Sobre esperar…

Maternidade Real

Bom dia!

Esse texto é para quem está com o coração no assunto adoção e que está me entendendo super bem nesse processo não muito fácil de espera. Então vamos lá!

No fim do ano passado entrei em contato com a vara da infância aqui de BH para saber a minha atual ocupação na “fila” do cadastro nacional de adoção e nós estávamos em 160. Aff… Foi difícil escutar este número porque tínhamos a ideia de que como o nosso perfil é bem amplo e sem muitas restrições passaríamos na frente de muita gente. Esse ano liguei novamente e nós caímos para a 140 posição. =) Até que a “fila” andou um pouquinho por aqui. Digamos que em dois meses 20 pessoas (ou casais) foram pais! Bom, né! E a outra notícia que me fez alegrar muito… é que nós podemos ser os próximos da fila caso apareça uma criança negra ou parda. Imaginem a minha felicidade!  A atendente que olhou o nosso cadastro me disse que o nosso perfil é muito bom e que temos grande chance da cegonha aparecer com a nossa princesa bem rápido. Confesso que a partir desse dia estou mais apreensiva quando o telefone toca por aqui. A vontade que ele toque HOJE e AGORA é enorme… risos.

Estou inserida em grupos das redes sociais que abordam o tema adoção e, acreditem, a espera é o tema que mais é mencionado. Eu realmente gostaria que esse tempo fosse minimizado, ia ser bom para os pais e melhor ainda para as crianças que estão abrigadas e sem uma família. Imaginem o tempo que essas crianças passam em um abrigo devido a burocracia (necessária) para que ela seja destituída da família original.

Vamos continuar esperando e torcendo que esse nosso “primeiro” lugar na fila não demore tanto mais!

Com amor,

Ana Maria.

Amamentar dói sim!!! – por Débora Rocha

Maternidade Real

Sempre ouvi muito sobre a gravidez e seus sintomas, alegrias e surpresas, mas pouco ou nada sobre a amamentação!
Tive um parto normal como aqueles de novela, contrações que começaram na madrugada, idas e vindas à maternidade, trânsito complicado no trajeto, malas pra cá e pra lá, tudo exatamente como idealizei, um sonho realizado!
Porém, quando o bebê nasce se espera que ele mame de forma instintiva (a mãe oferece o seio e o bebê mama como vemos na TV) certo? NÃO, O BEBÊ NÃO SABE MAMAR!
Ele pega errado no mamilo e te machuca, uma vez que você permite porque também não sabe a forma certa de o fazer!
Por mais que as enfermeiras e os pediatras te ensinem várias vezes, você continua sem entender, afinal a nova realidade te deixa totalmente lesada! Trocar fralda, dar banho (eu fiz questão de eu mesma dar banho na maternidade), receber visita, se alimentar, tomar medicação, acordar para amamentar, tirar fotos fofas do ser mais lindo do mundo, enfim um turbilhão de informações ao mesmo tempo!
Aí você volta pra casa com o maior desafio da vida, cuidar de um bebê que depende de você para sobreviver!
Eu tive um agravante por não ter o bico do seio formado, tenho mama plana e a dificuldade foi enorme. Confesso que a tentação de dar uma mamadeira com fórmula passou várias vezes pela minha cabeça, mas resisti!
A Júlia manteve a pega errada por um mês, meu seio empedrou e quase tive uma mastite, tive a visita de uma enfermeira que fez a ordenha e resolveu o problema, depois uma tia me ajudou a corrigir a pega e só então comecei a ter um alívio ao amamentar!
No entanto depois de completar dois meses a dor voltou, Júlia começou a fazer uma “bitoca” que ardia de me fazer chorar, parecia um pesadelo e eu desejei ter outro parto à ter que continuar com essa dificuldade!
Hoje depois de orar muito pedindo à Deus que me amparasse e me fortalecesse para eu não desistir, afirmo que amamentar em livre demanda foi a escolha mais difícil que fiz na vida, mas que felicidade em ter conseguido!
O leite materno é o melhor para minha filha e é o maior prazer do mundo para mim!
Meu testemunho de fé é para fortalecer às futuras mamães que assim como eu podem ter alguma dificuldade, sejam fortes, confiem em Deus e amamentem seus bebês, os olhinhos nos olhos são a nossa recompensa!!!

