Restrições na adoção

Bom dia!

A vagueza de informações quanto as restrições às doenças no processo de adoção é tamanha que ao perguntarmos a atendente que dá entrada aos papéis aqui de Belo Horizonte, nem ela soube nos orientar. Não sabemos ao certo se esse assunto será abordado no curso que vamos fazer em Abril do ano que vem, mas já tivemos que decidir e colocar no papel quais restrições de doenças temos.

Por esse motivo, eu e minha cunhada que está no mesmo passo da adoção que eu, pesquisamos na internet sobre o assunto. E para facilitar aos pais que estão providenciando os papéis para dar entrada com o processo, listarei aqui as restrições para tentar esclarecer um pouquinho como funciona.

As restrições são classificadas em algumas cidades como:

  • Doenças tratáveis 
  • Doenças não tratáveis 
  • Deficiência física
  • Deficiência mental
  • Vírus HIV

E tem ainda uma lista para você marcar o que você aceitaria com um S (sim) ou não aceitaria com N (não):

  • com problemas físicos não tratáveis
  • com problemas físicos tratáveis graves
  • com problemas físicos tratáveis leves
  • com problemas mentais não tratáveis
  • com problemas mentais tratáveis graves 
  • com problemas mentais tratáveis leves
  • com problemas psicológicos graves
  • com problemas psicológicos leves
  • pais soropositivos para o HIV
  • pais alcoolistas
  • pais drogados
  • sorologia negativada para o HIV
  • soropositivo para o HIV
  • proveniente de estupro
  • proveniente de incesto
  • vítima de estupro
  • vítima de atentado violento ao pudor
  • vitimizada (maus-tratos)

Em outras cidades são classificadas em:

  • Doenças Leves: asmas, bronquite, alergias, hérnias, estrabismo, sarna, etc.
  • Doenças Moderadas: intolerância a lactose ou a outros tipos de alimentos, comprometimento mental leve, Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH), distúrbio do processamento auditivo central (DPAC), Transtorno obsessivo compulsivo (TOC), má formação onde precisará de tratamento cirúrgico como por exemplo a fissura labiopalatina, pé torto, polidactilia, etc.
  • Doenças Graves: falta de oxigênio no parto, deficiências mentais, deficiência físicas, síndromes em geral, comprometimento mental severa, HIV, etc.

E em outras como:

  • Doenças curáveis
  • Doenças incuráveis

Aqui em Belo Horizonte, não existe essa listagem para você marcar nada e nem especifica essas divisões. Somente apresenta uma lista sublinhada onde você mesma deverá escrever o que você aceitaria. A minha dica é que você pesquise bastante antes de entregar a documentação, já liste tudo o que você poderia aceitar. É uma situação difícil já que se fosse biológico ele poderia nascer com qualquer doença e não há como você escolher, mas isso não impede de colocar alguma doença que você se sinta “confortável” em procurar soluções ou conviver. Acho que o bom senso é primordial nesse caso, pois é preciso avaliar nossas condições para que possamos garantir o melhor para a criança que pretendemos adotar. Pesquisar antes as doenças e seus tratamentos e ter uma opinião do que você aceita ou não é muito importante no andamento do processo. A maioria das pessoas optam por crianças saudáveis e se você for mais específico, pode-se ganhar agilidade no sonho de serem pais.

Com amor,

Ana Maria.

Especial de Fissura

Olá gente!

A descoberta dos pais que o filho irá nascer com algum tipo de má formação é desesperadora. E com a fissura não é diferente… Mesmo sabendo que tudo é resolvido, é como se jogassem um balde de água fria em nossa cabeça quando falam que seu filho tão esperado e idealizado logo precisará de cirurgias para corrigir algo que não esperávamos ou nem se quer imaginávamos que poderia acontecer… A calmaria vem após o nascimento do bebê e a medida que vamos vivenciando as etapas de correções cirúrgicas, só assim percebemos que a fissura é somente uma fase e que logo logo respiramos aliviados.

