Incentivando a imaginação

Bom dia!

Há alguns dias atrás Raul me pediu para montar a árvore de Natal aqui em casa… Influência dos desenhos animados que ele assiste que já estão com tema de Natal e também de alguns lugares que frequentamos que já estão decorados com o tema natalino, enfim, a pedido dele começamos a decorar a casa. Como a nossa árvore do ano passado morreu, esse ano vamos ficar somente com o cacto (de estimação) Natalino… e começamos a decorar a casa com enfeites de Natal.

No dia seguinte ele levantou e foi logo pedindo para escrever uma cartinha pro Papai Noel. Eu confesso que fiquei meio sem saber o que fazer, afinal é um menino de 2 anos e eu e o Rodrigo nunca havíamos incentivado ele a acreditar em figuras imaginárias como Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Não tinha opinião formada a respeito disso e nem pensado no assunto. Bom, minha reação foi entrar na dele. Fui pegando o papel e os lápis para ele escrever. Ele, que já me esperava em cima da cadeira da mesa, foi logo pegando o lápis, rabiscando a folha e falando: “Papai Noel, um Hulk, Raulzinho.” Isso em tamanhos diferentes de rabiscos na folha, sinal de que já conhece e tem percepção de tamanhos (Mamãe fono pensando… risos). Quando ele acabou, eu dobrei e entreguei a ele a cartinha. Ele desceu da cadeira e colocou ela no cacto. No dia seguinte, eu a recolhi antes dele acordar. Eu ainda esperava que ele fosse esquecer, que tivesse sido somente uma brincadeira… e não… ele foi direto no cacto pra ver se ela ainda estava lá. E ficou todo feliz que o “Papai Noel” tinha levado a sua cartinha.

Depois do ocorrido fui procurar saber se estava ou não certa em incentivar, mesmo que a iniciativa não tenha partido da nossa parte. O resultado que encontrei foi que incentivar a imaginação da criança é sempre muito bom! A fantasia é fundamental no processo de desenvolvimento cognitivo das crianças. Para a criança o real e o irreal ainda não são muito definidos e incentivar as crianças a acreditarem em figuras imaginárias, enriquece a imaginação e favorece a exploração das ideias e do pensamento. Vivenciar esse universo é enriquecedor para o raciocínio, para as habilidades de criação e de soluções de problemas, além de ajudar os pequenos a lidarem com os seus próprios sentimentos.

Então, que o Papai Noel seja incentivado aqui em casa! Eu já aproveitei para contar a história do Natal e seu significado no cristianismo.

Com amor,

Ana Maria.

Sugestões de leitura:

http://www.marisapsicologa.com.br/acreditar-em-papai-noel.html

http://delas.ig.com.br/filhos/2012-11-23/crianca-deve-acreditar-em-papai-noel.html

http://ninguemcrescesozinho.com/2012/12/04/deixe-sua-crianca-acreditar-em-papai-noel/

