Biscoito vegano de Banana e Aveia

Bom dia!

Essa receita quem passou para gente foi a minha irmã e também colunista nossa aqui no blog a Mariana Poças. Para quem ainda não leu nenhum post dela, ela é mamãe do Samuel que tem APLV (alergia a proteína do leite de vaca). Como estamos na onda da alimentação saudável aqui em casa, essa receita é ótima e fácil de fazer! E o mais importante, ela é  sem ovos, leite e glúten. Ah! Esses biscoitinhos são ótimos também para a introdução alimentar dos pequenos, porque são molinhos. Tomem nota aí:

Ingredientes:

2 bananas;

4 colheres de aveia, que pode ser da maneira que preferir em flocos ou em farelo.

Modo de prepararo:

Amassar as bananas com um garfo e acrescentar a aveia. Colocar para assar em uma assadeira untada com óleo de coco e aveia, por 30 minutos em forno médio. O importante é deixar os biscoitos com a espessura de um dedo. Pode fazer o formato do biscoito utilizando uma colher ou se preferir espalhar na forma e depois cortar com a faca. Quando estiverem sequinhos por fora mas quando você apertar estão fofinhos por dentro é hora de tirar do forno.

A receita básica é essa. Vocês podem acrescentar passas, castanhas, canela em pó, o que quiserem que dá super certo. O meu marido quando faz acrescenta algumas gotinhas de baunilha e fica muito bom também.

Com amor,

Ana Maria.

 

Buscando o equilíbrio

Olá pessoal!

Passei dos trinta (anos) este mês passado e com isso surgiu uma preocupação que eu tive poucas vezes durante esses trinta anos de vida e dessa vez ela veio de uma forma tão avassaladora que me fez mudar meus hábitos há algumas semanas atrás. A minha preocupação  começou com meu  corpo, afinal já haviam se passados dois anos e 4 meses após a minha cesárea e a minha barriga continuava flácida, e o pior, eu não fazia nada para mudar isso. Continuava tendo os mesmos hábitos, a mesma vida “sedentária” que eu tinha aos meus 15 anos, porém hoje com agravantes, a genética e a idade já não me ajudam mais… E junto com os agravantes vieram a preocupação do exemplo de vida que eu estava dando para o meu pequeno.

Não sou gorda, peso 48 quilos e tenho 1 metro e 56 centímetros de altura. Não estou acima do peso, porém com a vida que eu levava eu não conservaria esse peso por muito tempo. Além da flacidez que a gravidez me deixou, a idade também está contribuindo bastante com dores nas costas e joelhos e se eu não correr atrás… aff… Sou uma pessoa que ama fast food e adora um doce. Por mais que eu não oferecesse ao Raul todas às vezes que eu ingeria, ele está crescendo e tem vontade própria, já não é mais uma extensão do meu corpo e logo não poderei mais controlar a alimentação dele. Como se essa minha paixão furiosa por doces e gordurosas não bastasse, eu não estava praticando exercícios físicos. E pior, nós acabamos de matricular o Raul em uma escola de artes marciais… Eu parei e pensei: “Como é que eu vou falar para ele que devemos praticar exercícios físicos para o bem da nossa saúde se ele nunca me vê fazendo?!” Isso estava me atormentando tanto que resolvi que quando eu retornasse para nossa casa após as férias de fim de ano, minha vida seria diferente.

Essa minha mudança, além da busca de uma melhor forma e condicionamento físico, tem a ver com o que quero ensinar para o Raul, com o exemplo que eu quero ser para ele. Quero que ele tenha uma mãe mais equilibrada, mais saudável, mais ativa e mais MAGRA (#projetomamãesarada)…. risos. Quero ser exemplo para ele em tudo o que tiver ao meu alcance. Quero envelhecer com saúde para estar presente em todas as fases do meu pequeno e viver por longos e longos anos ao seu lado, guiando o da melhor maneira, esse é o meu principal objetivo. Acho que um dos aspectos de ser mãe é isso, a maternidade me fez pensar assim… querer que seu filho se espelhe em você, nas coisas boas é claro! Para começar com a mudança de vida, comecei com a mudança de hábitos. Fazer atividades físicas todos os dias pela manhã por pelo menos 10 minutos, tem sido sagrado desde algumas semanas atrás e a nossa alimentação mudou por completo. Claro que sem muita neura, Raul é criança e lógico que o deixo comer doces quando sente vontade, mas sempre ressalto que não faz bem comer muito e vejo a quantidade que acho ideal para ele. A nossa alimentação está sendo sem gorduras,  sem glúten, sem lactose e sem muito açúcar. Com essa mudança para uma alimentação saudável, o meu marido (Master Chef particular.. risos) está sempre em busca de pratos mais gostosos para tornar as nossas refeições mais prazerosas e inovar sempre para não cair na mesmice. De vez em quando vou postar umas receitas aqui para vocês se inspirarem, ok?! Além de inspirar vocês a fazerem o mesmo: levar uma vida mais saudável, essas receitas também ajudarão aos pais de pequenos alérgicos.

