Cortes facilitadores para introdução alimentar

Olá pessoal!

Fico muito feliz em poder ajudar de alguma forma no desenvolvimento de suas crianças. Decidi então falar de alguns dos inúmeros cortes e métodos de cocção que podem ajudar vocês na busca de alimentos atrativos e saudáveis. Para despertar o interesse das crianças, além de proporcionar variedade em termos de texturas, é possível abusar dos vários cortes e métodos de cocção dos alimentos. Existem vários tipos de cortes que são diferenciados pelo tamanho da largura e comprimento. Os mais conhecidos são o corte em Palito ou Bastonete, conhecido principalmente por ser o corte da batata frita, que possui 6mm de largura por 7cm de comprimento e o Julienne que possui 3mm de largura e 7cm de comprimento. A partir dos cortes Palito e Julliene, cortados em cubos, obtemos o Macédoine, cubos de 6mm de lado e o Brunoise, cubos de 3mm de lado. Obviamente que em casa não é necessária toda essa rigidez métrica. A questão aqui é como isso pode chamar a atenção da criança e usá-los na introdução da alimentação, como por exemplo no método BLW (Baby Led Weaning) e nas papinhas tradicionais. É possível então usar frutas e legumes de cores diferentes com o mesmo corte para, além de despertar uma atratividade estética, contemplar um maior número de nutrientes. Além disso, pode proporcionar inúmeros estímulos sensoriais (táteis, olfativos, visuais e palatais) que podem ser percebidos tanto pelo contato com as mãos, lábios e língua, quanto pela percepção das cores e pelo diversos aromas. Já os estímulos motores são evidenciados quando a criança pega os alimentos cortados de diferentes formas pois precisará de menos ou mais força na mão para levá-los a boca.

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Cortes Bastonete (mais grosso) e o Julienne (mais fino). Foto do blog do Senac.
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Corte Julienne virando o Brunoise. Foto do chefsimon.com
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Corte Bastonete virando o Macédoine. Foto do chefsimon.com

Com os legumes cortados já prontos para serem preparados, é importante lembrar que não devem ser cozidos por longo período em água para evitar a perda de nutrientes e que a melhor forma para evitar essa perda é cozinha-los no vapor. No caso de utilizar a água o ideal é colocar os legumes já na água fervente e respeitar o tempo de cozimento de cada legume, por exemplo o chuchu estará cozido mais rápido que a cenoura. Esses legumes cozidos podem ser servidos imediatamente com sal, azeite e ervas ou ainda salteados para agregar mais sabor. Dessa forma, é possível aos poucos ir modificando a forma de preparo dos legumes seja deixando-os mais al dente ou mais cozidos, seja grelhando ou assando, o importante é que as possibilidades são muitas o que permite que a criança possa ir descobrindo e/ou desenvolvendo suas preferências de uma forma descontraída.

Saudações,

Rodrigo Patricio.

Nosso colunista Chef

Nosso novo colunista é nada mais nada menos do que o pai do Raul. =)

Rodrigo Patricio além de pai, é meu marido, químico e gastrônomo. Ele além de nos dar várias dicas de gastronomia aqui no Blog para os nossos pequenos e para facilitar a nossa vida na cozinha, nos dará também dicas e relatos da paternidade.

Espero que vocês estejam eufóricas assim como eu, com estas novas parcerias que só entram para somar no nosso dia a dia.

Não percam o post ainda essa semana!!!

Com amor,

Ana Maria.

Ps: Vocês podem acompanhar o Rodrigo no Instagram – @rodrigopdsz

 

BLW (Baby Led Weaning)… Hein!?

Bom dia, pessoal!!!

Já ouviram falar do BLW ou Baby Led Weaning?! Em português podemos usar como o “desmame que o bebê lidera”. Pois bem, eu não tinha conhecimento até o Raul ter uns oito meses mais ou menos. Ca entre nós… é tanta coisa nova nesse universo da maternidade, não é mesmo?! Mas, nada mais é do que um método que acredito que algumas mamães e papais já fazem e nem se dão conta de que tem esse nome… risos…

O método propõe que os bebês, que têm seis meses ou mais, se alimentem sozinhos, com as próprias mãos e no seu próprio ritmo. Criado pela consultora em saúde inglesa, Gill Rapley, as papinhas batidas no liquidificador ou amassadas são substituídos por frutas e legumes cortados em tiras. Todo alimento é dado na sua forma original, claro que o brócolis por exemplo deverá ser cozido, assim como a batata e etc.. mas nada misturado, amassado ou triturado.

