Prêmio Dardos

Bom dia!

O nosso blog foi indicado ao Prêmio Dardos pelo blog Cara de Cotia que conheci a pouco tempo mas que já não saio de lá. Vale a pena vocês conferirem! Aborda a maternidade de uma forma bem gostosa!

Pois então, o que é o Prêmio Dardos?!

O Prémio Dardos é uma espécie de selo virtual criado em 2008 pelo escritor espanhol Alberto Zambade, autor do blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” El Sentido de las Palabras. O autor selecionou e indicou o selo a quinze blogs que ele considerou que mereciam o prêmio e esses por sua vez, indicaram outros 15 e assim sucessivamente. Isso fez com  que fosse criado uma imensa corrente na internet.

Mas pra quê tudo isso?!

O objetivo do Prémio Dardos é reconhecer o esforço dos autores dos Blogs de cada dia, onde procuram transmitir princípios culturais, éticos, literários, pessoais etc, usando muita criatividade expondo seus pensamentos nos textos.

Para indicar e receber o prêmio temos algumas regras que são:
1.
Indicar os blogs que preencham os requisitos acima para receber o prêmio;
2. Exibir a imagem do selo;
3. Mencionar o blog de que recebeu a indicação e pôr o link dele;
4. Notificar os blogs escolhidos.

Então vamos a minha indicação:

Cara de Cotia

Ideianutri

Sobre Adoção

Diário da Inclusão Social

 Pitacos e Achados

Viver sem pressa

Casuísmo

Fabulônica

Mãe com escolha

Mommy´s Belly

Sobre Sofia

Radhazen Pai e Filhos

Vira Páginas

Arrumei as malas e parti

Devaneios da Lua

Gostaria de agradecer a todos os leitores do nosso blog que fazem com que os meus textos alcancem, auxiliem e inspirem o maior número de pessoas  e ao meu Raulzito, pois sem ele o blog não teria nenhum sentido, eu não teria descoberto a minha melhor parte, a de ser mãe! Amo você filhote!

Com muito amor e muita gratidão,

Ana Maria.

Dicas FnM – Zoológico de BH/MG

Bom dia!

Hoje falaremos de um lugar que Raul, o vovô Serginho e eu amamos… risos… O zoológico de BH! Vovô Serginho é biólogo e trabalhou por algum tempo no zoo quando ainda estava na faculdade e desde que me lembro da minha infância ele levava minha irmã e eu  de bicicleta para passearmos por lá. Então, Mari (minha irmã) e eu desde que os nossos pequenos nasceram seguimos com esse costume de irmos lá passear. Raul e Samuca adoram! Raul pede sempre para ver o elefante e a girafa. (Na última vez que ele foi voltou com a notícia de que a girafa havia morrido…)

Quem não conhece o zoo daqui de BH é a terceira maior área verde pública da capital, com 1.8 milhão de metros quadrados onde temos além dos bichos, aquário com peixes da Bacia do Rio São Francisco, Jardim Botânico e Jardim Japonês. O zoo se localiza na avenida Otacílio Negrão de Lima, 8000, Pampulha e  funciona de terça a domingo das 08:30 às 16:00 horas. Se você for pela parte da manhã pode acompanhar os cuidadores alimentando os bichinhos. É muito fofo! Vale a pena conferir.

Quero deixar aqui nesse post uma observação para os papais e cuidadores de crianças que vão ou pretendem ir a esse passeio, cuidem de suas crianças! Estabeleçam e ensinem os limites. Existem regras que devem ser respeitadas, para a preservação dos animais e da criança. Os animais estão em grande desvantagem por estarem presos e fora do seu habitat natural, logo merecem respeito. Nada de jogar comida, lixo, gritar em frente os bichos, tentar escalar as grades de proteção… enfim, o que eu já vi e já presenciei é de ficar envergonhado com a situação. Nós adultos somos exemplos para a criança e nós devemos ensinar o certo e o errado. Respeito é bom e todos gostam, até os animais. Podem apostar!

Com amor,

Ana Maria.

A preparação do Raul para a chegada da irmã

Bom dia!

