Livro – Os 10 hábitos da memorização

Bom dia!

Sei que a queixa de falta ou falha de memória depois que virei mãe não é só minha. Não sei ao certo o que aconteceu com minha memória de elefante que eu tinha antes da gravidez, mas parece que ela passou toda pro Raul pelo cordão umbilical… Com mais alguém aí aconteceu isso!? Eu comecei a esquecer das coisas… onde guardei as chaves, se escovei ou não os dentes,  de pagar contas, do número do telefone da própria casa, de passar repelente no pequeno (sendo que eu tinha acabado de passar e ele logo me lembra: “Mamãe você já passou!”),  de sair de casa sem as chaves e ficar presa do lado de fora, de colocar gasolina no carro e quase ficar na mão, enfim… cadê você memória?! risos.

Pois bem! Não seja por isso, arrumei a solução! Meu marido comprou esse livro, mas quem ganhou mais com ele fui eu. Quero indicá-lo para você que passa por esse “problema” não muito agradável, principalmente se você trabalha fora e precisa ter muito mais atenção no seu trabalho e sua memória não está te ajudando em nada. O livro é Os 10 hábitos da memorização do autor Renato Alves. Nele o autor dá dicas de memorização que vai te forçar a ter a melhor memória que você já teve em toda a sua vida. É um livro bem fininho, com 104 páginas mas com um conteúdo de muita utilidade e de muita praticidade. Há técnicas para nunca mais esquecer as chaves, o guarda-chuva, a carteira ou o casaco, para se lembrar de datas, de nomes de pessoas e de senhas. Ele dá dicas de como uma simples mudança de aliança de dedo ou o relógio de braço, um bilhete amarrado em algum objeto podem te ajudar na memória. Gente é incrível! Vale a leitura!

Boa leitura!

Com amor,

Ana Maria.

 

Quando me descobri mãe

Bom, nesse dia das mães quero compartilhar com vocês a minha nova forma de pensar que amadureceu em mim a partir dessa nova etapa da minha vida que esta sendo o processo de adoção. Eu sempre achei e ainda acho o processo da gestação algo mágico, assim como o nascimento e os primeiros anos de vida de nossos pequenos. Entretanto estou aprendendo e crescendo muito com esse novo universo da maternidade. Isso porque estou redescobrindo na prática que ela é algo muito mais abrangente do que gerar um filho.

Assim como nosso Raul que a cada dia requer da gente (meu marido e eu) mais atenção, carinho, amor incondicional, paciência e muita dedicação, também o nosso novo filho que irá chegar por meio da adoção necessitará. Da mesma forma que tivemos que passar noites em claro ou despender inúmeros dias para fazê-lo largar a fralda, também teremos muitas adversidades com nosso próximo filho. Dessa forma, tenho pensado muito que a maternidade é construída, lapidada e renovada a cada nova etapa da vida de nossas crianças. Não se pode dar o crédito de mãe somente àquelas que geraram simplesmente pelo fato de que a maternidade é um recomeço constante, o que significa que independe de como foi o começo.  Da mesma forma que tenho que acolher o Raul quando algo simples como derramar o leite com cereais no chão acontece, posso ver minha MÃE precisando de conselhos e às vezes do “colo” da minha vó. Ou seja, ser MÃE é um “trabalho” vitalício… risos…  Na verdade não importa quando ou como essa jornada começou e sim como você irá conduzir e, no futuro colher os frutos… no caso os netos… risos…  Todas nós sabemos que a MÃE é quem dá amor, vê de perto a evolução do seu filho. É a que chora a cada vacina dada, a cada ida ao médico, que sofre a cada tombo que o filho leva, que levanta de madrugada somente para saber se o filho está bem. Ser MÃE é sentir o seu coração bater em outro serzinho, tão indefeso e tão genioso. Ser MÃE não é fácil! É um trabalho árduo. Ter que educar um ser que está querendo aprender tudo e viver tudo o que lhe proporcionam, não é nada fácil. Transmitir seus valores, suas crenças que você nem se quer sabia que tinha, mas que floresceu assim que se descobriu MÃE. É ensinar o “certo” e o “errado”, mesmo que seu coração corte por dentro. Ser mãe é dizer NÃO ou deixar sua melhor parte de castigo, quando necessite. É Quando você vê seu filho disputando um brinquedo, muitas vezes quebrado e ter que ensiná-lo que dividir é o melhor sempre. É ensinar que não se deve brincar com comida. É dizer que morder não pode. É amar como você nunca imaginou um dia que poderia amar alguém. É um amor incondicional. E esse amor aumenta a cada dia. Não estou simplesmente querendo bater na mesma tecla “mãe é quem cuida”, mas sim compartilhar com vocês o que sempre escutei, mas nunca tinha realmente sentido com o coração.