Livro – As crianças aprendem o que vivenciam

A dica de leitura do dia é do livro “As crianças aprendem o que vivenciam” de Dorothy Law Nolte e Rachel Harris, lançado pela Editora Sextante. O livro foi escrito após a autora escrever um poema em 1954 e publicá-lo em sua coluna semanal em um jornal da Califórnia. O poema foi uma resposta às perguntas dos pais sobre o que significa ser pai e mãe em suas aulas sobre a vida familiar.
A leitura é riquíssima em exemplos e explicações de situações diárias em relação à educação dos nossos pequenos que nós pais muitas das vezes não sabemos como lidar ou lidamos de maneira errônea. O poema resume o livro e vou transcrevê-lo abaixo para que vocês fiquem com vontade de ler o livro, que realmente é ótimo!
 As crianças aprendem o que vivenciam
Se as crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar.
Se convivem com a hostilidade, aprendem a brigar.
Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser medrosas.
Se as crianças convivem com a pena, aprendem a ter pena de si mesmas.
Se vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas.
Se convivem com a inveja, aprendem a invejar.
Se vivem com vergonha, aprendem a sentir culpa.
Se vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas.
Se as crianças vivenciam a tolerância, aprendem a ser pacientes.
Se vivenciam os elogios, aprendem a apreciar.
Se vivenciam a aceitação, aprendem a amar.
Se vivenciam a aprovação, aprendem a gostar de si mesmas.
Se vivenciam o reconhecimento, aprendem que é bom ter um objetivo.
Se as crianças vivem partilhando, aprendem o que é generosidade.
Se convivem com a sinceridade, aprendem a veracidade.
Se convivem com a equidade, aprendem o que é justiça.
Se convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é ter respeito.
Se as crianças vivem com segurança, aprendem a ter confiança em si mesmas e naqueles que as cercam.
Se as crianças convivem com a afabilidade e a amizade, aprendem que o mundo é um bom lugar para se viver.
                     Dorothy Law Nolte
Boa leitura e que cultivem o amor sempre!
Gratidão enorme a minha cunhada por ter me presenteado com esse livro. Obrigada Debinha!
Com amor,
Ana Maria.

#TBT Aniversário de 1 ano do Raul

Bom dia!

Como hoje é dia de #TBT (Throwback Thursday) nas mídias sociais ou seja quinta-feira de retrocesso em português, hoje me bateu uma saudade do meu pequeno príncipe pequenino… Resolvi mostrar como foram as festinhas de aniversário de 1 aninho dele.

Eu amo fazer as coisas eu mesma… risos… Acho que tem mais valor sentimental agregado. E com o aniversário do príncipe não seria diferente. O tema que escolhi para a festa foi cavalos, porque Raul na época era alucinado com cavalos. Ele tem uma coleção de cavalos de brinquedos aqui em casa de todos os tamanhos e cores. Fizemos duas festinhas, a primeira foi para comemorar o aniversário dele e do meu pai juntos (que por sinal a paixão por bichos é a mesma, então ele adorou o tema). A decoração foi bem rústica e simples, foi feita na casa do meu pai. O cardápio foi churrasco e suas guarnições, meu pai contratou um churrasqueiro e eu fiquei encarregada da mesa de doces e bolo. E o resultado ficou assim:

A segunda festa foi para poucos convidados, somente família e amigos íntimos. O cardápio foi salgadinhos e mini sanduíches. Como a reunião foi aqui mesmo na minha sala de casa e pelo fato de somente ter pessoas íntimas e que frequentam bastante nossa casa adotamos um serviço superinformal, onde cada um servia o que queria. Eu gosto das coisas mais minimalistas, gosto que as pessoas se sintam em casa quando vêm a minha casa. Além disso, gosto de festas que tenham a ver com a família, sem perder a identidade. O resultado foi esse:

Que saudade desse pequeno bolota! Amo muito!

Com amor,

Ana Maria.

Amamentar com amor

Bom dia!

O texto de hoje tem como objetivo esclarecer e reconfortar as mamães que por algum motivo não puderam dar o peito para seus filhos. A sociedade muitas vezes rotula de forma cruel e injusta a amamentação com frases do tipo “quem ama amamenta” onde o termo aparece como sinônimo de dar o peito…. Amamentar segundo o dicionário significa dar de mamar, aleitar, alimentar, nutrir, sustentar. Existem outras maneiras de alimentar uma criança, sem ser o peito. Claro que o leite materno tem seus benefícios gigantescos para um recém nascido e tudo mais, mas se você não pode ou não quer amamentar, no peito, não significa que você ame menos seu filho. São lindas as propagandas de aleitamento materno, linda a teoria que aprendemos na graduação sobre a amamentação, mas na prática não é bem assim que funciona.