Li várias reportagens para ficar por dentro do assunto e escrever este post para vocês, e segundo alguns adeptos desse método, os bebês desenvolvem autonomia do seu próprio corpo e autonomia também em escolher o que vai comer. Além disso, eu vejo mais quatro fatores importantíssimos e muito estimulados nesse método: a mastigação, a deglutição, a coordenação motora e a parte sensorial. Esse último fator, devido as texturas dos alimentos serem bem diferentes uma das outras.

Para utilizar o BLW é preciso que o bebê esteja bem sentado e que ele também já esteja dando conta de se sentar sozinho, viu pessoal!? É interessante começar aos seis meses, pois com essa idade o bebê já tem um controle motor mais desenvolvido. Também encontrei algumas observações:

– Não se deve dar castanhas e frutas com sementes grandes (cerejas e azeitonas, por exemplo);

– Durante as refeições SEMPRE deverá ter algum adulto por perto supervisionando;

– Os alimentos devem ser introduzidos aos poucos e cortados em palitinhos;

– Como em qualquer método que você for usar para a introdução da alimentação do seu bebê, deve-se sempre ter cuidado com os alimentos alergênicos (como amendoim, trigo, kiwi, etc) e também com pedaços muito pequenos, para evitar que a criança engasgue e/ou aspire a comida;

– Outra dica que eu dou é, converse antes com o pediatra do seu filho e faça a introdução dos alimentos de forma gradual, veja a sugestão dos alimentos que ele lhe dará.

Eu não usei a técnica ao pé da letra como já é muito utilizada por muitas famílias que tenho visto. Eu usava em algumas refeições, mas sempre dei autonomia pro Raul comer o que quiser e como quiser. Ele sempre tem a mesa o seu garfo ou a sua colher, mas usa se quiser. Resumindo… ele faz uma lambança geral aqui na mesa e no corpo dele todo. Porque come com a mão e depois passa a mão no rosto, no olho, no cabelo… risos… O que consegui utilizando em parte esta técnica foi sem dúvida a independência do Raul. Hoje ele abre a geladeira ou pega na fruteira o que quer comer, sozinho. Eu já deixo sempre higienizado tudo o que chega do sacolão, justamente para ele poder pegar e comer o que quiser, sem precisar me pedir.

Promover estímulos para a criança é sempre muito bom!!! Se quiserem saber mais sobre esse método, que já é muito usado nos EUA e na Europa, olhem na internet. Nela tem muitos vídeos explicando e muitas reportagens a respeito. Tenho um artigo em pdf, mas está em inglês… Quem tiver interesse pode me pedir por e-mail, ok?!

Com amor,

Ana Maria Poças

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Fontes:

http://www.babyledweaning.com/

http://www.rapleyweaning.com/

http://blwsemmisterio.com.br/

http://bebe.abril.com.br/materia/baby-led-weaning-uma-nova-forma-de-introduzir-os-solidos

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2013/12/entenda-o-que-e-e-como-funciona-o-baby-led-weaning-4349722.html

APLV – Você não está sozinho

Oi gente! Tudo bem? Venho escrever um pouco da minha experiência com a APLV, que apareceu na minha vida sem muita cerimônia. Espero que possa ajudar e encorajar muitas famílias que sofrem com o mesmo probleminha chato.

Vamos lá… A APLV é uma sigla que significa Alergia à Proteína do Leite de Vaca, ou para os médicos, Hipersensibilidade à Proteína do Leite de Vaca. Ela acontece porque o organismo reconhece a proteína do leite como algo estranho e então produz uma resposta imunológica exagerada para combatê-lo. A APLV é a alergia alimentar mais comum em bebês e crianças, e por incrível que pareça, muitos nunca ouviram falar ou confundem com intolerância à Lactose. Inicia-se normalmente nos primeiros meses de vida, porém na maioria dos casos regride até os 3 anos de idade. Muitos médicos também nem sabem lidar direito com o problema devido à dificuldade no diagnóstico, pois não existem exames que detectam com 100% de confiabilidade a alergia. A causa ainda é um pouco controversa, pode ser de origem genética ou por exposição precoce às fórmulas industrializadas.

