Coaching para pais e mães

O meu bom dia de hoje vai com uma dica de leitura muito gostosa de fazer e que irá te fazer refletir muito. Falarei hoje sobre o livro “Coaching para pais e mães” da autora italiana (mas que mora aqui no Brasil há bastante tempo) Bibiana Teodori, lançado pela editora Matrix.

A contra capa do livro vem com um conteúdo que me instigou a comprá-lo dizendo assim: “…Seja bem-sucedido na educação dos seus filhos. O que conta para eles são sua atitudes; assim, é necessário que você defina, antes de qualquer coisa, os seus objetivos – quais os valores que você deseja transmitir a seus filhos…” E é bem assim mesmo que, no decorrer do livro, a autora vai te ajudando a traçar seus objetivos e a listar e ordenar seus valores em forma de prioridade e importância. Além de te ajudar a entender bem melhor seu filho! O livro traz um questionário que nos auxilia a enquadrar nossos filhos em: Criança Auditiva, Visual ou Cinestésica. Fazendo com que os entendamos e tenhamos uma comunicação bem mais eficaz com eles.

Estou utilizando com o Raul algumas dicas e já coloquei os meus valores e os ordenei de acordo com importância de cada um deles para que eu possa passá-los pro Raul. Lendo o livro você acaba fazendo uma releitura da sua própria vida e das suas atitudes, e isso acaba te fazendo repensar muitas coisas e a trilhar novos objetivos de vida. Eu particularmente achei o máximo e recomendo a leitura! Se alguém se interessar e depois de ler quiser contar aqui o que achou pra gente, fique à vontade.

Com amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: Mastigar é preciso!

A mastigação é uma das funções do nosso corpo. Ela é muito importante para o desenvolvimento craniofacial e para o fortalecimento da musculatura orofacial. É a fase inicial do processo digestivo e para que ela ocorra harmoniosamente é necessário uma coordenação de vários músculos e nervos do nosso corpo. A sua função é reduzir o tamanho dos alimentos para serem mais facilmente digeridos.

O processo de mastigação inicia por volta dos 5/6 meses de vida, que pode coincidir com o nascimento dos primeiros dentinhos. E cabe a nós pais e cuidadores oferecermos a maior variedade de textura de alimentos para os nossos bebês. Desta forma promoveremos à criança uma maior estimulação para o processo de desenvolvimento dessa habilidade de mastigação. Mesmo os bebês tendo somente os dentes da frente, ou mesmo ainda banguelinhos, já exercitam o ato de mastigar, mantendo contato entre as gengivas e com isso já vão treinando para depois comerem um belo prato de arroz com feijão.

Enganam-se os pais, que pensando estarem ajudando no desenvolvimento do processo de mastigação e da deglutição, facilitam a consistência dos alimentos passando-os pela peneira ou batendo-os no liquidificador. Mastigar é preciso e quanto antes iniciar melhor para o desenvolvimento dos nossos pequenos.

Mas quando iniciar com a mastigação?! Bem, a introdução de alimentos que não seja o leite deve ser iniciada entre os 5/6 meses justamente na época que começa a maturação neurológica para que essa nova etapa seja estimulada. Antes converse com seu pediatra a respeito, por exemplo, o Raul iniciou esta etapa aos três meses, devido à cirurgia que o esperava. Vamos às dicas para estimularem a mastigação dos pequenos:

*Evite bater no liquidificador ou passar os alimentos na peneira; *Amasse com um garfo os alimentos, para que a criança possa se acostumar com as texturas;

*Prefira as colheres de silicone, elas além de oferecem mais segurança caso o bebê venha a mordê-las, não esquentam como as de metal;

* Ofereça alimentos de texturas variadas, assim estimulamos também as sensações;

*Ofereça as frutas e os legumes picados (Veja o post do BLW, quem sabe vocês não animam a fazer!?)

*Estimule seu filho a comer todos os tipos de alimento.

Com amor,

Ana Maria Poças

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Ps.: Achei este artigo científico muito legal que tem como título: Início do processo de mastigação, O que pensam as mães e cuidadores. Segue o link para quem quiser dar uma lida.

