Vem Maria Rita… terceiro trimestre quase concluído

Bom dia!

Faltam apenas algumas semaninhas para Maria Rita dar o ar de sua graça aqui do lado de fora. Esses três últimos meses estão demorando demais a passar… Os dias parecem ter 48 horas e uma semana demora uma eternidade. Não sei se é porque já estou com uma barriga imensa e me canso com tudo o que faço; posso comparar o ato de subir as escadas daqui de casa com o ato de subir os degraus da Escadaria Selaron, no Rio de Janeiro; para tomar banho é preciso ter um desdobramento ninja e se por acaso o sabonete cair… (Só Jesus!) Dormir uma noite inteira fica sendo quase um sonho e o sono depois do almoço chega a ser algo incontrolável!

Depois que descobri a diabetes, quase não engordei mais. Parei nos 11 quilos por umas semanas. (Ufa! Na do Raul eu engordei 14 quilos.) No início cheguei a perder dois quilos e isso me assustou um pouco, mas a minha médica ficava feliz a cada vez que eu pesava e o ponteiro não mexia. Com isso, eu confesso, me relaxei um pouco com o regime e comi mais do que deveria… o que me custou 2,5 quilos em 3 semanas. Logo levei um puxão de orelha daqueles da minha obstetra! Mas a glicose está bem controlada! Não sou tão irresponsável assim… A fome parece ter triplicado nesse último trimestre também (Já as espinhas… essas continuam do mesmo jeito e a barriga só cresce… cada dia mais). O Raul, toda hora que me vê sem blusa solta: “Nuh! Que barrigão, mamãe!”. risos… Ah! E vamos falar sobre como mãe paga língua… Meu Deus! Tudo o que eu disse que não faria de novo, desde a gestação do Raul, eu estou fazendo igual na da Rita, o parto vai ser feito no mesmo hospital em que foi feito o parto do Raul, um hospital em que eu nunca mais desejei voltar! (E vocês!? Também passaram por isso!? Estão pagando ou pagaram língua?!) Com todos esses acontecimentos eu aprendi, aliás reaprendi que nunca devemos dizer NUNCA, para nada!

Queixas à parte, pois existem muitos motivos para comemorar! A diabetes gestacional não afetou em nada a Maria Rita. Estou controlando a minha alimentação com muito mais tranquilidade (apesar de ter passado por umas semanas de fome intensa), porém, já não vejo a hora de poder comer uma torta de chocolate meio amargo sem culpa… risos… Confesso até que estou gostando de comer sem carboidratos de alto índice glicêmico! (Eita que meu vocabulário só aumenta nas minhas gestações!) Já estamos esperando ansiosamente pela nossa Rita. Tudo já está pronto para recebê-la! Estamos com tudo organizado e com as tarefas já pré-estabelecidas para todos da família, porque contar com uma rede de contatos e apoio (nesse caso a nossa família) é o maior tesouro que alguém pode ter.

Mandem energias positivas! Elas são sempre muito bem-vindas! Logo conto como foi o parto e as primeiras impressões de Ritoca do lado de fora da pança. E do irmão, que agora está até curtindo a chegada da irmã.

Com muito amor,

Ana Maria.

Ps.: Fotografia por Marina Patício @marina_patricio

 

Sobre fissura labiopalatina e o Raul

Bom dia!

Após 2 anos e meio da palatoplastia, o último tubinho foi retirado do ouvido direito do Raul. UFA!!! Foram em média umas 10 consultas a otorrinolaringologistas para ver como estava o tal tubinho que já tinha saído do conduto há pelo menos um ano atrás e estava grudado em uma rolha de cera que o impedia de sair. Até que após uma dor de ouvido que o Raul teve, marcamos novamente uma consulta com o otorrino que o atendeu logo no pós operatório e, ao olhar o ouvido, resolveu tirar o tubinho com uma espécie de pinça. Foi super rápido! O Raul não chorou e ficou quietinho! Eu estava com um medo danado desse tubinho e da sua retirada, apesar de todos os profissionais falarem que ele iria sair sozinho e que se precisasse de retirar ia ser simples e sem dor… Vocês sabem como é o ser mãe, né?! Sempre fica preocupada com a possibilidade do filho sentir dor.

Outra novidade que a fissura nos trouxe foi que apareceu um dente no palato dele. Na verdade, não é bem no palato… ele nasceu no lugar certo, porém com a má formação do palato a gengiva dele deu uma viradinha para dentro para se juntar a outra parte no centro do crânio e com isso o dente acabou ficando do lado de dentro. Não preciso nem contar como isso me estressou… risos… Liguei para Deus e o mundo para perguntar sobre o tal dente. Mandei mensagem pra coordenadora da equipe do Centrare, no Hospital da Baleia onde o Raulzito faz o tratamento, que prontamente respondeu me tranquilizando e me encaminhando para uma equipe especialista no assunto. Conversei também com a minha amiga Laís do canal do youtube e blog Lábios Compartidos, que, como sempre, foi uma fofa e, PASMEM, que, ao entrar em contato com o Centrinho, fez a gentileza de pedir para que olhassem no prontuário dela quando foi e como foi que ela retirou um dente que nasceu fora do lugar. Ela me contou tudo e me tranquilizou ainda mais. Fala sério?! Precisamos de muito mais pessoas como ela nesse nosso mundo! Se alguém quiser saber mais, ela postou um vídeo contando direitinho sobre curiosidades da fissura labiopalatina, onde que ela cita esse episódio da vida dela. O link é esse: https://www.youtube.com/watch?v=GeEfOWDGsdQ.

Estamos esperando a vaga sair com a odontopediatra que o Centrare indicou e, assim que tivermos mais novidades, escrevo contando tudo. Gostaria de tranquilizar os pais e dizer que isso acontece com bastante frequência em pessoas que nasceram com fissura labiopalatina. Isso ocorre devido a posição óssea se desenvolver de forma errada devido a má formação. Portanto, mamães e papais fiquem tranquilos! No caso do Raul, o dente não esta doendo ou incomodando, e principalmente, não esta atrapalhando a fala.  Ele nem nota que tem um dente no céu da boca.

Com amor,

Ana Maria.