Passo a passo para a Adoção – A entrega da documentação

Bom dia, gente!

Hoje vou dar início a série do Passo a Passo para a adoção, tentando resumir as etapas a medida que formos vivenciando. O primeiro passo após a decisão de adotar uma criança aqui em Belo Horizonte/MG é se dirigir até a Vara da Infância e Juventude que fica na Avenida Olegário Maciel, 600. Lá irão te entregar uma relação da documentação necessária para a Habilitação ao Cadastro Nacional de Adoção, um requerimento para Postulantes à Adoção e uma espécie de questionário onde você deverá preencher com os dados pessoais do casal (ou só o seu, se for solteiro) e descrever as características da criança (ou das crianças) que pretende adotar. Já vou adiantando que é um pouco desorganizado e burocrático todo esse processo, desde as informações iniciais até a entrada com a documentação, tem que ter muita paciência… risos…

Sobre a relação da documentação para quem já quer ir adiantando, a lista é a seguinte:

  • Cópia autenticada e atualizada  da certidão de casamento ou de nascimento (se for solteiro); Para conseguir aqui em Belo Horizonte, basta você se dirigir até o cartório que casou ou que foi registrado, no caso da certidão de nascimento e solicitar a segunda via atualizada.  Essa cópia me custou R$ 30,00.
  • Cópia autenticada do CPF e da Identidade de ambos os requerentes; Para isso, somente ir em qualquer cartório de Notas e solicitar a autenticação dos documentos. Uma dica, já leve o xerox dos documentos. O serviço para duas autenticações (minha e a do meu marido) custou R$ 15,90.
  • Comprovante de rendimento dos requerentes; Nós imprimimos o comprovante de IRPF (Imposto de Renda) 2015, mas também poderia ser uma declaração contábil ou Folha de Pagamento.
  • Comprovante de residência;
  • Atestado MÉDICO de sanidade física e mental de ambos os requerentes; Nós fomos a um Clínico Geral, mas poderia ser em qualquer médico que você já esteja acostumado a ir.
  • Certidão de antecedentes criminais de ambos os requerentes; Tiramos no site da Polícia Federal (https://servicos.dpf.gov.br/sinic-certidao/emitirCertidao.html), é só seguir os passos e imprimir.
  • Certidão negativa cível e criminal de ambos os requerentes; Também tiramos na internet no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (http://www8.tjmg.jus.br/certidaoJudicial/faces/emitirCertidao.xhtml), basta preencher o formulário e imprimir. Uma dúvida que eu tinha era no item Instância, marquem a Primeira Instância. A certidão tem que sair com o título Certidão NEGATIVA Cível  e Certidão NEGATIVA Criminal.
  • Fotografia dos requerentes (que podem ser juntos ou separadas); Mandamos uma da nossa família. Fiquei na dúvida se era para ser apresentada para a criança, então mandei uma de nós três porque  acho importante que a criança conheça também o Raul.
  • Questionário entregue pela Vara da Infância preenchido; É nesse questionário que você irá colocar os dados pessoais e as características da criança  que pretende adotar (raça, cor, restrições e se aceita grupo de irmãos). Todas as vias desse questionário deverão ser rubricadas pelos adotantes.
  • Requerimento preenchido para postulantes à adoção. São duas vias, uma vai ficar com você e outra para arquivar junto com o processo.

Após providenciar toda essa documentação, você deverá voltar a Vara da Infância para entregar os documentos. Lembrando que eles trabalham de segunda a sexta-feira de 13:00 às 17:00 horas. A atendente irá conferir a documentação e marcar o dia do curso que os pretendentes deverão fazer. O nosso saiu só para abril do ano que vem… ou seja, o processo é beeem longo. Somente depois desse curso que será agendada a visita de um Assistente Social aqui em casa e só depois dessa visita vem a parte do Juiz, que dará ou não o “sim” para você entrar na fila de adoção.

A primeira etapa já passamos e agora é a fase da espera. Assim que acontecer mais alguma novidade conto o passo seguinte para vocês. Ah, e logo venho tentar esclarecer um pouco sobre a questão das restrições quanto a criança, pois é um assunto bem complicado e bem carente de informações.

