Dicas pré parto

Quando descobri a fissura do Raul, comecei a pesquisar tudo o que poderia acontecer com ele após o nascimento. Passei dias pesquisando em livros, artigos, na internet, ligando para minhas amigas fonoaudiólogas e para ex-professoras da faculdade, e descobri o seguinte… bebês com fissura não tem nada de anormal!!! O pós operatório e os cuidados após o nascimento são os mesmos que são feitos com qualquer outro bebê.

A primeira dica que dou é: fique calma que tudo dará certo!!! Por mais cliché que pareça, isso é verdade… (risos)… Siga seu instinto maternal e o seu coração. Você aprenderá a cuidar do seu filho da melhor forma possível. Ninguém melhor do que você, mamãe, para cuidar do seu filho!!!

A segunda dica é: para aumentar ainda mais sua tranquilidade, ligue para o hospital/maternidade, no qual pretende ter o bebê, e avise das condições. Procure saber quais são os procedimentos realizados no pós parto e se os profissionais responsáveis têm conhecimento na área.

Essa minha segunda dica é muito válida, pois com o Raul tive alguns probleminhas com a equipe do hospital, principalmente os da UTI Neonatal (Sim, o Raulzito ficou por seis dias na UTI neonatal). A equipe não estava preparada para recebê-lo e nem tinham experiência com bebês fissurados. =/

Tudo dará certo!!! Pensem positivo!!! E mantenham a calma, sempre…

Com amor,

Ana Maria.

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A história do Raul

Eu tinha ovário policístico e vínhamos tentando engravidar por 1 ano e 6 meses. Fiz uso de indutor de ovulação por duas vezes e cheguei a realizar uma bateria de exames para dar início a um tratamento com um especialista em fertilização, mas, por motivos diversos e entre eles uma mudança de cidade, decidimos que deixaríamos de lado o assunto gravidez. Mas Deus não quis assim.. (risos)… após esta decisão, dois meses se passaram, e lá estava eu, super grávida!! 😊😀

A descoberta da gravidez se deu na nona semana e desde então começamos a fazer o pré-natal. Minha gestação foi super tranquila, Raul se desenvolveu sempre dentro do normal e foi no quarto ultrassom (o morfológico) que o médico nos avisou que ele nasceria com fissura labiopalatina (Ps.: o médico era tão fera que conseguiu ver até a fissura palatina!!!). Nesse momento, eu como mãe: me desesperei, chorei, sofri horrores… e quando este período de aceitação passou, resolvi que seria a melhor mãe e a melhor fonoaudióloga para o meu filho.

No caso do Raul, a etiologia não foi muito esclarecida… Não bebi durante a gestação, não faço uso de drogas e nem fumo, tomava ácido fólico desde quando comecei a pensar em engravidar, a única explicação que pode fazer sentido é que na família do meu marido já teve dois casos de fissura labiopalatina, mesmo que muito distante essa pode ter sido a causa. Ou como o médico mesmo disse “qualquer gestação esta sujeita a isso”. Má formação acontece e pronto, sem mais explicações.

Raul nasceu com 38 semanas, 3200 kg e 49 cm, fissura labiopalatina transforame unilateral esquerda (o que quer dizer que  além do lábio ser aberto do lado esquerdo, o céu da boca dele também era todo aberto do lado esquerdo), super saudável e lindo de viver!!

Com amor,

Ana Maria.

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