A escolha da primeira escola – A minha decisão

Bom dia!

A hora do Raul ir para escola chegou. Não partiu de mim, porque confesso que se fosse por mim o educava em casa. O homeschooling me encanta! Mas não me sinto preparada para o exercer ainda… Como disse, não partiu de mim! Partiu do próprio Raul que insisti em pedir para ir a escola, além de se colocar em várias situações em quando estiver na escola em frases do tipo “Mamãe, quando eu for para a escola eu vou aprender isso e aquilo.”, “Quando eu tiver indo para escola eu posso ter uma mochila do Capitão América.” ou “Quando eu for para a escola eu vou ter muitos amigos para correr.”

Lembram dos textos sobre escolas!? Então… tomamos a nossa decisão em qual seria a que melhor nos encaixaríamos, pelo menos a princípio. Decidimos por metodologia, interesses pessoais e proximidade. Já conversamos também sobre as metodologias e vocês sabem o quanto amo o método montessoriano e o waldorf, mas infelizmente algumas escolas que são adeptas a esses métodos aqui em Belo Horizonte são bem distantes do bairro onde moro e com uma mensalidade fora dos nossos padrões e fora dos padrões dos métodos também. Eu sinceramente não concordo com os valores que as escolas estão cobrando para uma metodologia que visa a simplicidade. Além disso, também passar por cima da vontade do meu filho e da sua personalidade, foge dos meus princípios… Um exemplo: Raul ama super heróis, acho que ele não seria feliz em uma escola que visa a não midialização… Desta forma, a nossa conduta foi escolher uma escola que seria construtivista uma abordagem mais intermediária entre o tradicional e as outras que utilizamos aqui em casa, onde tivessem pessoas de todos os tipos e raças, ou seja, que Raul encontrasse com pessoas de vários níveis sociais e de todos os tipos físicos, que fosse inclusiva, que tivesse uma mensalidade que cabia em nosso orçamento, que tivesse professores formados e que Raul se sentisse bem e gostasse do ambiente. Desta forma visitamos algumas aqui perto de casa e perto da casa da minha sogra que é em um bairro ao lado do nosso, decidimos em três e fomos conhecê-las. Porém uma delas nos chamou muito a atenção e por ser minha última opção, se tornou a primeira após a visita, a UMEI. Essa irei fazer um post exclusivo explicando que é uma UMEI e por que me apaixonei. Senti “segurança” no lugar por ser do governo, onde precisa de concurso para entrar e que os profissionais são treinados para exercer tal função. Estou longe dos problemas encontrados em escolas? Lógico que não! Mas queria muito mesmo que os professores soubessem o que exatamente estivessem fazendo e o seu papel na vida de uma criança. Em uma conversa com a diretora da escola observamos que realmente existe um padrão de qualidade que eles têm que seguir e que o governo sempre promove cursos de qualificações para os profissionais. Isso me deu uma certa segurança na decisão tomada. Se estou enganada quanto ao padrão, eu só saberei depois… mas enquanto estávamos nessa conversa as crianças me pareciam bem felizes na escola e o ambiente era bem agradável. Além disso temos ótimas referências das UMEIs que estão pela redondeza que moramos, em relação a profissionais e dos pais das crianças. Acreditamos estarmos fazendo o melhor pro Raul, nessa fase da sua vida que é tão importante para o seu desenvolvimento pessoal. Gostaria de deixar bem claro que essa é minha opinião como mãe e fonoaudióloga, visando os métodos que eu gosto e os valores que eu busco passar pro meu filho.

Acabamos de fazer o cadastro do Raul para o sorteio que acontecerá nesse fim de ano para o início no ano que vem. Infelizmente nem todas as crianças podem estudar em UMEIs, pois existem poucas unidades e um número de crianças bem maior que as vagas existentes. Então eles optaram por sorteios onde as crianças concorrem as vagas. Estou torcendo para que consigamos essa vaga pro nosso pequeno.

Com amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: atividades sensoriais

Bom dia!

