As cores e as sensações

Bom dia!

Que as cores exercem uma forte influência nos aspectos físico, mental e emocional das pessoas não é novidade para ninguém, né?! Já repararam que hospital é quase sempre verde e que restaurantes tem em sua maioria a cor laranja e vermelho?! Claro que cada um de nós responde às cores de uma forma diferente e alguns sentimentos tendem a ser gerados por certas tonalidades, mas há estudos que explicam o que cada cor pode transmitir de sensações para o nosso cérebro.

Um grande exemplo, além dos acima, é a gastronomia. A gastronomia utiliza muito as cores, pois elas também são responsáveis por estimular as sensações do paladar enviando informações de sabores ao cérebro. Por exemplo, ao olharmos as balas amarelas e verdes já imaginamos que são azedinhas e já as rosas e vermelhas as mais doces. É ou não, muito bom esse universo de cores?! Eu gosto muito de cores e sempre fico antenada aqui em casa com o Raul e também nas terapias que realizo com meus pacientes. Quando dou lápis ou tintas para meus pacientes utilizarem presto bastante atenção nas cores que eles utilizam, principalmente os meus pacientes crianças. As crianças têm uma grande dificuldade em se expressar e acabam mostrando o que querem dizer utilizando seu modo de desenhar, escrever, brincar e pintar. Sempre procuro observar as cores que estão vestindo, as cores que pegam para colorir e desenhar e até as cores dos brinquedos que pegam para brincar.

Achei interessante trazer aqui para vocês os significados das cores, para que vocês saibam os significados de cada uma e possam utilizá-las a seu favor, seja para harmonizar melhor a sua casa, o seu trabalho ou o quarto do seu filho que às vezes não está dormindo direito, está agitado demais, não está comendo adequadamente etc. Na internet você poderá encontrar inúmeros estudos sobre o assunto, vale a pena conferir. Vou listar resumidamente as sensações que as cores podem transmitir para o ambiente e para as pessoas. Vamos lá!

Branco: paz, isolamento, pureza, calma, inocência, dignidade, limpeza.

Cinza: tristeza, angústia, desânimo, tédio, decadência, passado, pena, sabedoria.

Preto: nobreza, distinção, elegância, luto, sofrimento, angústia.

Verde: alegria, vida, harmonia, equilíbrio, frescor, calma, alivia o estresse.

Lilás ou violeta: mistério, intuição, tem poder de acalmar e confortar.

Laranja: estabilidade, otimismo, entusiasmo e bom astral.

Vermelho: força, virilidade, dinamismo e agitação.

Azul: calma, maturidade, sensação de limpeza e frescor.

Amarelo: alegria e criatividade.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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Pesquise mais:

https://retargeting.biz/blog/how-do-colors-affect-purchasing-decisions/

http://creativeturks.org/2012/02/11/hello-world/

Da série mamãe fonoaudióloga: Pote da calma

Bom dia!

Mais um facilitador vindo do Método Montessoriano (o método o qual sou fascinada), o Pote da Calma. Hãm?! Como assim Pote da Calma, Ana?! Bem, aposto que muitos aqui já ouviram falar ou leram alguma chamada nas mídias sociais sobre o assunto. Queria deixar bem claro que isso é beeeem antigo… E é claro que eu não iria deixar de dar a minha explicação aqui no blog sobre o assunto, já que se tornou “moda”. =D

Pois bem, o termo vem do inglês Calming Jar que chegou aqui e já foi abrasileirado como o Pote da Calma. O Calming Jar, ou Pote da Calma, nada mais é do que um pote com água brilhante, que quando seu pequeno está tendo uma crise de briga ou de choro, você apresenta a ele o tal pote com o intuito de acalmar a “fera”. O efeito do brilho chama a atenção do pequeno trazendo-o de volta para o momento do agora. A explicação no Método Montessori é que o objeto ajuda a criança a ficar tranquila para conseguir escutar o que os pais ou os professores têm a dizer, sendo utilizado em momentos nos quais a criança precisa de alguns minutos para se acalmar e transmitir os seus sentimentos para as outras pessoas. Mas há também uma explicação neurológica: enquanto a criança segura o pote e observa a queda do brilho, ela consegue organizar e centralizar o sistema nervoso, como seus batimentos cardíacos aceleram quando há respiração rápida no momento da crise, a queda lenta do glitter/brilho é capaz de proporcionar um modelo visual para que inconscientemente esses sejam desacelerados. Mas eu, ainda o vejo como um estimulador da parte sensório motora, principalmente a visual. Dessa forma, podemos abusar da nossa criatividade para trabalhar as cores, os tamanhos e etc. Para fazê-lo basta usarmos potes de tamanhos e formas diferentes.

