DIY – Cama do Raulzito

Bom dia!!!

Hoje será o nosso primeiro DIY (Do It Yourself ou Faça Você Mesmo) e será sobre a cama baixinha que o papai e o padrinho do Raul fizeram.

Esta cama foi planejada após o episódio do Raul ter caído do berço ao escalá-lo aos nove meses recém completados. Ele ficava em pé balançando na grade do berço, ia de um lado para o outro mas, nunca pensei que ele fosse escalá-lo com essa idade. Mas subestimei meu filho e como as crianças nos surpreendem sempre, foi o que aconteceu. Foi coisa de segundos… eu estava ao lado dele, separando as roupas que ficava na cômoda ao lado do berço, pois estava na hora do banho e quando olhei para o lado ele já estava de cabeça para baixo, já caindo. Consegui segurá-lo pelos pés mas mesmo assim bateu a cabeça no chão. Graças a Deus não foi nada de mais, só mesmo um belo galo na cabeça e serviu para ligar o alerta da mamãe aqui avisando que o berço já não era mais seguro para ele.

Um belo sábado, os Rodrigo´s* daqui de casa sentaram e fizeram o projeto da cama. Eu como sou adepta do método Montessoriano (Nesta hora bateu um arrependimento de ter comprado o berço… juro que no segundo filho, esse item não existirá no quarto… risos…) queria algo que pudesse dar ao Raul uma certa independência. Desta forma, a minha única exigência era que a cama fosse bem baixinha. Então vai ai pra vocês o projeto executado. Começaremos pelo material utilizado:

– 1 Placa de MDF branco

– Parafusos de 5 mm

– Ripas de madeira para o estrado de 0,3 cm X 0,1 cm

– Ripas para segurar o estrado da cama de 0,2 cm X 0,2 cm

– Fita adesiva para acabamento na cor branca

– Quatro rodinhas (opcional)

– 8 braçadeiras de 0,5 cm

Quando eles compraram a placa, já pediram que a cortassem nas medidas que iriam precisar, facilitando assim a execução do projeto, e o preço também não mudaria tanto. Então foram assim os cortes:

– Dois cortes de 1,35cm X 0,30cm que seriam as laterais

– Um de 0,75cm x 0,15cm que seria o pé da cama

– Um de 0,75cm x 0,30cm que seria a cabeceira

Ao chegar em casa, os Rodrigo´s só precisaram de fazer o corte onde seria a parte mais alta da lateral da cama, que serve como proteção para que a criança não role da cama.

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O próximo passo, foi fixada uma ripa de 1,20 cm X 0,2 cm nas duas partes iguais que seriam as laterais da cama, para apoiar o estrado da cama e impedir que ele caia.

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Após fixado as ripas, foi a hora do acabamento da parte de cima da cama. O MDF só tem a cor branca na parte de cima e na de baixo, como fica na cor de madeira é interessante colar a fita de acabamento com cola de contato para que o acabamento fique bacana.

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Passa-se cola de contato nas madeiras e na fita. Aguarde um pouco e é só colar para dar o acabamento.

Agora é só juntar as partes da cama. Para fixar as quatro partes foram usadas oito braçadeiras nas quinas da cama. Foi usada a cor branca para que esteticamente ficasse mais bonitinha. As braçadeiras também evitam que a cama fique balançando,com aquele barulhinho chato de rangido.

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Para fazer o estrado eles compraram três ripas de madeira e cortaram em  15 pedaços de  71 cm. E pregaram em duas ripas que ficaram por baixo, para dar sustentação às ripas que ficaram na vertical. A distância entre as ripas foram de 7 cm.

Pronto, agora é só colocar as quarto rodinhas, o estrado e o colchão. O colchão é o mesmo que eu usava no berço padrão americano.

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Resultado final. Não ficou um arraso!? =D

Ah, já ia me esquecendo… o preço total do projeto ficou em mais ou menos R$ 200,00.

Beijos.

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*Rodrigo´s porque o papai e o padrinho do Raul chamam Rodrigo… risos… Coincidência, né?! Eu e minha irmã temos maridos com o mesmo nome, que por sinal são amigos desde infância!!!

Sobrevivemos aos 30 dias 😅

Bom dia, pessoal!!!

Ontem fomos à consulta de retorno com cirurgião plástico do Raul após 30 dias da cirurgia. Raul está ótimo e já pode voltar a comer comida “normal”. A única observação que ele nos deu foi ir voltando com as consistências das comidas aos poucos, do líquido/pastoso fino para pastoso grosso, depois com pedacinhos e após isso, o alimento normal. Tomando cuidado somente com os alimentos muito duros, pois podem forçar demais o palato (céu da boca) que ainda está recém operado.