Débora Rocha, mamãe da Júlia.

Livro – É claro que eu amo você… Agora vá pro seu quarto!

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Bom dia!

Terminei a leitura do livro É claro que eu amo você… Agora vá pro seu quarto! Educando filhos com amor e limites, da autora Diane Levy. Estava com ele já havia mais de 5 meses e nada de terminar de ler. O livro traz uma leitura rica em instruções e dicas de como lidar com os pequenos e até com os adolescentes. Esse foi sem dúvidas o livro que mais me ajudou com o Raul no quesito “birras, chiliques e teimosia”. Sabe aquele momento que você já não sabe mais o que fazer ou como agir, está no auge da falta de paciência ou quando seu filho sofre bullying e você não sabe como intervir? Então… leia esse livro!

A autora começa nos ajudando a classificarmos nossos pequenos com estudos de Aristóteles e Hipócrates e com uma atualização de Florence Littauer, através da teoria da personalidade. Segundo a teoria podemos classificar as pessoas em: sanguíneos (os que querem que o mundo seja divertido), coléricos (os que querem ter o controle), melancólicos (os que querem que o mundo seja perfeito) e fleumáticos ( os que querem paz). Classificando o comportamento, você consegue uma diretriz para entender o que se passa na cabecinha do seu pequeno, assim você consegue intervir do jeito certo. Inúmeros assuntos são abordados como: as necessidades emocionais das crianças, frustrações, intervenção e cuidados, conselhos eficazes, obediência, problemas de sono, refeições, uso do banheiro e ainda questões da adolescência. Eu realmente nunca havia conseguido dicas tão certeiras em outros livros, talvez por este ser o mais próximo da minha realidade e da linha de criação que me identifico. Um simples fato de você não falar um NÃO do jeito errado, faz com que você evita que um chilique seja dado e a criança respeite sua ordem, uma simples pausa de 10 segundos faz com que tarefas e ordens sejam executadas sem nenhum esforço e quando não se consegue o comportamento que gostaria, basta você adotar a distância emocional que a criança se acalma. Quatro expressões básicas (UAU!, OH-OH-OH, VÁ! e Uh-HUH!) são ensinadas para pais que estão em situações onde não encontram soluções e precisam de um tempo para intervir. Essas e outras dicas a autora descreve e faz orientações certeiras para que você contribua com a paz no seu lar. Para você, querido leitor que tem uma criança sanguínea em casa (como eu)… esse livro vai ter uma bela utilidade! risos…

Criar seres humanos que façam a diferença no mundo não é uma tarefa fácil. A nossa responsabilidade é dar um suporte emocional, com amor, paciência e sabedoria. Agindo assim conseguimos fazer com que ambos os lados sejam entendidos, mesmo que às vezes não nos expressamos direito e que os pequenos não saibam ainda se expressar de forma que sejam entendidos. Sejamos o exemplo para que eles se tornem adultos independentes e íntegros, e principalmente que saibam administrar as frustrações do dia a dia.

Com amor,

Ana Maria.