Ser mãe é minha melhor parte. O Raul é minha melhor parte. Sou muito grata a ele por me escolher para ser sua MÃE. Sou muito grata por ser a MÃE que me tornei e que me torno a cada dia. Longe de ser perfeita. Erro muito. Quase sempre. Mas tento ser melhor a cada manhã que levanto.

Filho, a mamãe te ama muito! Um dia, esses textos serão lidos por você e é por isso que escrevo. Para você! Sem você, eu não me descobriria mãe, não descobriria essa minha melhor parte.

Com amor,

Mamãe Ana Maria.

Livro – Mulheres visíveis, mães invisíveis

Olá, pessoal!

A dica de leitura do dia vai para o livro da Laura Gutman: Mulheres visíveis, mães invisíveis. Um livro cheio de textos sobre assuntos que assombram nossas cabeças desde que conhecemos o maravilhoso mundo da maternidade.

A autora argentina, Laura Gutman, é terapeuta e vai estar aqui em Belo Horizonte no próximo mês em um seminário de mães, o qual participei ano passado (Seminário de Mães), mas que infelizmente este ano não poderei estar presente. Laura publicou diversos livros sobre maternidade e é colaboradora de algumas revistas na Argentina e na Espanha. Pois bem, vamos ao livro. O livro é um ótimo e honesto referencial à maternidade real. Trata assuntos da maternidade bem polêmicos como a amamentação, puerpério, doenças, palmadas, separação de pais, culpa, medos, criação, papel dos pais na criação dos filhos etc… tudo com muita naturalidade, esclarecendo e orientando de uma forma bem suave cada assunto por ela abordado. Um livro de simples leitura, você o lê em uma sentada de tão suave e gostoso de ler. Ela aborda TUDO com muita simplicidade e amor! Ao terminar de ler esse livro eu garanto um momento de reflexão de sua maternidade, como está indo com esse papel tão importante que fazemos por nossos filhos.

O livro possui 6 capítulos divididos em assuntos como Maternagem, Vazio emocional, Criação, Ser mulher, Casal e Reflexões. Nesses capítulos a autora utiliza a psicologia para proporcionar às mães o verdadeiro significado da maternidade buscando a aproximação das mães com seus pequenos, sem traumas e sem culpa. Foi um verdadeiro achado esse livro, aliás uma indicação ótima de uma leitora aqui do blog logo que comecei a escrever sobre maternidade.

Boa leitura!

Com amor,

Ana Maria.

