Restrições na adoção

Bom dia!

A vagueza de informações quanto as restrições às doenças no processo de adoção é tamanha que ao perguntarmos a atendente que dá entrada aos papéis aqui de Belo Horizonte, nem ela soube nos orientar. Não sabemos ao certo se esse assunto será abordado no curso que vamos fazer em Abril do ano que vem, mas já tivemos que decidir e colocar no papel quais restrições de doenças temos.

Por esse motivo, eu e minha cunhada que está no mesmo passo da adoção que eu, pesquisamos na internet sobre o assunto. E para facilitar aos pais que estão providenciando os papéis para dar entrada com o processo, listarei aqui as restrições para tentar esclarecer um pouquinho como funciona.

As restrições são classificadas em algumas cidades como:

  • Doenças tratáveis 
  • Doenças não tratáveis 
  • Deficiência física
  • Deficiência mental
  • Vírus HIV

E tem ainda uma lista para você marcar o que você aceitaria com um S (sim) ou não aceitaria com N (não):

  • com problemas físicos não tratáveis
  • com problemas físicos tratáveis graves
  • com problemas físicos tratáveis leves
  • com problemas mentais não tratáveis
  • com problemas mentais tratáveis graves 
  • com problemas mentais tratáveis leves
  • com problemas psicológicos graves
  • com problemas psicológicos leves
  • pais soropositivos para o HIV
  • pais alcoolistas
  • pais drogados
  • sorologia negativada para o HIV
  • soropositivo para o HIV
  • proveniente de estupro
  • proveniente de incesto
  • vítima de estupro
  • vítima de atentado violento ao pudor
  • vitimizada (maus-tratos)

Em outras cidades são classificadas em:

  • Doenças Leves: asmas, bronquite, alergias, hérnias, estrabismo, sarna, etc.
  • Doenças Moderadas: intolerância a lactose ou a outros tipos de alimentos, comprometimento mental leve, Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH), distúrbio do processamento auditivo central (DPAC), Transtorno obsessivo compulsivo (TOC), má formação onde precisará de tratamento cirúrgico como por exemplo a fissura labiopalatina, pé torto, polidactilia, etc.
  • Doenças Graves: falta de oxigênio no parto, deficiências mentais, deficiência físicas, síndromes em geral, comprometimento mental severa, HIV, etc.

E em outras como:

  • Doenças curáveis
  • Doenças incuráveis

Aqui em Belo Horizonte, não existe essa listagem para você marcar nada e nem especifica essas divisões. Somente apresenta uma lista sublinhada onde você mesma deverá escrever o que você aceitaria. A minha dica é que você pesquise bastante antes de entregar a documentação, já liste tudo o que você poderia aceitar. É uma situação difícil já que se fosse biológico ele poderia nascer com qualquer doença e não há como você escolher, mas isso não impede de colocar alguma doença que você se sinta “confortável” em procurar soluções ou conviver. Acho que o bom senso é primordial nesse caso, pois é preciso avaliar nossas condições para que possamos garantir o melhor para a criança que pretendemos adotar. Pesquisar antes as doenças e seus tratamentos e ter uma opinião do que você aceita ou não é muito importante no andamento do processo. A maioria das pessoas optam por crianças saudáveis e se você for mais específico, pode-se ganhar agilidade no sonho de serem pais.

Com amor,

Ana Maria.

Adoção ou doação? – por Deborah Patricio

Hoje vim falar de um assunto muito peculiar: a adoção! Não vou conseguir falar tudo que penso em apenas um post, mas vou tentar… rs

Ser mãe sempre foi um desejo e adotar uma criança foi uma ideia que sempre tive em mente, e sinceramente não sei dizer quando nem por que ela surgiu.

Não a nada que impeça a mim nem ao meu marido de gerarmos um bebê biológico, somos saudáveis e férteis, e pretendemos ter um bebê do modo “comum” também, mas a questão de não nos importarmos com a ordem de chegada (se primeiro o biológico ou o adotado) é o motivo de sermos  tão questionados quando falamos em adoção. “Você tem que ter o SEU primeiro”, “Mas vocês não podem ter filhos?”, “Vocês não vão amá-los como se fosse seus mesmo”, “Mas vocês nem tentaram ter um NORMAL” ou “Vocês são doidos”, ouvimos essas frases sempre que colocamos esse assunto em alguma roda de conversa. Mas de verdade? Só aumenta mais o amor que exala de dentro de nós!!!

