Livro – As 5 linguagens do amor

Olá pessoal!

A dica de leitura do dia vai para esse livro do Gary Chapman: As 5 linguagens do amor – Como expressar um compromisso de amor a seu cônjuge, da editora MC. O livro fala sobre as formas diferentes de demonstrar o amor que cada pessoa tem. Segundo o autor, cada pessoa possui uma forma predominante de demonstrar seu sentimento. E quando essa forma não é clara entre o casal é que começam as desavenças, as cobranças, as brigas, o sentimento de não ser amado e de não ser correspondido. Então o autor nos apresenta as cinco linguagens do amor existentes, desmistificando cada uma delas com exemplos e nos ensinando a descobrir a nossa linguagem e a do nosso amado. As linguagens descritas no livro são:

* Palavras de afirmação;

* Tempo de qualidade;

* Presentes;

* Atos de serviço;

* Toque físico.

O propósito do livro é descobrir e saber falar o amor que existe entre o casal, o sentimento que é essencial para a nossa saúde emocional e sucesso nos relacionamentos. Uma passagem do livro diz o seguinte: “Advertência: Entender as cinco linguagens do amor e aprender a falar a linguagem do amor primária do seu cônjuge pode afetar radicalmente o comportamento dele. As pessoas se comportam de maneira diferente quando seu tanque de amor emocional está cheio.” E o livro se baseia nisso, descrevendo as linguagens e dando exemplos de casais com seus problemas corriqueiros que presenciamos e que a maioria deles só existe por não compreendermos a maneira de amar do próximo.

Recomendo a leitura para todos os casais. Existe o livro As cinco linguagens do amor das crianças, do mesmo autor e estou enlouquecida para comprá-lo e lê-lo. Assim que ler coloco aqui o resumo.

Com amor,

Ana Maria.

Fonoaudióloga por amor

O dia 09 de dezembro é dedicado a minha amada profissão, a Fonoaudiologia. Esse ano em comemoração ao dia do fonoaudiólogo, o Conselho Federal de Fonoaudiologia lançou uma campanha onde as estrelas do comercial que passará na televisão seriam os próprios fonoaudiólogos. Para participar da campanha, o fonoaudiólogo deveria enviar um texto contando alguma história que tenha vivenciado e que marcou sua trajetória profissional. E eu enviei a minha e vou compartilhá-la aqui com vocês.

“A história que marcou minha trajetória como fonoaudióloga não aconteceu em meu consultório e sim em minha própria vida. Formei-me em 2008, aqui mesmo em Belo Horizonte. Escolhi o curso sem saber o porquê. No decorrer da minha graduação, percebi que não me identificava tanto com o curso, mas algo me dizia que tinha que terminá-lo e assim o fiz. Conclui o curso e atuei como fonoaudióloga até uns três meses antes do meu filho nascer, em 2013. Hoje sou mãe e fonoaudióloga em tempo integral do meu pequeno, que nasceu com fissura labiopalatina transforame à esquerda. Após sete anos de formada descobri o sentido de ter escolhido essa profissão e tenho a certeza de que não poderia ter escolhido uma profissão melhor. Sou muito grata a Deus por ser mãe; por toda a trajetória na faculdade; incertezas; pacientes e empregos que tive. Por essa gratidão que sinto, hoje tenho um Blog, o Fissurada na Maternidade. É através dele que mostro a forma real e descomplicada da fissura labiopalatina e da maternidade. Ao ajudar outras mamães e papais e até mesmo colegas de profissão com minhas vivências sobre as questões da fissura labiopalatina me sinto realizada. Com amor, Ana Maria Poças. CRFa 6-7185. www.fissuradanamaternidade.com”

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Parabéns a todos os fonoaudiólogos que exercem a profissão com AMOR!

Com amor,

Ana Maria Poças.

