Cuidados orais na infância – por Paloma Marques

Oi mamães e leitoras do blog “Fissurada na maternidade”!

Meu nome é Paloma, sou graduada em Odontologia e especializada em Ortodontia. Fui convidada pela minha amiga Aninha e vou tentar esclarecer todos os questionamentos sobre a cavidade bucal e regiões de cabeça e pescoço para vocês!

Hoje vou falar sobre as maiores dúvidas quanto à higiene bucal do bebê: quando deve ser iniciada, como deve ser realizada e qual a idade ideal para a primeira visita ao dentista.

Então, vamos lá!

O cuidado com a saúde bucal do bebê deve vir deeeesde a idade gestacional, na qual a alimentação materna adequada propicia a formação dos órgãos dentários sadios e bem calcificados. Vale ressaltar que a educação materna é o meio mais efetivo para a prevenção de cáries.

Apesar da cavidade bucal não ser colonizada por bactérias causadoras de cáries antes da erupção dos dentinhos, com a chegada do neném os pais devem iniciar os cuidados com a higiene oral, estimulando a gengiva e mantendo a cavidade bucal limpa. Essa fase proporciona mais que somente a higienização, a criação de um bom relacionamento com seu filho e um treinamento para que mais tarde ele receba a dedeira e a escova em um clima de proximidade e carinho.

Além das propriedades nutricionais e psicológicas, a amamentação é importante para o correto desenvolvimento muscular e esquelético da face. Nessa fase de aleitamento, a língua é considerada responsável pela auto limpeza da boquinha. Mas é de extrema importância remover os restos de leite da cavidade bucal. Mesmo o recém-nascido se alimentando com muita frequência, devemos fazer essa limpeza uma vez por dia (de preferência depois da última mamada), visto que as imunoglobulinas (glicoproteínas que atacam proteínas estranhas ao corpo, realizando assim a defesa do organismo) liberadas pelo leite protegem o assoalho bucal contra infecções. A higiene é realizada com a gaze umedecida em água filtrada em forma de estimulação suave pelo rebordo (sobre os quais “nascerão” os dentinhos), céu da boca, língua e debaixo da mesma.

Nos aproximados quatro meses de vida do bebê, a coceira pela erupção dos dentinhos de leite começa a aparecer. Dessa forma, pode-se utilizar a dedeira para a higienização e alívio da gengiva.

Com o aparecimento dos dentinhos (pelo menos dois deles), a dedeira já não se mostra mais suficiente. Então, a criança deverá fazer o uso da escova dental com a pasta de dente sem flúor a princípio, pois ela não saberá cuspi-la totalmente. A escova deve ser infantil, com cerdas macias, próximas e no tamanho adequado para a idade. Uma dica para os papais é que existem váááários modelos de escovas ótimos para os filhos. Inclusive para aqueles mais receosos, tem no mercado escova com proteção de tamanho, que vocês não precisam ficar encucados quanto à quantidade de escova que entra na boquinha do seu bebê. Quando se sentir mais seguro, prefira os cabos mais longos para ser ainda mais fácil de higienizar. Ah, a odontologia infantil é toda linda e colorida! Abuse das cores das escovas e torne esse momento uma brincadeira!

A primeira visita ao dentista também deve ser com a mamãe gestante, para receber as orientações para toda a infância desde já. Preconiza-se que a época ideal para início dos atendimentos odontológicos do bebê seja entre os seis e oito meses de idade. Afinal, nessa época os dentinhos já começam a “nascer”, o dentista pode auxiliar na higienização e ainda orientar os papais.

Espero ter ajudado. E não se esqueçam de cuidar da boquinha do neném!

Até a próxima!

Com amor, Paloma.

Família: Simples assim! – por Sônia Echeverria

Eu não me canso de contar a todos sobre minha experiência com a maternidade… Como ela me transformou! Mas hoje vim contar a vocês o quanto a Anita mudou a minha vida com o Getúlio.

Anita veio de forma inesperada… De estudante, morando em república e namorando há 4 anos, passei a ser engenheira, casada e com filha. Todas essas mudanças em 9 meses!!

No início confesso que foi assustador, mas o Getúlio levou essa nova vida de forma muito leve e espontânea, desde o dia que contei que estava grávida.

