Quando é necessário o uso da chupeta…

Bom dia!

Hoje falaremos mais uma vez sobre o assunto polêmico, a chupeta. Já escrevi um post sobre o assunto quando recorremos à chupeta com o Raulzito, antes dele fazer a primeira cirurgia de labioplastia (veja aqui). A chupeta para mim nunca foi uma vilã, ela, ao contrário, é uma ótima aliada das mamães que assim como eu precisam de uma ajudinha extra para acalmar os filhotes ou simplesmente suprir a necessidade de sucção do bebê.

A chupeta entrou em ação novamente na minha vida quando a Rita nasceu. Os bebês têm necessidade de sucção, uns mais, outros menos, e a Rita tinha (têm) muita. Passei por maus bocados na amamentação e minha pequena além de mamar estava fazendo o meu peito de chupeta. Ficava com ela pendurada no meu peito por horas e se ousasse tirar ela chorava e só se acalmava quando colocada novamente no peito. Foi aí que resolvi introduzir a chupeta. Porém a Maria Rita não aceitou as chupetas que eu havia comprado, ela fazia ânsia de vômito toda vez que as colocava na boca dela. Comprei mais chupetas, ao todo foram dez de diferentes marcas e modelos. Tinha chupeta de todos os tipos e formatos possíveis, de látex e de silicone, mas nada dela aceitar. Recorri ao Google pesquisando como fazer uma criança pegar uma chupeta, porém nenhuma dica foi válida. Nada da menina pegar a bendita chupeta. Os meses foram passando e li que alguns bebês pegam a chupeta mais “velhos”, então a insistência e a persistência continuava… Confesso que virou uma meta para mim e esse post era para ter o título “como fazer um bebê pegar a chupeta”, mas não consegui!

Como não consegui introduzir a chupeta, não fui oferecendo o meu peito sempre que ela requisitava para se acalmar e logo ela deu seu jeito e começou a sugar o seu dedo. Aff! Isso não, Maria Rita… Eu pensei: É demais para uma #mamãefonoaudióloga. O dedo não! Voltei a dar o peito quando ela precisava! Ô saga! risos… Hoje com sete meses, ela não suga mais o dedo (Ô glória!) e ainda requisita a chupeta dela, ou seja, o meu peito, mas não com a frequência de antes. Bom… a chupeta serviu para ela pelo menos para uma coisa, coçar os dentes que estão nascendo. Eu gostaria muito de saber como se faz uma criança gostar de chupar uma chupeta. Senti muita falta disso! A chupeta seria uma excelente aliada, assim como foi pro Raul! 

Com amor,

Ana Maria.

 

Objeto de apego: O desapego

Bom dia!

Quem acompanha a gente desde os dois anos do Raulzito sabe que ele é louco com as Tartarugas Ninjas, né? Ele tem um monte de coisas das Tartarugas Ninjas, desde bonecos dos mais variados tipos até toalha de banho, e de todas essas coisas que ele tem, ele se apegou a uma blusa que não largou até os seus 4 anos e meio.

A blusa foi comprada para ele usar no seu aniversário de 3 anos, não era uma simples blusa… ela tinha um casco atrás como se fosse o casco verdadeiro da Tartaruga o que fazia o Raul se sentir o verdadeiro Leonardo, a Tartaruga Ninja preferida dele. Ele usava essa blusa para tudo, sair, dormir, segurar… a levava para todos os lugares e eu tinha que lavá-la todos os dias, sim eu disse TODOS os dias porque ele me deixava louca perguntando cadê a blusa se eu não o deixasse usá-la. Quando ela estava lavando era como se eu tivesse pegado uma coisa MUITO importante dele, a blusa era como se fizesse parte do corpo dele… já estava virando novela quando tentei comprar outra, mas para a minha infelicidade eu não achei em lugar algum. Compramos outras fantasias da Tartaruga Ninja e outras blusas também delas, mas nenhuma substituía aquela blusa do Leonardo de casco atrás. Para vocês terem uma ideia viajamos para a praia e ele usou a blusa os cinco dias que ficamos lá sem lavá-la. Só não usou no último dia porque ela caiu no mar e depois na areia… Vocês podem pensar: Nossa que porqueira… Mas, eu deixei… ou era isso ou deixava meu filho extremamente triste. Quando percebi que aquilo não estava “normal”, que essa fixação pela blusa não era um simples capricho, comecei a pesquisar e foi aí que resolvi escrever o texto sobre Objeto de Transição. Descobri que algumas crianças aderem algum objeto para acompanhar a transição delas de uma fase para outra de sua vida. Foi assim com o Raul, a blusa que era verde vivo virou um verde desbotado quase amarelo, cheia de furos, o casco já não existia mais há um bom tempo. Os furos foram sendo costurados ao longo do tempo, mas chegou um momento que não dava mais, o pano já estava tão fino que se puxasse rasgava com facilidade. Estava com vergonha de vê-lo usando a blusa. Quando ele cismava em sair vestido com a blusa as pessoas reparavam e certa vez me peguei explicando para uma moça em uma fila do caixa da farmácia o porquê da blusa estar toda rasgada e o meu filho vestido com ela.

