Livro – É claro que eu amo você… Agora vá pro seu quarto!

Bom dia!

Terminei a leitura do livro É claro que eu amo você… Agora vá pro seu quarto! Educando filhos com amor e limites, da autora Diane Levy. Estava com ele já havia mais de 5 meses e nada de terminar de ler. O livro traz uma leitura rica em instruções e dicas de como lidar com os pequenos e até com os adolescentes. Esse foi sem dúvidas o livro que mais me ajudou com o Raul no quesito “birras, chiliques e teimosia”. Sabe aquele momento que você já não sabe mais o que fazer ou como agir, está no auge da falta de paciência ou quando seu filho sofre bullying e você não sabe como intervir? Então… leia esse livro!

A autora começa nos ajudando a classificarmos nossos pequenos com estudos de Aristóteles e Hipócrates e com uma atualização de Florence Littauer, através da teoria da personalidade. Segundo a teoria podemos classificar as pessoas em: sanguíneos (os que querem que o mundo seja divertido), coléricos (os que querem ter o controle), melancólicos (os que querem que o mundo seja perfeito) e fleumáticos ( os que querem paz). Classificando o comportamento, você consegue uma diretriz para entender o que se passa na cabecinha do seu pequeno, assim você consegue intervir do jeito certo. Inúmeros assuntos são abordados como: as necessidades emocionais das crianças, frustrações, intervenção e cuidados, conselhos eficazes, obediência, problemas de sono, refeições, uso do banheiro e ainda questões da adolescência. Eu realmente nunca havia conseguido dicas tão certeiras em outros livros, talvez por este ser o mais próximo da minha realidade e da linha de criação que me identifico. Um simples fato de você não falar um NÃO do jeito errado, faz com que você evita que um chilique seja dado e a criança respeite sua ordem, uma simples pausa de 10 segundos faz com que tarefas e ordens sejam executadas sem nenhum esforço e quando não se consegue o comportamento que gostaria, basta você adotar a distância emocional que a criança se acalma. Quatro expressões básicas (UAU!, OH-OH-OH, VÁ! e Uh-HUH!) são ensinadas para pais que estão em situações onde não encontram soluções e precisam de um tempo para intervir. Essas e outras dicas a autora descreve e faz orientações certeiras para que você contribua com a paz no seu lar. Para você, querido leitor que tem uma criança sanguínea em casa (como eu)… esse livro vai ter uma bela utilidade! risos…

Criar seres humanos que façam a diferença no mundo não é uma tarefa fácil. A nossa responsabilidade é dar um suporte emocional, com amor, paciência e sabedoria. Agindo assim conseguimos fazer com que ambos os lados sejam entendidos, mesmo que às vezes não nos expressamos direito e que os pequenos não saibam ainda se expressar de forma que sejam entendidos. Sejamos o exemplo para que eles se tornem adultos independentes e íntegros, e principalmente que saibam administrar as frustrações do dia a dia.

Com amor,

Ana Maria.

Gestação diabética – O Antes, durante e depois do parto!

Bom pessoal, meu denguinho chegou e já completou 1 mês!!! Veio com 37 semanas e por cesariana, como programado! A semana que antecedeu o parto foi tensa. Tive muita dor no quadril. Estava dormindo aproximadamente 3 horas por noite. Uma dor que não melhorava de jeeeeito nenhum. Deitada de qualquer lado doía. De barriga pra cima nem pensar porque faz mal pro bebê, de bruços sem chances. E adivinhem o jeito que me aliviava? Era ficando de pé. Então eu e meu marido levantávamos nas madrugadas pra caminhar pela casa…rs Às vezes eu tomava um banho, fazia alguns exercícios leves e conseguia alívio para mais 1:30h de sono.