Dizem que os primeiros anos de casada são os mais difíceis… Não tem sido. Os primeiros anos dos bebês afastam os casais… Nos uniu. A Anita veio pra nos mostrar que uma relação pode ser muito mais do que viagens ao exterior, restaurantes tops para fotos no Instagram e presentes vazios cheios de cifrões. Somos felizes, extremamente felizes com o presente que a vida nos deu e valorizamos os momentos quando simplesmente estamos juntos.

Desde o primeiro dia de vida da Anita, Getúlio é um pai extremamente dedicado, amoroso e faz tudo. Deu o primeiro banho e faz isso até hoje, trocava fraldas, faz mamadeira, faz almoço, faz lanchinhos, fazia arrotar, brinca, dava papinha, faz dormir, escolhe a roupa (nesse ponto geralmente ele não tem muito sucesso… rsrsrs), leva pra escola, penteia o cabelo, lava a roupa, leva ao banheiro… Ta ok! Vou parar de falar se não começarão as perguntas: Mas o que essa mãe faz? Rsrsrs… E é bem isso. Além de cuidar dela, ele ainda cuida de mim.

A Anita virou nossa vida de cabeça pra baixo. Muitas pessoas falam que não podemos mudar tudo por um filho, tem que adapta-lo à rotina do casal! Mas nós não sabemos o que é a vida de casados sem a Anita, então tivemos que nos adaptar em algumas coisas. Por exemplo… Somos muito caseiros e com a vinda da Anita mal conseguimos ficar em casa, pois sempre tem uma vovó, um vovô, uma titia, um titio ou um amigo esperando uma visita nossa, na verdade esperando a Princesa… Resultado? Anita vive viajando, passeando, dormindo fora… E nós? Sempre estamos com saudades do nosso sofá. E mesmo assim é gratificante, porque percebemos o quanto nossa família é amada e querida por todos… Que estamos no caminho certo.

Tenho orgulho da filha que estamos criando e da relação que nós temos. Desde antes da Anita dificilmente brigávamos, sempre tentamos achar um meio termo quando não concordamos com alguma coisa… E hoje, na educação da Anita, é igual. Tentamos falar as mesmas coisas, ter coerência e seguir a mesma linha.

E assim é a nossa família, onde o papai e a mamãe têm as mesmas funções, rígidos da mesma forma, babões do mesmo jeito e extremamente apaixonados um pelo outro.

Sônia Echeverria

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Toxoplasmose: mitos e verdades – por Joyce Souza

Oi leitoras do blog Fissurada na Maternidade, hoje vou falar um pouco sobre um assunto que deixam muitas mamães preocupadas por não entenderem muito bem o assunto: A TOXOPLASMOSE (conhecida vulgarmente como Doença do Gato).

Primeiramente vou me apresentar né?! Sou a Joyce, mamãe da Celina e Médica Veterinária, prazer!rs

Eu e a Ana durante uma conversa achamos interessante falar sobre o assunto Toxoplasmose para esclarecer muitos mitos que rodeiam o tema.

Tenho certeza que muitas já ouviram de conhecidos e até médicos que a mulher grávida não pode ter gato e nem cachorro. Quando escuto isso eu fico até brava!rs

Vou tentar explicar da forma mais simples para que todas entendam, através de esquema de perguntas.

– O que é a Toxoplasmose?

É uma infecção causada por um protozoário Toxoplasma Gondii, que em mulheres gestantes pode causar aborto e/ou deformidades no feto.

– Como é transmitida?

A toxoplasmose é transmitida através da ingestão de oocistos (forma infectante) que são liberados através das fezes de felinos contaminados; ingestão de taquizoítos (forma infectante presente na musculatura de mamíferos) em carne crua e/ou mal passada ou por falta de higiene ao manipular alimentos.

Olha como o raciocínio é simples….rs

Para o gatinho liberar o oocisto (ovinho do Toxoplasma) nas fezes, ele precisa estar com a doença. Ele se contamina ao comer carne crua, ratos, insetos, etc… Então, se seu gatinho não vai à rua e come carne crua, isso já diminui a possibilidade dele estar contaminado.

O gato pode servir de veiculador por liberar o “ovinho” nas fezes, e temos que tomar cuidado ao manipular a caixinha de areia e lavar as mãos após a limpeza. A possibilidade de contrair a infecção através do gato é somente se o mesmo estiver doente, defecar, nós ao manipular as fezes deles não lavar as mãos e colocar acidentalmente na boca ou manusear alimentos e ingerí-los sem higienizá-los.