O apego dele a essa tal blusa durou dois anos e meio, mais ou menos, e como citei no texto que escrevi sobre o apego a objetos, da mesma forma que ela apareceu o desapego aconteceu, sem explicação. De um dia pro outro ele desapegou, não vestiu mais a blusa e nem perguntou mais por ela. Deixei-a guardada na gaveta dele ainda por uns dias para ver o que ele falava, até que peguei a blusa e a guardei. Desde que guardei a blusa ele não perguntou mais por ela. Um dia, ele a viu guardada em meu guarda-roupas e me perguntou o que ela estava fazendo ali, eu disse que estava guardando para ele mostrar pros filhos dele… rimos e ele continuou a sua brincadeira.

Foi assim o desapego, sem traumas, sem neura… Talvez ele precisasse da blusa para aconchego, firmeza ou outro sentimento que não saberei explicar. O importante foi que respeitei. Respeitei a sua opinião de vesti-la quando quisesse e/ou necessitasse e respeitei até o dia que ele não precisou mais dela.

Com amor,

Ana Maria.

 

#mamãefonoaudióloga: Exame videonasofibroscopia

Bom dia!

Se você é mãe de uma criança que nasceu com fissura labiopalatina pode ser que você presencie algum dia a nomenclatura videonasofibroscopia. Hoje vim explicar o que é esse exame e no que ele pode ajudar.

A videonasofibroscopia é um exame endoscópico que avalia da cavidade nasal até a laringe e com isso conseguimos ver a mucosa e as estruturas dessa região. Ele é realizado por meio de um aparelho chamado nasofibroscópio que é um aparelho que consiste em um tubo rígido ou flexível pelo qual passa uma fibra ótica que leva em sua extremidade uma câmera capaz de visualizar o interior dessa região e transmitir as imagens para um monitor de televisão. O exame é bem rápido, não precisa de preparo e não causa dor, exceto quando se tem um desvio de septo gigantesco como foi o caso do Raulzito que causa um desconforto, mas nada não suportável… risos… Para realizar o exame é utilizado um spray anestésico em cada narina antes da fibra ser passada por elas. Mas, para que exatamente serve o exame? A nasofibroscopia serve para auxiliar no diagnóstico do médico captando imagens de possíveis alterações na cavidade nasal como: desvio de septo, hipertrofia de cornetos inferiores, hipertrofia de adenoide, sinusite, podendo descobrir as causas de roncos, apneia do sono, rinites, lesões no nariz, rouquidão, sangramentos nasais, tosses, presença de corpo estranho nas narinas, etc. Podemos ainda ver a movimentação dos músculos do palato e os outros músculos que fazem parte da produção da fala, quando o médico que está realizando o exame solicita ao paciente que faça alguns sons com a boca, ou que engula a saliva, desta forma podemos verificar se os músculos estão inseridos adequadamente e se estão desempenhando a função correta. É aí que entra a importância desse exame para os pacientes que nasceram com fissura labiopalatina. A filmagem desse exame auxilia o fonoaudiólogo nas terapias e o cirurgião na avaliação se precisa ou não de uma cirurgia plástica corretora a fim de readaptar a musculatura para que a voz do paciente seja melhorada.

