Muito carinho e um cromossomo a mais – Por Marcelle Camargo

Oi gente. Tudo bem com vocês?

Hoje vim falar de um assunto cercado de muito preconceito: a Síndrome de Down. Como a própria palavra já diz, há um pré-conceito formado sem conhecimento, porque faltam informações à população. É sempre interessante lembrar que a Síndrome de Down não é uma doença, não se adquire, é apenas uma condição genética diferente da maioria das pessoas. Normalmente, os humanos apresentam em suas células 46 cromossomos, que vem em 23 pares. Crianças com Síndrome de Down têm 47 cromossomos, pois, em vez de ter duas, têm três cópias do cromossomo 21. O que esta cópia extra de cromossomo provocará no organismo varia de acordo com a genética familiar da criança, além de fatores ambientais e outras probabilidades. Não é só um cromossomo a mais. Também é mais carinho, mais alegria, mais verdade e mais amor. A única coisa que precisa ser menos é o preconceito. A sociedade precisa entender que diferença não é sinônimo de incapacidade. No livro Síndrome de Down – “Uma introdução para pais e cuidadores”, os autores comprovaram que 80% das crianças com Síndrome de Down conseguem ser integradas com facilidade em pré-escolas e a deficiência não afeta, em grande parte, o desenvolvimento. Eles podem levar uma vida comum e normal se, desde pequenos, receberem os cuidados corretos. Um bom ambiente familiar é crucial para garantir o desenvolvimento e convívio social da criança. Pais dedicados e informados precisam intervir desde cedo nas etapas da aprendizagem, práticas vocacionais e, junto com os professores e profissionais da saúde, podem produzir resultados surpreendentes. Na verdade, os cuidados que deve se ter com uma criança com a síndrome, são os mesmos que se tem com uma criança sem a síndrome. É o mesmo processo de dar carinho, amor, estimular a independência, incentivar o aprendizado, de forma natural e espontânea, respeitando suas limitações individuais. Superproteção e excesso de cuidados, na maioria dos casos, são os inimigos do crescimento emocional, social e intelectual da criança, isso faz com que os pais e a sociedade infantilizem o indivíduo, impedindo que ele vivencie diferentes etapas da vida, desde a infância, passando pela descoberta da sexualidade, até o completo amadurecimento. O momento ideal para se colocar uma criança com Síndrome de Down na escola é o mesmo de qualquer criança: quando ela começa a falar. Ela vai aprender desde o básico, como, avisar que está com fome ou que precisa ir ao banheiro e elaborar formas mais complexas de comunicação, emitindo opiniões e criando novos relacionamentos. Apaixone-se por seu filho. Toque-o, beije-o e abrace-o com muito carinho. Comunique-se e veja como ele expressa muitas coisas mesmo antes de falar. Não há terapia melhor do que o amor!

Um abraço,

Marcelle Camargo.

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Raul fez dois anos!!! 😄

Há dois anos meu mundo mudou. Há dois anos sei o que é o verdadeiro amor, o amor incondicional. Há dois anos tento ser uma pessoa melhor, tento enxergar o mundo de uma outra forma, tento ser uma boa mãe, uma boa pessoa…

Raul veio para melhorar minha vida, que já era muito boa! Mas deu mais sentido em todos os aspectos, até mesmo na minha profissão, a qual não tinha entendido o porque da escolha do curso. Como pode um ser tão pequeno em tão pouco tempo nos ensinar tanto?! Me pergunto isso as vezes.

Uma simples cheiradinha de manhã ou um olhar de rabo de olho e já somos capazes de nos entendermos… Vencemos muitas batalhas juntos, o parto, as noites sem dormir, as  pré-cirurgias, as cirurgias, as pós cirurgias, os sons falados certos, o sopro na flauta, o sugar o canudinho… Mas saímos orgulhosos de cada etapa vencida! Hoje ele está liberado do tratamento médico,os retornos serão anuais, apenas para controle e talvez não precise mais de cirurgias. Somente para correção estética quando adolescente, se precisar e ele quiser. Foram os dois anos mais intensos da minha vida, isto eu posso afirmar.

