Cuidados com a cicatriz após a labioplastia

Bom dia!

Hoje vou esclarecer algumas dúvidas em relação aos cuidados necessários com a cicatriz após a labioplastia ou queiloplastia.

Após a cirurgia o que devemos fazer é limpar sempre os pontos com água e sabão na hora do banho, tomando cuidado para não apertar demais os pontos. Lavar bem de leve! Não é necessário passar nada para limpar, nenhum produto, como por exemplo soro fisiológico com algodão. Algumas mamães passam algodão ou limpam com gaze, mas isso pode causar atrito nos pontos e muitas das vezes quando se passa algodão gruda pedacinhos nos pontos, o que não é legal e pode causar até mesmo infecções, então o ideal é somente lavar com água e sabão, secar com bastante cuidado com uma toalha macia e fazer o uso da pomada cicatrizante que o médico solicitar.

É importantíssimo não tomar sol por no mínimo três meses para que a recuperação da cirurgia tenha um bom resultado com uma melhor cicatrização. Após os pontos caírem e passados esses três meses iniciais, se for tomar sol, mesmo que seja indiretamente, deve-se usar bloqueador solar. Nós ficamos um ano sem expor o Raul ao sol, e até hoje uso bloqueador e um boné quando vamos passear no sol. A pediatra do Raul recomendou o uso de uma pomada para diminuir a cicatriz, e desde a caída dos pontos começamos a usá-la.

Passados trinta dias após a cirurgia e a queda completa dos pontos dos lábios, provavelmente o fonoaudiólogo que atende seu baby deverá passar uma sequência de massagens para melhorar a mobilidade e o alongamento da área operada, a fim de evitar o enrijecimento da cicatriz. A massagem será compreendida por movimentos circulares, para cima e para baixo, e de dentro para fora da musculatura envolvida. Esses exercícios deverão ser feitos diariamente, no mínimo três vezes ao dia,  o máximo de tempo que conseguir. Eu fazia durante o banho do Raul e quando ele estava dormindo, que eram os momentos que ele me deixava colocar os dedos dentro da boquinha dele. Abaixo estão figuras demonstrando algumas massagens que passamos, mas a importância de se ter um fonoaudiólogo acompanhando e ensinando a fazê-las corretamente não é diminuída, ok?! Seja sempre acompanhado por algum profissional que o ensine a realizar corretamente.

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A importância dessa massagem é justamente para a cicatriz ficar mais maleável e não prejudicar na articulação da fala, na movimentação dos lábios e para dar um resultado estético melhor na posição dos lábios.

O resultado da cicatriz vai depender muito da tonalidade da pele da criança e da genética em relação à cicatrização, mas seguindo essas dicas e cuidados no pós operatório o resultado já é muito satisfatório.

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Foto do meu príncipe Raul com o resultado da cicatriz dele. 😍

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

 Ps.: As figuras demonstrando as massagem são do link http://www.amigonerd.net.

Picnic dos Dinossauros do Raul

Bom dia!

Como já sabem, Raul fez 2 anos! E hoje vou contar os detalhes de como comemoramos o aniversário dele.

Eu e Rodrigo decidimos que manteríamos nossa ideia de fazermos somente aniversários de criança para crianças. Então começamos a pensar em como comemoraríamos o aniversário do Raul este ano. Como temos o costume de ir aos fins de semanas a parques e praças, e sempre levamos algo para comer, resolvemos que seria um picnic. Ao explicar para Raul que sua festa seria um picnic e que ele poderia escolher o tema (claro que expliquei para ele o que era tema!) e ele logo falou “Dissáuo” (dinossauro… risos).

