A história do Raul

Eu tinha ovário policístico e vínhamos tentando engravidar por 1 ano e 6 meses. Fiz uso de indutor de ovulação por duas vezes e cheguei a realizar uma bateria de exames para dar início a um tratamento com um especialista em fertilização, mas, por motivos diversos e entre eles uma mudança de cidade, decidimos que deixaríamos de lado o assunto gravidez. Mas Deus não quis assim.. (risos)… após esta decisão, dois meses se passaram, e lá estava eu, super grávida!! 😊😀

A descoberta da gravidez se deu na nona semana e desde então começamos a fazer o pré-natal. Minha gestação foi super tranquila, Raul se desenvolveu sempre dentro do normal e foi no quarto ultrassom (o morfológico) que o médico nos avisou que ele nasceria com fissura labiopalatina (Ps.: o médico era tão fera que conseguiu ver até a fissura palatina!!!). Nesse momento, eu como mãe: me desesperei, chorei, sofri horrores… e quando este período de aceitação passou, resolvi que seria a melhor mãe e a melhor fonoaudióloga para o meu filho.

No caso do Raul, a etiologia não foi muito esclarecida… Não bebi durante a gestação, não faço uso de drogas e nem fumo, tomava ácido fólico desde quando comecei a pensar em engravidar, a única explicação que pode fazer sentido é que na família do meu marido já teve dois casos de fissura labiopalatina, mesmo que muito distante essa pode ter sido a causa. Ou como o médico mesmo disse “qualquer gestação esta sujeita a isso”. Má formação acontece e pronto, sem mais explicações.

Raul nasceu com 38 semanas, 3200 kg e 49 cm, fissura labiopalatina transforame unilateral esquerda (o que quer dizer que  além do lábio ser aberto do lado esquerdo, o céu da boca dele também era todo aberto do lado esquerdo), super saudável e lindo de viver!!

Com amor,

Ana Maria.

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