Convido vocês papais e mamães para contarem aqui no blog como foi quando descobriram que seus pequenos iriam nascer com fissura e como lidaram com essa descoberta.  Espero com esses relatos, ajudar as mamães e papais que estão na fase da descoberta e tranquilizá-los. Além disso, espero convencê-los de que nossos pequenos guerreiros só nos mostram uma coisa, que são tão fortes quanto qualquer outra criança e nos enchem de orgulho cada dia mais!

Se alguma mamãe ou papai aqui do blog quiser participar basta enviar um e-mail contando como foi a sua história no endereço fissuradanamaternidade@gmail.com. Pode enviar fotos de antes e depois também, será de muita valia. Isso tranquilizará muito outros pais. No final do e-mail peço gentileza de colocar uma observação autorizando a postagem do relato aqui no blog. Vou postando a medida que forem me enviando, ok?! Aguardo ansiosamente por novos relatos. Já tivemos um lindo que foi o da Mayara, a mamãe do Enzo. De quem será o próximo?! =D

Muita gratidão para quem animar participar! Que Deus retribua com muito mais amor pra vocês!

Com amor,

Ana Maria.

Livro – As 5 linguagens do amor

Olá pessoal!

A dica de leitura do dia vai para esse livro do Gary Chapman: As 5 linguagens do amor – Como expressar um compromisso de amor a seu cônjuge, da editora MC. O livro fala sobre as formas diferentes de demonstrar o amor que cada pessoa tem. Segundo o autor, cada pessoa possui uma forma predominante de demonstrar seu sentimento. E quando essa forma não é clara entre o casal é que começam as desavenças, as cobranças, as brigas, o sentimento de não ser amado e de não ser correspondido. Então o autor nos apresenta as cinco linguagens do amor existentes, desmistificando cada uma delas com exemplos e nos ensinando a descobrir a nossa linguagem e a do nosso amado. As linguagens descritas no livro são:

* Palavras de afirmação;

* Tempo de qualidade;

* Presentes;

* Atos de serviço;

* Toque físico.

O propósito do livro é descobrir e saber falar o amor que existe entre o casal, o sentimento que é essencial para a nossa saúde emocional e sucesso nos relacionamentos. Uma passagem do livro diz o seguinte: “Advertência: Entender as cinco linguagens do amor e aprender a falar a linguagem do amor primária do seu cônjuge pode afetar radicalmente o comportamento dele. As pessoas se comportam de maneira diferente quando seu tanque de amor emocional está cheio.” E o livro se baseia nisso, descrevendo as linguagens e dando exemplos de casais com seus problemas corriqueiros que presenciamos e que a maioria deles só existe por não compreendermos a maneira de amar do próximo.

Recomendo a leitura para todos os casais. Existe o livro As cinco linguagens do amor das crianças, do mesmo autor e estou enlouquecida para comprá-lo e lê-lo. Assim que ler coloco aqui o resumo.

Com amor,

Ana Maria.

Relato da mamãe do Enzo

Relato do meu pequeno grande guerreiro Enzo

Mayara Cristina Felipe Cruz

João Monlevade – Mg

10/12/2015

Bom dia Ana Maria!

Bom dia Leitores…

Fui convidada e aceitei com muito prazer compartilhar com vocês a minha história e apresentar o meu amado filho.

Ser mãe sempre foi um sonho que falava mais alto, me preparei, me programei, tomei todas as vitaminas recomendadas, mudei a alimentação, segui tudo à risca para que tudo desse certo.

Com o positivo em mãos comecei o pré natal, fiz duas ultrassons e tudo normal.

Foi marcada a morfológica, confesso tive receio, medo, uma ansiedade que não tinha como explicar, antes de sair de casa eu disse que queria ver o rosto do meu Enzo e o que Deus tinha preparado pra nós. Super ansiosa cheguei para fazer o exame no dia 04/02/2015, vi meu Enzo que estava com 24 semanas e muito esperto com 730 gramas, só crescendo e desenvolvendo na graça de Deus, no meio o exame foi interrompido e o médico que o tempo todo me passou tranquilidade e esperança me disse que torce pra tudo dá certo mas que infelizmente não poderia me esconder e que graças a Deus já tem recurso pela medicina.

Meu pequeno forte valente tentou esconder colocou a mão no seu rosto e não queria tirar, com esforço mexendo nele tirava e novamente voltava com a mão pro rosto.