Com amor e muita vibração saudável,

Ana Maria.

 

Da série mamãe fonoaudióloga: Pote da calma

Bom dia!

Mais um facilitador vindo do Método Montessoriano (o método o qual sou fascinada), o Pote da Calma. Hãm?! Como assim Pote da Calma, Ana?! Bem, aposto que muitos aqui já ouviram falar ou leram alguma chamada nas mídias sociais sobre o assunto. Queria deixar bem claro que isso é beeeem antigo… E é claro que eu não iria deixar de dar a minha explicação aqui no blog sobre o assunto, já que se tornou “moda”. =D

Pois bem, o termo vem do inglês Calming Jar que chegou aqui e já foi abrasileirado como o Pote da Calma. O Calming Jar, ou Pote da Calma, nada mais é do que um pote com água brilhante, que quando seu pequeno está tendo uma crise de briga ou de choro, você apresenta a ele o tal pote com o intuito de acalmar a “fera”. O efeito do brilho chama a atenção do pequeno trazendo-o de volta para o momento do agora. A explicação no Método Montessori é que o objeto ajuda a criança a ficar tranquila para conseguir escutar o que os pais ou os professores têm a dizer, sendo utilizado em momentos nos quais a criança precisa de alguns minutos para se acalmar e transmitir os seus sentimentos para as outras pessoas. Mas há também uma explicação neurológica: enquanto a criança segura o pote e observa a queda do brilho, ela consegue organizar e centralizar o sistema nervoso, como seus batimentos cardíacos aceleram quando há respiração rápida no momento da crise, a queda lenta do glitter/brilho é capaz de proporcionar um modelo visual para que inconscientemente esses sejam desacelerados. Mas eu, ainda o vejo como um estimulador da parte sensório motora, principalmente a visual. Dessa forma, podemos abusar da nossa criatividade para trabalhar as cores, os tamanhos e etc. Para fazê-lo basta usarmos potes de tamanhos e formas diferentes.

Vamos ao passo a passo para fazer o seu facilitador em casa e tentar trazer a calmaria para seus pequenos nos momentos de estresse. Vamos precisar de:

* 1 pote de vidro com tampa; (Eu sugiro utilizar um pote de plástico para evitar acidentes. Eu e Raul fizemos com um de plástico, desses de maionese. Super sustentável!);

* 2 colheres de sopa de cola glitter; (Cada vidrinho de cola glitter me saiu por R$2,00)

* 3 colheres de chá de purpurina. (Um saquinho com 100 g custou 4,00 reais)

* Corante de alimentos. A quantidade é até você conseguir a cor que deseja. (O corante custou R$ 4,50 o potinho)

* Água quente – a quantidade de água vai variar de acordo com o tamanho do pote que você escolheu. O importante é que você deve deixar um espaço vazio na parte superior do vidro, para poder agitar o líquido.

* Fita adesiva para selar a tampa do vidro.

Para fazer, você deverá colocar no vidro a água quente e a cola glitter, mexendo bem até que o glitter da cola se misture com a água. Adicione a purpurina e misture novamente. Coloque algumas gotas de corante alimentício e feche bem a tampa do pote. E pronto! Seu lindo pote colorido e brilhante está pronto para ajudar!

Eu e Raul fizemos o nosso Pote da Calma. Eu optei pela cor azul, pelo fato desta cor proporcionar tranquilidade aos ânimos e acalmar a minha “ferinha” aqui.

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Com amor,

Ana Maria.

