O desenvolvimento da linguagem da criança, o que esperar?!

Bom dia, pessoal!

Quando nos tornamos pais de primeira viagem começam a surgir inúmeras dúvidas em relação ao desenvolvimento dos nossos pequenos, não é mesmo? Qual a idade que eles começam a andar, a falar, a rir?! São tantas as dúvidas que resolvi escrever para vocês sobre a aquisição da linguagem e o que podemos esperar em cada marco do desenvolvimento. Então, vamos lá!

0 a 3 meses: O bebê já é capaz de prestar atenção aos sons que estão a sua volta. Reconhece a voz dos pais e se acalma quando conversamos com ele. Chora, faz alguns sons, dá gargalhadas, já sorri quando alguém fala com ele e observa o rosto de quem está a sua frente.

4 a 6 meses: Nessa fase o bebê já é capaz de procurar de onde vem o som. Grita, faz alguns sons como se estivesse de fato conversando conosco e tenta imitar a nossa voz.

7 a 11 meses: Nessa fase a criança já sabe de fato de onde vem o som. Faz muitos sons, repete sílabas como “mama” e “papa”. Reconhece o seu nome. Bate palmas. Pode até receber ordens simples como dar tchau e mandar beijos.

12 a 18 meses: Começa a emitir as primeiras palavras, como, por exemplo, nomes de bichos e os nomes das pessoas mais próximas. Fala algumas expressões que indicam ação como “quer” e “dar”. Já é capaz de obedecer a comandos de duas ou mais ordens, como, por exemplo, “Pegue seu brinquedo que está no quarto”. Tem um vocabulário de aproximadamente 20 palavras.

18 a 24 meses: A criança é capaz de dizer muitas palavras diferentes e muitas delas podem ser sem sentido, mas o importante é estar falando. Ela é capaz de dizer frases curtas com duas palavras. Já tem um vocabulário bem amplo com aproximadamente 200 palavras.

2 a 3 anos: A criança já nomeia quase tudo. É capaz de combinar palavras em sentenças para expressar pensamentos e sentimentos. O vocabulário é muito extenso, embora a gramática ainda seja imperfeita. Consegue manter conversas com adultos e já conhece as cores.

4 anos: É capaz de contar histórias e compreender regras de jogos simples.

5 anos: Forma frases completas e deve falar sem trocar as letras na fala.

6 anos: Aprende a ler e a escrever.

Existem alguns sinais de alerta, aos quais devemos ficar atentos, que são:

– Até 1 ano: Se a criança não responde ao seu nome; não balbucia grupos curtos de sons; não olha para as pessoas que falam com ela; não aponta nem faz sons para obter o que deseja.

– Até 18 meses: A criança ainda não diz nenhuma palavra ainda que incorretamente.

– Até 24 meses: A criança ainda não diz mais que uma palavra com clareza, não obedece a uma solicitação simples como, por exemplo: “Vem aqui na mamãe” ou não responde a questões simples como “sim” e “não”.

– Até 3 anos: A criança tem um vocabulário pobre, não produz combinações de palavras, não entende significados diferentes como “em cima/embaixo”, não consegue seguir comandos de duas etapas ou não percebe os sons do ambiente.

Caso perceba alguma alteração nesses marcos de desenvolvimento não hesite em procurar um fonoaudiólogo e conversar com o pediatra responsável pela criança. A precaução é sempre a melhor conduta a ser tomada. Lembrando que existem inúmeras variações no desenvolvimento de uma criança para outra. O que é normal para um, às vezes não é para outro. Cada um desenvolve de um jeito, portanto essas características podem sofrer variações de indivíduo para indivíduo. Não são regras. Por isso é necessário sempre conversar com um profissional para que ele dê um diagnóstico adequado.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

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Da série mamãe fonoaudióloga: Gagueira Infantil, como lidar?!

Bom dia, pessoal!

Hoje o tema que abordaremos será a Gagueira. Como agir e o que fazer quando estamos diante de crianças que estão gaguejando.

