Objeto de transição, você já ouviu falar?!

Bom dia!

Vocês já devem ter percebido (LÓGICO!!!) que por algum tempo meu Raulzito não tira a tal blusa do Leonardo. Encucada com isso fui pesquisar o por quê desse apego enorme a uma blusa de Tartaruga Ninja que tem um L na faixa preta de Karatê e um casco de “verdade” pregado atrás da blusa, que já está com três furos e  uma mancha de graxa que não sai nem por reza… que faz o Raul se sentir o “ídolo” dele de verdade. A cor dela era verde vivo, como deve ser a cor de uma tartaruga, mas a dele já está desbotada há 50311321354651 lavagens atrás e ele insiste em vesti-la todo santo dia e se bobear fica com ela o dia todo. Em determinados dias, ela estava tão suja que ele pedia ao menos para segurá-la para dormir… (Oi?! Muitas vezes eu nem acreditava que estava escutando aquilo.) Com a ajuda solidária da minha cunhada e da minha comadre conseguimos mais duas blusas do Leonardo, mas que infelizmente não substituem a primeira. Enfim… se seu pequeno passa por situações parecidas… Calma!!! Tem explicação.

Eu não sabia que o transicional ou objeto de transição ainda era escolhido por crianças de quase 3 anos. Eu sempre lia a respeito que esses objetos que os pequenos carregam para cima e para baixo como o Linus e sua mantinha do Charlie Brown (Quem já viu?!) têm  um significado para o desenvolvimento psicológico da criança principalmente quando se vê que ele e a mãe não são mais a mesma pessoa, e eu geralmente via bebês com eles. De repente me vejo com meu filho prestes a completar 3 anos e com um apego gigante à uma blusa. Pesquisando sobre esse processo, cheguei a conclusão que pode ocorrer e deixar de acontecer por volta dos 5 anos. Não é sinal de alarme! Ele faz parte do processo de construção da independência. Tanto que Raul começou com isso logo quando comecei a deixá-lo mais vezes “sozinho” com minha sogra ou minha mãe quando precisava sair para fazer algo e também quando ele percebeu que realmente a hora da escolinha já era assunto corriqueiro aqui em casa e que a chegada da irmã também estava próxima de acontecer (visto que uma nova cama já se encontra no seu quarto).

Acredito que com essa minha leitura e pesquisa sobre o assunto, a blusa que vocês sempre veem com ele pessoalmente ou quem nos segue lá no Instagram vê com muita frequência, está sendo sim o objeto de transição do meu pequeno. E quero deixar um respiro de alívio pra outras mamães que assim como eu estão sem saber como agir nesses casos, é só uma fase. Aqui em casa por exemplo até um mês atrás ele não aceitava ficar longe dela, agora já fica até dias sem vesti-la sem me dar problemas. Só me pergunta onde ela está… parece que é para se ele precisar da “ajudinha” dela, saber onde recorrer. Pode ser que ele tenha precisado disso para superar alguma questão do desenvolvimento psicológico… Acontece até com nós adultos, não é mesmo!?

Com amor,

Ana Maria.

Ps.: Leiam mais sobre o assunto no Google, me ajudou muito. Esse texto foi só um resuminho básico com minha experiência. Tem muito mais para ler e entender. =)

Da série mamãe fonoaudióloga: lateralidade

Bom dia!

Hoje vamos conversar sobre a lateralidade. Uma habilidade essencial para o desenvolvimento psicomotor e para o desenvolvimento da aprendizagem.  A lateralidade é a capacidade de se vivenciar as noções de direita e esquerda sobre o mundo exterior. Ou seja,  é o domínio de um lado do corpo sobre o outro. Vocês já repararam que a maioria dos nossos pequenos são ambidestros?! Utilizam as duas mãos da mesma forma. Apesar de ser congênita, ela não surge de forma súbita, mas sim aos poucos. A habilidade de lateralidade é desenvolvida quando ainda somos pequenos por volta dos 6 aos 8 anos de idade.  Nessa fase é que as crianças começam a desenvolver maior habilidade em uma das mãos em suas atividades, principalmente as escolares, onde vão acompanhando o desenvolvimento cognitivo e as práticas relacionadas à psicomotricidade. Com esta habilidade conseguimos uma boa escrita, a orientação espacial e temporal por exemplo.