PS.: Disponibilizamos um vídeo no nosso Instagram para se ter uma noção melhor de como ele funciona. 😊 AH! Cuidado com a quantidade de corante, se ficar muito escuro o glitter não aparece direito.

Não rotule seu filho

Bom dia!

Esses dias fiquei pensando em como temos o costume de rotular as pessoas, principalmente as crianças. Vejo muito os próprios pais denominando o filho de: “bagunceiro”, “preguiçoso”, “quietinho”, “chato”, “fissurado”, “agitado”, “deficiente”, “especial”, “bobo”, “esperto”, “adotado”… E sempre que escuto isso fico bastante incomodada, pois a personalidade da criança também é formada por características que lhe são atribuídas pelos pais ou pessoas em quem elas confiam. Ou seja, essas palavras acabam sofrendo influência indiretamente na formação de sua personalidade.

Rotulamos as pessoas muitas das vezes sem pensar, eu sei… Até mesmo nas frases: “Ih, puxou o pai na teimosia!” ou “Ih, já vi tudo! É igual a mãe, ‘bicho do mato’, né!?”. Aposto que vocês já escutaram isso muito por aí, não é mesmo!? Na escola isso também acontece, seja pelos próprios professores ou pelos colegas de classe, e esses rótulos, segundo estudos, interferem no rendimento escolar e no psicológico da criança. Outro exemplo que vivo bem de perto é o do caso do meu Raulzito, que nasceu com fissura labiopalatina. Eu nunca mais o denominei de fissurado após a cirurgia. Eu entendo que não tenho mais o porquê de chamá-lo de fissurado, uma vez que a correção já foi feita. Acredito que se eu sempre o lembrar disso ele acabará se diferenciando das outras pessoas e isso pode não ser muito bom. Sentir-se diferente do restante dos indivíduos não é tão bem aceito pela maioria das pessoas. Por esse motivo vivemos em meio ao preconceito que está espalhado por esse mundo afora. Já na sua personalidade, também me policio bastante nas rotulações. Evito chamá-lo de “bagunceiro”, “arteiro” etc., pois, enfatizando esses adjetivos aumento a “importância” naquele aspecto e acredito que pode sim interferir na sua autoestima e na solidificação de sua identidade e personalidade.

Da mesma forma que não faço com meu filho não faço com nenhum dos meus pacientes ou pessoas que conheço, podendo ser deficiente, “especial”, surdo, autista, agitado, tímido… Somos todos iguais! Não chamo uma criança deficiente de especial. TODAS as crianças são especiais! Todo ser humano é especial. Não costumo rotular uma criança que tenha alguma síndrome de especial ou que precise de uma cadeira de rodas para se locomover de deficiente. A pessoa que já vive com o “problema” às vezes pode até não sentir o que você fala, mas as pessoas que convivem com ela podem sentir e podem não aceitar bem… Rotular é sempre muito ruim! Até mesmo usando de boa fé!

Com muito amor,

Ana Maria.

PS.: Dicionário Mineirês (risos): Bicho do Mato = pessoa tímida.

Leia mais sobre o assunto:

Clique para acessar o professores_que_rotulam.pdf

http://www.vilamulher.com.br/familia/filhos/cuidado-na-hora-de-rotular-os-filhos-679533.html

https://temasempsicologia.wordpress.com/2011/12/27/rotular-alguem-e-limitar-as-suas-capacidades/

Restrições na adoção

Bom dia!

A vagueza de informações quanto as restrições às doenças no processo de adoção é tamanha que ao perguntarmos a atendente que dá entrada aos papéis aqui de Belo Horizonte, nem ela soube nos orientar. Não sabemos ao certo se esse assunto será abordado no curso que vamos fazer em Abril do ano que vem, mas já tivemos que decidir e colocar no papel quais restrições de doenças temos.

Por esse motivo, eu e minha cunhada que está no mesmo passo da adoção que eu, pesquisamos na internet sobre o assunto. E para facilitar aos pais que estão providenciando os papéis para dar entrada com o processo, listarei aqui as restrições para tentar esclarecer um pouquinho como funciona.

