Teste da Linguinha

Bom dia, pessoal!

No ano passado o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a oferecer em todas as maternidades o Teste da Linguinha. A Lei nº 13.002 de 20 de junho de 2014, “Obriga a realização do protocolo de avaliação do frênulo da língua dos bebês, em todos os hospitais e maternidades do Brasil”.

Como já falamos de alguns testes fonoaudiológicos aqui no Blog, nada mais justo do que falar desse também. O exame tem como objetivo identificar se o frênulo lingual (essa linha que temos abaixo da língua que a liga ao assoalho da boca) limita os movimentos da língua, que são importantes para sugar, mastigar, engolir e falar. Como todos os outros testes que citamos, esse também é indolor. Além disso, é um teste super rápido e realizado por um fonoaudiólogo (ou outro profissional da área da saúde qualificado). Por ser padronizado, ele possibilita diagnosticar e indicar o tratamento precoce das limitações dos movimentos da língua causadas pela famosa “língua presa”, que podem comprometer as funções exercidas pela língua.

A famosa língua presa é uma alteração bem comum que está presente desde o nascimento e acontece quando uma pequena porção de tecido, que deveria ter desaparecido durante o desenvolvimento do bebê na gravidez, permanece na parte de baixo da língua, limitando assim seu movimento. Quando essa alteração passa despercebido, pode prejudicar além da sucção, a deglutição, a mastigação e a fala da criança. Existem graus de língua presa, o que demonstra a importância desse teste que leva em consideração os aspectos anatômicos e funcionais da língua e auxilia no processo de conclusão do caso clínico e decisões das condutas necessárias. O “pique na língua” ou a frenotomia lingual é uma das opões de conduta adotada dependendo do grau da alteração e deverá ser realizado por um médico ou um dentista. Quanto mais cedo for diagnosticado, melhor!

A recomendação é que o teste seja feito ainda na maternidade, se isso não acontecer, avise seu pediatra para que o seu bebê seja encaminhado para um profissional que realize o exame. O teste realizado precocemente auxilia a prevenir dificuldades na amamentação e suas consequências, como por exemplo a perda de peso, a introdução desnecessária da mamadeira e o desmame.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Bibliografia:

http://www.sbfa.org.br

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A arte de se “anular”

Qual mãe não entende dessa arte, não é mesmo!? Eu entendo super bem… Minha pequena afilhada nasceu esta semana. Um dia após o parto (cesárea), estava eu lá no hospital visitando minha amiga e mãe da princesa, quando ela me questionou sobre a dor após o parto… Foi aí que percebi a primeira situação que eu me “anulei” completamente pelo meu pequeno Raul. Não senti dor alguma, aliás não me permiti sentir a dor que muitas mamães contam que é muito ruim.

Eu só fui conhecer o Raul no segundo dia de vida dele. A equipe do hospital onde Raul nasceu não estava preparada para receber um bebê com fissura e o internaram na UTI neonatal. E ele permaneceu lá por looooongos seis dias. Me lembro que no terceiro dia, quando cheguei em casa após a minha alta, minha primeira filha de quatro patas, a Julieta, que tinha parido no mesmo dia que eu (Olha que engraçado!!!) tinha feito uma sujeira enorme em casa. Tinha rasgado jornal pela casa toda, feito xixi e cocô para tudo quanto era lugar da casa e eu sem pensar comecei a limpar a casa.  Varri, passei pano, cuidei dos filhotinhos dela e fui tomar banho. Quando olho pra baixo vejo sangue escorrendo junto com a água e foi quando lembrei que estava toda costurada, tinha feito uma cesárea… (resultado, três pontos abertos… 😔). Pois bem, esse foi o primeiro episódio onde me “anulei” por só pensar no meu filho que tinha ficado no hospital, sozinho…

Percebi que a tal “anulação” tem se tornado constante em minha vida. Tanto em coisas materiais quanto nas questões emocionais, sempre penso primeiro nele e depois em mim. Outro exemplo, eu sempre fui uma pessoa que detesta hospital, nunca tive emocional para ficar com ninguém quando estava internado… E pelo Raul passei por cima desse meu sentimento e lá estava eu, firme e forte, por duas vezes acompanhando meu pequeno todo ensanguentado no pós operatório.