Clique para acessar o 527af65c25b31b13215d87c19731e89e.pdf

Pirraça, como lidar? – por Marcelle Camargo

Oi gente, tudo bem?

Vim falar sobre a fase da pirraça, tão comum nas crianças entre um e três anos. É nessa fase que elas testam seu limite, sua paciência, sua capacidade de ser (ou não) zen. Você, como todo mortal, tem vontade de bater, colocar de castigo, fingir que não conhece, atirar pela janela, despachar pelos correios, mas, o bom senso te traz à realidade e você respira, inspira, respira, inspira e repete o processo só para garantir. Tem que ter muito jogo de cintura, não é mesmo? É um momento desgastante, porque nem a própria criança sabe os verdadeiros motivos daquele comportamento e usam a pirraça à vontade para alcançar seus objetivos. As mamães sentem-se impotentes com aqueles gritos estridentes, aqueles choros escandalosos, aquele drama a lá novela mexicana e, não encontram muitas saídas, a não ser, esperar a crise passar. Porém, algumas atitudes devem ser tomadas, para que aqueles leõezinhos sejam domados. É importante que os pais sejam firmes, não cedam à choradeira, não confundam amor com limite. Seu filho só te respeitará se você souber impor limites. Deixem bem claro, desde sempre, quem manda dentro de casa. Reforcem o discurso “papai e mamãe só vão deixar Joãozinho fazer isso porque se comportou muito bem na casa da vovó”. Quando a criança começar a atirar objetos, se jogar no chão, puxar toalhas, só para chamar a atenção, deixe claro que não aprova aquele comportamento e saia de perto dela (desde que não esteja em risco). Se perguntar o que a criança quer, vai incentivá-la a agir sempre dessa forma quando quiser algo. A criança vai perceber que aquela pirraça não resolve os problemas dela e vai acabar cansando. Porque fazer pirraça cansa né, gente? Muita energia gasta, muito grito, muito choro, muitos puxões no cabelo. Outra coisa importantíssima é o pai e a mãe manterem o mesmo discurso na frente da criança. Se um desautoriza o outro, compromete a educação do filho. É da natureza humana, recorrer à pessoa mais permissiva para conseguir as coisas e a criança vai perceber logo quem é o “bonzinho” e quem é o “malvado” da relação. Depois que o furdunço terminar, é a hora de dar água, limpar as lágrimas, pegar no colo e, se for preciso, enfiar debaixo do chuveiro para tirar o suor + as lágrimas + cabelo na cara + meleca escorrendo ou só para ajudar a acalmar mesmo. Uma amiga me contou que quando sua filha começava a fazer pirraça, ela já avisava que não adiantaria e ia para outro cômodo da casa, para deixar a atriz mirim sozinha. Só, que quando ela mudava de cômodo, em menos de um minuto, aparecia um corpinho se jogando no chão e ficavam nessa, uma fugindo e a outra a perseguindo para mostrar seu show. Uma hora a filha cansava e elas se entendiam. E é aí que está o segredo, não se deve entrar na onda da criança. Se os pais perdem o controle da situação, a criança de duas uma: ou vai assumir o controle da forma mais barulhenta possível, perdendo o respeito, ou, ficará tão perdida quanto os pais. A boa notícia é que como toda fase, isso passa.

Força na peruca, gente.

Um abraço,

Marcelle Camargo

Fissurado na Paternidade – por Rodrigo Patricio.

Bom dia.

O dia em que descobri que seria pai foi um dia muito especial mas que começou de uma forma no mínimo engraçada. Além de ser acordado com a frase: “Rodrigo, estou grávida” havia um teste de gravidez quase tapando minha visão.

De qualquer maneira foi uma notícia que me deixou completamente feliz. A Ana e eu já havíamos desistido de tentar engravidar. Isso porque nossas tentativas não haviam dado certo e, como estávamos começando a vida em outra cidade e iniciando em novos empregos, decidimos focar no trabalho e tentar novamente no futuro. Na verdade, como as nossas chances de engravidar eram pequenas chegamos até em pensar em adotar uma criança. Porém com a descoberta da gravidez ficamos muito entusiasmados.