As restrições são classificadas em algumas cidades como:

  • Doenças tratáveis 
  • Doenças não tratáveis 
  • Deficiência física
  • Deficiência mental
  • Vírus HIV

E tem ainda uma lista para você marcar o que você aceitaria com um S (sim) ou não aceitaria com N (não):

  • com problemas físicos não tratáveis
  • com problemas físicos tratáveis graves
  • com problemas físicos tratáveis leves
  • com problemas mentais não tratáveis
  • com problemas mentais tratáveis graves 
  • com problemas mentais tratáveis leves
  • com problemas psicológicos graves
  • com problemas psicológicos leves
  • pais soropositivos para o HIV
  • pais alcoolistas
  • pais drogados
  • sorologia negativada para o HIV
  • soropositivo para o HIV
  • proveniente de estupro
  • proveniente de incesto
  • vítima de estupro
  • vítima de atentado violento ao pudor
  • vitimizada (maus-tratos)

Em outras cidades são classificadas em:

  • Doenças Leves: asmas, bronquite, alergias, hérnias, estrabismo, sarna, etc.
  • Doenças Moderadas: intolerância a lactose ou a outros tipos de alimentos, comprometimento mental leve, Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade (TDAH), distúrbio do processamento auditivo central (DPAC), Transtorno obsessivo compulsivo (TOC), má formação onde precisará de tratamento cirúrgico como por exemplo a fissura labiopalatina, pé torto, polidactilia, etc.
  • Doenças Graves: falta de oxigênio no parto, deficiências mentais, deficiência físicas, síndromes em geral, comprometimento mental severa, HIV, etc.

E em outras como:

  • Doenças curáveis
  • Doenças incuráveis

Aqui em Belo Horizonte, não existe essa listagem para você marcar nada e nem especifica essas divisões. Somente apresenta uma lista sublinhada onde você mesma deverá escrever o que você aceitaria. A minha dica é que você pesquise bastante antes de entregar a documentação, já liste tudo o que você poderia aceitar. É uma situação difícil já que se fosse biológico ele poderia nascer com qualquer doença e não há como você escolher, mas isso não impede de colocar alguma doença que você se sinta “confortável” em procurar soluções ou conviver. Acho que o bom senso é primordial nesse caso, pois é preciso avaliar nossas condições para que possamos garantir o melhor para a criança que pretendemos adotar. Pesquisar antes as doenças e seus tratamentos e ter uma opinião do que você aceita ou não é muito importante no andamento do processo. A maioria das pessoas optam por crianças saudáveis e se você for mais específico, pode-se ganhar agilidade no sonho de serem pais.

Com amor,

Ana Maria.

Livro – As 5 linguagens do amor

Olá pessoal!

A dica de leitura do dia vai para esse livro do Gary Chapman: As 5 linguagens do amor – Como expressar um compromisso de amor a seu cônjuge, da editora MC. O livro fala sobre as formas diferentes de demonstrar o amor que cada pessoa tem. Segundo o autor, cada pessoa possui uma forma predominante de demonstrar seu sentimento. E quando essa forma não é clara entre o casal é que começam as desavenças, as cobranças, as brigas, o sentimento de não ser amado e de não ser correspondido. Então o autor nos apresenta as cinco linguagens do amor existentes, desmistificando cada uma delas com exemplos e nos ensinando a descobrir a nossa linguagem e a do nosso amado. As linguagens descritas no livro são:

* Palavras de afirmação;

* Tempo de qualidade;

* Presentes;

* Atos de serviço;

* Toque físico.

O propósito do livro é descobrir e saber falar o amor que existe entre o casal, o sentimento que é essencial para a nossa saúde emocional e sucesso nos relacionamentos. Uma passagem do livro diz o seguinte: “Advertência: Entender as cinco linguagens do amor e aprender a falar a linguagem do amor primária do seu cônjuge pode afetar radicalmente o comportamento dele. As pessoas se comportam de maneira diferente quando seu tanque de amor emocional está cheio.” E o livro se baseia nisso, descrevendo as linguagens e dando exemplos de casais com seus problemas corriqueiros que presenciamos e que a maioria deles só existe por não compreendermos a maneira de amar do próximo.

Recomendo a leitura para todos os casais. Existe o livro As cinco linguagens do amor das crianças, do mesmo autor e estou enlouquecida para comprá-lo e lê-lo. Assim que ler coloco aqui o resumo.

Com amor,

Ana Maria.