Parei para fazer as contas de qual foi a última vez que comprei uma roupa nova pra mim sem comprar uma pro Raul também, sapatos novos o Raul sempre está precisando de um. Eu?! AH, tenho vários sapatos…  Raul tá precisando de cortar o cabelo… Vamos ao cabeleireiro sábado? Eu?! AH,  mês que vem eu vou… Posso afirmar que foram pouquíssimas vezes que pensei em mim primeiro. Será que está errado!? Pode ser que sim… Mas não me sinto culpada por isso, e nem com pesar por ter esse pensamento. Talvez é uma dificuldade que a mãe encontra de perceber que o filho não é dela?! Talvez sim… Mas faço isso porque sei que ele precisa de mim, por enquanto… Faço isso sem pensar! Faço isso tudo por ele, sem querer nada em troca! É um amor incondicional, um amor que não tem medida! Vivo para ele e por ele! Minha vida é muito melhor por causa dele!

Um dia ele irá crescer… Pode até ser que não retribua o amor, asim como dizem algumas mães, mas eu não ligo! É o que sinto, o que tenho vontade de fazer… e vou vivendo assim! Quando tiver que me “anular”, me “anulo” sim, sem culpa.

Quem faz isso também, levanta a mão!?

Com amor,

Mamãe do Raul

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Terrible Two

O Terrible two (Terríveis 2 anos) é uma das inúmeras fases que passamos com nossos filhos antes deles conseguirem se expressar completamente de forma verbal. Sei que nem todas as pessoas já ouviram esse termo, por isso nesse post irei esclarecer sobre o assunto. É nessa etapa em que os nossos filhos começam a nos enfrentar e se revoltar de forma mais violenta quando não conseguem o que querem.

Meu filho era tão bonzinho, um francês de tão educado… Fazia tudo lindamente bem. Ele não fazia birra e uma simples conversa adiantava para qualquer que fosse a frustração encontrada. Bastava um olhar sereno para ele, perguntar o que estava acontecendo para acalmá-lo e resolvíamos o problema… Agora!? (risos) Raul chorando ou fingindo que está chorando, gritando e esperneando viraram episódios diários. Arremessar coisas no chão virou seu esporte preferido. Tiro ao alvo!? Ele está mestre, já está no nível hard! Jesus amado! Eu pensei que isso só existia nesses livros de maternidade, nos quais mergulho loucamente,  e que isso aqui em casa não aconteceria nunca. Sempre achei que quando esses episódios de birra aconteciam era por falta de conversa com os filhos, ai ai … (risos) Doce ilusão!

Um ano e quase onze meses, esse foi o tempo para que a fase Terrible Two chegasse arrombando a porta de entrada aqui de casa. Sem pedir licença e nem nada! Chegou e pronto. Ai de nós se não estivermos com o psicológico bem equilibrado. É surto na certa!!! O que é então esse tal Terrible Two!? Segundo autores de diversos livros sobre maternidade, nada mais é que a adolescência do bebê. Ah meu Deus! Passaremos, senhores pais, por duas adolescências então. Aff! Uma coisa boa é que já vamos treinando para a adolescência verdadeira… É nessa fase que as crianças se autoconhecem como indivíduos e começam a ter vontade própria. Começam a ter mais independência e por em questão a autoridade dos pais, começam a testar mesmo a paciência de nós meros aprendizes de pais. Esse fase ocorre entre os 18 meses até os 3 anos, mas há literaturas que o aceitam até os 4 anos. Há uma boa informação… nem todas as crianças passam por esta fase. (UFAA!!) Como contorná-la!? Xii… ainda estamos aprendendo. Porém tenho algumas dicas que li:

– Manter a calma (risos) e procurar entender o que seu filho está querendo. Isso não significa que deva sempre ceder as exigências dele, mesmo porque contrariá-lo faz parte do processo educativo e contribui muito para a formação do caráter e da auto-estima dele. Assim como o prepara para a vida e para a relação com outros seres humanos.

