Gravidez e Diabetes Tipo 1 – por Deborah Patricio

Oi gente!

Então, pra quem não me conhece eu sou a Deborah, cunhada da Ana Maria. Sou formada em Educação Física, professora de hidroginástica, natação e personal trainer. Sou diabética tipo 1 e insulinodependente desde os 3 anos. Há quatro semanas atrás tive a notícia mais mágica da minha vida, estou GRÁVIDA! Lembrando que a gravidez na diabética deve ser planejada, programada, os exames devem estar dentro da normalidade e a saúde em perfeito estado. E pra ser bem sincera, meus exames não estavam lá grandes coisas não!

Parei de tomar meu anticoncepcional, e esperava engravidar depois de uns quatro meses no mínimo, mas na vida as coisas não são tão programadas assim, um mês depois da interrupção do remédio lá estava eu, gravidíssima! Não tive tempo de me preparar e preparar minha glicose (a verdade mesmo é que eu deveria estar com ela perfeita desde sempre, mas…). Depois da grande emoção da notícia veio o medo, a preocupação, a culpa de não estar com a glicose perfeita. Fui correndo marcar minha ginecologista e logo na primeira consulta ela já me disse: “na sua gravidez eu serei uma mera coadjuvante, sua endocrinologista é a sua médica principal”. E eu cheia de dúvidas sobre o que posso comer, tomar, se posso agachar, continuar a fazer meus exercícios físicos, o medo do Zika e tudo mais, e ela reforçou: “Preocupe-se com sua glicose, é isso que será decisivo para que sua gestação seja  perfeita ou não”. Confesso a vocês que saí mais preocupada ainda do que entrei… rs. Saí do consultório já ligando pra marcar minha endócrino. E adivinham? Consulta só em março. (Dureza!).  Com o pedido em mãos, fiz meu primeiro ultrassom, perfeito!!! Coraçãozinho batendo e tudo dentro  da  normalidade!!! Agora é esperar minha consulta com minha médica principal…rs. Estou tão ansiosa e preocupada que meço minha glicose de 2 em 2 horas, ao final da gestação nem terei mais digital, rs… Mas tudo pelo meu bebê! Furo até a testa se precisar… rs. O medo da glicose ficar alta é imenso, aí acabo aplicando insulina a mais, mas a questão é que a glicose baixa também é perigoso para o bebê, e assim fico nesse ciclo: me alimento, aplico insulina para não aumentar a glicose, a insulina faz a glicose abaixar, aí preciso me alimentar novamente, e por aí vai… Manter a glicose dentro do padrão não é fácil não, mas eu tento!!! E com isso também vou ganhando uns quilinhos extras… Aff!

Meu marido está tendo um papel fundamental nesse processo.  Ele segue comigo minhas dietas, me incentiva a exercitar quando bate aquele desânimo (O exercício para a gestante diabética não é só bom, é essencial e indispensável!) e me acalma quando a angustia me toma e o choro escapa.

Mas é isso aí, a hora de Deus é que é a hora certa! Agora é doar 100% de mim para gerar meu bebê com muita saúde e fé de que tudo dará certo! Acho que só vou ter noção dos riscos reais quando consultar com minha endocrinologista. Em março eu volto para contar a vocês como foi.

Abraços!

Deborah Patricio.

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Toxoplasmose: mitos e verdades – por Joyce Souza

Oi leitoras do blog Fissurada na Maternidade, hoje vou falar um pouco sobre um assunto que deixam muitas mamães preocupadas por não entenderem muito bem o assunto: A TOXOPLASMOSE (conhecida vulgarmente como Doença do Gato).

Primeiramente vou me apresentar né?! Sou a Joyce, mamãe da Celina e Médica Veterinária, prazer!rs

Eu e a Ana durante uma conversa achamos interessante falar sobre o assunto Toxoplasmose para esclarecer muitos mitos que rodeiam o tema.

Tenho certeza que muitas já ouviram de conhecidos e até médicos que a mulher grávida não pode ter gato e nem cachorro. Quando escuto isso eu fico até brava!rs

Vou tentar explicar da forma mais simples para que todas entendam, através de esquema de perguntas.