Relato da mamãe do Enzo

Relato do meu pequeno grande guerreiro Enzo

Mayara Cristina Felipe Cruz

João Monlevade – Mg

10/12/2015

Bom dia Ana Maria!

Bom dia Leitores…

Fui convidada e aceitei com muito prazer compartilhar com vocês a minha história e apresentar o meu amado filho.

Ser mãe sempre foi um sonho que falava mais alto, me preparei, me programei, tomei todas as vitaminas recomendadas, mudei a alimentação, segui tudo à risca para que tudo desse certo.

Com o positivo em mãos comecei o pré natal, fiz duas ultrassons e tudo normal.

Foi marcada a morfológica, confesso tive receio, medo, uma ansiedade que não tinha como explicar, antes de sair de casa eu disse que queria ver o rosto do meu Enzo e o que Deus tinha preparado pra nós. Super ansiosa cheguei para fazer o exame no dia 04/02/2015, vi meu Enzo que estava com 24 semanas e muito esperto com 730 gramas, só crescendo e desenvolvendo na graça de Deus, no meio o exame foi interrompido e o médico que o tempo todo me passou tranquilidade e esperança me disse que torce pra tudo dá certo mas que infelizmente não poderia me esconder e que graças a Deus já tem recurso pela medicina.

Meu pequeno forte valente tentou esconder colocou a mão no seu rosto e não queria tirar, com esforço mexendo nele tirava e novamente voltava com a mão pro rosto.

Diagnóstico FENDA LABIAL!

Um susto, não teve como conter a emoção que falo mais alto, um silêncio, o medo tomou conta de mim, naquele momento tive medo de perder ele, passar pela mesma dor novamente seria difícil, só consegui chorar.

O médico com toda paciência me explicou tudo possível.

Nesse dia não voltei para o trabalho, não foi possível!

Pensava nele o tempo inteiro, não sabia o que era, não conhecia ninguém, nunca tinha visto.

O papai e a mamãe se permitiu sofrer, chorar por medo, receio dele sofrer, tão pequeno passar por uma cirurgia, mas o Enzo se comunicou comigo o dia inteiro coisa que nunca tinha feito.

Minha mãe falava pra mim que ele estava falando que ele estava bem e que eu não precisava fica triste.

Depois da notícia fui atrás de informação, sofremos mais não paramos!

Na minha cidade eles não sabiam me explicar nada direito, os médico nunca tiveram pacientes nessa situação me sentia perdida no tempo, pensava que caminho seguir e o tempo inteiro pedi a Deus direcionamento que colocasse pessoas certas no meu caminho, o telefone toca minha tia um dia depois me falando que estava passando uma propaganda na globo do Hospital da Baleia sobre a fissura labial que era pra eu ver, foi tudo se direcionando depois que vi a propaganda, com uma semana já estava dentro do hospital pro acolhimento a gestante e foi tudo perfeito, me senti protegida e confiante, recebi toda informação necessária pro primeiro momento, levei para casa uma segurança, uma força que não tinha como explicar.

Os dias foram passando me sentia cada vez mais preparada pra tudo, nada que viesse acontecer ia me abalar.

Tivemos outro diagnóstico mas não me permiti mais sofrer e somente confiar em Deus, ele foi o meu escudo e a minha fortaleza, não me desamparou e sim me preparou.

Entre todos os momentos em que eu e o papai Jeferson vivemos sobre a fissura o mais importante foi o contato com outra família. A Nazaré e o Breno abriram as portas da sua casa para conhecermos a Clarinha. O papai do Enzo não tinha tido o primeiro contado como eu, ela foi a primeira e isso foi muito fortificante ver o desenvolvimento dela e a postura dos pais.

Foi se aproximando a data do parto, uma cesárea programada, todos se encontravam apreensivos, medo da minha reação, medo de como tudo seria, mas eu me encontrava completamente segura, pronta pra tê-lo em meus braços…”

Chegado o momento, ele nasceu no dia 13/05/2015. Lindo, forte e saudável. Meu príncipe com um olhar encantador e somente com a fissura labial, palato completamente fechado e para a surpresa conseguiu se alimentar direitinho, mamou sem nenhuma dificuldade.

Uma dica pra quem vai passar por isto, é ter ao seu lado médicos de sua total confiança, médico que antes do nascimento já conheça nossa história, pra mim isso foi fundamental na amamentação do Enzo.

