Sexualidade Infantil – por Marcelle Camargo

Maternidade Real

Oi gente! Como vocês estão?

Estava com saudade de escrever para vocês.

Dessa vez, vim falar de um assunto que gera muita dúvida – a sexualidade – e, às vezes, mamães e papais não sabem como lidar com a curiosidade das crianças.

Antes de qualquer coisa, é importante salientar que, para o adulto, sexualidade tem a ver com erotização, diferentemente das crianças, que tem a ver com curiosidade e descoberta, sem maldade.

A sexualidade infantil inicia-se no toque entre mamãe e bebê. A fase oral, que vai dos primeiros meses aos dois anos da criança, concentra o prazer na região bucal, com a amamentação, que alivia a fome e enfatiza o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Depois disso, entre os dois e três anos de idade, inicia-se a fase anal, que é quando acontece o chamado “desfraldamento”, onde a criança tem o contato real e visual com as suas necessidades fisiológicas e começa a controlar os músculos que comandam a bexiga e o intestino.

Posteriormente, entre os quatro e seis anos de idade, a criança vive a fase fálica, onde ocorrem as explorações e descobertas a respeito dos seus órgãos genitais, a percepção da diferença entre homens e mulheres e o maior interesse no corpo do outro. O toque em suas partes íntimas é recorrente, mas, nessa fase, não há malícia. Por esse motivo, os pais não devem chamar a atenção como se fosse algo errado ou proibido. Devem somente orientar e esclarecer as possíveis dúvidas.

Dos sete aos dez anos, a criança experimenta a fase de latência. É a fase em que a libido encontra-se adormecida. A criança canaliza sua energia em atividades intelectuais e sociais, estabelecendo vínculos de amizade e tende a formar grupos com crianças do mesmo sexo, os chamados “Clube do Bolinha”e “Clube da Luluzinha”.

A partir dos onze anos, as crianças começam o desenvolvimento corporal, as meninas, por exemplo, têm sua primeira menstruação. Os pais precisam se preparar para introduzir o diálogo sobre sexualidade, como gravidez, métodos contraceptivos e as doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. Além de informar, essa atitude aproxima pais e filhos.

Todos nós, antes de sermos pais, somos filhos e, acima de tudo, seres humanos. Já passamos por todas essas dificuldades, descobertas, dúvidas, dilemas, desejos e vergonhas. E, como já experimentamos na pele essa experiência, deveria ser mais fácil ajudar as crianças de uma forma mais natural, sem tabus. Os pais precisam se informar, ler, se interessar em ajudar seus filhos e, mesmo assim, se ainda pintar alguma dificuldade, vale à pena procurar orientação profissional e trabalhar as formas de conversar sobre o tema. Não delegue a outra pessoa, a função de dialogar com o seu filho. Olhe bem nos olhos da criança e responda com franqueza, somente o que ela perguntar, não precisa explicar demais. A criança que pergunta, está pronta para a resposta. E, em um mundo com tanta facilidade à informação, se você não responder, ela pode procurar respostas em outras fontes não tão confiáveis.

Alguns de vocês podem estar se perguntando: “Será que tanta informação não acabará por estimular?”, ou então pensar: “Eu não recebi educação sexual e estou muito bem”. Pesquisas mostram que crianças esclarecidas tendem a ser mais responsáveis e adiem o início de sua vida sexual (até porque sua curiosidade foi devidamente saciada) até que amadureçam e tenham uma vida sexual mais saudável.

Não nascemos sabendo, somos frutos da educação que tivemos. Certamente fazemos o melhor que podemos, e é muito bom ter a oportunidade de repensar algumas situações e atitudes. Conquiste a confiança do seu filho e garanta a formação de adultos mais seguros.

Um abraço,

Marcelle Camargo

2 comentários sobre “Sexualidade Infantil – por Marcelle Camargo

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