Nosso colunista Chef

Nosso novo colunista é nada mais nada menos do que o pai do Raul. =)

Rodrigo Patricio além de pai, é meu marido, químico e gastrônomo. Ele além de nos dar várias dicas de gastronomia aqui no Blog para os nossos pequenos e para facilitar a nossa vida na cozinha, nos dará também dicas e relatos da paternidade.

Espero que vocês estejam eufóricas assim como eu, com estas novas parcerias que só entram para somar no nosso dia a dia.

Não percam o post ainda essa semana!!!

Com amor,

Ana Maria.

Ps: Vocês podem acompanhar o Rodrigo no Instagram – @rodrigopdsz

 

BLW (Baby Led Weaning)… Hein!?

Bom dia, pessoal!!!

Já ouviram falar do BLW ou Baby Led Weaning?! Em português podemos usar como o “desmame que o bebê lidera”. Pois bem, eu não tinha conhecimento até o Raul ter uns oito meses mais ou menos. Ca entre nós… é tanta coisa nova nesse universo da maternidade, não é mesmo?! Mas, nada mais é do que um método que acredito que algumas mamães e papais já fazem e nem se dão conta de que tem esse nome… risos…

O método propõe que os bebês, que têm seis meses ou mais, se alimentem sozinhos, com as próprias mãos e no seu próprio ritmo. Criado pela consultora em saúde inglesa, Gill Rapley, as papinhas batidas no liquidificador ou amassadas são substituídos por frutas e legumes cortados em tiras. Todo alimento é dado na sua forma original, claro que o brócolis por exemplo deverá ser cozido, assim como a batata e etc.. mas nada misturado, amassado ou triturado.

Li várias reportagens para ficar por dentro do assunto e escrever este post para vocês, e segundo alguns adeptos desse método, os bebês desenvolvem autonomia do seu próprio corpo e autonomia também em escolher o que vai comer. Além disso, eu vejo mais quatro fatores importantíssimos e muito estimulados nesse método: a mastigação, a deglutição, a coordenação motora e a parte sensorial. Esse último fator, devido as texturas dos alimentos serem bem diferentes uma das outras.

Para utilizar o BLW é preciso que o bebê esteja bem sentado e que ele também já esteja dando conta de se sentar sozinho, viu pessoal!? É interessante começar aos seis meses, pois com essa idade o bebê já tem um controle motor mais desenvolvido. Também encontrei algumas observações:

– Não se deve dar castanhas e frutas com sementes grandes (cerejas e azeitonas, por exemplo);

– Durante as refeições SEMPRE deverá ter algum adulto por perto supervisionando;

– Os alimentos devem ser introduzidos aos poucos e cortados em palitinhos;

– Como em qualquer método que você for usar para a introdução da alimentação do seu bebê, deve-se sempre ter cuidado com os alimentos alergênicos (como amendoim, trigo, kiwi, etc) e também com pedaços muito pequenos, para evitar que a criança engasgue e/ou aspire a comida;

– Outra dica que eu dou é, converse antes com o pediatra do seu filho e faça a introdução dos alimentos de forma gradual, veja a sugestão dos alimentos que ele lhe dará.

Eu não usei a técnica ao pé da letra como já é muito utilizada por muitas famílias que tenho visto. Eu usava em algumas refeições, mas sempre dei autonomia pro Raul comer o que quiser e como quiser. Ele sempre tem a mesa o seu garfo ou a sua colher, mas usa se quiser. Resumindo… ele faz uma lambança geral aqui na mesa e no corpo dele todo. Porque come com a mão e depois passa a mão no rosto, no olho, no cabelo… risos… O que consegui utilizando em parte esta técnica foi sem dúvida a independência do Raul. Hoje ele abre a geladeira ou pega na fruteira o que quer comer, sozinho. Eu já deixo sempre higienizado tudo o que chega do sacolão, justamente para ele poder pegar e comer o que quiser, sem precisar me pedir.

Promover estímulos para a criança é sempre muito bom!!! Se quiserem saber mais sobre esse método, que já é muito usado nos EUA e na Europa, olhem na internet. Nela tem muitos vídeos explicando e muitas reportagens a respeito. Tenho um artigo em pdf, mas está em inglês… Quem tiver interesse pode me pedir por e-mail, ok?!