Diagnóstico FENDA LABIAL!

Um susto, não teve como conter a emoção que falo mais alto, um silêncio, o medo tomou conta de mim, naquele momento tive medo de perder ele, passar pela mesma dor novamente seria difícil, só consegui chorar.

O médico com toda paciência me explicou tudo possível.

Nesse dia não voltei para o trabalho, não foi possível!

Pensava nele o tempo inteiro, não sabia o que era, não conhecia ninguém, nunca tinha visto.

O papai e a mamãe se permitiu sofrer, chorar por medo, receio dele sofrer, tão pequeno passar por uma cirurgia, mas o Enzo se comunicou comigo o dia inteiro coisa que nunca tinha feito.

Minha mãe falava pra mim que ele estava falando que ele estava bem e que eu não precisava fica triste.

Depois da notícia fui atrás de informação, sofremos mais não paramos!

Na minha cidade eles não sabiam me explicar nada direito, os médico nunca tiveram pacientes nessa situação me sentia perdida no tempo, pensava que caminho seguir e o tempo inteiro pedi a Deus direcionamento que colocasse pessoas certas no meu caminho, o telefone toca minha tia um dia depois me falando que estava passando uma propaganda na globo do Hospital da Baleia sobre a fissura labial que era pra eu ver, foi tudo se direcionando depois que vi a propaganda, com uma semana já estava dentro do hospital pro acolhimento a gestante e foi tudo perfeito, me senti protegida e confiante, recebi toda informação necessária pro primeiro momento, levei para casa uma segurança, uma força que não tinha como explicar.

Os dias foram passando me sentia cada vez mais preparada pra tudo, nada que viesse acontecer ia me abalar.

Tivemos outro diagnóstico mas não me permiti mais sofrer e somente confiar em Deus, ele foi o meu escudo e a minha fortaleza, não me desamparou e sim me preparou.

Entre todos os momentos em que eu e o papai Jeferson vivemos sobre a fissura o mais importante foi o contato com outra família. A Nazaré e o Breno abriram as portas da sua casa para conhecermos a Clarinha. O papai do Enzo não tinha tido o primeiro contado como eu, ela foi a primeira e isso foi muito fortificante ver o desenvolvimento dela e a postura dos pais.

Foi se aproximando a data do parto, uma cesárea programada, todos se encontravam apreensivos, medo da minha reação, medo de como tudo seria, mas eu me encontrava completamente segura, pronta pra tê-lo em meus braços…”

Chegado o momento, ele nasceu no dia 13/05/2015. Lindo, forte e saudável. Meu príncipe com um olhar encantador e somente com a fissura labial, palato completamente fechado e para a surpresa conseguiu se alimentar direitinho, mamou sem nenhuma dificuldade.

Uma dica pra quem vai passar por isto, é ter ao seu lado médicos de sua total confiança, médico que antes do nascimento já conheça nossa história, pra mim isso foi fundamental na amamentação do Enzo.

Infelizmente encontramos muitos profissionais despreparados, sem orientação, eu me informei de tudo e levei tudo para a pediatra.

A fissura é um charme à parte, não tive dificuldades em lidar com os olhares, não nego que teve momentos em que não me senti confortável e não contive a emoção, chorei muitas vezes no meu silêncio. Vivemos em uma sociedade de preconceitos, eu escolhi viver nossa história de cabeça erguida e não me importa para as palavras mal faladas, os olhares atravessados, nada tiraria a felicidade de estar ao lado dele, ao lado do meu filho.

A maior ansiedade foi esperar pela primeira consulta, pensávamos tantas coisas mas tudo foi se encaminhando e dando certo, o ganho de peso, os exames com resultados positivos.

Graças a Deus chegado o dia de marcar uma data, que alegria! Essa data foi marcada pra longe, fiquei triste, preocupada, já teria voltado a trabalhar, como tudo seria diferente do que tinha imaginado, Deus estava no controle de nossas vidas, o médico voltou a agenda mas não tinha como ser antecipada, voltei para casa um pouco triste mais como sempre não me permitia ficar por muito tempo no outro dia já estava conformada.

