Meditação e a maternidade

Bom dia!

Ser mãe, dona de casa e trabalhar não é uma tarefa fácil, não é mesmo?! Dar conta de tudo e de todos nessa vida um pouco (bem) agitada da maternidade muitas vezes nos deixam sem saber como agir e/ou agimos erroneamente quando deixamos nossos sentimentos tomarem conta de nós. Quero compartilhar o que tenho feito e que tem me ajudado muito nessa minha missão de ser mãe, dona de casa e fonoaudióloga nas horas vagas. Tenho ficado muito mais centrada e calma, consequentemente agindo bem melhor com meu filho e com as pessoas a minha volta.

Comecei a meditar há mais ou menos uns sete meses atrás, por insistência do meu marido que já medita há muito tempo. Confesso que ficava muito resistente e que sinceramente não achava que fazia efeito, até que um dia sentei e fui meditar. Não conseguia me desligar por 1 segundo se quer. Minha cabeça a mil por hora e eu tinha a sensação que estava ali perdendo tempo sentada enquanto tinha mil outras coisas para fazer. Meus dias foram passando, eu insistindo na meditação e a medida que o tempo passava, mesmo que eu não tenha de fato meditado, eu estava ficando mais calma e tomando rédias dos meus pensamentos, o que, no passado, muitas das vezes me guiavam para um caminho onde eu não queria estar. Situações simples como uma febre ou nariz escorrendo do meu pequeno, já me faziam ter taquicardia, o dia para mim acabava e eu ficava muito mal até ele melhorar. Não conseguia fazer minhas atividades com êxito e minha rotina que sempre foi “tranquila” para mim, já não era mais. Meu dia já não rendia mais como antes e minha cabeça não estava ficando de fato boa! E fui percebendo com o passar do tempo que as “meditações” estavam me ajudando a ter controle de mim mesma e me tornando uma pessoa melhor. Melhor para mim, para o meu marido, para o meu filho e para o mundo.

Hoje já medito alguns minutos… não o tanto que eu gostaria de meditar, mas estou no caminho. Os benefícios da meditação são inúmeros e já listei aqui alguns no texto que escrevi sobre A meditação na vida dos pequenos e que são os mesmos para nós mamães. Com ela conseguimos eliminar e prevenir o estresse, preencher o nosso corpo com mais energia nos dando melhoria na área física e mental, harmonia, estabilidade, desenvolvimento da consciência e nos transformar como um todo. A princípio você pode sentir que esta perdendo tempo, mas quando perceber que quanto mais você medita mais estará consciente do momento presente e, dessa forma, otimizará melhor seu tempo e poderá fazer mais e melhor suas tarefas diárias, chegará a conclusão que na verdade você esta ganhando muito tempo e qualidade de vida. Segundo Matthieu Ricard, no livro A arte de meditar, meditação é uma prática que permite cultivar e desenvolver certas qualidades humanas fundamentais, é uma forma de familiarizarmos e cultivarmos qualidades que nós todos possuímos mas que permanecem em estado latente enquanto não esforçamos para desenvolvê-las. Você pode conferir diversos estudos que comprovam o que estou escrevendo aqui nesse texto sobre meditação, eu só gostaria mesmo de incentivar você, mamãe, que assim como eu é mil e uma utilidades e tem que dar conta do recado. Agora se além dos benefícios quisermos seguir exemplos de vida, muitos líderes espirituais da humanidade meditavam.

Portanto, mamãe, medite! Meditação é vida! É luz! É salvação!

Com amor,

Ana Maria.

Ps: Seguem algumas dicas de leitura sobre meditação:

A arte de meditar. Um guia prático para os primeiros passos na meditação. Matthieu Ricard. Editora Globo.

Autoperfeição com Hatha Yoga. Um guia clássico sobre saúde e qualidade de vida. Hermógenes. Editora Nova Era.

A arte da meditação. Daniel Goleman. Editora Sextante.