– Abaixar à altura da criança e conversar sobre o ocorrido, mas tomando cuidado em não reforçar o mau comportamento. Isso diminuirá a frequência com que esse comportamento ocorrerá e quando acontecer o contrário, quando você o contrariar e a criança agir de forma adequada, elogie.

– Não negocie quando estiver no momento da crise. Espere até que as coisas se acalmem. Acalente a criança, dê um abraço forte. Isso demonstra que você a compreende e tem amor por ela.

Sabemos que essas crises nos tiram do sério, e que nem sempre temos paciência e estamos com o emocional preparado para lidar com elas. Aqui em casa estamos tentando agir de forma natural, sem dar importância aos ataques e elogiar sempre quando faz algo certo. Elogiamos quando ele faz algo que pedimos, quando faz xixi no pinico, quando nos avisa que está fazendo cocô ou quando guarda os brinquedos na gaveta após brincar e está dando super certo. Esses ataques de birra têm diminuído, esse fim de semana foi um só, o que já foi uma grande vitória e um sinal de que estamos no caminho certo. Sabemos que é difícil também, porque muitas vezes outras pessoas interferem e criticam a situação. Escuto muitas pessoas criticando também o Raul quando está em crise e vejo que ele fica ainda mais nervoso com a situação. Por isso, quando estamos também em meio a ataques, seja quem estiver do lado eu falo assim “um minuto que eu e Raul estamos conversando”.  Dessa forma concluo que além de estarmos nos educando e educando o nosso filho, também tentamos educar as pessoas a nossa volta. Assim, o Terrible Two vai passando e logo logo chegaremos a outra fase que sempre servirá para um aprendizado novo.

Com amor,

Ana Maria.

Meu parecer sobre o 1° Seminário Internacional de Mãe

Bonjour, pessoal!

Ontem aconteceu aqui em Belo Horizonte/MG, no hotel Ouro Minas, o 1° Seminário Internacional de Mães. Quem nos segue nas redes sociais já sabia que eu estava indo e que estava super ansiosa para esse dia. No decorrer desse texto vou contar tudo para vocês o que presenciei e como foi o dia.

Pois bem, cheguei lá as 08:00 em ponto. Quando chegávamos tinha uma equipe super organizada entregando os crachás. A equipe organizadora pediu por meio de um email, uma foto dos nossos pequenos para um mimo, e este mimo era o nosso crachá com o nosso nome e a foto dos pequenos. Olha a foto ai abaixo.

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Além desse crachá, tinham dois telões na frente do palco com essas mesmas fotos passando durante todo o seminário. Eu achei simplesmente um carinho tremendo para com as mamães. Não sei se as organizadoras fizeram de caso pensado, mas confortava meu coração só de ver o Raul às vezes no telão, já que ia ficar o dia quase todo longe do meu príncipe.

As organizadoras do evento eram duas veterinárias e que, junto com a revista Pais e Filhos, fizeram o evento. (Visitem o site  para maiores informações http://www.seminariodemaes.com.br) No evento tivemos seis palestras e muitos brindes e mimos, alguns vinham dentro dessa sacolinha fofa.

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O Raul deu uma desfalcada nela e já tava usando pra colocar brinquedos. 😂 Mas tinha muita coisa dentro dela (revistas, meia da Puket, bloquinho de anotações, caneta e milhões de propagandas dos patrocinadores). Após um dos intervalos, quando voltamos para o auditório, tinha mais um brinde na cadeira, um mordedor da MAM.