No caso do Raul, fizemos o exame a fim de verificar a presença de uma possível sinusite. Ele esta com uma tosse que já dura quase três meses. O resultado do exame foi uma rinite alérgica, um desvio de septo gigantesco do lado esquerdo (lado da fissura labiopalatina) e uma bela movimentação da musculatura do palato e seus músculos companheiros, para a tranquilidade da mamãe fonoaudióloga aqui.

Com amor,

Fga. Ana Maria Poças.

Vivendo um sonho

 

 

 

Bom dia!

Sobrevivi ao período de licença maternidade… risos… Desde o dia que cheguei do hospital, após a chegada da Maria Rita, continuei fazendo as mesmas coisas que sempre fiz. No primeiro mês tive ajuda da minha mãe, da minha avó, da minha tia e da minha sogra com as tarefas domésticas. Posso dizer que enlouqueci nesse primeiro mês e se não tivesse tido a ajuda delas tinha surtado de vez. Nesses meses aprendi, na marra, a me desdobrar para dar atenção para os dois filhos, o que não foi uma tarefa fácil para mim. Não durmo direito há um bom tempo. Passei por perrengues com uma virose brava que pegou o Raul no quarto dia da Rita em casa e uma gastroenterite que resolveu me pegar com um pouco mais de um mês após o parto. Tivemos um “belo” começo de vida nova, não é mesmo!? Tive que ter fé, muita fé para que minha pequena não pegasse nenhuma dessas duas viroses… Em meio a esses acontecimentos, tive um começo não muito agradável de amamentação, esse já comentei por aqui… e com tudo isso acontecendo fui me dando conta de que minha nova realidade de maternidade estava apenas começando… Não tive mais minhas roupas lavadas e passadas, não tinha mais minha casa limpa e nem minhas refeições preparadas. A minha “licença” tinha chegado ao fim.

Dois meses se passaram e as aulas do Raul começaram e além das tarefas da casa que ainda estavam sendo domadas, tive que me adaptar a mais uma nova rotina. Os horários da Rita e do irmão não coincidiam. Enquanto eu estava amamentando ou dando banho na Maria Rita, o Raul me solicitava para outra atividade que eu não podia ajudá-lo no momento. Isso me frustrava muito! Ele sentia a diferença do meu tratamento, da minha atenção que já não era somente dele e eu me sentia muito culpada por isso. Eu sabia que a minha vida seria diferente com dois filhos e que daria conta do recado, mas na realidade eu me embananei com os acontecimentos, com meus sentimentos e na bola de neve que havia se tornado minha vida. Eu não via saída. Fiquei chata, muito chata! Ficava nervosa com a casa bagunçada e com as “birras” do Raul, que na verdade eram por causa da minha “ausência” sentida por ele. E eu não sabia nem por onde começar para sairmos dessa fase em que nos encontrávamos. Os meses foram se passando, hoje, após 5 meses, me sinto mais em paz. Essa fase foi necessária para o nosso crescimento e para o nosso conhecimento. Estamos nos moldando e aprendendo devagarinho que tem espaço para todos. Nós três, Raul, Maria Rita e eu, estamos aprendendo e nos aceitando. Sabemos das necessidades de todos, quando estou amamentando o Raul já é capaz de me pedir para ficar ao lado dele ao invés de ficar pulando e pendurando em meu pescoço enquanto amamento a irmã. Ou quando a irmã está dormindo ele já diminui no barulho para que ela não desperte. Ah! Temos mais uma quarta pessoa… o meu marido. Se antes eu e ele fazíamos o Raul dormir e ainda sobrava tempo (e disposição… risos) para um jantar a dois, agora temos que fazer dois dormirem e rezar para o sono não vir antes do jantar ficar pronto… risos… É tão diferente! Tão cansativo! Mas ao mesmo tempo tão gratificante. Basta ver o carinho do Raul com a irmã ao conversar com ela, vê-lo fazer carinho com suas mãozinhas gordinhas no cabelo dela ou quando ele chega da aula e vai direto procurando pela irmã que o meu coração transborda de amor.

