Maria Rita…

Maternidade Real

Bom dia!

Há um mês meu coração bate mais forte. Há um mês, além de super heróis, carrinhos e pernas roxas, surgiu espaço para laços e coisas cor de rosa. Há um mês aprendi a limpar um bumbum bem mais pequenininho e a escutar um choro bem mais estridente e persistente do que o do Raulzito. Há um mês nascia a minha pequena Rita.

Minutos antes de ser anestesiada e ser submetida a mais uma cesárea, um filme passou em minha mente por milésimos de segundos. Relembrei de tudo o que havia passado no momento em que o Raul nasceu. Lembrei da cirurgia, do pós operatório e das dificuldades que enfrentei com meu pequeno. Minha médica, olhando para mim (eu devia estar com uma cara de aflita), perguntou-me se eu estava nervosa e eu respondi com um olhar, mas reafirmei com a minha voz dizendo que sim! O parto foi super tranquilo… alguns dos meus familiares assistiam pelo vidro mais um milagre nascendo. Vocês que me acompanham sabem o quanto foi difícil esperar por esses pequenos… Eu ansiosíssima pelo choro da Maria Rita… olhei pelo vidro e vi que todos riam e choravam… e eu assustada só perguntava pro anestesista porque ela não estava chorando e ele me pedia para ficar calma e me levantou para vê-la. Olhei para aquele ser minúsculo, xerox do Raul, cabeludinha e parrudinha, mas a preocupação do choro ainda não tinha passado até que escuto o choro mais estridente que já escutei em toda a minha vida. A sensação de alívio veio junto com as lágrimas. Eu logo falei com Deus em meu pensamento: Obrigada! Obrigada e obrigada! E brinquei com Ele dizendo que se não tivesse um susto não era para ser minha filha, não é mesmo?! risos… Fomos para o quarto! Amamentei! Ahhh a amamentação… Isso sim será um assunto para um novo post. Passamos dois dias no hospital vendo a Rita sendo furada para acompanhar a glicemia várias vezes ao dia por causa da minha diabetes gestacional. Graças a Deus deu tudo certo!

Nesse último e intenso mês tivemos por aqui um Raulzito muito mais amoroso e beijoqueiro, ingurgitamento mamário, mastite na mama esquerda, mamilos rachados, dores abdominais, e para piorar um pouquinho, isolamento do filho mais velho por causa de uma febre e amigdalite. Resultado: uma mamãe exausta e cansada, mas extremamente feliz e grata por tudo estar acontecendo do jeitinho que pediu. Maria Rita é linda, delicada, saudável e muito brava! Sorri quando escuta a voz do irmão, está se desenvolvendo super bem e eu me sinto muito orgulhosa por estar realizando o meu sonho de ser mãe de um casal!

Com muito amor,

Ana Maria, mãe do Raul e da Maria Rita.

 

#mamãefonoaudióloga: Quando procurar um fonoaudiólogo?

Maternidade Real

Bom dia!

Nesses quatro anos de Fissurada na Maternidade recebi muitas mamães aqui no blog preocupadas com o desenvolvimento dos seus pequenos e que gostariam de saber quando é necessário procurar um fonoaudiólogo, além de muitas outras perguntando o que é a Fonoaudiologia e no que ela pode ajudar os seus filhos. Com esse texto, o meu intuito é esclarecer, de forma simples e direta, alguns aspectos sobre a Fonoaudiologia, e dar algumas dicas de quando se deve procurar por um profissional.

A Fonoaudiologia é uma ciência da área de saúde que trabalha com os diferentes aspectos da comunicação humana (linguagem oral e escrita, fala, voz e audição) e com as funções do nosso corpo responsáveis pela deglutição, respiração e mastigação. É de competência de um fonoaudiólogo desenvolver atividades voltadas à promoção da saúde, prevenção, orientação, avaliação, diagnóstico e terapia. Um fonoaudiólogo pode também atuar nas áreas do ensino, pesquisa e consultoria. Agora que sabemos o que um fonoaudiólogo faz, fica mais fácil  saber no que esse profissional pode ajudar.

