A escolha da primeira escola – por Joyce Souza

Maternidade Real

Oi pessoal, tudo bem!

Hoje vou dividir com vocês a minha saga em escolher uma escolinha para deixar minha filhotinha. A Celina tem 6 meses e comecei a procurar uma escola quando ela estava com 4 meses. Eu e meu marido tomamos essa decisão quando eu ainda estava grávida, em nossas conversas concluímos que seria importante eu voltar a trabalhar (não ficar muito tempo fora do mercado de trabalho) e com a ideia de que a Celina na escolinha teria um melhor desenvolvimento social/pedagógico e seria o período que eu teria um tempo para “descansar” e cuidar de mim. Pronto, decisão tomada e iniciei a procura pelo melhor lugar; lugar esse que deveria estar dentro de alguns requisitos estipulados por mim e pelo meu marido. Vamos lá pontuar:

  • escola que tenha boas referências
  • próximo de casa para maior comodidade da Celina em não ficar dentro do carro por muito tempo no horário de trânsito e para facilitar a vida dos papais (risos)
  • tivesse maior número de cuidadoras (se possível 1 para cada criança)
  • boa estrutura
  • alimentação balanceada por nutricionista oferecida pela escola
  • livre acesso dos pais, que pudéssemos chegar no momento que quiséssemos para vê-la sem prévio aviso
  • escola que a relação de carinho e cuidado fossem primordiais