No dia 18/09/2015 recebemos uma ligação, exatas duas semanas após marcar a data para a cirurgia queriam saber da saúde do Enzo e se estávamos com todos os exames em mãos e disseram traga ele amanhã para realizarmos a cirurgia. O coração disparou, pulamos de alegria, não tivemos tempo nem de ficarmos ansiosos acreditamos que foi melhor assim.

19/09/2015 pegamos viajem de madrugada, pra falar a verdade não consegui dormir nada, foi uma adrenalina emocionante, o jejum foi difícil, ele chorou demais já chegou no hospital chorando o médico até chamou ele de malinha porque não parava de chorar por nada, entrou pro bloco cirúrgico chorando e eu fiquei apreensiva esperando por ele, foram minutos longos conversei com outras mães mais o tempo parecia eterno, e na verdade nem demorou tanto. Foram mais ou menos 1:40h para chamarem a mãe do Enzo, aí sim começou a cair a ficha, entrei no bloco ao seu encontro, escutei seu choro de longe, choro rouco.

O reencontro foi lindo, conheci meu filho pela segunda vez, não contive a emoção, as lágrimas escorreram pelo meu rosto, foi perfeito aos olhos do Pai, a cirurgia foi um sucesso.

O Enzo pra mim ficou muito diferente, mudou muito porque não criei expectativa alguma de como ele ficaria, pra mim foi melhor assim, o seu rostinho ficou mais gordinho.

A recuperação não foi nada do que cheguei a imaginar, tudo muito tranquilo, sem febre, sem choro, apenas dengo, Ah e os pontos demoraram 30 dias para caírem por completo.

O trabalho dos profissionais foi demais, só tenho a agradecer por ter proporcionado ao meu Enzo uma qualidade de vida melhor, temos muitas vitórias a ser conquistadas, temos uma luta contra ao preconceito a ser vencida!

Mamães e Papais aceitam nossas condições, nos traz firmeza para cuidarmos dos nossos filhos, com calma e paciência conseguimos tudo e no tempo certo.

Comentários e perguntas terão sempre, mas o que importa é o AMOR que existe e que faz superar tudo, neste momento a família deve se unir, não se cale divida com quem tiver ao seu redor, pessoas de sua confiança que não te abandonarão, eu prefiro conversar ao invés de ficar calada e me fez um bem enorme.

Graças a Deus o Enzo está bem e crescendo cada dia mais, surpreendendo a muitos!

Amo Meu filho incondicionalmente!!

Amo o meu fissurado e sinto saudades daquele sorriso que estará para sempre na minha memória.

Fonoaudióloga por amor

O dia 09 de dezembro é dedicado a minha amada profissão, a Fonoaudiologia. Esse ano em comemoração ao dia do fonoaudiólogo, o Conselho Federal de Fonoaudiologia lançou uma campanha onde as estrelas do comercial que passará na televisão seriam os próprios fonoaudiólogos. Para participar da campanha, o fonoaudiólogo deveria enviar um texto contando alguma história que tenha vivenciado e que marcou sua trajetória profissional. E eu enviei a minha e vou compartilhá-la aqui com vocês.

“A história que marcou minha trajetória como fonoaudióloga não aconteceu em meu consultório e sim em minha própria vida. Formei-me em 2008, aqui mesmo em Belo Horizonte. Escolhi o curso sem saber o porquê. No decorrer da minha graduação, percebi que não me identificava tanto com o curso, mas algo me dizia que tinha que terminá-lo e assim o fiz. Conclui o curso e atuei como fonoaudióloga até uns três meses antes do meu filho nascer, em 2013. Hoje sou mãe e fonoaudióloga em tempo integral do meu pequeno, que nasceu com fissura labiopalatina transforame à esquerda. Após sete anos de formada descobri o sentido de ter escolhido essa profissão e tenho a certeza de que não poderia ter escolhido uma profissão melhor. Sou muito grata a Deus por ser mãe; por toda a trajetória na faculdade; incertezas; pacientes e empregos que tive. Por essa gratidão que sinto, hoje tenho um Blog, o Fissurada na Maternidade. É através dele que mostro a forma real e descomplicada da fissura labiopalatina e da maternidade. Ao ajudar outras mamães e papais e até mesmo colegas de profissão com minhas vivências sobre as questões da fissura labiopalatina me sinto realizada. Com amor, Ana Maria Poças. CRFa 6-7185. www.fissuradanamaternidade.com”

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Parabéns a todos os fonoaudiólogos que exercem a profissão com AMOR!