Tem gente que fala que não podemos nem pegar no pobre coitado do gato, senão pega a Toxoplasmose. A verdade é que podemos sim pegar e fazer carinho nos bichanos e depois é só lavar as mãos.

Os cães, ai meu Deus, é um absurdo falar q os cães “passam” Toxoplasmose! Já fiquei sabendo de médicos dizendo isso! Genteeeeeeee, para tudo! O cão, assim como outros mamíferos podem contrair a doença, MAS eles não disseminam a mesma. A única forma de você se contaminar é comendo a carne crua do cachorro! Achou engraçado né?? Mas é a verdade, ele não libera a forma infectante nas fezes e não tem como “passar” a doença, pois eles são só portadores do toxoplasma, e a forma infectante fica na sua musculatura. E acredito que ninguém coma carne de cachorro aqui no Brasil e nem “churrasquinho de cachorro”.rs Assim, os cães não apresentam perigo nenhum!!!

– Como posso descobrir se tenho a doença?

Quando a gravidez é planejada, o médico pede 1000 exames antes né? E entre eles está o de Toxoplasmose. Se você não planejou a gravidez ou não realizou os exames, o seu médico irá pedir Toxoplasmose IgM e IgG. Se o seu IgM der reagente, significa que vc está com a doença aguda e é preocupante. Se o IgG der reagente, significa que você já foi exposta a doença e possui anticorpos, isso é bom.

No meu caso nem o IgM e nem o IgG deram reagentes, significa que não tenho a doença e nunca fui exposta. Eu como Veterinária achava que o IgG seria reagente, mas não! Desta forma, tenho que tomar cuidado. Como? Vou resumir como podemos prevenir a Toxoplasmose:

* Lavar as mãos entes de comer, beber e manipular os alimentos

* Não comer carne crua ou mal passada

* Tomar leite pasteurizado

* Usar luvas ao manusear a caixa de areia do gato

* Manter seu animal vacinado e vermifugado

* Não deixar seu animal ir as ruas e se alimentar de carne crua, ratos, insetos, etc.

* Leve seu gatinho ao Médico Vetrinário

Gente, esse assunto é muito extenso e se deixar fico escrevendo horas sobre ele…rsrs Mas espero ter ajudado as gravidinhas de plantão com seus mitos em relação a Toxoplasmose.

Eu tenho 3 cães (Popota, Stella e Montillo) e eles dormem na cama comigo e a família do meu marido tem gatos que convivemos muito e nem por isso deixei de acariciar, abraçar e beijar os bichanos.

Para não ficar mais cansativo, depois vou escrever contando a minha relação com os animais antes e durante a gestação.

Não temos que desfazer de nossos animais por causa da gravidez!!! Eles não tem culpa de nada!! E só nos trazem alegria!

Muito obrigada pela atenção de todas! Se tiverem dúvidas e eu puder ajudar, estou a disposição!

Beijo para todas

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Aprendendo a ser tia – por Priscilla Marques

Olá, mamães e leitoras do Fissurada. Meu nome é Priscilla e estava louca para participar um pouquinho do blog. Então, me ofereci para a minha amiga e madrinha Ana e aqui estou, rs. Vou falar um pouquinho para vocês de outro lado da relação com os pequenos. Diferente da maioria aqui, mamães, eu ainda não passei por esta experiência. Acabei de me casar e, eu e meu marido, optamos por esperar alguns aninhos para ganhar este presente. Mas, enquanto isso, desempenho um papel super gostoso e cheio de responsabilidades: de TITIA!

Sempre curti ser chamada de Tia Pri. Grande parte das minhas amigas já são mamães e eu quase sempre estive rodeada dos pequenos. Fazia questão de conhecer um por um bem pequenininho (e pegar no colo também, quando a mamãe não se importava! Rs) e conversava muito com minhas amigas sobre a experiência de ter um filho. Até que, em maio de 2013, ganhei um presentinho. O nome dela é Anita! Na verdade, a Anita é filha do irmão do meu marido, mas sempre digo que ela é mais minha do que dele (rs). Pelo fato da mamãe da Anita morar em BH na época do nascimento dela e não ter família na cidade, eu fiquei muito próxima das duas. E minha família também. Meus pais ganharam uma netinha de verdade e minha irmã uma sobrinha. A Anita, aos sete meses, começou a ficar na minha casa sempre que os papais precisavam e, a cada estadia da pequena, eu entendia melhor o meu papel. E no meio de tudo isso, continuo a ter muitas amigas mamães, como a Aninha, que criou este projeto lindo por aqui.