Retinopatia e gestação diabética – Deborah Patricio

Maternidade Real

Olá, pessoal, como havia falado no post anterior, lá pela 26° semana de gestação, percebi uma alteração em minha visão. Minha endocrinologista pediu que eu me consultasse com um oftalmologista. Fui em um e este sugeriu que me consultasse com um especialista em retinopatia diabética, o que me deixou preocupada. Fui até um especialista, ele me avaliou e já foi logo dizendo que as coisas não estavam boas. Apesar do meu exame de vista não ter dado nenhuma alteração em relação à grau de visão, minha retina não se encontrava em perfeito estado. É comum a visão das gestantes sofrerem alteração, mas nas diabéticas esse quadro pode ser irreversível, e era o que estava acontecendo comigo. O especialista falou: “a evolução da sua gestação não fará bem à sua visão, você esta com retinopatia grave, que se agravou por conta da gravidez, das mudanças hormonais da gestação, e para estabilizá-lá teremos que fazer um procedimento à laser com urgência”. Aí foi aquela correria para marcar o laser o mais rápido possível. Fiz o procedimento. É como um exame de vista, porém um pouco mais demorado e doloroso no fim, mas tudo suportável. A recuperação é demorada, a visão de longe e/ou a de perto ficam temporariamente ruins e com grande sensibilidade à luz.
Como a cada semana de gestação que completo a retinopatia pode piorar, tive que fazer 3 sessões com intervalo de uma semana para evitar uma piora maior. O caso é que, se eu tivesse feito essa mesma consulta no início da gestação, o quadro não teria avançado tanto. Estaria com a retinopatia leve e teria feito o laser com mais calma e sem agravar tanto a retina. A gravidez desestabiliza tudo, e foi o que fez em minha visão. Graças a Deus eu me consultei a tempo, não tive nenhuma alteração que afetasse minha visão diretamente, continuo enxergando do mesmo jeito. O que eu quero é alertar às mulheres diabéticas que pretendem engravidar ou que ainda estão no começo da gestação, da necessidade de se consultar com um oftalmologista, mesmo se tudo estiver bem aparentemente. O ideal seria antes de estar grávida, porque a retinopatia nem sempre apresenta sinais, como no meu caso não apresentou. A alteração que tive na visão que me levou à consulta foi por causa da gravidez e não da retinopatia, e essa alteração desaparecerá depois do parto. Se eu não me consultasse a tempo, eu ficaria sabendo da retinopatia da maneira mais dolorosa: perdendo a visão de uma hora pra outra. Me preocupei demais com o bem estar do Lorenzo e me esqueci da minha própria saúde.
A diabete é realmente uma doença silenciosa e devemos estar atentos à tudo, sempre! Às vezes achamos que está tudo ótimo e nos enganamos. Já são quase 30 anos de diagnóstico de diabete. Foram muitos anos usando insulina de porco, medidores de glicose sem nenhuma precisão, não existia insulinas de ação rápida e outras dificuldades. Ainda bem que hoje temos acesso à tecnologia de ponta para um melhor controle da doença, sem falar nos produtos sem açúcar que o mercado nos oferece. Antigamente mal mal tínhamos o Trident de menta…risos.
Então vamos aproveitar a informação que nos rodeia e as facilidades que estão ao nosso alcance para tornar nossas vidas mais tranquilas e nosso tratamento mais leve e com menos dificuldades. Que possamos cuidar dos nossos filhos sem esquecermos de nós!!!

Deborah Patricio Romero

Maternidade diabética, segundo trimestre – por Deborah Patricio

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E o 2° trimestre passou! Engraçado, todo mundo diz que é a fase mais tranquila, que é a lua de mel da gestante, mas pra mim não foi, não. Pode ser pelo fato de eu não ter sentido nada no 1° trimestre… Só sei que o 2° me assustou um pouco.

Tive alguns episódios de taquicardia, falta de ar, dormência do lado esquerdo do quadril, dores nas costas, aumento do triglicérides e minha visão um pouco afetada. Fiz o eletrocardiograma e deu normal, o incômodo cardíaco durou só cinco dias. A dormência ainda permanece, toda vez que fico deitada em cima do lado esquerdo, aí vocês já viram, né?! A hora de dormir é um vira vira danado. As dores nas costas não têm como fugir, e elas só veem piorando… =/ O que ajuda um pouco são as massagens que meu marido faz diariamente. A falta de ar também não passou. É só me deitar de barriga pra cima ou me  esforçar um pouco além do que o de costume que pronto, fico parecendo uma sedentária. Por isso a importância do exercício físico desde o começo da gestação, pra já irmos condicionando nosso corpo para essa fase. Minha endocrinologista pediu que eu fizesse uma visitinha ao oftalmologista, porque apesar de ser comum a gravidez prejudicar um pouco a visão, não podemos esquecer que sou diabética e isso pode piorar o meu quadro. Marquei a consulta com um especialista em retinoplatia diabética e depois volto aqui pra contar!  Volto a enfatizar a importância de estarmos com uma saúde plena para planejarmos uma gravidez, pois a gestação altera demais nosso metabolismo e suas funções em geral. As diabéticas então… já sabem, é tudo mais complicado! Mas sem desanimar, não tem nada impossível!