O picnic aconteceu no parque Ursulina de Andrade Mello que fica no bairro Castelo, aqui em BH. Lá existe um local para picnic, que você pode reservar mandando um e-mail pra prefeitura (eventosfpm@pbh.gov.br). Basta dizer o dia, o local, o horário e a finalidade do evento que o pessoal da prefeitura entra em contato com você e dá continuidade ao processo de reserva. Reservar é preciso para evitar que aconteçam outros eventos no mesmo dia e no mesmo local prejudicando sua festa. É importante ressaltar que os frequentadores do parque respeitam sua festa e não invadem o seu picnic, já que estão se acostumando com esses tipos de eventos aqui em BH. Nessa área reservada existe uma pérgola e no chão, logo abaixo dela, alguns tocos de árvore formam uma área fora da grama, bem bacana por sinal! Ao lado dessa pérgola, existem duas áreas laterais gramadas onde é possível colocar toalhas pra sentar debaixo das árvores e dá pra criançada brincar até. É possível ver micos, esquilos, galinhas, marrecos e mais um monte de aves que vivem no parque andando bem pertinho das pessoas. Perto da entrada há também um lago bem bonitinho onde é possível encontrar patos e tartarugas, super legal!

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Para comer fizemos somente coisas que Raul gostava. A comemoração foi feita para ele mesmo, ele escolheu tudo o que teria de comer. Só não levei os tomates que ele pediu… risos. Tinha salada de fruta, banana, espetinho de uva, mini sanduíche, mini enrolado de salsicha e de presunto com queijo,  pastel frito, pão de queijo, pirulito de chocolate, cookies, palha italiana de doce de leite e bolo. Nós (eu e Rodrigo) fizemos algumas coisas como os doces e a salada de fruta. Para beber teve refrigerante, suco, água e água de coco, todos em versão mini. Esse era o cardápio do nosso mini chef. Para a decoração comprei 2 metros de chita xadrez vermelha para forrar o chão. Reciclei caixotes de feira para servir de bandeja para as comidas e suporte para o bolo. Fiz bandeirolas para pendurar e só! O local já é lindo e nem precisava de decoração! Como Raul queria algo de dinossauro, compramos as velas para o bolo de dinossauros.

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Levamos bolas, uma trave de gol, uma toca com um túnel e bolinhas de sabão pra as crianças brincarem. Mas lá no parque também tem os brinquedos próprios de lá, como escorregador, balanço, etc.

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Nem preciso comentar que Raul chegou em casa vermelho de tanta terra e morto de tanto brincar e correr … risos. Aproveitou tudo o que tinha direito. Chegamos às 09:00 horas e saímos às 13:00. Foi super divertido e todo mundo gostou!

No domingo, teve a parte dois do picnic. Fizemos outro no zoológico daqui de BH com meu pai e a família dele. Fomos passear no zoo porque é o passeio predileto do Raul e do vovô dele também! Aproveitamos e levamos coisas para fazer um lanche depois e claro que ele quis levar as velinhas para colocar de novo no bolo de cenoura que levamos… risos. As velas viraram brinquedos para ele depois do aniversário! Ele realmente curtiu muito esse fim de semana e nós ficamos satisfeitos de ter feito a felicidade dele!

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Ano que vem tem mais! E depois do sucesso que foi esse fim de semana, só reforça minha ideia de que festa de criança tem que ser para criança!

Com amor,

Ana Maria.

Relato da mamãe Cynthia Pugliese, a mamãe da Letícia.

Olá pessoal! Tudo bem?