Agora que sabemos o quão importante é a lateralidade e o porquê de estimula-lá, separei algumas dicas de brincadeiras onde o objetivo de estimular a lateralidade está presente.

  1. Com balões entre as pernas, peça a criançada que se movimente de um lado para o outro, estimulando o conhecimento de direita, esquerda, para frente e para trás.54e49b24302b70b84d418fefaabc30ca
  2. Algumas argolas e figuras de pés coloridos que são distribuídas aleatoriamente formando um guia onde os pequenos deverão seguir as pegadas pulando com os pés juntos ou separados. Essa atividade é riquíssima para estimular a coordenação motora grossa, a lateralidade, raciocínio lógico, sequência etc.0364782d8b5e9e99a27ae668492c344a
  3.  Um balão pendurado em um barbante e a sua criatividade, só isso basta para criar uma brincadeira bem interessante e cheia de estimulação. Vá solicitando que a criança coloque a mão direita no balão, depois o pé esquerdo… e por aí vai…3149ee3478aeb53e437bf7b2b688950e
  4. Treinando a coordenação motora grossa, a lateralidade e estimulando o conhecimento dos números… com essa atividade você consegue tudo isso! Basta um giz para proporcionar todo esse conhecimento. A diversão é garantida! Para os pequenos mais crescidinhos e que estão em fase de aprender a fazer contas matemáticas, você pode ir ditando os cálculos e eles devem pular para a resposta certa.6102191c97ec98a0b474aaffb1478964
  5. Para treinar a lateralidade e ainda estimular o conhecimento de peso, que tal uma balança improvisada com um cabide de roupas e dois vasinhos de plantas vazios!?

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Espero que vocês se divirtam assim como eu e o Raulzito. Nós adoramos “atividades estimuladoras”, como chamamos por aqui.

Com amor,

Fga Ana Maria Poças.

CRFa 6-7185

Ps.: Fotos ilustrativas do aplicativo Pinterest. =D

Mudança de rotina…

Bom dia!

Ano novo e também vida nova aqui na nossa casa. Raulzito vai para escola! Já estamos nos preparando para a nossa nova rotina. Lembram da vaga na UMEI que estávamos tanto almejando?! Então… conseguimos! O Raul foi contemplado em duas escolas das seis que havíamos inscrito o nome dele. Desta forma pudemos escolher a escola que mais nos atendia. Queria ressaltar a força que o nosso pensamento tem… eu ficava imaginando o Raul já na escolinha que eu queria e uma dessas duas que ele foi contemplado era exatamente a que eu queria. No dia em que fui fazer a inscrição eu me identifiquei muito com a coordenadora dessa escola, pela metodologia dela e pela paz que ela me transmitiu… fiquei muito feliz por ter conseguido! Esse mês teremos um texto sobre a metodologia e a proposta que a UMEI promete, ok?! Para quem não é daqui de Belo Horizonte, UMEI (Unidades Municipais de Educação Infantil) é uma escola da prefeitura para crianças de até 06 anos de idade. Temos mais de 120 UMEIs distribuídas por BH afora. Não é fácil conseguir vagas, pois as vagas destinadas às crianças não vulneráveis e sem deficiência física são apenas 20% das vagas distribuídas. Mas nós estamos aqui para provar que é possível conseguir! Força de vontade, fé e pensamento positivo são fundamentais para que se consiga as coisas.

