Dicas FnM – passeio em MG

Olá pessoal, ainda em clima de pós-carnaval!

Nosso feriado de Carnaval foi por aqui mesmo em Belo Horizonte mas não menos divertido do que se estivéssemos viajado. Procuramos fazer coisas “lights” com o nosso pequeno pois, só quem viaja com crianças sabe que é muito prazeroso mas também bem cansativo. Minha dica de hoje vai para um passeio muito legal que você pode fazer com toda a sua família e fica aqui pertinho de BH na cidade de Betim (56 km de BH). O lugar escolhido para passearmos com o nosso pequeno e com a nossa afilhada foi o alambique e parque ecológico Vale Verde.

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O Vale Verde é famoso por sua produção de cachaça aqui em Minas Gerais, mas eu não conhecia o seu parque ecológico. Para entrar você paga um valor de R$20,00 por pessoa, sendo que a entrada é gratuita para crianças até 6 anos. Existem várias atividades como pedalinho, escalada, water ball, tirolesa, cama elástica, passeio a cavalo e de charrete e mais um monte de coisas que as crianças podem se divertir. Porém, cada atividade pode lhe custar entre R$9 e R$12,00 reais a parte. Não fomos com o intuito de fazer essas atividades porque não eram adequadas para a idade dos nossos pequenos, fomos pelo lugar, que é uma delícia devido a suas enormes áreas gramadas, além dos inúmeros bichos com os quais você pode interagir. Lá tem criatório de aves exóticas, macacos, iguanas e algumas aves que você pode alimentar e segurar para tirar fotos. Raul amou cada segundo!

Para quem quiser almoçar eles possuem um restaurante de culinária mineira. O lugar e o clima do restaurante são bem agradáveis, assim como o atendimento. A comida é simples com uma variedade razoável e os doces têm um destaque especial, são ótimos! O buffet custa R$45 por pessoa, exceto bebidas. Além dessa opção existem algumas lanchonetes distribuídas pela fazenda com opção de porções de tira gostos, tropeiro, hambúrguer, salgados etc. É um passeio bem agradável para se fazer com crianças. Vá cedo para poder aproveitar mais o local e os bichos. Vale a pena o valor pago na entrada porque o lugar é muito bem cuidado, banheiros limpos, tudo muito organizado, e olha que estava bem cheio nessa segunda de carnaval.

Com amor,

Ana Maria.

Site do local: http://www.valeverde.com.br

Crise de ciúmes… o que fazer!?

Esse era um assunto já solicitado aqui no blog, porém eu nunca o havia presenciado e não tinha nem exemplos para dar. Confesso que a medida que minhas amigas foram tendo seus segundos filhos a queixa de ciúmes entre os pequenos estava se tornando frequente. A minha preocupação com o assunto está aumentando principalmente pelo fato do meu segundo filho provavelmente não vir de uma gestação, pois desta forma o Raul não terá a minha barriga crescendo para que ele a acompanhe e saiba a hora que o bebê irá chegar. De qualquer maneira, essa preparação terá que acontecer de alguma forma mas esse assunto eu abordarei num post futuro.

Bem, Raul pode ainda não ter irmãos mas há alguns dias esse tal de ciúmes apareceu por aqui. Minha irmã passou uns dias aqui conosco com o seu pequeno Samuel e vocês não imaginam o que Raul aprontou. Ele simplesmente fazia de tudo para chamar a minha atenção e de todos que ousassem dar mais atenção pro Samuca do que para ele. Meu coração partiu, principalmente por nunca ter vivenciado algo do tipo. Eu já havia lido, em alguns desses tantos livros que li sobre maternidade, algumas dicas de como controlar e reverter essas crises de ciúmes e que são muito comuns em crianças, porém fui pega de surpresa e não me lembrava delas… Quando o Raul fazia algo para chamar a atenção eu o pegava e tirava de perto do primo e explicava que ele não precisava de fazer isso etc. Manter a calma é extremamente difícil, principalmente quando você vê que a outra mãe está acompanhando tudo de perto. O interessante é que por mais que ele ficasse extremamente enciumado, ele acordava e dormia solicitando a presença do primo.  Foram cinco dias assim… nessa tensão! Claro que ele dava trégua, mas eu passei apertada sem saber o que fazer.