– O que é a Toxoplasmose?

É uma infecção causada por um protozoário Toxoplasma Gondii, que em mulheres gestantes pode causar aborto e/ou deformidades no feto.

– Como é transmitida?

A toxoplasmose é transmitida através da ingestão de oocistos (forma infectante) que são liberados através das fezes de felinos contaminados; ingestão de taquizoítos (forma infectante presente na musculatura de mamíferos) em carne crua e/ou mal passada ou por falta de higiene ao manipular alimentos.

Olha como o raciocínio é simples….rs

Para o gatinho liberar o oocisto (ovinho do Toxoplasma) nas fezes, ele precisa estar com a doença. Ele se contamina ao comer carne crua, ratos, insetos, etc… Então, se seu gatinho não vai à rua e come carne crua, isso já diminui a possibilidade dele estar contaminado.

O gato pode servir de veiculador por liberar o “ovinho” nas fezes, e temos que tomar cuidado ao manipular a caixinha de areia e lavar as mãos após a limpeza. A possibilidade de contrair a infecção através do gato é somente se o mesmo estiver doente, defecar, nós ao manipular as fezes deles não lavar as mãos e colocar acidentalmente na boca ou manusear alimentos e ingerí-los sem higienizá-los.

Tem gente que fala que não podemos nem pegar no pobre coitado do gato, senão pega a Toxoplasmose. A verdade é que podemos sim pegar e fazer carinho nos bichanos e depois é só lavar as mãos.

Os cães, ai meu Deus, é um absurdo falar q os cães “passam” Toxoplasmose! Já fiquei sabendo de médicos dizendo isso! Genteeeeeeee, para tudo! O cão, assim como outros mamíferos podem contrair a doença, MAS eles não disseminam a mesma. A única forma de você se contaminar é comendo a carne crua do cachorro! Achou engraçado né?? Mas é a verdade, ele não libera a forma infectante nas fezes e não tem como “passar” a doença, pois eles são só portadores do toxoplasma, e a forma infectante fica na sua musculatura. E acredito que ninguém coma carne de cachorro aqui no Brasil e nem “churrasquinho de cachorro”.rs Assim, os cães não apresentam perigo nenhum!!!

– Como posso descobrir se tenho a doença?

Quando a gravidez é planejada, o médico pede 1000 exames antes né? E entre eles está o de Toxoplasmose. Se você não planejou a gravidez ou não realizou os exames, o seu médico irá pedir Toxoplasmose IgM e IgG. Se o seu IgM der reagente, significa que vc está com a doença aguda e é preocupante. Se o IgG der reagente, significa que você já foi exposta a doença e possui anticorpos, isso é bom.

No meu caso nem o IgM e nem o IgG deram reagentes, significa que não tenho a doença e nunca fui exposta. Eu como Veterinária achava que o IgG seria reagente, mas não! Desta forma, tenho que tomar cuidado. Como? Vou resumir como podemos prevenir a Toxoplasmose:

* Lavar as mãos entes de comer, beber e manipular os alimentos

* Não comer carne crua ou mal passada

* Tomar leite pasteurizado

* Usar luvas ao manusear a caixa de areia do gato

* Manter seu animal vacinado e vermifugado

* Não deixar seu animal ir as ruas e se alimentar de carne crua, ratos, insetos, etc.

* Leve seu gatinho ao Médico Vetrinário

Gente, esse assunto é muito extenso e se deixar fico escrevendo horas sobre ele…rsrs Mas espero ter ajudado as gravidinhas de plantão com seus mitos em relação a Toxoplasmose.

Eu tenho 3 cães (Popota, Stella e Montillo) e eles dormem na cama comigo e a família do meu marido tem gatos que convivemos muito e nem por isso deixei de acariciar, abraçar e beijar os bichanos.

Para não ficar mais cansativo, depois vou escrever contando a minha relação com os animais antes e durante a gestação.