Amamentar dói sim!!! – por Débora Rocha

Sempre ouvi muito sobre a gravidez e seus sintomas, alegrias e surpresas, mas pouco ou nada sobre a amamentação!
Tive um parto normal como aqueles de novela, contrações que começaram na madrugada, idas e vindas à maternidade, trânsito complicado no trajeto, malas pra cá e pra lá, tudo exatamente como idealizei, um sonho realizado!
Porém, quando o bebê nasce se espera que ele mame de forma instintiva (a mãe oferece o seio e o bebê mama como vemos na TV) certo? NÃO, O BEBÊ NÃO SABE MAMAR!
Ele pega errado no mamilo e te machuca, uma vez que você permite porque também não sabe a forma certa de o fazer!
Por mais que as enfermeiras e os pediatras te ensinem várias vezes, você continua sem entender, afinal a nova realidade te deixa totalmente lesada! Trocar fralda, dar banho (eu fiz questão de eu mesma dar banho na maternidade), receber visita, se alimentar, tomar medicação, acordar para amamentar, tirar fotos fofas do ser mais lindo do mundo, enfim um turbilhão de informações ao mesmo tempo!
Aí você volta pra casa com o maior desafio da vida, cuidar de um bebê que depende de você para sobreviver!
Eu tive um agravante por não ter o bico do seio formado, tenho mama plana e a dificuldade foi enorme. Confesso que a tentação de dar uma mamadeira com fórmula passou várias vezes pela minha cabeça, mas resisti!
A Júlia manteve a pega errada por um mês, meu seio empedrou e quase tive uma mastite, tive a visita de uma enfermeira que fez a ordenha e resolveu o problema, depois uma tia me ajudou a corrigir a pega e só então comecei a ter um alívio ao amamentar!
No entanto depois de completar dois meses a dor voltou, Júlia começou a fazer uma “bitoca” que ardia de me fazer chorar, parecia um pesadelo e eu desejei ter outro parto à ter que continuar com essa dificuldade!
Hoje depois de orar muito pedindo à Deus que me amparasse e me fortalecesse para eu não desistir, afirmo que amamentar em livre demanda foi a escolha mais difícil que fiz na vida, mas que felicidade em ter conseguido!
O leite materno é o melhor para minha filha e é o maior prazer do mundo para mim!
Meu testemunho de fé é para fortalecer às futuras mamães que assim como eu podem ter alguma dificuldade, sejam fortes, confiem em Deus e amamentem seus bebês, os olhinhos nos olhos são a nossa recompensa!!!

Débora Rocha, mamãe da Júlia.

#mamãefonoaudióloga: atividades de cores

Bom dia!

Nomear as cores é uma das primeiras coisas que ensinamos aos pequenos. Quando começam a fixar o olhar em brinquedos é possível irmos inserindo o conhecimento de cores na cabecinha deles.” Olha que linda essa bola azul!, Olha esse sapo verde.” ou” Você quer usar essa blusa amarela?” Frases desse tipo podem ser utilizadas para que as crianças vão conhecendo e aprendendo a nomear as cores. Claro que muitas crianças vão de fato conseguir nomear as diversas cores somente aos dois anos de idade e para que consigam nomeá-las elas vão passar por etapas como a percepção e a diferenciação delas, mas é importante, desde cedo, já irmos incentivando o conhecimento.

Uma dica para os que já estão craques em nomear as cores é ir brincando com a combinação delas ou ensinando a nomeá-las em uma outra língua. Mas agora vamos as dicas de alguma atividades que propõem o conhecimento de cores:

1- Com potes de diferentes cores e botões que correspondem as mesmas cores dos potes, você trabalha a coordenação motora fina e o pareamento ao pedir que as crianças coloquem os botões dentro do pote nas cores correspondentes.

0b5fb3a0e1cbe76172d76f9c26ebde5d

2- Aqui nessa atividade, você deve solicitar a criança pregue o pregador de roupa pintado na cor correspondente no círculo. É bem interessante que esteja escrito o nome da cor para que o pequeno já vá associando a cor a escrita.

7ae5f1aea32c197f14fea424d5b72e65

3 – Com água, sabão e anilina você consegue uma mistura colorida, agora é só dar um canudinho para que o pequeno se esbalde na pintura ao soprar as bolhas em uma folha de papel. Essa atividade é riquíssima! Estimulamos o sopro, a coordenação motora fina, o conhecimento de cores, a criatividade e a relação espacial.