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Fontes:

http://www.babyledweaning.com/

http://www.rapleyweaning.com/

http://blwsemmisterio.com.br/

http://bebe.abril.com.br/materia/baby-led-weaning-uma-nova-forma-de-introduzir-os-solidos

http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2013/12/entenda-o-que-e-e-como-funciona-o-baby-led-weaning-4349722.html

APLV – Você não está sozinho

Oi gente! Tudo bem? Venho escrever um pouco da minha experiência com a APLV, que apareceu na minha vida sem muita cerimônia. Espero que possa ajudar e encorajar muitas famílias que sofrem com o mesmo probleminha chato.

Vamos lá… A APLV é uma sigla que significa Alergia à Proteína do Leite de Vaca, ou para os médicos, Hipersensibilidade à Proteína do Leite de Vaca. Ela acontece porque o organismo reconhece a proteína do leite como algo estranho e então produz uma resposta imunológica exagerada para combatê-lo. A APLV é a alergia alimentar mais comum em bebês e crianças, e por incrível que pareça, muitos nunca ouviram falar ou confundem com intolerância à Lactose. Inicia-se normalmente nos primeiros meses de vida, porém na maioria dos casos regride até os 3 anos de idade. Muitos médicos também nem sabem lidar direito com o problema devido à dificuldade no diagnóstico, pois não existem exames que detectam com 100% de confiabilidade a alergia. A causa ainda é um pouco controversa, pode ser de origem genética ou por exposição precoce às fórmulas industrializadas.

Existem dois tipos de alergia, o primeiro deles e o que costuma ser mais grave é o mediado por anticorpos IgE, que se manifesta imediatamente ou até 2 horas após o contato com o alérgeno. Os sintomas desse tipo normalmente são de pele, como: lesões vermelhas, coceiras, irritação na mucosa do nariz, inchaço no olhos e lábios, ou até os casos mais graves, como anafilaxia. O segundo tipo é o não mediado por IgE, que é chamado de tardio. Nele ocorre a manifestação dos sintomas horas ou até dias depois (normalmente até 3 dias). Os sintomas desse tipo são mais relacionados com o sistema gastrointestinal, como: sangue ou muco nas fezes, doença do refluxo gastroesofágico, diarréia, entre outros. (Há crianças que podem ter os dois tipos ao mesmo tempo.)

O tratamento para a APLV é totalmente nutricional, ou seja, é através da exclusão total do leite e seus derivados da dieta da criança, ou no caso daquelas que são amamentadas ainda, da dieta da mãe. Sim, a proteína do leite pode passar para o bebê através do leite materno!! Esse foi o meu caso! As crianças que já tomam fórmula precisam trocar para fórmulas especialmente desenvolvidas para alérgicos. Existem algumas no mercado como a Pregomin pepti, Neocate, PurAmino, entre outras. Vamos então para a minha história com meu bebê.

O Samuel teve contato com a fórmula industrializada muito cedo, já no primeiro dia de vida, o que ao meu ver foi sem necessidade. Os médicos deram o complemento pra ele devido a uma hipoglicemia, problema que foi desencadeado por uma diabetes gestacional dentre outras complicações que tive na gravidez. Após a chegada dele em casa, foi aleitamento materno exclusivo, o que segue até hoje, graças a Deus.

Ele sempre foi um bebê que chorava além do normal, chorava durante e após as mamadas, que, aliás, a amamentação pra mim se tornou um desafio, (tema para um próximo post), até pra fazer cocô ele chorava…. nossa, era um sufoco! O pediatra no início falava que era apenas cólica, depois foi diagnosticado como refluxo oculto, pois nem golfar ele golfava! Até aparecer o primeiro sangue nas fezes…. Saiu um pouquinho só de sangue vivo, tirei foto no dia para mostrar pro médico. Fiquei bastante preocupada no momento, mas como estava perto da ida ao pediatra e ele não tinha febre nem outro sintoma mais preocupante, resolvi esperar e fui pesquisar. Gente, todos os sintomas da APLV o Samuca tinha: muco e sangue nas fezes, choro pra fazer cocô, muitos gases, refluxo, problemas com o sono e etc. Com o tempo comecei a reparar que quando tomava leite ou comia queijo a situação piorava. Foi então que resolvi evitar o leite e seus derivados, porém mal sabia eu que isso não era o suficiente. Existem os tais traços, as alergias cruzadas… Aff… Mostrei ao pediatra dele a foto do cocô e ele disse pra eu não preocupar porque no geral ele estava bem e ganhando peso suficiente. Só que o problema foi só aumentando, os choros continuavam terríveis, mesmo com o remédio para refluxo. Foi então que voltou a sair sangue nas fezes dele depois de algumas semanas e a quantidade foi bem maior e por dois dias seguidos. Foi então que resolvi procurar um gastropediatra, por indicação de uma amiga da minha irmã que o bebê dela também tinha APLV.