Hoje darei dicas de como estimular os pequeninos para que eles desenvolvam as sensações táteis, cinestésicas, visuais, auditivas e olfativas. Mas antes vou explicar porquê devemos estimular estas sensações e no que elas são importantes.

Os nossos cinco sentidos do corpo humano são: a visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato e é por meio dos cinco sentidos que nós podemos ver, ouvir, falar, sentir e experimentar o que nos é apresentado ao nosso redor em uma conexão complexa e perfeita de todo o nosso corpo. Por meio desses sentidos é que nós trazemos os ensinamentos fundamentais para o conhecimento e aprendizagem dos pequenos, visando que eles conheçam o próprio corpo, estimulando assim  o desenvolvimento integral.  Os estímulos, nos primeiros anos do desenvolvimento infantil, são decisivos e fundamentais para a formação da personalidade de uma criança. O nosso cérebro é dividido em dois hemisférios: o esquerdo, que está voltado à área da lógica, do raciocínio, do cognitivo e da fala, e o direito, que atende a área do lúdico, da imaginação, da criatividade e das sensações e emoções. Nós costumamos usar somente o lado esquerdo, por isso é muito importante que ajudemos os nossos pequenos a utilizar os dois lados sempre. O cérebro infantil já traz os neurônios de toda vida, lembram quando falei que a criança parece uma esponjinha!? Pois é… o cérebro está sempre pronto para se desenvolver e ser preenchido com estímulos. Os sentidos bem estimulados na infância auxiliam na qualidade de vida adulta, pois fortalece e desenvolve as outras fases do crescimento, proporcionando uma vida adulta com qualidade, equilíbrio e produtiva.

Vamos então às atividades simples e de grande utilidade para a estimulação sensoriais dos nossos pequenos.

  1. Com uma caixa reciclada, fazemos furos e amarramos pedaços de fitas de várias cores e larguras. É um passatempo riquíssimo para os bebês. 84280332db6911780c4d69495ae10757
  2. Em uma vasilha ou um tabuleiro, coloque milho, areia, feijão, arroz ou o que você tiver em casa e espalhe brinquedos para a criança possa sentir a textura dos objetos.5d132e6950bd00a1baf150043d38c1ad
  3. Com um papelão, você pode fazer um enorme tapete de estímulo sensoriais. Pegue e cole coisas de diferentes texturas onde a criança pode receber vários estímulos ao mesmo tempo. Olha que ideia genial! E você pode montar o seu da maneira que quiser, utilizando coisas que você já tem em casa. Eu adoro esse tipo de tapete!93e2bb682c03cada20342c9351d04754

Esses Potes da Calma Ou Calming Jar eu já ensinei aqui no blog como fazer (Pote da Calma). É um estimulador fantástico e muito completo! Nessa ideia que achei no Pinterest, a pessoa fez as os potes que remetessem às estações do ano. Eu achei muito legal porque além das sensações podemos trabalhar as estações de forma lúdica. Não ficou lindo?!aebc837ee8bc8acc89f1053b6c871dcf

Com amor,

Fga Ana Maria Poças

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Ps: As imagens do texto foram tiradas do Pinterest.

Assertividade e empatia, duas habilidades para ensinar aos pequenos.

Bom dia!

Esse ano está sendo um ano de descobertas para mim. Descobertas pessoais… descobri a meditação e seus benefícios, descobri a ter autocontrole e a me auto-descobrir, descobri o significado de ter empatia e assertividade e é sobre essas duas habilidade que quero descrever hoje. O porquê de falar delas aqui no blog?! Você vai descobrir o grandioso poder que essas duas palavras têm na vida de uma pessoa. E porque venho as inserindo na vida do meu pequeno Raulzito.

O que é empatia? Empatia é uma habilidade  de se colocar no lugar do outro. É sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, saber ouvir os outros, compreender os seus problemas e emoções. Já a assertividade é a competência emocional que determina que um indivíduo consegue tomar uma posição clara, objetiva, transparente e honesta, ou seja, é autoconfiante o suficiente para não ter dificuldades em expressar a sua opinião. Essas duas habilidades são de suma importância para que sejam estimuladas na infância. As crianças que sabem suas necessidades são mais propensas a terem uma melhor autoestima, a terem confiança nelas mesmas, a se comunicarem melhor, expressarem seus sentimentos e emoções, consequentemente conseguem ter um controle melhor do que é certo e errado, resistem melhor à pressão dos coleguinhas e lidam melhor com os bullyings, pois sabem que podem pedir ajuda quando precisam e podem dizer não quando não querem dizer que sim.

