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Descomplicando a fissura labiopalatina – Guia prático de uma mamãe fonoaudióloga

Bom dia!

É com imenso prazer e gratidão que venho contar para vocês que nosso livro está pronto. Nosso porque ele é meu e do Raul! Sem o Raulzito eu não teria vivenciado nada e nem me aprofundado na fissura labiopalatina.

O que quero com esse livro é levar as informações para papais e mamães de crianças que nasceram ou que vão nascer com fissura. Muitas vezes estamos tão atordoados com a notícia da má formação ou com os procedimentos cirúrgicos, que não prestamos muita importância nos cuidados que devemos ter ao alimentar uma criança ainda não operada ou com os cuidados no pós operatório. Com isso, as informações que nos são passadas são perdidas no meio da ansiedade. No livro quis mostrar que não precisa de ter medo da fissura, e que na verdade ela é muito mais simples do que imaginamos.

Nele dou dicas de tudo o que vivenciei com o Raul e conto a minha experiência. É um livro pequeno, de leitura fácil para ajudar aos pais nesses cuidados. Um guia para carregar na bolsa e sempre tirar as dúvidas quando surgirem. O livro está disponível na Amazon e o link de acesso é Descomplicando a fissura labiopalatina .

No forno já estamos com o segundo projeto que contará com dicas de exercícios para a linguagem dos pequenos que vocês poderão fazer em casa auxiliando no trabalho do fonoaudiólogo e na sua eficácia.

Espero que curtam muito a leitura. Podem ter certeza de que o livro tem o meu coração lá dentro!

Com amor,

Ana Maria e Raul.

Colar de âmbar

Olá!

Quem aí, assim como eu já se encantou com os pequenos usando o colar de âmbar?! São lindos, né! Os colares de âmbar foram por um bom tempo o meu desejo de aquisição. Além de fofos e ficarem um charme nas crianças, os poderes presentes nas pedrinhas me instigavam a querer adquiri los. Você sabia que essas pedrinhas têm propriedades que auxiliam no processo de imunidade do nosso corpo?!

O Âmbar Báltico, essas pedrinhas nas cores amarronzadas, são formadas por resinas encontradas no mar Báltico, na Lituânia, que fica no norte da Europa. Essas pedrinhas, para que possuam as propriedades terapêuticas precisam ter um certo tempo de vida para que ajam como esperado, por isso a importância de se adquirir um produto original. Essa resina possui um componente chamado ácido succínico que auxilia a equilibrar a imunidade do ser humano. Quando as pedras ficam em contato com o corpo esse ácido é absorvido pela corrente sanguínea gerando assim muitos benefícios para a saúde. É um produto 100% natural e na Europa é usado há bastante tempo como recurso de medicina alternativa, por conter as propriedades de relaxante neuromuscular,  analgésicas e anti-inflamatórias.

Eu queria muito ter usado no Raul antes das cirurgias que ele fez mas era tão caro que comprar aqui no Brasil era inviável para mim. Como hoje o preço é mais acessível, tanto a Maria Rita quanto o Raul usam. A Rita usa desde bebezinha e milagre ou não, ela quase não fica doente. O Raul depois que começou a usar também adoeceu bem menos. Eu por experiência própria, quando amamentava a Rita estava com início de dor de garganta e não queria tomar antibiótico receitado pelo médico, peguei o colar do Raul e pasmem… em dois dias eu já não tinha mais dor de garganta! Desde então, eu também utilizo os benefícios dessas pedrinhas maravilhosas! Os benefícios são imensos e vou descrever alguns aqui para vocês que pesquisei no site que comprei os colares das minhas crianças: auxiliar na erupção da dentição, nas cólicas dos bebês e nas menstruais, na agitação,  na insônia, no fortalecimento de imunidade, nas enxaquecas, tendinite, artrite, dores nas costas, sinusite, dermatite atópica, fibromialgia, reumatismo, depressão, etc… Para os mais místicos, o âmbar ajuda a equilibrar o terceiro Chakra. =)

Hoje as pedrinhas se tornaram jóias. Encontramos desde pulseiras até coleira para PETs, e está bem mais acessível para a compra. O ideal é ver a procedência do âmbar para não usar pedras falsas e com isso não usufruir de toda as propriedades que ela propõe. Eles costumam vir com certificado quando comprados com procedência original. É interessante também quando utilizado nos bebês ficar observando para que não ocorra algum desastre, já que os bebês podem arrebentar o colocar e colocar as pedrinhas na boca. Aqui em casa as crianças utilizam o colar dia todo e retiro a noite quando deitam na cama. Fica a dica para as mamães!