Quem ainda não sabe e não está por dentro do assunto… Rodrigo, Raulzito e eu vamos adotar uma menina. Desde que começamos com o processo, aliás antes mesmo de começarmos, já vínhamos conversando com Raul a respeito de irmãos. Nunca o escondemos nada e sempre falamos muito diretamente com ele, como se estivéssemos conversando entre adultos, explicando e o envolvendo com o assunto.

Para que ele possa entender o que realmente é uma adoção, inserimos esse tema de forma lúdica mostrando em forma de filmes, contando histórias e criando situações para que ele possa entender o que realmente significa. Em breve postarei uma lista de filmes e livros que estamos utilizando aqui com o Raulzito e que pode servir para a inserção do tema para os pequenos. Acredito ser de suma importância não só para pais adotantes, mas para qualquer criança, para que ela entenda que isso existe e que faz parte do processo de construção da família. Acredito também que a inserção dos pequenos no tema adoção na infância possa melhorar o preconceito que ainda assombra a população. Eu também utilizei um facilitador que foi a adoção de animais e acho que esse exemplo foi bem bacana e palpável para que ele compreendesse o assunto. Pelo que conversamos com o Raul e vemos nas ações e na fala dele, ele entendeu  o que é e até participa das conversas, dando sua opinião… risos. Ele é uma criança que dá pitaco em tudo! Às vezes quando estamos, Rodrigo e eu, conversando ele vem lá de dentro do quarto falando alguma coisa sobre o que estamos conversando. Deu palpite até na idade da irmã usando a seguinte frase “Mamãe bebê não! Quero ela para brincar comigo!” Como já estamos acostumados com ele e seus palpites… risos… olhamos para ele e falamos, “Tudo bem filho, também preferimos que ela venha maior”. A cada passo do processo nós sentamos e conversamos. No dia da visita da assistente social aqui em casa, quando a campainha tocou ele me perguntou “Mãe é a moça que vai trazer minha irmã?” Além desse cuidado de o inserirmos em tudo, procuramos sempre estar estimulando ele a imaginar situações quando a irmã estiver entre a gente, como quando estamos passeando de carro falamos “Raul onde a sua irmã vai sentar quando tiver passeando com a gente de carro?” ou quando falamos em assistir algum desenho animado ele escolhe o que ele quer e eu logo em seguida pergunto qual desenho ele acha que a irmã vai gostar de assistir etc. Conversamos também com a família e amigos para sempre que puderem colocar o assunto adoção e irmã nas conversas com o Raul, assim acredito estar sendo uma contribuição de grande valia para a preparação dele. Este fim de semana passado, ele nos surpreendeu quando estava brincando com uma moto elétrica que ele tem. Ele estava dando voltas aqui pela sala de casa quando parou a moto perto de mim e falou “Mamãe quando a minha irmãzinha chegar eu vou andar de moto junto com ela. Ela vai sentar aqui na ´minha trás` e eu vou dar muitas voltas com ela.”

Penso estarmos fazendo um bom trabalho. Muitas pessoas me questionam se eu não tenho receio dele ter ciúmes quando ela chegar. Claro que tenho! Mas pelo que vejo isso é comum. Assim como acontece com irmãos biológicos. A minha maior preocupação era ele não entender o que era adoção e esse assunto já está bem resolvido por aqui. Agora é esperar e ver a reação dos dois quando se verem e essa é a nossa maior ansiedade. Vai ser um dia muito almejado por nós três. Estamos confiante que tomamos a decisão certa e que a nossa família só tem a ganhar com a chegada dessa nova integrante que esta sendo muito esperada e que receberá todo o nosso amor!

Com muito amor,

Ana Maria.

Artes Marciais para crianças

Bom dia!

Desde que Raul completou 2 anos e 3 meses percebemos que ele já estava com uma necessidade de interação maior com outras crianças além de desenvolver algumas virtudes como a disciplina e o respeito. Como ainda achava cedo demais para colocá-lo em uma escola e ainda não tinha decidido nem qual método ele iniciaria sua vida escolar, optamos por uma atividade que ele tivesse que ir pelo menos duas vezes por semana, que tivesse convivência com outras crianças e que abordasse algumas dessas virtudes que buscamos para ele.  Também tivemos o cuidado de observar o que ele mais gostava e tinha interesse, porque a atividade para a criança tem que ser prazerosa. Ele ama luta, desenhos com Samurais e super-heróis, logo, pensamos em alguma arte marcial.