Fui ao gastro e foi confirmada minha suspeita. Ele não pediu nenhum exame, o quadro do Samuel era tão específico que ele nem precisou de exames laboratoriais para dar o diagnóstico. Ele me orientou a fazer a dieta de exclusão total do leite e derivados, bem como da soja…. isso mesmo, a maioria dos bebês com a alergia ao leite de vaca tem à proteína da soja também, isso acontece porque a composição dessas proteínas é parecida, assim ocorre uma reação cruzada com a soja, o que pode ocorrer também com a proteína do ovo. Enfim começou a minha luta, fiquei quase uma semana comendo pão sírio com azeite, só no almoço e janta eu comia direito: arroz, feijão, legumes, salada e alguma carne. Emagreci, fiquei fraca, mas como sabia que o leite materno ainda era o melhor pra ele fui firme e aos poucos fui me adaptando. Tive que trocar as panelas e vasilhas de plástico da minha casa, fazer meu pão em casa e não comer mais fora, inclusive na casa de parentes. Isso tudo para evitar ingerir traços de leite e soja. Passei também a olhar os rótulos dos produtos detalhadamente e a ligar para os SACs das empresas. Após isso o meu filho teve uma melhora incrível, parou praticamente de chorar, estava mamando melhor e bem mais tranquilo pra dormir.

Hoje o Samuel está com 4 meses, ainda tem alguns episódios de sangue nas fezes e normalmente, é por algum escape alimentar meu, sempre fico me sentindo culpada… Estou procurando melhorar e descobrir o que eu ingeri que pode ainda estar fazendo mal a ele. Três semanas depois tive que tirar o ovo também, por orientação do Gastro. Seguimos observando a reação dele, já estamos completando 5 semanas de dieta e pretendo seguir assim até o sexto mês (em outro post falo sobre isso).

Gostaria de contar muito mais detalhes sobre a nossa experiência, porém o post ficaria enorme, se alguém tiver mais dúvidas pode entrar em contato comigo aqui nos comentários do blog ou pelo meu instagram: @marianapocasabreu que ficarei feliz em poder ajudar. No mais, para escrever sobre o assunto me baseei em tudo que li na internet e em artigos científicos sobre APLV. Segue o link de dois sites incríveis sobre APLV e outras alergias alimentares que tem informações mais detalhadas, links de receitas deliciosas sem leite e outros alérgenos, vale à pena acessar. Esse é um dos sites mais completos sobre o assunto: http://www.alergiaaoleitedevaca.com.br/

Esse é o site do médico que acompanha o Samuca, quem é de BH super indico!: http://alergiaaleite.com.br/

Pessoal, o segredo para o tratamento da APLV é informação e acima de tudo paciência, pois os sintomas podem demorar até 4 semanas, em média, para desaparecer completamente após o início da dieta. Então desejo às mães e pais que estão passando por isso muita paciência e determinação!

Um abraço a todos.

Mariana Poças Abreu

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Novidade no Fissurada na Maternidade

Bom dia, pessoal!!!

Teremos uma novidade no blog a partir desta semana. A nossa primeira colunista está chegando com seus conhecimentos e suas experiências sobre a maternidade.

O nome dela é Mariana Abreu, a mamãe do Samuel de 04 meses. Ela é minha sócia no Fissurada na Maternidade, minha irmã e madrinha do Raul. Formada em Fisioterapia, já foi professora de Pilates, de Dança e agora seguindo seu coração estuda Design de Modas. Ela contará suas experiências da gravidez e como mãe, além de nos dar muitas dicas do desenvolvimento motor dos nossos babys e de moda.