Abaixo listei alguns pontos importantes que podemos observar nas crianças desde bebês. Dessa forma, se seu pequeno vem enfrentando alguma dificuldade relacionadas a essas habilidades comentadas acima ou se apresenta alguma dessas observações listadas a seguir, é interessante que procure por um profissional apto a ajudá-lo.

Devemos ficar atentos se o pequeno:

  • Já estava falando e parou de falar.
  • Não se assusta e nem parece escutar sons fortes, como por exemplo, uma porta batendo.
  • Não reage aos sons da casa (portas abrindo e fechando, toque de telefone, objetos que caem etc.).
  • Não se interessa por sons de brinquedos, músicas, fala de outras pessoas ou ruídos.
  • Emite poucos sons.
  • Não fala quase nada que possa ser compreendido ou apenas algumas palavras aos 18 meses de vida.
  • Aponta para as coisas para pedir o que quer.
  • Não aumenta o seu vocabulário ou adquire pouquíssimas palavrinhas novas.
  • Não compreende ordens simples.
  • Apresenta episódios de gagueira.
  • Escuta TV e DVDs com o volume alto.
  • Pergunta muito “Hãm?!” e “Quê?!”.

Claro e óbvio que cada criança tem seu desenvolvimento próprio e não é possível constatar se há algum problema com base apenas nessa listagem, mas estes sinais alertam para uma possível alteração que pode ser resolvida com mais rapidez quanto mais cedo começar a intervenção.

Espero ter ajudado!

Com amor,

Fga. Ana Maria Poças.

CRFa 6-7185

Tarefas para crianças, quando começar?

Maternidade Real

Bom dia!

Não é novidade que o método montessoriano está inserido na minha vida desde quando Raulzito nasceu, há 4 anos atrás… e venho fazendo mini cursos e lendo sempre a respeito do método que é encantador! Vale a pena ler e inserir mesmo que seja um pouco dele na vida em casa com os pequenos. Hoje falo um pouco sobre as tarefas para as crianças exercerem em casa e a importância delas.

A criança de 0 a 6 anos se encontra em uma fase ou plano de desenvolvimento que a Maria Montessori classifica como “Mente absorvente”, sendo que as crianças de 0 a 3 anos se encontram na fase mente absorvente inconsciente e as de 3 a 6 anos na fase mente absorvente consciente. Nessa etapa do desenvolvimento o aprendizado ocorre através de impressões sensoriais do mundo ao redor da criança, mas no primeiro a criança não está ciente disso, por isso o nome de mente absorvente inconsciente, enquanto no segundo trabalha conscientemente, com propósito, dessa forma denomina-se mente absorvente consciente. É nessa fase que os pequenos buscam a independência física no nível físico e fisiológico e é um período de grandes mudanças.

Com isso, algumas atividades podem ser inseridas na vida dos pequenos e que serão de grande valia para essa fase do desenvolvimento pessoal delas. Atividades simples e que são feitas diariamente podem e devem ser executadas pelas crianças como, por exemplo, regar plantas, colocar roupa suja no cesto que vai para lavanderia, tratar dos animais etc. Segundo Montessori, envolver os pequenos nessas tarefas diárias os ajuda no desenvolvimento do pragmatismo, nas habilidades motoras e fornece experiência sensorial, fazendo com que eles se sintam mais úteis e importantes. Veja abaixo algumas atividades propostas para cada idade.

2 a 3 anos:

• Guardar os brinquedos;

• Retirar seu prato da mesa;

• Tentar se vestir e tirar a própria roupa;

• Colocar a roupa suja no cesto que vai para lavanderia;

• Guardar os sapatos que acabou de usar;

• Limpar o que sujou, como um copo de água derramado na mesa ou restos de comida que ficaram no chão;

• Pegar frutas na fruteira.

4 a 5 anos:

• Arrumar a cama quando se levantar e para se deitar;

• Ajudar a colocar a mesa para as refeições;

• Regar as plantas;

• Cuidar dos animais colocando comida e água;

• Jogar o lixo no lixo;

• Guardar as roupas que vieram da lavanderia.

6 anos:

• Lavar as louças;

• Guardar as louças nos armários;

• Ajudar a limpar a casa, como tirando o pó e varrendo;

• Guardar as compras do mercado;

• Arrumar a própria mochila da escola.

