A realidade do DESFRALDE #2

Olá, pessoal!

Há oito meses escrevi um texto sobre o início do desfralde do Raul (A realidade do DESFRALDE) e para acalmar mamães e papais que estão passando por esse período bem complicado que é o tal do desfralde eu tenho algumas palavras de conforto: Calma, seu filho vai parar de usar fralda e de fazer as necessidades na roupa. Basta ter muita CALMA e PACIÊNCIA!

Somente após oito meses posso afirmar com absoluta certeza que meu filho está desfraldado. Hoje em dia os deslizes, ou como chamamos: os escapes, já não são mais vistos por aqui. A conclusão que cheguei foi a seguinte: de nada adianta forçarmos a criança, ela tem que estar preparada para tudo fluir bem. Se você desesperar, passar ansiedade pro pequeno, o processo demora ainda mais, principalmente porque a criança ainda não entende que fazer xixi ou cocô na calça é algo ruim. Muito pelo contrário, ruim para ela é ter que parar de brincar ou de assistir televisão para ir ao banheiro, tirar a calça e esperar até ter “vontade” de fazer as suas necessidades. Quando comecei com o processo do Raul, foi tudo bem natural. Aqui em casa ele sempre avisava quando estava com vontade ou muitas vezes ele mesmo ia sozinho ao banheiro, mas isso era um tormento quando nós saíamos de casa ou quando tinha alguém diferente por aqui. Ele, por não querer parar de brincar, acabava fazendo na roupa onde estivesse. Porém, isso começou a incomodá-lo e de uma semana para outra ele parou. Como se fosse mágica, ele simplesmente começou a avisar quando estava com vontade onde ele estivesse. Conversando com minhas amigas, percebi que foi um pouco diferente o nosso processo. O Raul primeiro acabou com o xixi noturno, depois o xixi diurno e o último foi o cocô. Foram muitas cuecas lavadas, mas desde o dia que tomei a decisão, Raul nunca mais usou fraldas, nem mesmo quando saíamos de casa. Sempre quando saíamos o levávamos ao banheiro e perguntávamos de tempo em tempo se precisava ir ao banheiro ou simplesmente o pegávamos e avisávamos que estávamos indo ao banheiro. Acho que isso foi muito importante, pois com essa nossa conduta de deixa-lo sem fraldas demonstrávamos nossa confiança nele. Além disso, mesmo quando ele não ia ao banheiro e fazia nas calças, quando o estávamos limpando, aproveitávamos para explicar que para que isso não acontecesse mais ele deveria ir ao banheiro. E foi assim que tudo deu certo!

Estou sendo honesta com vocês e comigo mesma, o desfralde completo, para mim, é quando não mais acontecem escapes, seja de dia ou de noite. Por isso, hoje posso levantar a bandeira e dizer que passamos por essa fase. Levamos oito meses para que realmente o Raul se preparasse e entendesse. Não me arrependo de ter tirado a fralda dele com um ano e oito meses, aprendemos juntos com as nossas situações de desconforto, raiva, cansaço… porque ficar lavando cuecas o dia inteiro não é fácil… risos. Então, pessoal, é isso! Cada um tem seu tempo. Se você fez a técnica dos três dias e conseguiu, parabéns! Levante as mãos para o céu e agradeça, se não… se demorou 4, 5, 8, 12 meses não desista. Seu filho vai parar de usar fraldas! Nunca regrida! Uma vez começado vá até o fim. Não volte atrás na sua decisão.

Com amor e muita gratidão,

Ana Maria.

Sexualidade Infantil – por Marcelle Camargo

Oi gente! Como vocês estão?

Estava com saudade de escrever para vocês.

Dessa vez, vim falar de um assunto que gera muita dúvida – a sexualidade – e, às vezes, mamães e papais não sabem como lidar com a curiosidade das crianças.

Antes de qualquer coisa, é importante salientar que, para o adulto, sexualidade tem a ver com erotização, diferentemente das crianças, que tem a ver com curiosidade e descoberta, sem maldade.

A sexualidade infantil inicia-se no toque entre mamãe e bebê. A fase oral, que vai dos primeiros meses aos dois anos da criança, concentra o prazer na região bucal, com a amamentação, que alivia a fome e enfatiza o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Depois disso, entre os dois e três anos de idade, inicia-se a fase anal, que é quando acontece o chamado “desfraldamento”, onde a criança tem o contato real e visual com as suas necessidades fisiológicas e começa a controlar os músculos que comandam a bexiga e o intestino.