P.S.: Se alguém tiver uma experiência com adoção conta pra gente como foi… Vou adorar conhecer!

Com amor,

Ana Maria.

Incentivando a imaginação

Bom dia!

Há alguns dias atrás Raul me pediu para montar a árvore de Natal aqui em casa… Influência dos desenhos animados que ele assiste que já estão com tema de Natal e também de alguns lugares que frequentamos que já estão decorados com o tema natalino, enfim, a pedido dele começamos a decorar a casa. Como a nossa árvore do ano passado morreu, esse ano vamos ficar somente com o cacto (de estimação) Natalino… e começamos a decorar a casa com enfeites de Natal.

No dia seguinte ele levantou e foi logo pedindo para escrever uma cartinha pro Papai Noel. Eu confesso que fiquei meio sem saber o que fazer, afinal é um menino de 2 anos e eu e o Rodrigo nunca havíamos incentivado ele a acreditar em figuras imaginárias como Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Não tinha opinião formada a respeito disso e nem pensado no assunto. Bom, minha reação foi entrar na dele. Fui pegando o papel e os lápis para ele escrever. Ele, que já me esperava em cima da cadeira da mesa, foi logo pegando o lápis, rabiscando a folha e falando: “Papai Noel, um Hulk, Raulzinho.” Isso em tamanhos diferentes de rabiscos na folha, sinal de que já conhece e tem percepção de tamanhos (Mamãe fono pensando… risos). Quando ele acabou, eu dobrei e entreguei a ele a cartinha. Ele desceu da cadeira e colocou ela no cacto. No dia seguinte, eu a recolhi antes dele acordar. Eu ainda esperava que ele fosse esquecer, que tivesse sido somente uma brincadeira… e não… ele foi direto no cacto pra ver se ela ainda estava lá. E ficou todo feliz que o “Papai Noel” tinha levado a sua cartinha.

Depois do ocorrido fui procurar saber se estava ou não certa em incentivar, mesmo que a iniciativa não tenha partido da nossa parte. O resultado que encontrei foi que incentivar a imaginação da criança é sempre muito bom! A fantasia é fundamental no processo de desenvolvimento cognitivo das crianças. Para a criança o real e o irreal ainda não são muito definidos e incentivar as crianças a acreditarem em figuras imaginárias, enriquece a imaginação e favorece a exploração das ideias e do pensamento. Vivenciar esse universo é enriquecedor para o raciocínio, para as habilidades de criação e de soluções de problemas, além de ajudar os pequenos a lidarem com os seus próprios sentimentos.

Então, que o Papai Noel seja incentivado aqui em casa! Eu já aproveitei para contar a história do Natal e seu significado no cristianismo.

Com amor,

Ana Maria.

Sugestões de leitura:

http://www.marisapsicologa.com.br/acreditar-em-papai-noel.html

http://delas.ig.com.br/filhos/2012-11-23/crianca-deve-acreditar-em-papai-noel.html

http://ninguemcrescesozinho.com/2012/12/04/deixe-sua-crianca-acreditar-em-papai-noel/

Amamentar com amor

Bom dia!

O texto de hoje tem como objetivo esclarecer e reconfortar as mamães que por algum motivo não puderam dar o peito para seus filhos. A sociedade muitas vezes rotula de forma cruel e injusta a amamentação com frases do tipo “quem ama amamenta” onde o termo aparece como sinônimo de dar o peito…. Amamentar segundo o dicionário significa dar de mamar, aleitar, alimentar, nutrir, sustentar. Existem outras maneiras de alimentar uma criança, sem ser o peito. Claro que o leite materno tem seus benefícios gigantescos para um recém nascido e tudo mais, mas se você não pode ou não quer amamentar, no peito, não significa que você ame menos seu filho. São lindas as propagandas de aleitamento materno, linda a teoria que aprendemos na graduação sobre a amamentação, mas na prática não é bem assim que funciona.