Então, depois dessas dicas do que a criança é capaz de fazer em cada faixa etária, é só colocar a criatividade para funcionar e fazer com que a criança se sinta importante em realizá-las e entender que podem ser muito úteis se quiserem.

Com amor,

Ana Maria.

 

Leia mais sobre o assunto:

http://www.mariamontessori.com

https://larmontessori.com/blog/

https://www.montessoriencasa.es/

 

Vem Maria Rita… terceiro trimestre quase concluído

Maternidade Real

Bom dia!

Faltam apenas algumas semaninhas para Maria Rita dar o ar de sua graça aqui do lado de fora. Esses três últimos meses estão demorando demais a passar… Os dias parecem ter 48 horas e uma semana demora uma eternidade. Não sei se é porque já estou com uma barriga imensa e me canso com tudo o que faço; posso comparar o ato de subir as escadas daqui de casa com o ato de subir os degraus da Escadaria Selaron, no Rio de Janeiro; para tomar banho é preciso ter um desdobramento ninja e se por acaso o sabonete cair… (Só Jesus!) Dormir uma noite inteira fica sendo quase um sonho e o sono depois do almoço chega a ser algo incontrolável!

Depois que descobri a diabetes, quase não engordei mais. Parei nos 11 quilos por umas semanas. (Ufa! Na do Raul eu engordei 14 quilos.) No início cheguei a perder dois quilos e isso me assustou um pouco, mas a minha médica ficava feliz a cada vez que eu pesava e o ponteiro não mexia. Com isso, eu confesso, me relaxei um pouco com o regime e comi mais do que deveria… o que me custou 2,5 quilos em 3 semanas. Logo levei um puxão de orelha daqueles da minha obstetra! Mas a glicose está bem controlada! Não sou tão irresponsável assim… A fome parece ter triplicado nesse último trimestre também (Já as espinhas… essas continuam do mesmo jeito e a barriga só cresce… cada dia mais). O Raul, toda hora que me vê sem blusa solta: “Nuh! Que barrigão, mamãe!”. risos… Ah! E vamos falar sobre como mãe paga língua… Meu Deus! Tudo o que eu disse que não faria de novo, desde a gestação do Raul, eu estou fazendo igual na da Rita, o parto vai ser feito no mesmo hospital em que foi feito o parto do Raul, um hospital em que eu nunca mais desejei voltar! (E vocês!? Também passaram por isso!? Estão pagando ou pagaram língua?!) Com todos esses acontecimentos eu aprendi, aliás reaprendi que nunca devemos dizer NUNCA, para nada!

Queixas à parte, pois existem muitos motivos para comemorar! A diabetes gestacional não afetou em nada a Maria Rita. Estou controlando a minha alimentação com muito mais tranquilidade (apesar de ter passado por umas semanas de fome intensa), porém, já não vejo a hora de poder comer uma torta de chocolate meio amargo sem culpa… risos… Confesso até que estou gostando de comer sem carboidratos de alto índice glicêmico! (Eita que meu vocabulário só aumenta nas minhas gestações!) Já estamos esperando ansiosamente pela nossa Rita. Tudo já está pronto para recebê-la! Estamos com tudo organizado e com as tarefas já pré-estabelecidas para todos da família, porque contar com uma rede de contatos e apoio (nesse caso a nossa família) é o maior tesouro que alguém pode ter.

Mandem energias positivas! Elas são sempre muito bem-vindas! Logo conto como foi o parto e as primeiras impressões de Ritoca do lado de fora da pança. E do irmão, que agora está até curtindo a chegada da irmã.

Com muito amor,

Ana Maria.

Ps.: Fotografia por Marina Patício @marina_patricio

 

Sobre fissura labiopalatina e o Raul

Maternidade Real

Bom dia!