Posteriormente, entre os quatro e seis anos de idade, a criança vive a fase fálica, onde ocorrem as explorações e descobertas a respeito dos seus órgãos genitais, a percepção da diferença entre homens e mulheres e o maior interesse no corpo do outro. O toque em suas partes íntimas é recorrente, mas, nessa fase, não há malícia. Por esse motivo, os pais não devem chamar a atenção como se fosse algo errado ou proibido. Devem somente orientar e esclarecer as possíveis dúvidas.

Dos sete aos dez anos, a criança experimenta a fase de latência. É a fase em que a libido encontra-se adormecida. A criança canaliza sua energia em atividades intelectuais e sociais, estabelecendo vínculos de amizade e tende a formar grupos com crianças do mesmo sexo, os chamados “Clube do Bolinha”e “Clube da Luluzinha”.

A partir dos onze anos, as crianças começam o desenvolvimento corporal, as meninas, por exemplo, têm sua primeira menstruação. Os pais precisam se preparar para introduzir o diálogo sobre sexualidade, como gravidez, métodos contraceptivos e as doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. Além de informar, essa atitude aproxima pais e filhos.

Todos nós, antes de sermos pais, somos filhos e, acima de tudo, seres humanos. Já passamos por todas essas dificuldades, descobertas, dúvidas, dilemas, desejos e vergonhas. E, como já experimentamos na pele essa experiência, deveria ser mais fácil ajudar as crianças de uma forma mais natural, sem tabus. Os pais precisam se informar, ler, se interessar em ajudar seus filhos e, mesmo assim, se ainda pintar alguma dificuldade, vale à pena procurar orientação profissional e trabalhar as formas de conversar sobre o tema. Não delegue a outra pessoa, a função de dialogar com o seu filho. Olhe bem nos olhos da criança e responda com franqueza, somente o que ela perguntar, não precisa explicar demais. A criança que pergunta, está pronta para a resposta. E, em um mundo com tanta facilidade à informação, se você não responder, ela pode procurar respostas em outras fontes não tão confiáveis.

Alguns de vocês podem estar se perguntando: “Será que tanta informação não acabará por estimular?”, ou então pensar: “Eu não recebi educação sexual e estou muito bem”. Pesquisas mostram que crianças esclarecidas tendem a ser mais responsáveis e adiem o início de sua vida sexual (até porque sua curiosidade foi devidamente saciada) até que amadureçam e tenham uma vida sexual mais saudável.

Não nascemos sabendo, somos frutos da educação que tivemos. Certamente fazemos o melhor que podemos, e é muito bom ter a oportunidade de repensar algumas situações e atitudes. Conquiste a confiança do seu filho e garanta a formação de adultos mais seguros.

Um abraço,

Marcelle Camargo

Relato da mamãe da Bianca

Meu nome é Clésia Lacerda, sou casada com o Jhonathan Fernando a sete anos, quando estávamos com seis anos de casados decidimos que era o tempo de nos começar a programar para termos um filho, tentamos acertar as coisas, oramos e amadurecemos a ideia! Nosso bebê foi programado, sonhado e muito desejado.

Engravidei depressa, ficamos surpresos e também muito felizes! Nossa família! Nosso sonho!

Com onze semanas de gestação vivemos uma ameaça de aborto, e foi um aperto enorme, pensar na possibilidade de perder nosso bebezinho nos amedrontou muito, mas confiamos em Deus e seguimos as orientações médicas, deu tudo certo!

Estávamos ansiosos para saber o sexo do nosso bebê, então fomos no dia 23 de Janeiro de 2015 com 17 semanas de gestação realizar o ultra som. Bem no início do exame o médico nos disse que seria uma menina, nossa Bianca! Fiquei apaixonada!! Embora muitos dissessem que eu tinha mais jeito de mamãe de menino, mesmo assim meus olhos brilharam e em meio minuto já comecei a fazer diversos planos para minha pequena, mas algo me incomodou, o médico não terminava o exame e pressionava muito a minha barriga de um lado, naquele momento percebi que havia algo errado, apertei com força a mão do meu marido e ansiosa como sou não esperei o médico falar nada já fui perguntando o que estava acontecendo, ele com muita calma nos disse que ela parecia ter uma fendinha nos lábios, e eu mais que depressa perguntei se era um lábio leporino, e ele disse que sim! Eu já tinha lido sobre o assunto e visto algumas matérias, mas nunca tinha conhecido ninguém pessoalmente… Fiz o que a nossa geração faz! Pesquisei na internet sobre o assunto, e ali, diante daquelas imagens perdi meu chão, uma pontada de desespero me invadiu quando vi as fotos, quanto mais eu lia sobre o assunto, mais meu coração apertava e o medo me abraçava com toda a sua força. Sofri, chorei, chorei muito! Mas logo eu lembrei que havia alguém que era muito maior que qualquer problema. Meu marido e eu oramos juntos e colocamos a gestação e a vida da Bianca aos pés de Jesus, dissemos a Ele que o que Ele tivesse pra nós iriamos viver de cabeça erguida e ofertaríamos muito amor pra nossa pequena Bianca.