Normalmente a ficha do homem só cai realmente quando a criança nasce. Aquela história de “olha ele mexendo aqui!” ou “Nossa, ele chutou a sua mão! Você Sentiu?” é muito superficial para nós.

“É claro que eu senti!” (era a vontade que eu tinha de responder) rs… mas é muito pouco comparado ao que a mãe pode sentir. É por isso que a nossa cara nesse momento geralmente decepciona a mãe…rs… ela sente um chute enquanto a gente sente um pequeno tremor, quase imperceptível.

Entretanto, quando soubemos da notícia que o Raul teria lábio leporino e fissura palatina eu me senti um pouco mais perto dele. Foi um pequeno empurrão para a ficha cair. Eu precisava realmente cuidar dele, indiretamente é claro. Por mais que eu também estivesse desconfortável com aquela situação e por também estar triste por ver a Ana triste, eu precisava criar o melhor ambiente para ela, o que traria para ambos uma gestação mais tranquila. Obviamente qualquer mãe sentiria medo ao receber a notícia de que seu filho tem alguma peculiaridade, mas pelo fato de ser Fonoaudióloga e saber todas as possíveis complicações que poderiam ocorrer, era compreensível que ela se sentisse muito mais angustiada. É daí que vem aquela frase “O doce sabor da ignorância”.

Por essas e outras eu poderia classificar a minha paternidade como “movimentada”…rs..

No meio do caminho tivemos mudança de cidade, pintura de apartamento, mudanças de emprego, complicações desnecessárias no hospital em que o Raul nasceu e tudo isso sem contar que nossas duas cachorras tiveram filhotes no dia do nascimento dele.

Mas eu posso dizer que ser pai ou, para ser mais abrangente, ser responsável pela criação e formação de alguém é uma experiência capaz de nos fazer ver a vida de uma forma diferente. E eu não digo apenas por ser algo novo em nossas vidas, mas também por ser uma oportunidade de termos na prática uma amostra de como foi nossa atuação na vida dos nossos pais. É algo realmente inspirador e não pode ser explicado, é preciso ser vivido.

Não dá para explicar, por exemplo, a sensação de escolher o nome do seu filho, passar  9 meses com uma mulher sem TPM,  ver a mãe do seu filho cada vez mais bonita (e mesmo que você elogie ela ainda vai se achar gorda), descobrir o sexo do bebê, tocar os clássicos para que o menino já se acostume com música boa (se for preciso até colocar o fone na barriga da mãe…rs…),  ver a felicidade dos tios e avós, escolher os padrinhos, ver a cara de felicidade da mãe quando vê o filho pela primeira vez, contar os dias para o fim do resguardo, dar mamadeira, passar noites em claro sem nem se importar,  ver ele dar os primeiros passos no dia dos pais, ouvir ele falando “papai” (no meu caso babai)…rs…são algumas das situações que fazem a nossa vida se encher de alegria.

E é por isso que ser pai é algo único, nos torna homens melhores e nos faz perceber o quanto nossos pais se dedicaram para nos criar.

Desejo a todos os pais e filhos um feliz dia dos pais!

Rodrigo Patricio.

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Dia dos Pais

O primeiro amor das meninas ou o primeiro herói dos meninos…

O ser pai é uma figura que tem papel fundamental na educação dos filhos. Exemplo de força,  sabedoria, autoridade e segurança. Ter um pai presente traz identidade para os filhos e é importantíssimo para a construção do caráter de um ser. Ser pai é amar, ensinar, amar, educar, amar, aconselhar, amar, proteger, amar, amar e amar… seus filhos!

Aos pais leitores do blog eu desejo a vocês muito amor e que vocês sejam exemplos para seus filhos!

Ao meu pai, ao pai do Raul e ao pai do pai do Raul, eu desejo que vocês continuem sendo exemplos para mim e para o meu Raulzito!

Feliz dia dos pais!

Com amor,

Ana Maria Poças.

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O desenvolvimento da linguagem da criança, o que esperar?!