Desde minha adolescência que penso nisso, e para mim sempre foi importante encontrar alguém que pensasse como eu, e quando conheci meu marido, essa ideia se fortaleceu ainda mais, ele se juntou a mim para concretizá-la, me passou muita confiança e tenho certeza que será um paizão! Outro dia, depois que entramos com os papéis para o cadastro de pretendentes à adoção (pois é, já estamos gerando uma criança…rsrs) eu perguntei a ele: Léo, por que você comprou minha ideia? Por que adotar uma criança? Ele, muito fofo, me respondeu: “Uai , e por que não? Tanta criança querendo ser filho (a) e nós dois  querendo ser pais…E é exatamente assim. Não seremos só adotantes, também estaremos sendo adotados!” Eu e meu marido temos apenas 4 meses de casados, e já percebemos que temos tanto para oferecer e estamos muito receptíveis a todas as experiências que estão por vir. Sabemos que seremos julgados e indagados a todo momento, mas a questão é: qual criança não dá trabalho? Qual criança não vive testando seus pais? Qual criança nunca falou em fugir de casa, ou em nunca mais conversar com os pais por algum motivo bobo? Cada criança possui sua singularidade, e com esta não será diferente. Estamos cientes das etapas jurídicas e emocionais que iremos passar, e ao mesmo tempo não temos noção de nada. rs. Mas ser pai e mãe é isso, são incertezas, é ter ansiedade, medo, alteração de humor, é esperar para saber como será sua carinha,  o gênio de quem ele(a) irá puxar… Adoção é também doação, é um encontro marcado, um amor conquistado! E estamos prontos para conquistá-la (o) todos os dias, como se fosse a primeira vez!

Deborah Patricio

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Passo a passo para a Adoção – A entrega da documentação

Bom dia, gente!

Hoje vou dar início a série do Passo a Passo para a adoção, tentando resumir as etapas a medida que formos vivenciando. O primeiro passo após a decisão de adotar uma criança aqui em Belo Horizonte/MG é se dirigir até a Vara da Infância e Juventude que fica na Avenida Olegário Maciel, 600. Lá irão te entregar uma relação da documentação necessária para a Habilitação ao Cadastro Nacional de Adoção, um requerimento para Postulantes à Adoção e uma espécie de questionário onde você deverá preencher com os dados pessoais do casal (ou só o seu, se for solteiro) e descrever as características da criança (ou das crianças) que pretende adotar. Já vou adiantando que é um pouco desorganizado e burocrático todo esse processo, desde as informações iniciais até a entrada com a documentação, tem que ter muita paciência… risos…

Sobre a relação da documentação para quem já quer ir adiantando, a lista é a seguinte:

  • Cópia autenticada e atualizada  da certidão de casamento ou de nascimento (se for solteiro); Para conseguir aqui em Belo Horizonte, basta você se dirigir até o cartório que casou ou que foi registrado, no caso da certidão de nascimento e solicitar a segunda via atualizada.  Essa cópia me custou R$ 30,00.
  • Cópia autenticada do CPF e da Identidade de ambos os requerentes; Para isso, somente ir em qualquer cartório de Notas e solicitar a autenticação dos documentos. Uma dica, já leve o xerox dos documentos. O serviço para duas autenticações (minha e a do meu marido) custou R$ 15,90.
  • Comprovante de rendimento dos requerentes; Nós imprimimos o comprovante de IRPF (Imposto de Renda) 2015, mas também poderia ser uma declaração contábil ou Folha de Pagamento.
  • Comprovante de residência;
  • Atestado MÉDICO de sanidade física e mental de ambos os requerentes; Nós fomos a um Clínico Geral, mas poderia ser em qualquer médico que você já esteja acostumado a ir.
  • Certidão de antecedentes criminais de ambos os requerentes; Tiramos no site da Polícia Federal (https://servicos.dpf.gov.br/sinic-certidao/emitirCertidao.html), é só seguir os passos e imprimir.
  • Certidão negativa cível e criminal de ambos os requerentes; Também tiramos na internet no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (http://www8.tjmg.jus.br/certidaoJudicial/faces/emitirCertidao.xhtml), basta preencher o formulário e imprimir. Uma dúvida que eu tinha era no item Instância, marquem a Primeira Instância. A certidão tem que sair com o título Certidão NEGATIVA Cível  e Certidão NEGATIVA Criminal.
  • Fotografia dos requerentes (que podem ser juntos ou separadas); Mandamos uma da nossa família. Fiquei na dúvida se era para ser apresentada para a criança, então mandei uma de nós três porque  acho importante que a criança conheça também o Raul.
  • Questionário entregue pela Vara da Infância preenchido; É nesse questionário que você irá colocar os dados pessoais e as características da criança  que pretende adotar (raça, cor, restrições e se aceita grupo de irmãos). Todas as vias desse questionário deverão ser rubricadas pelos adotantes.
  • Requerimento preenchido para postulantes à adoção. São duas vias, uma vai ficar com você e outra para arquivar junto com o processo.

Após providenciar toda essa documentação, você deverá voltar a Vara da Infância para entregar os documentos. Lembrando que eles trabalham de segunda a sexta-feira de 13:00 às 17:00 horas. A atendente irá conferir a documentação e marcar o dia do curso que os pretendentes deverão fazer. O nosso saiu só para abril do ano que vem… ou seja, o processo é beeem longo. Somente depois desse curso que será agendada a visita de um Assistente Social aqui em casa e só depois dessa visita vem a parte do Juiz, que dará ou não o “sim” para você entrar na fila de adoção.

A primeira etapa já passamos e agora é a fase da espera. Assim que acontecer mais alguma novidade conto o passo seguinte para vocês. Ah, e logo venho tentar esclarecer um pouco sobre a questão das restrições quanto a criança, pois é um assunto bem complicado e bem carente de informações.

P.S.: Se alguém tiver uma experiência com adoção conta pra gente como foi… Vou adorar conhecer!

Com amor,

Ana Maria.

A cegonha foi convocada…

A decisão do segundo filho, um assunto bem complicado para a nossa atual realidade. Um mundo bem violento e cheio de preconceitos, além da crise no país, mas o fato do Raul crescer sem irmãos nunca me passou pala cabeça. O que seria de mim sem minha irmã?! É o que pensei para convocar a cegonha novamente.

Já falei aqui no blog que quando estávamos tentando engravidar do Raul, começamos a pensar na possibilidade de adotar um filho, vocês lembram?! Pois então, essa nossa ideia veio e foi amadurecendo e chegou a hora de colocá-la em prática. Estamos em processo de coleta de documentos para dar entrada no Cadastro Nacional de Adoção e ao longo de todo o processo vou contar para vocês como está sendo e o passo a passo.

A decisão do segundo filho ser adotado e não biológico parece bem estranho para uns, até mesmo da nossa própria família. Preconceito?! Acho que é mais um pré-conceito mesmo de que filhos adotados dão trabalho, já vem com a personalidade formada, etc… Mas e os biológicos não dão trabalho?! A mudança de vida que você pode proporcionar a esta criança que foi “rejeitada” por sua família biológica é o que mais me encanta nessa decisão e foi ela que nos motivou e nos motiva a cada dia mais a esperar que o irmãozinho do Raul chegue logo. Outros me perguntaram se foi por receio de outra criança nascer com fissura… bom, pensei nisso, sim, mas como no nosso caso não foi fator comprovado geneticamente, isso não me preocupa. Queremos ter dois ou três filhos e estamos também tentando engravidar novamente, mas enquanto a cegonha (biológica) não vem, vamos dando andamento no processo de adoção.

Em breve conto o passo a passo (na realidade) da adoção aqui em Belo Horizonte.

Com amor,

Ana Maria.