Fui em busca de escolas que aceitassem crianças pequenas com menos de 2 anos e meio e não foi uma tarefa fácil, a maioria das escolas aceitam crianças maiores de 4 anos. Consegui uma escola no bairro Ouro Preto em BH que se chama Full House. Foi lá que matriculamos Raulzito desde fevereiro desse ano e não pretendemos tirá-lo, a não ser por vontade dele. O professor tem um carinho tremendo com as crianças e uma percepção fantástica do que cada um dos seus alunos precisa. As aulas são super lúdicas e as crianças são super estimuladas. As aulas acontecem duas vezes por semana com duração de 40 a 50 minutos, dependendo do rendimento da turminha. Os benefícios que nós, pais do Raul buscamos com as artes marciais são: melhoria e desenvolvimento da coordenação motora, raciocínio, interação, respeito ao próximo, disciplina e autocontrole. Eu percebo que as aulas são muito mais que isso, ao meu olhar de terapeuta vejo o professor trabalhando também outras habilidades como lateralidade, coordenação motora grossa e fina, equilíbrio, cores, linguagem, audição, raciocínio, lógica, perseverança, concentração…  Se você sentar para assistir as aulas sai com uma folha de habilidades que foram trabalhadas.

As aulas do Raul ainda não são definidas em modalidades como Karatê, Taekwondo, Judô… A modalidade dele chama Introdução as Artes Marciais. O professor, mais pra frente, vai indicar com a ajuda do aluno em qual modalidade ele se encaixará melhor, ou seja, juntos decidirão se vai praticar  Judô, Taekwondo, Karatê etc. A torcida do pai é para que ele goste do karatê, já a minha é que viva nesse universo dos Samurais. Sou fã mesmo da filosofia e do estilo de vida que fazem parte desse universo. O meu desejo é que o Raul se torne um homem do bem, com respeito ao próximo, com autocontrole e disciplinado.

Com amor,

Ana Maria.

 

Dicas FnM – Passeio em BH/MG

Bom dia!

Mais uma dica FnM de passeio para vocês fazerem com os pequenos aqui em BH, o Museu de Ciências Naturais da PUC-Minas que fica no bairro Coração Eucarístico (Avenida Dom José Gaspar, 290). O museu conta com uma coleção de paleontologia onde podemos destacar fósseis de mamíferos, carapaças de tatu e réplicas de grandes dinossauros. Possui três andares e uma equipe de profissionais que vão orientando as visitas detalhadamente. Além dessa variedade, para os pequenos existem outras diversões. Eles podem explorar a réplica de uma caverna, acompanhar uma escavação e participar de atividades lúdicas especiais desenvolvidas para a criançada como pinturas e desenhos com o tema.

Raul foi quando estava prestes a completar 2 anos e amou, principalmente a parte dos dinossauros que era sua paixão na época. Vale a pena ir! Tenho certeza de que será um sucesso o passeio! Em época de férias o museu costuma fazer uma programação especial para a criançada com várias atividades legais que incentivam a curiosidade, o conhecimento, a atenção e a interação dos pequenos.

Com amor,

Ana Maria.

Processo de adoção – Entrevista com a Assistente Social

Bom dia!

Passamos por mais um passo do nosso processo da adoção da irmã do Raul. Sim, será uma menina! Nós já escolhemos o nosso perfil e estamos aguardando a nossa princesa. Raul já está esperando por ela. Estamos inserindo sempre o assunto da chegada de uma irmã aqui em casa, em todos os aspectos. Logo escrevo um post só contando como está sendo esse processo de preparação do Raul para a chegada da irmã. (Já adianto que irei buscar ajuda da nossa psicóloga Marcelle Camargo para que escreva algo sobre o assunto por aqui também… Viu, Má?! HELP! risos)

Decidimos por menina por querermos um casal de filhos. Quero ter a experiência de criar e educar um menino e uma menina. Durante a gestação do Raul eu pedia muito a Deus que me enviasse um menino, porque meu sonho era ser mãe de um. Minha família por parte de mãe só tem meninas. Precisava de um mundo um pouco mais azul. risos… E veio meu pequeno príncipe. E agora como temos o “poder” da escolha, optamos por uma menina. Penso que deve ser muito bom ter as duas experiências e por isso a escolha. A faixa etária está entre 0 e 3 anos, mas na última visita optamos por mudá-la.