Após 2 anos e meio da palatoplastia, o último tubinho foi retirado do ouvido direito do Raul. UFA!!! Foram em média umas 10 consultas a otorrinolaringologistas para ver como estava o tal tubinho que já tinha saído do conduto há pelo menos um ano atrás e estava grudado em uma rolha de cera que o impedia de sair. Até que após uma dor de ouvido que o Raul teve, marcamos novamente uma consulta com o otorrino que o atendeu logo no pós operatório e, ao olhar o ouvido, resolveu tirar o tubinho com uma espécie de pinça. Foi super rápido! O Raul não chorou e ficou quietinho! Eu estava com um medo danado desse tubinho e da sua retirada, apesar de todos os profissionais falarem que ele iria sair sozinho e que se precisasse de retirar ia ser simples e sem dor… Vocês sabem como é o ser mãe, né?! Sempre fica preocupada com a possibilidade do filho sentir dor.

Outra novidade que a fissura nos trouxe foi que apareceu um dente no palato dele. Na verdade, não é bem no palato… ele nasceu no lugar certo, porém com a má formação do palato a gengiva dele deu uma viradinha para dentro para se juntar a outra parte no centro do crânio e com isso o dente acabou ficando do lado de dentro. Não preciso nem contar como isso me estressou… risos… Liguei para Deus e o mundo para perguntar sobre o tal dente. Mandei mensagem pra coordenadora da equipe do Centrare, no Hospital da Baleia onde o Raulzito faz o tratamento, que prontamente respondeu me tranquilizando e me encaminhando para uma equipe especialista no assunto. Conversei também com a minha amiga Laís do canal do youtube e blog Lábios Compartidos, que, como sempre, foi uma fofa e, PASMEM, que, ao entrar em contato com o Centrinho, fez a gentileza de pedir para que olhassem no prontuário dela quando foi e como foi que ela retirou um dente que nasceu fora do lugar. Ela me contou tudo e me tranquilizou ainda mais. Fala sério?! Precisamos de muito mais pessoas como ela nesse nosso mundo! Se alguém quiser saber mais, ela postou um vídeo contando direitinho sobre curiosidades da fissura labiopalatina, onde que ela cita esse episódio da vida dela. O link é esse: https://www.youtube.com/watch?v=GeEfOWDGsdQ.

Estamos esperando a vaga sair com a odontopediatra que o Centrare indicou e, assim que tivermos mais novidades, escrevo contando tudo. Gostaria de tranquilizar os pais e dizer que isso acontece com bastante frequência em pessoas que nasceram com fissura labiopalatina. Isso ocorre devido a posição óssea se desenvolver de forma errada devido a má formação. Portanto, mamães e papais fiquem tranquilos! No caso do Raul, o dente não esta doendo ou incomodando, e principalmente, não esta atrapalhando a fala.  Ele nem nota que tem um dente no céu da boca.

Com amor,

Ana Maria.

 

 

 

Acabar com a birra com uma frase!?

Maternidade Real

Bom dia!

Certa vez li uma chamada de um blog no Facebook e que o título era algo mais ou menos assim: “Como acabar com um chilique do seu filho com apenas uma frase.” Fiquei encucada com a frase e fui ler a tal matéria. O texto é de uma blogueira brasileira que mora nos EUA e que precisou levar sua filha em uma psicóloga pois estava sofrendo com os ataques constantes de birra da filha. A psicóloga a orientou a fazer com que a filha se sentisse respeitada, sentisse que ela dava importância ao que ela estava vivenciando. Mas como isso isso era possível e qual a explicação da psicóloga?

Pois bem, em meio a uma crise de chilique, a criança precisa ser atendida, condicionada a pensar e com isso achar a resposta sobre o que está acontecendo com ela. Isso é possível por meio de frases do tipo: “Você está chorando e gritando por quê?!”. Assim que a criança der a resposta, você deve fazê-la pensar no que está acontecendo,  por meio de uma frase: “Você pensa que esse problema é grande, médio ou pequeno?”. Um problema pequeno se enquadraria em problemas de soluções rápidas e que são fáceis de serem contornados. Os médios seriam aqueles que são resolvidos com um pouco de tempo. Nesse caso, a criança aprende que existem coisas que precisam de tempo para serem resolvidas, o que as levam a desenvolver a noção de tempo e a paciência. Já os problemas graves são os que necessitam de mais conversa e atenção para ela entender que há coisas que não saem exatamente como queremos. Claro e óbvio que essa técnica pode não ter funcionalidade para crianças menores de 3 anos, pois penso que seja muito difícil de conseguir a atenção necessária para pensar sobre o assunto. Como as crianças com mais de 3 anos já possuem atenção suficiente para escutar, elas são capazes de pensar nem que seja um pouquinho, sobre o assunto e com isso voltar ao seu centro de controle… Esse tempo é suficiente para você contornar a situação, aproveitar para conversar sobre o que está acontecendo com ela e inserir soluções cabíveis no problema que ela apresenta, de acordo com o nível de percepção dela.