Problemas cardíacos nos bebês de mães diabéticas são mais comuns, então tive que fazer dois ultrassons para verificar como anda o sistema cardíaco do Lorenzo. Os exames foram: Ecodopplercardiografia fetal e o ultrassom obstétrico com perfil biofísico fetal e doppler colorido. Os dois tiveram ótimos resultados, o coração do meu baby está ótimo! O que me assustou um pouco foi o tamanho que o Lorenzo está, e como o bebê diabético tem tendência a ganhar muito peso, inchar demais, qualquer coisa que o médico que realiza o ultrassom fale, a gente já desespera… risos… Bastou o médico dizer que eu estava com um menino grandão na barriga para eu achar que tinha algo errado. Mas minha obstetra disse que está tudo bem, ele está dentro do padrão normal de crescimento. UFA!

Bom, tudo encaminhando para uma boa hora, minha hemoglobina glicada permanece dentro do desejável e já reorganizei minha alimentação para melhorar meu triglicérides, mais aveia e frutas e menos gorduras em geral, agora vai! Logo mais eu volto para contar como foi com o oftalmologista!!

Abraços.

Deborah Patricio Romero

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Preparando para a chegada do(a) nosso(a) segundinho(a)

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Bom dia, pessoal!

Nessas últimas duas semanas tivemos o curso preparatório para a chegada do(a) nosso(a) segundinho(a). Para quem não sabe, meu marido, Raul e eu vamos adotar uma criança para completar ainda mais nossa família. Esse curso é obrigatório para quem quiser adotar em todo o Brasil e cada estado ministra esse curso em etapas diferentes. Aqui em Belo Horizonte ele é dado após a entrega da documentação do(s) pretendente(s), já em outros estados ele é ministrado após todas as etapas do processo da adoção, sendo esse o último passo para o juiz dar o parecer sobre a habilitação para o cadastro nacional de adoção.

O curso foi dado em duas quartas feiras com o horário de início 12:30. No primeiro dia quem palestrou foi uma promotora responsável pela Vara da Infância daqui do estado. Questões sobre o processo jurídico da adoção foram abordadas de forma bem clara, desde o começo até o final do processo quando a criança  recebe o nome dos pais na certidão de nascimento. A palestra foi muito válida e com muita objetividade. Foi possível esclarecer todos os assuntos que eram pertinentes às questões jurídicas. Um assunto relevante merece ser citado aqui, nem todas as crianças que estão para adoção já estão destituídas para uma adoção imediata, ou seja, muitas delas só vão estar aptas para adoção após já estarem há um bom tempo com suas famílias adotivas. Em outras palavras, seu filho adotivo só será seu mesmo após estar com a sua certidão com o seu nome. Esse processo de certidões atualizadas com os nomes das famílias adotivas pode demorar anos e nesse meio tempo, se os pais biológicos ou alguém da família biológica quiser a criança de volta, pode entrar com um processo para restituí-la. Outra coisa que a gente tinha dúvidas era se poderia trocar o nome da criança, o nome primário, como dizem. Sim, podemos trocar o nome da criança de qualquer que seja a idade. Porém, claro e óbvio que cabe um consenso. Por exemplo, você não vai trocar um nome de uma criança que chama Maria para Joana sendo que ela já tem 10 anos de idade e se reconhece por Maria… a não ser que ela concorde em mudar, ou o nome é prejudicial ao psicológico da criança etc. Após a palestra da promotora, foi a vez de um grupo de apoio a adoção daqui de BH palestrar. A palestrante contou sua história de quando adotou seu filho e falou sobre o trabalho do grupo e suas reuniões. No segundo dia, uma semana depois do primeiro, foi a vez da psicóloga e de uma assistente social falarem. Elas esclareceram questões psicológicas do processo que envolvem desde o primeiro contato com a(s) criança(s) e do relacionamento entre o(os) adotante(s) e a(s) criança(s). Descreveram alguns casos e falaram bastante do preconceito que as famílias podem vir a sofrer. Eu particularmente não tirei muito proveito dessa palestra, parecia ter a intenção de nos fazer desistir de adotar. Acredito ser esse mesmo o propósito para aquelas pessoas que estão ainda em dúvida se adotam ou não. Questões que eu julgava essenciais como a questão de doenças que é exigência no preenchimento do perfil não foram abordadas. Logo após esta palestra, tivemos um depoimento de um pai solteiro que adotou um menino de 5 anos. Foi linda e inspiradora!