Bom, ao chegar em casa fizemos almoço e vocês precisam ver a alegria da criança ao comer arroz… risos… Meu Deus, muito bom ver que valeu a pena após estes 30 dias!!! Sobrevivemos a duas festas de aniversários!!! Os aniversariantes (o bisavô e a prima do Raul) também se sensibilizaram e aderiram a dieta, além de esconderem os salgadinhos da própria festa…risos… É ou não é muito amor!? E quando iam cantar parabéns lá estavam os potinhos de iogurte que ele podia tomar na mesa, ao lado bolo, para ele não ficar muito triste. Todos da nossa família e os nossos amigos aderiram a nossa “onda momentânea” e escondiam as coisas de comer quando íamos fazer visitas. Ah gente, quem tem família e amigos não precisam de mais nada não é mesmo!? Então, para o Raul este mês que se passou foi bem tranquilo. =D

Mas vamos as dicas agora… Percebemos aqui em casa que o Raul só comia um tipo de consistência das papinhas. As que ficavam mais líquidas ele não aceitava, então começamos a fazê-las mais pastosas, como se fosse um purê. Batíamos as papinhas no liquidificador e coávamos em uma peneira, em seguida levávamos novamente no fogão para reduzir e ficar mais durinha. Quando a papinha era muito temperada ele reclamava de dor. Acho que devia doer ou arder mesmo os pontos. Suco também não podia ser ácido. Laranja, limão, abacaxi e de uva integral ele tomava mas depois ficava chorando de dor, então melhor vocês evitarem.

Outra coisa muito importante é vocês já irem tirando a “mania” da criança levar a mão e objetos na boca, pois depois da cirurgia isso não poderá acontecer. Quando voltamos para casa, ainda dentro do carro, já conversei com o Raul dizendo que estava tirando a tala dos braços dele e que ele não poderia mais colocar as mãos na boca e vocês acreditam que ao tirar, ele ia colocar a mão na boca e fez o sinal com o dedinho que não podia!? Ahhhh não gente!!! Existe esse menino!? E ainda tem gente que subestima a inteligência das crianças. Criança é muito inteligente e podem conversar mesmo, que eles nos surpreendem com tamanha inteligência.

Sobre o pós operatório… É bem tranquilo!!! Programe os seus 30 dias  de pós operatório antes do dia da cirurgia. Vale até fazer uma rotina e um cardápio para seu pequeno. Isso nos ajudou muito!!! As crianças no segundo dia já estão super bem e se vocês seguirem a dieta e as orientações que os médicos dão, com fé em Deus dará tudo certo!!!

Com amor,

Ana Maria.

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Otites, por que em fissurados?

Bom dia, gente!

Nesse post vou explicar um pouco porque as otites ou inflamação nos ouvidos são muito frequentes em crianças fissuradas.

O motivo é que como palato (céu da boca) está aberto, a sua musculatura está inserida de forma incorreta sobre a fissura e desta forma não há movimentação adequada das tubas auditivas. Quando não se tem fissura, a musculatura do palato ao se mover promove a dilatação e a drenagem das tubas auditivas para a rinofaringe (Parte da faringe situada atrás das fossas nasais e acima do véu palatino). Como nos fissurados isso não ocorre, a boca e as orelhas acabam tendo uma certa conexão e quando alimentamos nossos pequenos de forma inadequada (deitados) o líquido vai parar nas orelhas médias, onde pode ou não sair depois. O acúmulo de líquido na orelha média que é a causa da famosa otite serosa, tão temida por nós mamães e papais de fissurados.

Essa otite serosa muitas das vezes é silenciosa, ou seja, a criança não tem reação nenhuma a ela, não tem febre, nem dor, nem nada, mas quando levamos ao pediatra e ele vai olhar as orelhas, lá está a membrana timpânica vermelhinha e opaca… ou então quando fazemos a imitanciometria e nos deparamos com o resultado de uma curva Tipo B, que significa presença de líquidos na orelha. 😕 O grande problema desse acúmulo de líquido é que, quando se torna crônico, pode ocasionar infecções de repetição que por sua vez pode levar a perdas auditivas.

Quando a criança está com esse acúmulo de líquido na orelha interna, pode ser necessária a inserção de um tubo de ventilação (Tubinho), para permitir a drenagem do líquido e aliviar os sintomas. O ideal é que a criança seja avaliada por um Otorrinolaringologista desde recém nascido, fazendo testes audiométricos e avaliando regularmente a sua audição. A diminuição da audição em crianças prejudica o desenvolvimento da fala. É de suma importância que a criança escute bem para perceber as variações dos sons da nossa fala e aprender a falar corretamente.

Mesmo eu sendo muito chata, mas muito chata mesmo com a questão da alimentação do Raul e o posicionamento dele durante as mamadas, ele teve que colocar o tubinho nas duas orelhas. Infelizmente, esse procedimento é muito comum mesmo em fissurados palatais. Raul quase não tinha presença de líquidos, mas sua membrana timpânica estava retraída e o médico resolveu colocar para melhorar sua mobilidade.

Olhem ai como funciona o tubinho. Esse azulzinho é o tubinho de ventilação. Ele é inserido na membrana timpânica para promover a drenagem do líquido que estava preso na orelha média.

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http://www.cochlea.org/

Portanto, prestem atenção sempre nas mamadas, no posicionamento dos bebês e os coloquem o mais sentadinho possível.

E é isso ai!!! A posição na alimenta de um fissurado é de extrema importância para a sua saúde. ☺

Com amor,

Ana Maria.

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