A primeira foi a da Mônica Figueiredo com o tema “Qual o desafio de ser mãe nos dias de hoje?”. Ela é jornalista da revista Pais e Filhos e que também conduziu todo o seminário apresentando e conversando com os palestrantes. Ela é uma figura! (risos) A segunda foi a da Cris Guerra, com o tema “A arte de ser mãe”. A palestra dela foi contando a sua história de vida. Como eu não a conhecia, achei o máximo! Ela também é jornalista e dona do site http://www.crisguerra.com.br. Gente entrem no Google e pesquisem sobre essa mulher. Super guerreira e tem uma história incrível! Ela foi a primeira a lançar esses blogs de look diários. Ela é muito irreverente! E o filho dela, o Francisco!? Uma fofura! A terceira palestra foi a do Luiz Alberto Hanns, psicólogo e psicanalista, autor do livro “A equações do casamento”. Essa sem dúvida foi uma palestra bem interessante, falou sobre relacionamentos dos pais e dos pais com os filhos. Gostei muito mesmo! Vou até comprar o livro e depois faço um resumão pra vocês. E como o tema da palestra dele é bem polêmica e muitas mamães ficam com o relacionamento abalado após a maternidade, nem preciso de comentar o tipo de perguntas que saiu após a palestra, né?! Aff… Bom, tivemos umas duas horas para almoçar e após o almoço as palestras mais esperadas por mim, a da Melinda Blau autora do best seller Encantadora de Bebês e a da Pamela Druckerman de outro best seller Crianças francesas não fazem manhã. A Melinda surgiu com o tema “Construção e gerenciamento da família”, dando dicas de como melhorar a nossa comunicação dentro de casa e dando exemplos de como aumentar nossa conexão com nossos familiares. Mais dicas nós encontramos no seu novo livro com o nome A encantadora de famílias, mas não se preocupem, também irei ler e conto pra vocês. Mas acredito que deva ser muito bom, assim como os outros que ela, junto com a Traccy Hogg, escreveu. A última palestra que assisti foi a da Pamela, com o tema “O que podemos aprender com os franceses sobre a criação dos filhos?”. Era a palestra que mais estava esperando, pois sou muito fã dos livros que ela escreveu. Para mim, a palestra não teve muita coisa diferente do que ela já escreveu no livro, mas foi muito legal vê-la falando português. Ela iniciou a palestra em português e depois passou para inglês para ficar mais a vontade na fala. (risos) Fofa demais, né?! Bom, fui pega de surpresa com uma enxaqueca terrível e que quase me causou um desmaio dentro da sala do hotel e fui obrigada a perder a última palestra da Laura Muller, que era um Talk Show com o tema: Sexo depois dos filhos. Fico devendo para vocês o meu parecer sobre essa palestra.

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Olha a Melinda aí… Ela passou por duas vezes do meu lado, mas não sei ser tiete gente… 😕 A vergonha é maior e a foto foi só de longe mesmo. 😢

No geral, o seminário foi bem legal! Bem organizado! Encontrei algums pessoas que eu conhecia e que nem imaginava que estariam lá. Fiquei sem internet durante todo o  dia e por isso não fiz Snapchat e nem atualizei instantaneamente as nossas redes sociais. Isso nós temos que agradecer a TIM! (Aff…) Enfim, não posso deixar que uma internet e nem uma dor de cabeça acabem com meu dia, né!? Fiquei sabendo que no twitter a revista pais e filhos estava transmitindo o congresso todinho pelo Periscope. Quem quiser dá uma olhadinha lá. Acho que elas já estão pensando no próximo seminário, pois dentro da sacolinha tinha um questionário com sugestões para o 2° Seminário de Mães.

No mais, algum leitor aí foi e quer nos contar a sua versão!?

Com amor,

Ana Maria.

Direito de Chorar

Oi gente!