Com o Raul na escolinha eu também tenho meus projetos profissionais esse ano. Estarei me preparando para fazer mestrado e abrirei mais horários em minha agenda para atender pacientes novos. Com esses planejamentos necessitarei do meu tempo organizado para me dedicar aos planejamentos terapêuticos, ao inglês e as matérias que a prova de mestrado me cobrará. Também teremos um livro do Fissurada na Maternidade esse ano! Super novidade para vocês! Terminei de escrever um livro para mamães e papais que estão sendo inseridos no mundo de fissura e em 2017 será lançado. Logo, a mudança de rotina foi mais que necessária para que a gente consiga dar conta de tudo por aqui. Já escrevi um post falando sobre a importância de rotina na vida dos nossos pequenos, vale a pena reler aqui. A adaptação merece força de vontade e paciência. Não é fácil conseguir dormir as 20:30h nesse calor de 59 graus de Belo Horizonte… risos… ainda mais em pleno horário de verão. Estamos na fase de adaptação. Raul terá que acordar às 06:00h da manhã para ir para a escolinha e eu terei que voltar a acordar às 05:30h para preparar as coisas antes de sairmos. Uma tarefe não muito fácil para quem estava há quatro anos sem ter que cumprir horários tão a risca.

A rotina sem dúvidas é fundamental para um equilíbrio geral da nossa vida. Se tivermos com a rotina equilibrada, conseguimos um emocional mais forte, uma saúde melhor e uma vida bem mais produtiva e feliz. Rotina não significa fazer tudo no mesmo horário e ter uma vida monótoma, mas sim uma vida com mais organização e planejamento. A rotina te ajuda a desenvolver melhor seus planos, a estar presente no momento presente, a ter foco, ter objetivo, ter sabedoria para entender que só você é capaz de fazer com que sua vida seja melhor e mais produtiva. E isso traz consequências positivas para quem está a sua volta, principalmente pros pequenos que precisam tanto da gente bem. Experimentem colocar rotina na vida de vocês.

Com amor,

Ana Maria.

Ps.: Nesse site vocês podem ver a listagem das UMEIs com os endereços e os telefones.

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=educacao&tax=49442&lang=pt_BR&pg=5564&taxp=0&

Projeto Abrace Sorrisos 2017

Bom dia!

Este ano fomos convidados a conhecer a iniciativa Abrace Sorrisos. O projeto foi elaborado  e idealizado com o intuito de divulgar a fissura labiopalatina e recolher verba para a associação Rede Profis, que ajuda muitas crianças a alcançarem novos sorrisos. O projeto A luz do teu sorriso e a rede As fissuradas estão à frente dessa iniciativa e exercem lindamente o papel de divulgação e de desmistificação desse universo.

Para arrecadar o dinheiro que será totalmente destinado a novos sorrisos, foram elaboradas  agendas com muito amor envolvido. Além da agenda em si, você terá o prazer de ler depoimentos de familiares que vivem nesse mundo de fissuras e muitas fotos de crianças lindas e abençoadas, mostrando seus sorrisos antes e após as cirurgias. O Raulzito tambem está nela… Me dando o maior orgulho! =D

Como faço para conseguir a minha agenda?! Fácil… basta enviar um e-mail para abracesorrisos@gmail.com que os responsáveis pela venda e envio te explicam tudinho.

Faça parte desse projeto com a gente. Compre a agenda e ajude muitos novos sorrisos a serem alcançados.

Com muito amor,

Ana Maria, Rodrigo e Raul.

Da série mamãe fonoaudióloga: O nome próprio

Bom dia!

Escolher o nome dos nossos pequenos não é uma tarefa fácil, não é mesmo!? Além das particularidades que nos fazem escolher um nome, como significado, origem, sonoridade etc, devemos pensar na grafia, nas questões da socialização e nos problemas que podem ser pertinentes quando um nome não é muito “agradável” de se escutar e com isso pode acarretar disfunção no psicológico da criança. O nome é a identificação. É assim que nos identificamos quando nos apresentamos. Nada obstante, vocês já pararam para pensar na importância do nome próprio para o aprendizado e no desenvolvimento dos nossos pequenos?