Após a volta da minha irmã com o seu pequeno para casa, reli alguns artigos sobre o assunto e vou passar as dicas que encontrei, caso vocês precisem utilizá-las um dia. Mas antes vai aí uma explicação, aliás um lembrete, pois é preciso saber que as crianças são imaturas tanto psicologicamente quanto neurologicamente e isso vai mudando com os anos. Alem disso, controlar os seus impulsos é uma missão quase que impossível para elas. Elas são egocêntricas e, na maioria dos casos, reagem agressivamente quando não sabem como lidar com seus sentimentos. As dicas que encontrei são mais baseadas para ciúmes entre irmãos mas com bom senso podemos fazer uma adaptação para a situação que estamos enfrentando..

  • Ter um intervalo de três anos entre os filhos é o que os psicólogos orientam, pois assim seu filho mais velho já terá “saído” do seu colo e já tem uma certa independência. Claro que essa dica muitas das vezes não é escolha nossa, então a quarta dica irá ajudar e muito.
  • Não demonstrar preferência por um filho. Claro que na vida sempre há uma pessoa que nos identifiquemos mais que outra, mas no caso dos filhos isso não pode ser evidente. O tratamento deve ser igual para todos.
  • Os pais devem ter tempo separados com cada um dos filhos.
  • Mantenha seu filho informado. Tente sempre informá-lo da situação que ele irá vivenciar, seja a chegada de um novo irmão, de um novo primo, que vai passar umas horas no parque com os amiguinhos, que na escola nova terá um monte de crianças diferentes que ele ainda não conhece etc. Mesmo que ele seja bem pequeno, ele irá entender. Faça-o se interessar pela situação nova, coloque-o para participar da escolha do enxoval do novo bebê, leve-o a exames de ultrassonografias para ver o bebê, estimule-o a conversar com a barriga, estimule-o a imaginar o que poderá fazer com o primo ou o amigo que passará uns dias ou horas com ele, o que eles poderão fazer juntos, as brincadeiras que poderão fazer, os programas de TV que poderão assistir…
  • No caso de nós pais, devemos sempre tomar o cuidado de NUNCA, eu disse NUNCA, transmitir a NOSSA responsabilidade para o filho mais velho. Filho não cria filho! Nosso filho não será responsável pelo mais novo, NUNCA! Isso também está incluso para os primos, amigos etc.
  • Como crianças são egocêntricas e não sabem ainda dividir, não a obrigue a dividir brinquedos caso ele não se sinta confortável. Você pode amenizar a situação perguntando e pedindo que ele escolha um outro que ele queira emprestar. E ressalte sempre que devemos ser solícitos com as outras pessoas.
  • Sempre converse com seu filho a respeito dos seus sentimentos, dizendo que o entende e o explique como pode contornar uma situação que ele não esteja confortável. Da mesma forma, elogie sempre que perceber que ele soube como lidar com a situação ou se ele teve um comportamento legal em uma determinada situação.
  • Comparar, NUNCA! Não devemos comparar ninguém com ninguém, muito menos crianças! Comparar estimula competições e causa frustrações. Não gostamos de ser comparados com ninguém, não é mesmo?!
  • Seja cortês e íntegro com seus filhos. Nada de falar de um pro outro e nem do marido ou da esposa pros filhos, heim! A confiança é tudo na vida e seus filhos os têm como as pessoas mais especiais e maravilhosas do mundo. Sejam o exemplo para eles! Façam que essa confiança esteja sempre presente!

 Com amor,

Ana Maria.

Bolo de frigideira de tapioca com coco

Bom dia!