O Lorenzo já estava bem grandinho, com 3,200 kg, e cada mexida dele era uma dor gigantesca. A diabetes estava controlada, hemoglobina glicada a 6,2. Ele nasceu num sábado, e um dia antes fiz um exame de ecocardiograma fetal para ver como andava seu coraçãozinho, e graças a Deus tudo certo! Sábado chegou! Fomos para maternidade. Já dentro da sala de cirurgia fui medicada com a peridural e não com a raqui, como eu achava que seria. Não olhei pra agulha, como recomendado…rs Mas juro, não dói. É uma sensação estranha, mais um incômodo que dor. Anestesia dada fomos para a luta para tirá-lo.  Já chegou ao mundo chorando, pesando 3,450kg! Muito cabeludo (e detalhe que eu não tive asia nem uma vez). Assim que ele saiu, foi colocado pertinho de mim e eu digo a vocês, não há cheirinho melhor!!! Ele tomou um “banho de gato” e foi levado para sala onde eu esperava passar a anestesia. Chegando lá já veio a diabetes não me deixando esquecê-la. Lorenzo estava com a glicose baixa (por estar em um meio em que a glicose era em média 130, o pâncreas dele produzia insulina para abaixar sua glicose. Ao sair do útero, já não recebia toda a fonte de glicose que eu mandava, mas seu pâncreas ainda produzia insulina como se estivesse recebendo, por isso sua glicose abaixou). A enfermeira chegou com ele e disse que eu deveria amamentá-lo para aumentar sua glicose,  caso contrário ele ficaria no berçário recebendo leite industrializado até a glicose aumentar. Foram minutos de luta, (porque eu garanto que amamentar pode não ser tão fácil quanto parece, assunto para um próximo post), mas acabou que consegui dar o que ele precisava, sua glicose aumentou e ele foi comigo para o quarto! Durante as 24 horas seguintes o Lorenzo foi observado de perto e sua glicose medida a cada duas horas para evitar qualquer hipoglicemia. Dois dias se passaram e eu tive alta, mas o Lorenzo não. Estava com icterícia.  A bilirrubina estava 16 e o valor de referência é abaixo de 12. “A icterícia refere-se à cor amarela da pele e do branco dos olhos que é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue. A bilirrubina é um pigmento normal, amarelo, gerado pelo metabolismo das células vermelhas do sangue. A criança fica ictérica quando a formação de bilirrubina é maior do que a capacidade do seu fígado de metabolizá-la.” (abcdasaude.com.br). Foi indicado para ele a fototerapia por dois dias, que consiste ficar em um aparelho com uma luz especial, essa iluminação desencadeia uma alteração na estrutura da bilirrubina, ajudando a diluir o pigmento que assim é mais facilmente eliminado pelo intestino, o sol pode fazer o mesmo papel, mas a luz artificial pode ser manipulada, resultando em uma melhora mais rápida. Realizada a fototerapia, saímos felizes da vida e 4 dias depois o levamos em sua primeira consulta com a pediatra. E a primeira coisa que ela disse quando tirou a roupinhas dele foi que ele ainda estava bem amarelinho. Ela nos deu um pedido de exame de sangue para fazer com urgência. Já eram 17h, então fomos ao Hermes Pardini 24 horas. Fizemos o exame e fomos pra casa. Às 21h do mesmo dia recebi uma ligação do próprio médico do Laboratório falando pra eu ir para um hospital infantil o mais rápido possível por que o exame do Lorenzo estava muito alto. Desta vez a bilirrubina chegou a 21. Vocês imaginam o desespero meu e do Léo. Liguei para minha obstetra (por que não tinha o telefone da pediatra) e ela me falou para ir  para o Vila da Serra, pois foi o hospital em que ele nasceu e lá eles já tinham o seu prontuário. E assim fizemos. Do jeito que estávamos, saímos!

Bom, ficamos mais 3 dias no hospital para realizar a fototerapia novamente. Foram 3 dias muito difíceis. Não sei das outras maternidades, mas o Lorenzo pôde ficar comigo e com o Léo  em um apartamento e não no berçário.  Finalmente saímos de lá com a bilirrubina a 12! Ufa!!! Agora sim! Nosso baby está cada dia melhor, engordando, crescendo e se desenvolvendo! Amamentar foi minha opção e graças a Deus tenho leite suficiente para nutri-lo. Foi uma gestação bacana, com suas peculiaridades e contratempos, mas que no fim ocorreu tudo bem. Me doei integralmente, mudei minha alimentação e meus hábitos, a diabetes exige isso. Essas mudanças com certeza influenciaram no sucesso que foi essa gestação. A gestação diabética não é fácil, mas está longe de ser impossível. E maternidade é isso, cada dia um novo obstaculo, um aprendizado diferente. Eu e o Léo estamos aprendendo a todo momento, todo dia tem um sufoco diferente, mas faz parte! Determinação e vontade são indispensáveis para obtenção de bons resultados. E assim vamos caminhando. E essa é a dica que eu dou a todas as mamães, diabéticas ou não, não desanimem! Independente do tamanho do problema, ele vai passar, e logo será apenas uma lembrança de uma dificuldade vencida. E outros problemas virão, mas com tranquilidade e equilíbrio tudo vai se encaixando.