Para ser assertivo e ter empatia é necessário a prática diariamente, além de ter modelos a serem inspirados em casa. Como tudo na vida, nós aprendemos com exemplos. O melhor lugar para praticar essas habilidades é dentro da nossa casa, com a nossa família, para que elas sejam estendidas para o mundo a fora. Dê exemplos, defenda os seus pontos de vista sem ser ser agressivo, os pequenos também têm vontade própria, dê autonomia a eles, para que eles exponham suas opiniões e seus sentimentos. Devemos ensinar que escutar e respeitar as opiniões alheias não significa que tenha que estar de acordo com seus pontos de vista, mas que é sempre muito gratificante quando somos escutados, não é?! Uma coisa que sempre fazemos aqui em casa e que vejo que dá muito resultado são as nossas conversas familiares, sempre estimulamos o Raul a participar, mesmo que o tema não seja muito entendido por ele. Nós escutamos o que ele tem para falar e damos importância para o que ele falou. Quando as crianças sabem dar sua opinião serão mais propensas a falar e a se sentir cômodas para falar por elas mesmas. E elas precisam saber que suas opiniões são valorizadas e que têm direito a dizer o que pensam. Além disso, sempre nos colocamos um no lugar do outro e descrevemos para o Raul, para que ele possa fazer esse exercício também de se colocar no lugar do outro. Um ótimo exercício também, que sempre usamos para demonstrar a empatia, é quando estamos em lugares que tem mais crianças e elas começam a brigar por causa de brinquedos. Quando o Raul está envolvido nós perguntamos como ele sentiria se alguém tirasse à força o brinquedo que ele estava brincando… Isso faz com que a criança pense e se coloque no lugar do coleguinha, pode até não resolver na hora mas pode ter certeza de que ela vai pensar sim no ocorrido.

Mais uma vez escrevo para vocês que nós somos exemplos na vida dos nossos pequenos. Sejamos como queremos que eles sejam. Faça dessa frase o seu mantra diário: Devemos nos educar para educar. Essa frase tem me ajudado muito, a ser uma pessoa melhor e a educar meu filho para ser uma pessoa que vai fazer diferença nesse mundo.

Para um mundo com mais amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: atividades de atenção e concentração

Bom dia!

Quem convive com os pequenos sabem que nem sempre é uma tarefa fácil conseguir que eles fiquem atentos a uma atividade ou que simplesmente prestem atenção no que você está falando, não é mesmo?!  Muitas das vezes damos ordens e nada deles obedecerem. Parece até que têm a audição e a atenção seletiva, só escutam o que querem. Parar por um instante só acontece quando algo os despertem mesmo o desejo de estarem ali, naquele momento.

Mas por quê são assim? Simplesmente pelo fato do cérebro deles estar a 1000 por hora. É como se eles fossem uma esponjinha jogada dentro de uma bacia de água e que quer sugar toda a água… Porém, precisamos da atenção e da concentração para promover o desenvolvimento dos nossos pequenos e os ajudarem a canalizar esse aprendizado da melhor forma possível. A atenção deve ser estimulada porque tem um papel fundamental para que o aprendizado ocorra e também porque é a base do desenvolvimento das outras capacidades psíquicas como a memória, o raciocínio e a imaginação. Uma das características da atenção é a concentração. A concentração da atenção implica em voltar sua atividade mental para um determinado espaço ou atividade.