Conversando com meu marido sobre o método, ele me sugeriu pesquisar sobre o método Socrático e acredito que a psicóloga possa ter como embasamento esse método. Sócrates, o filósofo tão conhecido pela frase “Só sei que nada sei”, fazia uma sondagem daquilo que se pretendia saber em relação ao assunto em questão. E por meio de perguntas conduzia o diálogo até o ponto em que o interlocutor solucionava o problema. 

Eu achei fantástico! Super recomendo essa dica! Faço sempre com o meu Raulzito, até mesmo porque as crianças não sabem expor suas emoções e não entendem muito bem o que estão sentindo, além de reagirem a qualquer estímulo que não saia como elas esperam com gritos e choros. O Raul, por exemplo, é mestre em gritar e a chorar quando está com sono ou cansado… sempre nessas crises procuro diagnosticar o porquê do choro e após perguntar eu sempre sugiro “Será que você não agiu assim porque você está cansado?”.

Muito boa dica, né?! Espero que ajudem as mamães leitoras!

Com amor,

Ana Maria.

 

Leia mais sobre o assunto:

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/socrates-o-metodo-socratico-e-o-parto-das-ideias.htm

http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/filosofia/o-metodo-socratico.htm

http://tudosobreminhamae.com/blog/2016/12/2/como-desarmar-o-chilique-de-um-filho-com-uma-pergunta

 

 

Diabetes Gestacional, aconteceu comigo!

Maternidade Real

Bom dia!

O terceiro trimestre da minha gravidez chegou me trazendo uma novidade, a diabetes gestacional. É assustador quando algo sai do seu controle na gestação! Acho que minhas gestações resolveram me causar fortes emoções… risos…

Minha obstetra desconfiou que eu poderia estar diabética porque comecei a engordar demais sem estar comendo o bastante para isso acontecer e, como já estava no momento de fazer o exame de intolerância a glicose, acabei fazendo e constatando a diabetes. Engordei quase 4 quilos em um mês! Após o susto, já estou fazendo uma dieta e controlando a glicose com alimentação. Está tudo bem comigo e com a minha pequena! Para quem acompanha o nosso blog sabe que minha irmã também teve na gestação do meu afilhado, que minha cunhada é diabética tipo 1 e que foram elas que me ajudaram nesse processo de transição da alimentação e no regime que tenho que seguir. Tenho uma amiga nutricionista que também me norteou com dicas de combinações de alimentos para evitar picos de glicose. Graças a Deus estou amparada e agora é só fazer a minha parte.

Mas afinal, o que é a diabetes gestacional!? A diabetes gestacional surge normalmente no terceiro trimestre da gravidez. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue e aí surge a diabetea, ou seja, quando o corpo não consegue fabricar a insulina em quantidade suficiente para atender às necessidades do bebê. A insulina é que controla a quantidade de açúcar disponível no sangue, para ser usado como fonte de energia, e permite que o excesso de açúcar seja armazenado. É uma condição que quase sempre se normaliza sozinha depois que o bebê nasce, e que foi o que aconteceu com a minha irmã. Após meu sobrinho nascer, tudo se acertou! Quando não controlada a glicose, o fator mais preocupante é que o excesso de açúcar no sangue atravesse a placenta e chegue ao bebê, o que pode fazer com que ele cresça demais, fique mais propenso a ter icterícia, hipoglicemia após o parto e a apresentar problemas respiratórios. O líquido amniótico também pode aumentar demais.

Viram como é importante fazer o pré natal e  os exames todos direitinhos?! Ufa! O susto passou… estou passando um pouco de aperto com a alimentação, principalmente com a vontade de comer doces… risos… Nada que umas uvas passas e uns damascos não resolvam. O importante é que minha glicose está sendo controlada somente com a alimentação e minha pequena está se desenvolvendo super bem. O que é uma grande vitória! Estou contando os dias para que novembro chegue!