Obrigada a todos que torceram por nós. Felicidades a todas que tiveram ou ainda terão o prazer de gerar uma vida! Deus no comando, sempre!

Deborah Patricio Romero

Menos sempre é mais

Boa noite!

Muitas vezes me pego olhando para o Raul e vendo meu pequeno se tornando um rapazinho. É fato que eu não tenho mais um bebê em casa. Já é uma criança de três anos que há muito tempo já tem suas próprias vontades, já escolhe suas próprias roupas e sabe expressar seus sentimentos cada vez mais certeiros para que quem esteja ao seu lado entenda o que exatamente o está incomodando. A cada dia que passa percebo mais que as crianças não precisam de muito para serem felizes e bem desenvolvidas.

Um simples cadarço que ele acabou de tirar de um tênis vira uma corda para pular, ainda que não funcione exatamente bem, ele não se importa e pula como se estivesse mesmo com uma corda enorme. Um sofá fora do lugar com uma manta jogada por cima vira uma cabana onde ali embaixo saem as mais variadas vozes e sons de bichos, onde ele imagina e me chama para entrar na floresta dos dinossauros. Na maior inocência me convida “Vem mamãe, entra na cabana, os dinossauros estão vindo!” Um banho na bacia de lavar roupas e alguns brinquedos já fazem a felicidade enorme do meu pequeno, se ele pudesse ficaria horas debaixo do chuveiro imaginando uma enorme cachoeira ou uma tempestade que os barcos precisam enfrentar. A imaginação das crianças é algo fantástico! Elas vivem com tanta intensidade dia após dia que muitas vezes, nos meus mais exaustivos dias, ao deitar e ver meu pequeno adormecido ao meu lado, com aquela carinha de anjo dormindo, eu peço perdão. Perdão por ter me aborrecido, ter me cansado, ter brigado, ter colocado de castigo, não ter correspondido a um pedido de entrar na sua cabana, ter tido um ataque de fúria quando ele começa com as suas birras… Meus pensamentos voam quando meu olhar encontra aquela criaturinha que me fez e faz enxergar o mundo com outros olhos.  Um ser que me deu um coração maior e melhor.

A simplicidade e o minimalismo de uma criança é um exemplo que devemos seguir, devemos pegar como filosofia de vida! Uma criança não precisa de brinquedos caros e nem roupas de grifes estrangeiras para ser feliz. Ofereça uma lata cheia de arroz ou de pedrinhas, ou  então embalagens variadas para você ver do que elas são capazes de fazer. Roupas!? Muitas vezes as que custam R$ 9,99 fazem mais sucesso do que as que custam R$ 99,99. Será mesmo que precisamos dar presentes ou estar presentes? Será que estamos sendo o melhor que podemos ser pros nossos filhos? Será que estamos sendo o exemplo que queremos que eles sigam? Será que somos os pais que almejamos? Estas perguntas eu sempre me faço… e sempre chego a conclusão que tenho que melhorar, que posso me controlar mais, aprender mais, a me doar mais. E por ele, pelo meu Raul, sempre estou em busca do meu melhor.

Com amor e muita gratidão,

Ana Maria.

O que esperar quando se está esperando, na “fila”

Bom dia!

Aconteceu algo bem bacana… Esses dias me peguei pensando no título daquele livro O que esperar quando você está esperando, que por sinal eu ainda não li, e me deu um clique de escrever um texto sobre o que esperar quando se está esperando na “fila”… da adoção! Um dia após de ter tido essa ideia recebi um email do blog Sobre Adoção, onde a Joyce, autora do blog, tinha escrito um texto justamente com o mesmo título que eu havia pensado no dia anterior… Será isso coisas de mamães grávidas do coração!? risos…

Na gravidez do Raul eu sabia (mais ou menos) o que esperar, por exemplo sabia que ele iria chegar no final do mês de agosto de 2013, sabia que seria um recém nascido que logo estaria em meus braços, já esperava como ele seria fisicamente, e já até sabia que ele seria um menino bem enérgico e bravo pelo jeito que ele mexia na minha barriga. Mas na gravidez da “Luna”, eu não tenho muito o que esperar… são muitas incertezas! Lendo o texto da Joyce fiquei pensando no que eu realmente estava esperando… como estou lidando com essa espera sem tempo demarcado, sem saber ao certo como será minha filha, com quantos anos ela irá chegar, qual será o nome dela, se ela vai ter manias, do que ela vai gostar, se vai gostar de mim e do meu marido… e o que eu mais fico pensando é se ela e o Raul vão se dar bem…São tantos pensamentos que se você não tiver um certo controle psicológico, acho que dá pra pirar um pouquinho. risos…