É muito comum que durante o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem algumas crianças passem por episódios de gagueira. A gagueira é uma disfluência caracterizada por rupturas involuntárias do fluxo da fala. Essa disfluência ocorre com mais frequência entre um ano e meio e cinco anos de idade e normalmente é sinal de que a criança está aprendendo a usar a linguagem de maneira nova. Assim como aparece, ela também desaparece como veio; do nada. Mas se persistir é necessário uma avaliação fonoaudiológica. Caso a criança tenha algum antecedente familiar de gagueira, outros atrasos na fala, características psicológicas predisponentes como timidez e ansiedade excessivas, essa disfluência pode evoluir para um quadro crônico que chamamos de gagueira do desenvolvimento, por isso a importância de procurar um profissional adequado. Para a gagueira existe tratamento e quanto antes o iniciar, melhor será o prognóstico. Procure um fonoaudiólogo se tiver alguma dúvida sobre a fluência da fala de seu filho.

Agora iremos aprender como lidar com os episódios de gagueira, o que é de suma importância para a evolução do quadro. Seguem algumas dicas do que NÃO devemos fazer para que a disfluência não seja potencializada e que não sejam causadas frustrações nos pequenos falantes:

* NUNCA peça para a criança parar de gaguejar

* NUNCA peça para ela pensar antes de falar

* NUNCA peça para ela respirar e ter calma

* NUNCA peça para ela começar a frase de novo

* NUNCA sugira que ela evite as palavras difíceis

* NUNCA responda pela criança ou complete suas frases

* NUNCA tente adivinhar o que ela quer dizer

Agir com calma e serenidade é o que devemos fazer, mesmo que o momento de gagueira cause aflição em quem escuta. Deixe que a criança diga o que quer e do jeito que quiser. O importante é sempre mostrar que você está disposto a entender o que ela quer dizer e se mostrar interessado na comunicação. Seja o exemplo de fala da criança, fale com ela sem pressa e com pausas frequentes, quando ela terminar de falar, espere alguns segundos antes de você começar a falar. Reduzir o número de perguntas, fazer comentários ao invés de perguntas sobre o que estão conversando, mostrando que você está prestando atenção, também ajuda muito. As expressões faciais e a linguagem corporal são riquíssimos demonstradores do seu interesse no diálogo, então abuse deles. Este momento de troca, de empatia, auxilia no aumento da autoconfiança da criança pequena, pois ela vai saber que quem está conversando com ela aprecia a sua companhia e a aceita como ela é. Além de esse momento ser bem sugestivo para que a criança expresse seus sentimentos e experiências, pois ela sente-se segura. Papais e mamães, façam com que isso se torne rotina na vida de vocês e acolham essas crianças que estão passando por essa disfluência. Seu papel é fundamental na evolução de seu filho!

O restante da família também deve aprender a escutar e esperar sua vez de falar, assim como as outras dicas aqui escritas. Cabe aos pais ensinarem a eles como devem agir. Para as crianças, principalmente para as que gaguejam, é mais fácil falar quando há poucas interrupções e quando contam com a atenção do ouvinte. E por fim, o mais importante, faça seu filho saber que você o aceita como ele é. O que realmente importa para ele é o apoio dos pais além de se sentir amado.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Bibliografia:

Andrade, Claudia Regina Furquim de. Gagueira Infantil: risco, diagnóstico e programas terapêuticos. Barueri, SP: Pró-Fono, 2006.

Teste da Linguinha

Bom dia, pessoal!

No ano passado o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a oferecer em todas as maternidades o Teste da Linguinha. A Lei nº 13.002 de 20 de junho de 2014, “Obriga a realização do protocolo de avaliação do frênulo da língua dos bebês, em todos os hospitais e maternidades do Brasil”.

Como já falamos de alguns testes fonoaudiológicos aqui no Blog, nada mais justo do que falar desse também. O exame tem como objetivo identificar se o frênulo lingual (essa linha que temos abaixo da língua que a liga ao assoalho da boca) limita os movimentos da língua, que são importantes para sugar, mastigar, engolir e falar. Como todos os outros testes que citamos, esse também é indolor. Além disso, é um teste super rápido e realizado por um fonoaudiólogo (ou outro profissional da área da saúde qualificado). Por ser padronizado, ele possibilita diagnosticar e indicar o tratamento precoce das limitações dos movimentos da língua causadas pela famosa “língua presa”, que podem comprometer as funções exercidas pela língua.