No exame morfológico foi confirmada a fenda labial unilateral com provável comprometimento de palato. Nessa altura eu já sabia onde o tratamento era realizado em Belo Horizonte, Jhonathan e eu fomos até lá para o acolhimento a gestante, fomos muito bem recepcionados e atendidos. A equipe do Centrare é formidável! Com as informações em mãos, vivemos o restante da nossa gestação curtindo cada movimento da nossa princesa, embora a preocupação fosse constante nossa alegria de saber que nossa filha estava chegando era muito maior.

No dia 14 de Junho de 2015 minha bolsa rompeu e nossa menina apressada chegou a esse mundo duas semanas antes do previsto, muito saudável e rosada!! Mas trazendo consigo mais uma surpresa, a fenda que esperávamos unilateral, veio bilateral e o palato comprometido com uma fissura a esquerda.

Bianca para nós é um milagre! A primeira fonoaudióloga que a examinou disse ao meu marido que seria difícil dela mamar na chuquinha, e que talvez tivesse que ficar na sonda por um tempo, mas mesmo assim o teste seria realizado, na primeira tentativa ela mamou perfeitamente! Nunca perdeu peso, sempre se alimentou muito bem! Graças a Deus!

Confesso que esse inicio não foi fácil, ter que dar muitas explicações as pessoas e relevar olhares de compaixão, me doeu muito, minha filhinha tão pequena e indefesa não merecia determinadas atitudes de preconceito que viveu, uma criança com uma má formação não é digna de compaixão, mas sim de amor e orgulho . Mas mais uma vez me apeguei em Deus, e pedi a Ele que não deixasse brotar em meu coração nenhuma raiz de amargura, e que Ele fizesse a Bianca e a mim fortes, pois seríamos provas de um grande milagre! Tentei entender que tanto pra mim quanto para os que me rodeavam era tudo muito novo. Então, cheio de novidades, vestimos o nosso momento e fomos enfrentá-lo!

Bianca ganhou o peso necessário e com a saúde dentro do esperado fomos para a cirurgia do lábio no dia 18 de Novembro de 2015. A cirurgia foi um sucesso! A expectativa era que se fechasse somente o lado esquerdo, mas foi possível fechar os dois! O pós-cirúrgico foi tranquilo e nossa Bianca nos surpreendendo mais uma vez com sua força e alegria, passando por tudo como uma grande guerreira.

O caminho que temos ainda é longo, mas sei que já somos mais do que vencedores em Cristo Jesus! Eu acredito que tudo nessa vida tem um propósito! E que a história de Bianca consolará e encorajará várias famílias a prosseguirem!

Aos papais que estão chegando agora no mundo dos fissurados eu só tenho uma palavra: Fé!!! Seu bebê irá te surpreender em tudo, e assim como Jhonathan e eu, vocês se encherão de orgulho e alegria em cada pequena e grande conquista!

Bianca está com oito meses com desenvolvimento dentro do esperado! Somos fissurados nela!! E eu tenho certeza que só vai melhorar!

Deixo aqui meu agradecimento ao blog Fissurada na Maternidade, pois me ajudou demais com suas informações e preciosas publicações. Todo o meu carinho a pessoa da Ana Maria, nos conhecemos através em um grupo no facebook e ela cuidou de mim durante a gestação me acalmando e me ensinando a ser uma mamãe fissurada pelo filhote! Obrigada Ana!

“Bora” vencer!!!

Abraços!

Dicas FnM – passeio em MG

Olá pessoal, ainda em clima de pós-carnaval!

