A cegonha foi convocada…

A decisão do segundo filho, um assunto bem complicado para a nossa atual realidade. Um mundo bem violento e cheio de preconceitos, além da crise no país, mas o fato do Raul crescer sem irmãos nunca me passou pala cabeça. O que seria de mim sem minha irmã?! É o que pensei para convocar a cegonha novamente.

Já falei aqui no blog que quando estávamos tentando engravidar do Raul, começamos a pensar na possibilidade de adotar um filho, vocês lembram?! Pois então, essa nossa ideia veio e foi amadurecendo e chegou a hora de colocá-la em prática. Estamos em processo de coleta de documentos para dar entrada no Cadastro Nacional de Adoção e ao longo de todo o processo vou contar para vocês como está sendo e o passo a passo.

A decisão do segundo filho ser adotado e não biológico parece bem estranho para uns, até mesmo da nossa própria família. Preconceito?! Acho que é mais um pré-conceito mesmo de que filhos adotados dão trabalho, já vem com a personalidade formada, etc… Mas e os biológicos não dão trabalho?! A mudança de vida que você pode proporcionar a esta criança que foi “rejeitada” por sua família biológica é o que mais me encanta nessa decisão e foi ela que nos motivou e nos motiva a cada dia mais a esperar que o irmãozinho do Raul chegue logo. Outros me perguntaram se foi por receio de outra criança nascer com fissura… bom, pensei nisso, sim, mas como no nosso caso não foi fator comprovado geneticamente, isso não me preocupa. Queremos ter dois ou três filhos e estamos também tentando engravidar novamente, mas enquanto a cegonha (biológica) não vem, vamos dando andamento no processo de adoção.

Em breve conto o passo a passo (na realidade) da adoção aqui em Belo Horizonte.

Com amor,

Ana Maria.