A famosa língua presa é uma alteração bem comum que está presente desde o nascimento e acontece quando uma pequena porção de tecido, que deveria ter desaparecido durante o desenvolvimento do bebê na gravidez, permanece na parte de baixo da língua, limitando assim seu movimento. Quando essa alteração passa despercebido, pode prejudicar além da sucção, a deglutição, a mastigação e a fala da criança. Existem graus de língua presa, o que demonstra a importância desse teste que leva em consideração os aspectos anatômicos e funcionais da língua e auxilia no processo de conclusão do caso clínico e decisões das condutas necessárias. O “pique na língua” ou a frenotomia lingual é uma das opões de conduta adotada dependendo do grau da alteração e deverá ser realizado por um médico ou um dentista. Quanto mais cedo for diagnosticado, melhor!

A recomendação é que o teste seja feito ainda na maternidade, se isso não acontecer, avise seu pediatra para que o seu bebê seja encaminhado para um profissional que realize o exame. O teste realizado precocemente auxilia a prevenir dificuldades na amamentação e suas consequências, como por exemplo a perda de peso, a introdução desnecessária da mamadeira e o desmame.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Bibliografia:

http://www.sbfa.org.br

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A arte de se “anular”

Qual mãe não entende dessa arte, não é mesmo!? Eu entendo super bem… Minha pequena afilhada nasceu esta semana. Um dia após o parto (cesárea), estava eu lá no hospital visitando minha amiga e mãe da princesa, quando ela me questionou sobre a dor após o parto… Foi aí que percebi a primeira situação que eu me “anulei” completamente pelo meu pequeno Raul. Não senti dor alguma, aliás não me permiti sentir a dor que muitas mamães contam que é muito ruim.

Eu só fui conhecer o Raul no segundo dia de vida dele. A equipe do hospital onde Raul nasceu não estava preparada para receber um bebê com fissura e o internaram na UTI neonatal. E ele permaneceu lá por looooongos seis dias. Me lembro que no terceiro dia, quando cheguei em casa após a minha alta, minha primeira filha de quatro patas, a Julieta, que tinha parido no mesmo dia que eu (Olha que engraçado!!!) tinha feito uma sujeira enorme em casa. Tinha rasgado jornal pela casa toda, feito xixi e cocô para tudo quanto era lugar da casa e eu sem pensar comecei a limpar a casa.  Varri, passei pano, cuidei dos filhotinhos dela e fui tomar banho. Quando olho pra baixo vejo sangue escorrendo junto com a água e foi quando lembrei que estava toda costurada, tinha feito uma cesárea… (resultado, três pontos abertos… 😔). Pois bem, esse foi o primeiro episódio onde me “anulei” por só pensar no meu filho que tinha ficado no hospital, sozinho…

Percebi que a tal “anulação” tem se tornado constante em minha vida. Tanto em coisas materiais quanto nas questões emocionais, sempre penso primeiro nele e depois em mim. Outro exemplo, eu sempre fui uma pessoa que detesta hospital, nunca tive emocional para ficar com ninguém quando estava internado… E pelo Raul passei por cima desse meu sentimento e lá estava eu, firme e forte, por duas vezes acompanhando meu pequeno todo ensanguentado no pós operatório.

Parei para fazer as contas de qual foi a última vez que comprei uma roupa nova pra mim sem comprar uma pro Raul também, sapatos novos o Raul sempre está precisando de um. Eu?! AH, tenho vários sapatos…  Raul tá precisando de cortar o cabelo… Vamos ao cabeleireiro sábado? Eu?! AH,  mês que vem eu vou… Posso afirmar que foram pouquíssimas vezes que pensei em mim primeiro. Será que está errado!? Pode ser que sim… Mas não me sinto culpada por isso, e nem com pesar por ter esse pensamento. Talvez é uma dificuldade que a mãe encontra de perceber que o filho não é dela?! Talvez sim… Mas faço isso porque sei que ele precisa de mim, por enquanto… Faço isso sem pensar! Faço isso tudo por ele, sem querer nada em troca! É um amor incondicional, um amor que não tem medida! Vivo para ele e por ele! Minha vida é muito melhor por causa dele!

Um dia ele irá crescer… Pode até ser que não retribua o amor, asim como dizem algumas mães, mas eu não ligo! É o que sinto, o que tenho vontade de fazer… e vou vivendo assim! Quando tiver que me “anular”, me “anulo” sim, sem culpa.

Quem faz isso também, levanta a mão!?

Com amor,

Mamãe do Raul

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Terrible Two

O Terrible two (Terríveis 2 anos) é uma das inúmeras fases que passamos com nossos filhos antes deles conseguirem se expressar completamente de forma verbal. Sei que nem todas as pessoas já ouviram esse termo, por isso nesse post irei esclarecer sobre o assunto. É nessa etapa em que os nossos filhos começam a nos enfrentar e se revoltar de forma mais violenta quando não conseguem o que querem.