Sei que as batalhas aindam só começaram. Daqui a pouco vem a escolinha, o pré-vestibular, as namoradas, as baladas, as viagens sozinho com os amigos… Estou me preparando psicologicamente para cada uma delas, mas enquanto isso vamos nos entendendo e passando por cada fase com o gostinho de dever cumprido e com a cumplicidade que temos um com o outro.

Filho, você foi a razão que encontrei para me tornar uma pessoa melhor! Devo isso a você. Por você sempre darei o meu melhor! Te amo a cada dia mais! É tanto amor que não cabe em mim!

Feliz dois anos de vida! E feliz dois anos de uma nova Ana, pra mim! Ah e também feliz dois anos do Fissurada na Maternidade, porque você foi o motivo dele existir! 

Com muito amor,

Ana Maria.

Ps.:  Já já posto os detalhes dos dois picnics que Raul teve de niver. 😍☺

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Coaching para pais e mães

O meu bom dia de hoje vai com uma dica de leitura muito gostosa de fazer e que irá te fazer refletir muito. Falarei hoje sobre o livro “Coaching para pais e mães” da autora italiana (mas que mora aqui no Brasil há bastante tempo) Bibiana Teodori, lançado pela editora Matrix.

A contra capa do livro vem com um conteúdo que me instigou a comprá-lo dizendo assim: “…Seja bem-sucedido na educação dos seus filhos. O que conta para eles são sua atitudes; assim, é necessário que você defina, antes de qualquer coisa, os seus objetivos – quais os valores que você deseja transmitir a seus filhos…” E é bem assim mesmo que, no decorrer do livro, a autora vai te ajudando a traçar seus objetivos e a listar e ordenar seus valores em forma de prioridade e importância. Além de te ajudar a entender bem melhor seu filho! O livro traz um questionário que nos auxilia a enquadrar nossos filhos em: Criança Auditiva, Visual ou Cinestésica. Fazendo com que os entendamos e tenhamos uma comunicação bem mais eficaz com eles.

Estou utilizando com o Raul algumas dicas e já coloquei os meus valores e os ordenei de acordo com importância de cada um deles para que eu possa passá-los pro Raul. Lendo o livro você acaba fazendo uma releitura da sua própria vida e das suas atitudes, e isso acaba te fazendo repensar muitas coisas e a trilhar novos objetivos de vida. Eu particularmente achei o máximo e recomendo a leitura! Se alguém se interessar e depois de ler quiser contar aqui o que achou pra gente, fique à vontade.

Com amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: Mastigar é preciso!

A mastigação é uma das funções do nosso corpo. Ela é muito importante para o desenvolvimento craniofacial e para o fortalecimento da musculatura orofacial. É a fase inicial do processo digestivo e para que ela ocorra harmoniosamente é necessário uma coordenação de vários músculos e nervos do nosso corpo. A sua função é reduzir o tamanho dos alimentos para serem mais facilmente digeridos.

O processo de mastigação inicia por volta dos 5/6 meses de vida, que pode coincidir com o nascimento dos primeiros dentinhos. E cabe a nós pais e cuidadores oferecermos a maior variedade de textura de alimentos para os nossos bebês. Desta forma promoveremos à criança uma maior estimulação para o processo de desenvolvimento dessa habilidade de mastigação. Mesmo os bebês tendo somente os dentes da frente, ou mesmo ainda banguelinhos, já exercitam o ato de mastigar, mantendo contato entre as gengivas e com isso já vão treinando para depois comerem um belo prato de arroz com feijão.

Enganam-se os pais, que pensando estarem ajudando no desenvolvimento do processo de mastigação e da deglutição, facilitam a consistência dos alimentos passando-os pela peneira ou batendo-os no liquidificador. Mastigar é preciso e quanto antes iniciar melhor para o desenvolvimento dos nossos pequenos.