Vamos ver como podemos ajudar os nossos pequenos a desenvolver essas habilidades tão importantes para o aprendizado?! Selecionei algumas brincadeiras usando muito pouco e que são fantásticas para estimular a atenção e a concentração. Olha só:

  1. Que tal um jogo de memória fugindo do tradicional. Este você faz com pratinhos de festa e canetinha coloridas. Só fazer pares utilizando a mesma cor da canetinha e o contorno das próprias mãos da criança.9da7fbf8ca7e473e502e19c1cf0ca5ca
  2. Aqui você vai precisar de um papel com quadradinhos coloridos desenhados de cores diferentes e círculos de papéis que têm as mesmas cores dos quadrados. Depois é só solicitar à criança que coloque os círculos na cor correspondente. 458152da211a2b713e97e992c33799a6
  3. Reciclando uma caixa de ovos e utilizando pecinhas de lego, você deverá fazer cartilhas que tenham o número e o formato exato da caixinha de ovos, e fazer cada quadradinho de uma cor diferente. desta forma a criança deverá reproduzir a sequência de cores na caixinha utilizando as peças de lego.20aadaf32068743748b01c80ade7083e
  4. Com um pedaço de papelão, você deverá desenhar uma sequência de formas geométricas e fazer utilizando outro pedaço as mesmas formas geométricas da sua sequência e recortá-las. Assim, é só solicitar a criança que as coloque em cima da forma correspondente.

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O legal é construir os brinquedos junto com os pequenos, pois, fazer com que eles participem de toda execução e planejamento da brincadeira estimula mais um monte de habilidades. Além disso, eles se sentem muito importantes e satisfeitos por ajudarem. Cada atividade dessas, além da concentração e da atenção, estimula também mais algumas habilidades como a coordenação motora, a linguagem, o raciocínio, o pensamento, a percepção tátil sinestésica, a percepção espacial, o conhecimento das cores, a lateralização, o conhecimento das formas geométricas etc. Brincar é sempre bom! É brincando que a gente aprende.

Com amor,

Fga Ana Maria Poças

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PS.: As imagens do texto foram tiradas do Pinterest.

Da série mamãe fonoaudióloga: O por que dos porquês?!

Bom dia!

Por que o cachorro come ração? Por que está de noite? Por que não existe mais dinossauro? Por que o Batman não voa? Por que isso mamãe? Mas por que, papai? Chegamos na fase dos porquês do Raul… Confesso que muitas das vezes minha criatividade já não permite mais atender às suas perguntas e as respostas acabam resultando em mais perguntas sem respostas. Lembro-me que na faculdade tive algumas aulas sobre as fases de Jean Piaget, para quem não conhece foi um psicólogo e educador suíço, que descreve as fases que as crianças vivenciam. Mas somente agora as venho entendendo e vivenciando, na prática, cada uma delas.

Jean Piaget nomeia essa fase dos porquês como período pré operatório e é justamente nessa idade entre três e quatro anos que ela costuma aparecer. O período pré operatório é também chamado de estágio da Inteligência Simbólica, pois, é a fase em que as crianças conquistam a capacidade de criar imagens mentais sem que elas estejam presentes. Elas conseguem observar e sentir muito mais estímulos do que conseguem entender, por isso os porquês. Perguntam o porquê devido a essa incansável busca pelo conhecimento e entendimento. A criança quer entender, perceber, conhecer a si mesma e aos outros, perceber o comportamento, perceber as regras, os modos de agir, o mundo que a cerca … E nós, pais, somos os escolhidos para responder aos seus porquês por sermos os seres que elas têm mais confiança. Muitas das vezes é chato a situação que elas nos colocam, com a insistência de uma resposta, principalmente porque alguma das perguntas não têm respostas, já que fazem parte do mundo imaginário da criança. A paciência tem que ser mesmo muito grande. Mas gostaria de deixar claro que eles não fazem por mal, é que eles se encontram em um processo permanente de desenvolvimento pessoal que deve e merece ser respeitado se não quisermos que elas se sintam desestimuladas e parem com a vontade de descobrir o mundo que as cerca. Além dessa fase ser muito importante para o aprendizado em geral dos pequenos. As respostas dessas perguntas devem ser claras e objetivas, sem muitas firulas. Devem seguir o raciocínio e a idade da criança, em uma linguagem adequada à idade dela, com um vocabulário de fácil compreensão. Isso vai facilitar as dúvidas que elas têm e clarear a cabecinha que está a mil por hora nessa fase.