Reconhecer a letra inicial do nome é uma das primeiras coisas que nossos filhos aprendem na escolinha e a partir daí começam a fazer associação da letra com o nome, depois da letra com outras palavras que começam com a mesma letra e por aí vai. No quarto do Raul, por exemplo temos o nome dele escrito na parede com letras de madeira e desde pequenino nós o estimulamos a olhar para as letrinhas e fazer a associação das letras que compõem o nome dele com outras palavras, por exemplo: R de Raul, A de Ana, U de uva e L de Luna. Estes dias o Raul se surpreendeu e percebeu que a letra do nome do pai (Rodrigo) é a mesma que a letra do nome dele. Agora já é capaz de ordenar as letras do nome dele corretamente se as espalharmos em sua frente. Essa associação tem o objetivo de proporcionar às crianças um suporte, dando condições favoráveis para apoiá-las no processo de alfabetização, ou seja, na aprendizagem da leitura e da escrita.

Abaixo vocês verão algumas dicas para estimular o reconhecimento dos nomes próprios para que você estimule seu pequeno em casa.

  1. Nessa primeira atividade separamos as letras de um lado e do outro lado damos um estímulo visual com a grafia do nome como deve ser escrita. Abaixo pedimos a criança que coloquem as letras corretamente seguindo o exemplo de cima.

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2. Utilizando uma folha de papel colorida e um tubo de cola, faça a escrita da grafia do nome e depois peça a criança que cole feijões em cima da cola.

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3. Com pregadores de roupas e letras de EVA cole em cada pregador uma letra do nome da criança. Em uma folha escreva o nome da criança e peça que ela coloque os pregadores em cada letra correspondente.

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4. Faça um “ache letras” com as letras correspondente ao nome do seu pequeno e peça que ele as procure e as colora com cores diferentes.

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5.  Para facilitar o início do aprendizado das letras e o reconhecimento das mesmas, faça fichas com fotos das pessoas da família e ao lado coloque a letra inicial correspondente ao nome de cada um. Pode fazer também com figura de animais, de objetos etc.

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Vamos começar o ano com muitas atividades para estimular os pequenos!? Essas são somente algumas sugestões de infinitas possibilidades que vocês podem criar usando a imaginação e a criatividade.

Com amor,

Fga. Ana Maria Poças

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Ps.: As imagens do corpo do texto foram retiradas do Pinterest.

 

 

O Tubinho de Ventilação saiu!!!

Bom dia!

Eu não poderia ter ganhado um presente de Natal melhor e já posso virar o ano respirando mais aliviada! Esta semana passada vivi um momento que estava esperando por muito tempo. Pela manhã após ter passado por uma noite daquelas com o Raulzito  que estava com uma febre que não cedia nem com antitérmicos intercalados… Quando cheguei no quarto para ver como ele estava, vi uma coisa estranha no ouvido esquerdo dele. Uma bolinha meio amarronzada, meio preta, na hora gelei e logo pensei ” O que é isso, meu Deus?!”. Fui logo já tirando com os dedos antes que ele se mexesse e ela entrasse de novo pro ouvido ou caísse no chão…  Peguei aquela bola cheia de cerúmen enrolada e vi que tinha um pontinho azul nela, terminei de limpar e adivinhem!? Era um dos tubinhos de ventilação.

Longos 01 ano, 11 meses e 13 dias, enfim o “azulzinho” resolveu dar as caras pro lado de fora da orelha do Raul. Vocês não sabem como isso estava me deixando preocupada. Só mãe de criança que nasceu com fissura labiopalatina ou que os filhos precisaram de colocá-los, vão sentir o que estou falando. Levava o Raul no otorrino de seis em seis meses para saber como andava lá por dentro do ouvido. Eu já sabia que estava tudo certo! Mas como #mãeneurótica que sou… queria vê-los do lado de fora o quanto antes, pois eles já haviam saído dos tímpanos há um bom tempo. O médico disse que uma hora ou outra eles iriam sair, e que não tinha problema eles ficarem lá dentro por muito tempo se não tivessem incomodando o Raul ou atrapalhando a audição. Caso necessitasse poderia retirá-los com uma pinça própria para retirar rolhas de cera, mas que o Raul deveria cooperar. Logo sabemos que essa cooperação para uma criança de três anos, enérgica ainda por cima, seria um pouco impossível. (risos) Eu pensava que poderia um dia atrapalhar na audição dele, pois rolhas de cera atrapalham a qualidade da chegada do som na orelha média e isso compromete o limiar de audição das pessoas. (Muitas vezes a ignorância é o melhor remédio, não é mesmo!?)  Uma simples rolha de cera pode dar perda auditiva em um exame de audiometria. Eu lia sempre que o prazo médio para que os tubinhos saíssem era de no máximo 01 ano e meio e o nosso já estava fazendo quase 2 anos de pós cirúrgico. Eu estava incomodada com isso e ansiosa para que chegasse logo esse dia!