Para começar seu dia super bem e saudável nessa véspera de feriado prolongado, hoje viemos com esta receita MARAVILHOSA! Super fácil de fazer e nem precisa de liquidificador, pode misturar tudo em uma vasilha com um garfo.

Ingredientes:

1 ovo

1 colher de açúcar (nós usamos o Demerara)

2 colheres de coco seco e ralado

1/3 xícara de tapioca

1/3 xícara de farinha de arroz

1/4 xícara de leite de coco (dê preferência ao light)

1/4 xícara de água

1 colher de óleo de coco

1/2 colher de fermento

Modo de preparo:

Bata o ovo com um garfo antes de misturar o restante dos ingredientes. Após bater, misture todos os ingredientes e vire em uma frigideira untada com óleo de coco e doure dos dois lados. E voilá!

Comer esse bolo com mel jogado por cima, não tem coisa melhor! Se você preferir (e eu ultimamente venho preferindo fazer dessa forma) essa mistura também pode ser feita no formato de panquecas. Ao invés de despejar tudo na frigideira, vá fazendo panqueca por panqueca. A massa fininha fica mais versátil!

Bom Carnaval para vocês!

Com amor e muita água na boca só de escrever a receita para vocês (risos),

Ana Maria.

 

A primeira escola, uma escolha importante.

Ainda estou me preparando para enfrentar a escolha da primeira escola para o Raulzito. A escola, nas fases iniciais, é sem dúvida para mim a fase mais importante de todas porque está ligada à formação da personalidade dos nossos filhos além de ter uma enorme parcela na construção do caráter da criança, por esse motivo idealizo uma escola perfeita em que só há profissionais qualificados e dispostos a dar o seu melhor no trabalho escolhido. Fiquei a minha gestação inteira idealizando essa escola, porém, venho observando que a escola que eu idealizo para o meu pequeno não existe, principalmente por parte da metodologia. Percebi que eu terei que me adaptar à escola e não o contrário. Até mesmo as escolas que eu pensava que se enquadrariam muito bem em nosso perfil, que têm como metodologia Waldorf ou a Montessori, não são como eu imaginava. As escolas acabaram pegando um pouco de cada metodologia de ensino e juntando todas de uma forma que fosse mais rentável para a comunidade que ela está inserida. Muitas delas até mesmo dizem que têm um serviço ou o oferecem, sendo que na verdade ainda estão pensando em oferecer… fiquei bem decepcionada!

Considero a escola idealizada por mim uma continuação da minha casa, ela deveria ter a mesma linha de “criação” que eu e Rodrigo temos com o Raul. Que ambas as partes tivessem um estreito laço de amizade e que pudéssemos ser abertos sempre ao diálogo, não um relacionamento de agendas e reuniões mensais, trimestrais ou anuais. Gostaria que meu filho fosse livre lá dentro, pudesse ter contato com terra, bichos, artes, claro que com a alfabetização também (óbvio!), mas que ela respeitasse o indivíduo e suas particularidades, sem neura, sem pressa, sem obrigação. Queria que priorizassem sempre o respeito e a colaboração com o próximo, pois isso é tudo para uma vida pacífica. Bom, tenho que cair na real e aceitar que a MINHA escola modelo não existe e priorizar o que eu acho mais importante para que eu escolha uma. Para isso resolvi elaborar uma lista de prioridades que acredito ser essenciais para uma escola e assim que esta lista ficar pronta eu coloco ela aqui para vocês. Uma forma de me ajudar a montar essa lista vai ser por meio de relatos de mães que assim como eu estão vivendo ou já viveram essa fase de escolher escolas para seus pequenos, quero saber o que elas julgaram ser essenciais para a decisão da escola. Ah, e em um novo post farei um resumão das metologias mais usadas nas escolas aqui no Brasil, para não ficarmos perdidos quando nos depararmos com as tais linhas tradicional, piagetiana, construtivista etc.

Com amor,

Ana Maria.