Com amor,

Ana Maria.

Leia mais sobre o assunto:

http://www.diabetes.org.br/profissionais/diabetes-gestacional

Gestação diabética – O Antes, durante e depois do parto!

Maternidade diabética – por Deborah Patricio

Maternidade diabética, segundo trimestre – por Deborah Patricio

Gravidez e Diabetes Tipo 1 – por Deborah Patricio

APLV – Você não está sozinho

 

De filho único para irmão mais velho

Maternidade Real

Bom dia!

Eu confesso que como já havíamos preparado o Raul para se tornar o irmão mais velho e por ele já demonstrar interesse em irmãos nos pedindo muito para darmos um a ele, a fase de “aceitação” da chegada do novo membro da nossa família não nos causaria preocupação. Doce ilusão! Não foi nada disso que aconteceu por aqui…

Quando descobrimos que estávamos grávidos, Raul percebeu que as pessoas chegavam perto de mim só pra perguntar da gravidez e com isso foi sentindo que seu espaço estava sendo dividido mais uma vez. Ele que foi primeiro filho e primeiro neto de ambas as partes e primeiro bisneto da minha parte da família, vocês já imaginam como foi “mimado” por todos. Junto com isso foi percebendo que minha barriga crescia e que logo esse ser que todo mundo estava dando mais atenção do que para ele iria mesmo chegar,  e que se tratava de um bebê e não uma criança como havíamos pedido na adoção… Além disso as mudanças aconteciam no quartinho dele, chegavam roupinhas miúdas cor de rosa  e coisas de bebê eram recebidas com frequência aqui em casa e foi então que Raul começou a ter comportamentos estranhos, os quais nunca tinham aparecido antes. Ele começou com choro intenso para qualquer coisa que acontecesse, um simples brinquedo que caia no chão era motivo para um chorôrô danado e gritos escandalosos constantes que pareciam que eu estava batendo nele ou que ele tinha se machucado muito. Ele começou a demonstrar um medo excessivo de ir ao banheiro, começou a segurar o  cocô e o xixi… Não queria ir mais ao banheiro, dizia que doía ou que estava com medo de fazer o cocô porque ia doer. E por este motivo fomos até parar no pronto socorro um dia desses de madrugada. Outro episódio foi quando ele estava brincando de massinhas e uma delas grudou na manga da sua blusa, ele começou a gritar “Ai mamãe… ai mamãe!” e quando fui ver era porque a massinha tinha grudado na blusa dele. Ai meu Deus! Que situação! Eu fiquei pensando em quem escutava esses gritos… Imaginem… risos… Eu dificilmente murmuro por alguma coisa… e me peguei perguntando o por quê disso tudo. Encontrei-me em um beco sem saída e estou tentando algumas alternativas para que essa fase de aceitação passe logo para ele, porque me dói (muito) vendo-o “sofrer” por qualquer que seja a situação.

Com isso, pesquisei em inúmeros lugares e conversei com minhas amigas que têm mais de um filho e todas me disseram que a aceitação é um pouco “dolorosa” mesmo. Que as crianças modificam bastante o comportamento. Conversei com a pediatra e com a homeopata dele que me orientaram o que fazer e me tranquilizaram. Conversei também com a minha amiga psicóloga que me alertou que vai passar e que é tudo questão dele acostumar com a mudança. Essa mudança faz parte da vida, afinal ele está mesmo “perdendo” um espaço que antes era preenchido só por ele. Recebi muitas dicas, li também muitas outras que fizeram diferença e outras nem tanto. Com esse texto tento passá-las a diante para pais que estejam nessa mesma situação em que nós nos encontramos. Meu intuito com esse blog é realmente passar a verdade da maternidade, vocês sabem que eu não mascaro os fatos para que eles se tornem lindos e agradáveis para todos lerem…. Então vamos as dicas:

  • Colocar a criança para vivenciar e ajudar a arrumar as coisas do bebê. A real: Raul não gostou de me ajudar em nada. Quando pedia ajuda a ele, ele simplesmente me dizia para eu arrumar sozinha! Já ia logo me cortando… e eu respeitei! Não forcei a barra. Vamos ver depois que a Rita nascer se essa dica vai valer, mas por enquanto não rolou com ele. Até nas conversas com o assunto Maria Rita ele evitava estar perto…
  • Comprar um presente e dar para a criança quando descobrir que está grávida e quando o filho mais velho for visitar o bebê na maternidade. Esta também não colou com o Raul. Ele é rebelde! Ficou bravo quando soube que seria uma menina… ele disse “Mamãe mas eu pedi um menino!” risos… Na cabecinha dele a menina viria da adoção e logo o da minha barriga teria que ser um menino. Coisas de Raul…risos… na verdade ele não queria era mesmo aceitar que estava mesmo acontecendo. Vamos ver na maternidade como ele vai reagir ao receber o tal presente da irmã. Já estamos providenciando uma coisa que ele queira muito.
  • Mostrar pro filho mais velho que ele será o exemplo do mais novo. Isso tem feito resultado! Sempre aproveitamos quando vamos elogiar o Raul por alguma coisa que ele fez de legal ou quando ele tem alguma atitude bacana. Quando isso acontece dizemos que a Maria Rita vai aprender isso com ele ou que ele vai ensinar para ela. Nesses casos ele fica se sentindo importante e tem tido um efeito bem positivo!
  •  Não ignorar o sentimento da criança de raiva, angústia e frustração com a perda do espaço, dizendo que é bobeira se sentir assim. Essa dica também foi super valiosa. Com ela nós conseguimos reverter vários comportamentos como o de choro excessivo e do medo do banheiro. Até as histerias estão também diminuindo, ele já reconhece quando exagera na dose… risos… Sempre que o via pra baixo ou com raiva eu abaixava, dava um abraço e explicava que isso tudo que estava acontecendo seria ótimo para todo mundo da nossa família e que irmão é muito bom e dizia coisas para confortá-lo. Eu dava sempre exemplos de amiguinhos dele que tem irmãos e ele foi acostumando com a ideia e agora quando vê que alguém tem irmã ele logo me fala, “Olha mamãe, fulano tem uma irmã igual eu!”.
  • Dar asas a imaginação da criança fazendo-a imaginar e “vivenciar” um pouco do que será quando a família aumentar. Raul é uma pessoa com muita imaginação e criatividade, sempre quando saímos de carro por exemplo a gente sempre fala frases do tipo “Nossa filhão, daqui uns dias a Rita vai estar aí do seu lado no banco…” e emendamos com alguma coisa legal que vamos podemos fazer quando estivermos todos juntos, e assim ele entra na brincadeira e vai se soltando. Sem dúvidas fez muita diferença na aceitação dele.

Conclusão do nosso caso clínico (risos): hoje ele aparenta estar tranquilo com a novidade, apesar de estar ainda querendo chamar muita a atenção das pessoas. Na escola por exemplo, a professora relata que ele está fazendo de tudo para chamar a atenção dela, fazendo muita bagunça nas aulas. Aqui em casa ele deu uma melhorada e está até ajudando em algumas coisas relacionadas a irmã. Já fala sobre ela, narra situações que poderão acontecer quando ela estiver aqui entre nós e diz as pessoas que vai me ajudar a dar banho, mamadeira, trocar fraldas etc. Confesso que essa fase não é fácil! E se servir de consolo… Calma, vai passar! Respire fundo e vai…

Com amor,

Ana Maria.

 

Fotografia por Marina Patricio

 

Sobre fissura labiopalatina: Nosso retorno anual

Maternidade Real

Bom dia!

Em julho antecipamos o nosso retorno anual com o cirurgião plástico do Raul. Antecipamos por ser férias escolares do Raul para ele não precisar de faltar a escolinha e devido a minha gestação, que a cada mês fica mais complicado de ficar sentada esperando para ser atendida com esse barrigão enorme… risos.