Maternidade diabética – por Deborah Patricio

1º trimestre se foi…UFA!
Depois do 1º mês com a hemoglobina glicada a 8,6 (devendo estar menor que 7) eu e minha endócrinologista montamos um plano de controle glicêmico que deu super certo. Faço a contagem de carboidratos e aplico a insulina rápida conforme o que vou comer e dependendo do valor que minha glicemia está. No começo media a glicose umas 9 vezes por dia, agora meço de 4 a 5 vezes. Já no segundo mês ela estava a 6,8 e esse mês chegou a 6,6!!! Não foi fácil atingir esse resultado, foram várias noites acordando com hipoglicemia, e às vezes durante o dia também. A gente fica com muita neura, né? Normal. Mas a diabetes é uma doença super controlável, é só pegar o rítmo que tudo se encaixa. Fazer o que tem que ser feito, boa alimentação e exercícios. Evitar os estresses, por que isso também interfere na glicose, e manter hábitos saudáveis. Com o tempo essa contagem de carboidrato fica automática, quando se mantém uma rotina de alimentação é mais fácil, a gente acaba guardando na cabeça quanto devemos aplicar de insulina e quanto nossa glicemia irá aumentar dependendo do que ingerimos, é igual quando se faz dieta para emagrecer, a gente já sabe de cabeça quanto cada alimento tem de caloria. Meus exames nunca estiveram tão bons, em toda minha vida diabética minha hemoglobina glicada nunca esteve tão baixa, e olha que são 27 anos de diagnóstico! Valeu filhão!!!! hihi

Por causa da diabetes, fui recomendada pela ginecologista a tomar o acido fólico durante toda gestação, e assim estou fazendo. Meus ultrassons deram todos dentro da normalidade até o momento, bebê crescendo e engordando a cada dia, e espero que assim continue. Desde que descobri a gravidez até agora não tive muitos incômodos relacionados à gestação, se ocorreram 4 episódios de enjôo foi muito. Tive uma enxaqueca que me derrubou durante 4 dias, mas foi só! Não tive mal estar e nem falta de apetite (pelo contrário…rs). O que vem aumentando e muito são as acnes. Putz! Já não tenho mais espaço para tanta espinha…rs, e não há nada que possa ser feito. Minha médica liberou o uso de um sabonete e do ácido Azelan, mas é tão fraco que não resolve nadaaa… Até no antebraço está aparecendo espinhas. Mas tudo bem, isso é o de menos, né?! Vou passando uma base, um pó compacto e é isso mesmo…rs

Agora, no fim do 4º mês, é que minha barriga começou a incomodar para dormir, agachar, deitar de bruço… levanto umas 4 vezes por noite para mudar a posição, fazer xixi ou medir minha glicose, é bom que já me acostumo a acordar de madrugada!!!

Essa semana descobri o sexo. É um meninooo e se chama Lorenzo!!! Acho importante saber o sexo do bebê, pois assim ele passa a ter uma identidade, para eu e o papai dele podermos conversar chamando-o pelo nome, e assim fazemos. É o dia inteiro conversando com ele…rsrs.

O próximo ultrassom é o morfológico, considerado o mais importante na gravidez, e que serve para avaliar o desenvolvimento e a formação do bebê com bastante detalhe, incluindo os órgãos internos. O farei daqui a um mês e meio, voltarei aqui para contar pra vocês como está indo tudo.

Beijocas!!!

Deborah Patricio

Preparando para a chegada do(a) nosso(a) segundinho(a)

Bom dia, pessoal!

Nessas últimas duas semanas tivemos o curso preparatório para a chegada do(a) nosso(a) segundinho(a). Para quem não sabe, meu marido, Raul e eu vamos adotar uma criança para completar ainda mais nossa família. Esse curso é obrigatório para quem quiser adotar em todo o Brasil e cada estado ministra esse curso em etapas diferentes. Aqui em Belo Horizonte ele é dado após a entrega da documentação do(s) pretendente(s), já em outros estados ele é ministrado após todas as etapas do processo da adoção, sendo esse o último passo para o juiz dar o parecer sobre a habilitação para o cadastro nacional de adoção.