Claro que o papel de titios não chega perto da importância dos pais, mas somos coadjuvantes muito relevantes. Além de também sermos exemplo para os pequenos, nossas atitudes despertam neles um amor e uma segurança que dá gosto de ver. Por isso, a cada ação minha com a Anita, tento ser a melhor pessoa e o melhor exemplo possível. É para ela que guardo o que tenho de melhor, meu lado mais delicado e mais bonito. Claro que tem os titios com perfis diferentes e que também desempenham muito bem este papel. O Renan, meu marido, por exemplo, é o tio (e padrinho da Anita!) da bagunça. São gargalhadas irresistíveis quando eles se juntam. E a Anita é apaixonada por ele.  O importante é só reservar sempre o melhor que temos, seja esse melhor expresso da forma que for.

Outro ponto importante no desempenho do papel de um tio é o respeito à maneira que os pais querem educar seus filhos. Como eu convivo muito com a Anita (eu, meu marido, a Anita e os papais dela moramos hoje em São Paulo e estamos sempre grudados), busco observar a forma e o jeito que a Soninha e o Getúlio tratam ela em cada momento, como conversam e como lidam com situações super novas para mim. E tento fazer o máximo para seguir a mesma linha. Claro que não deixo de passar um pouquinho da minha essência para ela, pois isso também faz parte, mas nunca interfiro na forma que eles escolheram para educá-la. E quando tenho dúvidas, sempre pergunto o que e como fazer. Afinal, ainda não sou mamãe e fico perdida em vários momentos.

E foi assim que eu me tornei a Tia Pisci, que foi o jeitinho que ela escolheu para me chamar desde bebezinha, quando ainda sussurrava alguma coisa parecida com isso. E é assim que eu quero sempre ser chamada por ela. E que venham outros sobrinhos! Estou pronta para doar o que há de melhor em mim.

Priscilla Marques

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😍😍😍

Pais e namorados – por Marcelle Camargo

Oi gente!

O dia dos namorados está chegando e, não há assunto melhor para discutirmos, que o relacionamento a dois depois da chegada dos filhos. Muitos casais sonham em serem pais, porém, na prática, as coisas são mais difíceis do que imaginam. O nascimento de um bebê é um impacto enorme no relacionamento e, às vezes, causa até separação. Mesmo que a gravidez tenha sido desejada e planejada, as expectativas nem sempre correspondem à realidade das dificuldades que os pais irão enfrentar. Há vários estudos sobre o assunto e, todos eles, têm as mesmas conclusões: a chegada dos filhos aumenta os conflitos e insatisfações na vida do casal. Todos sabem da alegria que uma criança traz, mas, deve haver um processo de adaptação no casamento para evitar os desgastes da transição de ‘homem’ e ‘mulher’, para ‘pais’. Antes da criança, a dedicação era exclusiva do cônjuge e, após a chegada do filho, outras necessidades precisam ser satisfeitas como gestar, cuidar, educar, amar e passar o resto da vida alternando sentimentos de medo, prazer, frustração, gratificação, angústia, orgulho e raiva e isso demanda muita energia. O esgotamento físico e mental inibe as respostas sexuais, a falta de sono detona o humor e a capacidade de sentir prazer. Apesar disso tudo, é importante que o casal não demore muito para resgatar sua vida conjugal e sexual, deve-se haver um equilíbrio entre o papel de pais e de amantes.