Existem dois tipos de alergia, o primeiro deles e o que costuma ser mais grave é o mediado por anticorpos IgE, que se manifesta imediatamente ou até 2 horas após o contato com o alérgeno. Os sintomas desse tipo normalmente são de pele, como: lesões vermelhas, coceiras, irritação na mucosa do nariz, inchaço no olhos e lábios, ou até os casos mais graves, como anafilaxia. O segundo tipo é o não mediado por IgE, que é chamado de tardio. Nele ocorre a manifestação dos sintomas horas ou até dias depois (normalmente até 3 dias). Os sintomas desse tipo são mais relacionados com o sistema gastrointestinal, como: sangue ou muco nas fezes, doença do refluxo gastroesofágico, diarréia, entre outros. (Há crianças que podem ter os dois tipos ao mesmo tempo.)

O tratamento para a APLV é totalmente nutricional, ou seja, é através da exclusão total do leite e seus derivados da dieta da criança, ou no caso daquelas que são amamentadas ainda, da dieta da mãe. Sim, a proteína do leite pode passar para o bebê através do leite materno!! Esse foi o meu caso! As crianças que já tomam fórmula precisam trocar para fórmulas especialmente desenvolvidas para alérgicos. Existem algumas no mercado como a Pregomin pepti, Neocate, PurAmino, entre outras. Vamos então para a minha história com meu bebê.

O Samuel teve contato com a fórmula industrializada muito cedo, já no primeiro dia de vida, o que ao meu ver foi sem necessidade. Os médicos deram o complemento pra ele devido a uma hipoglicemia, problema que foi desencadeado por uma diabetes gestacional dentre outras complicações que tive na gravidez. Após a chegada dele em casa, foi aleitamento materno exclusivo, o que segue até hoje, graças a Deus.

Ele sempre foi um bebê que chorava além do normal, chorava durante e após as mamadas, que, aliás, a amamentação pra mim se tornou um desafio, (tema para um próximo post), até pra fazer cocô ele chorava…. nossa, era um sufoco! O pediatra no início falava que era apenas cólica, depois foi diagnosticado como refluxo oculto, pois nem golfar ele golfava! Até aparecer o primeiro sangue nas fezes…. Saiu um pouquinho só de sangue vivo, tirei foto no dia para mostrar pro médico. Fiquei bastante preocupada no momento, mas como estava perto da ida ao pediatra e ele não tinha febre nem outro sintoma mais preocupante, resolvi esperar e fui pesquisar. Gente, todos os sintomas da APLV o Samuca tinha: muco e sangue nas fezes, choro pra fazer cocô, muitos gases, refluxo, problemas com o sono e etc. Com o tempo comecei a reparar que quando tomava leite ou comia queijo a situação piorava. Foi então que resolvi evitar o leite e seus derivados, porém mal sabia eu que isso não era o suficiente. Existem os tais traços, as alergias cruzadas… Aff… Mostrei ao pediatra dele a foto do cocô e ele disse pra eu não preocupar porque no geral ele estava bem e ganhando peso suficiente. Só que o problema foi só aumentando, os choros continuavam terríveis, mesmo com o remédio para refluxo. Foi então que voltou a sair sangue nas fezes dele depois de algumas semanas e a quantidade foi bem maior e por dois dias seguidos. Foi então que resolvi procurar um gastropediatra, por indicação de uma amiga da minha irmã que o bebê dela também tinha APLV.

Fui ao gastro e foi confirmada minha suspeita. Ele não pediu nenhum exame, o quadro do Samuel era tão específico que ele nem precisou de exames laboratoriais para dar o diagnóstico. Ele me orientou a fazer a dieta de exclusão total do leite e derivados, bem como da soja…. isso mesmo, a maioria dos bebês com a alergia ao leite de vaca tem à proteína da soja também, isso acontece porque a composição dessas proteínas é parecida, assim ocorre uma reação cruzada com a soja, o que pode ocorrer também com a proteína do ovo. Enfim começou a minha luta, fiquei quase uma semana comendo pão sírio com azeite, só no almoço e janta eu comia direito: arroz, feijão, legumes, salada e alguma carne. Emagreci, fiquei fraca, mas como sabia que o leite materno ainda era o melhor pra ele fui firme e aos poucos fui me adaptando. Tive que trocar as panelas e vasilhas de plástico da minha casa, fazer meu pão em casa e não comer mais fora, inclusive na casa de parentes. Isso tudo para evitar ingerir traços de leite e soja. Passei também a olhar os rótulos dos produtos detalhadamente e a ligar para os SACs das empresas. Após isso o meu filho teve uma melhora incrível, parou praticamente de chorar, estava mamando melhor e bem mais tranquilo pra dormir.