O que eu percebi com esse tempo desde quando demos entrada com os papéis é que não adianta a gente estressar… a adoção demora mesmo! Demora muito para sair a habilitação, demora muito para que eles deem entrada com seu nome no cadastro de adoção e alguns pais relatam que demora muito pra que seu filho chegue até você. Outra coisa que percebi é que não adianta você criar expectativas… Não adianta você querer estimar um tempo porque esse tempo não existe, minha filha pode chegar daqui um mês ou demorar anos. O que cabe a mim é acreditar que tudo vai dar certo e que vai ser da melhor forma possível, demorando ou não! Confesso que a ansiedade bate muitas vezes, principalmente quando eu penso que já tem quase um ano que demos entrada com os papéis e só agora estamos habilitados. Eu fico pensando, se demorou esse tempo todo para entrarmos na “fila” imagina quanto tempo mais vou ter que esperar para que ela chegue!?

Enquanto esperamos, estamos tornando essa espera agradável. Assim como fizemos na gravidez do Raul, estamos preparando aos poucos a nossa casa para a chegada dela. O quarto do Raulzito em breve sofrerá algumas mudanças para colocar mais uma cama e o guarda roupa para caber mais roupas. Raul ganhou um novo espaço para os brinquedos na nossa sala para sobrar espaço no quarto. A nossa rotina da casa foi mudada. Elaborei uma nova rotina para todos e principalmente para mim com minhas tarefas de “dona de casa” e do meu trabalho, assim já me preparo para ter duas crianças em casa, o que imagino que não seja uma missão fácil, uma vez que será apenas o Rodrigo e eu para dar conta de tudo por aqui. Raulzito está experimentando essa nova rotina e temos nos saído bem! Estou pronta para a chegada da princesa!

Ah! Só queria fazer uma observação, Luna seria o nome que daríamos se pudéssemos escolher o nome de nossa filha. Para Raul entender melhor e ser inserido no assunto com mais clareza, a tratamos aqui em casa de Luna. Se vamos poder colocar esse nome ou não, isso só poderemos saber quando ela chegar… mas de qualquer forma é assim que a chamaremos, mesmo que seja em apelido!

Com amor,

Ana Maria.

A meditação na vida dos pequenos

Bom dia!

A meditação está a cada dia ganhando mais adeptos, seja para conseguir relaxamento, autocontrole, autoconhecimento, saúde plena… enfim, são inúmeros benefícios que ela proporciona. Sabendo disso e já com comprovação científica de que a meditação é muito importante para a nossa vida, por que não inseri-la na vida dos nossos pequenos?!

Desde que conheço o meu marido ele vem pra cima de mim com o assunto meditação…  e olha que eu conheço ele tem uns 20 anos… ele sempre insistiu para que eu adotasse a prática, por fim nesse ano comecei a praticar e confesso que foi bem difícil no início. Parar por 5 minutinhos era muito complicado para uma mãe de primeira viagem, que além de mãe, é dona de casa e fonoaudióloga nas horas vagas… risos. Mas com um pouco de força de vontade e disciplina estou conseguindo tornar a prática diária e inseri-la na vida do meu Raul também. Estou observando que estamos todos aqui em casa muito mais leves, concentrados, relaxados e com muito mais sintonia.

Além dessa percepção dos resultados positivos na minha própria vida e no nosso convívio familiar, deparei com o interesse do Raul em acompanhar o nosso ritual de meditação. Raul está em uma fase de querer ser igual ao pai em tudo, quer ajudar e participar de tudo o que o pai faz, logo pensamos em por quê não ajudá-lo a praticar também?! Fui então pesquisar quais eram os benefícios para as crianças e o que achei foi resultados muito positivos, principalmente na melhora da concentração e no equilíbrio psicológico. A meditação ajuda a acalmar nossos pensamentos, controlar nossas emoções, desenvolve a nossa atenção naquilo que desejamos e nos auxilia a ter foco em nossas ações diárias. Achei em um artigo alguns pontos bem interessantes que também são trabalhados e incentivados, entre eles a responsabilidade, a autoestima, a ansiedade, o estresse e o sono. Além, é claro, dos aspectos fisiológicos que resultam na melhoria da saúde em geral.