9e0342a0cdccb1c10e061b447ee3a0cb

4- Com pompons feitos de lã coloridos, rolos de papel higiênico pintados das mesas cores que os pompons e pegadores de macarrão você elabora essa atividade sensacional! Aqui nessa foto temos palitos grandes (como se fossem Hashis que são aqueles palitinhos utilizados para comer comidas orientais) ao invés  e pegador e macarrão, mas só devem ser utilizados por crianças maiores ou com habilidades motoras mais desenvolvidas. Com esses materiais é só pedir aos pequenos que coloquem com o pegador de macarrão os pompons nos cones das cores correspondentes. Você pode ir ditando a brincadeira: “Coloque os pompons azuis no túnel azul.” ou “Coloque os pompons da mesma cor do céu no túnel da mesma cor.”

37a3a71a69bf22c7509af8ecffd85641

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Ps: As fotos do texto foram retiradas do aplicativo Pinterest.

Livro – É claro que eu amo você… Agora vá pro seu quarto!

Bom dia!

Terminei a leitura do livro É claro que eu amo você… Agora vá pro seu quarto! Educando filhos com amor e limites, da autora Diane Levy. Estava com ele já havia mais de 5 meses e nada de terminar de ler. O livro traz uma leitura rica em instruções e dicas de como lidar com os pequenos e até com os adolescentes. Esse foi sem dúvidas o livro que mais me ajudou com o Raul no quesito “birras, chiliques e teimosia”. Sabe aquele momento que você já não sabe mais o que fazer ou como agir, está no auge da falta de paciência ou quando seu filho sofre bullying e você não sabe como intervir? Então… leia esse livro!

A autora começa nos ajudando a classificarmos nossos pequenos com estudos de Aristóteles e Hipócrates e com uma atualização de Florence Littauer, através da teoria da personalidade. Segundo a teoria podemos classificar as pessoas em: sanguíneos (os que querem que o mundo seja divertido), coléricos (os que querem ter o controle), melancólicos (os que querem que o mundo seja perfeito) e fleumáticos ( os que querem paz). Classificando o comportamento, você consegue uma diretriz para entender o que se passa na cabecinha do seu pequeno, assim você consegue intervir do jeito certo. Inúmeros assuntos são abordados como: as necessidades emocionais das crianças, frustrações, intervenção e cuidados, conselhos eficazes, obediência, problemas de sono, refeições, uso do banheiro e ainda questões da adolescência. Eu realmente nunca havia conseguido dicas tão certeiras em outros livros, talvez por este ser o mais próximo da minha realidade e da linha de criação que me identifico. Um simples fato de você não falar um NÃO do jeito errado, faz com que você evita que um chilique seja dado e a criança respeite sua ordem, uma simples pausa de 10 segundos faz com que tarefas e ordens sejam executadas sem nenhum esforço e quando não se consegue o comportamento que gostaria, basta você adotar a distância emocional que a criança se acalma. Quatro expressões básicas (UAU!, OH-OH-OH, VÁ! e Uh-HUH!) são ensinadas para pais que estão em situações onde não encontram soluções e precisam de um tempo para intervir. Essas e outras dicas a autora descreve e faz orientações certeiras para que você contribua com a paz no seu lar. Para você, querido leitor que tem uma criança sanguínea em casa (como eu)… esse livro vai ter uma bela utilidade! risos…

Criar seres humanos que façam a diferença no mundo não é uma tarefa fácil. A nossa responsabilidade é dar um suporte emocional, com amor, paciência e sabedoria. Agindo assim conseguimos fazer com que ambos os lados sejam entendidos, mesmo que às vezes não nos expressamos direito e que os pequenos não saibam ainda se expressar de forma que sejam entendidos. Sejamos o exemplo para que eles se tornem adultos independentes e íntegros, e principalmente que saibam administrar as frustrações do dia a dia.

Com amor,

Ana Maria.

Gestação diabética – O Antes, durante e depois do parto!