Pelo direito de chorar dos nossos pequenos, resolvi escrever esse post. Hoje caí na real aqui em casa… em uma das crises dos Terrible Two do Raulzito me deparei com um grito meu: “Raul para de chorar! Chega!”. Eu estava concentrada no almoço e nas panelas no fogão, enquanto ele estava querendo subir em cima da mesa para pegar um carrinho que tinha deixado lá. Eu não estava entendendo o que ele estava querendo (ou não estava mesmo prestando atenção no que ele estava fazendo) e então ele começou a chorar, gritar, pegar tudo que estava ao redor e jogar no chão. Faltou só deitar e começar a espernear. Eu perdendo a paciência com todo o show que ele resolveu fazer comecei a ficar nervosa e soltei esse grito. Confesso que ando fazendo muito isso, pedindo para ele parar de chorar. Mas espera ai… Esse é o jeito certo?! Podar meu filho de se expressar, sendo que ele tem um vocabulário bem restrito (tem só 01 ano e 10 meses). Até dois anos a criança ainda está construindo e adquirindo vocabulário. No máximo conseguem falar umas 200 palavras. Conjugar verbo ainda nem passa em pensamento. Está tentando construir frases de duas palavras. Ora, Ana Maria, o jeito que ele tem de chamar a atenção quando não consegue ser entendido é dessa forma… chorando!

Chorar não é vergonha! Essa de que homens não choram, que muitas vezes ainda escutamos alguns falarem, é pura repreensão dos sentimentos alheios. Homens choram, mulheres choram e obviamente crianças por não terem como se expressar irão chorar mais ainda. Vão chorar porque estão com fome, com sono, por estarem estimulados demais, por quererem colo, por não quererem brincar com outra criança, por estarem com dor de barriga, com gases… e por aí vai…no futuro será por um amor não correspondido, por uma nota não alcançada na escola, por medo de apresentar um trabalho. Choram de alegria por ganharem um presente, ao receberem um pedido de namoro, ao terem a permissão do pai para ir a um show da banda famosa que tanto ama… Xi, poderia listar mil coisas que se passaram pela minha cabeça enquanto escrevia esse texto e que me fizeram refletir muito nessa minha frase de hoje. E cheguei a conclusão de que ele só estava tentando se comunicar comigo e eu simplesmente não prestei atenção. Ele na verdade estava precisando de ajuda e eu ocupada com meu fogão.

Acredito que muitos já passaram por algo parecido com o que vivi hoje ou já presenciaram cenas semelhantes. Nós, muitas das vezes, não estamos “dispostos” a nos comunicarmos e doarmos um pouco da nossa atenção para os filhos. Isso é resultado da nossa rotina cansativa,  do nosso estresse e do cansaço excessivo do trabalho… sim, com certeza! Entretanto, se os enxergarmos como seres humanos e que têm vontade própria mas que não conseguem se comunicar perfeitamente e se expressarem com palavras seus sentimentos, os entenderíamos muito mais. Gostaria de deixar somente uma ressalva, existe sim o choro de birra. Ele ocorre normalmente quando a criança não tem o que ela quer ou na hora que ela quer. Porém, independente de qual seja a causa do choro, devemos agir de forma serena, pois o que importa nesse momento é identificar o tipo de informação que a criança pretende nos passar para que possamos tomar a melhor decisão sem perdermos a compostura.

Com amor,

Ana Maria.

FnM nas Redes Sociais

Olá pessoal!

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Com amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: A fala dos “Fissurados”

Oi gente!

O assunto de hoje é sobre Fissura. Como tem muitas mamães me perguntando como é a fala de bebês que têm fissuras e se são atrasados em relação a linguagem, resolvi escrever este post.