O que tem de mãe se culpando e com o psicológico muito abalado por não poder amamentar no peito seus filhos por algum motivo, seja pelo fato do leite que secou, leite que empedrou, doença, leite que não é suficiente para o filho, filho que não pega o peito ou filho que não conseguiu mamar devido a uma má formação (o meu caso), filho adotivo ou simplesmente por que a mãe não quer amamentar pois prefere dar mamadeira… vocês não fazem ideia! Já perceberam que as primeiras perguntas que fazem a uma mãe quando a vê com o filho é: “Você está dando peito?” ou “Ele mama direitinho?”. Para puxar assunto ou não, essas perguntas são bem chatas de se escutar e frustantes para quem não deu o peito. Bom, pelo menos pra mim foi e eu não as faço para ninguém.

Agora um recado para você mamãe que não “amamenta”… O fato de você não amamentar ou não querer amamentar não te faz menos mãe do que as outras. Amamentar não é sinônimo de amor. Ser mãe é algo muito maior e grandioso que não está, e nem deve estar, interligada a forma de alimentar seu filho. O prazer que seu filho terá ao mamar na mamadeira é o mesmo que ele poderia ter se mamasse no peito e o vínculo mamãe x bebê que a sociedade tanto impõe, também será o mesmo. A criança estará no seu colo do mesmo jeito, sentindo seu cheiro e aconchegado em seu seio. Eu não deixei que pensamentos me atormentassem e que pessoas por meio de suas perguntas estragassem a minha maternidade. Pensava sempre: “Meu filho está no meu colo do mesmo jeito, eu o olho da mesma forma, canto músicas e faço carícias da mesma maneira que se ele mamasse no meu peito.” Além disso, o fato de alimentar pela mamadeira (copo, colher, etc) possibilita ao pai, por exemplo, compartilhar essas sensações incríveis e consequentemente unir ainda mais a família. Isso principalmente nos primeiros meses quando ficamos muito cansadas e nossos maridos podem acordar no meio da noite para dar mamadeira… (risos)… Foi o que aconteceu por aqui.

Você observar o seu pequeno sugando a mamadeira e segurando nos seus dedos ao mamar, é mágico e inexplicável! Amamentar para mim é isso, nutrir um filho de qualquer que seja a forma, trocar carinhos e fazê-lo se sentir amado.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Cantinho do pensamento… Será?!

Bom dia!

Vim falar hoje da técnica do Cantinho do Pensamento que vejo muitas supernannies, escolas, mamães e papais fazendo. Óbvio que às vezes precisamos fazer com que nossos pequenos entendam o que estão fazendo e que não estamos gostando do jeito que estão agindo, mas será que a expressão “Cantinho do pensamento” é boa para utilizar nesse momento?!

Pensar é algo que nos dá liberdade, criatividade. O pensamento ninguém, a não ser você mesmo, pode controlar. É por meio dele que definimos nossos pontos de vistas e valores, aprendemos, damos formas e cores aos nossos sentimentos, enfim… não deveria ser sinônimo de castigo! Sim, o cantinho do pensamento é uma forma de castigo onde as pessoas colocam as crianças para “pensarem” em algo que fizeram e que não deveriam ter feito. Eu acredito que não podemos ter garantia de que a criança realmente está pensando no que fez. Acredito que ela estará pensando mais na raiva que está sentindo de quem a colocou ali ou pensando em como vai se livrar desse tal cantinho do “pensamento” que por sinal é bem tedioso para ela…. risos…

Mesmo que essa técnica funcione para algumas crianças, eu não sou adepta a esse castigo, prefiro utilizar minha repreensão de outra maneira, por meio de uma conversa ou utilizando a técnica do Quadro de Incentivos. Se após essas tentativas não houver mesmo o resultado que busco, utilizo o castigo mas de outra forma. Um exemplo: quando peço Raul para parar de jogar os brinquedos pro alto ou em algum lugar que não acho legal e ele não para, eu recolho os brinquedos e digo: “Você não vai mais brincar com esses brinquedos por causa…” e explico o porquê dessa minha atitude.

O cumprimento dos combinados é o que deve ser cobrado sempre. As crianças testam os limites o tempo inteiro e cabe a nós pais os definirem de acordo com nossos princípios. Confesso que dar limites não é uma coisa fácil. Muitas das vezes nós pais estamos cansados mentalmente e acabamos “falhando” nesse ponto e deixamos as crianças fazerem o que querem. O importante é sabermos sempre que se não dermos limites em casa a vida se encarregará disso e, na maior parte das vezes, não será com amor. Por causa desse simples motivo, seja qual for a sua maneira de impor seus limites e educar seu filho, aja sempre com amor que ele te entenderá. Crianças são muito inteligentes e captam tudo o que está ao redor. Com ou sem o “cantinho”, é essencial cumprir o que foi combinado. Isso é fundamental para que a criança entenda que na próxima vez haverá consequências.

