Amamentar dói sim!!! – por Débora Rocha

Sempre ouvi muito sobre a gravidez e seus sintomas, alegrias e surpresas, mas pouco ou nada sobre a amamentação!
Tive um parto normal como aqueles de novela, contrações que começaram na madrugada, idas e vindas à maternidade, trânsito complicado no trajeto, malas pra cá e pra lá, tudo exatamente como idealizei, um sonho realizado!
Porém, quando o bebê nasce se espera que ele mame de forma instintiva (a mãe oferece o seio e o bebê mama como vemos na TV) certo? NÃO, O BEBÊ NÃO SABE MAMAR!
Ele pega errado no mamilo e te machuca, uma vez que você permite porque também não sabe a forma certa de o fazer!
Por mais que as enfermeiras e os pediatras te ensinem várias vezes, você continua sem entender, afinal a nova realidade te deixa totalmente lesada! Trocar fralda, dar banho (eu fiz questão de eu mesma dar banho na maternidade), receber visita, se alimentar, tomar medicação, acordar para amamentar, tirar fotos fofas do ser mais lindo do mundo, enfim um turbilhão de informações ao mesmo tempo!
Aí você volta pra casa com o maior desafio da vida, cuidar de um bebê que depende de você para sobreviver!
Eu tive um agravante por não ter o bico do seio formado, tenho mama plana e a dificuldade foi enorme. Confesso que a tentação de dar uma mamadeira com fórmula passou várias vezes pela minha cabeça, mas resisti!
A Júlia manteve a pega errada por um mês, meu seio empedrou e quase tive uma mastite, tive a visita de uma enfermeira que fez a ordenha e resolveu o problema, depois uma tia me ajudou a corrigir a pega e só então comecei a ter um alívio ao amamentar!
No entanto depois de completar dois meses a dor voltou, Júlia começou a fazer uma “bitoca” que ardia de me fazer chorar, parecia um pesadelo e eu desejei ter outro parto à ter que continuar com essa dificuldade!
Hoje depois de orar muito pedindo à Deus que me amparasse e me fortalecesse para eu não desistir, afirmo que amamentar em livre demanda foi a escolha mais difícil que fiz na vida, mas que felicidade em ter conseguido!
O leite materno é o melhor para minha filha e é o maior prazer do mundo para mim!
Meu testemunho de fé é para fortalecer às futuras mamães que assim como eu podem ter alguma dificuldade, sejam fortes, confiem em Deus e amamentem seus bebês, os olhinhos nos olhos são a nossa recompensa!!!

Débora Rocha, mamãe da Júlia.

Amamentar com amor

Bom dia!

O texto de hoje tem como objetivo esclarecer e reconfortar as mamães que por algum motivo não puderam dar o peito para seus filhos. A sociedade muitas vezes rotula de forma cruel e injusta a amamentação com frases do tipo “quem ama amamenta” onde o termo aparece como sinônimo de dar o peito…. Amamentar segundo o dicionário significa dar de mamar, aleitar, alimentar, nutrir, sustentar. Existem outras maneiras de alimentar uma criança, sem ser o peito. Claro que o leite materno tem seus benefícios gigantescos para um recém nascido e tudo mais, mas se você não pode ou não quer amamentar, no peito, não significa que você ame menos seu filho. São lindas as propagandas de aleitamento materno, linda a teoria que aprendemos na graduação sobre a amamentação, mas na prática não é bem assim que funciona.

O que tem de mãe se culpando e com o psicológico muito abalado por não poder amamentar no peito seus filhos por algum motivo, seja pelo fato do leite que secou, leite que empedrou, doença, leite que não é suficiente para o filho, filho que não pega o peito ou filho que não conseguiu mamar devido a uma má formação (o meu caso), filho adotivo ou simplesmente por que a mãe não quer amamentar pois prefere dar mamadeira… vocês não fazem ideia! Já perceberam que as primeiras perguntas que fazem a uma mãe quando a vê com o filho é: “Você está dando peito?” ou “Ele mama direitinho?”. Para puxar assunto ou não, essas perguntas são bem chatas de se escutar e frustantes para quem não deu o peito. Bom, pelo menos pra mim foi e eu não as faço para ninguém.

Agora um recado para você mamãe que não “amamenta”… O fato de você não amamentar ou não querer amamentar não te faz menos mãe do que as outras. Amamentar não é sinônimo de amor. Ser mãe é algo muito maior e grandioso que não está, e nem deve estar, interligada a forma de alimentar seu filho. O prazer que seu filho terá ao mamar na mamadeira é o mesmo que ele poderia ter se mamasse no peito e o vínculo mamãe x bebê que a sociedade tanto impõe, também será o mesmo. A criança estará no seu colo do mesmo jeito, sentindo seu cheiro e aconchegado em seu seio. Eu não deixei que pensamentos me atormentassem e que pessoas por meio de suas perguntas estragassem a minha maternidade. Pensava sempre: “Meu filho está no meu colo do mesmo jeito, eu o olho da mesma forma, canto músicas e faço carícias da mesma maneira que se ele mamasse no meu peito.” Além disso, o fato de alimentar pela mamadeira (copo, colher, etc) possibilita ao pai, por exemplo, compartilhar essas sensações incríveis e consequentemente unir ainda mais a família. Isso principalmente nos primeiros meses quando ficamos muito cansadas e nossos maridos podem acordar no meio da noite para dar mamadeira… (risos)… Foi o que aconteceu por aqui.

Você observar o seu pequeno sugando a mamadeira e segurando nos seus dedos ao mamar, é mágico e inexplicável! Amamentar para mim é isso, nutrir um filho de qualquer que seja a forma, trocar carinhos e fazê-lo se sentir amado.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185