa fase ser muito importante para o aprendizado em geral dos pequenos. As respostas dessas perguntas devem ser claras e objetivas, sem muitas firulas. Devem seguir o raciocínio e a idade da criança, em uma linguagem adequada à idade dela, com um vocabulário de fácil compreensão. Isso vai facilitar as dúvidas que elas têm e clarear a cabecinha que está a mil por hora nessa fase.

Então é isso, pessoal! Paciência… muita paciência! E vamos contribuir para a formação dos nossos pequenos da melhor forma possível, incentivando-os a se tornarem pessoas melhores a cada dia e contribuindo para a sua formação pessoal.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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#mamãefonoaudióloga: atividades de sopro

Bom dia!

Este será o primeiro texto de dicas da série #mamãefonoaudióloga de atividades para crianças que nasceram com fissura labiopalatina. Hoje falaremos sobre os benefícios dos exercícios de sopro e por que devemos estimular as crianças a soprarem. Ah… não serve exclusivamente para as que nasceram com fissura, todas as crianças podem e devem fazer para estimular.

As crianças que nasceram com fissura labiopalatina têm uma dificuldade em conseguir soprar, ou seja, conduzir o ar somente para a cavidade oral. Se a criança não for operada ainda, o motivo delas não conseguirem conduzir o ar somente na boca se deve ao simples fato do palato (Céu da boca) estar em comunicação com a cavidade nasal (narinas). Porém, se já forem operadas pode ser que o palato ainda precise de uma forcinha para se movimentar ou a criança ainda precise de tomar consciência de quando e como o ar deve passar pela boca ou pelo nariz. O sopro é um dos exercícios que mais trabalha todos estes aspectos, seja o da musculatura velofaríngeo e da percepção e sensação tátil sinestésica.

Vamos às dicas de atividades que promovem o nosso objetivo geral de hoje?!

  1. Utilizando um canudinho e uma bolinha de isopor (ou outra bolinha leve que você tenha em casa) você pode pedir a criança que sopre a bolinha até o alvo final. No caso dessa foto abaixo o alvo foi um copo plástico pregado na beirada da mesa com um durex e o canudinho foi substituído por um cone de papelão. Esse é um modo com dificuldade de sopro mais avançado, depois que a criança já esteja conseguindo soprar com canudinho é legal ir dificultando. Outra opção dessa atividade é fazer caminhos a serem seguidos pela bolinha, ou seja, a criança vai guiando a bolinha com o sopro percorrendo por todo o trajeto.6a8e620c23464fff4f047852dfc9dbf6
  2. Faça barquinhos de papéis pequenos e encha uma bacia de água. Peça a criança que movimente os barquinhos com o sopro. Para aumentar a dificuldade você pode trocar os barquinhos de papel por barquinhos de rolhas de vinho ou de espuma.barquinhos5-j.iadosnegros
  3. Mais uma atividade com canudinho, mas desta vez precisa de tintas.  A criança já precisa saber soprar nesta atividade para não acontecer dela sugar ao invés de soprar a tinta. Utilizando uma folha em branco, peça que a criança molhe o canudinho na tinta (que você deverá ter diluído um pouquinho em água) e depois sopre na folha. Ou também pode-se colocar na folha um pouco de tinta e pedir que a criança espalhe a tinta com o sopro. As duas maneiras são bem legais! A criatividade nessa atividade é muito trabalhada e as crianças adoram ver os seus quadros sendo formados!straw-painting-instagram1
  4. Bolinhas de sabão. Você pode utilizar os fazedores de bolhas prontos que encontramos em muitas lojas de brinquedos ou fazer com um pedaço de aranhe, um canudinho mais grosso ou com uma garrafa pet cortada e fazer bolhas gigantes. A criançada adora! Raul ama fazer bolhas!mouse2
  5. Utilize instrumentos musicais como flautas e gaitas para estimular não somente o sopro como também a musicalização da criança. Olha esse instrumento de sopro feito com canudinhos, que máximo!8a0683cc95d3344c8ca8695ff8ecd7cf

Com amor,

Fga Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

 Ps.: As imagens do texto foram tiradas do Pinterest.

Artes Marciais para crianças

Bom dia!

Desde que Raul completou 2 anos e 3 meses percebemos que ele já estava com uma necessidade de interação maior com outras crianças além de desenvolver algumas virtudes como a disciplina e o respeito. Como ainda achava cedo demais para colocá-lo em uma escola e ainda não tinha decidido nem qual método ele iniciaria sua vida escolar, optamos por uma atividade que ele tivesse que ir pelo menos duas vezes por semana, que tivesse convivência com outras crianças e que abordasse algumas dessas virtudes que buscamos para ele.  Também tivemos o cuidado de observar o que ele mais gostava e tinha interesse, porque a atividade para a criança tem que ser prazerosa. Ele ama luta, desenhos com Samurais e super-heróis, logo, pensamos em alguma arte marcial.