Com amor,

Ana Maria

A idade ideal para colocar os filhos na escola

Bom dia!

Quando Raul começou a andar já começaram a me perguntar quando o colocaria na escolinha e foi então que comecei a pensar em qual seria a idade ideal para que isso acontecesse. Foram inúmeras pesquisar lidas desde pedagogos e psicólogos relatando esse momento de ingressão das crianças na escola, uns a favor de colocá-los bem cedinho e outros contra. Li até artigos de homeschooling que agora no Brasil já está sendo “aceito” pela sociedade. Minhas principais perguntas eram: No que me ajudaria e em que o Raul seria beneficiado colocando-o na escolinha antes dos três anos de idade?! Enfim, ao analisarmos os prós e os contras decidimos, então, que só o colocaria depois que ele completasse três anos e resolvi explicar o motivo de optarmos por não colocá-lo ainda.

O principal motivo é porque o meu trabalho é em casa, e são pouquíssimas as vezes que preciso de sair para trabalhar. Então me comprometi a ficar com ele e cuidar da casa. Quando eu preciso sair deixo-o com minha avó, minha mãe, minha sogra ou minha irmã. Tenho muita sorte de ter quem tome conta dele para mim quando preciso. Mas se eu não trabalhasse em casa, com certeza contrataria alguém para cuidar dele enquanto eu fizesse a minha jornada de trabalho.

Aqui no Brasil a entrada na escola acontece bem cedo, em outros lugares as crianças vão ingressando aos poucos, algumas horas na semana, depois algumas horas por dia e assim vai até estar totalmente adaptado na escola. Por aqui a criança mal-mal nasce e logo já iniciam as perguntas “Ele já tá na escolinha?” Isso se deve ao fato das mães precisarem trabalhar fora, falta de apoio do governo em relação à maternidade, ou simplesmente por cobrança da sociedade. Sinto isso na pele, até a pediatra do Raul me pressiona para colocá-lo na escola. Eu não vejo necessidade (no nosso caso) de colocar o Raul na escola, até o momento, porque eu o estimulo em casa. Vou ensinando-lhe as coisas que aprenderia na escola com a idade em que está. Coisas como cores e números, incentivo às habilidades motoras e psíquicas e a socialização, que muitos pregam ser necessário para o desenvolvimento da criança, mesmo ela só acontecendo, de verdade, após os três anos em meninos. O que me ajudou também a tomar esta decisão foi a leitura de muitos artigos que descrevem o desenvolvimento do cérebro de meninos e meninas e suas diferenças. Um exemplo: antes dos três anos os meninos, principalmente, precisam de referência em casa, referência dos pais. Necessitam de uma atenção maior da mãe para que desenvolva segurança e seu cérebro adquira habilidades de comunicação e inteligência emocional. Alguns autores afirmam que meninos são mais propícios a ficarem ansiosos por causa da separação e se abaterem por terem sido “abandonados”. Isso pode desenvolver um comportamento mais agressivo quando ainda estão pequenos e carregar, para o resto da vida, esse “trauma”. Os mesmos estudos pontuam que os meninos precisam primeiramente aprender a respeito da confiança, cordialidade, prazer, intimidade e bondade. E somente após isso vem a tão cobrada “socialização”. Essa eu acredito não estar somente relacionada à escola. Podemos conquistá-la desde sempre em pracinhas, no playground do prédio, em atividades físicas como natação, artes marciais etc., onde tiver crianças e outros seres humanos ela está sendo estimulada. A não ser que você fique trancada 24 horas por dia em casa com uma criança, que não é o meu caso. Raul convive com outras crianças, tem primo e amiguinhos e desde que tomou as vacinas de três meses de vida o levamos para onde vamos e achamos que seria interessante para ele estar. Ano que vem, já estamos planejando ingressá-lo em uma escola de idiomas em alguns dias da semana. Além de proporcionar-lhe momentos de atividade física. Mas, na escola tradicional ainda não decidimos em qual colocá-lo. Ainda estou pesquisando sobre metodologias e pensando em quais critérios adotarei para a escolha da escola. Quando esse assunto estiver mais corriqueiro em nossa vida, eu escrevo contando para vocês como escolhi e quais foram os critérios adotados para que fizéssemos a escolha da escola.

