A primeira nunca será a última – por Sônia Echeverria

Maternidade Real

O dia que a Ana me mandou mensagem perguntando se eu gostaria de escrever novamente para o blog, eu já fiquei bem animada. Quando ela me disse o tema, pensei: Nossa, nisso eu realmente tenho experiência.

Como já contei no meu último relato por aqui, minha gravidez foi planejada por Deus e Ele me contou meio que em cima da hora… Rsrsrs… Descobri que estava grávida na semana de prova do penúltimo período da faculdade de Engenharia Elétrica, então dá pra imaginar que foi tudo MUITO corrido.

Até esse ponto, tudo na minha vida era bem prática. Então, no meio daquela confusão de TCC, formatura, trabalho, mais uma escova de dente no meu banheiro, arrumando as milhões de coisas para a chegada do bebê, descobrindo o que é cueiro e que existem outras pomadas além de hipoglós, aprendendo a teoria de tudo para cuidar de um bebê (e no final não serviu pra quase nada)… Lembrei: e quando a licença acabar?

Prática como sou, junto com o Getúlio, conversamos e decidimos que babá não. Pelo fato de não termos ninguém de confiança e também porque pensávamos que a babá podia nos largar na mão a qualquer momento. Então: Escolinha… Aí vamos nós! Quais são os pré-requisitos? Perto de casa.

Começamos as buscas…. Fui em três escolas:

Ah… Hum… Tá… Mas eu imaginava tão diferente… Esperava chegar e ver a escola do filme “Um tira no jardim de infâncias”, e sério… Não é assim.

Meu Deus! Quando eu cheguei na escola uma mãe estava querendo levar a filha que não era dela, jurando que era. Não… Não mesmo… Um lugar triste sabe.

Ah… Agora sim… Longe de ser a escolinha do filme, mas tinha espaço, crianças felizes correndo… O espaço do berçário um pouco apertado, as crianças todas no berço, mas tinha um espaço pra elas se movimentarem. Ótimo. A uns 400m de casa, a dona da escola simpática. Pronto. Riscamos esse ponto da nossa lista… PRÓXIMO!

Desse dia em diante, muitas coisas aconteceram: a Anita nasceu, eu vivi a licença maternidade, passamos pelos difíceis dias das cólicas, e enfim comecei a curtir e a amar cada dia mais aquele serzinho. E o dia de deixá-la na escolinha chegou.

E aí que a minha ficha caiu, não lentamente, mas como uma bomba. A deixei na escolinha, seria por apenas duas horas, chorei por duas horas. Não houve adaptação, a adaptação era aumentar a cada dia o tempo dela longe de mim. Voltei e ela estava cansada de tanto chorar (estávamos) e não quis mais deixá-la. Não era aquele o lugar.

Aí comecei a pesquisar sobre escolinhas, ver o que os pais normais geralmente levam em conta, e então começou a crescer a nossa lista de pré-requisitos. O primeiro era: ter jeitinho de casa de vó. Eu queria que não tivesse jeitão de ESCOLA. Queria um complemento da minha casa, um lugar cheio de carinho. Nada de crianças no berço, a Anita nunca ficou no berço em casa (ela gosta de chão), que servissem almoço e jantar (os pais dela mal sabem ferver água), que fosse no caminho da nossa casa para o trabalho (já que as que eram perto da nossa casa foram descartadas) e que tivesse um espaço externo para as crianças brincarem.

Como eu ainda estava de licença, eu acho que visitei todas as escolas do caminho da minha casa até o trabalho. Fui em cada lugar inacreditável, e no fim eu percebi: os lugares que eu amava eu não podia pagar, e os lugares que eu podia pagar eu não conseguia amar. Escolhi uma escola dentro do OK, e lá a Anita ficou por uns 2 meses.

Frequentemente eu me chateava com algo, nós não estávamos verdadeiramente seguros. Até que um dia a Anita voltou mordida, nós não somos pais neuróticos (acho que deu pra perceber), hoje que ela tem quase 3 anos e todos os dentes, eu não ligaria dela voltar mordida, realmente acho que acontece, mas ela tinha uns 7 meses, mal tinha dentes… E voltou com uma mordida LOTADA de dentes.

Então, mais uma vez estava procurando escola para a Anita, até que entrei em uma escolinha, com aquele cheirinho de casa de vó (estava bem na hora do almoço), uma escola pequenininha que conquistou nossos corações. E foi ali que a nossa princesa ficou até mudarmos de BH. Era uma escola inaugurada há pouco tempo e a Anita foi a primeira criança do berçário (sim, somos vida loca!)… Mas meu coração estava lá, eu confiava, eu não chorava mais o dia todo e eu via nos olhos dela que ela estava feliz.

Resumindo… Quando você precisa escolher um lugar para deixar um pedaço do seu coração, não há maneira de escolher que não seja pelo seu instinto, seu coração tem que ficar confortável. Não vou contar a trajetória para escolinha em São Paulo (se não, já já teremos um livro por aqui), mas foi bem mais tranquila. Nós já tínhamos em mente o que era necessário e sabíamos o quanto era difícil, então priorizamos isso na nossa mudança.  Com a ajuda da Tia Bibi e da Tia Didi que já moravam por aqui, e com a sorte de termos uma indicação, encontramos uma escola que tem nossa total confiança e o meu coração… Mas como essa escola é até 6 anos, já estou pesquisando e me preparando para o futuro.

Sônia Echeverria

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