Mas quando iniciar com a mastigação?! Bem, a introdução de alimentos que não seja o leite deve ser iniciada entre os 5/6 meses justamente na época que começa a maturação neurológica para que essa nova etapa seja estimulada. Antes converse com seu pediatra a respeito, por exemplo, o Raul iniciou esta etapa aos três meses, devido à cirurgia que o esperava. Vamos às dicas para estimularem a mastigação dos pequenos:

*Evite bater no liquidificador ou passar os alimentos na peneira; *Amasse com um garfo os alimentos, para que a criança possa se acostumar com as texturas;

*Prefira as colheres de silicone, elas além de oferecem mais segurança caso o bebê venha a mordê-las, não esquentam como as de metal;

* Ofereça alimentos de texturas variadas, assim estimulamos também as sensações;

*Ofereça as frutas e os legumes picados (Veja o post do BLW, quem sabe vocês não animam a fazer!?)

*Estimule seu filho a comer todos os tipos de alimento.

Com amor,

Ana Maria Poças

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Ps.: Achei este artigo científico muito legal que tem como título: Início do processo de mastigação, O que pensam as mães e cuidadores. Segue o link para quem quiser dar uma lida.

Clique para acessar o 527af65c25b31b13215d87c19731e89e.pdf

Pirraça, como lidar? – por Marcelle Camargo

Oi gente, tudo bem?

Vim falar sobre a fase da pirraça, tão comum nas crianças entre um e três anos. É nessa fase que elas testam seu limite, sua paciência, sua capacidade de ser (ou não) zen. Você, como todo mortal, tem vontade de bater, colocar de castigo, fingir que não conhece, atirar pela janela, despachar pelos correios, mas, o bom senso te traz à realidade e você respira, inspira, respira, inspira e repete o processo só para garantir. Tem que ter muito jogo de cintura, não é mesmo? É um momento desgastante, porque nem a própria criança sabe os verdadeiros motivos daquele comportamento e usam a pirraça à vontade para alcançar seus objetivos. As mamães sentem-se impotentes com aqueles gritos estridentes, aqueles choros escandalosos, aquele drama a lá novela mexicana e, não encontram muitas saídas, a não ser, esperar a crise passar. Porém, algumas atitudes devem ser tomadas, para que aqueles leõezinhos sejam domados. É importante que os pais sejam firmes, não cedam à choradeira, não confundam amor com limite. Seu filho só te respeitará se você souber impor limites. Deixem bem claro, desde sempre, quem manda dentro de casa. Reforcem o discurso “papai e mamãe só vão deixar Joãozinho fazer isso porque se comportou muito bem na casa da vovó”. Quando a criança começar a atirar objetos, se jogar no chão, puxar toalhas, só para chamar a atenção, deixe claro que não aprova aquele comportamento e saia de perto dela (desde que não esteja em risco). Se perguntar o que a criança quer, vai incentivá-la a agir sempre dessa forma quando quiser algo. A criança vai perceber que aquela pirraça não resolve os problemas dela e vai acabar cansando. Porque fazer pirraça cansa né, gente? Muita energia gasta, muito grito, muito choro, muitos puxões no cabelo. Outra coisa importantíssima é o pai e a mãe manterem o mesmo discurso na frente da criança. Se um desautoriza o outro, compromete a educação do filho. É da natureza humana, recorrer à pessoa mais permissiva para conseguir as coisas e a criança vai perceber logo quem é o “bonzinho” e quem é o “malvado” da relação. Depois que o furdunço terminar, é a hora de dar água, limpar as lágrimas, pegar no colo e, se for preciso, enfiar debaixo do chuveiro para tirar o suor + as lágrimas + cabelo na cara + meleca escorrendo ou só para ajudar a acalmar mesmo. Uma amiga me contou que quando sua filha começava a fazer pirraça, ela já avisava que não adiantaria e ia para outro cômodo da casa, para deixar a atriz mirim sozinha. Só, que quando ela mudava de cômodo, em menos de um minuto, aparecia um corpinho se jogando no chão e ficavam nessa, uma fugindo e a outra a perseguindo para mostrar seu show. Uma hora a filha cansava e elas se entendiam. E é aí que está o segredo, não se deve entrar na onda da criança. Se os pais perdem o controle da situação, a criança de duas uma: ou vai assumir o controle da forma mais barulhenta possível, perdendo o respeito, ou, ficará tão perdida quanto os pais. A boa notícia é que como toda fase, isso passa.