O que tem de mãe se culpando e com o psicológico muito abalado por não poder amamentar no peito seus filhos por algum motivo, seja pelo fato do leite que secou, leite que empedrou, doença, leite que não é suficiente para o filho, filho que não pega o peito ou filho que não conseguiu mamar devido a uma má formação (o meu caso), filho adotivo ou simplesmente por que a mãe não quer amamentar pois prefere dar mamadeira… vocês não fazem ideia! Já perceberam que as primeiras perguntas que fazem a uma mãe quando a vê com o filho é: “Você está dando peito?” ou “Ele mama direitinho?”. Para puxar assunto ou não, essas perguntas são bem chatas de se escutar e frustantes para quem não deu o peito. Bom, pelo menos pra mim foi e eu não as faço para ninguém.

Agora um recado para você mamãe que não “amamenta”… O fato de você não amamentar ou não querer amamentar não te faz menos mãe do que as outras. Amamentar não é sinônimo de amor. Ser mãe é algo muito maior e grandioso que não está, e nem deve estar, interligada a forma de alimentar seu filho. O prazer que seu filho terá ao mamar na mamadeira é o mesmo que ele poderia ter se mamasse no peito e o vínculo mamãe x bebê que a sociedade tanto impõe, também será o mesmo. A criança estará no seu colo do mesmo jeito, sentindo seu cheiro e aconchegado em seu seio. Eu não deixei que pensamentos me atormentassem e que pessoas por meio de suas perguntas estragassem a minha maternidade. Pensava sempre: “Meu filho está no meu colo do mesmo jeito, eu o olho da mesma forma, canto músicas e faço carícias da mesma maneira que se ele mamasse no meu peito.” Além disso, o fato de alimentar pela mamadeira (copo, colher, etc) possibilita ao pai, por exemplo, compartilhar essas sensações incríveis e consequentemente unir ainda mais a família. Isso principalmente nos primeiros meses quando ficamos muito cansadas e nossos maridos podem acordar no meio da noite para dar mamadeira… (risos)… Foi o que aconteceu por aqui.

Você observar o seu pequeno sugando a mamadeira e segurando nos seus dedos ao mamar, é mágico e inexplicável! Amamentar para mim é isso, nutrir um filho de qualquer que seja a forma, trocar carinhos e fazê-lo se sentir amado.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Cantinho do pensamento… Será?!

Bom dia!

Vim falar hoje da técnica do Cantinho do Pensamento que vejo muitas supernannies, escolas, mamães e papais fazendo. Óbvio que às vezes precisamos fazer com que nossos pequenos entendam o que estão fazendo e que não estamos gostando do jeito que estão agindo, mas será que a expressão “Cantinho do pensamento” é boa para utilizar nesse momento?!

Pensar é algo que nos dá liberdade, criatividade. O pensamento ninguém, a não ser você mesmo, pode controlar. É por meio dele que definimos nossos pontos de vistas e valores, aprendemos, damos formas e cores aos nossos sentimentos, enfim… não deveria ser sinônimo de castigo! Sim, o cantinho do pensamento é uma forma de castigo onde as pessoas colocam as crianças para “pensarem” em algo que fizeram e que não deveriam ter feito. Eu acredito que não podemos ter garantia de que a criança realmente está pensando no que fez. Acredito que ela estará pensando mais na raiva que está sentindo de quem a colocou ali ou pensando em como vai se livrar desse tal cantinho do “pensamento” que por sinal é bem tedioso para ela…. risos…

Mesmo que essa técnica funcione para algumas crianças, eu não sou adepta a esse castigo, prefiro utilizar minha repreensão de outra maneira, por meio de uma conversa ou utilizando a técnica do Quadro de Incentivos. Se após essas tentativas não houver mesmo o resultado que busco, utilizo o castigo mas de outra forma. Um exemplo: quando peço Raul para parar de jogar os brinquedos pro alto ou em algum lugar que não acho legal e ele não para, eu recolho os brinquedos e digo: “Você não vai mais brincar com esses brinquedos por causa…” e explico o porquê dessa minha atitude.