Meu filho era tão bonzinho, um francês de tão educado… Fazia tudo lindamente bem. Ele não fazia birra e uma simples conversa adiantava para qualquer que fosse a frustração encontrada. Bastava um olhar sereno para ele, perguntar o que estava acontecendo para acalmá-lo e resolvíamos o problema… Agora!? (risos) Raul chorando ou fingindo que está chorando, gritando e esperneando viraram episódios diários. Arremessar coisas no chão virou seu esporte preferido. Tiro ao alvo!? Ele está mestre, já está no nível hard! Jesus amado! Eu pensei que isso só existia nesses livros de maternidade, nos quais mergulho loucamente,  e que isso aqui em casa não aconteceria nunca. Sempre achei que quando esses episódios de birra aconteciam era por falta de conversa com os filhos, ai ai … (risos) Doce ilusão!

Um ano e quase onze meses, esse foi o tempo para que a fase Terrible Two chegasse arrombando a porta de entrada aqui de casa. Sem pedir licença e nem nada! Chegou e pronto. Ai de nós se não estivermos com o psicológico bem equilibrado. É surto na certa!!! O que é então esse tal Terrible Two!? Segundo autores de diversos livros sobre maternidade, nada mais é que a adolescência do bebê. Ah meu Deus! Passaremos, senhores pais, por duas adolescências então. Aff! Uma coisa boa é que já vamos treinando para a adolescência verdadeira… É nessa fase que as crianças se autoconhecem como indivíduos e começam a ter vontade própria. Começam a ter mais independência e por em questão a autoridade dos pais, começam a testar mesmo a paciência de nós meros aprendizes de pais. Esse fase ocorre entre os 18 meses até os 3 anos, mas há literaturas que o aceitam até os 4 anos. Há uma boa informação… nem todas as crianças passam por esta fase. (UFAA!!) Como contorná-la!? Xii… ainda estamos aprendendo. Porém tenho algumas dicas que li:

– Manter a calma (risos) e procurar entender o que seu filho está querendo. Isso não significa que deva sempre ceder as exigências dele, mesmo porque contrariá-lo faz parte do processo educativo e contribui muito para a formação do caráter e da auto-estima dele. Assim como o prepara para a vida e para a relação com outros seres humanos.

– Abaixar à altura da criança e conversar sobre o ocorrido, mas tomando cuidado em não reforçar o mau comportamento. Isso diminuirá a frequência com que esse comportamento ocorrerá e quando acontecer o contrário, quando você o contrariar e a criança agir de forma adequada, elogie.

– Não negocie quando estiver no momento da crise. Espere até que as coisas se acalmem. Acalente a criança, dê um abraço forte. Isso demonstra que você a compreende e tem amor por ela.

Sabemos que essas crises nos tiram do sério, e que nem sempre temos paciência e estamos com o emocional preparado para lidar com elas. Aqui em casa estamos tentando agir de forma natural, sem dar importância aos ataques e elogiar sempre quando faz algo certo. Elogiamos quando ele faz algo que pedimos, quando faz xixi no pinico, quando nos avisa que está fazendo cocô ou quando guarda os brinquedos na gaveta após brincar e está dando super certo. Esses ataques de birra têm diminuído, esse fim de semana foi um só, o que já foi uma grande vitória e um sinal de que estamos no caminho certo. Sabemos que é difícil também, porque muitas vezes outras pessoas interferem e criticam a situação. Escuto muitas pessoas criticando também o Raul quando está em crise e vejo que ele fica ainda mais nervoso com a situação. Por isso, quando estamos também em meio a ataques, seja quem estiver do lado eu falo assim “um minuto que eu e Raul estamos conversando”.  Dessa forma concluo que além de estarmos nos educando e educando o nosso filho, também tentamos educar as pessoas a nossa volta. Assim, o Terrible Two vai passando e logo logo chegaremos a outra fase que sempre servirá para um aprendizado novo.

Com amor,

Ana Maria.

Meu parecer sobre o 1° Seminário Internacional de Mãe

Bonjour, pessoal!