Hoje o Samuel está com 4 meses, ainda tem alguns episódios de sangue nas fezes e normalmente, é por algum escape alimentar meu, sempre fico me sentindo culpada… Estou procurando melhorar e descobrir o que eu ingeri que pode ainda estar fazendo mal a ele. Três semanas depois tive que tirar o ovo também, por orientação do Gastro. Seguimos observando a reação dele, já estamos completando 5 semanas de dieta e pretendo seguir assim até o sexto mês (em outro post falo sobre isso).

Gostaria de contar muito mais detalhes sobre a nossa experiência, porém o post ficaria enorme, se alguém tiver mais dúvidas pode entrar em contato comigo aqui nos comentários do blog ou pelo meu instagram: @marianapocasabreu que ficarei feliz em poder ajudar. No mais, para escrever sobre o assunto me baseei em tudo que li na internet e em artigos científicos sobre APLV. Segue o link de dois sites incríveis sobre APLV e outras alergias alimentares que tem informações mais detalhadas, links de receitas deliciosas sem leite e outros alérgenos, vale à pena acessar. Esse é um dos sites mais completos sobre o assunto: http://www.alergiaaoleitedevaca.com.br/

Esse é o site do médico que acompanha o Samuca, quem é de BH super indico!: http://alergiaaleite.com.br/

Pessoal, o segredo para o tratamento da APLV é informação e acima de tudo paciência, pois os sintomas podem demorar até 4 semanas, em média, para desaparecer completamente após o início da dieta. Então desejo às mães e pais que estão passando por isso muita paciência e determinação!

Um abraço a todos.

Mariana Poças Abreu

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Novidade no Fissurada na Maternidade

Bom dia, pessoal!!!

Teremos uma novidade no blog a partir desta semana. A nossa primeira colunista está chegando com seus conhecimentos e suas experiências sobre a maternidade.

O nome dela é Mariana Abreu, a mamãe do Samuel de 04 meses. Ela é minha sócia no Fissurada na Maternidade, minha irmã e madrinha do Raul. Formada em Fisioterapia, já foi professora de Pilates, de Dança e agora seguindo seu coração estuda Design de Modas. Ela contará suas experiências da gravidez e como mãe, além de nos dar muitas dicas do desenvolvimento motor dos nossos babys e de moda.

O que acham?! Não será genial?!

Esperamos por vocês!!!

Com amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: Estimulação da linguagem

Ainda na barriga já conversamos com nossos bebês, damos carinho, colocamos a barriga para escutar músicas… é ou não é assim!? Quando nasce, começamos a conversar, cantar para dormir ou até mesmo conversar como se fossemos um bebê também (mas, isso só vale se for falando as palavras corretamente… Viu!?).

Os bebês por sua vez, respondem aos nossos estímulos através de um sorriso ou de um choro e estes sempre têm diferenças na entonação. Um choro para avisar a fome, um para avisar que está molhado, outro para mostrar que está estimulado demais e outro para avisar que o sono já vem. E assim os dias vão passando e logo logo estamos em sintonia e nos comunicando perfeitamente. Estou certa?! Antes mesmo dos nossos bebês nascerem já estamos nos comunicando com eles.

A linguagem é adquirida com o nosso dia a dia. E para nos comunicarmos não precisamos somente da boca e seus músculos, envolvemos também outros músculos do nosso corpo e principalmente o cérebro. Os diversos estímulos (táteis, visuais, auditivos ou olfativos) que sujeitamos nossas crianças, atuam de forma decisiva no desenvolvimento da linguagem. Ou seja, a forma como conversamos com elas, o cheiro ou a textura de uma flor ou o sabor de uma fruta, fazem parte da aquisição da linguagem das crianças. Em outras palavras, a comunicação não esta limitada somente a fala, ela envolve todo o meio em que a criança esta inserida.