Relação do casal

Colocar limites para os filhos é fundamental para que se preserve a relação a dois e o romantismo. Os pais não precisam atender a todos os desejos dos filhos em todos os momentos. Não há problemas em demonstrar que o casal deseja namorar, curtir um ao outro e investir no relacionamento. Devem se beijar na frente dos filhos e mostrar que são namorados, fazer os filhos entenderem e respeitarem a privacidade do casal. Os programas podem não ser os mesmos de antes, mas, o sentimento de um pelo outro precisa estar presente e ser demonstrado sempre que possível. Dá pra dar uma fugidinha na hora do almoço para se encontrarem, deixar o filho com alguém de confiança para irem ao cinema, teatro, exposições, esperar os filhos dormirem para namorarem muuuito. A relação dos pais é a base da família, não deve ser deixada de lado. É importante que as responsabilidades sejam divididas e, que cada um, tenha tempo para si mesmo, seja para encontrar amigos, ler um livro, fazer uma atividade física ou, simplesmente, fazer nada. Essa pausa deve ser respeitada. A falta de descanso é um dos principais vilões desse momento. É aconselhável não ceder às pressões dos familiares, vai ter muita gente querendo opinar, mas, uma conversa franca, porém, com carinho, faz com que as pessoas entendam e aprendam a respeitar esse momento que é uma novidade para todos. O casal deve reservar um momento no dia para falarem sobre si mesmos, dividirem alegrias e angústias. É essencial que tenha muito diálogo e respeito. Se vocês se escolheram para serem amantes e deu certo, por que não daria certo exercer a função de pais? Quando há amor, planejamento e fé, as coisas vão acontecendo sem a gente se dar conta. Deixe as crianças aos cuidados de alguém, coloque seu melhor vestido e uma boa trilha sonora e aproveite muito essa pessoa que você escolheu pra ser seu marido e pai dos seus filhos. Feliz dia dos (eternos) namorados!

Um abraço,

Marcelle Camargo

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Vida a dois X filhos

Bom dia, pessoal!!!

Há um tempo atrás estava sentada a mesa conversando com minha irmã em uma festa, um amigo nosso puxou uma cadeira e sentou ao nosso lado e sem mais nem menos nos solta uma pergunta assim: “Meninas como é que fica o casal após os filhos?!”. Eu olho para ele e começo a rir e ele continua: “É, né! Eu quero saber porque comecei a pensar nisso agora e tenho que saber como funciona… Ainda não casei, mas quero muito ter filhos…” Enquanto Mari ficou conversando com ele e respondendo as perguntas que ele fazia, eu só escutava e pensava na minha vida antes e após o Raul.

Confesso que minha vida e do Rodrigo não mudou tanto. Não deixamos de fazer nada pelo fato único e exclusivo de termos o Raul. Saímos da mesma maneira e para os mesmos locais, fazemos as mesmas viagens e temos o mesmo grupo de amigos. Temos sempre o bom senso de pensarmos e nos fazermos uma perguntinha básica antes de sair, “para onde vamos dá para uma criança de 01 ano e 09 meses estar?!” Se não, não hesitamos em deixá-lo em algum lugar onde confiamos (casa da minha mãe, minha avó, minha sogra e na da minha irmã). Fora isso, o que mudou mesmo foram os gastos que também não foram nada absurdo, plano de saúde, leite, fraldas, etc. Assitir a filmes é uma diversão que sempre tivemos muito prazer de fazer e fazemos ainda hoje com o Raul e quando não é para a idade dele esperamos que ele durma e assitimos só nós dois. Mas eu ainda acho que ele estava querendo mesmo saber era da vida sexual do casal após os filhos… mas ficou meio com vergonha de perguntar diretamente (risos). Confesso que aqui em casa mudou sim no início. E em nossas conversas com amigos mais íntimos, sempre escuto queixas em relação a isso, é quase que uma regra principalmente se o casal tiver o primeiro filho. Após o nascimento do bebê, a mulher fica tão cansada por causa da sua nova rotina que isso acaba afetando sim na sua disposição. Cabe ao casal chegar em um consenso para que isso não atrapalhe no relacionamento. A cumplicidade nesse momento terá que ser bem maior, pois esse período é bem complicado para ambos.

Muitas mulheres esquecem de se cuidar, ficando relaxadas com a aparência, dando ainda mais espaço para que ocorra essa mudança na vida sexual do casal. Além de cansadas, podem se sentir com baixo estima por ainda parecerem estarem grávidas (A minha barriga parecia mais um balão murchando… aff!), cabelo oleoso, pele cheia de espinhas e manchas e ainda por cima sem se cuidar, com uma aparência péssima. Por isso, mamães, sejam sempre lindas e bem cuidadas! Vocês e seus maridos agradecerão. Além dos maridões morrerem de orgulho por você estar bonitona após dar a luz a um filho dele, a compreenderão mais nesse período que só nós sabemos como é crítico e cansativo. Papais, ajudem suas mulheres. Ajudem nos afazeres domésticos e com os cuidados com os filhos, peguem uma responsabilidade para você, o banho da noite, a mamadeira de manhã, fazer o bebê dormir, lavar as vasilhas da janta ou melhor, fazer a janta e lavar as vasilhas depois (risos), para que sobre tempo para sua esposa se cuidar. Se cuidar que eu digo aqui não somente, fazer unhas, tomar banho, ir ao banheiro SOZINHA, depilar, arrumar cabelo… Não! Se cuidar psicologicamente também, distrair, ler um livro, ver televisão, ver o facebook/instagram/snapchat (que seja!). Ter um tempo para ela, só dela! Nós precisamos disso, desse tempo!