O cumprimento dos combinados é o que deve ser cobrado sempre. As crianças testam os limites o tempo inteiro e cabe a nós pais os definirem de acordo com nossos princípios. Confesso que dar limites não é uma coisa fácil. Muitas das vezes nós pais estamos cansados mentalmente e acabamos “falhando” nesse ponto e deixamos as crianças fazerem o que querem. O importante é sabermos sempre que se não dermos limites em casa a vida se encarregará disso e, na maior parte das vezes, não será com amor. Por causa desse simples motivo, seja qual for a sua maneira de impor seus limites e educar seu filho, aja sempre com amor que ele te entenderá. Crianças são muito inteligentes e captam tudo o que está ao redor. Com ou sem o “cantinho”, é essencial cumprir o que foi combinado. Isso é fundamental para que a criança entenda que na próxima vez haverá consequências.

Com amor,

Ana Maria

A idade ideal para colocar os filhos na escola

Bom dia!

Quando Raul começou a andar já começaram a me perguntar quando o colocaria na escolinha e foi então que comecei a pensar em qual seria a idade ideal para que isso acontecesse. Foram inúmeras pesquisar lidas desde pedagogos e psicólogos relatando esse momento de ingressão das crianças na escola, uns a favor de colocá-los bem cedinho e outros contra. Li até artigos de homeschooling que agora no Brasil já está sendo “aceito” pela sociedade. Minhas principais perguntas eram: No que me ajudaria e em que o Raul seria beneficiado colocando-o na escolinha antes dos três anos de idade?! Enfim, ao analisarmos os prós e os contras decidimos, então, que só o colocaria depois que ele completasse três anos e resolvi explicar o motivo de optarmos por não colocá-lo ainda.

O principal motivo é porque o meu trabalho é em casa, e são pouquíssimas as vezes que preciso de sair para trabalhar. Então me comprometi a ficar com ele e cuidar da casa. Quando eu preciso sair deixo-o com minha avó, minha mãe, minha sogra ou minha irmã. Tenho muita sorte de ter quem tome conta dele para mim quando preciso. Mas se eu não trabalhasse em casa, com certeza contrataria alguém para cuidar dele enquanto eu fizesse a minha jornada de trabalho.

Aqui no Brasil a entrada na escola acontece bem cedo, em outros lugares as crianças vão ingressando aos poucos, algumas horas na semana, depois algumas horas por dia e assim vai até estar totalmente adaptado na escola. Por aqui a criança mal-mal nasce e logo já iniciam as perguntas “Ele já tá na escolinha?” Isso se deve ao fato das mães precisarem trabalhar fora, falta de apoio do governo em relação à maternidade, ou simplesmente por cobrança da sociedade. Sinto isso na pele, até a pediatra do Raul me pressiona para colocá-lo na escola. Eu não vejo necessidade (no nosso caso) de colocar o Raul na escola, até o momento, porque eu o estimulo em casa. Vou ensinando-lhe as coisas que aprenderia na escola com a idade em que está. Coisas como cores e números, incentivo às habilidades motoras e psíquicas e a socialização, que muitos pregam ser necessário para o desenvolvimento da criança, mesmo ela só acontecendo, de verdade, após os três anos em meninos. O que me ajudou também a tomar esta decisão foi a leitura de muitos artigos que descrevem o desenvolvimento do cérebro de meninos e meninas e suas diferenças. Um exemplo: antes dos três anos os meninos, principalmente, precisam de referência em casa, referência dos pais. Necessitam de uma atenção maior da mãe para que desenvolva segurança e seu cérebro adquira habilidades de comunicação e inteligência emocional. Alguns autores afirmam que meninos são mais propícios a ficarem ansiosos por causa da separação e se abaterem por terem sido “abandonados”. Isso pode desenvolver um comportamento mais agressivo quando ainda estão pequenos e carregar, para o resto da vida, esse “trauma”. Os mesmos estudos pontuam que os meninos precisam primeiramente aprender a respeito da confiança, cordialidade, prazer, intimidade e bondade. E somente após isso vem a tão cobrada “socialização”. Essa eu acredito não estar somente relacionada à escola. Podemos conquistá-la desde sempre em pracinhas, no playground do prédio, em atividades físicas como natação, artes marciais etc., onde tiver crianças e outros seres humanos ela está sendo estimulada. A não ser que você fique trancada 24 horas por dia em casa com uma criança, que não é o meu caso. Raul convive com outras crianças, tem primo e amiguinhos e desde que tomou as vacinas de três meses de vida o levamos para onde vamos e achamos que seria interessante para ele estar. Ano que vem, já estamos planejando ingressá-lo em uma escola de idiomas em alguns dias da semana. Além de proporcionar-lhe momentos de atividade física. Mas, na escola tradicional ainda não decidimos em qual colocá-lo. Ainda estou pesquisando sobre metodologias e pensando em quais critérios adotarei para a escolha da escola. Quando esse assunto estiver mais corriqueiro em nossa vida, eu escrevo contando para vocês como escolhi e quais foram os critérios adotados para que fizéssemos a escolha da escola.