Ressalto que é uma decisão nossa a opção de não colocar Raul na escola, por questão de opinião e de metodologia adotada na educação do nosso filho. Não sou contra quem coloca na escola desde bebê, mesmo porque quem sou eu para julgar alguém. Deus foi extremamente bondoso comigo para que eu pudesse ficar em casa e cuidar do meu filho e sei que muitas mamães não podem fazer o mesmo (ou até mesmo não têm vontade de fazer o mesmo).  Por esse motivo, agradeço sempre e faço por onde fazer o possível para que esse nosso tempo juntos seja sempre o melhor e o mais proveitoso. Enquanto isso, vou me preparando psicologicamente para o primeiro dia na escolinha, porque creio que para as mamães não deva ser nada fácil.

Com amor,

Ana Maria.

Da série mamãe fonoaudióloga: Como estimular seu filho em casa

Bom dia!

Já sabemos que a estimulação na vida de um ser humano (aliás de quase todo ser vivo) é tudo e que sem ela não aprenderíamos quase nada. Para falarmos, precisamos escutar alguém falando e nos ensinando como produzir os sons, para caminhar é preciso que alguém nos auxilie a darmos os primeiros passos e é assim com quase tudo. O nosso cérebro trabalha com estímulos, por causa disso, quanto mais você estimula uma criança mais ela aprende e mais rápido adquire o seu desenvolvimento global.

Podemos utilizar tudo o que fazemos durante o dia com os nossos pequenos para estimulá-los, como por exemplo: se você vai dar um banho na criança, vá conversando, ensinando-lhe as partes do corpo, dê a ela o sabonete e a bucha para segurar, para sentir a diferença tátil entre eles; se vai escovar os dentes deixe que ela o ajude, para já ir treinando a coordenação motora; se vai cozinhar deixe que ela brinque com panelas ao seu lado, para incentivar a criatividade e a imitação. Viu só, como podemos tirar proveito de tudo!? Até nas nossas mais simples brincadeiras com nossos bebês estamos os estimulando das mais diversas formas. Mas se você antes souber o que se pode conseguir com cada brincadeira, ela vai ficar mais especial para você e pro seu pequeno. Se ele tem uma bola azul, já vai dizendo “olha que bola azul linda que você tem, será que tem outra coisa azul aqui no seu quarto?!” com essa simples frase você está estimulando seu pequeno a conhecer as cores, a parear e a usar o raciocínio lógico induzindo-o a procurar por outros objetos que sejam da mesma cor.

Abaixo tem algumas fotos que tirei das brincadeiras que faço com o Raul aqui em casa e que aproveito para estimulá-lo das mais diversas formas. Vou deixar em cada foto os meus objetivos com a brincadeira. São só alguns exemplos, mas, que ajudarão vocês a elaborarem e a planejarem melhor os objetivos das suas brincadeiras.

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A atividade visava trabalhar cores, formas geométricas, coordenação motora fina e raciocínio para encaixar as peças nos lugares certos.
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A atividade visava estimular o conhecimento de cores e coordenação motora fina.
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Nessa atividade trabalhamos equilíbrio, coordenação motora fina e grossa, cores e elaboração de estratégias.
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Com essa atividade trabalhamos formas geométricas, cores, pareamento e coordenação motora fina.
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Brincar de bola trabalha a coordenação motora, o equilíbrio, a propriocepção e a lateralidade.
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A atividade era passar os carrinhos dentro da “estrada”. Trabalhamos coordenação motora, relação espacial e concentração.

Uma brincadeira não é, e não deve ser, uma simples brincadeira. Aproveite para estimular seu pequeno, vocês dois ganharão com isso!!!

Com amor,

Ana Maria Poças.

CRFa 6-7185.