CRFa 6-7185

Adoção ou doação? – por Deborah Patricio

Hoje vim falar de um assunto muito peculiar: a adoção! Não vou conseguir falar tudo que penso em apenas um post, mas vou tentar… rs

Ser mãe sempre foi um desejo e adotar uma criança foi uma ideia que sempre tive em mente, e sinceramente não sei dizer quando nem por que ela surgiu.

Não a nada que impeça a mim nem ao meu marido de gerarmos um bebê biológico, somos saudáveis e férteis, e pretendemos ter um bebê do modo “comum” também, mas a questão de não nos importarmos com a ordem de chegada (se primeiro o biológico ou o adotado) é o motivo de sermos  tão questionados quando falamos em adoção. “Você tem que ter o SEU primeiro”, “Mas vocês não podem ter filhos?”, “Vocês não vão amá-los como se fosse seus mesmo”, “Mas vocês nem tentaram ter um NORMAL” ou “Vocês são doidos”, ouvimos essas frases sempre que colocamos esse assunto em alguma roda de conversa. Mas de verdade? Só aumenta mais o amor que exala de dentro de nós!!!

Desde minha adolescência que penso nisso, e para mim sempre foi importante encontrar alguém que pensasse como eu, e quando conheci meu marido, essa ideia se fortaleceu ainda mais, ele se juntou a mim para concretizá-la, me passou muita confiança e tenho certeza que será um paizão! Outro dia, depois que entramos com os papéis para o cadastro de pretendentes à adoção (pois é, já estamos gerando uma criança…rsrs) eu perguntei a ele: Léo, por que você comprou minha ideia? Por que adotar uma criança? Ele, muito fofo, me respondeu: “Uai , e por que não? Tanta criança querendo ser filho (a) e nós dois  querendo ser pais…E é exatamente assim. Não seremos só adotantes, também estaremos sendo adotados!” Eu e meu marido temos apenas 4 meses de casados, e já percebemos que temos tanto para oferecer e estamos muito receptíveis a todas as experiências que estão por vir. Sabemos que seremos julgados e indagados a todo momento, mas a questão é: qual criança não dá trabalho? Qual criança não vive testando seus pais? Qual criança nunca falou em fugir de casa, ou em nunca mais conversar com os pais por algum motivo bobo? Cada criança possui sua singularidade, e com esta não será diferente. Estamos cientes das etapas jurídicas e emocionais que iremos passar, e ao mesmo tempo não temos noção de nada. rs. Mas ser pai e mãe é isso, são incertezas, é ter ansiedade, medo, alteração de humor, é esperar para saber como será sua carinha,  o gênio de quem ele(a) irá puxar… Adoção é também doação, é um encontro marcado, um amor conquistado! E estamos prontos para conquistá-la (o) todos os dias, como se fosse a primeira vez!

Deborah Patricio

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Casamento – por Rodrigo Patricio

Olá, pessoal!

Minha cunhada mais nova se casou em agosto desse ano e quem fez a cerimônia do casamento foi o meu marido. Eu sabia que Rodrigo escrevia coisas lindas, mas esse texto sobre casamento me surpreendeu. Então pedi autorização a ele para postá-lo aqui para vocês. Resolvi compartilhá-lo para que ele inspire o casamento de vocês e que se algo esteja saindo dos eixos, que ele os façam refletir sobre o verdadeiro significado do casamento. Vem ler!!!

“Hoje estamos aqui para celebrar o amor de Deborah e Leo.

Eu me sinto muito honrado por fazer parte de forma tão importante desse novo passo da vida de vocês.

Na verdade, além de ser um novo passo, o casamento representa uma nova forma de relacionamento que vocês terão. Até então vocês haviam se relacionado com seus familiares, colegas de escola, faculdade, amigos…mas sempre nesses relacionamentos vocês tinham um lar para voltar, sempre tinham um porto seguro, um lugar onde vocês eram realmente acolhidos. Mas a partir de agora vocês deixam de fazer parte de um lar para criarem um novo. O importante é que nesse novo lar, que vocês estão prestes a criar, a harmonia e alegria dependerão somente das suas atitudes e essa não é uma tarefa fácil. Ela vai exigir de vocês muita energia e dedicação. Nessa fase da vida é que realmente será exigido de vocês o amor na sua forma plena. Sem segredo. Puro e simples.