Vamos ao passo a passo para fazer o seu facilitador em casa e tentar trazer a calmaria para seus pequenos nos momentos de estresse. Vamos precisar de:

* 1 pote de vidro com tampa; (Eu sugiro utilizar um pote de plástico para evitar acidentes. Eu e Raul fizemos com um de plástico, desses de maionese. Super sustentável!);

* 2 colheres de sopa de cola glitter; (Cada vidrinho de cola glitter me saiu por R$2,00)

* 3 colheres de chá de purpurina. (Um saquinho com 100 g custou 4,00 reais)

* Corante de alimentos. A quantidade é até você conseguir a cor que deseja. (O corante custou R$ 4,50 o potinho)

* Água quente – a quantidade de água vai variar de acordo com o tamanho do pote que você escolheu. O importante é que você deve deixar um espaço vazio na parte superior do vidro, para poder agitar o líquido.

* Fita adesiva para selar a tampa do vidro.

Para fazer, você deverá colocar no vidro a água quente e a cola glitter, mexendo bem até que o glitter da cola se misture com a água. Adicione a purpurina e misture novamente. Coloque algumas gotas de corante alimentício e feche bem a tampa do pote. E pronto! Seu lindo pote colorido e brilhante está pronto para ajudar!

Eu e Raul fizemos o nosso Pote da Calma. Eu optei pela cor azul, pelo fato desta cor proporcionar tranquilidade aos ânimos e acalmar a minha “ferinha” aqui.

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Com amor,

Ana Maria.

PS.: Disponibilizamos um vídeo no nosso Instagram para se ter uma noção melhor de como ele funciona. 😊 AH! Cuidado com a quantidade de corante, se ficar muito escuro o glitter não aparece direito.

Não rotule seu filho

Bom dia!

Esses dias fiquei pensando em como temos o costume de rotular as pessoas, principalmente as crianças. Vejo muito os próprios pais denominando o filho de: “bagunceiro”, “preguiçoso”, “quietinho”, “chato”, “fissurado”, “agitado”, “deficiente”, “especial”, “bobo”, “esperto”, “adotado”… E sempre que escuto isso fico bastante incomodada, pois a personalidade da criança também é formada por características que lhe são atribuídas pelos pais ou pessoas em quem elas confiam. Ou seja, essas palavras acabam sofrendo influência indiretamente na formação de sua personalidade.

Rotulamos as pessoas muitas das vezes sem pensar, eu sei… Até mesmo nas frases: “Ih, puxou o pai na teimosia!” ou “Ih, já vi tudo! É igual a mãe, ‘bicho do mato’, né!?”. Aposto que vocês já escutaram isso muito por aí, não é mesmo!? Na escola isso também acontece, seja pelos próprios professores ou pelos colegas de classe, e esses rótulos, segundo estudos, interferem no rendimento escolar e no psicológico da criança. Outro exemplo que vivo bem de perto é o do caso do meu Raulzito, que nasceu com fissura labiopalatina. Eu nunca mais o denominei de fissurado após a cirurgia. Eu entendo que não tenho mais o porquê de chamá-lo de fissurado, uma vez que a correção já foi feita. Acredito que se eu sempre o lembrar disso ele acabará se diferenciando das outras pessoas e isso pode não ser muito bom. Sentir-se diferente do restante dos indivíduos não é tão bem aceito pela maioria das pessoas. Por esse motivo vivemos em meio ao preconceito que está espalhado por esse mundo afora. Já na sua personalidade, também me policio bastante nas rotulações. Evito chamá-lo de “bagunceiro”, “arteiro” etc., pois, enfatizando esses adjetivos aumento a “importância” naquele aspecto e acredito que pode sim interferir na sua autoestima e na solidificação de sua identidade e personalidade.