Bom dia, pessoal!

Quando nos tornamos pais de primeira viagem começam a surgir inúmeras dúvidas em relação ao desenvolvimento dos nossos pequenos, não é mesmo? Qual a idade que eles começam a andar, a falar, a rir?! São tantas as dúvidas que resolvi escrever para vocês sobre a aquisição da linguagem e o que podemos esperar em cada marco do desenvolvimento. Então, vamos lá!

0 a 3 meses: O bebê já é capaz de prestar atenção aos sons que estão a sua volta. Reconhece a voz dos pais e se acalma quando conversamos com ele. Chora, faz alguns sons, dá gargalhadas, já sorri quando alguém fala com ele e observa o rosto de quem está a sua frente.

4 a 6 meses: Nessa fase o bebê já é capaz de procurar de onde vem o som. Grita, faz alguns sons como se estivesse de fato conversando conosco e tenta imitar a nossa voz.

7 a 11 meses: Nessa fase a criança já sabe de fato de onde vem o som. Faz muitos sons, repete sílabas como “mama” e “papa”. Reconhece o seu nome. Bate palmas. Pode até receber ordens simples como dar tchau e mandar beijos.

12 a 18 meses: Começa a emitir as primeiras palavras, como, por exemplo, nomes de bichos e os nomes das pessoas mais próximas. Fala algumas expressões que indicam ação como “quer” e “dar”. Já é capaz de obedecer a comandos de duas ou mais ordens, como, por exemplo, “Pegue seu brinquedo que está no quarto”. Tem um vocabulário de aproximadamente 20 palavras.

18 a 24 meses: A criança é capaz de dizer muitas palavras diferentes e muitas delas podem ser sem sentido, mas o importante é estar falando. Ela é capaz de dizer frases curtas com duas palavras. Já tem um vocabulário bem amplo com aproximadamente 200 palavras.

2 a 3 anos: A criança já nomeia quase tudo. É capaz de combinar palavras em sentenças para expressar pensamentos e sentimentos. O vocabulário é muito extenso, embora a gramática ainda seja imperfeita. Consegue manter conversas com adultos e já conhece as cores.

4 anos: É capaz de contar histórias e compreender regras de jogos simples.

5 anos: Forma frases completas e deve falar sem trocar as letras na fala.

6 anos: Aprende a ler e a escrever.

Existem alguns sinais de alerta, aos quais devemos ficar atentos, que são:

– Até 1 ano: Se a criança não responde ao seu nome; não balbucia grupos curtos de sons; não olha para as pessoas que falam com ela; não aponta nem faz sons para obter o que deseja.

– Até 18 meses: A criança ainda não diz nenhuma palavra ainda que incorretamente.

– Até 24 meses: A criança ainda não diz mais que uma palavra com clareza, não obedece a uma solicitação simples como, por exemplo: “Vem aqui na mamãe” ou não responde a questões simples como “sim” e “não”.

– Até 3 anos: A criança tem um vocabulário pobre, não produz combinações de palavras, não entende significados diferentes como “em cima/embaixo”, não consegue seguir comandos de duas etapas ou não percebe os sons do ambiente.

Caso perceba alguma alteração nesses marcos de desenvolvimento não hesite em procurar um fonoaudiólogo e conversar com o pediatra responsável pela criança. A precaução é sempre a melhor conduta a ser tomada. Lembrando que existem inúmeras variações no desenvolvimento de uma criança para outra. O que é normal para um, às vezes não é para outro. Cada um desenvolve de um jeito, portanto essas características podem sofrer variações de indivíduo para indivíduo. Não são regras. Por isso é necessário sempre conversar com um profissional para que ele dê um diagnóstico adequado.

Com amor,

Ana Maria Poças

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A arte de se “anular”

Qual mãe não entende dessa arte, não é mesmo!? Eu entendo super bem… Minha pequena afilhada nasceu esta semana. Um dia após o parto (cesárea), estava eu lá no hospital visitando minha amiga e mãe da princesa, quando ela me questionou sobre a dor após o parto… Foi aí que percebi a primeira situação que eu me “anulei” completamente pelo meu pequeno Raul. Não senti dor alguma, aliás não me permiti sentir a dor que muitas mamães contam que é muito ruim.