Sobre a entrevista que foi agendada em uma sexta-feira as 13:30, na Vara da Infância daqui de BH, só tenho para falar que é muito tranquila quando se tem a certeza do que você está fazendo. Essa etapa é um divisor de águas no processo, pois quem ainda tem alguma dúvida acaba desistindo de tantos “e se?” que aparacem em todos os passos. Pois bem, a assistente social foi muito fofa! Quando se trata de um casal que pretende adotar a entrevista acontece da seguinte forma, a assistente social conversa com cada um separadamente e depois com os dois juntos, focando mais no perfil da criança. Questões como por exemplo: como foi sua infância, como foi sua adolescência, como conheceu seu marido, sua renda, seu horário de trabalho e sobre o seu trabalho são abordadas. Além das questões explicativas sobre o processo em si e as que te fazem refletir sobre o seu perfil de adoção. Achamos bem legal, apesar de um pouco cansativo, ficamos 2 horas divididas entre essas três etapas que já mencionei. Mas penso ser de grande valia tanto para a vara da infância que pode conhecer melhor os pretendentes quanto para nós, pois algumas questões levantadas pela assistente social nos faz refletir e até mesmo repensar alguns aspectos. Uma questão que foi bem questionada nessa entrevista foi o desejo de adotar, já que somos um casal jovem e que pode ter filhos biológicos. Segundo a assistente social, somos um casal atípico. risos… Essa indagação não vem só dela, muitas pessoas já nos perguntaram e tenho certeza de que irão perguntar muito ainda. Mas… o que está no coração não cabe explicação. Bem, no final da entrevista nos foi entregue um questionário para preenchermos e entregarmos na nossa próxima visita que será com a psicóloga de lá. Esse questionário é para a nossa inserção no Cadastro Nacional de Adoção.

A outra entrevista deverá acontecer no mês que vem, pois a psicóloga que está com o nosso processo está de férias. Ahhh só mais uma observação… antes de entender do processo eu pensava como a maioria das pessoas que estão por fora de como funciona mesmo uma adoção, que é um processo bem burocrático. Hoje já penso bem diferente. Sou mãe e penso nas crianças que estão lá nos abrigos e que já passaram por cada coisa que nós nem imaginamos… é óbvio que tem que ser bem criteriosa mesmo a investigação dos novos pais, pois nem mesmo com tantas entrevistas as crianças estão livres de pessoas maldosas. Quando você está no processo você escuta cada barbaridade que parece filme de terror. Elas merecem ser felizes e merecem pais de verdade, não é mesmo?!

Com amor,

Ana Maria.

Processo de adoção – A visita técnica

Bom dia!

Após o curso da adoção a ansiedade correu solta dentro do meu coração, afinal está cada vez mais perto do(a) nosso(a) segundinho(a) chegar. O prazo que nos deram para a visita acontecer foram de dois meses, mas com duas semanas e dois dias ela aconteceu.