Da mesma forma que não faço com meu filho não faço com nenhum dos meus pacientes ou pessoas que conheço, podendo ser deficiente, “especial”, surdo, autista, agitado, tímido… Somos todos iguais! Não chamo uma criança deficiente de especial. TODAS as crianças são especiais! Todo ser humano é especial. Não costumo rotular uma criança que tenha alguma síndrome de especial ou que precise de uma cadeira de rodas para se locomover de deficiente. A pessoa que já vive com o “problema” às vezes pode até não sentir o que você fala, mas as pessoas que convivem com ela podem sentir e podem não aceitar bem… Rotular é sempre muito ruim! Até mesmo usando de boa fé!

Com muito amor,

Ana Maria.

PS.: Dicionário Mineirês (risos): Bicho do Mato = pessoa tímida.

Leia mais sobre o assunto:

Clique para acessar o professores_que_rotulam.pdf

http://www.vilamulher.com.br/familia/filhos/cuidado-na-hora-de-rotular-os-filhos-679533.html

https://temasempsicologia.wordpress.com/2011/12/27/rotular-alguem-e-limitar-as-suas-capacidades/

Restrições na adoção

Bom dia!

A vagueza de informações quanto as restrições às doenças no processo de adoção é tamanha que ao perguntarmos a atendente que dá entrada aos papéis aqui de Belo Horizonte, nem ela soube nos orientar. Não sabemos ao certo se esse assunto será abordado no curso que vamos fazer em Abril do ano que vem, mas já tivemos que decidir e colocar no papel quais restrições de doenças temos.

Por esse motivo, eu e minha cunhada que está no mesmo passo da adoção que eu, pesquisamos na internet sobre o assunto. E para facilitar aos pais que estão providenciando os papéis para dar entrada com o processo, listarei aqui as restrições para tentar esclarecer um pouquinho como funciona.

As restrições são classificadas em algumas cidades como:

  • Doenças tratáveis 
  • Doenças não tratáveis 
  • Deficiência física
  • Deficiência mental
  • Vírus HIV

E tem ainda uma lista para você marcar o que você aceitaria com um S (sim) ou não aceitaria com N (não):

  • com problemas físicos não tratáveis
  • com problemas físicos tratáveis graves
  • com problemas físicos tratáveis leves
  • com problemas mentais não tratáveis
  • com problemas mentais tratáveis graves 
  • com problemas mentais tratáveis leves
  • com problemas psicológicos graves
  • com problemas psicológicos leves
  • pais soropositivos para o HIV
  • pais alcoolistas
  • pais drogados
  • sorologia negativada para o HIV
  • soropositivo para o HIV
  • proveniente de estupro
  • proveniente de incesto
  • vítima de estupro
  • vítima de atentado violento ao pudor
  • vitimizada (maus-tratos)

Em outras cidades são classificadas em:

  • Doenças Leves: asmas, bronquite, alergias, hérnias, estrabismo, sarna, etc.
  • Doenças Moderadas: intolerância a lactose ou a outros tipos de alimentos, comprometimento mental leve, Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH), distúrbio do processamento auditivo central (DPAC), Transtorno obsessivo compulsivo (TOC), má formação onde precisará de tratamento cirúrgico como por exemplo a fissura labiopalatina, pé torto, polidactilia, etc.
  • Doenças Graves: falta de oxigênio no parto, deficiências mentais, deficiência físicas, síndromes em geral, comprometimento mental severa, HIV, etc.

E em outras como:

  • Doenças curáveis
  • Doenças incuráveis

Aqui em Belo Horizonte, não existe essa listagem para você marcar nada e nem especifica essas divisões. Somente apresenta uma lista sublinhada onde você mesma deverá escrever o que você aceitaria. A minha dica é que você pesquise bastante antes de entregar a documentação, já liste tudo o que você poderia aceitar. É uma situação difícil já que se fosse biológico ele poderia nascer com qualquer doença e não há como você escolher, mas isso não impede de colocar alguma doença que você se sinta “confortável” em procurar soluções ou conviver. Acho que o bom senso é primordial nesse caso, pois é preciso avaliar nossas condições para que possamos garantir o melhor para a criança que pretendemos adotar. Pesquisar antes as doenças e seus tratamentos e ter uma opinião do que você aceita ou não é muito importante no andamento do processo. A maioria das pessoas optam por crianças saudáveis e se você for mais específico, pode-se ganhar agilidade no sonho de serem pais.