Já falei aqui no Blog e torno a repetir, bebês fissurados são NORMAIS como todas as outras crianças. A única diferença é a abertura na boca e no palato. Quanto ao desenvolvimento da linguagem não tem nada de diferente, ela acontece do mesmo jeito como todas as crianças. O que pode acontecer são os sons que podem sair um pouco distorcidos se começarem a falar antes da cirurgia, por ainda terem o palato aberto (céu da boca). Por esse motivo, se a cirurgia for realizada no tempo certo, a fala dos nossos pequenos tem uma enorme chance de não ser prejudicada.  Existe um fator bem importante que também auxilia muito que é a escolha de um cirurgião plástico ou um centro especializado no assunto na hora de operar.

Antes da cirurgia os bebês devem ser estimulados normalmente em relação a fala (Já fiz um post sobre Estimulação de linguagem, deem uma lida depois!), o que podemos fazer desde sempre é incentivá-los a direcionar o fluxo aéreo para a boca, pedindo para a criança tampar o nariz com a mão ao falar palavras com a consoante /p/, como por exemplo papai, e também colocar brincadeiras no dia a dia que estimulam o sopro, como por exemplo: tocar flauta, gaita, apito e fazer bolinhas de sabão. Após a cirurgia de palato o que às vezes pode acontecer é o que nós fonoaudiólogos chamamos de disfunção velofaríngea,  que podemos exemplificar com o escape de ar nasal ao falar, hipernasalidade na fala, refluxo nasal de alimentos e distúrbios articulatórios compensatórios (DAC). Por isso, ressalto aqui a importância de procurar um bom profissional cirurgião plástico e um bom fonoaudiólogo, que sejam experientes no assunto. O fonoaudiólogo irá avaliar e passar exercícios para que esta etapa seja vencida e que as alterações na fala sejam minimizadas antes e após as cirurgias. Fazendo isso, podem ter certeza de que as chances de sucesso são enormes.

Depois da palatoplastia, Raul já falava algumas palavras como mamãe, áái (papai), vovó, auau, ága (água), bó (bola), etc. Não falava nada com as consoantes /p/, /d/, /k/ e /t/ ainda, por exemplo, papai ele falava “áái”. Alguns meses de treino e muito sopro (risos) saiu o primeiro papai. E hoje já fala o /p/, /b/, /t/ tranquilamente. A luta agora é para usar o /k/ nas palavras corretamente. Dentre esses sons que citei o único que ainda estamos na luta para ele usá-lo da maneira correta é o /k/ (o mesmo som quando falamos “casa”). Em sílabas isoladas e até em palavras que não tem o /k/ ele usava, por exemplo: ele falava “moco” ao invés de moto. (risos)

Confesso que eu fico um pouco neurótica com a fala do Raul, pelo fato dele ter nascido com fissura, mas ele está até mais desenvolvido do que muita criança que vejo na mesma faixa etária dele (Raul está com 01 ano e 09 meses). Se você escutar ele conversando sozinho ele fala quase todos os fonemas, inclusive alguns que são aprendidos mais pra frente. Enfim, o que temos que preocupar é em estimular. Estimular e muito a audição, colocar músicas para a criança escutar, dançar, cantar, brincar muito, dar livrinhos para ela ir vendo as figuras, estimular a imitação de sons de animais, meios de transportes, telefone, ranger da porta, etc., usar mesmo a imaginação e a criatividade com seus filhotes. Quanto mais brincamos e damos exemplos, eles aprendem! E a última e mais importante dica em relação a fala: Seja o exemplo de fala para o seu filho. Fale certo! Fale as palavras corretamente, mesmo que você ache lindo  e morra de amor quando seu filho falar “ábua” (água), “mimi” (dormir), “bubu” (chupeta/bico) e outras coisas fofas! Criança é seu espelho, em tudo! Pense nisso…

Ps.: Olhem aí, o Raulzito falando Papai logo quando aprendeu a fazer o /p/.

Ps. 2: Já estamos providenciando vídeos no nosso canal no youtube.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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Ser madrinha…

Bonsoir!!!

O post de hoje é dedicado a quem é madrinha/padrinho ou está para escolher os padrinhos dos pequenos ou de casamento… O que é ser madrinha/padrinho para vocês?!

