#mamãefonoaudióloga: Mastigar é preciso!

A mastigação é uma das funções do nosso corpo. Ela é muito importante para o desenvolvimento craniofacial e para o fortalecimento da musculatura orofacial. É a fase inicial do processo digestivo e para que ela ocorra harmoniosamente é necessário uma coordenação de vários músculos e nervos do nosso corpo. A sua função é reduzir o tamanho dos alimentos para serem mais facilmente digeridos.

O processo de mastigação inicia por volta dos 5/6 meses de vida, que pode coincidir com o nascimento dos primeiros dentinhos. E cabe a nós pais e cuidadores oferecermos a maior variedade de textura de alimentos para os nossos bebês. Desta forma promoveremos à criança uma maior estimulação para o processo de desenvolvimento dessa habilidade de mastigação. Mesmo os bebês tendo somente os dentes da frente, ou mesmo ainda banguelinhos, já exercitam o ato de mastigar, mantendo contato entre as gengivas e com isso já vão treinando para depois comerem um belo prato de arroz com feijão.

Enganam-se os pais, que pensando estarem ajudando no desenvolvimento do processo de mastigação e da deglutição, facilitam a consistência dos alimentos passando-os pela peneira ou batendo-os no liquidificador. Mastigar é preciso e quanto antes iniciar melhor para o desenvolvimento dos nossos pequenos.

Mas quando iniciar com a mastigação?! Bem, a introdução de alimentos que não seja o leite deve ser iniciada entre os 5/6 meses justamente na época que começa a maturação neurológica para que essa nova etapa seja estimulada. Antes converse com seu pediatra a respeito, por exemplo, o Raul iniciou esta etapa aos três meses, devido à cirurgia que o esperava. Vamos às dicas para estimularem a mastigação dos pequenos:

*Evite bater no liquidificador ou passar os alimentos na peneira; *Amasse com um garfo os alimentos, para que a criança possa se acostumar com as texturas;

*Prefira as colheres de silicone, elas além de oferecem mais segurança caso o bebê venha a mordê-las, não esquentam como as de metal;

* Ofereça alimentos de texturas variadas, assim estimulamos também as sensações;

*Ofereça as frutas e os legumes picados (Veja o post do BLW, quem sabe vocês não animam a fazer!?)

*Estimule seu filho a comer todos os tipos de alimento.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Ps.: Achei este artigo científico muito legal que tem como título: Início do processo de mastigação, O que pensam as mães e cuidadores. Segue o link para quem quiser dar uma lida.

http://www.cefac.br/library/teses/527af65c25b31b13215d87c19731e89e.pdf

Cortes facilitadores para introdução alimentar

Olá pessoal!

Fico muito feliz em poder ajudar de alguma forma no desenvolvimento de suas crianças. Decidi então falar de alguns dos inúmeros cortes e métodos de cocção que podem ajudar vocês na busca de alimentos atrativos e saudáveis. Para despertar o interesse das crianças, além de proporcionar variedade em termos de texturas, é possível abusar dos vários cortes e métodos de cocção dos alimentos. Existem vários tipos de cortes que são diferenciados pelo tamanho da largura e comprimento. Os mais conhecidos são o corte em Palito ou Bastonete, conhecido principalmente por ser o corte da batata frita, que possui 6mm de largura por 7cm de comprimento e o Julienne que possui 3mm de largura e 7cm de comprimento. A partir dos cortes Palito e Julliene, cortados em cubos, obtemos o Macédoine, cubos de 6mm de lado e o Brunoise, cubos de 3mm de lado. Obviamente que em casa não é necessária toda essa rigidez métrica. A questão aqui é como isso pode chamar a atenção da criança e usá-los na introdução da alimentação, como por exemplo no método BLW (Baby Led Weaning) e nas papinhas tradicionais. É possível então usar frutas e legumes de cores diferentes com o mesmo corte para, além de despertar uma atratividade estética, contemplar um maior número de nutrientes. Além disso, pode proporcionar inúmeros estímulos sensoriais (táteis, olfativos, visuais e palatais) que podem ser percebidos tanto pelo contato com as mãos, lábios e língua, quanto pela percepção das cores e pelo diversos aromas. Já os estímulos motores são evidenciados quando a criança pega os alimentos cortados de diferentes formas pois precisará de menos ou mais força na mão para levá-los a boca.