Eu só fui conhecer o Raul no segundo dia de vida dele. A equipe do hospital onde Raul nasceu não estava preparada para receber um bebê com fissura e o internaram na UTI neonatal. E ele permaneceu lá por looooongos seis dias. Me lembro que no terceiro dia, quando cheguei em casa após a minha alta, minha primeira filha de quatro patas, a Julieta, que tinha parido no mesmo dia que eu (Olha que engraçado!!!) tinha feito uma sujeira enorme em casa. Tinha rasgado jornal pela casa toda, feito xixi e cocô para tudo quanto era lugar da casa e eu sem pensar comecei a limpar a casa.  Varri, passei pano, cuidei dos filhotinhos dela e fui tomar banho. Quando olho pra baixo vejo sangue escorrendo junto com a água e foi quando lembrei que estava toda costurada, tinha feito uma cesárea… (resultado, três pontos abertos… 😔). Pois bem, esse foi o primeiro episódio onde me “anulei” por só pensar no meu filho que tinha ficado no hospital, sozinho…

Percebi que a tal “anulação” tem se tornado constante em minha vida. Tanto em coisas materiais quanto nas questões emocionais, sempre penso primeiro nele e depois em mim. Outro exemplo, eu sempre fui uma pessoa que detesta hospital, nunca tive emocional para ficar com ninguém quando estava internado… E pelo Raul passei por cima desse meu sentimento e lá estava eu, firme e forte, por duas vezes acompanhando meu pequeno todo ensanguentado no pós operatório.

Parei para fazer as contas de qual foi a última vez que comprei uma roupa nova pra mim sem comprar uma pro Raul também, sapatos novos o Raul sempre está precisando de um. Eu?! AH, tenho vários sapatos…  Raul tá precisando de cortar o cabelo… Vamos ao cabeleireiro sábado? Eu?! AH,  mês que vem eu vou… Posso afirmar que foram pouquíssimas vezes que pensei em mim primeiro. Será que está errado!? Pode ser que sim… Mas não me sinto culpada por isso, e nem com pesar por ter esse pensamento. Talvez é uma dificuldade que a mãe encontra de perceber que o filho não é dela?! Talvez sim… Mas faço isso porque sei que ele precisa de mim, por enquanto… Faço isso sem pensar! Faço isso tudo por ele, sem querer nada em troca! É um amor incondicional, um amor que não tem medida! Vivo para ele e por ele! Minha vida é muito melhor por causa dele!

Um dia ele irá crescer… Pode até ser que não retribua o amor, asim como dizem algumas mães, mas eu não ligo! É o que sinto, o que tenho vontade de fazer… e vou vivendo assim! Quando tiver que me “anular”, me “anulo” sim, sem culpa.

Quem faz isso também, levanta a mão!?

Com amor,

Mamãe do Raul

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Terrible Two

O Terrible two (Terríveis 2 anos) é uma das inúmeras fases que passamos com nossos filhos antes deles conseguirem se expressar completamente de forma verbal. Sei que nem todas as pessoas já ouviram esse termo, por isso nesse post irei esclarecer sobre o assunto. É nessa etapa em que os nossos filhos começam a nos enfrentar e se revoltar de forma mais violenta quando não conseguem o que querem.

Meu filho era tão bonzinho, um francês de tão educado… Fazia tudo lindamente bem. Ele não fazia birra e uma simples conversa adiantava para qualquer que fosse a frustração encontrada. Bastava um olhar sereno para ele, perguntar o que estava acontecendo para acalmá-lo e resolvíamos o problema… Agora!? (risos) Raul chorando ou fingindo que está chorando, gritando e esperneando viraram episódios diários. Arremessar coisas no chão virou seu esporte preferido. Tiro ao alvo!? Ele está mestre, já está no nível hard! Jesus amado! Eu pensei que isso só existia nesses livros de maternidade, nos quais mergulho loucamente,  e que isso aqui em casa não aconteceria nunca. Sempre achei que quando esses episódios de birra aconteciam era por falta de conversa com os filhos, ai ai … (risos) Doce ilusão!