Com amor,

Ana Maria.

 

 

 

 

 

Sobre mudança com filhos

Bom dia!

Quando cogitamos a ideia de mudar de cidade logo os empecilhos me passaram pela cabeça em milésimos de segundos… Sabe como o nosso cérebro é capaz de nos fazer viajar por onde a gente nem imagina, né?! Então… foi o que aconteceu! Porém, ficar longe do meu marido e ver meus filhos pedirem para ele voltar todo santo dia me cortava o coração.

Mudança é sempre muito cheia de estresse, novidades, incertezas e viver isso com duas crianças pequenas é muita coragem. Foi assim que encarei esse nosso processo e fui plantando a sementinha na cabecinha dos meus pequenos sobre como eramos corajosos de “largarmos” tudo lá em Belo Horizonte e irmos começar uma nova vida em Pouso Alegre. Durante o processo falávamos sobre como seria bom vivermos todos juntos novamente, como faríamos com o frio (que não estávamos acostumados), como ia ser legal conhecer novos amigos, nova escola, que eles eram muito corajosos de mudar de escola, de casa, de cidade… E foi assim, que tornamos esse processo leve! O encaixotar as coisas foi divertido, fiz questão de que os dois me ajudasse em tudo. Eles escolheram o que levar pessoalmente dentro do carro e o que mandariam no caminhão junto com todas as outras coisas. Me ajudaram a lacrar as caixas, o Raul me ajudou a escrever a identificação das caixas e  eu não pude deixar de notar e me surpreender com a CORAGEM em cada ação. Quando vimos nossa casa sem quase nada dentro, eu olhei para eles e o Raul me disse com os olhinhos brilhando: É mamãe, agora está na hora! E foi essa fala que me deu ainda mais coragem para me abrir para o novo. Temos uma responsabilidade, uma não, duas! Não somos só eu e o Rodrigo que “largamos” tudo há 7 anos atrás e fomos morar em Itabira para tentar que as coisas dessem certo. E deu certo, na época! Dessa vez também vai dar! Temos duas pessoas, dois motivos que precisam e confiam em nós e que por elas somos e fazemos tudo! Olha como somos corajosos!?

Chegar em uma cidade onde você não conhece ninguém e não tem sua rede de apoio não é fácil! Mas estamos nos saindo bem! Estamos nos adaptando. Curtindo. Cada passo que damos é celebrado, montar uma mesa, uma cama, colocar os brinquedos no lugar, a cada supermercado que vamos diferente, ver que esquecemos de trazer algo essencial para se fazer o café e rir do ocorrido, ficar uma semana sem fogão e se virar com a panela de fazer arroz e uma omeleteira…  Só quem é corajoso vive histórias como essa!

O que quero com esse texto é te encorajar. Se está com oportunidade de mudança, seja de cidade, de emprego, de vida, seja corajoso! A coragem é um diferencial e é sinônimo de crescimento e evolução, sucesso, abundância! Seja exemplo de coragem para seus pequenos. Afinal eles aprendem com exemplo.

Com amor,

Ana Maria.

#mamãefonoaudióloga: Peito e mamadeira?! A confusão entre bicos.

Bom dia!

Por 11 meses amamentei minha Rita no peito e com auxilio da mamadeira completava o quanto ela precisava, fazia isso em quase todas as mamadas. Amamentei em livre demanda, ou seja, sempre que ela solicitava eu dava o peito. Nesse quase um ano de peito sempre escutei da pediatra e de muitas pessoas a minha volta que a Rita um dia ou outro largaria o peito e ficaria só na mamadeira. E eu também pensava assim! Na época da minha graduação (para quem não sabe eu sou formada em Fonoaudiologia) aprendi que existia uma grande possibilidade de isso acontecer, e sempre alarmavam sobre a famosa confusão bico do peito x mamadeira. Quem amamentou ou tentou amamentar sabe da dificuldade que é no início, para umas mulheres bem mais que para outras. Pensar em desistir de amamentar, eu mesma pensei incontáveis vezes quando as dificuldades e as dores apareceram na época da Ritoca.