Com amor,

Ana Maria.

Especial de Fissura

Olá gente!

A descoberta dos pais que o filho irá nascer com algum tipo de má formação é desesperadora. E com a fissura não é diferente… Mesmo sabendo que tudo é resolvido, é como se jogassem um balde de água fria em nossa cabeça quando falam que seu filho tão esperado e idealizado logo precisará de cirurgias para corrigir algo que não esperávamos ou nem se quer imaginávamos que poderia acontecer… A calmaria vem após o nascimento do bebê e a medida que vamos vivenciando as etapas de correções cirúrgicas, só assim percebemos que a fissura é somente uma fase e que logo logo respiramos aliviados.

Convido vocês papais e mamães para contarem aqui no blog como foi quando descobriram que seus pequenos iriam nascer com fissura e como lidaram com essa descoberta.  Espero com esses relatos, ajudar as mamães e papais que estão na fase da descoberta e tranquilizá-los. Além disso, espero convencê-los de que nossos pequenos guerreiros só nos mostram uma coisa, que são tão fortes quanto qualquer outra criança e nos enchem de orgulho cada dia mais!

Se alguma mamãe ou papai aqui do blog quiser participar basta enviar um e-mail contando como foi a sua história no endereço fissuradanamaternidade@gmail.com. Pode enviar fotos de antes e depois também, será de muita valia. Isso tranquilizará muito outros pais. No final do e-mail peço gentileza de colocar uma observação autorizando a postagem do relato aqui no blog. Vou postando a medida que forem me enviando, ok?! Aguardo ansiosamente por novos relatos. Já tivemos um lindo que foi o da Mayara, a mamãe do Enzo. De quem será o próximo?! =D

Muita gratidão para quem animar participar! Que Deus retribua com muito mais amor pra vocês!

Com amor,

Ana Maria.

Livro – As 5 linguagens do amor

Olá pessoal!

A dica de leitura do dia vai para esse livro do Gary Chapman: As 5 linguagens do amor – Como expressar um compromisso de amor a seu cônjuge, da editora MC. O livro fala sobre as formas diferentes de demonstrar o amor que cada pessoa tem. Segundo o autor, cada pessoa possui uma forma predominante de demonstrar seu sentimento. E quando essa forma não é clara entre o casal é que começam as desavenças, as cobranças, as brigas, o sentimento de não ser amado e de não ser correspondido. Então o autor nos apresenta as cinco linguagens do amor existentes, desmistificando cada uma delas com exemplos e nos ensinando a descobrir a nossa linguagem e a do nosso amado. As linguagens descritas no livro são:

* Palavras de afirmação;

* Tempo de qualidade;

* Presentes;

* Atos de serviço;

* Toque físico.

O propósito do livro é descobrir e saber falar o amor que existe entre o casal, o sentimento que é essencial para a nossa saúde emocional e sucesso nos relacionamentos. Uma passagem do livro diz o seguinte: “Advertência: Entender as cinco linguagens do amor e aprender a falar a linguagem do amor primária do seu cônjuge pode afetar radicalmente o comportamento dele. As pessoas se comportam de maneira diferente quando seu tanque de amor emocional está cheio.” E o livro se baseia nisso, descrevendo as linguagens e dando exemplos de casais com seus problemas corriqueiros que presenciamos e que a maioria deles só existe por não compreendermos a maneira de amar do próximo.

Recomendo a leitura para todos os casais. Existe o livro As cinco linguagens do amor das crianças, do mesmo autor e estou enlouquecida para comprá-lo e lê-lo. Assim que ler coloco aqui o resumo.

Com amor,

Ana Maria.

Relato da mamãe do Enzo

Relato do meu pequeno grande guerreiro Enzo

Mayara Cristina Felipe Cruz

João Monlevade – Mg

10/12/2015

Bom dia Ana Maria!

Bom dia Leitores…

Fui convidada e aceitei com muito prazer compartilhar com vocês a minha história e apresentar o meu amado filho.

