Direito de Chorar

Maternidade Real

Oi gente!

Pelo direito de chorar dos nossos pequenos, resolvi escrever esse post. Hoje caí na real aqui em casa… em uma das crises dos Terrible Two do Raulzito me deparei com um grito meu: “Raul para de chorar! Chega!”. Eu estava concentrada no almoço e nas panelas no fogão, enquanto ele estava querendo subir em cima da mesa para pegar um carrinho que tinha deixado lá. Eu não estava entendendo o que ele estava querendo (ou não estava mesmo prestando atenção no que ele estava fazendo) e então ele começou a chorar, gritar, pegar tudo que estava ao redor e jogar no chão. Faltou só deitar e começar a espernear. Eu perdendo a paciência com todo o show que ele resolveu fazer comecei a ficar nervosa e soltei esse grito. Confesso que ando fazendo muito isso, pedindo para ele parar de chorar. Mas espera ai… Esse é o jeito certo?! Podar meu filho de se expressar, sendo que ele tem um vocabulário bem restrito (tem só 01 ano e 10 meses). Até dois anos a criança ainda está construindo e adquirindo vocabulário. No máximo conseguem falar umas 200 palavras. Conjugar verbo ainda nem passa em pensamento. Está tentando construir frases de duas palavras. Ora, Ana Maria, o jeito que ele tem de chamar a atenção quando não consegue ser entendido é dessa forma… chorando!

Chorar não é vergonha! Essa de que homens não choram, que muitas vezes ainda escutamos alguns falarem, é pura repreensão dos sentimentos alheios. Homens choram, mulheres choram e obviamente crianças por não terem como se expressar irão chorar mais ainda. Vão chorar porque estão com fome, com sono, por estarem estimulados demais, por quererem colo, por não quererem brincar com outra criança, por estarem com dor de barriga, com gases… e por aí vai…no futuro será por um amor não correspondido, por uma nota não alcançada na escola, por medo de apresentar um trabalho. Choram de alegria por ganharem um presente, ao receberem um pedido de namoro, ao terem a permissão do pai para ir a um show da banda famosa que tanto ama… Xi, poderia listar mil coisas que se passaram pela minha cabeça enquanto escrevia esse texto e que me fizeram refletir muito nessa minha frase de hoje. E cheguei a conclusão de que ele só estava tentando se comunicar comigo e eu simplesmente não prestei atenção. Ele na verdade estava precisando de ajuda e eu ocupada com meu fogão.

Acredito que muitos já passaram por algo parecido com o que vivi hoje ou já presenciaram cenas semelhantes. Nós, muitas das vezes, não estamos “dispostos” a nos comunicarmos e doarmos um pouco da nossa atenção para os filhos. Isso é resultado da nossa rotina cansativa,  do nosso estresse e do cansaço excessivo do trabalho… sim, com certeza! Entretanto, se os enxergarmos como seres humanos e que têm vontade própria mas que não conseguem se comunicar perfeitamente e se expressarem com palavras seus sentimentos, os entenderíamos muito mais. Gostaria de deixar somente uma ressalva, existe sim o choro de birra. Ele ocorre normalmente quando a criança não tem o que ela quer ou na hora que ela quer. Porém, independente de qual seja a causa do choro, devemos agir de forma serena, pois o que importa nesse momento é identificar o tipo de informação que a criança pretende nos passar para que possamos tomar a melhor decisão sem perdermos a compostura.

Com amor,

Ana Maria.

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