Quadro de Incentivos, quando e como fazer um para o seu filho…

Bom dia!

Aposto que você já assistiu alguma vez na televisão a algum programa de reeducação familiar, em que o Quadro de Incentivo foi recorrido. Mas qual a finalidade desse facilitador?!

A ideia do quadro veio da psicologia… alguns psicólogos da linha Behaviorista (comportamentalismo) afirmam que o comportamento das pessoas pode ser modificado por meio de condicionamento de reforços positivos ou negativos. O reforço negativo servirá para que ela não repita tal atitude e o positivo servirá para que ela memorize aquela atitude que acaba sendo repetida e se tornando um hábito. Utilizando esse conceito do Behaviorismo, o quadro de incentivos vai servir de apoio visual para a criança. Quando ela fizer algo positivo ou negativo, receberá um adesivo, uma carinha ou qualquer coisa que você crie, para demonstrar  o comportamento dela. No final do dia ou da semana, você juntamente com a criança faz um feedback do seu comportamento e você dá o estímulo condicionando a mesma.

O quadro deve ser realizado com o envolvimento dos pais e cuidadores da criança.  Deve ser produzido de acordo com a idade da criança, não adianta, por exemplo, eu colocar os dias da semana sendo que o Raul (meu filho) só tem dois anos e não sabe ainda nem em que dia da semana estamos. Deve ser bem explicado o motivo pelo qual está sendo criado e qual o resultado você espera do seu filho. Aqui em casa foi o seguinte: Raul estava fazendo xixi na calça de novo, pelo simples fato de não querer parar de brincar para ir ao banheiro. Por esse motivo fiz o quadro com ele e expliquei que todas as vezes que ele fizesse xixi no pinico ele ganharia uma carinha de FELIZ e se fizesse na calça ganharia a carinha de TRISTE e se no final do dia não ganhasse nenhuma carinha triste poderia comer um ovinho de chocolate com surpresa (Que ele ama!). Fiz dessa forma porque ele ainda é muito pequeno para esperar por uma semana para que seu esforço fosse recompensado. Mas o quadro e as metas você faz de acordo com a idade da criança, se a criança já sabe os dias da semana, você coloca os dias da semana e as atividades que ela deve cumprir e estipule uma regra, como por exemplo: “Se no final da semana você tiver feito suas atividades como combinamos você pode escolher um brinquedo para ganhar ou um passeio para fazer.”. Use sua criatividade! O importante é fazer com que as regras sejam bem definidas e que você cumpra as recompensas prometidas, pois não adianta as crianças se esforçarem e não serem recompensadas. Mesmo você achando que seja obrigação dela. Ela ainda não entende que isso deve ser feito.

Então vou mostrar como fiz o quadro aqui em casa. Peguei um quadro negro que Raul já tinha e cortei círculos vermelhos e amarelos e fiz carinhas com expressão de triste e feliz respectivamente. Bem simples e barato! Na internet você acha vários modelos para imprimir e copiar. Tem também em lojas de artesanatos que você pode comprá-los prontos ou encomendar da forma que você queira.  Como o meu objetivo era único, fiz dessa forma por ser mais simples para ele entender.

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Com uma semana de uso, já tive o resultado esperado com Raul. Eu poderia ter conseguido isso de outra forma e não utilizado o quadro de incentivo?! Acho que sim… Mas foi bom fazer e ele entendeu o que eu esperava dele e agora, quando ele vai ao banheiro, volta com um olhar de aprovação e de quem fez algo muuuuuito bom! Claro que fazemos uma festa quando acerta e o encho de palavras de incentivo, porque isso é fundamental!

Com amor,

Ana Maria.

A cegonha foi convocada…

A decisão do segundo filho, um assunto bem complicado para a nossa atual realidade. Um mundo bem violento e cheio de preconceitos, além da crise no país, mas o fato do Raul crescer sem irmãos nunca me passou pala cabeça. O que seria de mim sem minha irmã?! É o que pensei para convocar a cegonha novamente.

Já falei aqui no blog que quando estávamos tentando engravidar do Raul, começamos a pensar na possibilidade de adotar um filho, vocês lembram?! Pois então, essa nossa ideia veio e foi amadurecendo e chegou a hora de colocá-la em prática. Estamos em processo de coleta de documentos para dar entrada no Cadastro Nacional de Adoção e ao longo de todo o processo vou contar para vocês como está sendo e o passo a passo.