O que acham?! Não será genial?!

Esperamos por vocês!!!

Com amor,

Ana Maria.

Testes auditivos – Imitanciometria

Bom dia!

Mais um exame para a série de testes auditivos e hoje falaremos sobre a Imitanciometria.

Esse teste inclui três etapas: a timpanometria, a compliância e a medida dos reflexos acústicos. O objetivo deles é avaliar as condições da orelha média, detectando se há ou não indícios de secreção, avaliar se há disfunção da tuba auditiva e avaliar também a mobilidade do tímpano e do sistema tímpano-ossicular, que é formado pelos menores ossos que nós temos no corpo humano, o martelo, a bigorna e o estribo.

É um teste objetivo, indolor e muito rápido de fazer. Para a realização é utilizado um equipamento chamado Impedanciômetro. É colocado uma pequena sonda na orelha do paciente que pretende ser testada e essa sonda contém um sistema que injeta e remove pressão dentro da orelha , com isso o impedanciômetro irá verificar o grau de deslocamento do sistema tímpano-ossicular em resposta à variação dessa pressão.

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Impedanciômetro mais moderno e portátil
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Impedanciômetro mais antigo onde além da sonda, também se coloca um fone na orelha contrária a testada

A Imitanciometria é  muito usada para identificar otites serosas crônicas e também para identificar os tipos de perda auditiva, se é condutiva (quando o problema é na orelha externa ou média, ou seja, há algum problema que está impedindo que o som seja conduzido até a cóclea)  ou neurossensorial (quando o problema é na orelha interna, na cóclea ou no nervo auditivo).

Em fissurados é muito comum ter o resultado desse exame como Curva tipo B, que significa presença de líquido na orelha ou Curva Tipo C, sugerindo disfunção da tuba auditiva. Isso se dá pelo fato da tuba auditiva de fissurados estar inserida em local errado, onde o aparelho não consegue fazer a pressão dentro da orelha por falta de vedação.

Em um novo post explicarei melhor os tipos de perdas auditivas, ok!?

Com amor,

Ana Maria.

CRFa 6-7185

Obs.: Quando eu uso o termo fissurados, me refiro antes das cirurgias. ☺

Da série mamãe fonoaudióloga: Estimulação da linguagem

Ainda na barriga já conversamos com nossos bebês, damos carinho, colocamos a barriga para escutar músicas… é ou não é assim!? Quando nasce, começamos a conversar, cantar para dormir ou até mesmo conversar como se fossemos um bebê também (mas, isso só vale se for falando as palavras corretamente… Viu!?).

Os bebês por sua vez, respondem aos nossos estímulos através de um sorriso ou de um choro e estes sempre têm diferenças na entonação. Um choro para avisar a fome, um para avisar que está molhado, outro para mostrar que está estimulado demais e outro para avisar que o sono já vem. E assim os dias vão passando e logo logo estamos em sintonia e nos comunicando perfeitamente. Estou certa?! Antes mesmo dos nossos bebês nascerem já estamos nos comunicando com eles.

A linguagem é adquirida com o nosso dia a dia. E para nos comunicarmos não precisamos somente da boca e seus músculos, envolvemos também outros músculos do nosso corpo e principalmente o cérebro. Os diversos estímulos (táteis, visuais, auditivos ou olfativos) que sujeitamos nossas crianças, atuam de forma decisiva no desenvolvimento da linguagem. Ou seja, a forma como conversamos com elas, o cheiro ou a textura de uma flor ou o sabor de uma fruta, fazem parte da aquisição da linguagem das crianças. Em outras palavras, a comunicação não esta limitada somente a fala, ela envolve todo o meio em que a criança esta inserida.