Graças a Deus, não precisamos de passar por nenhum estresse e mesmo após um dia de virose daquelas beeeem bravas que acaba com a gente e com os pequenos, parece que foi uma mensagem divina mostrando que Deus tem cuidado e que está a par de tudo o que acontece. Fiquei super aliviada e agradecida!

Para quem tinha curiosidade como eu de vê-lo… Olha ele aí!

Agora é aguardar o da orelha direita!

Com amor,

Ana Maria.

Meditação e a maternidade

Bom dia!

Ser mãe, dona de casa e trabalhar não é uma tarefa fácil, não é mesmo?! Dar conta de tudo e de todos nessa vida um pouco (bem) agitada da maternidade muitas vezes nos deixam sem saber como agir e/ou agimos erroneamente quando deixamos nossos sentimentos tomarem conta de nós. Quero compartilhar o que tenho feito e que tem me ajudado muito nessa minha missão de ser mãe, dona de casa e fonoaudióloga nas horas vagas. Tenho ficado muito mais centrada e calma, consequentemente agindo bem melhor com meu filho e com as pessoas a minha volta.

Comecei a meditar há mais ou menos uns sete meses atrás, por insistência do meu marido que já medita há muito tempo. Confesso que ficava muito resistente e que sinceramente não achava que fazia efeito, até que um dia sentei e fui meditar. Não conseguia me desligar por 1 segundo se quer. Minha cabeça a mil por hora e eu tinha a sensação que estava ali perdendo tempo sentada enquanto tinha mil outras coisas para fazer. Meus dias foram passando, eu insistindo na meditação e a medida que o tempo passava, mesmo que eu não tenha de fato meditado, eu estava ficando mais calma e tomando rédias dos meus pensamentos, o que, no passado, muitas das vezes me guiavam para um caminho onde eu não queria estar. Situações simples como uma febre ou nariz escorrendo do meu pequeno, já me faziam ter taquicardia, o dia para mim acabava e eu ficava muito mal até ele melhorar. Não conseguia fazer minhas atividades com êxito e minha rotina que sempre foi “tranquila” para mim, já não era mais. Meu dia já não rendia mais como antes e minha cabeça não estava ficando de fato boa! E fui percebendo com o passar do tempo que as “meditações” estavam me ajudando a ter controle de mim mesma e me tornando uma pessoa melhor. Melhor para mim, para o meu marido, para o meu filho e para o mundo.

Hoje já medito alguns minutos… não o tanto que eu gostaria de meditar, mas estou no caminho. Os benefícios da meditação são inúmeros e já listei aqui alguns no texto que escrevi sobre A meditação na vida dos pequenos e que são os mesmos para nós mamães. Com ela conseguimos eliminar e prevenir o estresse, preencher o nosso corpo com mais energia nos dando melhoria na área física e mental, harmonia, estabilidade, desenvolvimento da consciência e nos transformar como um todo. A princípio você pode sentir que esta perdendo tempo, mas quando perceber que quanto mais você medita mais estará consciente do momento presente e, dessa forma, otimizará melhor seu tempo e poderá fazer mais e melhor suas tarefas diárias, chegará a conclusão que na verdade você esta ganhando muito tempo e qualidade de vida. Segundo Matthieu Ricard, no livro A arte de meditar, meditação é uma prática que permite cultivar e desenvolver certas qualidades humanas fundamentais, é uma forma de familiarizarmos e cultivarmos qualidades que nós todos possuímos mas que permanecem em estado latente enquanto não esforçamos para desenvolvê-las. Você pode conferir diversos estudos que comprovam o que estou escrevendo aqui nesse texto sobre meditação, eu só gostaria mesmo de incentivar você, mamãe, que assim como eu é mil e uma utilidades e tem que dar conta do recado. Agora se além dos benefícios quisermos seguir exemplos de vida, muitos líderes espirituais da humanidade meditavam.