A decisão do segundo filho ser adotado e não biológico parece bem estranho para uns, até mesmo da nossa própria família. Preconceito?! Acho que é mais um pré-conceito mesmo de que filhos adotados dão trabalho, já vem com a personalidade formada, etc… Mas e os biológicos não dão trabalho?! A mudança de vida que você pode proporcionar a esta criança que foi “rejeitada” por sua família biológica é o que mais me encanta nessa decisão e foi ela que nos motivou e nos motiva a cada dia mais a esperar que o irmãozinho do Raul chegue logo. Outros me perguntaram se foi por receio de outra criança nascer com fissura… bom, pensei nisso, sim, mas como no nosso caso não foi fator comprovado geneticamente, isso não me preocupa. Queremos ter dois ou três filhos e estamos também tentando engravidar novamente, mas enquanto a cegonha (biológica) não vem, vamos dando andamento no processo de adoção.

Em breve conto o passo a passo (na realidade) da adoção aqui em Belo Horizonte.

Com amor,

Ana Maria.

Pirraça, como lidar? – por Marcelle Camargo

Oi gente, tudo bem?

Vim falar sobre a fase da pirraça, tão comum nas crianças entre um e três anos. É nessa fase que elas testam seu limite, sua paciência, sua capacidade de ser (ou não) zen. Você, como todo mortal, tem vontade de bater, colocar de castigo, fingir que não conhece, atirar pela janela, despachar pelos correios, mas, o bom senso te traz à realidade e você respira, inspira, respira, inspira e repete o processo só para garantir. Tem que ter muito jogo de cintura, não é mesmo? É um momento desgastante, porque nem a própria criança sabe os verdadeiros motivos daquele comportamento e usam a pirraça à vontade para alcançar seus objetivos. As mamães sentem-se impotentes com aqueles gritos estridentes, aqueles choros escandalosos, aquele drama a lá novela mexicana e, não encontram muitas saídas, a não ser, esperar a crise passar. Porém, algumas atitudes devem ser tomadas, para que aqueles leõezinhos sejam domados. É importante que os pais sejam firmes, não cedam à choradeira, não confundam amor com limite. Seu filho só te respeitará se você souber impor limites. Deixem bem claro, desde sempre, quem manda dentro de casa. Reforcem o discurso “papai e mamãe só vão deixar Joãozinho fazer isso porque se comportou muito bem na casa da vovó”. Quando a criança começar a atirar objetos, se jogar no chão, puxar toalhas, só para chamar a atenção, deixe claro que não aprova aquele comportamento e saia de perto dela (desde que não esteja em risco). Se perguntar o que a criança quer, vai incentivá-la a agir sempre dessa forma quando quiser algo. A criança vai perceber que aquela pirraça não resolve os problemas dela e vai acabar cansando. Porque fazer pirraça cansa né, gente? Muita energia gasta, muito grito, muito choro, muitos puxões no cabelo. Outra coisa importantíssima é o pai e a mãe manterem o mesmo discurso na frente da criança. Se um desautoriza o outro, compromete a educação do filho. É da natureza humana, recorrer à pessoa mais permissiva para conseguir as coisas e a criança vai perceber logo quem é o “bonzinho” e quem é o “malvado” da relação. Depois que o furdunço terminar, é a hora de dar água, limpar as lágrimas, pegar no colo e, se for preciso, enfiar debaixo do chuveiro para tirar o suor + as lágrimas + cabelo na cara + meleca escorrendo ou só para ajudar a acalmar mesmo. Uma amiga me contou que quando sua filha começava a fazer pirraça, ela já avisava que não adiantaria e ia para outro cômodo da casa, para deixar a atriz mirim sozinha. Só, que quando ela mudava de cômodo, em menos de um minuto, aparecia um corpinho se jogando no chão e ficavam nessa, uma fugindo e a outra a perseguindo para mostrar seu show. Uma hora a filha cansava e elas se entendiam. E é aí que está o segredo, não se deve entrar na onda da criança. Se os pais perdem o controle da situação, a criança de duas uma: ou vai assumir o controle da forma mais barulhenta possível, perdendo o respeito, ou, ficará tão perdida quanto os pais. A boa notícia é que como toda fase, isso passa.