Descobri também, e fiquei extremamente feliz, que algumas escolas aqui no Brasil já estão adotando a prática na grade curricular. Achei o máximo! Devido a todos esses benefícios, penso ser essencial uma escola ter um momento de meditação para que as cabecinhas dos pequenos se organizem e assim promova um melhor aprendizado. Seria  demais desejar que todas as escolas adotassem!? Enquanto isso ainda não acontece, experimente fazer em casa com o seu pequeno. Você não irá se arrepender! Os resultados são muito bons e os frutos vão se tornando cada vez melhores a cada dia. Com o Raul começamos com  30 segundos, o que pra uma criança de três anos é uma eternidade… risos.

Com amor,

Ana Maria.

12751294_1136335606390679_2146159164_n1

Raul fez #3

Bom dia!

Raul já passou pelo seu terceiro aniversário e parece que foi ontem que eu me descobri grávida. Após 1 ano e 6 meses tentando engravidar… a angústia de não  conseguir engravidar após 4 ciclos de indutor de ovulação, escutar de uma médica que não sabia mais o que fazer pois meus ovários não respondiam ao tratamento, ficar 1 ano e 6 meses sem menstruar e se ver no espelho como um rosto cheio de espinhas… realmente só para quem passa isso sabe o que estou falando. A busca do positivo é desgastante para muitas mulheres. Muitas vezes é complicado e sofrido responder a perguntas como essa: ” E o bebê, quando vem?”…

Hoje em meu momento de meditação, fechei meus olhos e relembrei todas essas vivências e eu só pude agradecer. Agradecer por ter demorado para engravidar, por ter mudado de cidade por um período (e acho que isso me ajudou muito emocionalmente), por ter sido o Raul o enviado para ser meu filho, por ele ter nascido com fissura labiopalatina e por eu ter me redescoberto como fonoaudióloga… enfim, por eu ter me tornado mãe, a minha melhor parte dessa vida. Tudo o que passei teve um porquê… fez sentido. E com toda a certeza Deus não faz nada errado. Esse tempo pela espera do Raul me fez uma pessoa forte. Raul só me ensina coisas boas, me ensina a ser melhor a cada dia, me ensinou a amar alguém incondicionalmente, a ajudar ao próximo, a viver um dia de cada vez, a aprender que na vida tudo acontece em seu tempo, que eu não sou dona de ninguém e que todo mundo é livre para ser e se tornar o que quiser. A minha vida nesses três anos tem sido de aprendizado… um aprendizado constante. Estou aprendendo o verdadeiro sentido da vida, o que eu vim fazer aqui e o que eu sou capaz de fazer… e isso eu devo a meu pequeno. Um pequeno que aos olhos de muitos, e até mesmo dos meus, era frágil de aparência mas que na verdade sempre teve uma saúde de ferro e é o ser humano mais forte que eu já conheci. Passou com perfeição por duas cirurgias em 14 meses de vida. Eu?! A mãe que sofria horrores por imaginar o que eu poderia passar por alguns contratempos com seu filho, não vivenciei nada do que imaginei… Tudo é tão diferente, tudo tão suave… Deus vem cuidando da gente em todos os momentos. Me proporcionou uma maternidade linda e cheia de aprendizagens. Nesses três anos só tenho a agradecer por ter sido a escolhida para ser a Ana Maria, filha do Sérgio e da Cida, irmã da Mariana, esposa do Rodrigo e mãe do Raul.

Parabéns, filho! Que você continue sendo sempre o Raul. Amo você!

Com amor,

Ana Maria.