E como podemos ajudar nesse processo de aquisição de linguagem!? Simples, conversando muito, mais muito mesmo com seu filho. Desde bem pequeno, converse frente a frente com a criança; fale mesmo que você ache que ela ainda não entenda e pareça que você está em um monólogo (risos), conte o que está fazendo e o que está acontecendo em sua volta; narre o que vocês estão fazendo como: “é hora de trocar a fralda”, “vou levantar as suas pernas para colocar uma fralda limpa”, “e agora, está se sentindo melhor?!”,  ou “tá na hora do banho”, “agora vou lavar os seus braços”; chame-a pelo nome, dê nome aos objetos que estão por perto de vocês; incentive-a a imitar os sons dos animais, dos meios de transporte, da porta ao fechar, da panela de pressão, do telefone, etc; ensine a mandar beijos, dar tchau, fazer sinal de jóia, balançar a cabeça fazendo que sim ou que não; dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos; repita as palavras que ela falar errado do jeito certo de falar, mas faça isso de forma suave, não demonstrando que está errado o jeito dela pronunciar; brinque mais brinque muito com seu filho, a criança aprende brincando e seguindo exemplos, por isso seja o exemplo dela.

Com amor,

Ana  Maria Poças

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DIY – Cama do Raulzito

Bom dia!!!

Hoje será o nosso primeiro DIY (Do It Yourself ou Faça Você Mesmo) e será sobre a cama baixinha que o papai e o padrinho do Raul fizeram.

Esta cama foi planejada após o episódio do Raul ter caído do berço ao escalá-lo aos nove meses recém completados. Ele ficava em pé balançando na grade do berço, ia de um lado para o outro mas, nunca pensei que ele fosse escalá-lo com essa idade. Mas subestimei meu filho e como as crianças nos surpreendem sempre, foi o que aconteceu. Foi coisa de segundos… eu estava ao lado dele, separando as roupas que ficava na cômoda ao lado do berço, pois estava na hora do banho e quando olhei para o lado ele já estava de cabeça para baixo, já caindo. Consegui segurá-lo pelos pés mas mesmo assim bateu a cabeça no chão. Graças a Deus não foi nada de mais, só mesmo um belo galo na cabeça e serviu para ligar o alerta da mamãe aqui avisando que o berço já não era mais seguro para ele.

Um belo sábado, os Rodrigo´s* daqui de casa sentaram e fizeram o projeto da cama. Eu como sou adepta do método Montessoriano (Nesta hora bateu um arrependimento de ter comprado o berço… juro que no segundo filho, esse item não existirá no quarto… risos…) queria algo que pudesse dar ao Raul uma certa independência. Desta forma, a minha única exigência era que a cama fosse bem baixinha. Então vai ai pra vocês o projeto executado. Começaremos pelo material utilizado:

– 1 Placa de MDF branco

– Parafusos de 5 mm

– Ripas de madeira para o estrado de 0,3 cm X 0,1 cm

– Ripas para segurar o estrado da cama de 0,2 cm X 0,2 cm

– Fita adesiva para acabamento na cor branca

– Quatro rodinhas (opcional)

– 8 braçadeiras de 0,5 cm

Quando eles compraram a placa, já pediram que a cortassem nas medidas que iriam precisar, facilitando assim a execução do projeto, e o preço também não mudaria tanto. Então foram assim os cortes:

– Dois cortes de 1,35cm X 0,30cm que seriam as laterais

– Um de 0,75cm x 0,15cm que seria o pé da cama

– Um de 0,75cm x 0,30cm que seria a cabeceira

Ao chegar em casa, os Rodrigo´s só precisaram de fazer o corte onde seria a parte mais alta da lateral da cama, que serve como proteção para que a criança não role da cama.

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O próximo passo, foi fixada uma ripa de 1,20 cm X 0,2 cm nas duas partes iguais que seriam as laterais da cama, para apoiar o estrado da cama e impedir que ele caia.

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Após fixado as ripas, foi a hora do acabamento da parte de cima da cama. O MDF só tem a cor branca na parte de cima e na de baixo, como fica na cor de madeira é interessante colar a fita de acabamento com cola de contato para que o acabamento fique bacana.

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Passa-se cola de contato nas madeiras e na fita. Aguarde um pouco e é só colar para dar o acabamento.

Agora é só juntar as partes da cama. Para fixar as quatro partes foram usadas oito braçadeiras nas quinas da cama. Foi usada a cor branca para que esteticamente ficasse mais bonitinha. As braçadeiras também evitam que a cama fique balançando,com aquele barulhinho chato de rangido.