Força na peruca, gente.

Um abraço,

Marcelle Camargo

Fissurado na Paternidade – por Rodrigo Patricio.

Bom dia.

O dia em que descobri que seria pai foi um dia muito especial mas que começou de uma forma no mínimo engraçada. Além de ser acordado com a frase: “Rodrigo, estou grávida” havia um teste de gravidez quase tapando minha visão.

De qualquer maneira foi uma notícia que me deixou completamente feliz. A Ana e eu já havíamos desistido de tentar engravidar. Isso porque nossas tentativas não haviam dado certo e, como estávamos começando a vida em outra cidade e iniciando em novos empregos, decidimos focar no trabalho e tentar novamente no futuro. Na verdade, como as nossas chances de engravidar eram pequenas chegamos até em pensar em adotar uma criança. Porém com a descoberta da gravidez ficamos muito entusiasmados.

Normalmente a ficha do homem só cai realmente quando a criança nasce. Aquela história de “olha ele mexendo aqui!” ou “Nossa, ele chutou a sua mão! Você Sentiu?” é muito superficial para nós.

“É claro que eu senti!” (era a vontade que eu tinha de responder) rs… mas é muito pouco comparado ao que a mãe pode sentir. É por isso que a nossa cara nesse momento geralmente decepciona a mãe…rs… ela sente um chute enquanto a gente sente um pequeno tremor, quase imperceptível.

Entretanto, quando soubemos da notícia que o Raul teria lábio leporino e fissura palatina eu me senti um pouco mais perto dele. Foi um pequeno empurrão para a ficha cair. Eu precisava realmente cuidar dele, indiretamente é claro. Por mais que eu também estivesse desconfortável com aquela situação e por também estar triste por ver a Ana triste, eu precisava criar o melhor ambiente para ela, o que traria para ambos uma gestação mais tranquila. Obviamente qualquer mãe sentiria medo ao receber a notícia de que seu filho tem alguma peculiaridade, mas pelo fato de ser Fonoaudióloga e saber todas as possíveis complicações que poderiam ocorrer, era compreensível que ela se sentisse muito mais angustiada. É daí que vem aquela frase “O doce sabor da ignorância”.

Por essas e outras eu poderia classificar a minha paternidade como “movimentada”…rs..

No meio do caminho tivemos mudança de cidade, pintura de apartamento, mudanças de emprego, complicações desnecessárias no hospital em que o Raul nasceu e tudo isso sem contar que nossas duas cachorras tiveram filhotes no dia do nascimento dele.

Mas eu posso dizer que ser pai ou, para ser mais abrangente, ser responsável pela criação e formação de alguém é uma experiência capaz de nos fazer ver a vida de uma forma diferente. E eu não digo apenas por ser algo novo em nossas vidas, mas também por ser uma oportunidade de termos na prática uma amostra de como foi nossa atuação na vida dos nossos pais. É algo realmente inspirador e não pode ser explicado, é preciso ser vivido.

Não dá para explicar, por exemplo, a sensação de escolher o nome do seu filho, passar  9 meses com uma mulher sem TPM,  ver a mãe do seu filho cada vez mais bonita (e mesmo que você elogie ela ainda vai se achar gorda), descobrir o sexo do bebê, tocar os clássicos para que o menino já se acostume com música boa (se for preciso até colocar o fone na barriga da mãe…rs…),  ver a felicidade dos tios e avós, escolher os padrinhos, ver a cara de felicidade da mãe quando vê o filho pela primeira vez, contar os dias para o fim do resguardo, dar mamadeira, passar noites em claro sem nem se importar,  ver ele dar os primeiros passos no dia dos pais, ouvir ele falando “papai” (no meu caso babai)…rs…são algumas das situações que fazem a nossa vida se encher de alegria.

E é por isso que ser pai é algo único, nos torna homens melhores e nos faz perceber o quanto nossos pais se dedicaram para nos criar.

Desejo a todos os pais e filhos um feliz dia dos pais!

Rodrigo Patricio.

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