Nosso feriado de Carnaval foi por aqui mesmo em Belo Horizonte mas não menos divertido do que se estivéssemos viajado. Procuramos fazer coisas “lights” com o nosso pequeno pois, só quem viaja com crianças sabe que é muito prazeroso mas também bem cansativo. Minha dica de hoje vai para um passeio muito legal que você pode fazer com toda a sua família e fica aqui pertinho de BH na cidade de Betim (56 km de BH). O lugar escolhido para passearmos com o nosso pequeno e com a nossa afilhada foi o alambique e parque ecológico Vale Verde.

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O Vale Verde é famoso por sua produção de cachaça aqui em Minas Gerais, mas eu não conhecia o seu parque ecológico. Para entrar você paga um valor de R$20,00 por pessoa, sendo que a entrada é gratuita para crianças até 6 anos. Existem várias atividades como pedalinho, escalada, water ball, tirolesa, cama elástica, passeio a cavalo e de charrete e mais um monte de coisas que as crianças podem se divertir. Porém, cada atividade pode lhe custar entre R$9 e R$12,00 reais a parte. Não fomos com o intuito de fazer essas atividades porque não eram adequadas para a idade dos nossos pequenos, fomos pelo lugar, que é uma delícia devido a suas enormes áreas gramadas, além dos inúmeros bichos com os quais você pode interagir. Lá tem criatório de aves exóticas, macacos, iguanas e algumas aves que você pode alimentar e segurar para tirar fotos. Raul amou cada segundo!

Para quem quiser almoçar eles possuem um restaurante de culinária mineira. O lugar e o clima do restaurante são bem agradáveis, assim como o atendimento. A comida é simples com uma variedade razoável e os doces têm um destaque especial, são ótimos! O buffet custa R$45 por pessoa, exceto bebidas. Além dessa opção existem algumas lanchonetes distribuídas pela fazenda com opção de porções de tira gostos, tropeiro, hambúrguer, salgados etc. É um passeio bem agradável para se fazer com crianças. Vá cedo para poder aproveitar mais o local e os bichos. Vale a pena o valor pago na entrada porque o lugar é muito bem cuidado, banheiros limpos, tudo muito organizado, e olha que estava bem cheio nessa segunda de carnaval.

Com amor,

Ana Maria.

Site do local: http://www.valeverde.com.br

Crise de ciúmes… o que fazer!?

Esse era um assunto já solicitado aqui no blog, porém eu nunca o havia presenciado e não tinha nem exemplos para dar. Confesso que a medida que minhas amigas foram tendo seus segundos filhos a queixa de ciúmes entre os pequenos estava se tornando frequente. A minha preocupação com o assunto está aumentando principalmente pelo fato do meu segundo filho provavelmente não vir de uma gestação, pois desta forma o Raul não terá a minha barriga crescendo para que ele a acompanhe e saiba a hora que o bebê irá chegar. De qualquer maneira, essa preparação terá que acontecer de alguma forma mas esse assunto eu abordarei num post futuro.

Bem, Raul pode ainda não ter irmãos mas há alguns dias esse tal de ciúmes apareceu por aqui. Minha irmã passou uns dias aqui conosco com o seu pequeno Samuel e vocês não imaginam o que Raul aprontou. Ele simplesmente fazia de tudo para chamar a minha atenção e de todos que ousassem dar mais atenção pro Samuca do que para ele. Meu coração partiu, principalmente por nunca ter vivenciado algo do tipo. Eu já havia lido, em alguns desses tantos livros que li sobre maternidade, algumas dicas de como controlar e reverter essas crises de ciúmes e que são muito comuns em crianças, porém fui pega de surpresa e não me lembrava delas… Quando o Raul fazia algo para chamar a atenção eu o pegava e tirava de perto do primo e explicava que ele não precisava de fazer isso etc. Manter a calma é extremamente difícil, principalmente quando você vê que a outra mãe está acompanhando tudo de perto. O interessante é que por mais que ele ficasse extremamente enciumado, ele acordava e dormia solicitando a presença do primo.  Foram cinco dias assim… nessa tensão! Claro que ele dava trégua, mas eu passei apertada sem saber o que fazer.

Após a volta da minha irmã com o seu pequeno para casa, reli alguns artigos sobre o assunto e vou passar as dicas que encontrei, caso vocês precisem utilizá-las um dia. Mas antes vai aí uma explicação, aliás um lembrete, pois é preciso saber que as crianças são imaturas tanto psicologicamente quanto neurologicamente e isso vai mudando com os anos. Alem disso, controlar os seus impulsos é uma missão quase que impossível para elas. Elas são egocêntricas e, na maioria dos casos, reagem agressivamente quando não sabem como lidar com seus sentimentos. As dicas que encontrei são mais baseadas para ciúmes entre irmãos mas com bom senso podemos fazer uma adaptação para a situação que estamos enfrentando..