A mudança de vida está em nosso comportamento como casal. A cumplicidade tem que existir em todo momento, porque há uma mudança brusca de rotina na casa e na vida do casal. Se não houver compreensão de ambas as partes aí sim muda tudo e para pior. Vamos fazer cada um a sua parte e sejamos felizes sempre!!! Viva o amor!!! E tenha filhos SIIIIIM, porque amor melhor e maior não há!!!

Com amor,

Ana Maria.

Meu Eterno Namorado – Por Mariana Poças Abreu.

Olá pessoal, para comemorar essa data tão especial que está chegando, que é o dia dos namorados, vou contar a história de como o Samuca veio ao mundo!
Há 11 anos e 5 meses atrás, na virada do ano, o Rodrigo me pediu em namoro com um par de alianças de prata! Foi lindo… Inesquecível! Eu com apenas 14 anos e ele 20. Foi e será sempre, se Deus quiser, meu primeiro e único namorado! Os anos se passaram, a paixão arrebatadora se transformou em amor firme e sólido. Depois de 8 anos de namoro veio o tão sonhado casamento, mas dessa vez com alianças de ouro e carruagem, (literalmente)! Com 3 anos de casados veio nosso primeiro filho. Muita coisa mudou, ficamos mais companheiros do que namorados! Após a chegada de um filho tudo se transforma, a responsabilidade pesa, os hormônios estão saltando loucamente em nosso corpo. Isso, somado ao cansaço.. Aff..Viramos uma chata para eles.. É preciso muita paciência por parte do marido e muito empenho da parte da esposa. Desde que nos casamos, temos enfrentado momentos difíceis juntos, mas a chegada do nosso Samuel superou todos. Foi e está sendo maravilhoso ter essa pessoinha em nossos braços, mas foi muita luta pra que ele viesse ao mundo! É tipo aquela história do ouro que é provado pelo fogo…nenhuma vitória vem sem luta.. (“No pain, no gain” também se aplica a relacionamentos viu?!) Mas sempre após uma crise seja financeira ou de saúde, me surpreendo com o homem com quem me casei e vejo que a minha escolha não foi errada! Posso dizer com plena convicção, vale a pena insistir e crer em sonhos de “cinderela”! Claro que tem dias que seu conto de fadas mais parece filme de terror, no qual, muitas vezes você é a assassina! Kkkk Apesar disso, posso levantar as mãos pro céu e agradecer ao Criador e idealizador do casamento: Deus, que faz com que todos esses conflitos resultem em crescimento pessoal e fortalecimento conjugal! Quero passar essa herança pro nosso filho, que ainda existe família firmada na Rocha, que a instituição Casamento ainda é forte, e é a base ideal pra se criar um ser humano saudável e feliz!
Amor, te amo como nunca amei e nunca vou amar outro alguém assim! Você faz parte de mim, meu amor por você ainda é tão forte que chega a doer… Aquele plano de nós dois velhinhos, de mãos dadas no sítio, ainda está de pé! Ok?!
“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula”(Hb 13:4)
Mariana Poças Abreu
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Pós parto…

Pós parto, só quem já teve filhos sabe do que estou falando. Período bem complicado, principalmente para as mães de primeira viagem. Tudo muda, emoções e hormônios em mudanças e bem acentuados. O mundo, para uma mãe, gira em torno do filho que acabara de nascer… Somente o filho importa a partir desse momento. E é também nesse momento que começam as “neuras”… risos.. toma raiva de um, briga com outro, ciúmes de tudo e de todos. Pessoas querendo ajudar te irritam mais do que ajudam. Uma simples ligação fora de hora é capaz de te fazer odiar profundamente quem te ligou. Quem aqui se indentificou?! E o marido?! Coitado… papel de coadjuvante, bem coadjuvante mesmo nessa hora. Certo?! Não… de forma alguma! Eles nos aguentam durante a gravidez com os nossos picos de hormônios, ao mesmo tempo que estamos felizes estamos tristes, falamos que queremos “A” e depois só serve o “B”… Aff!!!! Claro que existem exceções e muitas das leitoras que já tiveram seus bebês podem me achar louca mas acreditem, uma parcela bem grande de mães se identificarão nesse texto.