Ressalto que é uma decisão nossa a opção de não colocar Raul na escola, por questão de opinião e de metodologia adotada na educação do nosso filho. Não sou contra quem coloca na escola desde bebê, mesmo porque quem sou eu para julgar alguém. Deus foi extremamente bondoso comigo para que eu pudesse ficar em casa e cuidar do meu filho e sei que muitas mamães não podem fazer o mesmo (ou até mesmo não têm vontade de fazer o mesmo).  Por esse motivo, agradeço sempre e faço por onde fazer o possível para que esse nosso tempo juntos seja sempre o melhor e o mais proveitoso. Enquanto isso, vou me preparando psicologicamente para o primeiro dia na escolinha, porque creio que para as mamães não deva ser nada fácil.

Com amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: Como estimular seu filho em casa

Bom dia!

Já sabemos que a estimulação na vida de um ser humano (aliás de quase todo ser vivo) é tudo e que sem ela não aprenderíamos quase nada. Para falarmos, precisamos escutar alguém falando e nos ensinando como produzir os sons, para caminhar é preciso que alguém nos auxilie a darmos os primeiros passos e é assim com quase tudo. O nosso cérebro trabalha com estímulos, por causa disso, quanto mais você estimula uma criança mais ela aprende e mais rápido adquire o seu desenvolvimento global.

Podemos utilizar tudo o que fazemos durante o dia com os nossos pequenos para estimulá-los, como por exemplo: se você vai dar um banho na criança, vá conversando, ensinando-lhe as partes do corpo, dê a ela o sabonete e a bucha para segurar, para sentir a diferença tátil entre eles; se vai escovar os dentes deixe que ela o ajude, para já ir treinando a coordenação motora; se vai cozinhar deixe que ela brinque com panelas ao seu lado, para incentivar a criatividade e a imitação. Viu só, como podemos tirar proveito de tudo!? Até nas nossas mais simples brincadeiras com nossos bebês estamos os estimulando das mais diversas formas. Mas se você antes souber o que se pode conseguir com cada brincadeira, ela vai ficar mais especial para você e pro seu pequeno. Se ele tem uma bola azul, já vai dizendo “olha que bola azul linda que você tem, será que tem outra coisa azul aqui no seu quarto?!” com essa simples frase você está estimulando seu pequeno a conhecer as cores, a parear e a usar o raciocínio lógico induzindo-o a procurar por outros objetos que sejam da mesma cor.

Abaixo tem algumas fotos que tirei das brincadeiras que faço com o Raul aqui em casa e que aproveito para estimulá-lo das mais diversas formas. Vou deixar em cada foto os meus objetivos com a brincadeira. São só alguns exemplos, mas, que ajudarão vocês a elaborarem e a planejarem melhor os objetivos das suas brincadeiras.