O nosso processo está andando. Estamos aguardando a visita aqui em casa para ver se a nossa casa comporta mais um pequeno… rs…. Acredito ser também para eles conhecerem melhor a nossa vida de perto, ver como é nossa rotina, nosso convívio familiar, penso que esse é objetivo dessa visita. Eles deram um prazo para essa visita acontecer, que foi o de dois meses. Assim que vierem dou o feedback para vocês. Logo após essa visita vão agendar uma reunião com dia e horário marcado lá na vara da infância com a psicóloga e outra com a assistente social. Estamos tranquilos quanto ao processo. Temos certeza de que nosso(a) segundinho(a) já está nos aguardando em algum lugar desse Brasil.

Com amor,

Ana Maria.

Crise de ciúmes… o que fazer!?

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Esse era um assunto já solicitado aqui no blog, porém eu nunca o havia presenciado e não tinha nem exemplos para dar. Confesso que a medida que minhas amigas foram tendo seus segundos filhos a queixa de ciúmes entre os pequenos estava se tornando frequente. A minha preocupação com o assunto está aumentando principalmente pelo fato do meu segundo filho provavelmente não vir de uma gestação, pois desta forma o Raul não terá a minha barriga crescendo para que ele a acompanhe e saiba a hora que o bebê irá chegar. De qualquer maneira, essa preparação terá que acontecer de alguma forma mas esse assunto eu abordarei num post futuro.

Bem, Raul pode ainda não ter irmãos mas há alguns dias esse tal de ciúmes apareceu por aqui. Minha irmã passou uns dias aqui conosco com o seu pequeno Samuel e vocês não imaginam o que Raul aprontou. Ele simplesmente fazia de tudo para chamar a minha atenção e de todos que ousassem dar mais atenção pro Samuca do que para ele. Meu coração partiu, principalmente por nunca ter vivenciado algo do tipo. Eu já havia lido, em alguns desses tantos livros que li sobre maternidade, algumas dicas de como controlar e reverter essas crises de ciúmes e que são muito comuns em crianças, porém fui pega de surpresa e não me lembrava delas… Quando o Raul fazia algo para chamar a atenção eu o pegava e tirava de perto do primo e explicava que ele não precisava de fazer isso etc. Manter a calma é extremamente difícil, principalmente quando você vê que a outra mãe está acompanhando tudo de perto. O interessante é que por mais que ele ficasse extremamente enciumado, ele acordava e dormia solicitando a presença do primo.  Foram cinco dias assim… nessa tensão! Claro que ele dava trégua, mas eu passei apertada sem saber o que fazer.

Após a volta da minha irmã com o seu pequeno para casa, reli alguns artigos sobre o assunto e vou passar as dicas que encontrei, caso vocês precisem utilizá-las um dia. Mas antes vai aí uma explicação, aliás um lembrete, pois é preciso saber que as crianças são imaturas tanto psicologicamente quanto neurologicamente e isso vai mudando com os anos. Alem disso, controlar os seus impulsos é uma missão quase que impossível para elas. Elas são egocêntricas e, na maioria dos casos, reagem agressivamente quando não sabem como lidar com seus sentimentos. As dicas que encontrei são mais baseadas para ciúmes entre irmãos mas com bom senso podemos fazer uma adaptação para a situação que estamos enfrentando..