Lembro de um dia quando irritadíssima após umas semanas do meu parto, olhei pro Rodrigo (meu marido) e resolvi que ele seria o escolhido para “pagar” por toda a minha raiva do momento… risos… e fui desabafando, dizendo a ele que estava cansada de tanta gente me irritando com falas impróprias a uma mãe de primeira viagem e opiniões/conselhos/palpites desnecessários (Quem foi mesmo o sábio que disse que se essas três coisas aí fossem boas, eram vendidas e não dadas?! 😂). Cansada de gente falando que Raul parecia com ele nisso e naquilo, que fazia igual fulano quando era pequeno, que tinha a mesma marca de nascença de ciclano, que tinha que dar chá disso, banho daquilo, pedindo pra fazer visitas na hora que ele estava dormindo, que ia ensinar Raul a fazer a dança da chuva, que iria ensinar Raul a tocar 13 instrumentos de corda e 30 de sopro, que eu deveria usar meias nele quando estava um calor de 50 graus célsius, que ele estava chorando porque queria escutar Vivaldi e não Bach… Rodrigo com sua calma me escutando e eu ficando com mais raiva ainda dele parado só me escutando sem falar nada, com cara de paisagem. Quando parei de falar ele me solta uma frase a qual nunca mais irei esquecer: “Baby, Raul vai crescer e vai seguir o caminho dele e um dia seremos só você e eu de novo. ” Nessa hora me senti muito mal não por ter raiva de tudo o que estava escutando das pessoas, porque acho que do mesmo jeito que todo mundo tem o direito de dar opiniões e a falar o que quiser, você tem também o direito de achar legal ou não. Na verdade me senti mal porque estava brigando com meu marido sendo que ele não tinha culpa de nada.

Com isso minha ficha caiu, tinha uma família e eu estava cutucando a base dela quase causando um desmoronamento. Percebi que estava errada nos meus atos e meu casamento tinha que ser prioridade. Casamento feliz é igual a filhos felizes. Claro que ainda faço muitas asneiras e ocupo a cabeça do marido com coisas que me perturbam mas procuro ser uma esposa melhor a cada dia. Procuro ter um relacionamento bem saudável desde então. Quando nossos filhos nascem nada mais parece ter importância na nossa vida. Achamos que podemos viver somente desse amor avassalador que toma conta da gente de uma forma tão intensa que satisfaz qualquer outra necessidade. Mas o Rodrigo está mesmo certo! Deus nos dá os filhos para que os criemos aqui na terra, educando e orientando para que eles criem seus próprios caminhos.

Gratidão a Deus por ter me colocado ao lado de uma pessoa tão calma e compreensiva como você, Rodrigo! Je t’aime,  Baby!

Comemorando o meu pós parto... rs... 😅
Comemorando o meu pós parto… rs… 😅

Com amor,

Ana Maria.

Mês dos NAMORADOS

Olá, pessoal!

Junho é considerado o mês dos namorados em todo o Brasil, por isso, no nosso blog abordaremos as diversas formas que os nossos relacionamentos amorosos são afetados desde a notícia de que vamos ser pais até a chegada de nossos pequenos. Nossa ideia é termos vários posts relacionados ao assunto, inclusive sobre o relacionamento APÓS a chegada dos filhos. Gostaríamos da ajuda de vocês, caros leitores. O que acham do assunto?! O relacionamento de vocês com o pai ou a mãe da criança mudou?! Pra melhor ou pior?! Você acha que tem algo que  se possa fazer para que as mudanças sejam mais positivas?!

Quem quiser participar colaborando com seu relato ou apenas nos dar alguma ideia e dicas sobre assuntos abordados nos posts, pode nos mandar um e-mail  para o fissuradanamaternidade@gmail.com. Se quiser anonimato não tem problema, pois realmente é um assunto bem delicado…risos… Deixe uma observação no final do e-mail que respeitaremos sua vontade.

Fiquem de olho no nosso blog, iremos começar esta semana, hein! Aguardamos vocês!

Com amor,

Ana Maria.