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A atividade visava trabalhar cores, formas geométricas, coordenação motora fina e raciocínio para encaixar as peças nos lugares certos.
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A atividade visava estimular o conhecimento de cores e coordenação motora fina.
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Nessa atividade trabalhamos equilíbrio, coordenação motora fina e grossa, cores e elaboração de estratégias.
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Com essa atividade trabalhamos formas geométricas, cores, pareamento e coordenação motora fina.
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Brincar de bola trabalha a coordenação motora, o equilíbrio, a propriocepção e a lateralidade.
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A atividade era passar os carrinhos dentro da “estrada”. Trabalhamos coordenação motora, relação espacial e concentração.

Uma brincadeira não é, e não deve ser, uma simples brincadeira. Aproveite para estimular seu pequeno, vocês dois ganharão com isso!!!

Com amor,

Ana Maria Poças.

CRFa 6-7185.

Quadro de Incentivos, quando e como fazer um para o seu filho…

Bom dia!

Aposto que você já assistiu alguma vez na televisão a algum programa de reeducação familiar, em que o Quadro de Incentivo foi recorrido. Mas qual a finalidade desse facilitador?!

A ideia do quadro veio da psicologia… alguns psicólogos da linha Behaviorista (comportamentalismo) afirmam que o comportamento das pessoas pode ser modificado por meio de condicionamento de reforços positivos ou negativos. O reforço negativo servirá para que ela não repita tal atitude e o positivo servirá para que ela memorize aquela atitude que acaba sendo repetida e se tornando um hábito. Utilizando esse conceito do Behaviorismo, o quadro de incentivos vai servir de apoio visual para a criança. Quando ela fizer algo positivo ou negativo, receberá um adesivo, uma carinha ou qualquer coisa que você crie, para demonstrar  o comportamento dela. No final do dia ou da semana, você juntamente com a criança faz um feedback do seu comportamento e você dá o estímulo condicionando a mesma.

O quadro deve ser realizado com o envolvimento dos pais e cuidadores da criança.  Deve ser produzido de acordo com a idade da criança, não adianta, por exemplo, eu colocar os dias da semana sendo que o Raul (meu filho) só tem dois anos e não sabe ainda nem em que dia da semana estamos. Deve ser bem explicado o motivo pelo qual está sendo criado e qual o resultado você espera do seu filho. Aqui em casa foi o seguinte: Raul estava fazendo xixi na calça de novo, pelo simples fato de não querer parar de brincar para ir ao banheiro. Por esse motivo fiz o quadro com ele e expliquei que todas as vezes que ele fizesse xixi no pinico ele ganharia uma carinha de FELIZ e se fizesse na calça ganharia a carinha de TRISTE e se no final do dia não ganhasse nenhuma carinha triste poderia comer um ovinho de chocolate com surpresa (Que ele ama!). Fiz dessa forma porque ele ainda é muito pequeno para esperar por uma semana para que seu esforço fosse recompensado. Mas o quadro e as metas você faz de acordo com a idade da criança, se a criança já sabe os dias da semana, você coloca os dias da semana e as atividades que ela deve cumprir e estipule uma regra, como por exemplo: “Se no final da semana você tiver feito suas atividades como combinamos você pode escolher um brinquedo para ganhar ou um passeio para fazer.”. Use sua criatividade! O importante é fazer com que as regras sejam bem definidas e que você cumpra as recompensas prometidas, pois não adianta as crianças se esforçarem e não serem recompensadas. Mesmo você achando que seja obrigação dela. Ela ainda não entende que isso deve ser feito.

Então vou mostrar como fiz o quadro aqui em casa. Peguei um quadro negro que Raul já tinha e cortei círculos vermelhos e amarelos e fiz carinhas com expressão de triste e feliz respectivamente. Bem simples e barato! Na internet você acha vários modelos para imprimir e copiar. Tem também em lojas de artesanatos que você pode comprá-los prontos ou encomendar da forma que você queira.  Como o meu objetivo era único, fiz dessa forma por ser mais simples para ele entender.

