A idade ideal para colocar os filhos na escola

Maternidade Real

Bom dia!

Quando Raul começou a andar já começaram a me perguntar quando o colocaria na escolinha e foi então que comecei a pensar em qual seria a idade ideal para que isso acontecesse. Foram inúmeras pesquisar lidas desde pedagogos e psicólogos relatando esse momento de ingressão das crianças na escola, uns a favor de colocá-los bem cedinho e outros contra. Li até artigos de homeschooling que agora no Brasil já está sendo “aceito” pela sociedade. Minhas principais perguntas eram: No que me ajudaria e em que o Raul seria beneficiado colocando-o na escolinha antes dos três anos de idade?! Enfim, ao analisarmos os prós e os contras decidimos, então, que só o colocaria depois que ele completasse três anos e resolvi explicar o motivo de optarmos por não colocá-lo ainda.

O principal motivo é porque o meu trabalho é em casa, e são pouquíssimas as vezes que preciso de sair para trabalhar. Então me comprometi a ficar com ele e cuidar da casa. Quando eu preciso sair deixo-o com minha avó, minha mãe, minha sogra ou minha irmã. Tenho muita sorte de ter quem tome conta dele para mim quando preciso. Mas se eu não trabalhasse em casa, com certeza contrataria alguém para cuidar dele enquanto eu fizesse a minha jornada de trabalho.

Aqui no Brasil a entrada na escola acontece bem cedo, em outros lugares as crianças vão ingressando aos poucos, algumas horas na semana, depois algumas horas por dia e assim vai até estar totalmente adaptado na escola. Por aqui a criança mal-mal nasce e logo já iniciam as perguntas “Ele já tá na escolinha?” Isso se deve ao fato das mães precisarem trabalhar fora, falta de apoio do governo em relação à maternidade, ou simplesmente por cobrança da sociedade. Sinto isso na pele, até a pediatra do Raul me pressiona para colocá-lo na escola. Eu não vejo necessidade (no nosso caso) de colocar o Raul na escola, até o momento, porque eu o estimulo em casa. Vou ensinando-lhe as coisas que aprenderia na escola com a idade em que está. Coisas como cores e números, incentivo às habilidades motoras e psíquicas e a socialização, que muitos pregam ser necessário para o desenvolvimento da criança, mesmo ela só acontecendo, de verdade, após os três anos em meninos. O que me ajudou também a tomar esta decisão foi a leitura de muitos artigos que descrevem o desenvolvimento do cérebro de meninos e meninas e suas diferenças. Um exemplo: antes dos três anos os meninos, principalmente, precisam de referência em casa, referência dos pais. Necessitam de uma atenção maior da mãe para que desenvolva segurança e seu cérebro adquira habilidades de comunicação e inteligência emocional. Alguns autores afirmam que meninos são mais propícios a ficarem ansiosos por causa da separação e se abaterem por terem sido “abandonados”. Isso pode desenvolver um comportamento mais agressivo quando ainda estão pequenos e carregar, para o resto da vida, esse “trauma”. Os mesmos estudos pontuam que os meninos precisam primeiramente aprender a respeito da confiança, cordialidade, prazer, intimidade e bondade. E somente após isso vem a tão cobrada “socialização”. Essa eu acredito não estar somente relacionada à escola. Podemos conquistá-la desde sempre em pracinhas, no playground do prédio, em atividades físicas como natação, artes marciais etc., onde tiver crianças e outros seres humanos ela está sendo estimulada. A não ser que você fique trancada 24 horas por dia em casa com uma criança, que não é o meu caso. Raul convive com outras crianças, tem primo e amiguinhos e desde que tomou as vacinas de três meses de vida o levamos para onde vamos e achamos que seria interessante para ele estar. Ano que vem, já estamos planejando ingressá-lo em uma escola de idiomas em alguns dias da semana. Além de proporcionar-lhe momentos de atividade física. Mas, na escola tradicional ainda não decidimos em qual colocá-lo. Ainda estou pesquisando sobre metodologias e pensando em quais critérios adotarei para a escolha da escola. Quando esse assunto estiver mais corriqueiro em nossa vida, eu escrevo contando para vocês como escolhi e quais foram os critérios adotados para que fizéssemos a escolha da escola.

Ressalto que é uma decisão nossa a opção de não colocar Raul na escola, por questão de opinião e de metodologia adotada na educação do nosso filho. Não sou contra quem coloca na escola desde bebê, mesmo porque quem sou eu para julgar alguém. Deus foi extremamente bondoso comigo para que eu pudesse ficar em casa e cuidar do meu filho e sei que muitas mamães não podem fazer o mesmo (ou até mesmo não têm vontade de fazer o mesmo).  Por esse motivo, agradeço sempre e faço por onde fazer o possível para que esse nosso tempo juntos seja sempre o melhor e o mais proveitoso. Enquanto isso, vou me preparando psicologicamente para o primeiro dia na escolinha, porque creio que para as mamães não deva ser nada fácil.

Com amor,

Ana Maria.

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