E como podemos ajudar nesse processo de aquisição de linguagem!? Simples, conversando muito, mais muito mesmo com seu filho. Desde bem pequeno, converse frente a frente com a criança; fale mesmo que você ache que ela ainda não entenda e pareça que você está em um monólogo (risos), conte o que está fazendo e o que está acontecendo em sua volta; narre o que vocês estão fazendo como: “é hora de trocar a fralda”, “vou levantar as suas pernas para colocar uma fralda limpa”, “e agora, está se sentindo melhor?!”,  ou “tá na hora do banho”, “agora vou lavar os seus braços”; chame-a pelo nome, dê nome aos objetos que estão por perto de vocês; incentive-a a imitar os sons dos animais, dos meios de transporte, da porta ao fechar, da panela de pressão, do telefone, etc; ensine a mandar beijos, dar tchau, fazer sinal de jóia, balançar a cabeça fazendo que sim ou que não; dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos; repita as palavras que ela falar errado do jeito certo de falar, mas faça isso de forma suave, não demonstrando que está errado o jeito dela pronunciar; brinque mais brinque muito com seu filho, a criança aprende brincando e seguindo exemplos, por isso seja o exemplo dela.

Com amor,

Ana  Maria Poças

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DIY – Cama do Raulzito

Bom dia!!!

Hoje será o nosso primeiro DIY (Do It Yourself ou Faça Você Mesmo) e será sobre a cama baixinha que o papai e o padrinho do Raul fizeram.

Esta cama foi planejada após o episódio do Raul ter caído do berço ao escalá-lo aos nove meses recém completados. Ele ficava em pé balançando na grade do berço, ia de um lado para o outro mas, nunca pensei que ele fosse escalá-lo com essa idade. Mas subestimei meu filho e como as crianças nos surpreendem sempre, foi o que aconteceu. Foi coisa de segundos… eu estava ao lado dele, separando as roupas que ficava na cômoda ao lado do berço, pois estava na hora do banho e quando olhei para o lado ele já estava de cabeça para baixo, já caindo. Consegui segurá-lo pelos pés mas mesmo assim bateu a cabeça no chão. Graças a Deus não foi nada de mais, só mesmo um belo galo na cabeça e serviu para ligar o alerta da mamãe aqui avisando que o berço já não era mais seguro para ele.

Um belo sábado, os Rodrigo´s* daqui de casa sentaram e fizeram o projeto da cama. Eu como sou adepta do método Montessoriano (Nesta hora bateu um arrependimento de ter comprado o berço… juro que no segundo filho, esse item não existirá no quarto… risos…) queria algo que pudesse dar ao Raul uma certa independência. Desta forma, a minha única exigência era que a cama fosse bem baixinha. Então vai ai pra vocês o projeto executado. Começaremos pelo material utilizado:

– 1 Placa de MDF branco

– Parafusos de 5 mm

– Ripas de madeira para o estrado de 0,3 cm X 0,1 cm

– Ripas para segurar o estrado da cama de 0,2 cm X 0,2 cm

– Fita adesiva para acabamento na cor branca

– Quatro rodinhas (opcional)

– 8 braçadeiras de 0,5 cm

Quando eles compraram a placa, já pediram que a cortassem nas medidas que iriam precisar, facilitando assim a execução do projeto, e o preço também não mudaria tanto. Então foram assim os cortes:

– Dois cortes de 1,35cm X 0,30cm que seriam as laterais

– Um de 0,75cm x 0,15cm que seria o pé da cama

– Um de 0,75cm x 0,30cm que seria a cabeceira

Ao chegar em casa, os Rodrigo´s só precisaram de fazer o corte onde seria a parte mais alta da lateral da cama, que serve como proteção para que a criança não role da cama.

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O próximo passo, foi fixada uma ripa de 1,20 cm X 0,2 cm nas duas partes iguais que seriam as laterais da cama, para apoiar o estrado da cama e impedir que ele caia.

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Após fixado as ripas, foi a hora do acabamento da parte de cima da cama. O MDF só tem a cor branca na parte de cima e na de baixo, como fica na cor de madeira é interessante colar a fita de acabamento com cola de contato para que o acabamento fique bacana.

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Passa-se cola de contato nas madeiras e na fita. Aguarde um pouco e é só colar para dar o acabamento.

Agora é só juntar as partes da cama. Para fixar as quatro partes foram usadas oito braçadeiras nas quinas da cama. Foi usada a cor branca para que esteticamente ficasse mais bonitinha. As braçadeiras também evitam que a cama fique balançando,com aquele barulhinho chato de rangido.