Bom pessoal, meu denguinho chegou e já completou 1 mês!!! Veio com 37 semanas e por cesariana, como programado! A semana que antecedeu o parto foi tensa. Tive muita dor no quadril. Estava dormindo aproximadamente 3 horas por noite. Uma dor que não melhorava de jeeeeito nenhum. Deitada de qualquer lado doía. De barriga pra cima nem pensar porque faz mal pro bebê, de bruços sem chances. E adivinhem o jeito que me aliviava? Era ficando de pé. Então eu e meu marido levantávamos nas madrugadas pra caminhar pela casa…rs Às vezes eu tomava um banho, fazia alguns exercícios leves e conseguia alívio para mais 1:30h de sono.

O Lorenzo já estava bem grandinho, com 3,200 kg, e cada mexida dele era uma dor gigantesca. A diabetes estava controlada, hemoglobina glicada a 6,2. Ele nasceu num sábado, e um dia antes fiz um exame de ecocardiograma fetal para ver como andava seu coraçãozinho, e graças a Deus tudo certo! Sábado chegou! Fomos para maternidade. Já dentro da sala de cirurgia fui medicada com a peridural e não com a raqui, como eu achava que seria. Não olhei pra agulha, como recomendado…rs Mas juro, não dói. É uma sensação estranha, mais um incômodo que dor. Anestesia dada fomos para a luta para tirá-lo.  Já chegou ao mundo chorando, pesando 3,450kg! Muito cabeludo (e detalhe que eu não tive asia nem uma vez). Assim que ele saiu, foi colocado pertinho de mim e eu digo a vocês, não há cheirinho melhor!!! Ele tomou um “banho de gato” e foi levado para sala onde eu esperava passar a anestesia. Chegando lá já veio a diabetes não me deixando esquecê-la. Lorenzo estava com a glicose baixa (por estar em um meio em que a glicose era em média 130, o pâncreas dele produzia insulina para abaixar sua glicose. Ao sair do útero, já não recebia toda a fonte de glicose que eu mandava, mas seu pâncreas ainda produzia insulina como se estivesse recebendo, por isso sua glicose abaixou). A enfermeira chegou com ele e disse que eu deveria amamentá-lo para aumentar sua glicose,  caso contrário ele ficaria no berçário recebendo leite industrializado até a glicose aumentar. Foram minutos de luta, (porque eu garanto que amamentar pode não ser tão fácil quanto parece, assunto para um próximo post), mas acabou que consegui dar o que ele precisava, sua glicose aumentou e ele foi comigo para o quarto! Durante as 24 horas seguintes o Lorenzo foi observado de perto e sua glicose medida a cada duas horas para evitar qualquer hipoglicemia. Dois dias se passaram e eu tive alta, mas o Lorenzo não. Estava com icterícia.  A bilirrubina estava 16 e o valor de referência é abaixo de 12. “A icterícia refere-se à cor amarela da pele e do branco dos olhos que é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue. A bilirrubina é um pigmento normal, amarelo, gerado pelo metabolismo das células vermelhas do sangue. A criança fica ictérica quando a formação de bilirrubina é maior do que a capacidade do seu fígado de metabolizá-la.” (abcdasaude.com.br). Foi indicado para ele a fototerapia por dois dias, que consiste ficar em um aparelho com uma luz especial, essa iluminação desencadeia uma alteração na estrutura da bilirrubina, ajudando a diluir o pigmento que assim é mais facilmente eliminado pelo intestino, o sol pode fazer o mesmo papel, mas a luz artificial pode ser manipulada, resultando em uma melhora mais rápida. Realizada a fototerapia, saímos felizes da vida e 4 dias depois o levamos em sua primeira consulta com a pediatra. E a primeira coisa que ela disse quando tirou a roupinhas dele foi que ele ainda estava bem amarelinho. Ela nos deu um pedido de exame de sangue para fazer com urgência. Já eram 17h, então fomos ao Hermes Pardini 24 horas. Fizemos o exame e fomos pra casa. Às 21h do mesmo dia recebi uma ligação do próprio médico do Laboratório falando pra eu ir para um hospital infantil o mais rápido possível por que o exame do Lorenzo estava muito alto. Desta vez a bilirrubina chegou a 21. Vocês imaginam o desespero meu e do Léo. Liguei para minha obstetra (por que não tinha o telefone da pediatra) e ela me falou para ir  para o Vila da Serra, pois foi o hospital em que ele nasceu e lá eles já tinham o seu prontuário. E assim fizemos. Do jeito que estávamos, saímos!