Força na peruca, gente.

Um abraço,

Marcelle Camargo

Fissurado na Paternidade – por Rodrigo Patricio.

Bom dia.

O dia em que descobri que seria pai foi um dia muito especial mas que começou de uma forma no mínimo engraçada. Além de ser acordado com a frase: “Rodrigo, estou grávida” havia um teste de gravidez quase tapando minha visão.

De qualquer maneira foi uma notícia que me deixou completamente feliz. A Ana e eu já havíamos desistido de tentar engravidar. Isso porque nossas tentativas não haviam dado certo e, como estávamos começando a vida em outra cidade e iniciando em novos empregos, decidimos focar no trabalho e tentar novamente no futuro. Na verdade, como as nossas chances de engravidar eram pequenas chegamos até em pensar em adotar uma criança. Porém com a descoberta da gravidez ficamos muito entusiasmados.

Normalmente a ficha do homem só cai realmente quando a criança nasce. Aquela história de “olha ele mexendo aqui!” ou “Nossa, ele chutou a sua mão! Você Sentiu?” é muito superficial para nós.

“É claro que eu senti!” (era a vontade que eu tinha de responder) rs… mas é muito pouco comparado ao que a mãe pode sentir. É por isso que a nossa cara nesse momento geralmente decepciona a mãe…rs… ela sente um chute enquanto a gente sente um pequeno tremor, quase imperceptível.

Entretanto, quando soubemos da notícia que o Raul teria lábio leporino e fissura palatina eu me senti um pouco mais perto dele. Foi um pequeno empurrão para a ficha cair. Eu precisava realmente cuidar dele, indiretamente é claro. Por mais que eu também estivesse desconfortável com aquela situação e por também estar triste por ver a Ana triste, eu precisava criar o melhor ambiente para ela, o que traria para ambos uma gestação mais tranquila. Obviamente qualquer mãe sentiria medo ao receber a notícia de que seu filho tem alguma peculiaridade, mas pelo fato de ser Fonoaudióloga e saber todas as possíveis complicações que poderiam ocorrer, era compreensível que ela se sentisse muito mais angustiada. É daí que vem aquela frase “O doce sabor da ignorância”.

Por essas e outras eu poderia classificar a minha paternidade como “movimentada”…rs..

No meio do caminho tivemos mudança de cidade, pintura de apartamento, mudanças de emprego, complicações desnecessárias no hospital em que o Raul nasceu e tudo isso sem contar que nossas duas cachorras tiveram filhotes no dia do nascimento dele.

Mas eu posso dizer que ser pai ou, para ser mais abrangente, ser responsável pela criação e formação de alguém é uma experiência capaz de nos fazer ver a vida de uma forma diferente. E eu não digo apenas por ser algo novo em nossas vidas, mas também por ser uma oportunidade de termos na prática uma amostra de como foi nossa atuação na vida dos nossos pais. É algo realmente inspirador e não pode ser explicado, é preciso ser vivido.

Não dá para explicar, por exemplo, a sensação de escolher o nome do seu filho, passar  9 meses com uma mulher sem TPM,  ver a mãe do seu filho cada vez mais bonita (e mesmo que você elogie ela ainda vai se achar gorda), descobrir o sexo do bebê, tocar os clássicos para que o menino já se acostume com música boa (se for preciso até colocar o fone na barriga da mãe…rs…),  ver a felicidade dos tios e avós, escolher os padrinhos, ver a cara de felicidade da mãe quando vê o filho pela primeira vez, contar os dias para o fim do resguardo, dar mamadeira, passar noites em claro sem nem se importar,  ver ele dar os primeiros passos no dia dos pais, ouvir ele falando “papai” (no meu caso babai)…rs…são algumas das situações que fazem a nossa vida se encher de alegria.

E é por isso que ser pai é algo único, nos torna homens melhores e nos faz perceber o quanto nossos pais se dedicaram para nos criar.

Desejo a todos os pais e filhos um feliz dia dos pais!

Rodrigo Patricio.