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Para fazer o estrado eles compraram três ripas de madeira e cortaram em  15 pedaços de  71 cm. E pregaram em duas ripas que ficaram por baixo, para dar sustentação às ripas que ficaram na vertical. A distância entre as ripas foram de 7 cm.

Pronto, agora é só colocar as quarto rodinhas, o estrado e o colchão. O colchão é o mesmo que eu usava no berço padrão americano.

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Resultado final. Não ficou um arraso!? =D

Ah, já ia me esquecendo… o preço total do projeto ficou em mais ou menos R$ 200,00.

Beijos.

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*Rodrigo´s porque o papai e o padrinho do Raul chamam Rodrigo… risos… Coincidência, né?! Eu e minha irmã temos maridos com o mesmo nome, que por sinal são amigos desde infância!!!

Sobrevivemos aos 30 dias 😅

Bom dia, pessoal!!!

Ontem fomos à consulta de retorno com cirurgião plástico do Raul após 30 dias da cirurgia. Raul está ótimo e já pode voltar a comer comida “normal”. A única observação que ele nos deu foi ir voltando com as consistências das comidas aos poucos, do líquido/pastoso fino para pastoso grosso, depois com pedacinhos e após isso, o alimento normal. Tomando cuidado somente com os alimentos muito duros, pois podem forçar demais o palato (céu da boca) que ainda está recém operado.

Bom, ao chegar em casa fizemos almoço e vocês precisam ver a alegria da criança ao comer arroz… risos… Meu Deus, muito bom ver que valeu a pena após estes 30 dias!!! Sobrevivemos a duas festas de aniversários!!! Os aniversariantes (o bisavô e a prima do Raul) também se sensibilizaram e aderiram a dieta, além de esconderem os salgadinhos da própria festa…risos… É ou não é muito amor!? E quando iam cantar parabéns lá estavam os potinhos de iogurte que ele podia tomar na mesa, ao lado bolo, para ele não ficar muito triste. Todos da nossa família e os nossos amigos aderiram a nossa “onda momentânea” e escondiam as coisas de comer quando íamos fazer visitas. Ah gente, quem tem família e amigos não precisam de mais nada não é mesmo!? Então, para o Raul este mês que se passou foi bem tranquilo. =D

Mas vamos as dicas agora… Percebemos aqui em casa que o Raul só comia um tipo de consistência das papinhas. As que ficavam mais líquidas ele não aceitava, então começamos a fazê-las mais pastosas, como se fosse um purê. Batíamos as papinhas no liquidificador e coávamos em uma peneira, em seguida levávamos novamente no fogão para reduzir e ficar mais durinha. Quando a papinha era muito temperada ele reclamava de dor. Acho que devia doer ou arder mesmo os pontos. Suco também não podia ser ácido. Laranja, limão, abacaxi e de uva integral ele tomava mas depois ficava chorando de dor, então melhor vocês evitarem.

Outra coisa muito importante é vocês já irem tirando a “mania” da criança levar a mão e objetos na boca, pois depois da cirurgia isso não poderá acontecer. Quando voltamos para casa, ainda dentro do carro, já conversei com o Raul dizendo que estava tirando a tala dos braços dele e que ele não poderia mais colocar as mãos na boca e vocês acreditam que ao tirar, ele ia colocar a mão na boca e fez o sinal com o dedinho que não podia!? Ahhhh não gente!!! Existe esse menino!? E ainda tem gente que subestima a inteligência das crianças. Criança é muito inteligente e podem conversar mesmo, que eles nos surpreendem com tamanha inteligência.

Sobre o pós operatório… É bem tranquilo!!! Programe os seus 30 dias  de pós operatório antes do dia da cirurgia. Vale até fazer uma rotina e um cardápio para seu pequeno. Isso nos ajudou muito!!! As crianças no segundo dia já estão super bem e se vocês seguirem a dieta e as orientações que os médicos dão, com fé em Deus dará tudo certo!!!

Com amor,

Ana Maria.

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Otites, por que em fissurados?

Bom dia, gente!

Nesse post vou explicar um pouco porque as otites ou inflamação nos ouvidos são muito frequentes em crianças fissuradas.