O curso foi dado em duas quartas feiras com o horário de início 12:30. No primeiro dia quem palestrou foi uma promotora responsável pela Vara da Infância daqui do estado. Questões sobre o processo jurídico da adoção foram abordadas de forma bem clara, desde o começo até o final do processo quando a criança  recebe o nome dos pais na certidão de nascimento. A palestra foi muito válida e com muita objetividade. Foi possível esclarecer todos os assuntos que eram pertinentes às questões jurídicas. Um assunto relevante merece ser citado aqui, nem todas as crianças que estão para adoção já estão destituídas para uma adoção imediata, ou seja, muitas delas só vão estar aptas para adoção após já estarem há um bom tempo com suas famílias adotivas. Em outras palavras, seu filho adotivo só será seu mesmo após estar com a sua certidão com o seu nome. Esse processo de certidões atualizadas com os nomes das famílias adotivas pode demorar anos e nesse meio tempo, se os pais biológicos ou alguém da família biológica quiser a criança de volta, pode entrar com um processo para restituí-la. Outra coisa que a gente tinha dúvidas era se poderia trocar o nome da criança, o nome primário, como dizem. Sim, podemos trocar o nome da criança de qualquer que seja a idade. Porém, claro e óbvio que cabe um consenso. Por exemplo, você não vai trocar um nome de uma criança que chama Maria para Joana sendo que ela já tem 10 anos de idade e se reconhece por Maria… a não ser que ela concorde em mudar, ou o nome é prejudicial ao psicológico da criança etc. Após a palestra da promotora, foi a vez de um grupo de apoio a adoção daqui de BH palestrar. A palestrante contou sua história de quando adotou seu filho e falou sobre o trabalho do grupo e suas reuniões. No segundo dia, uma semana depois do primeiro, foi a vez da psicóloga e de uma assistente social falarem. Elas esclareceram questões psicológicas do processo que envolvem desde o primeiro contato com a(s) criança(s) e do relacionamento entre o(os) adotante(s) e a(s) criança(s). Descreveram alguns casos e falaram bastante do preconceito que as famílias podem vir a sofrer. Eu particularmente não tirei muito proveito dessa palestra, parecia ter a intenção de nos fazer desistir de adotar. Acredito ser esse mesmo o propósito para aquelas pessoas que estão ainda em dúvida se adotam ou não. Questões que eu julgava essenciais como a questão de doenças que é exigência no preenchimento do perfil não foram abordadas. Logo após esta palestra, tivemos um depoimento de um pai solteiro que adotou um menino de 5 anos. Foi linda e inspiradora!

O nosso processo está andando. Estamos aguardando a visita aqui em casa para ver se a nossa casa comporta mais um pequeno… rs…. Acredito ser também para eles conhecerem melhor a nossa vida de perto, ver como é nossa rotina, nosso convívio familiar, penso que esse é objetivo dessa visita. Eles deram um prazo para essa visita acontecer, que foi o de dois meses. Assim que vierem dou o feedback para vocês. Logo após essa visita vão agendar uma reunião com dia e horário marcado lá na vara da infância com a psicóloga e outra com a assistente social. Estamos tranquilos quanto ao processo. Temos certeza de que nosso(a) segundinho(a) já está nos aguardando em algum lugar desse Brasil.

Com amor,

Ana Maria.

Livro – Seja a mãe que seu filho precisa

Bom dia!

Seja a mãe que seu filho precisa é um livro que me cativou bastante. Eu lia e logo em seguida relia cada capítulo do livro de tanto que cada página me chamava a atenção. Este foi sem dúvidas um dos livros de maternidade que eu mais gostei de ler e comecei a indicá-lo para todas as mamães de meninos que eu conheço.

A autora americana Cheri Fuller trata nesse livro da criação de filhos a partir de uma maternidade que auxilia no desenvolvimento do caráter dos filhos. Sabe aquela frase que por trás de todo grande homem existe sempre uma grande mulher? Pois então, nesse livro as mamães vão descobrir a influência que elas têm sobre seus pequenos e que esta determina o tamanho do sucesso que alcançará  na vida. Lançado pela editora Thomas Nelson Brasil, o livro mostra como o relacionamento entre a mãe e o filh é importante para o desenvolvimento da personalidade da criança. A autora utiliza dicas e esclarece, de forma simples e prática, as necessidades dos meninos na infância e na adolescência e como nós mamães podemos intervir na vida dos nossos “mini homens” de forma eficaz. O principal objetivo do livro é ajudar as mamães a conduzirem seus filhos a serem homens confiantes e bem-sucedidos em todas as fases de suas vidas. Mostrando exemplos, inclusive próprios na crianção de seus dois filhos e de seus netos, Cheri nos ajuda nessa tarefa dando dicas de como ouvir e encorajar os pequenos a alcançarem o objetivo e potencializa também o poder que uma oração tem na vida  dos nossos filhos, sejam eles bebês ou adultos.