Ser mãe sempre foi um sonho que falava mais alto, me preparei, me programei, tomei todas as vitaminas recomendadas, mudei a alimentação, segui tudo à risca para que tudo desse certo.

Com o positivo em mãos comecei o pré natal, fiz duas ultrassons e tudo normal.

Foi marcada a morfológica, confesso tive receio, medo, uma ansiedade que não tinha como explicar, antes de sair de casa eu disse que queria ver o rosto do meu Enzo e o que Deus tinha preparado pra nós. Super ansiosa cheguei para fazer o exame no dia 04/02/2015, vi meu Enzo que estava com 24 semanas e muito esperto com 730 gramas, só crescendo e desenvolvendo na graça de Deus, no meio o exame foi interrompido e o médico que o tempo todo me passou tranquilidade e esperança me disse que torce pra tudo dá certo mas que infelizmente não poderia me esconder e que graças a Deus já tem recurso pela medicina.

Meu pequeno forte valente tentou esconder colocou a mão no seu rosto e não queria tirar, com esforço mexendo nele tirava e novamente voltava com a mão pro rosto.

Diagnóstico FENDA LABIAL!

Um susto, não teve como conter a emoção que falo mais alto, um silêncio, o medo tomou conta de mim, naquele momento tive medo de perder ele, passar pela mesma dor novamente seria difícil, só consegui chorar.

O médico com toda paciência me explicou tudo possível.

Nesse dia não voltei para o trabalho, não foi possível!

Pensava nele o tempo inteiro, não sabia o que era, não conhecia ninguém, nunca tinha visto.

O papai e a mamãe se permitiu sofrer, chorar por medo, receio dele sofrer, tão pequeno passar por uma cirurgia, mas o Enzo se comunicou comigo o dia inteiro coisa que nunca tinha feito.

Minha mãe falava pra mim que ele estava falando que ele estava bem e que eu não precisava fica triste.

Depois da notícia fui atrás de informação, sofremos mais não paramos!

Na minha cidade eles não sabiam me explicar nada direito, os médico nunca tiveram pacientes nessa situação me sentia perdida no tempo, pensava que caminho seguir e o tempo inteiro pedi a Deus direcionamento que colocasse pessoas certas no meu caminho, o telefone toca minha tia um dia depois me falando que estava passando uma propaganda na globo do Hospital da Baleia sobre a fissura labial que era pra eu ver, foi tudo se direcionando depois que vi a propaganda, com uma semana já estava dentro do hospital pro acolhimento a gestante e foi tudo perfeito, me senti protegida e confiante, recebi toda informação necessária pro primeiro momento, levei para casa uma segurança, uma força que não tinha como explicar.

Os dias foram passando me sentia cada vez mais preparada pra tudo, nada que viesse acontecer ia me abalar.

Tivemos outro diagnóstico mas não me permiti mais sofrer e somente confiar em Deus, ele foi o meu escudo e a minha fortaleza, não me desamparou e sim me preparou.

Entre todos os momentos em que eu e o papai Jeferson vivemos sobre a fissura o mais importante foi o contato com outra família. A Nazaré e o Breno abriram as portas da sua casa para conhecermos a Clarinha. O papai do Enzo não tinha tido o primeiro contado como eu, ela foi a primeira e isso foi muito fortificante ver o desenvolvimento dela e a postura dos pais.

Foi se aproximando a data do parto, uma cesárea programada, todos se encontravam apreensivos, medo da minha reação, medo de como tudo seria, mas eu me encontrava completamente segura, pronta pra tê-lo em meus braços…”

Chegado o momento, ele nasceu no dia 13/05/2015. Lindo, forte e saudável. Meu príncipe com um olhar encantador e somente com a fissura labial, palato completamente fechado e para a surpresa conseguiu se alimentar direitinho, mamou sem nenhuma dificuldade.

Uma dica pra quem vai passar por isto, é ter ao seu lado médicos de sua total confiança, médico que antes do nascimento já conheça nossa história, pra mim isso foi fundamental na amamentação do Enzo.

Infelizmente encontramos muitos profissionais despreparados, sem orientação, eu me informei de tudo e levei tudo para a pediatra.