Esse amor verdadeiro já foi definido com as mais diversas formas, as mais belas possíveis, pelos mais geniais pensadores e poetes, como por exemplo o “Fogo que arde sem se ver” ou “Eterno enquanto dure” mas eu prefiro o “Amar ao Próximo como Eu vos amei” que na verdade não é uma definição em si, é mais uma dica, um conselho, uma ordem para que sejamos felizes. Porque esse “amar o próximo” faz todo sentido já que o amor não é algo que possa ser definido, não é algo estático que habita nosso coração ou nossa mente. Ele é uma espécie de fluxo que só faz sentido quando é doado e só aumenta quando é compartilhado.

É por essa razão que quando se escolhe alguém para se casar, quando vocês escolheram um ao outro, é preciso lembrar que essa é a pessoa que você escolheu para fazer feliz e não aquela que irá lhe fazer feliz. Isso porque não somos capazes de mensurar os sentimentos dos outros, não é possível saber quem realmente irá nos fazer feliz. Somos responsáveis exclusivamente pelos nossos atos e pelas nossas escolhas e é exatamente por isso que precisamos estar atentos para o fato de que nossos atos precisam ter resultados efetivos. Em contradição aquela frase “Sou responsável apenas pelo que digo e não pelo que as pessoas entendem”, nós somos sim responsáveis pelo que causamos aos outros. Na vida a dois precisamos agir e nos expressar de forma carinhosa e amorosa…(Porque mesmo assim já é difícil de evitarmos os conflitos…rs…) e é muito difícil que ações ou palavras amorosas sejam capazes de ferir alguém.

Por essa razão um casamento harmonioso é justamente aquele em que um deseja tudo de melhor ao outro, em que um encontra a felicidade na felicidade do outro e onde o sucesso de um representa o sucesso do outro. Mas principalmente, não acreditem cegamente nessas palavras, coloquem-nas a prova, em pratica… façam o teste! O caminho ate pode ser indicado por pessoas mais experientes ou que são exemplos de um casamento feliz mas só vocês podem realmente percorrer o caminho, então percorram-no! e evitem rejeitar a experiência real em favor de ideias pré concebidas.

E esse caminho que chamamos de casamento pode ser comparado com a escalada de uma montanha.

No começo, no pé da montanha é tudo muito verde, você vê flores, pássaros… a medida que você vai subindo o chão vai ficando pedregoso, as pernas vão começando a ficar doloridas… nesse momento é que muita gente desiste… e quanto mais você sobe mais o ar vai ficando rarefeito, o corpo vai ficando cada vez mais dolorido, a temperatura vai ficando mais baixa e muitas vezes você vai pensar em desistir,… porém quando você atinge o topo… você é presenteado com uma paz indescritível. Uma vista sublime e a sensação do dever cumprido… Nessa analogia esse é o momento em você atinge a harmonia em sua vida de casal… você vê que a subida não foi tão difícil assim e sabe que a partir de agora você já conhece o caminho e pode chegar ao topo quando quiser.

Por essa razão lembrem-se que vocês estão juntos nessa escalada, e por isso, sejam luz no caminho um do outro.

Dessa forma vocês serão capazes de criar lares e filhos amorosos além de serem fonte de harmonia aos que estão a sua volta.

Vocês já iniciaram essa tarefa, basta olhar ao redor para perceber o quanto vocês são importantes na vida de cada um que esta aqui. Todos aqui fazem parte da torcida para que vocês atinjam o topo e, principalmente os padrinhos serão aqueles aos quais vocês poderão recorrer nos momentos difíceis.