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Dia dos Pais

O primeiro amor das meninas ou o primeiro herói dos meninos…

O ser pai é uma figura que tem papel fundamental na educação dos filhos. Exemplo de força,  sabedoria, autoridade e segurança. Ter um pai presente traz identidade para os filhos e é importantíssimo para a construção do caráter de um ser. Ser pai é amar, ensinar, amar, educar, amar, aconselhar, amar, proteger, amar, amar e amar… seus filhos!

Aos pais leitores do blog eu desejo a vocês muito amor e que vocês sejam exemplos para seus filhos!

Ao meu pai, ao pai do Raul e ao pai do pai do Raul, eu desejo que vocês continuem sendo exemplos para mim e para o meu Raulzito!

Feliz dia dos pais!

Com amor,

Ana Maria Poças.

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O desenvolvimento da linguagem da criança, o que esperar?!

Bom dia, pessoal!

Quando nos tornamos pais de primeira viagem começam a surgir inúmeras dúvidas em relação ao desenvolvimento dos nossos pequenos, não é mesmo? Qual a idade que eles começam a andar, a falar, a rir?! São tantas as dúvidas que resolvi escrever para vocês sobre a aquisição da linguagem e o que podemos esperar em cada marco do desenvolvimento. Então, vamos lá!

0 a 3 meses: O bebê já é capaz de prestar atenção aos sons que estão a sua volta. Reconhece a voz dos pais e se acalma quando conversamos com ele. Chora, faz alguns sons, dá gargalhadas, já sorri quando alguém fala com ele e observa o rosto de quem está a sua frente.

4 a 6 meses: Nessa fase o bebê já é capaz de procurar de onde vem o som. Grita, faz alguns sons como se estivesse de fato conversando conosco e tenta imitar a nossa voz.

7 a 11 meses: Nessa fase a criança já sabe de fato de onde vem o som. Faz muitos sons, repete sílabas como “mama” e “papa”. Reconhece o seu nome. Bate palmas. Pode até receber ordens simples como dar tchau e mandar beijos.

12 a 18 meses: Começa a emitir as primeiras palavras, como, por exemplo, nomes de bichos e os nomes das pessoas mais próximas. Fala algumas expressões que indicam ação como “quer” e “dar”. Já é capaz de obedecer a comandos de duas ou mais ordens, como, por exemplo, “Pegue seu brinquedo que está no quarto”. Tem um vocabulário de aproximadamente 20 palavras.

18 a 24 meses: A criança é capaz de dizer muitas palavras diferentes e muitas delas podem ser sem sentido, mas o importante é estar falando. Ela é capaz de dizer frases curtas com duas palavras. Já tem um vocabulário bem amplo com aproximadamente 200 palavras.

2 a 3 anos: A criança já nomeia quase tudo. É capaz de combinar palavras em sentenças para expressar pensamentos e sentimentos. O vocabulário é muito extenso, embora a gramática ainda seja imperfeita. Consegue manter conversas com adultos e já conhece as cores.

4 anos: É capaz de contar histórias e compreender regras de jogos simples.

5 anos: Forma frases completas e deve falar sem trocar as letras na fala.

6 anos: Aprende a ler e a escrever.

Existem alguns sinais de alerta, aos quais devemos ficar atentos, que são:

– Até 1 ano: Se a criança não responde ao seu nome; não balbucia grupos curtos de sons; não olha para as pessoas que falam com ela; não aponta nem faz sons para obter o que deseja.

– Até 18 meses: A criança ainda não diz nenhuma palavra ainda que incorretamente.

– Até 24 meses: A criança ainda não diz mais que uma palavra com clareza, não obedece a uma solicitação simples como, por exemplo: “Vem aqui na mamãe” ou não responde a questões simples como “sim” e “não”.

– Até 3 anos: A criança tem um vocabulário pobre, não produz combinações de palavras, não entende significados diferentes como “em cima/embaixo”, não consegue seguir comandos de duas etapas ou não percebe os sons do ambiente.