Panqueca de banana, aveia e linhaça

Olá, pessoal!

Hoje viemos com mais uma receita saudável e super fácil de fazer. Você vai usar somente um liquidificador e uma frigideira… Olha a praticidade! A receita é ótima para o lanche da manhã ou da tarde e com um cafezinho cai super bem!

Ingredientes: 

2 colheres de farelo de aveia;

1 colher de linhaça;

1 ovo;

1 banana;

Canela a gosto;

Água;

Açúcar demerara ou mascavo a gosto.

Modo de preparo:

Colocar todos os ingredientes no liquidificador com um pouquinho de água para ajudar a bater. Aquecer a frigideira untada com óleo (nós utilizamos o de coco) e colocar um pouco da massa para fazer os discos de panqueca. Doure dos dois lados.

O resultado é fantástico! Você pode comer com mel e chia, fica muito bom! Pode também colocar frutas de sua preferência ou queijo frescal.

Com amor,

Ana Maria.

 

Biscoito vegano de Banana e Aveia

Bom dia!

Essa receita quem passou para gente foi a minha irmã e também colunista nossa aqui no blog a Mariana Poças. Para quem ainda não leu nenhum post dela, ela é mamãe do Samuel que tem APLV (alergia a proteína do leite de vaca). Como estamos na onda da alimentação saudável aqui em casa, essa receita é ótima e fácil de fazer! E o mais importante, ela é  sem ovos, leite e glúten. Ah! Esses biscoitinhos são ótimos também para a introdução alimentar dos pequenos, porque são molinhos. Tomem nota aí:

Ingredientes:

2 bananas;

4 colheres de aveia, que pode ser da maneira que preferir em flocos ou em farelo.

Modo de prepararo:

Amassar as bananas com um garfo e acrescentar a aveia. Colocar para assar em uma assadeira untada com óleo de coco e aveia, por 30 minutos em forno médio. O importante é deixar os biscoitos com a espessura de um dedo. Pode fazer o formato do biscoito utilizando uma colher ou se preferir espalhar na forma e depois cortar com a faca. Quando estiverem sequinhos por fora mas quando você apertar estão fofinhos por dentro é hora de tirar do forno.

A receita básica é essa. Vocês podem acrescentar passas, castanhas, canela em pó, o que quiserem que dá super certo. O meu marido quando faz acrescenta algumas gotinhas de baunilha e fica muito bom também.

Com amor,

Ana Maria.

 

Buscando o equilíbrio

Olá pessoal!

Passei dos trinta (anos) este mês passado e com isso surgiu uma preocupação que eu tive poucas vezes durante esses trinta anos de vida e dessa vez ela veio de uma forma tão avassaladora que me fez mudar meus hábitos há algumas semanas atrás. A minha preocupação  começou com meu  corpo, afinal já haviam se passados dois anos e 4 meses após a minha cesárea e a minha barriga continuava flácida, e o pior, eu não fazia nada para mudar isso. Continuava tendo os mesmos hábitos, a mesma vida “sedentária” que eu tinha aos meus 15 anos, porém hoje com agravantes, a genética e a idade já não me ajudam mais… E junto com os agravantes vieram a preocupação do exemplo de vida que eu estava dando para o meu pequeno.

Não sou gorda, peso 48 quilos e tenho 1 metro e 56 centímetros de altura. Não estou acima do peso, porém com a vida que eu levava eu não conservaria esse peso por muito tempo. Além da flacidez que a gravidez me deixou, a idade também está contribuindo bastante com dores nas costas e joelhos e se eu não correr atrás… aff… Sou uma pessoa que ama fast food e adora um doce. Por mais que eu não oferecesse ao Raul todas às vezes que eu ingeria, ele está crescendo e tem vontade própria, já não é mais uma extensão do meu corpo e logo não poderei mais controlar a alimentação dele. Como se essa minha paixão furiosa por doces e gordurosas não bastasse, eu não estava praticando exercícios físicos. E pior, nós acabamos de matricular o Raul em uma escola de artes marciais… Eu parei e pensei: “Como é que eu vou falar para ele que devemos praticar exercícios físicos para o bem da nossa saúde se ele nunca me vê fazendo?!” Isso estava me atormentando tanto que resolvi que quando eu retornasse para nossa casa após as férias de fim de ano, minha vida seria diferente.