Meu nome é Cynthia, tenho 33 anos e sou casada há cinco.  Depois de dois anos de casada, eu e meu marido decidimos ter um filho e, a expectativa, desde o início, para a chegada deste bebê, tomou conta de mim. Tudo aconteceu muito rápido. Parei de tomar o anticoncepcional em junho de 2012 e, em julho do mesmo ano, já estava grávida.  A notícia da gravidez foi muito bem recebida por todos das duas famílias, pois, seria o primeiro neto.  Passei por muitos enjoos e mal estar nos primeiros meses como qualquer outra gravidez. No exame realizado na 12º semana, chamado translucência nucal, foi constatado uma pequena alteração. Lembro-me deste momento como se fosse ontem. Fiquei desesperada, achei que meu mundo fosse cair quando o médico me disse haver a possibilidade do meu bebê ter alguma síndrome, que eu deveria realizar um procedimento chamado de Biopsia de Vilo Corial, um exame capaz de confirmar se existia alguma alteração genética. Eu e meu marido não aceitamos bem o diagnóstico e repetimos o exame de translucência em outra clinica, onde, mais uma vez, a alteração foi detectada. Neste momento, não recebi o apoio da minha médica e resolvi mudar. Tive indicação de outra médica, Dra. Rachel, que foi o anjo em nossas vidas. Com ela conseguimos esclarecer nossas dúvidas e anseios e decidir que não iríamos fazer o exame para saber se existia alguma síndrome, pois, o exame tinha o risco de 2 % de aborto. Não queria perder o meu bebê independente se tinha ou não algo. O resultado não iria impedir de termos o nosso bebê e decidimos seguir em frente com ajuda de toda a nossa família. Aquele resultado não iria mudar o amor que sentia pela vida que estava crescendo dentro de mim. Decidi não fazer o exame. No ultrassom seguinte descobrimos que teríamos uma menininha e a alegria tomou conta de mim, sempre quis ter uma menina.  A partir daí, todos os ultras que realizava, não mostravam nenhuma alteração significativa, somente que o percentil era mais baixo, o que poderia estar ligado a alguma síndrome, mas também não estava confirmado. Aos sete meses quando fui fazer o ultrassom de rotina, a médica me informou que eu estava com diástole zero, ou seja, o fluxo de sangue do cordão para o bebê estava passando em intervalos, e, por isso, ela não crescia tanto e nem ganhava peso. Depois desse ultrassom a minha ansiedade aumentou em 100%, pois, uma vez por semana teria que fazer um ultrassom para ver se o bebê estava bem, porque se estivesse em sofrimento, o parto teria que ser realizado imediatamente. Foram dois meses realizando este procedimento toda semana e, por fim, consegui segurar a minha gravidez até a 37º semana. Letícia nasceu no dia 07/03/2013 pesando 2,420kg e 42cm. Era muito pequenininha. Enfim, poderia pegar minha princesa nos braços. O dia tão esperado tinha chegado e, o medo da notícia, também. Era hora de confirmar o que eu já sabia do fundo do coração. Na sala de parto, a pediatra me disse que Letícia tinha as características da Síndrome de Down, mas, que só seria confirmado com o exame cariótipo. Lembro-me de sentir um aperto no coração naquele momento e engolir o choro. Senti muito medo. Medo de ver minha filha sofrer, de não ser aceita pela sociedade. Passava mil coisas na minha cabeça. Lembro-me de ter chorado naquele quarto de hospital. Eu e meu marido choramos muito e prometemos que seria a última vez, pois, dali pra frente seria somente alegria. E não é que foi? Letícia vem nos surpreendendo a cada dia. Desde pequenininha vimos a sua esperteza. Sugava bem no peito, era muito ativa e muito esperta. Começou a fonoaudiologia aos três meses, fisioterapia aos cinco meses e terapia ocupacional com um ano. Escrevendo este relato hoje, vejo que Deus esteve presente em minha vida em todos os momentos e que ele é bom demais. A Letícia é uma criança muito carinhosa, alegre e engraçada. Minha filha veio unir as nossas famílias e completar a minha felicidade com o meu marido. O desenvolvimento dela está muito bom. Ela sentou aos oito meses, engatinhou com um ano e quatro meses e andou com um ano e dez meses. Tem muito interesse por brincadeiras e adora desenhos. A estimulação sempre foi presente na vida dela, desde pequena e sei que isso vai acontecer durante muitos anos. Ela é capaz de realizar tudo como qualquer outra pessoa e, eu não vou medir esforços, para que seus objetivos e seus sonhos sejam alcançados. Hoje sou uma pessoa melhor e muito mais feliz por ter a Lelê em minha vida.

Abraços com muito amor,

Cynthia Pugliese

Muito carinho e um cromossomo a mais – Por Marcelle Camargo

Oi gente. Tudo bem com vocês?