Me fiz esta pergunta ao convidar meus padrinhos de casamento e me refiz a pergunta ao convidar os padrinhos do nosso Raulzito. O que queria e o que significaria um cargo de tamanha importância na vida de um casal?! Para quem não sabe eis a definição do termo padrinho: ” m. Indivíduo que, num casamento civil ou religioso, foi escolhido pelos noivos para testemunhar e abençoar a união desse casal; Aquele que, numa cerimônia religiosa de batizado, apresenta alguém, garantindo seu sustento na falta dos pais.” e como sinônimo achamos “protetor” (Dicionário Michaelis).  E foi assim que escolhemos os nossos padrinhos e os do Raul. Ter essa função a meu ver é prezar pela harmonia do relacionamento dos nossos afilhados,  ser capaz de sempre ver a família em primeiro lugar, ter a responsabilidade de guiar o casal e a criança no caminho certo, do amor, da prosperidade e da paz. Ser Madrinha está bem longe de ser a que dá presentes… madrinha pra mim é a que está presente!

Já fui convidada para ser madrinha de sete casais, cinco deles já se casaram. Ser confiada a um cargo de tal importância na vida deles para mim é um orgulho imenso e sempre busco fazer por onde merecer esse carinho todo! Além de ser madrinha de casamento de dois desses casais, fui abençoada com dois afilhados, o Samuel e a Celina. Ser madrinha desses dois pequenos é amá-los como se fossem meus, como se estivessem nascidos no meu coração. É gerar junto com a mãe um ser dentro do coração! É um amor e uma felicidade que não cabem em mim! Eu só tenho a agradecer a minha irmã Mariana Poças e ao meu cunhado Rodrigo Abreu, a minha amiga/irmã Joyce Souza e ao meu amigo Marlon Avellar! Vocês, meus amados, me deram os melhores presentes que alguém poderia ter me dado!

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E para fechar a comemoração do Mês dos Namorados… Desejo de todo o meu coração que vocês, meus afilhados, continuem sendo exemplo de família, que sejam infinitamente felizes e que prosperem sempre! Estou aqui para o que precisarem! Amo vocês!

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Domez bien, mes amours!!!

Com amor,

Ana Maria.

Gratidão…

Um dia desses me peguei pensando na vida durante a tarde… e percebi que tenho muito o que melhorar! Tenho muito o que viver e muito o que aprender…e isso quem me mostra é a minha própria vida por meio dos pequenos detalhes do dia a dia… encontro as repostas que busco bem debaixo do meu nariz e percebo o quão pequenos e imperfeitos somos nós, seres humanos.

Raul começou a falar e a falar de verdade agora! Começou a imitar o que falamos parecendo um papagaio e a responder as coisas que perguntamos para ele na maior naturalidade. Claro que do jeito dele e na maioria das vezes identifico o que ele está tentando me dizer pelo contexto. Está muito engraçado! É super divertido e tranquilizante para mim como mãe de um bebê que nasceu fissurado e principalmente como fonoaudióloga. Aquele ditado que santo de casa não faz milagre por aqui é bem mentira! (risos) O trabalho é intensivo com o príncipe. O Rodrigo também incorporou o fonoaudiólogo e tá que tá me ajudando! Mas enfim, me peguei pensando em como somos incapazes de agradecer e nos sentir gratos por tudo o que temos. Tudo o que conseguimos e por tudo que somos. Sempre me pego querendo mais. Mais coisas, mais acontecimentos, etc. Exemplos?! Dou vários: “vou ser muito mais feliz se: morar no campo, se minha empresa der certo, quando Raul falar o /k/ nas palavras corretamente, quando eu tiver grávida de um irmão pro Raul ou quando acontecer isso e aquilo…” E a gratidão, onde entra?! E tudo de bom que já me aconteceu?! E todas as coisas boas que acontecem diariamente!? Minha saúde está ótima, meu filho falando e se desenvolvendo super bem, tenho meu marido ao meu lado, posso ficar em casa acompanhando cada nova descoberta e conquista do meu filhote, o meu casamento cada dia mais feliz e próspero, minha família toda bem e o mais importante, com saúde… Por que então eu não agradeço por isso tudo e sempre vou adiando a felicidade ou a transferindo para outros acontecimentos?! Isso vem me deixando intrigada… Por que a maioria dos seres humanos são assim, como eu?!