Essa minha mudança, além da busca de uma melhor forma e condicionamento físico, tem a ver com o que quero ensinar para o Raul, com o exemplo que eu quero ser para ele. Quero que ele tenha uma mãe mais equilibrada, mais saudável, mais ativa e mais MAGRA (#projetomamãesarada)…. risos. Quero ser exemplo para ele em tudo o que tiver ao meu alcance. Quero envelhecer com saúde para estar presente em todas as fases do meu pequeno e viver por longos e longos anos ao seu lado, guiando o da melhor maneira, esse é o meu principal objetivo. Acho que um dos aspectos de ser mãe é isso, a maternidade me fez pensar assim… querer que seu filho se espelhe em você, nas coisas boas é claro! Para começar com a mudança de vida, comecei com a mudança de hábitos. Fazer atividades físicas todos os dias pela manhã por pelo menos 10 minutos, tem sido sagrado desde algumas semanas atrás e a nossa alimentação mudou por completo. Claro que sem muita neura, Raul é criança e lógico que o deixo comer doces quando sente vontade, mas sempre ressalto que não faz bem comer muito e vejo a quantidade que acho ideal para ele. A nossa alimentação está sendo sem gorduras,  sem glúten, sem lactose e sem muito açúcar. Com essa mudança para uma alimentação saudável, o meu marido (Master Chef particular.. risos) está sempre em busca de pratos mais gostosos para tornar as nossas refeições mais prazerosas e inovar sempre para não cair na mesmice. De vez em quando vou postar umas receitas aqui para vocês se inspirarem, ok?! Além de inspirar vocês a fazerem o mesmo: levar uma vida mais saudável, essas receitas também ajudarão aos pais de pequenos alérgicos.

Com amor e muita vibração saudável,

Ana Maria.

 

As cores e as sensações

Bom dia!

Que as cores exercem uma forte influência nos aspectos físico, mental e emocional das pessoas não é novidade para ninguém, né?! Já repararam que hospital é quase sempre verde e que restaurantes tem em sua maioria a cor laranja e vermelho?! Claro que cada um de nós responde às cores de uma forma diferente e alguns sentimentos tendem a ser gerados por certas tonalidades, mas há estudos que explicam o que cada cor pode transmitir de sensações para o nosso cérebro.

Um grande exemplo, além dos acima, é a gastronomia. A gastronomia utiliza muito as cores, pois elas também são responsáveis por estimular as sensações do paladar enviando informações de sabores ao cérebro. Por exemplo, ao olharmos as balas amarelas e verdes já imaginamos que são azedinhas e já as rosas e vermelhas as mais doces. É ou não, muito bom esse universo de cores?! Eu gosto muito de cores e sempre fico antenada aqui em casa com o Raul e também nas terapias que realizo com meus pacientes. Quando dou lápis ou tintas para meus pacientes utilizarem presto bastante atenção nas cores que eles utilizam, principalmente os meus pacientes crianças. As crianças têm uma grande dificuldade em se expressar e acabam mostrando o que querem dizer utilizando seu modo de desenhar, escrever, brincar e pintar. Sempre procuro observar as cores que estão vestindo, as cores que pegam para colorir e desenhar e até as cores dos brinquedos que pegam para brincar.

Achei interessante trazer aqui para vocês os significados das cores, para que vocês saibam os significados de cada uma e possam utilizá-las a seu favor, seja para harmonizar melhor a sua casa, o seu trabalho ou o quarto do seu filho que às vezes não está dormindo direito, está agitado demais, não está comendo adequadamente etc. Na internet você poderá encontrar inúmeros estudos sobre o assunto, vale a pena conferir. Vou listar resumidamente as sensações que as cores podem transmitir para o ambiente e para as pessoas. Vamos lá!