  • Ter um intervalo de três anos entre os filhos é o que os psicólogos orientam, pois assim seu filho mais velho já terá “saído” do seu colo e já tem uma certa independência. Claro que essa dica muitas das vezes não é escolha nossa, então a quarta dica irá ajudar e muito.
  • Não demonstrar preferência por um filho. Claro que na vida sempre há uma pessoa que nos identifiquemos mais que outra, mas no caso dos filhos isso não pode ser evidente. O tratamento deve ser igual para todos.
  • Os pais devem ter tempo separados com cada um dos filhos.
  • Mantenha seu filho informado. Tente sempre informá-lo da situação que ele irá vivenciar, seja a chegada de um novo irmão, de um novo primo, que vai passar umas horas no parque com os amiguinhos, que na escola nova terá um monte de crianças diferentes que ele ainda não conhece etc. Mesmo que ele seja bem pequeno, ele irá entender. Faça-o se interessar pela situação nova, coloque-o para participar da escolha do enxoval do novo bebê, leve-o a exames de ultrassonografias para ver o bebê, estimule-o a conversar com a barriga, estimule-o a imaginar o que poderá fazer com o primo ou o amigo que passará uns dias ou horas com ele, o que eles poderão fazer juntos, as brincadeiras que poderão fazer, os programas de TV que poderão assistir…
  • No caso de nós pais, devemos sempre tomar o cuidado de NUNCA, eu disse NUNCA, transmitir a NOSSA responsabilidade para o filho mais velho. Filho não cria filho! Nosso filho não será responsável pelo mais novo, NUNCA! Isso também está incluso para os primos, amigos etc.
  • Como crianças são egocêntricas e não sabem ainda dividir, não a obrigue a dividir brinquedos caso ele não se sinta confortável. Você pode amenizar a situação perguntando e pedindo que ele escolha um outro que ele queira emprestar. E ressalte sempre que devemos ser solícitos com as outras pessoas.
  • Sempre converse com seu filho a respeito dos seus sentimentos, dizendo que o entende e o explique como pode contornar uma situação que ele não esteja confortável. Da mesma forma, elogie sempre que perceber que ele soube como lidar com a situação ou se ele teve um comportamento legal em uma determinada situação.
  • Comparar, NUNCA! Não devemos comparar ninguém com ninguém, muito menos crianças! Comparar estimula competições e causa frustrações. Não gostamos de ser comparados com ninguém, não é mesmo?!
  • Seja cortês e íntegro com seus filhos. Nada de falar de um pro outro e nem do marido ou da esposa pros filhos, heim! A confiança é tudo na vida e seus filhos os têm como as pessoas mais especiais e maravilhosas do mundo. Sejam o exemplo para eles! Façam que essa confiança esteja sempre presente!

 Com amor,

Ana Maria.

A primeira escola, uma escolha importante.

Maternidade Real

Ainda estou me preparando para enfrentar a escolha da primeira escola para o Raulzito. A escola, nas fases iniciais, é sem dúvida para mim a fase mais importante de todas porque está ligada à formação da personalidade dos nossos filhos além de ter uma enorme parcela na construção do caráter da criança, por esse motivo idealizo uma escola perfeita em que só há profissionais qualificados e dispostos a dar o seu melhor no trabalho escolhido. Fiquei a minha gestação inteira idealizando essa escola, porém, venho observando que a escola que eu idealizo para o meu pequeno não existe, principalmente por parte da metodologia. Percebi que eu terei que me adaptar à escola e não o contrário. Até mesmo as escolas que eu pensava que se enquadrariam muito bem em nosso perfil, que têm como metodologia Waldorf ou a Montessori, não são como eu imaginava. As escolas acabaram pegando um pouco de cada metodologia de ensino e juntando todas de uma forma que fosse mais rentável para a comunidade que ela está inserida. Muitas delas até mesmo dizem que têm um serviço ou o oferecem, sendo que na verdade ainda estão pensando em oferecer… fiquei bem decepcionada!

