Mariana Duarte, mamãe do Pedro.

Maternidade Real

Meu terceiro dia das mães… Como eu sonhei com essa data, com esse momento, ou melhor, como eu sonhei em ser mãe um dia!

Me lembro que estava no auge dos meus 10 anos e enquanto muitas sonhavam com a festa de aniversário ou onde iria estudar, eu tinha uma amiga que nós duas sentávamos e passávamos horas imaginando como seria estar grávida. Até a forma de andar eu sonhava, acredita? Em um dos nossos muitos encontros, eu me descrevi grávida, falava que teria uma barriga grande, usaria vestido floral amarelo soltinho e uma rasteirinha… E que eu teria uma linda menina!!!  A vida toda sonhei com uma menina… Pois bem, meu sonho se realizou, mas não foi da forma que sonhei não…

Em 2010 me casei com uma pessoa maravilhosa, que a cada dia eu amo mais… No final de 2011 devido alguns problemas de saúde minha ginecologista na época solicitou alguns exames entre eles um ultrassom. Após a realização me foi dado o resultado, eu estava com alguns focos de endometriose no colo do útero! Foi aquele baque, fiquei sem chão e bastante assustada, pois é um dos fatores que mais causam infertilidade na mulher. E ela foi bem taxativa: “Se você quiser ter filhos Mariana vamos começar a tentar agora, pois seus focos de endometriose estão baixos e são poucos. Sei que seus planos não eram esses, mas eu não posso garantir como você irá evoluir.” Sai do consultório até tonta (risos), pensei: “Putz, todos os meus planos terão que mudar!” Tinha muitos planejamentos… Queria dar sequência nos estudos, investir na minha profissão. No entanto os planos são nossos, mas a verdade é de Deus!!!

Depois de um mês conversando com meu marido, chegamos a decisão que iríamos ter o nosso sonhado bebê! Voltei na ginecologista e ela me solicitou os exames pré-gestacionais e iniciei o uso do ácido fólico. Após três meses iniciamos as tentativas… Estava engajada em engravidar o mais rápido possível e o maridão todo empolgado com a minha determinação (risos).

Foram passando os meses e nada… Cheguei a procurar outros especialistas, e escutei de tudo, até um: “Com um exame desse você não vai engravidar nunca! Você tem que operar antes!”. Sai de lá aos prantos. Nesta mesma época uma amiga do coração descobriu que estava grávida. E era uma menina, eu simplesmente desisti e foquei na gravidez dela. Me envolvi em tudo: chá de bebê, quartinho, enxoval… Tudo mesmo, ainda mais porque nós trabalhávamos juntas, ai eu participava mesmo! E o tempo foi passando… No dia 21 de abril a Helena nasceu (filha dessa amiga)… Quase morri de emoção! Fui ao hospital, chegando lá peguei aquele tiquinho de gente no colo. Neste dia estava eu de calça  e blusa justas. Minha amiga deitada na cama vira para mim e fala: “Mari que barriguinha é essa?” Eu olhei para ela e respondi: “Banha! No final do ano vou lipar tudo! Já que eu não engravido vou ficar seca!” Ela olhou para mim riu e disse: “Tem neném aí”, colocando a mão na minha barriga. Eu olhei para ela e falei: “Sem chance… Menstruei tem uns 15 dias”. Ela novamente enfatizou: “Tem neném aí mesmo!” Nem dei bola e fui para casa…

Passados uns dias, estava no meu trabalho sozinha, todos tinham ido almoçar. Naquele dia tinha marcado uma progressiva para fazer a tarde, pois iria viajar. Mas por desencargo de consciência, fui até a farmácia e solicitei o vendedor o teste de gravidez mais barato que tinha. Entrei para minha sala, tranquei a porta e fui até o banheiro fazer… E em fração de segundos, as duas linhas apareceram e eu surtei… Não sabia o que fazer, meu marido a 54km de distância, estava sozinha…  Caraca, não dormi a noite e no outro dia era a primeira no laboratório! Fiquei atualizando a página do laboratório até o resultado sair. Quando saiu, o susto veio, eu estava grávida de 6 semanas. Que vitória!

O tempo foi passando e minha barriga só crescendo e os enjoos tomando conta de mim. Nunca pensei que seria feliz em meio a tantos vômitos… Tive muitos sangramentos inexplicáveis, corria sempre para os hospitais, fazia o ultrassom de emergência e nada. Meu feijãozinho estava crescendo forte e saudável. Ficava tão abitolada que, juro, eu tenho uma média de 10 ultrassons nos primeiros 4 meses.

Chegou o grande dia… fui para clínica fazer o ultrassom, da translucência nucal. Estava deitada na maca quando o médico vira e fala: “Qual será o nome de meninão?” Naquele momento congelei, fiquei estática, sem reação… Meu marido confirmou com ele: “É um menino? 101% de certeza?” Sai de lá calada, quando entrei no carro desabei… Tudo o que havia sonhado tinha desaparecido… A menina, os laços… O mundo cor de rosa não iria existir!

Foram dois dias de choro, choro intenso… Não porque estava grávida de um menino, mas porque eu não teria a menina… No terceiro dia enxuguei as minhas lágrimas, agradeci pelo meu menino e juntamente com o marido escolhemos o nome: PEDRO!!!

Tudo o que havia sonhado não realizou, mas tudo que aconteceu foi mais do que sonhei! Aquela insegurança de ser mãe de menino, de achar que não iria dar conta, tudo desapareceu. Hoje meu Pedrão tem 2 anos e 4 meses… Ele me ensinou que é possível sonhar e planejar, e que o inesperado pode muita das vezes ser melhor; me ensinou que menino NÃO é largado, desleixado e nem pouco carinhoso; que menino é apegado e dengoso; que meninos são divertidos e contagiantes… Nasceu em mim uma força de proporções ilimitadas para enfrentar toda e qualquer adversidade.

A maternidade me deu outros sonhos e outros valores…Sou uma pessoa melhor, tenho mais confiança em mim e acredito mais em mim, por quê? Porque meu filho acredita e confia em mim, ele precisa de mim… Uma das melhores experiências que Deus me proporcionou até hoje foi a minha pequena rocha… O Pedro!!! Descobri que tenho um parceiro, protetor e admirador para o resto da vida!

“Sabemos que TODAS as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Rm8:28

Mariana Duarte.

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