Fui em busca de escolas que aceitassem crianças pequenas com menos de 2 anos e meio e não foi uma tarefa fácil, a maioria das escolas aceitam crianças maiores de 4 anos. Consegui uma escola no bairro Ouro Preto em BH que se chama Full House. Foi lá que matriculamos Raulzito desde fevereiro desse ano e não pretendemos tirá-lo, a não ser por vontade dele. O professor tem um carinho tremendo com as crianças e uma percepção fantástica do que cada um dos seus alunos precisa. As aulas são super lúdicas e as crianças são super estimuladas. As aulas acontecem duas vezes por semana com duração de 40 a 50 minutos, dependendo do rendimento da turminha. Os benefícios que nós, pais do Raul buscamos com as artes marciais são: melhoria e desenvolvimento da coordenação motora, raciocínio, interação, respeito ao próximo, disciplina e autocontrole. Eu percebo que as aulas são muito mais que isso, ao meu olhar de terapeuta vejo o professor trabalhando também outras habilidades como lateralidade, coordenação motora grossa e fina, equilíbrio, cores, linguagem, audição, raciocínio, lógica, perseverança, concentração…  Se você sentar para assistir as aulas sai com uma folha de habilidades que foram trabalhadas.

As aulas do Raul ainda não são definidas em modalidades como Karatê, Taekwondo, Judô… A modalidade dele chama Introdução as Artes Marciais. O professor, mais pra frente, vai indicar com a ajuda do aluno em qual modalidade ele se encaixará melhor, ou seja, juntos decidirão se vai praticar  Judô, Taekwondo, Karatê etc. A torcida do pai é para que ele goste do karatê, já a minha é que viva nesse universo dos Samurais. Sou fã mesmo da filosofia e do estilo de vida que fazem parte desse universo. O meu desejo é que o Raul se torne um homem do bem, com respeito ao próximo, com autocontrole e disciplinado.

Com amor,

Ana Maria.

 

Fonoaudióloga por amor

O dia 09 de dezembro é dedicado a minha amada profissão, a Fonoaudiologia. Esse ano em comemoração ao dia do fonoaudiólogo, o Conselho Federal de Fonoaudiologia lançou uma campanha onde as estrelas do comercial que passará na televisão seriam os próprios fonoaudiólogos. Para participar da campanha, o fonoaudiólogo deveria enviar um texto contando alguma história que tenha vivenciado e que marcou sua trajetória profissional. E eu enviei a minha e vou compartilhá-la aqui com vocês.

“A história que marcou minha trajetória como fonoaudióloga não aconteceu em meu consultório e sim em minha própria vida. Formei-me em 2008, aqui mesmo em Belo Horizonte. Escolhi o curso sem saber o porquê. No decorrer da minha graduação, percebi que não me identificava tanto com o curso, mas algo me dizia que tinha que terminá-lo e assim o fiz. Conclui o curso e atuei como fonoaudióloga até uns três meses antes do meu filho nascer, em 2013. Hoje sou mãe e fonoaudióloga em tempo integral do meu pequeno, que nasceu com fissura labiopalatina transforame à esquerda. Após sete anos de formada descobri o sentido de ter escolhido essa profissão e tenho a certeza de que não poderia ter escolhido uma profissão melhor. Sou muito grata a Deus por ser mãe; por toda a trajetória na faculdade; incertezas; pacientes e empregos que tive. Por essa gratidão que sinto, hoje tenho um Blog, o Fissurada na Maternidade. É através dele que mostro a forma real e descomplicada da fissura labiopalatina e da maternidade. Ao ajudar outras mamães e papais e até mesmo colegas de profissão com minhas vivências sobre as questões da fissura labiopalatina me sinto realizada. Com amor, Ana Maria Poças. CRFa 6-7185. www.fissuradanamaternidade.com”

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Parabéns a todos os fonoaudiólogos que exercem a profissão com AMOR!

Com amor,

Ana Maria Poças.

CRFa 6-7185

#mamãefonoaudióloga: Mastigar é preciso!

A mastigação é uma das funções do nosso corpo. Ela é muito importante para o desenvolvimento craniofacial e para o fortalecimento da musculatura orofacial. É a fase inicial do processo digestivo e para que ela ocorra harmoniosamente é necessário uma coordenação de vários músculos e nervos do nosso corpo. A sua função é reduzir o tamanho dos alimentos para serem mais facilmente digeridos.