Considero a escola idealizada por mim uma continuação da minha casa, ela deveria ter a mesma linha de “criação” que eu e Rodrigo temos com o Raul. Que ambas as partes tivessem um estreito laço de amizade e que pudéssemos ser abertos sempre ao diálogo, não um relacionamento de agendas e reuniões mensais, trimestrais ou anuais. Gostaria que meu filho fosse livre lá dentro, pudesse ter contato com terra, bichos, artes, claro que com a alfabetização também (óbvio!), mas que ela respeitasse o indivíduo e suas particularidades, sem neura, sem pressa, sem obrigação. Queria que priorizassem sempre o respeito e a colaboração com o próximo, pois isso é tudo para uma vida pacífica. Bom, tenho que cair na real e aceitar que a MINHA escola modelo não existe e priorizar o que eu acho mais importante para que eu escolha uma. Para isso resolvi elaborar uma lista de prioridades que acredito ser essenciais para uma escola e assim que esta lista ficar pronta eu coloco ela aqui para vocês. Uma forma de me ajudar a montar essa lista vai ser por meio de relatos de mães que assim como eu estão vivendo ou já viveram essa fase de escolher escolas para seus pequenos, quero saber o que elas julgaram ser essenciais para a decisão da escola. Ah, e em um novo post farei um resumão das metologias mais usadas nas escolas aqui no Brasil, para não ficarmos perdidos quando nos depararmos com as tais linhas tradicional, piagetiana, construtivista etc.

Com amor,

Ana Maria.

Raul fez dois anos!!! 😄

Maternidade Real

Há dois anos meu mundo mudou. Há dois anos sei o que é o verdadeiro amor, o amor incondicional. Há dois anos tento ser uma pessoa melhor, tento enxergar o mundo de uma outra forma, tento ser uma boa mãe, uma boa pessoa…

Raul veio para melhorar minha vida, que já era muito boa! Mas deu mais sentido em todos os aspectos, até mesmo na minha profissão, a qual não tinha entendido o porque da escolha do curso. Como pode um ser tão pequeno em tão pouco tempo nos ensinar tanto?! Me pergunto isso as vezes.

Uma simples cheiradinha de manhã ou um olhar de rabo de olho e já somos capazes de nos entendermos… Vencemos muitas batalhas juntos, o parto, as noites sem dormir, as  pré-cirurgias, as cirurgias, as pós cirurgias, os sons falados certos, o sopro na flauta, o sugar o canudinho… Mas saímos orgulhosos de cada etapa vencida! Hoje ele está liberado do tratamento médico,os retornos serão anuais, apenas para controle e talvez não precise mais de cirurgias. Somente para correção estética quando adolescente, se precisar e ele quiser. Foram os dois anos mais intensos da minha vida, isto eu posso afirmar.

Sei que as batalhas aindam só começaram. Daqui a pouco vem a escolinha, o pré-vestibular, as namoradas, as baladas, as viagens sozinho com os amigos… Estou me preparando psicologicamente para cada uma delas, mas enquanto isso vamos nos entendendo e passando por cada fase com o gostinho de dever cumprido e com a cumplicidade que temos um com o outro.

Filho, você foi a razão que encontrei para me tornar uma pessoa melhor! Devo isso a você. Por você sempre darei o meu melhor! Te amo a cada dia mais! É tanto amor que não cabe em mim!

Feliz dois anos de vida! E feliz dois anos de uma nova Ana, pra mim! Ah e também feliz dois anos do Fissurada na Maternidade, porque você foi o motivo dele existir! 

Com muito amor,

Ana Maria.

Ps.:  Já já posto os detalhes dos dois picnics que Raul teve de niver. 😍☺

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Novidade no Fissurada na Maternidade

Maternidade Real

Bom dia, pessoal!!!

Teremos uma novidade no blog a partir desta semana. A nossa primeira colunista está chegando com seus conhecimentos e suas experiências sobre a maternidade.

O nome dela é Mariana Abreu, a mamãe do Samuel de 04 meses. Ela é minha sócia no Fissurada na Maternidade, minha irmã e madrinha do Raul. Formada em Fisioterapia, já foi professora de Pilates, de Dança e agora seguindo seu coração estuda Design de Modas. Ela contará suas experiências da gravidez e como mãe, além de nos dar muitas dicas do desenvolvimento motor dos nossos babys e de moda.

O que acham?! Não será genial?!

Esperamos por vocês!!!

Com amor,

Ana Maria.