O medo das mães em dar complementação na mamadeira aparece assim que surge a vontade ou necessidade de completar a mamada dos seus bebês por qualquer que seja o motivo. E esse medo é sobre a possível confusão entre bico de mamadeira e o bico do peito da mãe, ou seja, a probabilidade do bebê largar o peito da mãe por preferir a mamadeira ao peito. Mas em que consiste essa confusão de bicos que tanto escutamos falar?! É certo que os bebês precisam de muito menos força intraoral para sugarem uma mamadeira do que o peito da mãe, que é bem mais duro para sugarem. Basta você imaginar um pedaço de borracha e um tecido do nosso corpo humano que é formado por muitas camadas de pele, gordura, etc…e tentar fazer a comparação na cabeça, é claro que apertar uma borracha é bem mais fácil né!? Esse é o principal motivo dos bebês optarem pela mamadeira. Outro motivo é a forma do bico do peito da mãe. Muitas pessoas têm o formato do bico do seio invertido ou grande demais e isso também pode dificultar a amamentação, o que não significa que impossibilite a amamentação. Sem contar que quando estamos em climas mais frios o bico do peito dá uma variada na consistência e fica mais enrijecido. Já na mamadeira não tem essa, o bico é sempre do mesmo jeito e o bebê precisa somente mamar sem fazer muito esforço, como ele faz todos os dias, o fluxo será sempre o mesmo a não ser que nós adultos alteremos o diâmetro do buraquinho do bico.  Essas são as explicações para que essa confusão entre bicos aconteça, porém na minha prática isso não aconteceu. A Rita seguiu conseguindo se alimentar tranquilamente das duas formas, sendo que a preferência dela sempre foi o PEITO. O que eu indico para as mamães que por algum motivo precise de completar com mamadeira e que quer continuar amamentar o bebê no peito é procurar por uma mamadeira que tenha o formato do bico que se assemelhe com o do seu peito. Não se prenda a mamadeiras com bico ortodôntico, anti gases, anti refluxo, anti isso ou aquilo, foque no formato do seu bico do peito que a sua amamentação fluirá até quando seu bebê quiser. Foi assim comigo! A Maria Rita deixou de mamar quando ela quis e acredito que não foi por confusão pois ela não demonstrou sinais de que isso tenha acontecido. Esses sinais o bebê costuma apresentar durante a mamada, que são eles:

  • pegar e soltar o peito da mãe quando oferecido
  • se irritar quando é colocado no peito
  • morder o bico do peito
  • fazer ânsia de vômito quando colocado o bico do peito da mãe

Eu acredito que existam outras possibilidades em que possam aparecer esses sinais sem ser a confusão de bicos. Por isso é necessário uma avaliação de um profissional da amamentação para auxiliar essas mães e esses bebês que vêm apresentando esses desconfortos. Não significando que esteja acontecendo de fato esse tipo de confusão. A amamentação tem que ser prazerosa, a alimentação tem que ser prazerosa para ambos, para a mãe e para o bebê. Assim, evita-se problemas alimentares futuros e consequentemente de saúde e psicológicos.

Ah só queria deixar uma observação quanto a relação mãe x bebês que é tão prezada e imposta pela sociedade onde parece que só é conseguida se você amamenta, isso eu não concordo! Eu amamentei a Rita e não amamentei o Raul e posso afirmar que o prazer de se alimentar um filho é o mesmo das duas formas, o carinho é o mesmo e o amor que vocês constroem é o ato de alimentar e não de sugar um peito ou uma mamadeira.

Com amor,

Ana Maria Poças.

 

Desfralde gentil

Bom dia!

Quem tem mais de um filho não foge das comparações, mesmo que sejam feitas sem intenções de diminuir um ou exaltar o outro… As comparações sempre existiram e sempre existirão. Eu mesma me pego comparando o Raul com a Rita em quase todas as fases, mesmo sabendo que cada um tem um tempo diferente de desenvolvimento. O Raul falou com 10 meses, aos 11 já produzia frases de 2 palavras e se comunicava super bem. A Rita aos 14 meses e meio ainda não se comunica muito bem, prefere gestos do que palavras… mas tem uma coisa que me chama muito a atenção nela e é sobre isso que venho escrever hoje: o Desfralde!