A realidade do DESFRALDE

Bonjour, pessoal!!!
Esta semana iniciamos aqui em casa o desfralde do pequeno príncipe Raul. Na segunda-feira de manhã, após o lanche fui trocá-lo e coloquei uma cueca, abaixei e falei: “Filho, você já está crescendo e virando um rapaz. Então a partir de hoje você vai usar cuecas igual ao papai e quando quiser fazer xixi ou cocô vai avisar a mamãe tá?!” A resposta dele foi um jóia com a mão. Eu logo pensei, “Ou ele entendeu de verdade ou está só me fazendo de boba”. (risos)

Antes de iniciar esse processo, conversei com algumas amigas mamães e li vários métodos que prometem tirar fraldas de crianças. Inclusive um que promete tirar fraldas em 3 dias. E foi esse que comecei a tentar, pois conheço pessoas que o utilizaram e deu super certo. Ah…bem antes de começar a tentar, compramos um pinico que toca música quando cai alguma coisa dentro dele, super divertido (pelo menos eu achei o máximo… risos)! Fomos juntos, eu e Raul para comprarmos cuecas pra ele e já vinhamos colocando ele sentado no pinico as vezes quando íamos ao banheiro e ele ia junto, para já ir se familiarizando. O avô Lindão do Raul (meu pai) também já havia dado um redutor de assento sanitário para ele há um tempo atrás. Além disso preparamos o banheiro para que ele pudesse usar “sozinho” tudo ao seu alcance. Colocamos escadinha para ele subir e alcançar a pia, toalha na sua altura, etc.

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Bom, após a minha preparação psicológica e a nossa decisão (minha e do Rodrigo) de desfraldar o Raul iniciamos o processo. Sim, haverá de ter uma preparação psicológica para os pais, pois é limpar xixi e cocô o dia todo no chão e lavar cuecas a toda hora. No primeiro dia de tentativa todos os xixis e cocôs foram na cueca. Toda vez que ele fazia eu abaixava e dizia: “Filho, quando você for fazer xixi avisa a mamãe”, mas nada… (risos) e o dia se passou. Lavei 549562 vezes as cuecas dele e limpei isso tudo também de xixi pela casa. No segundo dia, eu juro que pensei em abortar a missão, pois ele não expressava nem um sinalzinho se quer que poderia largar a fralda. Mas pensei bem, preparei meu psicológico novamente para mais um dia de pano de chão e rodo na mão,  olhei pra ele e pensei “Poxa, mas ele só tem 21 meses” e resolvi dar mais uma chance e logo na segunda cueca do dia ele já começou a falar xixi quando estava fazendo. Ah, minha felicidade foi tanta que a vontade de prosseguir com o desfralde começou até a aumentar. No final do terceiro dia ele fez o xixi no vaso, sentado, mas fez. (Segundo a Encantadora de bebês até mesmo os homens devem ser iniciados a fazerem xixi sentados a principio. E fizemos uma festa!!! Quarto dia. Perceberam que o método de três dias aqui em casa não funcionou, né?! risos.. Talvez porque seria para começar aos 22 meses?! Não saberei dizer a vocês. (Alguém aqui tentou antes dos 22 meses e conseguiu utilizando esse método!? Escreva aí pra gente contando como foi.) Também escutei relatos e li bastante em blogs e repostagens dizendo que o desfralde em meninos é muito mais demorado. As explicações para isso tinham das mais diferentes possíveis entre elas a de o fato dos homens amadurecerem mais tardiamente nas questões psicológicas do que as mulheres, enfim… Após o lanche da manhã fomos ao banheiro e novamente ele fez xixi no vaso, e logo depois falou xixi de novo, eu o coloquei no vaso novamente e ele fez, para a alegria da mamãe aqui!!! Conseguiu fazer a soneca da manhã sem molhar a cama e o dia todo foi assim, tendo um escape somente de xixi durante todo o dia. Mas cocôs tiveram dois na cueca, mas vamos continuar aqui na batalha.

Estou seguindo o ritmo dele, sem pressa, sem cobrança, sem ficar com cara de triste ou brava, ajo naturalmente e abaixo TODAS as vezes na altura dele e falo, “Filho quando você quiser fazer xixi ou coco avisa a mamãe” e ponto, não falo mais nada a respeito. Se vai dar certo esse meu jeito, eu acredito que sim. Vi progresso desde o segundo dia e percebi que regras não existem, cada um tem seu tempo e seu ritmo. O que faz ter o sucesso é a persistência e a tranquilidade em que tratamos o processo. Espero em breve contar pra vocês que conseguimos de vez tirar as fraldas e sem recaídas que o que venho percebendo entre mamães que isso vem acontecendo muito.

Com amor,

Ana Maria.