O processo de mastigação inicia por volta dos 5/6 meses de vida, que pode coincidir com o nascimento dos primeiros dentinhos. E cabe a nós pais e cuidadores oferecermos a maior variedade de textura de alimentos para os nossos bebês. Desta forma promoveremos à criança uma maior estimulação para o processo de desenvolvimento dessa habilidade de mastigação. Mesmo os bebês tendo somente os dentes da frente, ou mesmo ainda banguelinhos, já exercitam o ato de mastigar, mantendo contato entre as gengivas e com isso já vão treinando para depois comerem um belo prato de arroz com feijão.

Enganam-se os pais, que pensando estarem ajudando no desenvolvimento do processo de mastigação e da deglutição, facilitam a consistência dos alimentos passando-os pela peneira ou batendo-os no liquidificador. Mastigar é preciso e quanto antes iniciar melhor para o desenvolvimento dos nossos pequenos.

Mas quando iniciar com a mastigação?! Bem, a introdução de alimentos que não seja o leite deve ser iniciada entre os 5/6 meses justamente na época que começa a maturação neurológica para que essa nova etapa seja estimulada. Antes converse com seu pediatra a respeito, por exemplo, o Raul iniciou esta etapa aos três meses, devido à cirurgia que o esperava. Vamos às dicas para estimularem a mastigação dos pequenos:

*Evite bater no liquidificador ou passar os alimentos na peneira; *Amasse com um garfo os alimentos, para que a criança possa se acostumar com as texturas;

*Prefira as colheres de silicone, elas além de oferecem mais segurança caso o bebê venha a mordê-las, não esquentam como as de metal;

* Ofereça alimentos de texturas variadas, assim estimulamos também as sensações;

*Ofereça as frutas e os legumes picados (Veja o post do BLW, quem sabe vocês não animam a fazer!?)

*Estimule seu filho a comer todos os tipos de alimento.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Ps.: Achei este artigo científico muito legal que tem como título: Início do processo de mastigação, O que pensam as mães e cuidadores. Segue o link para quem quiser dar uma lida.

Clique para acessar o 527af65c25b31b13215d87c19731e89e.pdf

#mamãefonoaudióloga: Gagueira Infantil, como lidar?!

Bom dia, pessoal!

Hoje o tema que abordaremos será a Gagueira. Como agir e o que fazer quando estamos diante de crianças que estão gaguejando.

É muito comum que durante o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem algumas crianças passem por episódios de gagueira. A gagueira é uma disfluência caracterizada por rupturas involuntárias do fluxo da fala. Essa disfluência ocorre com mais frequência entre um ano e meio e cinco anos de idade e normalmente é sinal de que a criança está aprendendo a usar a linguagem de maneira nova. Assim como aparece, ela também desaparece como veio; do nada. Mas se persistir é necessário uma avaliação fonoaudiológica. Caso a criança tenha algum antecedente familiar de gagueira, outros atrasos na fala, características psicológicas predisponentes como timidez e ansiedade excessivas, essa disfluência pode evoluir para um quadro crônico que chamamos de gagueira do desenvolvimento, por isso a importância de procurar um profissional adequado. Para a gagueira existe tratamento e quanto antes o iniciar, melhor será o prognóstico. Procure um fonoaudiólogo se tiver alguma dúvida sobre a fluência da fala de seu filho.

Agora iremos aprender como lidar com os episódios de gagueira, o que é de suma importância para a evolução do quadro. Seguem algumas dicas do que NÃO devemos fazer para que a disfluência não seja potencializada e que não sejam causadas frustrações nos pequenos falantes:

* NUNCA peça para a criança parar de gaguejar

* NUNCA peça para ela pensar antes de falar

* NUNCA peça para ela respirar e ter calma

* NUNCA peça para ela começar a frase de novo

* NUNCA sugira que ela evite as palavras difíceis

* NUNCA responda pela criança ou complete suas frases

* NUNCA tente adivinhar o que ela quer dizer

Agir com calma e serenidade é o que devemos fazer, mesmo que o momento de gagueira cause aflição em quem escuta. Deixe que a criança diga o que quer e do jeito que quiser. O importante é sempre mostrar que você está disposto a entender o que ela quer dizer e se mostrar interessado na comunicação. Seja o exemplo de fala da criança, fale com ela sem pressa e com pausas frequentes, quando ela terminar de falar, espere alguns segundos antes de você começar a falar. Reduzir o número de perguntas, fazer comentários ao invés de perguntas sobre o que estão conversando, mostrando que você está prestando atenção, também ajuda muito. As expressões faciais e a linguagem corporal são riquíssimos demonstradores do seu interesse no diálogo, então abuse deles. Este momento de troca, de empatia, auxilia no aumento da autoconfiança da criança pequena, pois ela vai saber que quem está conversando com ela aprecia a sua companhia e a aceita como ela é. Além de esse momento ser bem sugestivo para que a criança expresse seus sentimentos e experiências, pois ela sente-se segura. Papais e mamães, façam com que isso se torne rotina na vida de vocês e acolham essas crianças que estão passando por essa disfluência. Seu papel é fundamental na evolução de seu filho!