Um ano e quase onze meses, esse foi o tempo para que a fase Terrible Two chegasse arrombando a porta de entrada aqui de casa. Sem pedir licença e nem nada! Chegou e pronto. Ai de nós se não estivermos com o psicológico bem equilibrado. É surto na certa!!! O que é então esse tal Terrible Two!? Segundo autores de diversos livros sobre maternidade, nada mais é que a adolescência do bebê. Ah meu Deus! Passaremos, senhores pais, por duas adolescências então. Aff! Uma coisa boa é que já vamos treinando para a adolescência verdadeira… É nessa fase que as crianças se autoconhecem como indivíduos e começam a ter vontade própria. Começam a ter mais independência e por em questão a autoridade dos pais, começam a testar mesmo a paciência de nós meros aprendizes de pais. Esse fase ocorre entre os 18 meses até os 3 anos, mas há literaturas que o aceitam até os 4 anos. Há uma boa informação… nem todas as crianças passam por esta fase. (UFAA!!) Como contorná-la!? Xii… ainda estamos aprendendo. Porém tenho algumas dicas que li:

– Manter a calma (risos) e procurar entender o que seu filho está querendo. Isso não significa que deva sempre ceder as exigências dele, mesmo porque contrariá-lo faz parte do processo educativo e contribui muito para a formação do caráter e da auto-estima dele. Assim como o prepara para a vida e para a relação com outros seres humanos.

– Abaixar à altura da criança e conversar sobre o ocorrido, mas tomando cuidado em não reforçar o mau comportamento. Isso diminuirá a frequência com que esse comportamento ocorrerá e quando acontecer o contrário, quando você o contrariar e a criança agir de forma adequada, elogie.

– Não negocie quando estiver no momento da crise. Espere até que as coisas se acalmem. Acalente a criança, dê um abraço forte. Isso demonstra que você a compreende e tem amor por ela.

Sabemos que essas crises nos tiram do sério, e que nem sempre temos paciência e estamos com o emocional preparado para lidar com elas. Aqui em casa estamos tentando agir de forma natural, sem dar importância aos ataques e elogiar sempre quando faz algo certo. Elogiamos quando ele faz algo que pedimos, quando faz xixi no pinico, quando nos avisa que está fazendo cocô ou quando guarda os brinquedos na gaveta após brincar e está dando super certo. Esses ataques de birra têm diminuído, esse fim de semana foi um só, o que já foi uma grande vitória e um sinal de que estamos no caminho certo. Sabemos que é difícil também, porque muitas vezes outras pessoas interferem e criticam a situação. Escuto muitas pessoas criticando também o Raul quando está em crise e vejo que ele fica ainda mais nervoso com a situação. Por isso, quando estamos também em meio a ataques, seja quem estiver do lado eu falo assim “um minuto que eu e Raul estamos conversando”.  Dessa forma concluo que além de estarmos nos educando e educando o nosso filho, também tentamos educar as pessoas a nossa volta. Assim, o Terrible Two vai passando e logo logo chegaremos a outra fase que sempre servirá para um aprendizado novo.

Com amor,

Ana Maria.

Meu parecer sobre o 1° Seminário Internacional de Mãe

Bonjour, pessoal!

Ontem aconteceu aqui em Belo Horizonte/MG, no hotel Ouro Minas, o 1° Seminário Internacional de Mães. Quem nos segue nas redes sociais já sabia que eu estava indo e que estava super ansiosa para esse dia. No decorrer desse texto vou contar tudo para vocês o que presenciei e como foi o dia.

Pois bem, cheguei lá as 08:00 em ponto. Quando chegávamos tinha uma equipe super organizada entregando os crachás. A equipe organizadora pediu por meio de um email, uma foto dos nossos pequenos para um mimo, e este mimo era o nosso crachá com o nosso nome e a foto dos pequenos. Olha a foto ai abaixo.