Um livro sem dúvidas delicioso de ler! Tem 14 capítulos onde o foco é o amor materno, a influência mais poderosa e positiva no desenvolvimento e na vida de um filho. Um livro encorajador e importante para conhecer e entender o universo dos homens.

Mamães  de meninos, quem já leu? Me dá o feedback, vou adorar saber!

Com amor,

Ana Maria.

Pão de frigideira

Bom dia! Hoje é dia de receita!

Essa receita é daquelas bem simples, rápidas, saudáveis e sem lactose e glúten. Super rápida e prática para aqueles dias que você está sem tempo de fazer quase nada ou esqueceu de passar na padaria para o lanche. Tome nota e veja como é simples.

Ingredientes:

1 ovo

2 colheres sopa de farinha de arroz

2 colhes de sopa de farelo de aveia

1 colher de sopa de óleo de coco

1 colher de sopa de água

1 colher de cha de fermento em pó

Sal a gosto

Modo de preparo:

Bata o ovo, acrescente o restante dos ingredientes e misture. Coloque em uma frigideira untada e doure dos dois lados em fogo médio.

Essa receita é para um pão do tamanho de um prato de sobremesa. Serve uma pessoa. Nessa foto acima o recheio foi queijo Minas e ervas, mas você pode usar sua criatividade e recheá-lo do jeito que você quiser ou simplesmente comê-lo com azeite que também fica excelente.

Com amor,

Ana Maria.

A primeira viagem de mãe

Olá, gente! Bom dia!

Quem aqui já teve a experiência de fazer a primeira viagem com os seus pequenos?! Quem aqui teve a sensação de ter que colocar a casa inteira na mala, pois teve a impressão que precisaria de tudo na viagem?! Pois é, viajar pela primeira vez pode parecer assustador quando está chegando o dia de arrumar as malas. Mas ao chegar ao destino você pode até ter esquecido algumas ou várias coisas muito importantes, mas vai se virar sem elas e o prazer logo vem como recompensa.

A nossa primeira viagem com o Raulzito foi para Gramado/RS quando ele tinha 8 meses de vida. O processo de ida foi bem desgastante. Para irmos para o aeroporto que faz a maioria dos vôos daqui de MG é uma viagem de 40 minutos de carro. Chegamos ao aeroporto dentro do prazo, porém, alguns contratempos nos resultaram na perda do vôo e acabamos ficando cerca de 5 horas no aeroporto até sermos relocados. Nada mal para uma primeira viagem com filho, né?! Após a espera fizemos uma escala e mais uma espera de algumas horas e pronto, chegamos a Porto Alegre. Alugamos um carro e partimos rumo a Gramado, de baixo de uma chuva jamais vista com direito a uma breve “perdida” de caminho. Chegamos no nosso destino bem tarde da noite, que nos restou em tomar banho e dormir, não deu para aproveitar nada. E Raul? Vocês devem estar se perguntando… não nos deu trabalho nenhum! Estava super tranquilo! Bom, acordamos e eu ainda não tinha tido tempo de sentir o frio… Lá estava muito frio! Bem, pelo menos para mim que vivo aqui em BH onde ultimamente tem feito um clima de deserto. O Raul e meu marido estavam devidamente prontos para o frio, fui abrir a mala e percebi que eu achei que estava indo para o litoral. Cadê as roupas de frio para mim!? Havia esquecido. Dica: Mamães pensem primeiro em vocês nessas horas de arrumar malas, quando a sua estiver pronta vá para a do filho e a do marido. Tudo bem, errei na minha mala mas acertei na mala do Raul, porque nesse estresse todo que passamos na ida, eu tinha tudo a mão pra qualquer eventualidade.