O restante da família também deve aprender a escutar e esperar sua vez de falar, assim como as outras dicas aqui escritas. Cabe aos pais ensinarem a eles como devem agir. Para as crianças, principalmente para as que gaguejam, é mais fácil falar quando há poucas interrupções e quando contam com a atenção do ouvinte. E por fim, o mais importante, faça seu filho saber que você o aceita como ele é. O que realmente importa para ele é o apoio dos pais além de se sentir amado.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Bibliografia:

Andrade, Claudia Regina Furquim de. Gagueira Infantil: risco, diagnóstico e programas terapêuticos. Barueri, SP: Pró-Fono, 2006.

#mamãefonoaudióloga: A fala dos “Fissurados”

Oi gente!

O assunto de hoje é sobre Fissura. Como tem muitas mamães me perguntando como é a fala de bebês que têm fissuras e se são atrasados em relação a linguagem, resolvi escrever este post.

Já falei aqui no Blog e torno a repetir, bebês fissurados são NORMAIS como todas as outras crianças. A única diferença é a abertura na boca e no palato. Quanto ao desenvolvimento da linguagem não tem nada de diferente, ela acontece do mesmo jeito como todas as crianças. O que pode acontecer são os sons que podem sair um pouco distorcidos se começarem a falar antes da cirurgia, por ainda terem o palato aberto (céu da boca). Por esse motivo, se a cirurgia for realizada no tempo certo, a fala dos nossos pequenos tem uma enorme chance de não ser prejudicada.  Existe um fator bem importante que também auxilia muito que é a escolha de um cirurgião plástico ou um centro especializado no assunto na hora de operar.

Antes da cirurgia os bebês devem ser estimulados normalmente em relação a fala (Já fiz um post sobre Estimulação de linguagem, deem uma lida depois!), o que podemos fazer desde sempre é incentivá-los a direcionar o fluxo aéreo para a boca, pedindo para a criança tampar o nariz com a mão ao falar palavras com a consoante /p/, como por exemplo papai, e também colocar brincadeiras no dia a dia que estimulam o sopro, como por exemplo: tocar flauta, gaita, apito e fazer bolinhas de sabão. Após a cirurgia de palato o que às vezes pode acontecer é o que nós fonoaudiólogos chamamos de disfunção velofaríngea,  que podemos exemplificar com o escape de ar nasal ao falar, hipernasalidade na fala, refluxo nasal de alimentos e distúrbios articulatórios compensatórios (DAC). Por isso, ressalto aqui a importância de procurar um bom profissional cirurgião plástico e um bom fonoaudiólogo, que sejam experientes no assunto. O fonoaudiólogo irá avaliar e passar exercícios para que esta etapa seja vencida e que as alterações na fala sejam minimizadas antes e após as cirurgias. Fazendo isso, podem ter certeza de que as chances de sucesso são enormes.

Depois da palatoplastia, Raul já falava algumas palavras como mamãe, áái (papai), vovó, auau, ága (água), bó (bola), etc. Não falava nada com as consoantes /p/, /d/, /k/ e /t/ ainda, por exemplo, papai ele falava “áái”. Alguns meses de treino e muito sopro (risos) saiu o primeiro papai. E hoje já fala o /p/, /b/, /t/ tranquilamente. A luta agora é para usar o /k/ nas palavras corretamente. Dentre esses sons que citei o único que ainda estamos na luta para ele usá-lo da maneira correta é o /k/ (o mesmo som quando falamos “casa”). Em sílabas isoladas e até em palavras que não tem o /k/ ele usava, por exemplo: ele falava “moco” ao invés de moto. (risos)