A Rita já vem demonstrando interesse em desfraldar. Já arranca suas fraldas sozinha, já senta no peniquinho sozinha e já reclama quando está com cocô nas fraldas. Percebi há um mês mais ou menos que ela vinha em minha direção quando estava com a fralda cheia durante o dia e a noite já fica a madrugada inteira sem fazer xixi na fralda. Percebendo isso, uma bela manhã quando ela acordou eu tirei a fralda dela, a coloquei no penico enquanto o irmão urinava no vaso ao lado e ela simplesmente olhou para baixo para ver o xixi dela saindo. Desde esse dia, em todas as manhãs eu a coloco no penico, é a primeira coisa que fazemos ao acordar. Durante o dia, quando eu a coloco se ela não urinar, pelo menos faz o barulhinho do xixi saindo… risos. Venho incentivando dia após dia. Não retirei a fralda ainda para sairmos mas em casa ela permanece somente de calcinha. As vezes já ensaia avisar antes do xixi sair e dá tempo de corrermos para o penico. Foi ótimo isso acontecer porque ela começou a ter alergia a fraldas, já vinha apresentando quadro alérgicos com a alimentação e com produtos de limpeza e higiene, a retirada da fralda está vindo em um momento bem oportuno uma vez que as alergias começaram na área coberta da fralda. Com o Raul o processo do desfralde do xixi foi bem rápido e aos 21 meses de vida, por outro lado o cocô demorou uma eternidade… risos… Se você quiser saber como foi o nosso processo do desfralde do Raul segue aqui os dois textos que escrevi sobre o assunto:

A realidade do desfralde

A realidade do defralde #2

O desfralde em si ainda não ocorreu mas estamos no processo. E este está sendo de uma maneira bem natural, respeitando a opção dela, respeitando o tempo dela… assim como foi com o Raul. O que penso ter ajudado muito foi a adaptação da casa que seguimos a linha Montessori e o exemplo do irmão mais velho. Ela o acompanha o dia inteiro, em tudo, logo tentar imitá-lo em tudo é o natural. Estamos muito confiantes que o desfralde logo ocorrerá. Até lá!

Com amor,

Ana Maria.

 

A importância do atendimento interdisciplinar na fissura labiopalatina

Bom dia!

Fiquei pensando em o que escrever nesse tempo em que eu não estive por aqui e cheguei a conclusão de que o assunto não poderia ser outro a não ser o meu chamado, o motivo pelo qual esse blog foi criado. Vamos falar de fissura labiopalatina, o meu assunto predileto dentro da minha profissão. O assunto que veio junto com a minha maternidade e que me fez enxergar o mundo de outra forma, que me mostrou o porquê de ter escolhido a Fonoaudiologia sem saber que eu teria um propósito e que me fez ter empatia por outras mães que passam pelo que passei sem também saber o que era de fato a empatia de verdade, a que sentimos, não a que sabemos que existe e que tanto se escuta por aí… Enfim… vamos ao assunto! risos…

Gostaria de ressaltar a importância da interdisciplinariedade na área da fissura labiopalatina, da importância de se ter profissionais aptos que conhecem e tem experiência no assunto. Quem me segue sabe que passei por um hospital que não estava preparado para receber uma criança com fissura labiopalatina e que também nesse mesmo hospital tive o desprazer de ter uma colega de profissão que não sabia nem como oferecer uma simples mamadeira para uma criança que nasceu com fissura labiopalatina. Passei por maus bocados mesmo estando preparada para receber meu filho e por ter me informado bem antes do meu pequeno nascer. Eu já sabia antes mesmo de tê-lo em meus braços como iria proceder em todas as etapas que precisaríamos passar, ou seja, quais profissionais procurar e onde poderia contar com essa ajuda profissional. Há cinco anos atrás as únicas pessoas que conheci que já haviam passado pela mesma experiencia foram duas mães, e que por sinal me ajudaram muito quando descobri a fissura do Raul, na internet não havia muito o que se ler a não ser casos graves e sem sucesso de tratamento. Vocês não fazem noção do quanto me preparei, estudei, busquei ajuda as minhas amigas de profissão, ex professoras, médicos, fui atrás de mães que tinham filhos que nasceram com fissura e mesmo assim passei dificuldades com falta de conhecimento dos profissionais envolvidos no caso. Os profissionais só sabiam o básico do que se tratava, não sabiam me explicar para onde eu iria e nem quem procuraria aqui em Belo Horizonte, e olha que fui em mais de 5 médicos diferentes até encontrar o Centrare que é um centro especializado aqui em Belo Horizonte. Foi lá que tive mais informações e encontrei os profissionais adequados e que me tranquilizaram muito. A fissura mesmo sendo 1 em cada 750 (+-) nascidos no Brasil não é um assunto muito divulgado e acredito que devido a essa certa “raridade”, o assunto não é do interesse da maioria dos profissionais envolvidos no tratamento, o que causa a falta de conhecimento até de como intervir procurando por ajuda. Falo pela experiência própria, no hospital fomos chamados e só liberaram meu filho após dizerem que só iriam liberá-lo se chamássemos um profissional capacitado em intervir na fissura labiopalatina. Então está aí a enorme importância de se ter uma interdisciplinaridade entre os profissionais capacitados a atuar no tratamento da fissura. Pelo Brasil temos grandes centros especializados em  deformidades cranio faciais onde todos estão interligados em seus atendimentos, sabem o que estão fazendo e fazem o melhor para seus pacientes. Se na sua cidade não existe esse tipo de centro especializado procurem por profissionais que tenham experiência no assunto ou que pelo menos tenham o cuidado de se informarem mais sobre o caso e que saibam te conduzir para um profissional que saiba intervir. Se os processos de intervenções cirúrgicas, sessões de fonoaudiologia para alimentação e fala, correções das alterações dentárias ocorrem no tempo adequado, os resultados serão muito mais satisfatórios. Essa é a importância da interdisciplinaridade e do sucesso do caso clínico!