Caso perceba alguma alteração nesses marcos de desenvolvimento não hesite em procurar um fonoaudiólogo e conversar com o pediatra responsável pela criança. A precaução é sempre a melhor conduta a ser tomada. Lembrando que existem inúmeras variações no desenvolvimento de uma criança para outra. O que é normal para um, às vezes não é para outro. Cada um desenvolve de um jeito, portanto essas características podem sofrer variações de indivíduo para indivíduo. Não são regras. Por isso é necessário sempre conversar com um profissional para que ele dê um diagnóstico adequado.

Com amor,

Ana Maria Poças

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Da série mamãe fonoaudióloga: Gagueira Infantil, como lidar?!

Bom dia, pessoal!

Hoje o tema que abordaremos será a Gagueira. Como agir e o que fazer quando estamos diante de crianças que estão gaguejando.

É muito comum que durante o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem algumas crianças passem por episódios de gagueira. A gagueira é uma disfluência caracterizada por rupturas involuntárias do fluxo da fala. Essa disfluência ocorre com mais frequência entre um ano e meio e cinco anos de idade e normalmente é sinal de que a criança está aprendendo a usar a linguagem de maneira nova. Assim como aparece, ela também desaparece como veio; do nada. Mas se persistir é necessário uma avaliação fonoaudiológica. Caso a criança tenha algum antecedente familiar de gagueira, outros atrasos na fala, características psicológicas predisponentes como timidez e ansiedade excessivas, essa disfluência pode evoluir para um quadro crônico que chamamos de gagueira do desenvolvimento, por isso a importância de procurar um profissional adequado. Para a gagueira existe tratamento e quanto antes o iniciar, melhor será o prognóstico. Procure um fonoaudiólogo se tiver alguma dúvida sobre a fluência da fala de seu filho.

Agora iremos aprender como lidar com os episódios de gagueira, o que é de suma importância para a evolução do quadro. Seguem algumas dicas do que NÃO devemos fazer para que a disfluência não seja potencializada e que não sejam causadas frustrações nos pequenos falantes:

* NUNCA peça para a criança parar de gaguejar

* NUNCA peça para ela pensar antes de falar

* NUNCA peça para ela respirar e ter calma

* NUNCA peça para ela começar a frase de novo

* NUNCA sugira que ela evite as palavras difíceis

* NUNCA responda pela criança ou complete suas frases

* NUNCA tente adivinhar o que ela quer dizer

Agir com calma e serenidade é o que devemos fazer, mesmo que o momento de gagueira cause aflição em quem escuta. Deixe que a criança diga o que quer e do jeito que quiser. O importante é sempre mostrar que você está disposto a entender o que ela quer dizer e se mostrar interessado na comunicação. Seja o exemplo de fala da criança, fale com ela sem pressa e com pausas frequentes, quando ela terminar de falar, espere alguns segundos antes de você começar a falar. Reduzir o número de perguntas, fazer comentários ao invés de perguntas sobre o que estão conversando, mostrando que você está prestando atenção, também ajuda muito. As expressões faciais e a linguagem corporal são riquíssimos demonstradores do seu interesse no diálogo, então abuse deles. Este momento de troca, de empatia, auxilia no aumento da autoconfiança da criança pequena, pois ela vai saber que quem está conversando com ela aprecia a sua companhia e a aceita como ela é. Além de esse momento ser bem sugestivo para que a criança expresse seus sentimentos e experiências, pois ela sente-se segura. Papais e mamães, façam com que isso se torne rotina na vida de vocês e acolham essas crianças que estão passando por essa disfluência. Seu papel é fundamental na evolução de seu filho!

O restante da família também deve aprender a escutar e esperar sua vez de falar, assim como as outras dicas aqui escritas. Cabe aos pais ensinarem a eles como devem agir. Para as crianças, principalmente para as que gaguejam, é mais fácil falar quando há poucas interrupções e quando contam com a atenção do ouvinte. E por fim, o mais importante, faça seu filho saber que você o aceita como ele é. O que realmente importa para ele é o apoio dos pais além de se sentir amado.

Com amor,

Ana Maria Poças

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Bibliografia:

Andrade, Claudia Regina Furquim de. Gagueira Infantil: risco, diagnóstico e programas terapêuticos. Barueri, SP: Pró-Fono, 2006.