Branco: paz, isolamento, pureza, calma, inocência, dignidade, limpeza.

Cinza: tristeza, angústia, desânimo, tédio, decadência, passado, pena, sabedoria.

Preto: nobreza, distinção, elegância, luto, sofrimento, angústia.

Verde: alegria, vida, harmonia, equilíbrio, frescor, calma, alivia o estresse.

Lilás ou violeta: mistério, intuição, tem poder de acalmar e confortar.

Laranja: estabilidade, otimismo, entusiasmo e bom astral.

Vermelho: força, virilidade, dinamismo e agitação.

Azul: calma, maturidade, sensação de limpeza e frescor.

Amarelo: alegria e criatividade.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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Pesquise mais:

https://retargeting.biz/blog/how-do-colors-affect-purchasing-decisions/

http://creativeturks.org/2012/02/11/hello-world/

Da série mamãe fonoaudióloga: Pote da calma

Bom dia!

Mais um facilitador vindo do Método Montessoriano (o método o qual sou fascinada), o Pote da Calma. Hãm?! Como assim Pote da Calma, Ana?! Bem, aposto que muitos aqui já ouviram falar ou leram alguma chamada nas mídias sociais sobre o assunto. Queria deixar bem claro que isso é beeeem antigo… E é claro que eu não iria deixar de dar a minha explicação aqui no blog sobre o assunto, já que se tornou “moda”. =D

Pois bem, o termo vem do inglês Calming Jar que chegou aqui e já foi abrasileirado como o Pote da Calma. O Calming Jar, ou Pote da Calma, nada mais é do que um pote com água brilhante, que quando seu pequeno está tendo uma crise de briga ou de choro, você apresenta a ele o tal pote com o intuito de acalmar a “fera”. O efeito do brilho chama a atenção do pequeno trazendo-o de volta para o momento do agora. A explicação no Método Montessori é que o objeto ajuda a criança a ficar tranquila para conseguir escutar o que os pais ou os professores têm a dizer, sendo utilizado em momentos nos quais a criança precisa de alguns minutos para se acalmar e transmitir os seus sentimentos para as outras pessoas. Mas há também uma explicação neurológica: enquanto a criança segura o pote e observa a queda do brilho, ela consegue organizar e centralizar o sistema nervoso, como seus batimentos cardíacos aceleram quando há respiração rápida no momento da crise, a queda lenta do glitter/brilho é capaz de proporcionar um modelo visual para que inconscientemente esses sejam desacelerados. Mas eu, ainda o vejo como um estimulador da parte sensório motora, principalmente a visual. Dessa forma, podemos abusar da nossa criatividade para trabalhar as cores, os tamanhos e etc. Para fazê-lo basta usarmos potes de tamanhos e formas diferentes.

Vamos ao passo a passo para fazer o seu facilitador em casa e tentar trazer a calmaria para seus pequenos nos momentos de estresse. Vamos precisar de:

* 1 pote de vidro com tampa; (Eu sugiro utilizar um pote de plástico para evitar acidentes. Eu e Raul fizemos com um de plástico, desses de maionese. Super sustentável!);

* 2 colheres de sopa de cola glitter; (Cada vidrinho de cola glitter me saiu por R$2,00)

* 3 colheres de chá de purpurina. (Um saquinho com 100 g custou 4,00 reais)

* Corante de alimentos. A quantidade é até você conseguir a cor que deseja. (O corante custou R$ 4,50 o potinho)

* Água quente – a quantidade de água vai variar de acordo com o tamanho do pote que você escolheu. O importante é que você deve deixar um espaço vazio na parte superior do vidro, para poder agitar o líquido.

* Fita adesiva para selar a tampa do vidro.