Hoje vim falar de um assunto cercado de muito preconceito: a Síndrome de Down. Como a própria palavra já diz, há um pré-conceito formado sem conhecimento, porque faltam informações à população. É sempre interessante lembrar que a Síndrome de Down não é uma doença, não se adquire, é apenas uma condição genética diferente da maioria das pessoas. Normalmente, os humanos apresentam em suas células 46 cromossomos, que vem em 23 pares. Crianças com Síndrome de Down têm 47 cromossomos, pois, em vez de ter duas, têm três cópias do cromossomo 21. O que esta cópia extra de cromossomo provocará no organismo varia de acordo com a genética familiar da criança, além de fatores ambientais e outras probabilidades. Não é só um cromossomo a mais. Também é mais carinho, mais alegria, mais verdade e mais amor. A única coisa que precisa ser menos é o preconceito. A sociedade precisa entender que diferença não é sinônimo de incapacidade. No livro Síndrome de Down – “Uma introdução para pais e cuidadores”, os autores comprovaram que 80% das crianças com Síndrome de Down conseguem ser integradas com facilidade em pré-escolas e a deficiência não afeta, em grande parte, o desenvolvimento. Eles podem levar uma vida comum e normal se, desde pequenos, receberem os cuidados corretos. Um bom ambiente familiar é crucial para garantir o desenvolvimento e convívio social da criança. Pais dedicados e informados precisam intervir desde cedo nas etapas da aprendizagem, práticas vocacionais e, junto com os professores e profissionais da saúde, podem produzir resultados surpreendentes. Na verdade, os cuidados que deve se ter com uma criança com a síndrome, são os mesmos que se tem com uma criança sem a síndrome. É o mesmo processo de dar carinho, amor, estimular a independência, incentivar o aprendizado, de forma natural e espontânea, respeitando suas limitações individuais. Superproteção e excesso de cuidados, na maioria dos casos, são os inimigos do crescimento emocional, social e intelectual da criança, isso faz com que os pais e a sociedade infantilizem o indivíduo, impedindo que ele vivencie diferentes etapas da vida, desde a infância, passando pela descoberta da sexualidade, até o completo amadurecimento. O momento ideal para se colocar uma criança com Síndrome de Down na escola é o mesmo de qualquer criança: quando ela começa a falar. Ela vai aprender desde o básico, como, avisar que está com fome ou que precisa ir ao banheiro e elaborar formas mais complexas de comunicação, emitindo opiniões e criando novos relacionamentos. Apaixone-se por seu filho. Toque-o, beije-o e abrace-o com muito carinho. Comunique-se e veja como ele expressa muitas coisas mesmo antes de falar. Não há terapia melhor do que o amor!

Um abraço,

Marcelle Camargo.

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Raul fez dois anos!!! 😄

Há dois anos meu mundo mudou. Há dois anos sei o que é o verdadeiro amor, o amor incondicional. Há dois anos tento ser uma pessoa melhor, tento enxergar o mundo de uma outra forma, tento ser uma boa mãe, uma boa pessoa…

Raul veio para melhorar minha vida, que já era muito boa! Mas deu mais sentido em todos os aspectos, até mesmo na minha profissão, a qual não tinha entendido o porque da escolha do curso. Como pode um ser tão pequeno em tão pouco tempo nos ensinar tanto?! Me pergunto isso as vezes.

Uma simples cheiradinha de manhã ou um olhar de rabo de olho e já somos capazes de nos entendermos… Vencemos muitas batalhas juntos, o parto, as noites sem dormir, as  pré-cirurgias, as cirurgias, as pós cirurgias, os sons falados certos, o sopro na flauta, o sugar o canudinho… Mas saímos orgulhosos de cada etapa vencida! Hoje ele está liberado do tratamento médico,os retornos serão anuais, apenas para controle e talvez não precise mais de cirurgias. Somente para correção estética quando adolescente, se precisar e ele quiser. Foram os dois anos mais intensos da minha vida, isto eu posso afirmar.

Sei que as batalhas aindam só começaram. Daqui a pouco vem a escolinha, o pré-vestibular, as namoradas, as baladas, as viagens sozinho com os amigos… Estou me preparando psicologicamente para cada uma delas, mas enquanto isso vamos nos entendendo e passando por cada fase com o gostinho de dever cumprido e com a cumplicidade que temos um com o outro.

Filho, você foi a razão que encontrei para me tornar uma pessoa melhor! Devo isso a você. Por você sempre darei o meu melhor! Te amo a cada dia mais! É tanto amor que não cabe em mim!