O motivo é que como palato (céu da boca) está aberto, a sua musculatura está inserida de forma incorreta sobre a fissura e desta forma não há movimentação adequada das tubas auditivas. Quando não se tem fissura, a musculatura do palato ao se mover promove a dilatação e a drenagem das tubas auditivas para a rinofaringe (Parte da faringe situada atrás das fossas nasais e acima do véu palatino). Como nos fissurados isso não ocorre, a boca e as orelhas acabam tendo uma certa conexão e quando alimentamos nossos pequenos de forma inadequada (deitados) o líquido vai parar nas orelhas médias, onde pode ou não sair depois. O acúmulo de líquido na orelha média que é a causa da famosa otite serosa, tão temida por nós mamães e papais de fissurados.

Essa otite serosa muitas das vezes é silenciosa, ou seja, a criança não tem reação nenhuma a ela, não tem febre, nem dor, nem nada, mas quando levamos ao pediatra e ele vai olhar as orelhas, lá está a membrana timpânica vermelhinha e opaca… ou então quando fazemos a imitanciometria e nos deparamos com o resultado de uma curva Tipo B, que significa presença de líquidos na orelha. 😕 O grande problema desse acúmulo de líquido é que, quando se torna crônico, pode ocasionar infecções de repetição que por sua vez pode levar a perdas auditivas.

Quando a criança está com esse acúmulo de líquido na orelha interna, pode ser necessária a inserção de um tubo de ventilação (Tubinho), para permitir a drenagem do líquido e aliviar os sintomas. O ideal é que a criança seja avaliada por um Otorrinolaringologista desde recém nascido, fazendo testes audiométricos e avaliando regularmente a sua audição. A diminuição da audição em crianças prejudica o desenvolvimento da fala. É de suma importância que a criança escute bem para perceber as variações dos sons da nossa fala e aprender a falar corretamente.

Mesmo eu sendo muito chata, mas muito chata mesmo com a questão da alimentação do Raul e o posicionamento dele durante as mamadas, ele teve que colocar o tubinho nas duas orelhas. Infelizmente, esse procedimento é muito comum mesmo em fissurados palatais. Raul quase não tinha presença de líquidos, mas sua membrana timpânica estava retraída e o médico resolveu colocar para melhorar sua mobilidade.

Olhem ai como funciona o tubinho. Esse azulzinho é o tubinho de ventilação. Ele é inserido na membrana timpânica para promover a drenagem do líquido que estava preso na orelha média.

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http://www.cochlea.org/

Portanto, prestem atenção sempre nas mamadas, no posicionamento dos bebês e os coloquem o mais sentadinho possível.

E é isso ai!!! A posição na alimenta de um fissurado é de extrema importância para a sua saúde. ☺

Com amor,

Ana Maria.

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Testes auditivos – BERA

Bom dia, pessoal!!!

Hoje vamos falar sobre o teste auditivo mais conhecido como BERA. A sigla BERA vem do inglês Brain Evoked Response Audiometry, que em português recebeu o nome de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico.

O BERA é um teste objetivo, não depende da resposta da pessoa que está sendo testada e assim como os outros testes já citados aqui no blog é indolor e não invasivo. Por se tratar de um teste objetivo precisa-se que a pessoa fique imóvel para que os movimentos não atrapalhem na realização. Em crianças precisamos que ela esteja em sono profundo para a realização, mas sabemos que isso é quase impossível com nossos pequenos, né?! (risos) Desta forma, muitas das vezes  precisamos de recorrer a sedação.

O teste irá avaliar a integridade funcional do nervo auditivo da pessoa, desde a orelha interna até o córtex cerebral. Seus resultados irão determinar se existe ou não perda auditiva, qual o tipo e o grau da perda, além de saber se a perda auditiva é decorrente de uma lesão na cóclea, no nervo auditivo ou no tronco encefálico.

Para a realização do teste serão colados  eletrodos na testa e atrás das orelhas da pessoa, que será deitada em uma maca. Esses eletrodos irão receber estímulos sonoros e as respostas serão captadas por um equipamento.

O BERA tornou-se essencial para o diagnóstico precoce de perda auditiva e o acompanhamento da maturidade das vias auditivas principalmente em crianças, pelo fato delas não colaborarem na audiometria.

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Esse é um dos modelos de aparelhos utilizados para a realização do BERA.

 Ana Maria.

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