Assunto de roupas resolvido, fomos então curtir nossas férias. E nos nossos passeios senti falta de um item que eu não julguei ser necessário na viagem, o carrinho de bebê. Alugamos com o carro, um bebê conforto e usamos ele para deitar o Raul quando ele dormia. Quando estava acordado ficávamos com ele no colo ou em um canguru que usávamos na época. Mas como estava frio demais, deveríamos ter levado o carrinho, com ele o passeio teria sido mais confortável tanto para o Raul quanto para nós. Depois que fiquei sabendo que a gente pode alugar carrinhos em algumas lojas. Achei o máximo a ideia caso você não queira carregar o carrinho na viagem. Ah, um outro assunto que me preocupou bastante quando decidimos viajar foi com a alimentação dele. Ele já comia de tudo mas nunca tinha dado comida que não tivesse sido feita em casa. Eu optei por levar uma garrafa térmica e antes de sair do hotel providenciava a água fervida para o preparo das mamafeiras do dia. Além disso, compramos essas papinhas prontas para emergências e quando íamos a algun restaurante pedia uma comida para ele do cardápio mesmo.  Percebi que os restaurantes de Gramado, em sua maioria, são bem solícitos e os garçons são sempre muito atenciosos com as crianças. Dessa forma, sempre que pedíamos algo adaptável à alimentação do Raul eles sempre nos atendiam com o maior carinho.

O Raul com apenas 8 meses se divertiu e muito! Dava para ver os olhinhos dele observando o monte de gente a sua volta e a decoração maravilhosa que estava por toda a cidade, pois era época de Páscoa. Ah, e eu estava super apreensiva de não curtir a viagem com meu marido por ficar o tempo todo preocupada com o fato  do Raul estar fora do seu ambiente mas me surpreendi. As crianças sempre nos mostram que são muito adaptáveis, tiram de letra qualquer mudança que passam e com o ambiente não foi diferente. Fomos com um casal de amigos, que na época não tinha filho e nos divertimos muito. Nos permitimos até um bom vinho a noite, enquanto Raul dormia tranquilamente e quentinho em seu bebê conforto ao nosso lado.

Nada mal para sua primeira viajem, né Raulzito?! Foi o que falei para ele quando aterrisamos aqui em BH após o “enganarmos” com uma mamadeira de água com um restinho de leite pois o leite que estava na bolsa tinha acabado. Ufa!

Com amor,

Ana Maria.

A escolha da primeira escola, uma visão psicológica – por Marcelle Camargo

Oi gente! Tudo bem com vocês?

Nos últimos tempos, tenho acompanhado a dificuldade de parentes e amigos que já são pais, na escolha de uma escolinha para matricularem seus pequenos. É uma decisão que não é fácil e, por esse motivo, tem que ser muito bem pensada.

É muito difícil para os papais de primeira viagem, deixar seu filho pela primeira vez na escolinha. Mas, muitas mães não têm saída, a licença maternidade acaba e iniciam-se as dúvidas e incertezas. Colocar o bebê em um berçário pode partir o coração a princípio, mas, se a escolha da escolinha for bem feita, os papais vão se sentir seguros. E, mesmo que a mãe tenha a oportunidade de ficar com seus filhos nos primeiros anos de vida, em algum momento, eles irão para a escola.

Educação é primordial e, por mais que ela tenha início em casa, a escola é uma extensão dos valores passados aos filhos. Por esse motivo, os critérios de decisão devem ser rígidos, principalmente, quando for escolhida a primeira escola, pois, é quando a criança sai do convívio familiar para um convívio mais amplo e precisa se sentir segura. Além disso, ao entrar na escola, a criança é inserida na sociedade, aprende a conviver com as diferenças, desenvolve-se como pessoa, desenvolve sua linguagem, constrói amizades e descobre suas competências.