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Com uma semana de uso, já tive o resultado esperado com Raul. Eu poderia ter conseguido isso de outra forma e não utilizado o quadro de incentivo?! Acho que sim… Mas foi bom fazer e ele entendeu o que eu esperava dele e agora, quando ele vai ao banheiro, volta com um olhar de aprovação e de quem fez algo muuuuuito bom! Claro que fazemos uma festa quando acerta e o encho de palavras de incentivo, porque isso é fundamental!

Com amor,

Ana Maria.

Casamento – por Rodrigo Patricio

Olá, pessoal!

Minha cunhada mais nova se casou em agosto desse ano e quem fez a cerimônia do casamento foi o meu marido. Eu sabia que Rodrigo escrevia coisas lindas, mas esse texto sobre casamento me surpreendeu. Então pedi autorização a ele para postá-lo aqui para vocês. Resolvi compartilhá-lo para que ele inspire o casamento de vocês e que se algo esteja saindo dos eixos, que ele os façam refletir sobre o verdadeiro significado do casamento. Vem ler!!!

“Hoje estamos aqui para celebrar o amor de Deborah e Leo.

Eu me sinto muito honrado por fazer parte de forma tão importante desse novo passo da vida de vocês.

Na verdade, além de ser um novo passo, o casamento representa uma nova forma de relacionamento que vocês terão. Até então vocês haviam se relacionado com seus familiares, colegas de escola, faculdade, amigos…mas sempre nesses relacionamentos vocês tinham um lar para voltar, sempre tinham um porto seguro, um lugar onde vocês eram realmente acolhidos. Mas a partir de agora vocês deixam de fazer parte de um lar para criarem um novo. O importante é que nesse novo lar, que vocês estão prestes a criar, a harmonia e alegria dependerão somente das suas atitudes e essa não é uma tarefa fácil. Ela vai exigir de vocês muita energia e dedicação. Nessa fase da vida é que realmente será exigido de vocês o amor na sua forma plena. Sem segredo. Puro e simples.

Esse amor verdadeiro já foi definido com as mais diversas formas, as mais belas possíveis, pelos mais geniais pensadores e poetes, como por exemplo o “Fogo que arde sem se ver” ou “Eterno enquanto dure” mas eu prefiro o “Amar ao Próximo como Eu vos amei” que na verdade não é uma definição em si, é mais uma dica, um conselho, uma ordem para que sejamos felizes. Porque esse “amar o próximo” faz todo sentido já que o amor não é algo que possa ser definido, não é algo estático que habita nosso coração ou nossa mente. Ele é uma espécie de fluxo que só faz sentido quando é doado e só aumenta quando é compartilhado.

É por essa razão que quando se escolhe alguém para se casar, quando vocês escolheram um ao outro, é preciso lembrar que essa é a pessoa que você escolheu para fazer feliz e não aquela que irá lhe fazer feliz. Isso porque não somos capazes de mensurar os sentimentos dos outros, não é possível saber quem realmente irá nos fazer feliz. Somos responsáveis exclusivamente pelos nossos atos e pelas nossas escolhas e é exatamente por isso que precisamos estar atentos para o fato de que nossos atos precisam ter resultados efetivos. Em contradição aquela frase “Sou responsável apenas pelo que digo e não pelo que as pessoas entendem”, nós somos sim responsáveis pelo que causamos aos outros. Na vida a dois precisamos agir e nos expressar de forma carinhosa e amorosa…(Porque mesmo assim já é difícil de evitarmos os conflitos…rs…) e é muito difícil que ações ou palavras amorosas sejam capazes de ferir alguém.

Por essa razão um casamento harmonioso é justamente aquele em que um deseja tudo de melhor ao outro, em que um encontra a felicidade na felicidade do outro e onde o sucesso de um representa o sucesso do outro. Mas principalmente, não acreditem cegamente nessas palavras, coloquem-nas a prova, em pratica… façam o teste! O caminho ate pode ser indicado por pessoas mais experientes ou que são exemplos de um casamento feliz mas só vocês podem realmente percorrer o caminho, então percorram-no! e evitem rejeitar a experiência real em favor de ideias pré concebidas.