Não temos que desfazer de nossos animais por causa da gravidez!!! Eles não tem culpa de nada!! E só nos trazem alegria!

Muito obrigada pela atenção de todas! Se tiverem dúvidas e eu puder ajudar, estou a disposição!

Beijo para todas

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Atividade física e gravidez

Durante toda a vida não cansamos de ouvir a importância de se fazer um exercício físico bem elaborado e acompanhado, mas qual mamãe nunca se perguntou se durante a gestação isso poderia afetar negativamente seu bebê?

Pois bem! Tentaremos esclarecer algumas dúvidas aqui!

O ideal seria se todas as mulheres já começassem a se exercitar antes de engravidar, pois a mudança de rotina muito brusca não faz bem ao bebê, mas como nem tudo na vida é programado, ao confirmar a gravidez a mulher pode alterar um pouco sua rotina e incluir exercícios de baixo impacto e baixa intensidade.

Por exemplo, se a mulher já malha, ou faz alguma atividade “mais pesada” o melhor seria continuar com essa atividade se adequando à nova situação em que o corpo se encontra. Se a nova mamãe não se exercita, o ideal seria procurar uma atividade em que ela se adapte e se sinta bem durante e após o exercício, que não seja muito intenso e/ou ofereça algum risco para a saúde do bebê. Algumas pessoas acham que exercício como hidroginástica, caminhada e alongamento são atividades totalmente recomendadas e liberadas, mas não é bem assim! O que está em jogo é a boa orientação dada pelo profissional de educação física que a acompanha e a própria noção corporal em fazer os exercícios, respeitando sua individualidade e seus limites, pois o exercício é como o remédio, sua quantidade que ditará se será benéfico ou não.

Em minhas aulas de hidroginástica já acompanhei várias gestantes, o feedback que recebo  é que as aulas ajudam na diminuição da ansiedade e dos inchaços que aparecem durante a gravidez. Então, meninas, não se preocupem… exercício faz bem!!! Mas nunca, eu disse NUNCA se esqueça de seguir as orientações de seu obstetra e procurar um bom profissional de Educação Física, transmitir a ele seu histórico médico e se divertir na atividade escolhida!

Deborah Patrício

Profissional de Educação Física

A história do Raul

Eu tinha ovário policístico e vínhamos tentando engravidar por 1 ano e 6 meses. Fiz uso de indutor de ovulação por duas vezes e cheguei a realizar uma bateria de exames para dar início a um tratamento com um especialista em fertilização, mas, por motivos diversos e entre eles uma mudança de cidade, decidimos que deixaríamos de lado o assunto gravidez. Mas Deus não quis assim.. (risos)… após esta decisão, dois meses se passaram, e lá estava eu, super grávida!! 😊😀

A descoberta da gravidez se deu na nona semana e desde então começamos a fazer o pré-natal. Minha gestação foi super tranquila, Raul se desenvolveu sempre dentro do normal e foi no quarto ultrassom (o morfológico) que o médico nos avisou que ele nasceria com fissura labiopalatina (Ps.: o médico era tão fera que conseguiu ver até a fissura palatina!!!). Nesse momento, eu como mãe: me desesperei, chorei, sofri horrores… e quando este período de aceitação passou, resolvi que seria a melhor mãe e a melhor fonoaudióloga para o meu filho.

No caso do Raul, a etiologia não foi muito esclarecida… Não bebi durante a gestação, não faço uso de drogas e nem fumo, tomava ácido fólico desde quando comecei a pensar em engravidar, a única explicação que pode fazer sentido é que na família do meu marido já teve dois casos de fissura labiopalatina, mesmo que muito distante essa pode ter sido a causa. Ou como o médico mesmo disse “qualquer gestação esta sujeita a isso”. Má formação acontece e pronto, sem mais explicações.

Raul nasceu com 38 semanas, 3200 kg e 49 cm, fissura labiopalatina transforame unilateral esquerda (o que quer dizer que  além do lábio ser aberto do lado esquerdo, o céu da boca dele também era todo aberto do lado esquerdo), super saudável e lindo de viver!!

Com amor,

Ana Maria.

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