Na segunda feira retrasada recebi uma ligação às 08:00 horas da manhã, da vara da infância, agendando a visita técnica para o dia seguinte. Nessa noite eu quase nem dormi direito só pensando no dia seguinte… Ah como mãe sofre, né!? risos… Chegado a terça-feira de manhã, o horário marcado era às 08:30h e o Rodrigo estava em casa até umas 08:40, mas não pôde esperar porque justamente nesse dia ele tinha uma reunião de trabalho. Ficamos então Raul e eu a espera da técnica que chegou logo que Rodrigo tinha saído de casa. Questão de minutos… Eu a recebi sozinha, porque o Sr. Raul estava no seu horário de assistir vídeos no tablet e nada de querer dar a graça de sua presença. Só apareceu na porta do quarto e logo voltou pra terminar de assistir seus desenhos animados. Voltando a visita… a conversa foi bem tranquila, a técnica nem andou pela nossa casa. Já foi entrando e falando: “Que legal, vocês fizeram um loft!”. Meu coração nessa hora aliviou. Pensei: “Ufa! Ela gostou da nossa casa!” Ela até fez cafuné nos meus dois filhos caninos e foi logo sentando a mesa e me perguntando sobre o nosso perfil, se tinha mudado alguma coisa e me pedindo para ligar para duas pessoas. Me deu liberdade para que eu ligasse para qualquer pessoa que eu quisesse para ela conversar sobre a nossa família e sobre como era o nosso relacionamento como casal. Após o telefonema, me perguntou onde colocaríamos a outra criança para dormir, sobre minha profissão e pronto. Nos despedimos e ela me disse que iria terminar o nosso relatório e nos encaminhar para o próximo passo.

A ansiedade acabou assim que a moça passou por aqui. Ela transmitia muita paz e serenidade. Me deixou bem mais tranquila e confiante no nosso processo. Até o nosso próximo passo, pessoal.

Com amor,

Ana Maria.

Livro – Os 10 hábitos da memorização

Bom dia!

Sei que a queixa de falta ou falha de memória depois que virei mãe não é só minha. Não sei ao certo o que aconteceu com minha memória de elefante que eu tinha antes da gravidez, mas parece que ela passou toda pro Raul pelo cordão umbilical… Com mais alguém aí aconteceu isso!? Eu comecei a esquecer das coisas… onde guardei as chaves, se escovei ou não os dentes,  de pagar contas, do número do telefone da própria casa, de passar repelente no pequeno (sendo que eu tinha acabado de passar e ele logo me lembra: “Mamãe você já passou!”),  de sair de casa sem as chaves e ficar presa do lado de fora, de colocar gasolina no carro e quase ficar na mão, enfim… cadê você memória?! risos.

Pois bem! Não seja por isso, arrumei a solução! Meu marido comprou esse livro, mas quem ganhou mais com ele fui eu. Quero indicá-lo para você que passa por esse “problema” não muito agradável, principalmente se você trabalha fora e precisa ter muito mais atenção no seu trabalho e sua memória não está te ajudando em nada. O livro é Os 10 hábitos da memorização do autor Renato Alves. Nele o autor dá dicas de memorização que vai te forçar a ter a melhor memória que você já teve em toda a sua vida. É um livro bem fininho, com 104 páginas mas com um conteúdo de muita utilidade e de muita praticidade. Há técnicas para nunca mais esquecer as chaves, o guarda-chuva, a carteira ou o casaco, para se lembrar de datas, de nomes de pessoas e de senhas. Ele dá dicas de como uma simples mudança de aliança de dedo ou o relógio de braço, um bilhete amarrado em algum objeto podem te ajudar na memória. Gente é incrível! Vale a leitura!

Boa leitura!

Com amor,

Ana Maria.

 

Quando me descobri mãe

Bom, nesse dia das mães quero compartilhar com vocês a minha nova forma de pensar que amadureceu em mim a partir dessa nova etapa da minha vida que esta sendo o processo de adoção. Eu sempre achei e ainda acho o processo da gestação algo mágico, assim como o nascimento e os primeiros anos de vida de nossos pequenos. Entretanto estou aprendendo e crescendo muito com esse novo universo da maternidade. Isso porque estou redescobrindo na prática que ela é algo muito mais abrangente do que gerar um filho.