Com amor,

Ana Maria Poças.

CRFa 6-7185

Adoção ou doação? – por Deborah Patricio

Hoje vim falar de um assunto muito peculiar: a adoção! Não vou conseguir falar tudo que penso em apenas um post, mas vou tentar… rs

Ser mãe sempre foi um desejo e adotar uma criança foi uma ideia que sempre tive em mente, e sinceramente não sei dizer quando nem por que ela surgiu.

Não a nada que impeça a mim nem ao meu marido de gerarmos um bebê biológico, somos saudáveis e férteis, e pretendemos ter um bebê do modo “comum” também, mas a questão de não nos importarmos com a ordem de chegada (se primeiro o biológico ou o adotado) é o motivo de sermos  tão questionados quando falamos em adoção. “Você tem que ter o SEU primeiro”, “Mas vocês não podem ter filhos?”, “Vocês não vão amá-los como se fosse seus mesmo”, “Mas vocês nem tentaram ter um NORMAL” ou “Vocês são doidos”, ouvimos essas frases sempre que colocamos esse assunto em alguma roda de conversa. Mas de verdade? Só aumenta mais o amor que exala de dentro de nós!!!

Desde minha adolescência que penso nisso, e para mim sempre foi importante encontrar alguém que pensasse como eu, e quando conheci meu marido, essa ideia se fortaleceu ainda mais, ele se juntou a mim para concretizá-la, me passou muita confiança e tenho certeza que será um paizão! Outro dia, depois que entramos com os papéis para o cadastro de pretendentes à adoção (pois é, já estamos gerando uma criança…rsrs) eu perguntei a ele: Léo, por que você comprou minha ideia? Por que adotar uma criança? Ele, muito fofo, me respondeu: “Uai , e por que não? Tanta criança querendo ser filho (a) e nós dois  querendo ser pais…E é exatamente assim. Não seremos só adotantes, também estaremos sendo adotados!” Eu e meu marido temos apenas 4 meses de casados, e já percebemos que temos tanto para oferecer e estamos muito receptíveis a todas as experiências que estão por vir. Sabemos que seremos julgados e indagados a todo momento, mas a questão é: qual criança não dá trabalho? Qual criança não vive testando seus pais? Qual criança nunca falou em fugir de casa, ou em nunca mais conversar com os pais por algum motivo bobo? Cada criança possui sua singularidade, e com esta não será diferente. Estamos cientes das etapas jurídicas e emocionais que iremos passar, e ao mesmo tempo não temos noção de nada. rs. Mas ser pai e mãe é isso, são incertezas, é ter ansiedade, medo, alteração de humor, é esperar para saber como será sua carinha,  o gênio de quem ele(a) irá puxar… Adoção é também doação, é um encontro marcado, um amor conquistado! E estamos prontos para conquistá-la (o) todos os dias, como se fosse a primeira vez!

Deborah Patricio

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Passo a passo para a Adoção – A entrega da documentação

Bom dia, gente!

Hoje vou dar início a série do Passo a Passo para a adoção, tentando resumir as etapas a medida que formos vivenciando. O primeiro passo após a decisão de adotar uma criança aqui em Belo Horizonte/MG é se dirigir até a Vara da Infância e Juventude que fica na Avenida Olegário Maciel, 600. Lá irão te entregar uma relação da documentação necessária para a Habilitação ao Cadastro Nacional de Adoção, um requerimento para Postulantes à Adoção e uma espécie de questionário onde você deverá preencher com os dados pessoais do casal (ou só o seu, se for solteiro) e descrever as características da criança (ou das crianças) que pretende adotar. Já vou adiantando que é um pouco desorganizado e burocrático todo esse processo, desde as informações iniciais até a entrada com a documentação, tem que ter muita paciência… risos…

Sobre a relação da documentação para quem já quer ir adiantando, a lista é a seguinte:

  • Cópia autenticada e atualizada  da certidão de casamento ou de nascimento (se for solteiro); Para conseguir aqui em Belo Horizonte, basta você se dirigir até o cartório que casou ou que foi registrado, no caso da certidão de nascimento e solicitar a segunda via atualizada.  Essa cópia me custou R$ 30,00.
  • Cópia autenticada do CPF e da Identidade de ambos os requerentes; Para isso, somente ir em qualquer cartório de Notas e solicitar a autenticação dos documentos. Uma dica, já leve o xerox dos documentos. O serviço para duas autenticações (minha e a do meu marido) custou R$ 15,90.
  • Comprovante de rendimento dos requerentes; Nós imprimimos o comprovante de IRPF (Imposto de Renda) 2015, mas também poderia ser uma declaração contábil ou Folha de Pagamento.
  • Comprovante de residência;
  • Atestado MÉDICO de sanidade física e mental de ambos os requerentes; Nós fomos a um Clínico Geral, mas poderia ser em qualquer médico que você já esteja acostumado a ir.
  • Certidão de antecedentes criminais de ambos os requerentes; Tiramos no site da Polícia Federal (https://servicos.dpf.gov.br/sinic-certidao/emitirCertidao.html), é só seguir os passos e imprimir.
  • Certidão negativa cível e criminal de ambos os requerentes; Também tiramos na internet no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (http://www8.tjmg.jus.br/certidaoJudicial/faces/emitirCertidao.xhtml), basta preencher o formulário e imprimir. Uma dúvida que eu tinha era no item Instância, marquem a Primeira Instância. A certidão tem que sair com o título Certidão NEGATIVA Cível  e Certidão NEGATIVA Criminal.
  • Fotografia dos requerentes (que podem ser juntos ou separadas); Mandamos uma da nossa família. Fiquei na dúvida se era para ser apresentada para a criança, então mandei uma de nós três porque  acho importante que a criança conheça também o Raul.
  • Questionário entregue pela Vara da Infância preenchido; É nesse questionário que você irá colocar os dados pessoais e as características da criança  que pretende adotar (raça, cor, restrições e se aceita grupo de irmãos). Todas as vias desse questionário deverão ser rubricadas pelos adotantes.
  • Requerimento preenchido para postulantes à adoção. São duas vias, uma vai ficar com você e outra para arquivar junto com o processo.

Após providenciar toda essa documentação, você deverá voltar a Vara da Infância para entregar os documentos. Lembrando que eles trabalham de segunda a sexta-feira de 13:00 às 17:00 horas. A atendente irá conferir a documentação e marcar o dia do curso que os pretendentes deverão fazer. O nosso saiu só para abril do ano que vem… ou seja, o processo é beeem longo. Somente depois desse curso que será agendada a visita de um Assistente Social aqui em casa e só depois dessa visita vem a parte do Juiz, que dará ou não o “sim” para você entrar na fila de adoção.

A primeira etapa já passamos e agora é a fase da espera. Assim que acontecer mais alguma novidade conto o passo seguinte para vocês. Ah, e logo venho tentar esclarecer um pouco sobre a questão das restrições quanto a criança, pois é um assunto bem complicado e bem carente de informações.

P.S.: Se alguém tiver uma experiência com adoção conta pra gente como foi… Vou adorar conhecer!

Com amor,

Ana Maria.

Incentivando a imaginação

Bom dia!

Há alguns dias atrás Raul me pediu para montar a árvore de Natal aqui em casa… Influência dos desenhos animados que ele assiste que já estão com tema de Natal e também de alguns lugares que frequentamos que já estão decorados com o tema natalino, enfim, a pedido dele começamos a decorar a casa. Como a nossa árvore do ano passado morreu, esse ano vamos ficar somente com o cacto (de estimação) Natalino… e começamos a decorar a casa com enfeites de Natal.