Infelizmente encontramos muitos profissionais despreparados, sem orientação, eu me informei de tudo e levei tudo para a pediatra.

A fissura é um charme à parte, não tive dificuldades em lidar com os olhares, não nego que teve momentos em que não me senti confortável e não contive a emoção, chorei muitas vezes no meu silêncio. Vivemos em uma sociedade de preconceitos, eu escolhi viver nossa história de cabeça erguida e não me importa para as palavras mal faladas, os olhares atravessados, nada tiraria a felicidade de estar ao lado dele, ao lado do meu filho.

A maior ansiedade foi esperar pela primeira consulta, pensávamos tantas coisas mas tudo foi se encaminhando e dando certo, o ganho de peso, os exames com resultados positivos.

Graças a Deus chegado o dia de marcar uma data, que alegria! Essa data foi marcada pra longe, fiquei triste, preocupada, já teria voltado a trabalhar, como tudo seria diferente do que tinha imaginado, Deus estava no controle de nossas vidas, o médico voltou a agenda mas não tinha como ser antecipada, voltei para casa um pouco triste mais como sempre não me permitia ficar por muito tempo no outro dia já estava conformada.

No dia 18/09/2015 recebemos uma ligação, exatas duas semanas após marcar a data para a cirurgia queriam saber da saúde do Enzo e se estávamos com todos os exames em mãos e disseram traga ele amanhã para realizarmos a cirurgia. O coração disparou, pulamos de alegria, não tivemos tempo nem de ficarmos ansiosos acreditamos que foi melhor assim.

19/09/2015 pegamos viajem de madrugada, pra falar a verdade não consegui dormir nada, foi uma adrenalina emocionante, o jejum foi difícil, ele chorou demais já chegou no hospital chorando o médico até chamou ele de malinha porque não parava de chorar por nada, entrou pro bloco cirúrgico chorando e eu fiquei apreensiva esperando por ele, foram minutos longos conversei com outras mães mais o tempo parecia eterno, e na verdade nem demorou tanto. Foram mais ou menos 1:40h para chamarem a mãe do Enzo, aí sim começou a cair a ficha, entrei no bloco ao seu encontro, escutei seu choro de longe, choro rouco.

O reencontro foi lindo, conheci meu filho pela segunda vez, não contive a emoção, as lágrimas escorreram pelo meu rosto, foi perfeito aos olhos do Pai, a cirurgia foi um sucesso.

O Enzo pra mim ficou muito diferente, mudou muito porque não criei expectativa alguma de como ele ficaria, pra mim foi melhor assim, o seu rostinho ficou mais gordinho.

A recuperação não foi nada do que cheguei a imaginar, tudo muito tranquilo, sem febre, sem choro, apenas dengo, Ah e os pontos demoraram 30 dias para caírem por completo.

O trabalho dos profissionais foi demais, só tenho a agradecer por ter proporcionado ao meu Enzo uma qualidade de vida melhor, temos muitas vitórias a ser conquistadas, temos uma luta contra ao preconceito a ser vencida!

Mamães e Papais aceitam nossas condições, nos traz firmeza para cuidarmos dos nossos filhos, com calma e paciência conseguimos tudo e no tempo certo.

Comentários e perguntas terão sempre, mas o que importa é o AMOR que existe e que faz superar tudo, neste momento a família deve se unir, não se cale divida com quem tiver ao seu redor, pessoas de sua confiança que não te abandonarão, eu prefiro conversar ao invés de ficar calada e me fez um bem enorme.

Graças a Deus o Enzo está bem e crescendo cada dia mais, surpreendendo a muitos!

Amo Meu filho incondicionalmente!!

Amo o meu fissurado e sinto saudades daquele sorriso que estará para sempre na minha memória.

Fonoaudióloga por amor

O dia 09 de dezembro é dedicado a minha amada profissão, a Fonoaudiologia. Esse ano em comemoração ao dia do fonoaudiólogo, o Conselho Federal de Fonoaudiologia lançou uma campanha onde as estrelas do comercial que passará na televisão seriam os próprios fonoaudiólogos. Para participar da campanha, o fonoaudiólogo deveria enviar um texto contando alguma história que tenha vivenciado e que marcou sua trajetória profissional. E eu enviei a minha e vou compartilhá-la aqui com vocês.