Eu e Rodrigo temos o costume de ao deitarmos ficarmos conversando sobre o nosso dia e nesse dia, contando para ele as coisas que o Raul tinha aprendido a falar, que ele tinha aprendido uma coreografia de um DVD e que ao vivenciar este momento eu tinha ficado triste por ele não poder estar presente junto comigo nesses acontecimentos, e o Rodrigo sempre me surpreendendo me solta: “Viu Baby, quando eu te falo que nós temos que ser mais gratos as coisas?! São desde as pequenas coisas que temos que agradecer. Temos saúde e cada dia é mais uma oportunidade que Deus está nos dando. Isso já nos basta para agradecer infinitamente.” Meu Deus, parece que era algo me falando que tinha que ser mais grata mesmo as coisas! Até dormi depois dessa… quer dizer fingi que dormi, porque eu não tive coragem nem de falar mais um A. Tinha levado um tapa de luvas e que só me fez mesmo perceber o quanto somos ingratos com a nossa vida. A gratidão é o maior e melhor sentimento que uma pessoa pode ter! Acabei adormecendo pensando no assunto e ao acordar resolvi mudar minha vida e meu jeito de pensar. Eu realmente quero me tornar uma pessoa MAIS grata! Sempre achei que era grata, mas não… eu não me senti grata hoje ao levantar, não me senti grata hoje ao almoçar ou pelo simples e mais importante fato de estar VIVA! Quanta prepotência a minha! Tenho que ser mais grata! Por tudo, por mais um dia de vida, mais um dia de vida que estou ao lado da minha família, mais um dia que tenho a oportunidade de ser uma pessoa melhor.  Decidi viver o hoje, o agora! Ser grata pelo meu dia, pelo que tenho hoje e pelo que consegui hoje. Venho acreditando que essa é a chave da nossa paz interior, meu marido vem me mostrando isso, meu pequeno Raul vem me mostrando isso e a VIDA vem me mostrando isso.

Já repararam que a criança vive o hoje, o agora?! Vibra com cada xixi que faz no lugar certo, com cada palhaçada que eles fazem e nos fazem rir, com cada palavra nova que sai daquela boquinha minúscula tentando acertar os sons, cada empilhamento de blocos que dá certo, cada rabisco que faz… Temos mesmo que aprender e muito! Aprender a sermos puros como as crianças, a sermos gratos pelas conquistas diárias e viver o dia como se fosse o único! Gratidão é o que precisamos e o que temos que fazer para sermos mais felizes. Temos que ter gratidão até pelos momentos ruins que passamos e pelas pessoas que não nos querem bem, pois elas nos fazem crescer e nos fortalecem cada dia mais.

Sou muito grata a todos vocês leitores e colaboradores do nosso Blog e a todas as pessoas que já passaram e que estão presentes em minha vida! Sem vocês eu não seria a Ana Maria que sou hoje!

Com amor,

Ana Maria.

Trilha

Pessoal, hoje gostaria de apresentar a vocês uma empresa super bacana, a Trilha. A Trilha tem projetos super interessantes e inovadores na área de educação e alfabetização utilizando a socioeducação como método, acompanhamento fonoaudiólogico e psicológico, capacitação de equipes voltadas para educação social, acompanhamento e apoio aos pais em processo de adoção, entre outros.

Entrem no site http://www.trilhaapdi.com.br e conheçam os projetos.

Tenho um orgulho imenso em ter sido convidada a fazer parte da equipe.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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