Ontem aconteceu aqui em Belo Horizonte/MG, no hotel Ouro Minas, o 1° Seminário Internacional de Mães. Quem nos segue nas redes sociais já sabia que eu estava indo e que estava super ansiosa para esse dia. No decorrer desse texto vou contar tudo para vocês o que presenciei e como foi o dia.

Pois bem, cheguei lá as 08:00 em ponto. Quando chegávamos tinha uma equipe super organizada entregando os crachás. A equipe organizadora pediu por meio de um email, uma foto dos nossos pequenos para um mimo, e este mimo era o nosso crachá com o nosso nome e a foto dos pequenos. Olha a foto ai abaixo.

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Além desse crachá, tinham dois telões na frente do palco com essas mesmas fotos passando durante todo o seminário. Eu achei simplesmente um carinho tremendo para com as mamães. Não sei se as organizadoras fizeram de caso pensado, mas confortava meu coração só de ver o Raul às vezes no telão, já que ia ficar o dia quase todo longe do meu príncipe.

As organizadoras do evento eram duas veterinárias e que, junto com a revista Pais e Filhos, fizeram o evento. (Visitem o site  para maiores informações http://www.seminariodemaes.com.br) No evento tivemos seis palestras e muitos brindes e mimos, alguns vinham dentro dessa sacolinha fofa.

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O Raul deu uma desfalcada nela e já tava usando pra colocar brinquedos. 😂 Mas tinha muita coisa dentro dela (revistas, meia da Puket, bloquinho de anotações, caneta e milhões de propagandas dos patrocinadores). Após um dos intervalos, quando voltamos para o auditório, tinha mais um brinde na cadeira, um mordedor da MAM.

A primeira foi a da Mônica Figueiredo com o tema “Qual o desafio de ser mãe nos dias de hoje?”. Ela é jornalista da revista Pais e Filhos e que também conduziu todo o seminário apresentando e conversando com os palestrantes. Ela é uma figura! (risos) A segunda foi a da Cris Guerra, com o tema “A arte de ser mãe”. A palestra dela foi contando a sua história de vida. Como eu não a conhecia, achei o máximo! Ela também é jornalista e dona do site http://www.crisguerra.com.br. Gente entrem no Google e pesquisem sobre essa mulher. Super guerreira e tem uma história incrível! Ela foi a primeira a lançar esses blogs de look diários. Ela é muito irreverente! E o filho dela, o Francisco!? Uma fofura! A terceira palestra foi a do Luiz Alberto Hanns, psicólogo e psicanalista, autor do livro “A equações do casamento”. Essa sem dúvida foi uma palestra bem interessante, falou sobre relacionamentos dos pais e dos pais com os filhos. Gostei muito mesmo! Vou até comprar o livro e depois faço um resumão pra vocês. E como o tema da palestra dele é bem polêmica e muitas mamães ficam com o relacionamento abalado após a maternidade, nem preciso de comentar o tipo de perguntas que saiu após a palestra, né?! Aff… Bom, tivemos umas duas horas para almoçar e após o almoço as palestras mais esperadas por mim, a da Melinda Blau autora do best seller Encantadora de Bebês e a da Pamela Druckerman de outro best seller Crianças francesas não fazem manhã. A Melinda surgiu com o tema “Construção e gerenciamento da família”, dando dicas de como melhorar a nossa comunicação dentro de casa e dando exemplos de como aumentar nossa conexão com nossos familiares. Mais dicas nós encontramos no seu novo livro com o nome A encantadora de famílias, mas não se preocupem, também irei ler e conto pra vocês. Mas acredito que deva ser muito bom, assim como os outros que ela, junto com a Traccy Hogg, escreveu. A última palestra que assisti foi a da Pamela, com o tema “O que podemos aprender com os franceses sobre a criação dos filhos?”. Era a palestra que mais estava esperando, pois sou muito fã dos livros que ela escreveu. Para mim, a palestra não teve muita coisa diferente do que ela já escreveu no livro, mas foi muito legal vê-la falando português. Ela iniciou a palestra em português e depois passou para inglês para ficar mais a vontade na fala. (risos) Fofa demais, né?! Bom, fui pega de surpresa com uma enxaqueca terrível e que quase me causou um desmaio dentro da sala do hotel e fui obrigada a perder a última palestra da Laura Muller, que era um Talk Show com o tema: Sexo depois dos filhos. Fico devendo para vocês o meu parecer sobre essa palestra.