“A história que marcou minha trajetória como fonoaudióloga não aconteceu em meu consultório e sim em minha própria vida. Formei-me em 2008, aqui mesmo em Belo Horizonte. Escolhi o curso sem saber o porquê. No decorrer da minha graduação, percebi que não me identificava tanto com o curso, mas algo me dizia que tinha que terminá-lo e assim o fiz. Conclui o curso e atuei como fonoaudióloga até uns três meses antes do meu filho nascer, em 2013. Hoje sou mãe e fonoaudióloga em tempo integral do meu pequeno, que nasceu com fissura labiopalatina transforame à esquerda. Após sete anos de formada descobri o sentido de ter escolhido essa profissão e tenho a certeza de que não poderia ter escolhido uma profissão melhor. Sou muito grata a Deus por ser mãe; por toda a trajetória na faculdade; incertezas; pacientes e empregos que tive. Por essa gratidão que sinto, hoje tenho um Blog, o Fissurada na Maternidade. É através dele que mostro a forma real e descomplicada da fissura labiopalatina e da maternidade. Ao ajudar outras mamães e papais e até mesmo colegas de profissão com minhas vivências sobre as questões da fissura labiopalatina me sinto realizada. Com amor, Ana Maria Poças. CRFa 6-7185. www.fissuradanamaternidade.com”

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Parabéns a todos os fonoaudiólogos que exercem a profissão com AMOR!

Com amor,

Ana Maria Poças.

CRFa 6-7185

Adoção ou doação? – por Deborah Patricio

Hoje vim falar de um assunto muito peculiar: a adoção! Não vou conseguir falar tudo que penso em apenas um post, mas vou tentar… rs

Ser mãe sempre foi um desejo e adotar uma criança foi uma ideia que sempre tive em mente, e sinceramente não sei dizer quando nem por que ela surgiu.

Não a nada que impeça a mim nem ao meu marido de gerarmos um bebê biológico, somos saudáveis e férteis, e pretendemos ter um bebê do modo “comum” também, mas a questão de não nos importarmos com a ordem de chegada (se primeiro o biológico ou o adotado) é o motivo de sermos  tão questionados quando falamos em adoção. “Você tem que ter o SEU primeiro”, “Mas vocês não podem ter filhos?”, “Vocês não vão amá-los como se fosse seus mesmo”, “Mas vocês nem tentaram ter um NORMAL” ou “Vocês são doidos”, ouvimos essas frases sempre que colocamos esse assunto em alguma roda de conversa. Mas de verdade? Só aumenta mais o amor que exala de dentro de nós!!!

Desde minha adolescência que penso nisso, e para mim sempre foi importante encontrar alguém que pensasse como eu, e quando conheci meu marido, essa ideia se fortaleceu ainda mais, ele se juntou a mim para concretizá-la, me passou muita confiança e tenho certeza que será um paizão! Outro dia, depois que entramos com os papéis para o cadastro de pretendentes à adoção (pois é, já estamos gerando uma criança…rsrs) eu perguntei a ele: Léo, por que você comprou minha ideia? Por que adotar uma criança? Ele, muito fofo, me respondeu: “Uai , e por que não? Tanta criança querendo ser filho (a) e nós dois  querendo ser pais…E é exatamente assim. Não seremos só adotantes, também estaremos sendo adotados!” Eu e meu marido temos apenas 4 meses de casados, e já percebemos que temos tanto para oferecer e estamos muito receptíveis a todas as experiências que estão por vir. Sabemos que seremos julgados e indagados a todo momento, mas a questão é: qual criança não dá trabalho? Qual criança não vive testando seus pais? Qual criança nunca falou em fugir de casa, ou em nunca mais conversar com os pais por algum motivo bobo? Cada criança possui sua singularidade, e com esta não será diferente. Estamos cientes das etapas jurídicas e emocionais que iremos passar, e ao mesmo tempo não temos noção de nada. rs. Mas ser pai e mãe é isso, são incertezas, é ter ansiedade, medo, alteração de humor, é esperar para saber como será sua carinha,  o gênio de quem ele(a) irá puxar… Adoção é também doação, é um encontro marcado, um amor conquistado! E estamos prontos para conquistá-la (o) todos os dias, como se fosse a primeira vez!