Retinopatia e gestação diabética – Deborah Patricio

Olá, pessoal, como havia falado no post anterior, lá pela 26° semana de gestação, percebi uma alteração em minha visão. Minha endocrinologista pediu que eu me consultasse com um oftalmologista. Fui em um e este sugeriu que me consultasse com um especialista em retinopatia diabética, o que me deixou preocupada. Fui até um especialista, ele me avaliou e já foi logo dizendo que as coisas não estavam boas. Apesar do meu exame de vista não ter dado nenhuma alteração em relação à grau de visão, minha retina não se encontrava em perfeito estado. É comum a visão das gestantes sofrerem alteração, mas nas diabéticas esse quadro pode ser irreversível, e era o que estava acontecendo comigo. O especialista falou: “a evolução da sua gestação não fará bem à sua visão, você esta com retinopatia grave, que se agravou por conta da gravidez, das mudanças hormonais da gestação, e para estabilizá-lá teremos que fazer um procedimento à laser com urgência”. Aí foi aquela correria para marcar o laser o mais rápido possível. Fiz o procedimento. É como um exame de vista, porém um pouco mais demorado e doloroso no fim, mas tudo suportável. A recuperação é demorada, a visão de longe e/ou a de perto ficam temporariamente ruins e com grande sensibilidade à luz.
Como a cada semana de gestação que completo a retinopatia pode piorar, tive que fazer 3 sessões com intervalo de uma semana para evitar uma piora maior. O caso é que, se eu tivesse feito essa mesma consulta no início da gestação, o quadro não teria avançado tanto. Estaria com a retinopatia leve e teria feito o laser com mais calma e sem agravar tanto a retina. A gravidez desestabiliza tudo, e foi o que fez em minha visão. Graças a Deus eu me consultei a tempo, não tive nenhuma alteração que afetasse minha visão diretamente, continuo enxergando do mesmo jeito. O que eu quero é alertar às mulheres diabéticas que pretendem engravidar ou que ainda estão no começo da gestação, da necessidade de se consultar com um oftalmologista, mesmo se tudo estiver bem aparentemente. O ideal seria antes de estar grávida, porque a retinopatia nem sempre apresenta sinais, como no meu caso não apresentou. A alteração que tive na visão que me levou à consulta foi por causa da gravidez e não da retinopatia, e essa alteração desaparecerá depois do parto. Se eu não me consultasse a tempo, eu ficaria sabendo da retinopatia da maneira mais dolorosa: perdendo a visão de uma hora pra outra. Me preocupei demais com o bem estar do Lorenzo e me esqueci da minha própria saúde.
A diabete é realmente uma doença silenciosa e devemos estar atentos à tudo, sempre! Às vezes achamos que está tudo ótimo e nos enganamos. Já são quase 30 anos de diagnóstico de diabete. Foram muitos anos usando insulina de porco, medidores de glicose sem nenhuma precisão, não existia insulinas de ação rápida e outras dificuldades. Ainda bem que hoje temos acesso à tecnologia de ponta para um melhor controle da doença, sem falar nos produtos sem açúcar que o mercado nos oferece. Antigamente mal mal tínhamos o Trident de menta…risos.
Então vamos aproveitar a informação que nos rodeia e as facilidades que estão ao nosso alcance para tornar nossas vidas mais tranquilas e nosso tratamento mais leve e com menos dificuldades. Que possamos cuidar dos nossos filhos sem esquecermos de nós!!!

Deborah Patricio Romero

A escolha da primeira escola – A minha decisão

Bom dia!

A hora do Raul ir para escola chegou. Não partiu de mim, porque confesso que se fosse por mim o educava em casa. O homeschooling me encanta! Mas não me sinto preparada para o exercer ainda… Como disse, não partiu de mim! Partiu do próprio Raul que insisti em pedir para ir a escola, além de se colocar em várias situações em quando estiver na escola em frases do tipo “Mamãe, quando eu for para a escola eu vou aprender isso e aquilo.”, “Quando eu tiver indo para escola eu posso ter uma mochila do Capitão América.” ou “Quando eu for para a escola eu vou ter muitos amigos para correr.”