A notícia é: está tudo bem com o Raulzito! O Dr Hugo não estava no dia que fomos, foi a médica assistente dele que nos atendeu e, ao entrarmos na sala dela, ela logo falou: “Gente, cadê a cicatriz desse menino!?” E depois foi emendando: “Nossa, o Dr Hugo arrasou nessa cirurgia!” Palavras que me fizeram arrepiar e agradecer a Deus imensamente por tudo o que vencemos até hoje! Foi bom ele não estar porque foi uma visão de outra médica, que estava “avaliando” um trabalho de outro profissional. Na hora que não o vi, fiquei um pouco triste porque queria tê-lo visto mas logo pensei que estava sendo ótimo para gente, pois passaríamos por outra avaliação médica. Acho que só quem passa por situações como essas com os filhos sabe o que estou escrevendo… é um alívio tão grande ver que seu filho é um vencedor, que tudo o que você temia durante a gravidez e ao nascer vendo-o em seus braços, sem saber lidar com os cuidados daquele ser aparentemente tão frágil, na verdade não passava de medos e inseguranças momentâneas. Tudo deu certo! Deus foi muito generoso conosco! A fala do Raul está perfeita, a audição também e em relação a cirurgia está tudo ok. A conduta da médica foi marcar o retorno para o ano que vem, para acompanharmos a evolução dele até os 10 anos de idade, pois é nessa idade que se começa a pensar na cirurgia de preenchimento ósseo da gengiva.

Gostaria de aproveitar esse texto para chamar a atenção de pais que estão vivendo a fase de descoberta, que estão na fase do medo, da insegurança… E dizer que tudo vai dar certo! Acreditem! Procurem profissionais com experiência no assunto, que vocês se sentirão muito mais seguros e tranquilos. O medo e a insegurança são passageiros e normais de se sentir. É tudo novo, fora do comum! Mas são crianças extremamente fortes e vocês vãos se surpreender com a rapidez que elas contornam as situações e se acostumam com tudo, além de nos encherem de orgulho a cada sorriso que dão! Logo vocês estarão respirando aliviados e agradecendo assim como eu estou hoje.

Com amor,

Ana Maria.

Sobre a gestação: segundo trimestre concluído

Maternidade Real

Bom dia!

Maria Rita já está enorme e eu também! risos… Meu Deus, como engordei nessa gestação! Com 20 semanas eu já tinha ganhado 7 quilos… Será resultado dos 32135131 pasteis de palmito que comi no início!? Mas fora isso não comi muita bobagem! Apesar da minha médica não acreditar, estou mesmo com uma alimentação bem bacana. =/ Mas, nada que uma reeducação alimentar, um peito esvaziado e uns belos 5164611 km de aeróbico não me ajudem a recuperar meus 45 quilos que eu tinha antes de Ritoca resolver aparecer.

Pois bem, passamos pelo segundo trimestre com louvor! Nada de dores, Rita mexendo sem parar na minha barriga e o sono (?!)… Ah esse sim! Acordo pelo menos 4 vezes para ir ao banheiro fazer xixi. O ultrassom morfológico tão esperado e tão temido para as mães quem assim como eu, tiveram uma gestação anterior com presença de má formação, foi realizado e está tudo bem com a minha pequena. Graças a Deus! Ela está ótima e se desenvolvendo super bem!

Entramos com o pé direito no último trimestre e estou contando os dias para que novembro chegue logo. Antes disso ainda tenho tanta coisa para fazer, tantas coisas para organizar… enquanto isso vamos curtindo o momento e esperando a nossa princesa. E o Raul?! Vocês podem estar querendo me perguntar como ele está. Ele está muito mas muito mais choroso, qualquer coisa é capaz de fazê-lo chorar. Perto de mim ele sempre chega “miando” para me pedir algo, querendo colo, mas ao mesmo tempo fala com a irmã pelo meu umbigo com muito carinho. Fui alertada que essa fase vai piorar quando a Maria Rita chegar… já estou preparando o meu psicológico, mas muitas vezes não consigo lidar muito bem com essas atitudes que o Raul vem apresentando. Em breve escrevo um texto com as dicas que recebi de amigas que são mães de dois e de uma psicóloga, para facilitar essa transição de filho único para irmão mais velho. Ah! A #maternidadereal é mesmo cheia de emoções, né?! Vamos que vamos! Falta pouco para eu ser mãe de dois… não vou pirar agora! Prometo! risos…

Com amor e muito jogo de cintura,

Ana Maria.