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Para fazer o estrado eles compraram três ripas de madeira e cortaram em  15 pedaços de  71 cm. E pregaram em duas ripas que ficaram por baixo, para dar sustentação às ripas que ficaram na vertical. A distância entre as ripas foram de 7 cm.

Pronto, agora é só colocar as quarto rodinhas, o estrado e o colchão. O colchão é o mesmo que eu usava no berço padrão americano.

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Resultado final. Não ficou um arraso!? =D

Ah, já ia me esquecendo… o preço total do projeto ficou em mais ou menos R$ 200,00.

Beijos.

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*Rodrigo´s porque o papai e o padrinho do Raul chamam Rodrigo… risos… Coincidência, né?! Eu e minha irmã temos maridos com o mesmo nome, que por sinal são amigos desde infância!!!

Sobrevivemos aos 30 dias 😅

Bom dia, pessoal!!!

Ontem fomos à consulta de retorno com cirurgião plástico do Raul após 30 dias da cirurgia. Raul está ótimo e já pode voltar a comer comida “normal”. A única observação que ele nos deu foi ir voltando com as consistências das comidas aos poucos, do líquido/pastoso fino para pastoso grosso, depois com pedacinhos e após isso, o alimento normal. Tomando cuidado somente com os alimentos muito duros, pois podem forçar demais o palato (céu da boca) que ainda está recém operado.

Bom, ao chegar em casa fizemos almoço e vocês precisam ver a alegria da criança ao comer arroz… risos… Meu Deus, muito bom ver que valeu a pena após estes 30 dias!!! Sobrevivemos a duas festas de aniversários!!! Os aniversariantes (o bisavô e a prima do Raul) também se sensibilizaram e aderiram a dieta, além de esconderem os salgadinhos da própria festa…risos… É ou não é muito amor!? E quando iam cantar parabéns lá estavam os potinhos de iogurte que ele podia tomar na mesa, ao lado bolo, para ele não ficar muito triste. Todos da nossa família e os nossos amigos aderiram a nossa “onda momentânea” e escondiam as coisas de comer quando íamos fazer visitas. Ah gente, quem tem família e amigos não precisam de mais nada não é mesmo!? Então, para o Raul este mês que se passou foi bem tranquilo. =D

Mas vamos as dicas agora… Percebemos aqui em casa que o Raul só comia um tipo de consistência das papinhas. As que ficavam mais líquidas ele não aceitava, então começamos a fazê-las mais pastosas, como se fosse um purê. Batíamos as papinhas no liquidificador e coávamos em uma peneira, em seguida levávamos novamente no fogão para reduzir e ficar mais durinha. Quando a papinha era muito temperada ele reclamava de dor. Acho que devia doer ou arder mesmo os pontos. Suco também não podia ser ácido. Laranja, limão, abacaxi e de uva integral ele tomava mas depois ficava chorando de dor, então melhor vocês evitarem.

Outra coisa muito importante é vocês já irem tirando a “mania” da criança levar a mão e objetos na boca, pois depois da cirurgia isso não poderá acontecer. Quando voltamos para casa, ainda dentro do carro, já conversei com o Raul dizendo que estava tirando a tala dos braços dele e que ele não poderia mais colocar as mãos na boca e vocês acreditam que ao tirar, ele ia colocar a mão na boca e fez o sinal com o dedinho que não podia!? Ahhhh não gente!!! Existe esse menino!? E ainda tem gente que subestima a inteligência das crianças. Criança é muito inteligente e podem conversar mesmo, que eles nos surpreendem com tamanha inteligência.

Sobre o pós operatório… É bem tranquilo!!! Programe os seus 30 dias  de pós operatório antes do dia da cirurgia. Vale até fazer uma rotina e um cardápio para seu pequeno. Isso nos ajudou muito!!! As crianças no segundo dia já estão super bem e se vocês seguirem a dieta e as orientações que os médicos dão, com fé em Deus dará tudo certo!!!

Com amor,

Ana Maria.

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Antes e depois das cirurgias 😊

Bom dia!!!