Lembram dos textos sobre escolas!? Então… tomamos a nossa decisão em qual seria a que melhor nos encaixaríamos, pelo menos a princípio. Decidimos por metodologia, interesses pessoais e proximidade. Já conversamos também sobre as metodologias e vocês sabem o quanto amo o método montessoriano e o waldorf, mas infelizmente algumas escolas que são adeptas a esses métodos aqui em Belo Horizonte são bem distantes do bairro onde moro e com uma mensalidade fora dos nossos padrões e fora dos padrões dos métodos também. Eu sinceramente não concordo com os valores que as escolas estão cobrando para uma metodologia que visa a simplicidade. Além disso, também passar por cima da vontade do meu filho e da sua personalidade, foge dos meus princípios… Um exemplo: Raul ama super heróis, acho que ele não seria feliz em uma escola que visa a não midialização… Desta forma, a nossa conduta foi escolher uma escola que seria construtivista uma abordagem mais intermediária entre o tradicional e as outras que utilizamos aqui em casa, onde tivessem pessoas de todos os tipos e raças, ou seja, que Raul encontrasse com pessoas de vários níveis sociais e de todos os tipos físicos, que fosse inclusiva, que tivesse uma mensalidade que cabia em nosso orçamento, que tivesse professores formados e que Raul se sentisse bem e gostasse do ambiente. Desta forma visitamos algumas aqui perto de casa e perto da casa da minha sogra que é em um bairro ao lado do nosso, decidimos em três e fomos conhecê-las. Porém uma delas nos chamou muito a atenção e por ser minha última opção, se tornou a primeira após a visita, a UMEI. Essa irei fazer um post exclusivo explicando que é uma UMEI e por que me apaixonei. Senti “segurança” no lugar por ser do governo, onde precisa de concurso para entrar e que os profissionais são treinados para exercer tal função. Estou longe dos problemas encontrados em escolas? Lógico que não! Mas queria muito mesmo que os professores soubessem o que exatamente estivessem fazendo e o seu papel na vida de uma criança. Em uma conversa com a diretora da escola observamos que realmente existe um padrão de qualidade que eles têm que seguir e que o governo sempre promove cursos de qualificações para os profissionais. Isso me deu uma certa segurança na decisão tomada. Se estou enganada quanto ao padrão, eu só saberei depois… mas enquanto estávamos nessa conversa as crianças me pareciam bem felizes na escola e o ambiente era bem agradável. Além disso temos ótimas referências das UMEIs que estão pela redondeza que moramos, em relação a profissionais e dos pais das crianças. Acreditamos estarmos fazendo o melhor pro Raul, nessa fase da sua vida que é tão importante para o seu desenvolvimento pessoal. Gostaria de deixar bem claro que essa é minha opinião como mãe e fonoaudióloga, visando os métodos que eu gosto e os valores que eu busco passar pro meu filho.

Acabamos de fazer o cadastro do Raul para o sorteio que acontecerá nesse fim de ano para o início no ano que vem. Infelizmente nem todas as crianças podem estudar em UMEIs, pois existem poucas unidades e um número de crianças bem maior que as vagas existentes. Então eles optaram por sorteios onde as crianças concorrem as vagas. Estou torcendo para que consigamos essa vaga pro nosso pequeno.

Com amor,

Ana Maria.

#mamãefonoaudióloga: atividades sensoriais

Bom dia!

Hoje darei dicas de como estimular os pequeninos para que eles desenvolvam as sensações táteis, cinestésicas, visuais, auditivas e olfativas. Mas antes vou explicar porquê devemos estimular estas sensações e no que elas são importantes.

Os nossos cinco sentidos do corpo humano são: a visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato e é por meio dos cinco sentidos que nós podemos ver, ouvir, falar, sentir e experimentar o que nos é apresentado ao nosso redor em uma conexão complexa e perfeita de todo o nosso corpo. Por meio desses sentidos é que nós trazemos os ensinamentos fundamentais para o conhecimento e aprendizagem dos pequenos, visando que eles conheçam o próprio corpo, estimulando assim  o desenvolvimento integral.  Os estímulos, nos primeiros anos do desenvolvimento infantil, são decisivos e fundamentais para a formação da personalidade de uma criança. O nosso cérebro é dividido em dois hemisférios: o esquerdo, que está voltado à área da lógica, do raciocínio, do cognitivo e da fala, e o direito, que atende a área do lúdico, da imaginação, da criatividade e das sensações e emoções. Nós costumamos usar somente o lado esquerdo, por isso é muito importante que ajudemos os nossos pequenos a utilizar os dois lados sempre. O cérebro infantil já traz os neurônios de toda vida, lembram quando falei que a criança parece uma esponjinha!? Pois é… o cérebro está sempre pronto para se desenvolver e ser preenchido com estímulos. Os sentidos bem estimulados na infância auxiliam na qualidade de vida adulta, pois fortalece e desenvolve as outras fases do crescimento, proporcionando uma vida adulta com qualidade, equilíbrio e produtiva.

Vamos então às atividades simples e de grande utilidade para a estimulação sensoriais dos nossos pequenos.