Além disso, as duas famílias continuarão sendo um auxílio que vocês poderão recorrer sempre que precisarem.

É por isso, meus queridos Deborah e Leo, que do fundo do meu coração eu desejo a vocês todo amor do mundo e que vocês sejam um casal iluminado! “

Com MUITO mais MUITO amor para todos vocês!

Ana Maria.

Obs: Meu marido é um poeta, gente! Deus o usa infinitamente! Grata a Deus sempre por você existir e me fazer feliz! Amo você, Rodrigo Patricio!

A arte de se “anular”

Qual mãe não entende dessa arte, não é mesmo!? Eu entendo super bem… Minha pequena afilhada nasceu esta semana. Um dia após o parto (cesárea), estava eu lá no hospital visitando minha amiga e mãe da princesa, quando ela me questionou sobre a dor após o parto… Foi aí que percebi a primeira situação que eu me “anulei” completamente pelo meu pequeno Raul. Não senti dor alguma, aliás não me permiti sentir a dor que muitas mamães contam que é muito ruim.

Eu só fui conhecer o Raul no segundo dia de vida dele. A equipe do hospital onde Raul nasceu não estava preparada para receber um bebê com fissura e o internaram na UTI neonatal. E ele permaneceu lá por looooongos seis dias. Me lembro que no terceiro dia, quando cheguei em casa após a minha alta, minha primeira filha de quatro patas, a Julieta, que tinha parido no mesmo dia que eu (Olha que engraçado!!!) tinha feito uma sujeira enorme em casa. Tinha rasgado jornal pela casa toda, feito xixi e cocô para tudo quanto era lugar da casa e eu sem pensar comecei a limpar a casa.  Varri, passei pano, cuidei dos filhotinhos dela e fui tomar banho. Quando olho pra baixo vejo sangue escorrendo junto com a água e foi quando lembrei que estava toda costurada, tinha feito uma cesárea… (resultado, três pontos abertos… 😔). Pois bem, esse foi o primeiro episódio onde me “anulei” por só pensar no meu filho que tinha ficado no hospital, sozinho…

Percebi que a tal “anulação” tem se tornado constante em minha vida. Tanto em coisas materiais quanto nas questões emocionais, sempre penso primeiro nele e depois em mim. Outro exemplo, eu sempre fui uma pessoa que detesta hospital, nunca tive emocional para ficar com ninguém quando estava internado… E pelo Raul passei por cima desse meu sentimento e lá estava eu, firme e forte, por duas vezes acompanhando meu pequeno todo ensanguentado no pós operatório.

Parei para fazer as contas de qual foi a última vez que comprei uma roupa nova pra mim sem comprar uma pro Raul também, sapatos novos o Raul sempre está precisando de um. Eu?! AH, tenho vários sapatos…  Raul tá precisando de cortar o cabelo… Vamos ao cabeleireiro sábado? Eu?! AH,  mês que vem eu vou… Posso afirmar que foram pouquíssimas vezes que pensei em mim primeiro. Será que está errado!? Pode ser que sim… Mas não me sinto culpada por isso, e nem com pesar por ter esse pensamento. Talvez é uma dificuldade que a mãe encontra de perceber que o filho não é dela?! Talvez sim… Mas faço isso porque sei que ele precisa de mim, por enquanto… Faço isso sem pensar! Faço isso tudo por ele, sem querer nada em troca! É um amor incondicional, um amor que não tem medida! Vivo para ele e por ele! Minha vida é muito melhor por causa dele!

Um dia ele irá crescer… Pode até ser que não retribua o amor, asim como dizem algumas mães, mas eu não ligo! É o que sinto, o que tenho vontade de fazer… e vou vivendo assim! Quando tiver que me “anular”, me “anulo” sim, sem culpa.

Quem faz isso também, levanta a mão!?

Com amor,

Mamãe do Raul

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