Para fazer, você deverá colocar no vidro a água quente e a cola glitter, mexendo bem até que o glitter da cola se misture com a água. Adicione a purpurina e misture novamente. Coloque algumas gotas de corante alimentício e feche bem a tampa do pote. E pronto! Seu lindo pote colorido e brilhante está pronto para ajudar!

Eu e Raul fizemos o nosso Pote da Calma. Eu optei pela cor azul, pelo fato desta cor proporcionar tranquilidade aos ânimos e acalmar a minha “ferinha” aqui.

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Com amor,

Ana Maria.

PS.: Disponibilizamos um vídeo no nosso Instagram para se ter uma noção melhor de como ele funciona. 😊 AH! Cuidado com a quantidade de corante, se ficar muito escuro o glitter não aparece direito.

Não rotule seu filho

Bom dia!

Esses dias fiquei pensando em como temos o costume de rotular as pessoas, principalmente as crianças. Vejo muito os próprios pais denominando o filho de: “bagunceiro”, “preguiçoso”, “quietinho”, “chato”, “fissurado”, “agitado”, “deficiente”, “especial”, “bobo”, “esperto”, “adotado”… E sempre que escuto isso fico bastante incomodada, pois a personalidade da criança também é formada por características que lhe são atribuídas pelos pais ou pessoas em quem elas confiam. Ou seja, essas palavras acabam sofrendo influência indiretamente na formação de sua personalidade.

Rotulamos as pessoas muitas das vezes sem pensar, eu sei… Até mesmo nas frases: “Ih, puxou o pai na teimosia!” ou “Ih, já vi tudo! É igual a mãe, ‘bicho do mato’, né!?”. Aposto que vocês já escutaram isso muito por aí, não é mesmo!? Na escola isso também acontece, seja pelos próprios professores ou pelos colegas de classe, e esses rótulos, segundo estudos, interferem no rendimento escolar e no psicológico da criança. Outro exemplo que vivo bem de perto é o do caso do meu Raulzito, que nasceu com fissura labiopalatina. Eu nunca mais o denominei de fissurado após a cirurgia. Eu entendo que não tenho mais o porquê de chamá-lo de fissurado, uma vez que a correção já foi feita. Acredito que se eu sempre o lembrar disso ele acabará se diferenciando das outras pessoas e isso pode não ser muito bom. Sentir-se diferente do restante dos indivíduos não é tão bem aceito pela maioria das pessoas. Por esse motivo vivemos em meio ao preconceito que está espalhado por esse mundo afora. Já na sua personalidade, também me policio bastante nas rotulações. Evito chamá-lo de “bagunceiro”, “arteiro” etc., pois, enfatizando esses adjetivos aumento a “importância” naquele aspecto e acredito que pode sim interferir na sua autoestima e na solidificação de sua identidade e personalidade.

Da mesma forma que não faço com meu filho não faço com nenhum dos meus pacientes ou pessoas que conheço, podendo ser deficiente, “especial”, surdo, autista, agitado, tímido… Somos todos iguais! Não chamo uma criança deficiente de especial. TODAS as crianças são especiais! Todo ser humano é especial. Não costumo rotular uma criança que tenha alguma síndrome de especial ou que precise de uma cadeira de rodas para se locomover de deficiente. A pessoa que já vive com o “problema” às vezes pode até não sentir o que você fala, mas as pessoas que convivem com ela podem sentir e podem não aceitar bem… Rotular é sempre muito ruim! Até mesmo usando de boa fé!

Com muito amor,

Ana Maria.

PS.: Dicionário Mineirês (risos): Bicho do Mato = pessoa tímida.

Leia mais sobre o assunto:

Clique para acessar o professores_que_rotulam.pdf

http://www.vilamulher.com.br/familia/filhos/cuidado-na-hora-de-rotular-os-filhos-679533.html

https://temasempsicologia.wordpress.com/2011/12/27/rotular-alguem-e-limitar-as-suas-capacidades/