Então é isso, pessoal! Paciência… muita paciência! E vamos contribuir para a formação dos nossos pequenos da melhor forma possível, incentivando-os a se tornarem pessoas melhores a cada dia e contribuindo para a sua formação pessoal.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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Da serie mamãe fonoaudióloga: atividades de sopro

Bom dia!

Este será o primeiro texto de dicas da série mamãe fonoaudióloga de atividades para crianças que nasceram com fissura labiopalatina. Hoje falaremos sobre os benefícios dos exercícios de sopro e por que devemos estimular as crianças a soprarem. Ah… não serve exclusivamente para as que nasceram com fissura, todas as crianças podem e devem fazer para estimular.

As crianças que nasceram com fissura labiopalatina têm uma dificuldade em conseguir soprar, ou seja, conduzir o ar somente para a cavidade oral. Se a criança não for operada ainda, o motivo delas não conseguirem conduzir o ar somente na boca se deve ao simples fato do palato (Céu da boca) estar em comunicação com a cavidade nasal (narinas). Porém, se já forem operadas pode ser que o palato ainda precise de uma forcinha para se movimentar ou a criança ainda precise de tomar consciência de quando e como o ar deve passar pela boca ou pelo nariz. O sopro é um dos exercícios que mais trabalha todos estes aspectos, seja o da musculatura velofaríngeo e da percepção e sensação tátil sinestésica.

Vamos às dicas de atividades que promovem o nosso objetivo geral de hoje?!

  1. Utilizando um canudinho e uma bolinha de isopor (ou outra bolinha leve que você tenha em casa) você pode pedir a criança que sopre a bolinha até o alvo final. No caso dessa foto abaixo o alvo foi um copo plástico pregado na beirada da mesa com um durex e o canudinho foi substituído por um cone de papelão. Esse é um modo com dificuldade de sopro mais avançado, depois que a criança já esteja conseguindo soprar com canudinho é legal ir dificultando. Outra opção dessa atividade é fazer caminhos a serem seguidos pela bolinha, ou seja, a criança vai guiando a bolinha com o sopro percorrendo por todo o trajeto.6a8e620c23464fff4f047852dfc9dbf6
  2. Faça barquinhos de papéis pequenos e encha uma bacia de água. Peça a criança que movimente os barquinhos com o sopro. Para aumentar a dificuldade você pode trocar os barquinhos de papel por barquinhos de rolhas de vinho ou de espuma.barquinhos5-j.iadosnegros
  3. Mais uma atividade com canudinho, mas desta vez precisa de tintas. A criança já precisa saber soprar nesta atividade para não acontecer dela sugar ao invés de soprar a tinta. Utilizando uma folha em branco, peça que a criança molhe o canudinho na tinta (que você deverá ter diluído um pouquinho em água) e depois sopre na folha. Ou também pode-se colocar na folha um pouco de tinta e pedir que a criança espalhe a tinta com o sopro. As duas maneiras são bem legais! A criatividade nessa atividade é muito trabalhada e as crianças adoram ver os seus quadros sendo formados!straw-painting-instagram1
  4. Bolinhas de sabão. Você pode utilizar os fazedores de bolhas prontos que encontramos em muitas lojas de brinquedos ou fazer com um pedaço de aranhe, um canudinho mais grosso ou com uma garrafa pet cortada e fazer bolhas gigantes. A criançada adora! Raul ama fazer bolhas!mouse2
  5. Utilize instrumentos musicais como flautas e gaitas para estimular não somente o sopro como também a musicalização da criança. Olha esse instrumento de sopro feito com canudinhos, que máximo!8a0683cc95d3344c8ca8695ff8ecd7cf

Com amor,

Fga Ana Maria Poças

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Ps.: As imagens do texto foram tiradas do Pinterest.

Da série mamãe fonoaudióloga: Gagueira Infantil, como lidar?!

Bom dia, pessoal!

Hoje o tema que abordaremos será a Gagueira. Como agir e o que fazer quando estamos diante de crianças que estão gaguejando.