Primeiramente, faça uma pesquisa dos valores e princípios da escola. O ideal seria que fossem os mesmos que os pais ensinam em casa, para que a criança os pratique em ambos os lugares e faça disso um hábito. Algumas perguntas podem ser feitas nessa etapa, como: “De que maneira a escola lida com indisciplina?”, “A escola é aberta e flexível para atender as demandas dos pais?”. Depois disso, conheça os professores que irão lidar com seu filho. Alguns aspectos a serem analisados, são sua formação, a didática de ensino, sua relação com as crianças, o prazer no que fazem e se a escola investe na atualização de seus profissionais.

A segunda etapa é pegar referências. Nada melhor que a opinião de outras pessoas para avaliar algum serviço. E, ao se aproximar de outros pais para pegar informações, você acaba descobrindo se eles têm os valores parecidos com os seus, o que reforçará sua decisão. Vale à pena ouvir a opinião das crianças da escola também, pois, são elas que estão ali dentro no dia a dia e podem afirmar se a escola pratica o que diz.

Pensar na localização da escola também é importante, caso tenha que chegar com rapidez ao local. Dê preferência às escolas perto de casa, do trabalho ou no meio termo.

Contudo, mesmo com essas dicas, somente depois que a criança começa a frequentar a escola é que os pais realmente terão conhecimento se a escolha foi boa. Todos os sinais da criança devem ser observados com muita atenção nessa fase. Se ela está feliz ou triste, se está apática, irritada, chorosa, se gosta ou não de ir para a escola, se está se entrosando com os coleguinhas.

A segurança que os pais passam para os filhos nesse início é fundamental. Devem conversar, explicar a importância da escola na vida das pessoas e não amolecer ao ver as lágrimas dos pequenos. Os pais devem facilitar a aceitação do novo ambiente através da sua presença e mediação com os professores. A relação entre criança e professor é primordial e os pais devem incentivar esse contato. A figura da mãe nunca será substituída, mas deve haver uma relação social onde seja construído um vínculo no qual a criança tenha confiança.

Espero ter ajudado vocês.

Um abraço,

Marcelle C. Carvalho

Psicóloga Clínica

CRP 04/37250

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Marcelle Camargo – Psicóloga Clínica CRP 04/37250 Instagram: @mazinhacamargo Twitter: @macamargo

A primeira nunca será a última – por Sônia Echeverria

O dia que a Ana me mandou mensagem perguntando se eu gostaria de escrever novamente para o blog, eu já fiquei bem animada. Quando ela me disse o tema, pensei: Nossa, nisso eu realmente tenho experiência.

Como já contei no meu último relato por aqui, minha gravidez foi planejada por Deus e Ele me contou meio que em cima da hora… Rsrsrs… Descobri que estava grávida na semana de prova do penúltimo período da faculdade de Engenharia Elétrica, então dá pra imaginar que foi tudo MUITO corrido.

Até esse ponto, tudo na minha vida era bem prática. Então, no meio daquela confusão de TCC, formatura, trabalho, mais uma escova de dente no meu banheiro, arrumando as milhões de coisas para a chegada do bebê, descobrindo o que é cueiro e que existem outras pomadas além de hipoglós, aprendendo a teoria de tudo para cuidar de um bebê (e no final não serviu pra quase nada)… Lembrei: e quando a licença acabar?

Prática como sou, junto com o Getúlio, conversamos e decidimos que babá não. Pelo fato de não termos ninguém de confiança e também porque pensávamos que a babá podia nos largar na mão a qualquer momento. Então: Escolinha… Aí vamos nós! Quais são os pré-requisitos? Perto de casa.

Começamos as buscas…. Fui em três escolas:

Ah… Hum… Tá… Mas eu imaginava tão diferente… Esperava chegar e ver a escola do filme “Um tira no jardim de infâncias”, e sério… Não é assim.