Feliz dois anos de vida! E feliz dois anos de uma nova Ana, pra mim! Ah e também feliz dois anos do Fissurada na Maternidade, porque você foi o motivo dele existir! 

Com muito amor,

Ana Maria.

Ps.:  Já já posto os detalhes dos dois picnics que Raul teve de niver. 😍☺

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Coaching para pais e mães

O meu bom dia de hoje vai com uma dica de leitura muito gostosa de fazer e que irá te fazer refletir muito. Falarei hoje sobre o livro “Coaching para pais e mães” da autora italiana (mas que mora aqui no Brasil há bastante tempo) Bibiana Teodori, lançado pela editora Matrix.

A contra capa do livro vem com um conteúdo que me instigou a comprá-lo dizendo assim: “…Seja bem-sucedido na educação dos seus filhos. O que conta para eles são sua atitudes; assim, é necessário que você defina, antes de qualquer coisa, os seus objetivos – quais os valores que você deseja transmitir a seus filhos…” E é bem assim mesmo que, no decorrer do livro, a autora vai te ajudando a traçar seus objetivos e a listar e ordenar seus valores em forma de prioridade e importância. Além de te ajudar a entender bem melhor seu filho! O livro traz um questionário que nos auxilia a enquadrar nossos filhos em: Criança Auditiva, Visual ou Cinestésica. Fazendo com que os entendamos e tenhamos uma comunicação bem mais eficaz com eles.

Estou utilizando com o Raul algumas dicas e já coloquei os meus valores e os ordenei de acordo com importância de cada um deles para que eu possa passá-los pro Raul. Lendo o livro você acaba fazendo uma releitura da sua própria vida e das suas atitudes, e isso acaba te fazendo repensar muitas coisas e a trilhar novos objetivos de vida. Eu particularmente achei o máximo e recomendo a leitura! Se alguém se interessar e depois de ler quiser contar aqui o que achou pra gente, fique à vontade.

Com amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: Mastigar é preciso!

A mastigação é uma das funções do nosso corpo. Ela é muito importante para o desenvolvimento craniofacial e para o fortalecimento da musculatura orofacial. É a fase inicial do processo digestivo e para que ela ocorra harmoniosamente é necessário uma coordenação de vários músculos e nervos do nosso corpo. A sua função é reduzir o tamanho dos alimentos para serem mais facilmente digeridos.

O processo de mastigação inicia por volta dos 5/6 meses de vida, que pode coincidir com o nascimento dos primeiros dentinhos. E cabe a nós pais e cuidadores oferecermos a maior variedade de textura de alimentos para os nossos bebês. Desta forma promoveremos à criança uma maior estimulação para o processo de desenvolvimento dessa habilidade de mastigação. Mesmo os bebês tendo somente os dentes da frente, ou mesmo ainda banguelinhos, já exercitam o ato de mastigar, mantendo contato entre as gengivas e com isso já vão treinando para depois comerem um belo prato de arroz com feijão.

Enganam-se os pais, que pensando estarem ajudando no desenvolvimento do processo de mastigação e da deglutição, facilitam a consistência dos alimentos passando-os pela peneira ou batendo-os no liquidificador. Mastigar é preciso e quanto antes iniciar melhor para o desenvolvimento dos nossos pequenos.

Mas quando iniciar com a mastigação?! Bem, a introdução de alimentos que não seja o leite deve ser iniciada entre os 5/6 meses justamente na época que começa a maturação neurológica para que essa nova etapa seja estimulada. Antes converse com seu pediatra a respeito, por exemplo, o Raul iniciou esta etapa aos três meses, devido à cirurgia que o esperava. Vamos às dicas para estimularem a mastigação dos pequenos:

*Evite bater no liquidificador ou passar os alimentos na peneira; *Amasse com um garfo os alimentos, para que a criança possa se acostumar com as texturas;

*Prefira as colheres de silicone, elas além de oferecem mais segurança caso o bebê venha a mordê-las, não esquentam como as de metal;

* Ofereça alimentos de texturas variadas, assim estimulamos também as sensações;

*Ofereça as frutas e os legumes picados (Veja o post do BLW, quem sabe vocês não animam a fazer!?)

*Estimule seu filho a comer todos os tipos de alimento.