É muito comum que durante o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem algumas crianças passem por episódios de gagueira. A gagueira é uma disfluência caracterizada por rupturas involuntárias do fluxo da fala. Essa disfluência ocorre com mais frequência entre um ano e meio e cinco anos de idade e normalmente é sinal de que a criança está aprendendo a usar a linguagem de maneira nova. Assim como aparece, ela também desaparece como veio; do nada. Mas se persistir é necessário uma avaliação fonoaudiológica. Caso a criança tenha algum antecedente familiar de gagueira, outros atrasos na fala, características psicológicas predisponentes como timidez e ansiedade excessivas, essa disfluência pode evoluir para um quadro crônico que chamamos de gagueira do desenvolvimento, por isso a importância de procurar um profissional adequado. Para a gagueira existe tratamento e quanto antes o iniciar, melhor será o prognóstico. Procure um fonoaudiólogo se tiver alguma dúvida sobre a fluência da fala de seu filho.

Agora iremos aprender como lidar com os episódios de gagueira, o que é de suma importância para a evolução do quadro. Seguem algumas dicas do que NÃO devemos fazer para que a disfluência não seja potencializada e que não sejam causadas frustrações nos pequenos falantes:

* NUNCA peça para a criança parar de gaguejar

* NUNCA peça para ela pensar antes de falar

* NUNCA peça para ela respirar e ter calma

* NUNCA peça para ela começar a frase de novo

* NUNCA sugira que ela evite as palavras difíceis

* NUNCA responda pela criança ou complete suas frases

* NUNCA tente adivinhar o que ela quer dizer

Agir com calma e serenidade é o que devemos fazer, mesmo que o momento de gagueira cause aflição em quem escuta. Deixe que a criança diga o que quer e do jeito que quiser. O importante é sempre mostrar que você está disposto a entender o que ela quer dizer e se mostrar interessado na comunicação. Seja o exemplo de fala da criança, fale com ela sem pressa e com pausas frequentes, quando ela terminar de falar, espere alguns segundos antes de você começar a falar. Reduzir o número de perguntas, fazer comentários ao invés de perguntas sobre o que estão conversando, mostrando que você está prestando atenção, também ajuda muito. As expressões faciais e a linguagem corporal são riquíssimos demonstradores do seu interesse no diálogo, então abuse deles. Este momento de troca, de empatia, auxilia no aumento da autoconfiança da criança pequena, pois ela vai saber que quem está conversando com ela aprecia a sua companhia e a aceita como ela é. Além de esse momento ser bem sugestivo para que a criança expresse seus sentimentos e experiências, pois ela sente-se segura. Papais e mamães, façam com que isso se torne rotina na vida de vocês e acolham essas crianças que estão passando por essa disfluência. Seu papel é fundamental na evolução de seu filho!

O restante da família também deve aprender a escutar e esperar sua vez de falar, assim como as outras dicas aqui escritas. Cabe aos pais ensinarem a eles como devem agir. Para as crianças, principalmente para as que gaguejam, é mais fácil falar quando há poucas interrupções e quando contam com a atenção do ouvinte. E por fim, o mais importante, faça seu filho saber que você o aceita como ele é. O que realmente importa para ele é o apoio dos pais além de se sentir amado.

Com amor,

Ana Maria Poças

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Bibliografia:

Andrade, Claudia Regina Furquim de. Gagueira Infantil: risco, diagnóstico e programas terapêuticos. Barueri, SP: Pró-Fono, 2006.

Testes auditivos – Imitanciometria

Bom dia!

Mais um exame para a série de testes auditivos e hoje falaremos sobre a Imitanciometria.

Esse teste inclui três etapas: a timpanometria, a compliância e a medida dos reflexos acústicos. O objetivo deles é avaliar as condições da orelha média, detectando se há ou não indícios de secreção, avaliar se há disfunção da tuba auditiva e avaliar também a mobilidade do tímpano e do sistema tímpano-ossicular, que é formado pelos menores ossos que nós temos no corpo humano, o martelo, a bigorna e o estribo.