Confesso que eu fico um pouco neurótica com a fala do Raul, pelo fato dele ter nascido com fissura, mas ele está até mais desenvolvido do que muita criança que vejo na mesma faixa etária dele (Raul está com 01 ano e 09 meses). Se você escutar ele conversando sozinho ele fala quase todos os fonemas, inclusive alguns que são aprendidos mais pra frente. Enfim, o que temos que preocupar é em estimular. Estimular e muito a audição, colocar músicas para a criança escutar, dançar, cantar, brincar muito, dar livrinhos para ela ir vendo as figuras, estimular a imitação de sons de animais, meios de transportes, telefone, ranger da porta, etc., usar mesmo a imaginação e a criatividade com seus filhotes. Quanto mais brincamos e damos exemplos, eles aprendem! E a última e mais importante dica em relação a fala: Seja o exemplo de fala para o seu filho. Fale certo! Fale as palavras corretamente, mesmo que você ache lindo  e morra de amor quando seu filho falar “ábua” (água), “mimi” (dormir), “bubu” (chupeta/bico) e outras coisas fofas! Criança é seu espelho, em tudo! Pense nisso…

Ps.: Olhem aí, o Raulzito falando Papai logo quando aprendeu a fazer o /p/.

Ps. 2: Já estamos providenciando vídeos no nosso canal no youtube.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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Perdas Auditivas

Ei, gente!

Hoje falaremos sobre tipos de perdas auditivas. Vocês já leram por aqui em alguns posts citações sobre perdas auditivas, mas, afinal o que é a perda auditiva e quais os tipos existentes?! Neste post vou explicar o assunto um pouquinho pra vocês.

A perda auditiva é o resultado de danos em uma ou várias partes da orelha externa, média e/ou interna. Existem três tipos de perdas auditivas: a condutiva, a neurossensorial e a mista (Segundo Silman e Silverman, 1997).

A perda auditiva condutiva é quando há um problema na orelha externa e/ou média, ou seja, há algo impedindo que o som chegue de forma adequada à orelha interna (cóclea). Geralmente varia entre os graus leve e moderado (26 a 55 decibéis (dB), que é a medida da frequência dos sons). Este tipo de perda pode ser temporária. Dependendo da causa do problema, um remédio ou uma cirurgia, como a colocação de tubinhos de ventilação, podem ajudar. Esta perda auditiva é super comum em alguns casos de fissurados ou em quem tem muita otite. Quando estes dois procedimentos não resolvem o tratamento, pode-se resolver com o uso de aparelho auditivo.

A perda auditiva neurossensorial é quando há um problema com as células sensoriais, ou seja, nas células ciliadas da cóclea, e geralmente é permanente. Este tipo de perda pode ter graus entre leve a severo (26 a 90 dB) e pode ser tratada com aparelhos auditivos e implantes cocleares.

Quando há problemas tanto na orelha externa e/ou média quanto na orelha interna, é chamada de perda auditiva mista. Esta perda pode ser tratada por cirurgia assim como por aparelhos auditivos.

Para saber se uma pessoa tem perda auditiva é necessário fazer uma avaliação com um fonoaudiólogo especialista em audição. O especialista avalia o tipo e o grau da perda auditiva. Para saber o grau, o fonoaudiólogo detectará os limiares da audição da pessoa e os classificará (Segundo  Lloyd e Kaplan, 1978) da seguinte forma :

  • Audição normal: limiares de 0 a 25 dB NA. A pessoa escuta todos os sons normalmente.
  • Perda auditiva de grau leve: limiares de 26 a 40 dB NA. Há uma dificuldade para entender alguns sons da fala, sons da natureza mais baixinhos como por exemplo pássaros cantando, etc;
  • Perda auditiva de grau moderado: limiares de 41 a 55 dB NA.  Presença de dificuldade para ouvir a fala a nível de conversação.
  • Perda auditiva de grau moderadamente severo: limiares de 56 a 70 dB NA. A pessoa tem dificuldade para conversar em grupo, para que ela entenda o que é falado, a pessoa com quem ela está se comunicando tem que falar bem forte.
  • Perda auditiva de grau severo: limiares de 71 a 90 dB NA. Dificuldade um pouco maior em ouvir sons mais altos como, buzina de carro, toque de telefone alto, etc. A fala para ser compreendida por essas pessoas que tem este tipo de perda, tem que ser bem alta (amplificada) e/ou gritada.
  • Perda auditiva de grau profundo: limiares acima de 91 dB NA. Dificuldade para escutar sons relativamente muito alto como turbina de avião, caminhão, maquinários em geral, etc. Para conversar com uma pessoa precisa de estar frente a frente para realizar uma leitura labial para que entenda o que se está falando.

Se você acha que tem alguma dificuldade para escutar, não exite em procurar um fonoaudiólogo. Ele é um dos profissionais indicados para o diagnóstico da dificuldade auditiva. Ele promoverá uma intervenção da melhor maneira possível para que a dificuldade seja minimizada.

Com amor,

Ana Maria.

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Bibliografia:

– Manual de Audiologia dos Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia, 2013.