É com imenso prazer e com muito alívio que escrevo este post, afinal tem apenas cinco dias que o meu príncipe fez a palatoplastia, sua segunda cirurgia. A história das cirurgias começaram quando o Raul tinha 04 meses, onde realizou sua primeira cirurgia a labioplastia. A segunda foi agora com 01 ano e 04 meses. Os dias antecedentes as datas das cirurgias são pra mim um martírio… não consigo parar de pensar e ficar preocupada… mas, quando tudo passa vem a calmaria. Só consigo olhar para trás e agradecer!!! O Raul como sempre me matando de orgulho, não me deu trabalho nenhum. Deus foi muito generoso comigo em me dar um filho tão lindo!!! =D

O pós operatório do Raul foi bem tranquilo, tanto o primeiro e este também está sendo, claro que ele sente um pouco de incômodo nos pontos e fica ainda mais incomodado em não poder tomar mamadeira e nem comer nada sólido. Mas aqui em casa sempre começamos a prepará-lo com um tempinho antes, por exemplo a última cirurgia dele foi dia 07/01/2015 e ele parou de tomar mamadeira no dia 01/01/2015 e começou a comer papinhas líquidas/pastosas finas nesse mesmo dia. Então pra gente está sendo um pouquinho mais fácil com a rotina dele. Eu e o Rodrigo adotamos também a mesma dieta do Raulzito. Aqui em casa não se encontra nada de comer a vista dele, está tudo guardado nos armários para evitar que desperte a vontade nele. (risos)

Em relação as cirurgias, elas são bem tranquilas. A cirurgia é realizada por sedação e anestesia geral, por isso é muito mas muito importante mesmo, que a criança esteja bem de saúde. A criança fica internada de um dia pro outro no hospital para acompanhamento do pós operatório. A cirurgia do palato durou duas horas e meia, pois ele precisou de colocar tubinho de ventilação nos dois ouvidos, o que também é muito comum em fissurados palatais. (Esse é um tema para um novo post.)

Para quem fica curioso em saber como ficam nossos bebês após as cirurgias, abaixo estão as fotos de: um dia antes, após a cirurgia ainda no ambulatório e uma semana depois após caírem os pontos, respectivamente:

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Abaixo as fotos as duas que estou de blusa verde foram tiradas após o procedimento da palatoplastia. As duas outras do Raul sozinho, um dia após a cirurgia.

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O pós operatório imediato, quando eles entregam seus bebês que acabaram de acordar da anestia é um pouco assustador, pois a criança fica chorando muito e ainda está confusa com tudo o que aconteceu. Afinal elas estavam bem, brincando e quando acordam, estão em um lugar estranho e com dor, imaginem!? Outra coisa que quero alertar é que nesse momento ao encontrarem seus bebês, eles vão estar sangrando muito, muito mesmo!!! Apesar de assustador é normal e o sangramento para no mesmo dia. Eu sabia que sangrava, mas até eu me assustei quando vi o Raul nessa segunda cirurgia. O porquê de tanto sangue é o seguinte: ao consertarem o palato (céu da boca), os médicos também refazem o assoalho do nariz (a parte debaixo do nariz) e esta parte é muito vascularizada, ou seja tem muitos vasinhos sanguíneos o que faz sangrar muito.

Mamães e papais de fissurados, não se assustem com o pós operatório. Apesar de assustador, é super tranquilo!!! Vocês vão me dar razão quando tudo passar. Passem tranquilidade para seus babys, eles precisam de vocês!!! Sejam fortes que tudo fica bem mais fácil!!!

Com amor,

Ana Maria.

Livro – “Crianças francesas dia a dia”

Boa Tarde!!!

A dica de hoje é do livro “Crianças francesas dia a dia” também da autora Pamela Druckerman e da editora Fontamar. Este livro nada mais é do que as dicas que ela escreveu no outro livro mais detalhadas. A autora ordenou em 100 dicas em 10 capítulos, funciona como um guia prático mesmo para educar os filhos.

Eu sou fã dessa criação e acho que é possível sim educar nossos pequenos do jeito que ela cita nos livros. Aqui em casa testamos e aprovamos com o nosso Raulzito. O livro é bem simples de ler e pode ser um livro de bolso ou bolsa, né mamães!? (risos). Tem uma leitura super agradável!!! No fim, ela ainda dá algumas receitas e um exemplo de um cardápio semanal feito nas creches Parisienses.

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Ziggy também leu o livro… mas tá longe de ser um Francês!!! =D