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Cortes Bastonete (mais grosso) e o Julienne (mais fino). Foto do blog do Senac.
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Corte Julienne virando o Brunoise. Foto do chefsimon.com
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Corte Bastonete virando o Macédoine. Foto do chefsimon.com

Com os legumes cortados já prontos para serem preparados, é importante lembrar que não devem ser cozidos por longo período em água para evitar a perda de nutrientes e que a melhor forma para evitar essa perda é cozinha-los no vapor. No caso de utilizar a água o ideal é colocar os legumes já na água fervente e respeitar o tempo de cozimento de cada legume, por exemplo o chuchu estará cozido mais rápido que a cenoura. Esses legumes cozidos podem ser servidos imediatamente com sal, azeite e ervas ou ainda salteados para agregar mais sabor. Dessa forma, é possível aos poucos ir modificando a forma de preparo dos legumes seja deixando-os mais al dente ou mais cozidos, seja grelhando ou assando, o importante é que as possibilidades são muitas o que permite que a criança possa ir descobrindo e/ou desenvolvendo suas preferências de uma forma descontraída.

Saudações,

Rodrigo Patricio.

BLW (Baby Led Weaning)… Hein!?

Bom dia, pessoal!!!

Já ouviram falar do BLW ou Baby Led Weaning?! Em português podemos usar como o “desmame que o bebê lidera”. Pois bem, eu não tinha conhecimento até o Raul ter uns oito meses mais ou menos. Ca entre nós… é tanta coisa nova nesse universo da maternidade, não é mesmo?! Mas, nada mais é do que um método que acredito que algumas mamães e papais já fazem e nem se dão conta de que tem esse nome… risos…

O método propõe que os bebês, que têm seis meses ou mais, se alimentem sozinhos, com as próprias mãos e no seu próprio ritmo. Criado pela consultora em saúde inglesa, Gill Rapley, as papinhas batidas no liquidificador ou amassadas são substituídos por frutas e legumes cortados em tiras. Todo alimento é dado na sua forma original, claro que o brócolis por exemplo deverá ser cozido, assim como a batata e etc.. mas nada misturado, amassado ou triturado.

Li várias reportagens para ficar por dentro do assunto e escrever este post para vocês, e segundo alguns adeptos desse método, os bebês desenvolvem autonomia do seu próprio corpo e autonomia também em escolher o que vai comer. Além disso, eu vejo mais quatro fatores importantíssimos e muito estimulados nesse método: a mastigação, a deglutição, a coordenação motora e a parte sensorial. Esse último fator, devido as texturas dos alimentos serem bem diferentes uma das outras.

Para utilizar o BLW é preciso que o bebê esteja bem sentado e que ele também já esteja dando conta de se sentar sozinho, viu pessoal!? É interessante começar aos seis meses, pois com essa idade o bebê já tem um controle motor mais desenvolvido. Também encontrei algumas observações:

– Não se deve dar castanhas e frutas com sementes grandes (cerejas e azeitonas, por exemplo);

– Durante as refeições SEMPRE deverá ter algum adulto por perto supervisionando;

– Os alimentos devem ser introduzidos aos poucos e cortados em palitinhos;

– Como em qualquer método que você for usar para a introdução da alimentação do seu bebê, deve-se sempre ter cuidado com os alimentos alergênicos (como amendoim, trigo, kiwi, etc) e também com pedaços muito pequenos, para evitar que a criança engasgue e/ou aspire a comida;

– Outra dica que eu dou é, converse antes com o pediatra do seu filho e faça a introdução dos alimentos de forma gradual, veja a sugestão dos alimentos que ele lhe dará.

Eu não usei a técnica ao pé da letra como já é muito utilizada por muitas famílias que tenho visto. Eu usava em algumas refeições, mas sempre dei autonomia pro Raul comer o que quiser e como quiser. Ele sempre tem a mesa o seu garfo ou a sua colher, mas usa se quiser. Resumindo… ele faz uma lambança geral aqui na mesa e no corpo dele todo. Porque come com a mão e depois passa a mão no rosto, no olho, no cabelo… risos… O que consegui utilizando em parte esta técnica foi sem dúvida a independência do Raul. Hoje ele abre a geladeira ou pega na fruteira o que quer comer, sozinho. Eu já deixo sempre higienizado tudo o que chega do sacolão, justamente para ele poder pegar e comer o que quiser, sem precisar me pedir.

Promover estímulos para a criança é sempre muito bom!!! Se quiserem saber mais sobre esse método, que já é muito usado nos EUA e na Europa, olhem na internet. Nela tem muitos vídeos explicando e muitas reportagens a respeito. Tenho um artigo em pdf, mas está em inglês… Quem tiver interesse pode me pedir por e-mail, ok?!

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Fontes:

http://www.babyledweaning.com/

http://www.rapleyweaning.com/

http://blwsemmisterio.com.br/

http://bebe.abril.com.br/materia/baby-led-weaning-uma-nova-forma-de-introduzir-os-solidos

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2013/12/entenda-o-que-e-e-como-funciona-o-baby-led-weaning-4349722.html