A fissura é um charme à parte, não tive dificuldades em lidar com os olhares, não nego que teve momentos em que não me senti confortável e não contive a emoção, chorei muitas vezes no meu silêncio. Vivemos em uma sociedade de preconceitos, eu escolhi viver nossa história de cabeça erguida e não me importa para as palavras mal faladas, os olhares atravessados, nada tiraria a felicidade de estar ao lado dele, ao lado do meu filho.

A maior ansiedade foi esperar pela primeira consulta, pensávamos tantas coisas mas tudo foi se encaminhando e dando certo, o ganho de peso, os exames com resultados positivos.

Graças a Deus chegado o dia de marcar uma data, que alegria! Essa data foi marcada pra longe, fiquei triste, preocupada, já teria voltado a trabalhar, como tudo seria diferente do que tinha imaginado, Deus estava no controle de nossas vidas, o médico voltou a agenda mas não tinha como ser antecipada, voltei para casa um pouco triste mais como sempre não me permitia ficar por muito tempo no outro dia já estava conformada.

No dia 18/09/2015 recebemos uma ligação, exatas duas semanas após marcar a data para a cirurgia queriam saber da saúde do Enzo e se estávamos com todos os exames em mãos e disseram traga ele amanhã para realizarmos a cirurgia. O coração disparou, pulamos de alegria, não tivemos tempo nem de ficarmos ansiosos acreditamos que foi melhor assim.

19/09/2015 pegamos viajem de madrugada, pra falar a verdade não consegui dormir nada, foi uma adrenalina emocionante, o jejum foi difícil, ele chorou demais já chegou no hospital chorando o médico até chamou ele de malinha porque não parava de chorar por nada, entrou pro bloco cirúrgico chorando e eu fiquei apreensiva esperando por ele, foram minutos longos conversei com outras mães mais o tempo parecia eterno, e na verdade nem demorou tanto. Foram mais ou menos 1:40h para chamarem a mãe do Enzo, aí sim começou a cair a ficha, entrei no bloco ao seu encontro, escutei seu choro de longe, choro rouco.

O reencontro foi lindo, conheci meu filho pela segunda vez, não contive a emoção, as lágrimas escorreram pelo meu rosto, foi perfeito aos olhos do Pai, a cirurgia foi um sucesso.

O Enzo pra mim ficou muito diferente, mudou muito porque não criei expectativa alguma de como ele ficaria, pra mim foi melhor assim, o seu rostinho ficou mais gordinho.

A recuperação não foi nada do que cheguei a imaginar, tudo muito tranquilo, sem febre, sem choro, apenas dengo, Ah e os pontos demoraram 30 dias para caírem por completo.

O trabalho dos profissionais foi demais, só tenho a agradecer por ter proporcionado ao meu Enzo uma qualidade de vida melhor, temos muitas vitórias a ser conquistadas, temos uma luta contra ao preconceito a ser vencida!

Mamães e Papais aceitam nossas condições, nos traz firmeza para cuidarmos dos nossos filhos, com calma e paciência conseguimos tudo e no tempo certo.

Comentários e perguntas terão sempre, mas o que importa é o AMOR que existe e que faz superar tudo, neste momento a família deve se unir, não se cale divida com quem tiver ao seu redor, pessoas de sua confiança que não te abandonarão, eu prefiro conversar ao invés de ficar calada e me fez um bem enorme.

Graças a Deus o Enzo está bem e crescendo cada dia mais, surpreendendo a muitos!

Amo Meu filho incondicionalmente!!

Amo o meu fissurado e sinto saudades daquele sorriso que estará para sempre na minha memória.

Fonoaudióloga por amor

O dia 09 de dezembro é dedicado a minha amada profissão, a Fonoaudiologia. Esse ano em comemoração ao dia do fonoaudiólogo, o Conselho Federal de Fonoaudiologia lançou uma campanha onde as estrelas do comercial que passará na televisão seriam os próprios fonoaudiólogos. Para participar da campanha, o fonoaudiólogo deveria enviar um texto contando alguma história que tenha vivenciado e que marcou sua trajetória profissional. E eu enviei a minha e vou compartilhá-la aqui com vocês.