Bom, ficamos mais 3 dias no hospital para realizar a fototerapia novamente. Foram 3 dias muito difíceis. Não sei das outras maternidades, mas o Lorenzo pôde ficar comigo e com o Léo  em um apartamento e não no berçário.  Finalmente saímos de lá com a bilirrubina a 12! Ufa!!! Agora sim! Nosso baby está cada dia melhor, engordando, crescendo e se desenvolvendo! Amamentar foi minha opção e graças a Deus tenho leite suficiente para nutri-lo. Foi uma gestação bacana, com suas peculiaridades e contratempos, mas que no fim ocorreu tudo bem. Me doei integralmente, mudei minha alimentação e meus hábitos, a diabetes exige isso. Essas mudanças com certeza influenciaram no sucesso que foi essa gestação. A gestação diabética não é fácil, mas está longe de ser impossível. E maternidade é isso, cada dia um novo obstaculo, um aprendizado diferente. Eu e o Léo estamos aprendendo a todo momento, todo dia tem um sufoco diferente, mas faz parte! Determinação e vontade são indispensáveis para obtenção de bons resultados. E assim vamos caminhando. E essa é a dica que eu dou a todas as mamães, diabéticas ou não, não desanimem! Independente do tamanho do problema, ele vai passar, e logo será apenas uma lembrança de uma dificuldade vencida. E outros problemas virão, mas com tranquilidade e equilíbrio tudo vai se encaixando.

Obrigada a todos que torceram por nós. Felicidades a todas que tiveram ou ainda terão o prazer de gerar uma vida! Deus no comando, sempre!

Deborah Patricio Romero

Menos sempre é mais

Boa noite!

Muitas vezes me pego olhando para o Raul e vendo meu pequeno se tornando um rapazinho. É fato que eu não tenho mais um bebê em casa. Já é uma criança de três anos que há muito tempo já tem suas próprias vontades, já escolhe suas próprias roupas e sabe expressar seus sentimentos cada vez mais certeiros para que quem esteja ao seu lado entenda o que exatamente o está incomodando. A cada dia que passa percebo mais que as crianças não precisam de muito para serem felizes e bem desenvolvidas.

Um simples cadarço que ele acabou de tirar de um tênis vira uma corda para pular, ainda que não funcione exatamente bem, ele não se importa e pula como se estivesse mesmo com uma corda enorme. Um sofá fora do lugar com uma manta jogada por cima vira uma cabana onde ali embaixo saem as mais variadas vozes e sons de bichos, onde ele imagina e me chama para entrar na floresta dos dinossauros. Na maior inocência me convida “Vem mamãe, entra na cabana, os dinossauros estão vindo!” Um banho na bacia de lavar roupas e alguns brinquedos já fazem a felicidade enorme do meu pequeno, se ele pudesse ficaria horas debaixo do chuveiro imaginando uma enorme cachoeira ou uma tempestade que os barcos precisam enfrentar. A imaginação das crianças é algo fantástico! Elas vivem com tanta intensidade dia após dia que muitas vezes, nos meus mais exaustivos dias, ao deitar e ver meu pequeno adormecido ao meu lado, com aquela carinha de anjo dormindo, eu peço perdão. Perdão por ter me aborrecido, ter me cansado, ter brigado, ter colocado de castigo, não ter correspondido a um pedido de entrar na sua cabana, ter tido um ataque de fúria quando ele começa com as suas birras… Meus pensamentos voam quando meu olhar encontra aquela criaturinha que me fez e faz enxergar o mundo com outros olhos.  Um ser que me deu um coração maior e melhor.

A simplicidade e o minimalismo de uma criança é um exemplo que devemos seguir, devemos pegar como filosofia de vida! Uma criança não precisa de brinquedos caros e nem roupas de grifes estrangeiras para ser feliz. Ofereça uma lata cheia de arroz ou de pedrinhas, ou  então embalagens variadas para você ver do que elas são capazes de fazer. Roupas!? Muitas vezes as que custam R$ 9,99 fazem mais sucesso do que as que custam R$ 99,99. Será mesmo que precisamos dar presentes ou estar presentes? Será que estamos sendo o melhor que podemos ser pros nossos filhos? Será que estamos sendo o exemplo que queremos que eles sigam? Será que somos os pais que almejamos? Estas perguntas eu sempre me faço… e sempre chego a conclusão que tenho que melhorar, que posso me controlar mais, aprender mais, a me doar mais. E por ele, pelo meu Raul, sempre estou em busca do meu melhor.