Meu sentimento é de gratidão! Agradeço por tudo o que vivi e por tudo o que ainda vou viver com esses dois seres que me foram confiados. A maternidade me define! Sinto-me feliz, plena, grata por tê-los e por exercer esse papel tão lindo de ser mãe. Reclamo às vezes, murmuro muitas outras, mas não viveria sem esses dois. Eles, definitivamente, vieram para me completar, mudar, transformar, para me fazerem crescer. Hoje sou outra Ana Maria, uma pessoa que procura ser melhor em tudo o que faz.

Com amor,

Ana Maria.

Ps.: Fotografia por Maria Patrício

Sutilezas do amor – por Marina Patricio

Oi gente!

Bom, meu nome é Marina e sou tia do Raul. O Raul foi a minha inspiração, bem, a minha e de toda a nossa família. Quando o Raul chegou estávamos todos enferrujados, afinal ele foi o primeiro bebê da família. Posso dizer, com toda certeza, que o Raul despertou em nós emoções que a gente nem sabia que era possível, como por exemplo amar uma pessoa que você não conhece pessoalmente. Eu me perguntava como que era possível eu sentir tanto amor por um “serzinho” que ainda nem sequer se encontrava nesse mundo e mal podia demonstrar suas reações. Quando tive a notícia que ele nasceria com lábio leporino lembro que estava no trabalho e na hora pensei: Esse bebê é especial e vem para nos ensinar!

Quando o Raul finalmente nasceu a nossa vontade era não desgrudar dele nem um só minuto. Meus pais se transformaram em avós, e em um curto espaço de tempo já estavam deixando o Raul fazer o que quisesse. A nossa família simplesmente mudou. Todos nós nos tornamos mais calmos, mais pacientes, mais carinhosos. Queríamos brincar com ele mesmo quando estávamos mortos de cansados, queríamos ler histórias pra ele mesmo quando estávamos morrendo de sono. Ele passou a ser o nosso elo de ligação. Todos nós queríamos fazer o nosso melhor por ele e para ele. Foi quando começou a despertar em mim a vontade de eternizar todos aqueles momentos únicos e tão verdadeiros que eu experimentava todos os dias, e que eu tinha consciência que passariam em um piscar de olhos. Aquelas mãozinhas gordinhas, aquela boquinha que parecia tão frágil, os olhinhos indefesos, as primeiras risadas, os primeiros tombos, aquele olhar sapeca de quem vai fazer coisa errada, o primeiro um ano… E percebi que, depois de tanto tempo, eu tinha encontrado o que queria fazer para o resto da vida! Eternizar os momentos! Cada fotografia que eu fazia dele eu pensava em todos os detalhes para que fosse o melhor registro possível. Até que resolvi fazer o curso de fotografia e me tornar uma fotógrafa. Hoje me sinto uma pessoa realizada por poder compartilhar com o mundo pequenos fragmentos de histórias de amor.

O Raul nos ensinou a respeitar os limites do outro, a saber o momento de se aproximar e o momento de se afastar, a falar com ele como se ele fosse exatamente o que é: uma criança! O Raul nos ensina todos os dias a sermos pessoas melhores, a termos mais tato com os mais velhos, a sermos mais compreensivos e mais gentis com os mais novos. Agradeço a ele e aos meus outros sobrinhos por serem minha inspiração diária e por terem me ensinado que nunca é tarde para recomeçar. Obrigada à minha fofíssima cunhada Ana pela oportunidade e apoio de sempre, temos todos muito orgulho de você! Um beijo! :*

Marina Patricio

Dentes X fissura – episódio 2

Bom dia!

Hoje venho com mais novidades relacionadas aos dentes do meu pequeno Raulzito. Vocês lembram que contei que nasceu um dente no céu da boca dele?! Pois então, é sobre o tal dente que hoje escrevo.