No dia seguinte ele levantou e foi logo pedindo para escrever uma cartinha pro Papai Noel. Eu confesso que fiquei meio sem saber o que fazer, afinal é um menino de 2 anos e eu e o Rodrigo nunca havíamos incentivado ele a acreditar em figuras imaginárias como Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Não tinha opinião formada a respeito disso e nem pensado no assunto. Bom, minha reação foi entrar na dele. Fui pegando o papel e os lápis para ele escrever. Ele, que já me esperava em cima da cadeira da mesa, foi logo pegando o lápis, rabiscando a folha e falando: “Papai Noel, um Hulk, Raulzinho.” Isso em tamanhos diferentes de rabiscos na folha, sinal de que já conhece e tem percepção de tamanhos (Mamãe fono pensando… risos). Quando ele acabou, eu dobrei e entreguei a ele a cartinha. Ele desceu da cadeira e colocou ela no cacto. No dia seguinte, eu a recolhi antes dele acordar. Eu ainda esperava que ele fosse esquecer, que tivesse sido somente uma brincadeira… e não… ele foi direto no cacto pra ver se ela ainda estava lá. E ficou todo feliz que o “Papai Noel” tinha levado a sua cartinha.

Depois do ocorrido fui procurar saber se estava ou não certa em incentivar, mesmo que a iniciativa não tenha partido da nossa parte. O resultado que encontrei foi que incentivar a imaginação da criança é sempre muito bom! A fantasia é fundamental no processo de desenvolvimento cognitivo das crianças. Para a criança o real e o irreal ainda não são muito definidos e incentivar as crianças a acreditarem em figuras imaginárias, enriquece a imaginação e favorece a exploração das ideias e do pensamento. Vivenciar esse universo é enriquecedor para o raciocínio, para as habilidades de criação e de soluções de problemas, além de ajudar os pequenos a lidarem com os seus próprios sentimentos.

Então, que o Papai Noel seja incentivado aqui em casa! Eu já aproveitei para contar a história do Natal e seu significado no cristianismo.

Com amor,

Ana Maria.

Sugestões de leitura:

http://www.marisapsicologa.com.br/acreditar-em-papai-noel.html

http://delas.ig.com.br/filhos/2012-11-23/crianca-deve-acreditar-em-papai-noel.html

http://ninguemcrescesozinho.com/2012/12/04/deixe-sua-crianca-acreditar-em-papai-noel/

Livro – As crianças aprendem o que vivenciam

A dica de leitura do dia é do livro “As crianças aprendem o que vivenciam” de Dorothy Law Nolte e Rachel Harris, lançado pela Editora Sextante. O livro foi escrito após a autora escrever um poema em 1954 e publicá-lo em sua coluna semanal em um jornal da Califórnia. O poema foi uma resposta às perguntas dos pais sobre o que significa ser pai e mãe em suas aulas sobre a vida familiar.
A leitura é riquíssima em exemplos e explicações de situações diárias em relação à educação dos nossos pequenos que nós pais muitas das vezes não sabemos como lidar ou lidamos de maneira errônea. O poema resume o livro e vou transcrevê-lo abaixo para que vocês fiquem com vontade de ler o livro, que realmente é ótimo!
 As crianças aprendem o que vivenciam
Se as crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar.
Se convivem com a hostilidade, aprendem a brigar.
Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser medrosas.
Se as crianças convivem com a pena, aprendem a ter pena de si mesmas.
Se vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas.
Se convivem com a inveja, aprendem a invejar.
Se vivem com vergonha, aprendem a sentir culpa.
Se vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas.
Se as crianças vivenciam a tolerância, aprendem a ser pacientes.
Se vivenciam os elogios, aprendem a apreciar.
Se vivenciam a aceitação, aprendem a amar.
Se vivenciam a aprovação, aprendem a gostar de si mesmas.
Se vivenciam o reconhecimento, aprendem que é bom ter um objetivo.
Se as crianças vivem partilhando, aprendem o que é generosidade.
Se convivem com a sinceridade, aprendem a veracidade.
Se convivem com a equidade, aprendem o que é justiça.
Se convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é ter respeito.
Se as crianças vivem com segurança, aprendem a ter confiança em si mesmas e naqueles que as cercam.
Se as crianças convivem com a afabilidade e a amizade, aprendem que o mundo é um bom lugar para se viver.
                     Dorothy Law Nolte
Boa leitura e que cultivem o amor sempre!
Gratidão enorme a minha cunhada por ter me presenteado com esse livro. Obrigada Debinha!
Com amor,
Ana Maria.