Com amor e muita gratidão,

Ana Maria.

O que esperar quando se está esperando, na “fila”

Bom dia!

Aconteceu algo bem bacana… Esses dias me peguei pensando no título daquele livro O que esperar quando você está esperando, que por sinal eu ainda não li, e me deu um clique de escrever um texto sobre o que esperar quando se está esperando na “fila”… da adoção! Um dia após de ter tido essa ideia recebi um email do blog Sobre Adoção, onde a Joyce, autora do blog, tinha escrito um texto justamente com o mesmo título que eu havia pensado no dia anterior… Será isso coisas de mamães grávidas do coração!? risos…

Na gravidez do Raul eu sabia (mais ou menos) o que esperar, por exemplo sabia que ele iria chegar no final do mês de agosto de 2013, sabia que seria um recém nascido que logo estaria em meus braços, já esperava como ele seria fisicamente, e já até sabia que ele seria um menino bem enérgico e bravo pelo jeito que ele mexia na minha barriga. Mas na gravidez da “Luna”, eu não tenho muito o que esperar… são muitas incertezas! Lendo o texto da Joyce fiquei pensando no que eu realmente estava esperando… como estou lidando com essa espera sem tempo demarcado, sem saber ao certo como será minha filha, com quantos anos ela irá chegar, qual será o nome dela, se ela vai ter manias, do que ela vai gostar, se vai gostar de mim e do meu marido… e o que eu mais fico pensando é se ela e o Raul vão se dar bem…São tantos pensamentos que se você não tiver um certo controle psicológico, acho que dá pra pirar um pouquinho. risos…

O que eu percebi com esse tempo desde quando demos entrada com os papéis é que não adianta a gente estressar… a adoção demora mesmo! Demora muito para sair a habilitação, demora muito para que eles deem entrada com seu nome no cadastro de adoção e alguns pais relatam que demora muito pra que seu filho chegue até você. Outra coisa que percebi é que não adianta você criar expectativas… Não adianta você querer estimar um tempo porque esse tempo não existe, minha filha pode chegar daqui um mês ou demorar anos. O que cabe a mim é acreditar que tudo vai dar certo e que vai ser da melhor forma possível, demorando ou não! Confesso que a ansiedade bate muitas vezes, principalmente quando eu penso que já tem quase um ano que demos entrada com os papéis e só agora estamos habilitados. Eu fico pensando, se demorou esse tempo todo para entrarmos na “fila” imagina quanto tempo mais vou ter que esperar para que ela chegue!?

Enquanto esperamos, estamos tornando essa espera agradável. Assim como fizemos na gravidez do Raul, estamos preparando aos poucos a nossa casa para a chegada dela. O quarto do Raulzito em breve sofrerá algumas mudanças para colocar mais uma cama e o guarda roupa para caber mais roupas. Raul ganhou um novo espaço para os brinquedos na nossa sala para sobrar espaço no quarto. A nossa rotina da casa foi mudada. Elaborei uma nova rotina para todos e principalmente para mim com minhas tarefas de “dona de casa” e do meu trabalho, assim já me preparo para ter duas crianças em casa, o que imagino que não seja uma missão fácil, uma vez que será apenas o Rodrigo e eu para dar conta de tudo por aqui. Raulzito está experimentando essa nova rotina e temos nos saído bem! Estou pronta para a chegada da princesa!

Ah! Só queria fazer uma observação, Luna seria o nome que daríamos se pudéssemos escolher o nome de nossa filha. Para Raul entender melhor e ser inserido no assunto com mais clareza, a tratamos aqui em casa de Luna. Se vamos poder colocar esse nome ou não, isso só poderemos saber quando ela chegar… mas de qualquer forma é assim que a chamaremos, mesmo que seja em apelido!

Com amor,

Ana Maria.