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Olha a Melinda aí… Ela passou por duas vezes do meu lado, mas não sei ser tiete gente… 😕 A vergonha é maior e a foto foi só de longe mesmo. 😢

No geral, o seminário foi bem legal! Bem organizado! Encontrei algums pessoas que eu conhecia e que nem imaginava que estariam lá. Fiquei sem internet durante todo o  dia e por isso não fiz Snapchat e nem atualizei instantaneamente as nossas redes sociais. Isso nós temos que agradecer a TIM! (Aff…) Enfim, não posso deixar que uma internet e nem uma dor de cabeça acabem com meu dia, né!? Fiquei sabendo que no twitter a revista pais e filhos estava transmitindo o congresso todinho pelo Periscope. Quem quiser dá uma olhadinha lá. Acho que elas já estão pensando no próximo seminário, pois dentro da sacolinha tinha um questionário com sugestões para o 2° Seminário de Mães.

No mais, algum leitor aí foi e quer nos contar a sua versão!?

Com amor,

Ana Maria.

Direito de Chorar

Oi gente!

Pelo direito de chorar dos nossos pequenos, resolvi escrever esse post. Hoje caí na real aqui em casa… em uma das crises dos Terrible Two do Raulzito me deparei com um grito meu: “Raul para de chorar! Chega!”. Eu estava concentrada no almoço e nas panelas no fogão, enquanto ele estava querendo subir em cima da mesa para pegar um carrinho que tinha deixado lá. Eu não estava entendendo o que ele estava querendo (ou não estava mesmo prestando atenção no que ele estava fazendo) e então ele começou a chorar, gritar, pegar tudo que estava ao redor e jogar no chão. Faltou só deitar e começar a espernear. Eu perdendo a paciência com todo o show que ele resolveu fazer comecei a ficar nervosa e soltei esse grito. Confesso que ando fazendo muito isso, pedindo para ele parar de chorar. Mas espera ai… Esse é o jeito certo?! Podar meu filho de se expressar, sendo que ele tem um vocabulário bem restrito (tem só 01 ano e 10 meses). Até dois anos a criança ainda está construindo e adquirindo vocabulário. No máximo conseguem falar umas 200 palavras. Conjugar verbo ainda nem passa em pensamento. Está tentando construir frases de duas palavras. Ora, Ana Maria, o jeito que ele tem de chamar a atenção quando não consegue ser entendido é dessa forma… chorando!

Chorar não é vergonha! Essa de que homens não choram, que muitas vezes ainda escutamos alguns falarem, é pura repreensão dos sentimentos alheios. Homens choram, mulheres choram e obviamente crianças por não terem como se expressar irão chorar mais ainda. Vão chorar porque estão com fome, com sono, por estarem estimulados demais, por quererem colo, por não quererem brincar com outra criança, por estarem com dor de barriga, com gases… e por aí vai…no futuro será por um amor não correspondido, por uma nota não alcançada na escola, por medo de apresentar um trabalho. Choram de alegria por ganharem um presente, ao receberem um pedido de namoro, ao terem a permissão do pai para ir a um show da banda famosa que tanto ama… Xi, poderia listar mil coisas que se passaram pela minha cabeça enquanto escrevia esse texto e que me fizeram refletir muito nessa minha frase de hoje. E cheguei a conclusão de que ele só estava tentando se comunicar comigo e eu simplesmente não prestei atenção. Ele na verdade estava precisando de ajuda e eu ocupada com meu fogão.

Acredito que muitos já passaram por algo parecido com o que vivi hoje ou já presenciaram cenas semelhantes. Nós, muitas das vezes, não estamos “dispostos” a nos comunicarmos e doarmos um pouco da nossa atenção para os filhos. Isso é resultado da nossa rotina cansativa,  do nosso estresse e do cansaço excessivo do trabalho… sim, com certeza! Entretanto, se os enxergarmos como seres humanos e que têm vontade própria mas que não conseguem se comunicar perfeitamente e se expressarem com palavras seus sentimentos, os entenderíamos muito mais. Gostaria de deixar somente uma ressalva, existe sim o choro de birra. Ele ocorre normalmente quando a criança não tem o que ela quer ou na hora que ela quer. Porém, independente de qual seja a causa do choro, devemos agir de forma serena, pois o que importa nesse momento é identificar o tipo de informação que a criança pretende nos passar para que possamos tomar a melhor decisão sem perdermos a compostura.

Com amor,

Ana Maria.