  1. Com uma caixa reciclada, fazemos furos e amarramos pedaços de fitas de várias cores e larguras. É um passatempo riquíssimo para os bebês. 84280332db6911780c4d69495ae10757
  2. Em uma vasilha ou um tabuleiro, coloque milho, areia, feijão, arroz ou o que você tiver em casa e espalhe brinquedos para a criança possa sentir a textura dos objetos.5d132e6950bd00a1baf150043d38c1ad
  3. Com um papelão, você pode fazer um enorme tapete de estímulo sensoriais. Pegue e cole coisas de diferentes texturas onde a criança pode receber vários estímulos ao mesmo tempo. Olha que ideia genial! E você pode montar o seu da maneira que quiser, utilizando coisas que você já tem em casa. Eu adoro esse tipo de tapete!93e2bb682c03cada20342c9351d04754

Esses Potes da Calma Ou Calming Jar eu já ensinei aqui no blog como fazer (Pote da Calma). É um estimulador fantástico e muito completo! Nessa ideia que achei no Pinterest, a pessoa fez as os potes que remetessem às estações do ano. Eu achei muito legal porque além das sensações podemos trabalhar as estações de forma lúdica. Não ficou lindo?!aebc837ee8bc8acc89f1053b6c871dcf

Com amor,

Fga Ana Maria Poças

CRRa 6-7185

Ps: As imagens do texto foram tiradas do Pinterest.

Assertividade e empatia, duas habilidades para ensinar aos pequenos.

Bom dia!

Esse ano está sendo um ano de descobertas para mim. Descobertas pessoais… descobri a meditação e seus benefícios, descobri a ter autocontrole e a me auto-descobrir, descobri o significado de ter empatia e assertividade e é sobre essas duas habilidade que quero descrever hoje. O porquê de falar delas aqui no blog?! Você vai descobrir o grandioso poder que essas duas palavras têm na vida de uma pessoa. E porque venho as inserindo na vida do meu pequeno Raulzito.

O que é empatia? Empatia é uma habilidade  de se colocar no lugar do outro. É sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, saber ouvir os outros, compreender os seus problemas e emoções. Já a assertividade é a competência emocional que determina que um indivíduo consegue tomar uma posição clara, objetiva, transparente e honesta, ou seja, é autoconfiante o suficiente para não ter dificuldades em expressar a sua opinião. Essas duas habilidades são de suma importância para que sejam estimuladas na infância. As crianças que sabem suas necessidades são mais propensas a terem uma melhor autoestima, a terem confiança nelas mesmas, a se comunicarem melhor, expressarem seus sentimentos e emoções, consequentemente conseguem ter um controle melhor do que é certo e errado, resistem melhor à pressão dos coleguinhas e lidam melhor com os bullyings, pois sabem que podem pedir ajuda quando precisam e podem dizer não quando não querem dizer que sim.

Para ser assertivo e ter empatia é necessário a prática diariamente, além de ter modelos a serem inspirados em casa. Como tudo na vida, nós aprendemos com exemplos. O melhor lugar para praticar essas habilidades é dentro da nossa casa, com a nossa família, para que elas sejam estendidas para o mundo a fora. Dê exemplos, defenda os seus pontos de vista sem ser ser agressivo, os pequenos também têm vontade própria, dê autonomia a eles, para que eles exponham suas opiniões e seus sentimentos. Devemos ensinar que escutar e respeitar as opiniões alheias não significa que tenha que estar de acordo com seus pontos de vista, mas que é sempre muito gratificante quando somos escutados, não é?! Uma coisa que sempre fazemos aqui em casa e que vejo que dá muito resultado são as nossas conversas familiares, sempre estimulamos o Raul a participar, mesmo que o tema não seja muito entendido por ele. Nós escutamos o que ele tem para falar e damos importância para o que ele falou. Quando as crianças sabem dar sua opinião serão mais propensas a falar e a se sentir cômodas para falar por elas mesmas. E elas precisam saber que suas opiniões são valorizadas e que têm direito a dizer o que pensam. Além disso, sempre nos colocamos um no lugar do outro e descrevemos para o Raul, para que ele possa fazer esse exercício também de se colocar no lugar do outro. Um ótimo exercício também, que sempre usamos para demonstrar a empatia, é quando estamos em lugares que tem mais crianças e elas começam a brigar por causa de brinquedos. Quando o Raul está envolvido nós perguntamos como ele sentiria se alguém tirasse à força o brinquedo que ele estava brincando… Isso faz com que a criança pense e se coloque no lugar do coleguinha, pode até não resolver na hora mas pode ter certeza de que ela vai pensar sim no ocorrido.

Mais uma vez escrevo para vocês que nós somos exemplos na vida dos nossos pequenos. Sejamos como queremos que eles sejam. Faça dessa frase o seu mantra diário: Devemos nos educar para educar. Essa frase tem me ajudado muito, a ser uma pessoa melhor e a educar meu filho para ser uma pessoa que vai fazer diferença nesse mundo.

Para um mundo com mais amor,

Ana Maria.