E esse caminho que chamamos de casamento pode ser comparado com a escalada de uma montanha.

No começo, no pé da montanha é tudo muito verde, você vê flores, pássaros… a medida que você vai subindo o chão vai ficando pedregoso, as pernas vão começando a ficar doloridas… nesse momento é que muita gente desiste… e quanto mais você sobe mais o ar vai ficando rarefeito, o corpo vai ficando cada vez mais dolorido, a temperatura vai ficando mais baixa e muitas vezes você vai pensar em desistir,… porém quando você atinge o topo… você é presenteado com uma paz indescritível. Uma vista sublime e a sensação do dever cumprido… Nessa analogia esse é o momento em você atinge a harmonia em sua vida de casal… você vê que a subida não foi tão difícil assim e sabe que a partir de agora você já conhece o caminho e pode chegar ao topo quando quiser.

Por essa razão lembrem-se que vocês estão juntos nessa escalada, e por isso, sejam luz no caminho um do outro.

Dessa forma vocês serão capazes de criar lares e filhos amorosos além de serem fonte de harmonia aos que estão a sua volta.

Vocês já iniciaram essa tarefa, basta olhar ao redor para perceber o quanto vocês são importantes na vida de cada um que esta aqui. Todos aqui fazem parte da torcida para que vocês atinjam o topo e, principalmente os padrinhos serão aqueles aos quais vocês poderão recorrer nos momentos difíceis.

Além disso, as duas famílias continuarão sendo um auxílio que vocês poderão recorrer sempre que precisarem.

É por isso, meus queridos Deborah e Leo, que do fundo do meu coração eu desejo a vocês todo amor do mundo e que vocês sejam um casal iluminado! “

Com MUITO mais MUITO amor para todos vocês!

Ana Maria.

Obs: Meu marido é um poeta, gente! Deus o usa infinitamente! Grata a Deus sempre por você existir e me fazer feliz! Amo você, Rodrigo Patricio!

A cegonha foi convocada…

A decisão do segundo filho, um assunto bem complicado para a nossa atual realidade. Um mundo bem violento e cheio de preconceitos, além da crise no país, mas o fato do Raul crescer sem irmãos nunca me passou pala cabeça. O que seria de mim sem minha irmã?! É o que pensei para convocar a cegonha novamente.

Já falei aqui no blog que quando estávamos tentando engravidar do Raul, começamos a pensar na possibilidade de adotar um filho, vocês lembram?! Pois então, essa nossa ideia veio e foi amadurecendo e chegou a hora de colocá-la em prática. Estamos em processo de coleta de documentos para dar entrada no Cadastro Nacional de Adoção e ao longo de todo o processo vou contar para vocês como está sendo e o passo a passo.

A decisão do segundo filho ser adotado e não biológico parece bem estranho para uns, até mesmo da nossa própria família. Preconceito?! Acho que é mais um pré-conceito mesmo de que filhos adotados dão trabalho, já vem com a personalidade formada, etc… Mas e os biológicos não dão trabalho?! A mudança de vida que você pode proporcionar a esta criança que foi “rejeitada” por sua família biológica é o que mais me encanta nessa decisão e foi ela que nos motivou e nos motiva a cada dia mais a esperar que o irmãozinho do Raul chegue logo. Outros me perguntaram se foi por receio de outra criança nascer com fissura… bom, pensei nisso, sim, mas como no nosso caso não foi fator comprovado geneticamente, isso não me preocupa. Queremos ter dois ou três filhos e estamos também tentando engravidar novamente, mas enquanto a cegonha (biológica) não vem, vamos dando andamento no processo de adoção.

Em breve conto o passo a passo (na realidade) da adoção aqui em Belo Horizonte.

Com amor,

Ana Maria.