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Além desse crachá, tinham dois telões na frente do palco com essas mesmas fotos passando durante todo o seminário. Eu achei simplesmente um carinho tremendo para com as mamães. Não sei se as organizadoras fizeram de caso pensado, mas confortava meu coração só de ver o Raul às vezes no telão, já que ia ficar o dia quase todo longe do meu príncipe.

As organizadoras do evento eram duas veterinárias e que, junto com a revista Pais e Filhos, fizeram o evento. (Visitem o site  para maiores informações http://www.seminariodemaes.com.br) No evento tivemos seis palestras e muitos brindes e mimos, alguns vinham dentro dessa sacolinha fofa.

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O Raul deu uma desfalcada nela e já tava usando pra colocar brinquedos. 😂 Mas tinha muita coisa dentro dela (revistas, meia da Puket, bloquinho de anotações, caneta e milhões de propagandas dos patrocinadores). Após um dos intervalos, quando voltamos para o auditório, tinha mais um brinde na cadeira, um mordedor da MAM.

A primeira foi a da Mônica Figueiredo com o tema “Qual o desafio de ser mãe nos dias de hoje?”. Ela é jornalista da revista Pais e Filhos e que também conduziu todo o seminário apresentando e conversando com os palestrantes. Ela é uma figura! (risos) A segunda foi a da Cris Guerra, com o tema “A arte de ser mãe”. A palestra dela foi contando a sua história de vida. Como eu não a conhecia, achei o máximo! Ela também é jornalista e dona do site http://www.crisguerra.com.br. Gente entrem no Google e pesquisem sobre essa mulher. Super guerreira e tem uma história incrível! Ela foi a primeira a lançar esses blogs de look diários. Ela é muito irreverente! E o filho dela, o Francisco!? Uma fofura! A terceira palestra foi a do Luiz Alberto Hanns, psicólogo e psicanalista, autor do livro “A equações do casamento”. Essa sem dúvida foi uma palestra bem interessante, falou sobre relacionamentos dos pais e dos pais com os filhos. Gostei muito mesmo! Vou até comprar o livro e depois faço um resumão pra vocês. E como o tema da palestra dele é bem polêmica e muitas mamães ficam com o relacionamento abalado após a maternidade, nem preciso de comentar o tipo de perguntas que saiu após a palestra, né?! Aff… Bom, tivemos umas duas horas para almoçar e após o almoço as palestras mais esperadas por mim, a da Melinda Blau autora do best seller Encantadora de Bebês e a da Pamela Druckerman de outro best seller Crianças francesas não fazem manhã. A Melinda surgiu com o tema “Construção e gerenciamento da família”, dando dicas de como melhorar a nossa comunicação dentro de casa e dando exemplos de como aumentar nossa conexão com nossos familiares. Mais dicas nós encontramos no seu novo livro com o nome A encantadora de famílias, mas não se preocupem, também irei ler e conto pra vocês. Mas acredito que deva ser muito bom, assim como os outros que ela, junto com a Traccy Hogg, escreveu. A última palestra que assisti foi a da Pamela, com o tema “O que podemos aprender com os franceses sobre a criação dos filhos?”. Era a palestra que mais estava esperando, pois sou muito fã dos livros que ela escreveu. Para mim, a palestra não teve muita coisa diferente do que ela já escreveu no livro, mas foi muito legal vê-la falando português. Ela iniciou a palestra em português e depois passou para inglês para ficar mais a vontade na fala. (risos) Fofa demais, né?! Bom, fui pega de surpresa com uma enxaqueca terrível e que quase me causou um desmaio dentro da sala do hotel e fui obrigada a perder a última palestra da Laura Muller, que era um Talk Show com o tema: Sexo depois dos filhos. Fico devendo para vocês o meu parecer sobre essa palestra.