Com amor,

Ana Maria Poças

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Ps.: Achei este artigo científico muito legal que tem como título: Início do processo de mastigação, O que pensam as mães e cuidadores. Segue o link para quem quiser dar uma lida.

Clique para acessar o 527af65c25b31b13215d87c19731e89e.pdf

Pirraça, como lidar? – por Marcelle Camargo

Oi gente, tudo bem?

Vim falar sobre a fase da pirraça, tão comum nas crianças entre um e três anos. É nessa fase que elas testam seu limite, sua paciência, sua capacidade de ser (ou não) zen. Você, como todo mortal, tem vontade de bater, colocar de castigo, fingir que não conhece, atirar pela janela, despachar pelos correios, mas, o bom senso te traz à realidade e você respira, inspira, respira, inspira e repete o processo só para garantir. Tem que ter muito jogo de cintura, não é mesmo? É um momento desgastante, porque nem a própria criança sabe os verdadeiros motivos daquele comportamento e usam a pirraça à vontade para alcançar seus objetivos. As mamães sentem-se impotentes com aqueles gritos estridentes, aqueles choros escandalosos, aquele drama a lá novela mexicana e, não encontram muitas saídas, a não ser, esperar a crise passar. Porém, algumas atitudes devem ser tomadas, para que aqueles leõezinhos sejam domados. É importante que os pais sejam firmes, não cedam à choradeira, não confundam amor com limite. Seu filho só te respeitará se você souber impor limites. Deixem bem claro, desde sempre, quem manda dentro de casa. Reforcem o discurso “papai e mamãe só vão deixar Joãozinho fazer isso porque se comportou muito bem na casa da vovó”. Quando a criança começar a atirar objetos, se jogar no chão, puxar toalhas, só para chamar a atenção, deixe claro que não aprova aquele comportamento e saia de perto dela (desde que não esteja em risco). Se perguntar o que a criança quer, vai incentivá-la a agir sempre dessa forma quando quiser algo. A criança vai perceber que aquela pirraça não resolve os problemas dela e vai acabar cansando. Porque fazer pirraça cansa né, gente? Muita energia gasta, muito grito, muito choro, muitos puxões no cabelo. Outra coisa importantíssima é o pai e a mãe manterem o mesmo discurso na frente da criança. Se um desautoriza o outro, compromete a educação do filho. É da natureza humana, recorrer à pessoa mais permissiva para conseguir as coisas e a criança vai perceber logo quem é o “bonzinho” e quem é o “malvado” da relação. Depois que o furdunço terminar, é a hora de dar água, limpar as lágrimas, pegar no colo e, se for preciso, enfiar debaixo do chuveiro para tirar o suor + as lágrimas + cabelo na cara + meleca escorrendo ou só para ajudar a acalmar mesmo. Uma amiga me contou que quando sua filha começava a fazer pirraça, ela já avisava que não adiantaria e ia para outro cômodo da casa, para deixar a atriz mirim sozinha. Só, que quando ela mudava de cômodo, em menos de um minuto, aparecia um corpinho se jogando no chão e ficavam nessa, uma fugindo e a outra a perseguindo para mostrar seu show. Uma hora a filha cansava e elas se entendiam. E é aí que está o segredo, não se deve entrar na onda da criança. Se os pais perdem o controle da situação, a criança de duas uma: ou vai assumir o controle da forma mais barulhenta possível, perdendo o respeito, ou, ficará tão perdida quanto os pais. A boa notícia é que como toda fase, isso passa.

Força na peruca, gente.

Um abraço,

Marcelle Camargo

Fissurado na Paternidade – por Rodrigo Patricio.

Bom dia.

O dia em que descobri que seria pai foi um dia muito especial mas que começou de uma forma no mínimo engraçada. Além de ser acordado com a frase: “Rodrigo, estou grávida” havia um teste de gravidez quase tapando minha visão.

De qualquer maneira foi uma notícia que me deixou completamente feliz. A Ana e eu já havíamos desistido de tentar engravidar. Isso porque nossas tentativas não haviam dado certo e, como estávamos começando a vida em outra cidade e iniciando em novos empregos, decidimos focar no trabalho e tentar novamente no futuro. Na verdade, como as nossas chances de engravidar eram pequenas chegamos até em pensar em adotar uma criança. Porém com a descoberta da gravidez ficamos muito entusiasmados.