Primeiro episódio: uma cárie no último molar, depois descobri que os dentes de crianças que nasceram com fissura podem vir com uma má formação no esmalte (e foi isso que aconteceu com os do Raul) e logo veio o dente no céu da boca… Aff… Meu Deus! Como sofri por esse bendito dente… Então, em uma brincadeira no sofá daqui de casa, o Raul estava  deitado com a cabeça virada pro alto e foi quando vi um pontinho branco  no palato dele. Nem preciso escrever que entrei em desespero e sai ligando para Deus e o mundo atrás de informações, né?! risos… Bom, descobrimos mais uma vez que isso é super comum acontecer em “fissurados”, segundo os especialistas em que levamos o Raul. Utilizando uma explicação bem simplória, como a maxila se desenvolve de forma diferente, os dentes nascerão em lugares diferentes. Ou seja, se a maxila parou de desenvolver no meio do céu da boca, se tiver dente para nascer ali, ele nascerá. Se for mais pra lateral, será ali o local escolhido para o dente apontar. Deu para acompanhar o raciocínio!? O do Raulzito nasceu atrás dos dentes da frente, não foi muito pro meio do palato (céu da boca), mas também não ficou muito na bordinha beirando os outros. Com isso, precisará de extraí-lo. Essa palavra para mim soou como um trovão! Meu cérebro fértil já começou a buscar imagens dele ensanguentado no hospital após as cirurgias… e eu comecei a ter um piripaque… Coisas de mãe, ou melhor, coisas de Ana Maria (exagerada)! A dentista me tranquilizou dizendo que seria feito no consultório mesmo,  com anestesia local, da mesma forma como qualquer outro dente, e que não seira feito agora, ou seja, poderíamos esperar até por volta dos 6/7 anos quando a troca de dentes acontecesse. UFA! Respirei aliviada! Até lá é somente esperar e acompanhar de seis em seis meses com limpezas e aplicação de flúor. O dente não dói, não incomoda e não é muito pontudo. Ele fica mais incluso no céu da boca do que pra fora.

Escrevo esse texto para tranquilizar as mamães que acharam uma surpresa dessa na boca dos seus pequenos. Fiquem tranquilas! É mais simples do que parece!

Com amor,

Ana Maria

P.s.: Créditos na fotografia para Maria Patricio

Ainda sobre adoção…

Bom dia!

Para quem nunca entrou por aqui… estamos grávidos do coração há mais ou menos 2 anos e meio. Por longos 20 meses sofria a cada toque do telefone pensando ser da vara da infância dizendo que era a nossa princesa que estava chegando. Como esperar é ruim, não é mesmo!? Nesse tempo de espera, engravidei de uma princesa e hoje ela está com três meses de vida. Quando esperava por ela, meu telefone tocou e quando estava esperando que a moça ligava para me dar a notícia de que minha filha estava me esperando… tivemos que pausar nosso processo pois, aqui em Belo Horizonte, não se pode adotar se você está grávida ou com bebê com menos de 6 meses de vida. Sofri por isso… não concordei a princípio por essa atitude da assistente social. Paralisar um sonho!? Me parecia muito ruim…

Hoje com meus dois pequenos em casa, vejo que realmente foi o melhor a ser feito. São duas crianças com necessidades de atenção diferentes. Imagina uma terceira que, com certeza, viria com uma carga emocional que necessitaria de muito mais atenção, carinho e amor?! Aceitei! Agradeci! Seis meses se passaram desse ocorrido e meu celular toca de novo… Era outra assistente social perguntando o motivo da paralisação do meu processo. Eu expliquei tudo novamente, que eu achava que já estaria escrito no processo. Expliquei toda a situação e ela simplesmente falou: “Ah que bom Ana! Sua princesa já está com 2 meses. Como vocês estão?” Então, rendemos um pouco mais de conversa e ela disse: “Retornamos mais pra frente e voltamos a ativa do seu processo”. Preciso dizer que meu coração foi ao céu e voltou!? risos… Sofri de novo! Imagina uma criança a minha espera e eu não podendo pegá-la agora… Ai meu Deus! Mais uma vez… Aceitei! Agradeci! Afinal tudo tem seu tempo. Sei que quando for a hora o(a) meu(minha) terceirinho(a) chegará.

A pergunta que fica é: “Ana, você vai mudar seu perfil de adoção?!” Acredito que sim! Já sou abençoada por ter um casal que sempre foi meu sonho! No momento certo, o que vier, um menino ou uma menina, será ainda mais alegria e completará ainda mais a minha família!

Com amor,

Ana Maria.