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Olha a Melinda aí… Ela passou por duas vezes do meu lado, mas não sei ser tiete gente… 😕 A vergonha é maior e a foto foi só de longe mesmo. 😢

No geral, o seminário foi bem legal! Bem organizado! Encontrei algums pessoas que eu conhecia e que nem imaginava que estariam lá. Fiquei sem internet durante todo o  dia e por isso não fiz Snapchat e nem atualizei instantaneamente as nossas redes sociais. Isso nós temos que agradecer a TIM! (Aff…) Enfim, não posso deixar que uma internet e nem uma dor de cabeça acabem com meu dia, né!? Fiquei sabendo que no twitter a revista pais e filhos estava transmitindo o congresso todinho pelo Periscope. Quem quiser dá uma olhadinha lá. Acho que elas já estão pensando no próximo seminário, pois dentro da sacolinha tinha um questionário com sugestões para o 2° Seminário de Mães.

No mais, algum leitor aí foi e quer nos contar a sua versão!?

Com amor,

Ana Maria.

Direito de Chorar

Oi gente!

Pelo direito de chorar dos nossos pequenos, resolvi escrever esse post. Hoje caí na real aqui em casa… em uma das crises dos Terrible Two do Raulzito me deparei com um grito meu: “Raul para de chorar! Chega!”. Eu estava concentrada no almoço e nas panelas no fogão, enquanto ele estava querendo subir em cima da mesa para pegar um carrinho que tinha deixado lá. Eu não estava entendendo o que ele estava querendo (ou não estava mesmo prestando atenção no que ele estava fazendo) e então ele começou a chorar, gritar, pegar tudo que estava ao redor e jogar no chão. Faltou só deitar e começar a espernear. Eu perdendo a paciência com todo o show que ele resolveu fazer comecei a ficar nervosa e soltei esse grito. Confesso que ando fazendo muito isso, pedindo para ele parar de chorar. Mas espera ai… Esse é o jeito certo?! Podar meu filho de se expressar, sendo que ele tem um vocabulário bem restrito (tem só 01 ano e 10 meses). Até dois anos a criança ainda está construindo e adquirindo vocabulário. No máximo conseguem falar umas 200 palavras. Conjugar verbo ainda nem passa em pensamento. Está tentando construir frases de duas palavras. Ora, Ana Maria, o jeito que ele tem de chamar a atenção quando não consegue ser entendido é dessa forma… chorando!

Chorar não é vergonha! Essa de que homens não choram, que muitas vezes ainda escutamos alguns falarem, é pura repreensão dos sentimentos alheios. Homens choram, mulheres choram e obviamente crianças por não terem como se expressar irão chorar mais ainda. Vão chorar porque estão com fome, com sono, por estarem estimulados demais, por quererem colo, por não quererem brincar com outra criança, por estarem com dor de barriga, com gases… e por aí vai…no futuro será por um amor não correspondido, por uma nota não alcançada na escola, por medo de apresentar um trabalho. Choram de alegria por ganharem um presente, ao receberem um pedido de namoro, ao terem a permissão do pai para ir a um show da banda famosa que tanto ama… Xi, poderia listar mil coisas que se passaram pela minha cabeça enquanto escrevia esse texto e que me fizeram refletir muito nessa minha frase de hoje. E cheguei a conclusão de que ele só estava tentando se comunicar comigo e eu simplesmente não prestei atenção. Ele na verdade estava precisando de ajuda e eu ocupada com meu fogão.

Acredito que muitos já passaram por algo parecido com o que vivi hoje ou já presenciaram cenas semelhantes. Nós, muitas das vezes, não estamos “dispostos” a nos comunicarmos e doarmos um pouco da nossa atenção para os filhos. Isso é resultado da nossa rotina cansativa,  do nosso estresse e do cansaço excessivo do trabalho… sim, com certeza! Entretanto, se os enxergarmos como seres humanos e que têm vontade própria mas que não conseguem se comunicar perfeitamente e se expressarem com palavras seus sentimentos, os entenderíamos muito mais. Gostaria de deixar somente uma ressalva, existe sim o choro de birra. Ele ocorre normalmente quando a criança não tem o que ela quer ou na hora que ela quer. Porém, independente de qual seja a causa do choro, devemos agir de forma serena, pois o que importa nesse momento é identificar o tipo de informação que a criança pretende nos passar para que possamos tomar a melhor decisão sem perdermos a compostura.

Com amor,

Ana Maria.