FnM nas Redes Sociais

Olá pessoal!

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Esperamos por vocês!

Com amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: A fala dos “Fissurados”

Oi gente!

O assunto de hoje é sobre Fissura. Como tem muitas mamães me perguntando como é a fala de bebês que têm fissuras e se são atrasados em relação a linguagem, resolvi escrever este post.

Já falei aqui no Blog e torno a repetir, bebês fissurados são NORMAIS como todas as outras crianças. A única diferença é a abertura na boca e no palato. Quanto ao desenvolvimento da linguagem não tem nada de diferente, ela acontece do mesmo jeito como todas as crianças. O que pode acontecer são os sons que podem sair um pouco distorcidos se começarem a falar antes da cirurgia, por ainda terem o palato aberto (céu da boca). Por esse motivo, se a cirurgia for realizada no tempo certo, a fala dos nossos pequenos tem uma enorme chance de não ser prejudicada.  Existe um fator bem importante que também auxilia muito que é a escolha de um cirurgião plástico ou um centro especializado no assunto na hora de operar.

Antes da cirurgia os bebês devem ser estimulados normalmente em relação a fala (Já fiz um post sobre Estimulação de linguagem, deem uma lida depois!), o que podemos fazer desde sempre é incentivá-los a direcionar o fluxo aéreo para a boca, pedindo para a criança tampar o nariz com a mão ao falar palavras com a consoante /p/, como por exemplo papai, e também colocar brincadeiras no dia a dia que estimulam o sopro, como por exemplo: tocar flauta, gaita, apito e fazer bolinhas de sabão. Após a cirurgia de palato o que às vezes pode acontecer é o que nós fonoaudiólogos chamamos de disfunção velofaríngea,  que podemos exemplificar com o escape de ar nasal ao falar, hipernasalidade na fala, refluxo nasal de alimentos e distúrbios articulatórios compensatórios (DAC). Por isso, ressalto aqui a importância de procurar um bom profissional cirurgião plástico e um bom fonoaudiólogo, que sejam experientes no assunto. O fonoaudiólogo irá avaliar e passar exercícios para que esta etapa seja vencida e que as alterações na fala sejam minimizadas antes e após as cirurgias. Fazendo isso, podem ter certeza de que as chances de sucesso são enormes.

Depois da palatoplastia, Raul já falava algumas palavras como mamãe, áái (papai), vovó, auau, ága (água), bó (bola), etc. Não falava nada com as consoantes /p/, /d/, /k/ e /t/ ainda, por exemplo, papai ele falava “áái”. Alguns meses de treino e muito sopro (risos) saiu o primeiro papai. E hoje já fala o /p/, /b/, /t/ tranquilamente. A luta agora é para usar o /k/ nas palavras corretamente. Dentre esses sons que citei o único que ainda estamos na luta para ele usá-lo da maneira correta é o /k/ (o mesmo som quando falamos “casa”). Em sílabas isoladas e até em palavras que não tem o /k/ ele usava, por exemplo: ele falava “moco” ao invés de moto. (risos)

Confesso que eu fico um pouco neurótica com a fala do Raul, pelo fato dele ter nascido com fissura, mas ele está até mais desenvolvido do que muita criança que vejo na mesma faixa etária dele (Raul está com 01 ano e 09 meses). Se você escutar ele conversando sozinho ele fala quase todos os fonemas, inclusive alguns que são aprendidos mais pra frente. Enfim, o que temos que preocupar é em estimular. Estimular e muito a audição, colocar músicas para a criança escutar, dançar, cantar, brincar muito, dar livrinhos para ela ir vendo as figuras, estimular a imitação de sons de animais, meios de transportes, telefone, ranger da porta, etc., usar mesmo a imaginação e a criatividade com seus filhotes. Quanto mais brincamos e damos exemplos, eles aprendem! E a última e mais importante dica em relação a fala: Seja o exemplo de fala para o seu filho. Fale certo! Fale as palavras corretamente, mesmo que você ache lindo  e morra de amor quando seu filho falar “ábua” (água), “mimi” (dormir), “bubu” (chupeta/bico) e outras coisas fofas! Criança é seu espelho, em tudo! Pense nisso…

Ps.: Olhem aí, o Raulzito falando Papai logo quando aprendeu a fazer o /p/.

Ps. 2: Já estamos providenciando vídeos no nosso canal no youtube.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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