Meu Deus! Quando eu cheguei na escola uma mãe estava querendo levar a filha que não era dela, jurando que era. Não… Não mesmo… Um lugar triste sabe.

Ah… Agora sim… Longe de ser a escolinha do filme, mas tinha espaço, crianças felizes correndo… O espaço do berçário um pouco apertado, as crianças todas no berço, mas tinha um espaço pra elas se movimentarem. Ótimo. A uns 400m de casa, a dona da escola simpática. Pronto. Riscamos esse ponto da nossa lista… PRÓXIMO!

Desse dia em diante, muitas coisas aconteceram: a Anita nasceu, eu vivi a licença maternidade, passamos pelos difíceis dias das cólicas, e enfim comecei a curtir e a amar cada dia mais aquele serzinho. E o dia de deixá-la na escolinha chegou.

E aí que a minha ficha caiu, não lentamente, mas como uma bomba. A deixei na escolinha, seria por apenas duas horas, chorei por duas horas. Não houve adaptação, a adaptação era aumentar a cada dia o tempo dela longe de mim. Voltei e ela estava cansada de tanto chorar (estávamos) e não quis mais deixá-la. Não era aquele o lugar.

Aí comecei a pesquisar sobre escolinhas, ver o que os pais normais geralmente levam em conta, e então começou a crescer a nossa lista de pré-requisitos. O primeiro era: ter jeitinho de casa de vó. Eu queria que não tivesse jeitão de ESCOLA. Queria um complemento da minha casa, um lugar cheio de carinho. Nada de crianças no berço, a Anita nunca ficou no berço em casa (ela gosta de chão), que servissem almoço e jantar (os pais dela mal sabem ferver água), que fosse no caminho da nossa casa para o trabalho (já que as que eram perto da nossa casa foram descartadas) e que tivesse um espaço externo para as crianças brincarem.

Como eu ainda estava de licença, eu acho que visitei todas as escolas do caminho da minha casa até o trabalho. Fui em cada lugar inacreditável, e no fim eu percebi: os lugares que eu amava eu não podia pagar, e os lugares que eu podia pagar eu não conseguia amar. Escolhi uma escola dentro do OK, e lá a Anita ficou por uns 2 meses.

Frequentemente eu me chateava com algo, nós não estávamos verdadeiramente seguros. Até que um dia a Anita voltou mordida, nós não somos pais neuróticos (acho que deu pra perceber), hoje que ela tem quase 3 anos e todos os dentes, eu não ligaria dela voltar mordida, realmente acho que acontece, mas ela tinha uns 7 meses, mal tinha dentes… E voltou com uma mordida LOTADA de dentes.

Então, mais uma vez estava procurando escola para a Anita, até que entrei em uma escolinha, com aquele cheirinho de casa de vó (estava bem na hora do almoço), uma escola pequenininha que conquistou nossos corações. E foi ali que a nossa princesa ficou até mudarmos de BH. Era uma escola inaugurada há pouco tempo e a Anita foi a primeira criança do berçário (sim, somos vida loca!)… Mas meu coração estava lá, eu confiava, eu não chorava mais o dia todo e eu via nos olhos dela que ela estava feliz.

Resumindo… Quando você precisa escolher um lugar para deixar um pedaço do seu coração, não há maneira de escolher que não seja pelo seu instinto, seu coração tem que ficar confortável. Não vou contar a trajetória para escolinha em São Paulo (se não, já já teremos um livro por aqui), mas foi bem mais tranquila. Nós já tínhamos em mente o que era necessário e sabíamos o quanto era difícil, então priorizamos isso na nossa mudança.  Com a ajuda da Tia Bibi e da Tia Didi que já moravam por aqui, e com a sorte de termos uma indicação, encontramos uma escola que tem nossa total confiança e o meu coração… Mas como essa escola é até 6 anos, já estou pesquisando e me preparando para o futuro.

Sônia Echeverria