Portanto, mamãe, medite! Meditação é vida! É luz! É salvação!

Com amor,

Ana Maria.

Ps: Seguem algumas dicas de leitura sobre meditação:

A arte de meditar. Um guia prático para os primeiros passos na meditação. Matthieu Ricard. Editora Globo.

Autoperfeição com Hatha Yoga. Um guia clássico sobre saúde e qualidade de vida. Hermógenes. Editora Nova Era.

A arte da meditação. Daniel Goleman. Editora Sextante.

Da série mamãe fonoaudióloga: reconhecimento de letras

Bom dia!

A dica de hoje é para as mamães e papais que já estão com seus pequenos um pouco crescidinhos e aprendendo a escrever e a ler. E para ajudar no reconhecimento das letras separei algumas atividades que encontrei no meu aplicativo favorito, o Pinterest.

Antes de mostrar as atividades vamos entender o porquê devemos estimular o reconhecimento de letras que é muito importante para a aquisição da língua escrita. As letras são os menores símbolos de uma língua e é com o agrupamento delas que formamos as palavras e as frases na escrita. O reconhecimento delas é um processo natural e deve ser suave e lúdico, para que os pequenos consigam assimilar e começar a utilizá-las de forma automática à medida que vão sendo alfabetizados. Nós, que vivemos em uma sociedade cheia de mídias sociais sabemos da importância de saber ler e escrever para estarmos “inseridos” nela e saber o que está acontecendo a nossa volta.

As atividades abaixo visam estimular não somente o reconhecimento de letras, mas a coordenação motora fina, o pareamento (habilidade visual que consiste em formar pares e imagens semelhantes), o raciocínio lógico, as cores, a memória e mais um monte de outras habilidades associadas. Então, basta seguir as dicas e usar a sua imaginação e criatividade para auxiliar os pequenos no reconhecimento de letras.

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 1. Em uma bandeja escreva as letras do alfabeto e com letras de EVA (de cartolina ou de papelão) peça as crianças que as coloquem em cima da letra correspondente.

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2. Nessa atividade o nome próprio é o objetivo alvo. Separe as letras do nome do seu pequeno que pode ser feitas de EVA e uma massinha. Marque na massinha a escrita do nome com as letras. Após isso é só solicitar que a criança coloque cada letra no lugar devido.

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3. Uma caixa de madeira (papelão ou tabuleiro) coloque sal (farinha de trigo ou açúcar refinado) e algumas letras escritas em uma folha de papel em caixa alta, peça a criança que reproduza a escrita no sal utilizando o dedo indicador. Podemos variar utilizando um graveto, um canudinho ou qualquer outra coisa mais dura para reproduzir o grafema em substituição do dedo.

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4. Adorei essa atividade, pois adoro atividades que visam a sustentabilidade e o reaproveitamento! Em um rolo de papel alumínio ou papel toalha que você iria jogar fora, escreva as letras do alfabeto. Separe alguns adesivos e escreva também as letras do alfabeto. Agora basta pedir que a criançada coloque os adesivos em cima da letra correspondente. Essa atividade é riquíssima!