Acho que falei tudo… rs. Antes de começar a citar aqui os nomes das escolas e relatar o MEU ponto de vista, gostaria de deixar claro que não há intensão de desclassificar ou promover nenhuma delas. É apenas um relato do que eu senti e avaliei de cada uma escola que visitei. Selecionei seis escolas, sendo elas: Núcleo da Criança, Jabuti Jabuticaba, Kids Village, Trampolim, Coleguium e Vila Mundo. Todas ficam na região onde eu moro. Vou contar um pouquinho de cada uma. Jabuti Jabuticaba é uma escola nova que começou outubro/novembro de 2015.  Fui ao local para ver por fora e pegar o número, quando liguei e falei que gostaria de marcar um dia para conhecer a escola, a proprietária me convidou imediatamente para entrar sem precisar de burocracia. Logo de cara eu achei isso um ponto positivo, pois esse contato direto com as pessoas é muito importante, mais humano. Quando fui visitar estava tendo colônia de férias e a proprietária foi muito atenciosa em me mostrar cada cantinho da escola, seus projetos etc. Eu me senti muito bem lá e com o atendimento maravilhoso dela, porém a desvantagem (para mim) era que eu teria que levar a comidinha da Celina todos os dias. Isso me desanimou pois eu queria serviço completo e não teria tempo de fazer comida todos os dias e mandar. Outro ponto que não gostei, foi que eles usam berço, pois não queria que minha filha ficasse no berço “presa” e com a possibilidade de ficar mais tempo dormindo do que brincando. Afinal estaríamos pagando para ela ser estimulada, brincar, comer… Não estou dizendo que seria assim lá, mas não era o nosso perfil. Outra coisa que me deixou um pouco preocupada era que seriam 7 crianças para 2 cuidadoras e 1 suporte. A escola Trampolim eu não cheguei a visitar, pois ao ligar eles já me avisaram que não tinham mais vagas e que só possuem 3 vagas para o berçário. A Vila Mundo, eu cheguei a marcar e não fui pessoalmente, pois eu a  descartei ao ver que a festa de final de ano da escola era realizada em  frente a escola. Eles montaram uma estrutura de palco no jardim da frente, na calçada da  rua e isso me desagradou, achei muito perigoso. Durante a minha saga eu encontrei uma mamãe que estava procurando por escolas e que também havia descartado essa escola por esse mesmo ponto que acabei de sitar, embora tinha visitado a escola e achado a estrutura bem bonita e as crianças bem felizes lá dentro. A Núcleo da Criança eu fiquei encantada com a estrutura, muito espaçosa de forma geral, tudo novinho, organizado e lindo. Fomos bem recebidos com horário marcado (exceto o atraso da diretora, 37 minutos). Eu já conhecia a escola pois tenho um irmãozinho de 5 anos que estuda lá desde os 2 anos. O berçário em particular, o qual era o nosso objetivo, eu achei um pouco pequeno, lá eles não têm berços, os bebês tiram o cochilo em carrinhos e o que mais me incomodou no dia foi o astral das cuidadoras, eu olhando por fora, elas estavam apáticas, sem brilho. A proprietária fez questão de dizer que lá eram 3 cuidadores para 2 crianças e que todas são formadas em pedagogia ou técnica em enfermagem. Mesmo assim fiquei com uma “pulga atrás a orelha”, eu idealizei um lugar onde tivesse alegria, animação e afetividade. Mesmo assim, eu ainda tinha ela em mente, devido ao meu irmão estudar lá, por ser próximo de casa e pela facilidade do meu pai ou minha madrasta buscá-la quando eu precisasse. Pois bem, eles ficaram de nos dar uma posição sobre ter vaga no outro dia e não deram retorno nenhum. Depois de 12 dias fui lá buscar meu irmão e aproveitei para perguntar sobre a vaga que ficaram de dar retorno, e simplesmente falaram com muito pouco caso que não tinha vaga e que se tivesse estariam me ligando. Nesse momento eu fiquei aborrecida, pois não fizeram questão da minha filha (esse era meu sentimento). Não deram retorno e ainda nos tratou com descaso. Nesse momento eu tive a certeza dentro de mim que não era mesmo para minha filha estudar naquele lugar. Pois o lugar que eu colocaria minha filha, ela seria tratada com carinho e importância. Gente, eu realmente criei antipatia depois disso! E eu e meu marido chegamos a conclusão de que “boniteza” de escola não era o fundamental e sim a equipe, as pessoas e como a Celina seria tratada. Tive contato com outra mãe (durante a adaptação da Celina na escola), e ela relatou a mesma ocorrência que a minha. Não teve retorno sobre a vaga e quando foi procurar saber, eles fizeram pouco caso! Para vocês verem que não foi uma coisa da minha cabeça. (rs) A Kids Village, uma escola encantadora, estrutura nova, linda, bem lúdica! Gostei muito da estrutura, alimentação e das pessoas que tive contato. Porém, o que me fez tirá-la como opção foi ao perguntar (perguntei em todas) se eu teria livre acesso à escola. E a moça disse que era para evitar alguns horários como o do sono das crianças e quando elas estivessem comendo. Então eu expliquei que era só para olhar de longe, escondidinho e que não iria mudar a rotina das crianças. Mesmo assim ela disse com muita educação que não seria legal. Mas são regras da escola e eu queria ter acesso livre, por exemplo se eu estiver passando próximo à escola e der vontade de vê-lá, poderia ir dar uma espiadinha… rs. O Coleguium, eu tentei marcar e disseram que deveria ser feito pelo site! Pronto, já achei uma coisa um pouco fria e não me deram retorno. Mas graças a Deus minha vizinha e amiga já trabalhou na unidade São Luiz, e marcou direto com a diretora para que eu conhecesse a escola. No outro dia fomos, essa minha amiga eu, visitar a escola que até então eu nem estava tão empolgada. Ao chegarmos vimos as crianças que estavam na colônia de férias (várias crianças lindas e alegres) e fomos à sala da Professora Fatinha (famosa Fafá) que nos recebeu com enorme alegria e já brincando com a Celina. Ela então me explicou o funcionamento da escola, os cuidados etc. Lá são 2 crianças por cuidadora, e ao chegar no berçário e conhecer algumas das cuidadoras eu já gostei. Sabe por quê? Fui relatar à elas que teríamos um grande problema caso eu fosse deixar a Celina na escola, pois ela tinha alimentação exclusiva no peito até os 6 meses, mas que estaria entrando com a alimentação sólida até ela entrar na escola, e que ela não aceitava mamadeira e nem bico. Nesse momento, uma das cuidadoras me tranquilizou contando que já havia passado algumas crianças assim e que ela iria dar um jeito, daria o leite no copo ou na colher se fosse preciso. E ainda me tranquilizou dizendo que algumas crianças até começavam a aceitar a mamadeira. Isso me confortou bastante! Outra coisa que eu fiquei apaixonada foi que durante a conversa com a Prof. Fatinha os alunos pequeninos entravam na sala dela para chamá-la para brincar ou simplesmente apenas para abraçá-la, acreditam?! Nesse momento eu pensei: achei o lugar para minha filha! Sobre a estrutura eu confesso que poderia ser um pouco melhor, como por exemplo os carrinhos e as cadeirinhas de alimentação que são bem velhos. Mas por outro lado, tem um espaço bom! Tem um espaço para estimular a criança, uma parte separada para o soninho onde são usados colchonetes para estimular a independência e evitar acidentes. Achei o lugar de dar banho pequeno, porém tudo é limpo e esterilizado. Bom, eu sai da escola com o coração aliviado e com a certeza que eu queria que minha filha estudasse ali. Porém, ainda tinha a questão se teria vaga. Por sorte restavam 2 vagas, mas o problema era que eu tinha que esperar meu marido chegar de viagem para ele ir lá conhecer e tomarmos a decisão juntos. Eu, morrendo de medo de perder a vaga pedi humildemente e encarecidamente  que guardasse uma vaga para mim! Expliquei a ela a minha situação e ela com todo carinho disse que iria aguardar a visita com o meu marido (mais um ponto positivo). Visitei a escola com o Marlon e ele me fez a seguinte pergunta: qual das escolas você mais gostou e por quê? Eu sem pestanejar disse logo: Coleguium!  E então ele aceitou e concordou! Ufa, porque eu acho que essa decisão tem que ser tomada em conjunto, pois a responsabilidade é de ambos. Bom, além dos pontos positivos que já mencionei sobre o Coleguium, eu achei importante minha filha estudar numa rede de ensino renomada, aqui em Belo Horizonte e o motivo maior foi que o meu “santo” bateu com o da diretora. Gente, ela é uma mulher iluminada e muito amada pelos alunos. Outro fator que gostei é que essa unidade só tem o ensino infantil, uma escola pequena, assim cria uma relação mais humana. Sei que tem gente querendo saber valores, então vou citar o valor mínimo e o máximo que achei, lembrando que o valor é de meio horário, o mínimo foi de R$ 1045,00 e o máximo R$ 1304,00.

Pessoal, eu escrevi esse post enquanto estava na escolinha no período de adaptação da Celina. E vou escrever outro contando como foi a NOSSA adaptação. Não foi fácil! E vou contar se eu acertei na escolha da escola. Se tiverem alguma dúvida ou curiosidade em relação as escolas, o meu e-mail estará disponível, fiquem à vontade.
Beijos,

Mãe da Princesa Celina

2 comentários sobre “A escolha da primeira escola – por Joyce Souza

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