Assim como nosso Raul que a cada dia requer da gente (meu marido e eu) mais atenção, carinho, amor incondicional, paciência e muita dedicação, também o nosso novo filho que irá chegar por meio da adoção necessitará. Da mesma forma que tivemos que passar noites em claro ou despender inúmeros dias para fazê-lo largar a fralda, também teremos muitas adversidades com nosso próximo filho. Dessa forma, tenho pensado muito que a maternidade é construída, lapidada e renovada a cada nova etapa da vida de nossas crianças. Não se pode dar o crédito de mãe somente àquelas que geraram simplesmente pelo fato de que a maternidade é um recomeço constante, o que significa que independe de como foi o começo.  Da mesma forma que tenho que acolher o Raul quando algo simples como derramar o leite com cereais no chão acontece, posso ver minha MÃE precisando de conselhos e às vezes do “colo” da minha vó. Ou seja, ser MÃE é um “trabalho” vitalício… risos…  Na verdade não importa quando ou como essa jornada começou e sim como você irá conduzir e, no futuro colher os frutos… no caso os netos… risos…  Todas nós sabemos que a MÃE é quem dá amor, vê de perto a evolução do seu filho. É a que chora a cada vacina dada, a cada ida ao médico, que sofre a cada tombo que o filho leva, que levanta de madrugada somente para saber se o filho está bem. Ser MÃE é sentir o seu coração bater em outro serzinho, tão indefeso e tão genioso. Ser MÃE não é fácil! É um trabalho árduo. Ter que educar um ser que está querendo aprender tudo e viver tudo o que lhe proporcionam, não é nada fácil. Transmitir seus valores, suas crenças que você nem se quer sabia que tinha, mas que floresceu assim que se descobriu MÃE. É ensinar o “certo” e o “errado”, mesmo que seu coração corte por dentro. Ser mãe é dizer NÃO ou deixar sua melhor parte de castigo, quando necessite. É Quando você vê seu filho disputando um brinquedo, muitas vezes quebrado e ter que ensiná-lo que dividir é o melhor sempre. É ensinar que não se deve brincar com comida. É dizer que morder não pode. É amar como você nunca imaginou um dia que poderia amar alguém. É um amor incondicional. E esse amor aumenta a cada dia. Não estou simplesmente querendo bater na mesma tecla “mãe é quem cuida”, mas sim compartilhar com vocês o que sempre escutei, mas nunca tinha realmente sentido com o coração.

Ser mãe é minha melhor parte. O Raul é minha melhor parte. Sou muito grata a ele por me escolher para ser sua MÃE. Sou muito grata por ser a MÃE que me tornei e que me torno a cada dia. Longe de ser perfeita. Erro muito. Quase sempre. Mas tento ser melhor a cada manhã que levanto.

Filho, a mamãe te ama muito! Um dia, esses textos serão lidos por você e é por isso que escrevo. Para você! Sem você, eu não me descobriria mãe, não descobriria essa minha melhor parte.

Com amor,

Mamãe Ana Maria.

Livro – Mulheres visíveis, mães invisíveis

Olá, pessoal!

A dica de leitura do dia vai para o livro da Laura Gutman: Mulheres visíveis, mães invisíveis. Um livro cheio de textos sobre assuntos que assombram nossas cabeças desde que conhecemos o maravilhoso mundo da maternidade.

A autora argentina, Laura Gutman, é terapeuta e vai estar aqui em Belo Horizonte no próximo mês em um seminário de mães, o qual participei ano passado (Seminário de Mães), mas que infelizmente este ano não poderei estar presente. Laura publicou diversos livros sobre maternidade e é colaboradora de algumas revistas na Argentina e na Espanha. Pois bem, vamos ao livro. O livro é um ótimo e honesto referencial à maternidade real. Trata assuntos da maternidade bem polêmicos como a amamentação, puerpério, doenças, palmadas, separação de pais, culpa, medos, criação, papel dos pais na criação dos filhos etc… tudo com muita naturalidade, esclarecendo e orientando de uma forma bem suave cada assunto por ela abordado. Um livro de simples leitura, você o lê em uma sentada de tão suave e gostoso de ler. Ela aborda TUDO com muita simplicidade e amor! Ao terminar de ler esse livro eu garanto um momento de reflexão de sua maternidade, como está indo com esse papel tão importante que fazemos por nossos filhos.

O livro possui 6 capítulos divididos em assuntos como Maternagem, Vazio emocional, Criação, Ser mulher, Casal e Reflexões. Nesses capítulos a autora utiliza a psicologia para proporcionar às mães o verdadeiro significado da maternidade buscando a aproximação das mães com seus pequenos, sem traumas e sem culpa. Foi um verdadeiro achado esse livro, aliás uma indicação ótima de uma leitora aqui do blog logo que comecei a escrever sobre maternidade.

Boa leitura!

Com amor,

Ana Maria.