“A história que marcou minha trajetória como fonoaudióloga não aconteceu em meu consultório e sim em minha própria vida. Formei-me em 2008, aqui mesmo em Belo Horizonte. Escolhi o curso sem saber o porquê. No decorrer da minha graduação, percebi que não me identificava tanto com o curso, mas algo me dizia que tinha que terminá-lo e assim o fiz. Conclui o curso e atuei como fonoaudióloga até uns três meses antes do meu filho nascer, em 2013. Hoje sou mãe e fonoaudióloga em tempo integral do meu pequeno, que nasceu com fissura labiopalatina transforame à esquerda. Após sete anos de formada descobri o sentido de ter escolhido essa profissão e tenho a certeza de que não poderia ter escolhido uma profissão melhor. Sou muito grata a Deus por ser mãe; por toda a trajetória na faculdade; incertezas; pacientes e empregos que tive. Por essa gratidão que sinto, hoje tenho um Blog, o Fissurada na Maternidade. É através dele que mostro a forma real e descomplicada da fissura labiopalatina e da maternidade. Ao ajudar outras mamães e papais e até mesmo colegas de profissão com minhas vivências sobre as questões da fissura labiopalatina me sinto realizada. Com amor, Ana Maria Poças. CRFa 6-7185. www.fissuradanamaternidade.com”

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Parabéns a todos os fonoaudiólogos que exercem a profissão com AMOR!

Com amor,

Ana Maria Poças.

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Adoção ou doação? – por Deborah Patricio

Hoje vim falar de um assunto muito peculiar: a adoção! Não vou conseguir falar tudo que penso em apenas um post, mas vou tentar… rs

Ser mãe sempre foi um desejo e adotar uma criança foi uma ideia que sempre tive em mente, e sinceramente não sei dizer quando nem por que ela surgiu.

Não a nada que impeça a mim nem ao meu marido de gerarmos um bebê biológico, somos saudáveis e férteis, e pretendemos ter um bebê do modo “comum” também, mas a questão de não nos importarmos com a ordem de chegada (se primeiro o biológico ou o adotado) é o motivo de sermos  tão questionados quando falamos em adoção. “Você tem que ter o SEU primeiro”, “Mas vocês não podem ter filhos?”, “Vocês não vão amá-los como se fosse seus mesmo”, “Mas vocês nem tentaram ter um NORMAL” ou “Vocês são doidos”, ouvimos essas frases sempre que colocamos esse assunto em alguma roda de conversa. Mas de verdade? Só aumenta mais o amor que exala de dentro de nós!!!

Desde minha adolescência que penso nisso, e para mim sempre foi importante encontrar alguém que pensasse como eu, e quando conheci meu marido, essa ideia se fortaleceu ainda mais, ele se juntou a mim para concretizá-la, me passou muita confiança e tenho certeza que será um paizão! Outro dia, depois que entramos com os papéis para o cadastro de pretendentes à adoção (pois é, já estamos gerando uma criança…rsrs) eu perguntei a ele: Léo, por que você comprou minha ideia? Por que adotar uma criança? Ele, muito fofo, me respondeu: “Uai , e por que não? Tanta criança querendo ser filho (a) e nós dois  querendo ser pais…E é exatamente assim. Não seremos só adotantes, também estaremos sendo adotados!” Eu e meu marido temos apenas 4 meses de casados, e já percebemos que temos tanto para oferecer e estamos muito receptíveis a todas as experiências que estão por vir. Sabemos que seremos julgados e indagados a todo momento, mas a questão é: qual criança não dá trabalho? Qual criança não vive testando seus pais? Qual criança nunca falou em fugir de casa, ou em nunca mais conversar com os pais por algum motivo bobo? Cada criança possui sua singularidade, e com esta não será diferente. Estamos cientes das etapas jurídicas e emocionais que iremos passar, e ao mesmo tempo não temos noção de nada. rs. Mas ser pai e mãe é isso, são incertezas, é ter ansiedade, medo, alteração de humor, é esperar para saber como será sua carinha,  o gênio de quem ele(a) irá puxar… Adoção é também doação, é um encontro marcado, um amor conquistado! E estamos prontos para conquistá-la (o) todos os dias, como se fosse a primeira vez!

Deborah Patricio

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