Normalmente a ficha do homem só cai realmente quando a criança nasce. Aquela história de “olha ele mexendo aqui!” ou “Nossa, ele chutou a sua mão! Você Sentiu?” é muito superficial para nós.

“É claro que eu senti!” (era a vontade que eu tinha de responder) rs… mas é muito pouco comparado ao que a mãe pode sentir. É por isso que a nossa cara nesse momento geralmente decepciona a mãe…rs… ela sente um chute enquanto a gente sente um pequeno tremor, quase imperceptível.

Entretanto, quando soubemos da notícia que o Raul teria lábio leporino e fissura palatina eu me senti um pouco mais perto dele. Foi um pequeno empurrão para a ficha cair. Eu precisava realmente cuidar dele, indiretamente é claro. Por mais que eu também estivesse desconfortável com aquela situação e por também estar triste por ver a Ana triste, eu precisava criar o melhor ambiente para ela, o que traria para ambos uma gestação mais tranquila. Obviamente qualquer mãe sentiria medo ao receber a notícia de que seu filho tem alguma peculiaridade, mas pelo fato de ser Fonoaudióloga e saber todas as possíveis complicações que poderiam ocorrer, era compreensível que ela se sentisse muito mais angustiada. É daí que vem aquela frase “O doce sabor da ignorância”.

Por essas e outras eu poderia classificar a minha paternidade como “movimentada”…rs..

No meio do caminho tivemos mudança de cidade, pintura de apartamento, mudanças de emprego, complicações desnecessárias no hospital em que o Raul nasceu e tudo isso sem contar que nossas duas cachorras tiveram filhotes no dia do nascimento dele.

Mas eu posso dizer que ser pai ou, para ser mais abrangente, ser responsável pela criação e formação de alguém é uma experiência capaz de nos fazer ver a vida de uma forma diferente. E eu não digo apenas por ser algo novo em nossas vidas, mas também por ser uma oportunidade de termos na prática uma amostra de como foi nossa atuação na vida dos nossos pais. É algo realmente inspirador e não pode ser explicado, é preciso ser vivido.

Não dá para explicar, por exemplo, a sensação de escolher o nome do seu filho, passar  9 meses com uma mulher sem TPM,  ver a mãe do seu filho cada vez mais bonita (e mesmo que você elogie ela ainda vai se achar gorda), descobrir o sexo do bebê, tocar os clássicos para que o menino já se acostume com música boa (se for preciso até colocar o fone na barriga da mãe…rs…),  ver a felicidade dos tios e avós, escolher os padrinhos, ver a cara de felicidade da mãe quando vê o filho pela primeira vez, contar os dias para o fim do resguardo, dar mamadeira, passar noites em claro sem nem se importar,  ver ele dar os primeiros passos no dia dos pais, ouvir ele falando “papai” (no meu caso babai)…rs…são algumas das situações que fazem a nossa vida se encher de alegria.

E é por isso que ser pai é algo único, nos torna homens melhores e nos faz perceber o quanto nossos pais se dedicaram para nos criar.

Desejo a todos os pais e filhos um feliz dia dos pais!

Rodrigo Patricio.

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Dia dos Pais

O primeiro amor das meninas ou o primeiro herói dos meninos…

O ser pai é uma figura que tem papel fundamental na educação dos filhos. Exemplo de força,  sabedoria, autoridade e segurança. Ter um pai presente traz identidade para os filhos e é importantíssimo para a construção do caráter de um ser. Ser pai é amar, ensinar, amar, educar, amar, aconselhar, amar, proteger, amar, amar e amar… seus filhos!

Aos pais leitores do blog eu desejo a vocês muito amor e que vocês sejam exemplos para seus filhos!

Ao meu pai, ao pai do Raul e ao pai do pai do Raul, eu desejo que vocês continuem sendo exemplos para mim e para o meu Raulzito!

Feliz dia dos pais!

Com amor,

Ana Maria Poças.

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