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5. Essa atividade é para quando as crianças já sabem as letras ou para ajudar a memorização delas sem o apoio visual. Com ajuda de um prato, faça círculos e dentro desse círculo escreva letras. Com ajuda de um “mata mosquito”, a brincadeira é a seguinte: você dita as letras e a criança deve direcionar o “mata mosquito” nas letras correspondentes.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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Fonoaudióloga por amor

Mais um Dia do Fonoaudiólogo chegando e minha eterna gratidão por ter escolhido a minha profissão! Parabéns a todos os que exercem, lutam e buscam uma Fonoaudiologia com muito mais amor!

Avatar de Ana Maria PoçasFissurada na Maternidade®

O dia 09 de dezembro é dedicado a minha amada profissão, a Fonoaudiologia. Esse ano em comemoração ao dia do fonoaudiólogo, o Conselho Federal de Fonoaudiologia lançou uma campanha onde as estrelas do comercial que passará na televisão seriam os próprios fonoaudiólogos. Para participar da campanha, o fonoaudiólogo deveria enviar um texto contando alguma história que tenha vivenciado e que marcou sua trajetória profissional. E eu enviei a minha e vou compartilhá-la aqui com vocês.

“A história que marcou minha trajetória como fonoaudióloga não aconteceu em meu consultório e sim em minha própria vida. Formei-me em 2008, aqui mesmo em Belo Horizonte. Escolhi o curso sem saber o porquê. No decorrer da minha graduação, percebi que não me identificava tanto com o curso, mas algo me dizia que tinha que terminá-lo e assim o fiz. Conclui o curso e atuei como fonoaudióloga até uns três meses antes do meu filho nascer, em…

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Amamentar dói sim!!! – por Débora Rocha

Sempre ouvi muito sobre a gravidez e seus sintomas, alegrias e surpresas, mas pouco ou nada sobre a amamentação!
Tive um parto normal como aqueles de novela, contrações que começaram na madrugada, idas e vindas à maternidade, trânsito complicado no trajeto, malas pra cá e pra lá, tudo exatamente como idealizei, um sonho realizado!
Porém, quando o bebê nasce se espera que ele mame de forma instintiva (a mãe oferece o seio e o bebê mama como vemos na TV) certo? NÃO, O BEBÊ NÃO SABE MAMAR!
Ele pega errado no mamilo e te machuca, uma vez que você permite porque também não sabe a forma certa de o fazer!
Por mais que as enfermeiras e os pediatras te ensinem várias vezes, você continua sem entender, afinal a nova realidade te deixa totalmente lesada! Trocar fralda, dar banho (eu fiz questão de eu mesma dar banho na maternidade), receber visita, se alimentar, tomar medicação, acordar para amamentar, tirar fotos fofas do ser mais lindo do mundo, enfim um turbilhão de informações ao mesmo tempo!
Aí você volta pra casa com o maior desafio da vida, cuidar de um bebê que depende de você para sobreviver!
Eu tive um agravante por não ter o bico do seio formado, tenho mama plana e a dificuldade foi enorme. Confesso que a tentação de dar uma mamadeira com fórmula passou várias vezes pela minha cabeça, mas resisti!
A Júlia manteve a pega errada por um mês, meu seio empedrou e quase tive uma mastite, tive a visita de uma enfermeira que fez a ordenha e resolveu o problema, depois uma tia me ajudou a corrigir a pega e só então comecei a ter um alívio ao amamentar!
No entanto depois de completar dois meses a dor voltou, Júlia começou a fazer uma “bitoca” que ardia de me fazer chorar, parecia um pesadelo e eu desejei ter outro parto à ter que continuar com essa dificuldade!
Hoje depois de orar muito pedindo à Deus que me amparasse e me fortalecesse para eu não desistir, afirmo que amamentar em livre demanda foi a escolha mais difícil que fiz na vida, mas que felicidade em ter conseguido!
O leite materno é o melhor para minha filha e é o maior prazer do mundo para mim!
Meu testemunho de fé é para fortalecer às futuras mamães que assim como eu podem ter alguma dificuldade, sejam fortes, confiem em Deus e amamentem seus bebês, os olhinhos nos olhos são a nossa recompensa!!!

Débora Rocha, mamãe da Júlia.