É um teste objetivo, indolor e muito rápido de fazer. Para a realização é utilizado um equipamento chamado Impedanciômetro. É colocado uma pequena sonda na orelha do paciente que pretende ser testada e essa sonda contém um sistema que injeta e remove pressão dentro da orelha , com isso o impedanciômetro irá verificar o grau de deslocamento do sistema tímpano-ossicular em resposta à variação dessa pressão.

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Impedanciômetro mais moderno e portátil
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Impedanciômetro mais antigo onde além da sonda, também se coloca um fone na orelha contrária a testada

A Imitanciometria é  muito usada para identificar otites serosas crônicas e também para identificar os tipos de perda auditiva, se é condutiva (quando o problema é na orelha externa ou média, ou seja, há algum problema que está impedindo que o som seja conduzido até a cóclea)  ou neurossensorial (quando o problema é na orelha interna, na cóclea ou no nervo auditivo).

Em fissurados é muito comum ter o resultado desse exame como Curva tipo B, que significa presença de líquido na orelha ou Curva Tipo C, sugerindo disfunção da tuba auditiva. Isso se dá pelo fato da tuba auditiva de fissurados estar inserida em local errado, onde o aparelho não consegue fazer a pressão dentro da orelha por falta de vedação.

Em um novo post explicarei melhor os tipos de perdas auditivas, ok!?

Com amor,

Ana Maria.

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Obs.: Quando eu uso o termo fissurados, me refiro antes das cirurgias. ☺

Da série mamãe fonoaudióloga: Estimulação da linguagem

Ainda na barriga já conversamos com nossos bebês, damos carinho, colocamos a barriga para escutar músicas… é ou não é assim!? Quando nasce, começamos a conversar, cantar para dormir ou até mesmo conversar como se fossemos um bebê também (mas, isso só vale se for falando as palavras corretamente… Viu!?).

Os bebês por sua vez, respondem aos nossos estímulos através de um sorriso ou de um choro e estes sempre têm diferenças na entonação. Um choro para avisar a fome, um para avisar que está molhado, outro para mostrar que está estimulado demais e outro para avisar que o sono já vem. E assim os dias vão passando e logo logo estamos em sintonia e nos comunicando perfeitamente. Estou certa?! Antes mesmo dos nossos bebês nascerem já estamos nos comunicando com eles.

A linguagem é adquirida com o nosso dia a dia. E para nos comunicarmos não precisamos somente da boca e seus músculos, envolvemos também outros músculos do nosso corpo e principalmente o cérebro. Os diversos estímulos (táteis, visuais, auditivos ou olfativos) que sujeitamos nossas crianças, atuam de forma decisiva no desenvolvimento da linguagem. Ou seja, a forma como conversamos com elas, o cheiro ou a textura de uma flor ou o sabor de uma fruta, fazem parte da aquisição da linguagem das crianças. Em outras palavras, a comunicação não esta limitada somente a fala, ela envolve todo o meio em que a criança esta inserida.

E como podemos ajudar nesse processo de aquisição de linguagem!? Simples, conversando muito, mais muito mesmo com seu filho. Desde bem pequeno, converse frente a frente com a criança; fale mesmo que você ache que ela ainda não entenda e pareça que você está em um monólogo (risos), conte o que está fazendo e o que está acontecendo em sua volta; narre o que vocês estão fazendo como: “é hora de trocar a fralda”, “vou levantar as suas pernas para colocar uma fralda limpa”, “e agora, está se sentindo melhor?!”,  ou “tá na hora do banho”, “agora vou lavar os seus braços”; chame-a pelo nome, dê nome aos objetos que estão por perto de vocês; incentive-a a imitar os sons dos animais, dos meios de transporte, da porta ao fechar, da panela de pressão, do telefone, etc; ensine a mandar beijos, dar tchau, fazer sinal de jóia, balançar a cabeça fazendo que sim ou que não; dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos; repita as palavras que ela falar errado do jeito certo de falar, mas faça isso de forma suave, não demonstrando que está errado o jeito dela pronunciar; brinque mais brinque muito com seu filho, a criança aprende brincando e seguindo exemplos, por isso seja o exemplo dela.

Com amor,

Ana  Maria Poças

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