Hoje em dia isso parece estar mudando, encontramos muitas informações na internet de mães, de profissionais, de pessoas públicas lutando por essas informações e expandindo o assunto fissura das suas diferentes formas, graças a Deus! Temos ONGs que lutam pela transformação dos sorrisos que ainda estão abertos e pela continuação do tratamento de milhares de crianças pelo mundo afora e que levam tratamento para onde não existe. Enquanto isso podemos pensar em qual seria o nosso papel como pais e profissionais que estamos relacionados ao assunto?! É o de passar informação. A informação é principal arma contra o preconceito e a falta de conhecimento. Se você é um profissional da saúde que pode fazer parte da interdisciplinaridade que trata fissura labiopalatina, se informe, saiba explicar, saiba CONDUZIR seus pacientes para os tratamentos adequados. Fazendo isso, vocês diminuem muito o sofrimento das pessoas envolvidas por falta de informação e aumentam o sucesso do prognóstico. Divulguem! Torne o conhecimento seu principal aliado no sucesso do tratamento e na vida dessas pessoas.

Com amor,

Ana Maria Poças.

Gratidão a todos que continuaram por aqui, mesmo eu não estando presente por todo esse tempo!

PS.: Figura em destaque retirada do Google Imagens.

O nosso desmame

Bom dia!

Hoje acordei agradecendo por ter amamentado a Rita. Agradeci a oportunidade de amamentar por 10 meses e 20 dias. Agradeci a experiência que a maternidade me deu. Agradeci por mudar meu conceito de alimentar um filho. Agradeci por ter me esforçado para mudar esses conceitos, preconceitos e por chegarmos até aqui… amamentando.

Amamentar pra mim nunca foi uma prioridade. Nunca. Nem mesmo quando descobri a gravidez do Raul. Logo quando ele nasceu me foi tirado de cabeça por definitivo amamentar. Na gravidez da Rita eu simplesmente coloquei um objetivo que iria tentar e que se conseguisse, pelo menos até os dois meses de vida dela, eu a amamentaria. Muitos obstáculos aconteceram, tive ingurgitamento mamário, viroses, mastite e outras coisas que quase me fizeram desistir de amamentar… mas persisti por meses, até que o dia do desmame chegou. Sem avisar. Sem causar traumas. Foi lentamente… nas últimas semanas a Rita largou a “chupeta” dela. Não precisava mais do meu seio para se acalmar e nem adormecer. O meu fluxo de leite parecia que a acompanhava… Claro! O nosso corpo é fantástico! O leite foi diminuindo à medida que ela não procurava mais o peito. As mamadas passaram somente para a noite, até que por fim a minha Maria não quis mais. No dia seguinte ofereci novamente o peito e ela achou graça! Não o colocou mais na boca. Brincou com o bico do peito e nada mais. Nesse dia tive a certeza que o nosso desmame tinha acontecido. Minha pequena já não é mais tão pequena assim e não precisa mais do meu corpo para se nutrir. Com isso ela passou a dormir a noite. Parece que foi mesmo um marco do nosso desenvolvimento.

O dar de mamá foi um aprendizado para mim. Não é fácil! É muito cansativo! Mexe com seus hormônios… Mas é uma experiência fantástica! Agradeço muito à minha Maria Rita por me proporcionar essa experiência, esse aprendizado. Parece que ela vai puxar o irmão, pois até a mamadeira está com seus dias contados. A necessidade de sucção dela está passando… Assim vamos! Caminhando, crescendo, evoluindo juntas…

Obrigada filha, por tanto!

Amo você!

Com amor,

Ana Maria.