Deborah Patricio

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Passo a passo para a Adoção – A entrega da documentação

Bom dia, gente!

Hoje vou dar início a série do Passo a Passo para a adoção, tentando resumir as etapas a medida que formos vivenciando. O primeiro passo após a decisão de adotar uma criança aqui em Belo Horizonte/MG é se dirigir até a Vara da Infância e Juventude que fica na Avenida Olegário Maciel, 600. Lá irão te entregar uma relação da documentação necessária para a Habilitação ao Cadastro Nacional de Adoção, um requerimento para Postulantes à Adoção e uma espécie de questionário onde você deverá preencher com os dados pessoais do casal (ou só o seu, se for solteiro) e descrever as características da criança (ou das crianças) que pretende adotar. Já vou adiantando que é um pouco desorganizado e burocrático todo esse processo, desde as informações iniciais até a entrada com a documentação, tem que ter muita paciência… risos…

Sobre a relação da documentação para quem já quer ir adiantando, a lista é a seguinte:

  • Cópia autenticada e atualizada  da certidão de casamento ou de nascimento (se for solteiro); Para conseguir aqui em Belo Horizonte, basta você se dirigir até o cartório que casou ou que foi registrado, no caso da certidão de nascimento e solicitar a segunda via atualizada.  Essa cópia me custou R$ 30,00.
  • Cópia autenticada do CPF e da Identidade de ambos os requerentes; Para isso, somente ir em qualquer cartório de Notas e solicitar a autenticação dos documentos. Uma dica, já leve o xerox dos documentos. O serviço para duas autenticações (minha e a do meu marido) custou R$ 15,90.
  • Comprovante de rendimento dos requerentes; Nós imprimimos o comprovante de IRPF (Imposto de Renda) 2015, mas também poderia ser uma declaração contábil ou Folha de Pagamento.
  • Comprovante de residência;
  • Atestado MÉDICO de sanidade física e mental de ambos os requerentes; Nós fomos a um Clínico Geral, mas poderia ser em qualquer médico que você já esteja acostumado a ir.
  • Certidão de antecedentes criminais de ambos os requerentes; Tiramos no site da Polícia Federal (https://servicos.dpf.gov.br/sinic-certidao/emitirCertidao.html), é só seguir os passos e imprimir.
  • Certidão negativa cível e criminal de ambos os requerentes; Também tiramos na internet no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (http://www8.tjmg.jus.br/certidaoJudicial/faces/emitirCertidao.xhtml), basta preencher o formulário e imprimir. Uma dúvida que eu tinha era no item Instância, marquem a Primeira Instância. A certidão tem que sair com o título Certidão NEGATIVA Cível  e Certidão NEGATIVA Criminal.
  • Fotografia dos requerentes (que podem ser juntos ou separadas); Mandamos uma da nossa família. Fiquei na dúvida se era para ser apresentada para a criança, então mandei uma de nós três porque  acho importante que a criança conheça também o Raul.
  • Questionário entregue pela Vara da Infância preenchido; É nesse questionário que você irá colocar os dados pessoais e as características da criança  que pretende adotar (raça, cor, restrições e se aceita grupo de irmãos). Todas as vias desse questionário deverão ser rubricadas pelos adotantes.
  • Requerimento preenchido para postulantes à adoção. São duas vias, uma vai ficar com você e outra para arquivar junto com o processo.

Após providenciar toda essa documentação, você deverá voltar a Vara da Infância para entregar os documentos. Lembrando que eles trabalham de segunda a sexta-feira de 13:00 às 17:00 horas. A atendente irá conferir a documentação e marcar o dia do curso que os pretendentes deverão fazer. O nosso saiu só para abril do ano que vem… ou seja, o processo é beeem longo. Somente depois desse curso que será agendada a visita de um Assistente Social aqui em casa e só depois dessa visita vem a parte do Juiz, que dará ou não o “sim” para você entrar na fila de adoção.

A primeira etapa já passamos e agora é a fase da espera. Assim que acontecer mais alguma novidade conto o passo seguinte para vocês. Ah, e logo venho tentar esclarecer um pouco sobre a questão das restrições quanto a criança, pois é um assunto bem complicado e bem carente de informações.

P.S.: Se alguém tiver uma experiência com adoção conta pra gente como foi… Vou adorar conhecer!

Com amor,

Ana Maria.