  • Ter um intervalo de três anos entre os filhos é o que os psicólogos orientam, pois assim seu filho mais velho já terá “saído” do seu colo e já tem uma certa independência. Claro que essa dica muitas das vezes não é escolha nossa, então a quarta dica irá ajudar e muito.
  • Não demonstrar preferência por um filho. Claro que na vida sempre há uma pessoa que nos identifiquemos mais que outra, mas no caso dos filhos isso não pode ser evidente. O tratamento deve ser igual para todos.
  • Os pais devem ter tempo separados com cada um dos filhos.
  • Mantenha seu filho informado. Tente sempre informá-lo da situação que ele irá vivenciar, seja a chegada de um novo irmão, de um novo primo, que vai passar umas horas no parque com os amiguinhos, que na escola nova terá um monte de crianças diferentes que ele ainda não conhece etc. Mesmo que ele seja bem pequeno, ele irá entender. Faça-o se interessar pela situação nova, coloque-o para participar da escolha do enxoval do novo bebê, leve-o a exames de ultrassonografias para ver o bebê, estimule-o a conversar com a barriga, estimule-o a imaginar o que poderá fazer com o primo ou o amigo que passará uns dias ou horas com ele, o que eles poderão fazer juntos, as brincadeiras que poderão fazer, os programas de TV que poderão assistir…
  • No caso de nós pais, devemos sempre tomar o cuidado de NUNCA, eu disse NUNCA, transmitir a NOSSA responsabilidade para o filho mais velho. Filho não cria filho! Nosso filho não será responsável pelo mais novo, NUNCA! Isso também está incluso para os primos, amigos etc.
  • Como crianças são egocêntricas e não sabem ainda dividir, não a obrigue a dividir brinquedos caso ele não se sinta confortável. Você pode amenizar a situação perguntando e pedindo que ele escolha um outro que ele queira emprestar. E ressalte sempre que devemos ser solícitos com as outras pessoas.
  • Sempre converse com seu filho a respeito dos seus sentimentos, dizendo que o entende e o explique como pode contornar uma situação que ele não esteja confortável. Da mesma forma, elogie sempre que perceber que ele soube como lidar com a situação ou se ele teve um comportamento legal em uma determinada situação.
  • Comparar, NUNCA! Não devemos comparar ninguém com ninguém, muito menos crianças! Comparar estimula competições e causa frustrações. Não gostamos de ser comparados com ninguém, não é mesmo?!
  • Seja cortês e íntegro com seus filhos. Nada de falar de um pro outro e nem do marido ou da esposa pros filhos, heim! A confiança é tudo na vida e seus filhos os têm como as pessoas mais especiais e maravilhosas do mundo. Sejam o exemplo para eles! Façam que essa confiança esteja sempre presente!

 Com amor,

Ana Maria.

A primeira escola, uma escolha importante.

Ainda estou me preparando para enfrentar a escolha da primeira escola para o Raulzito. A escola, nas fases iniciais, é sem dúvida para mim a fase mais importante de todas porque está ligada à formação da personalidade dos nossos filhos além de ter uma enorme parcela na construção do caráter da criança, por esse motivo idealizo uma escola perfeita em que só há profissionais qualificados e dispostos a dar o seu melhor no trabalho escolhido. Fiquei a minha gestação inteira idealizando essa escola, porém, venho observando que a escola que eu idealizo para o meu pequeno não existe, principalmente por parte da metodologia. Percebi que eu terei que me adaptar à escola e não o contrário. Até mesmo as escolas que eu pensava que se enquadrariam muito bem em nosso perfil, que têm como metodologia Waldorf ou a Montessori, não são como eu imaginava. As escolas acabaram pegando um pouco de cada metodologia de ensino e juntando todas de uma forma que fosse mais rentável para a comunidade que ela está inserida. Muitas delas até mesmo dizem que têm um serviço ou o oferecem, sendo que na verdade ainda estão pensando em oferecer… fiquei bem decepcionada!

Considero a escola idealizada por mim uma continuação da minha casa, ela deveria ter a mesma linha de “criação” que eu e Rodrigo temos com o Raul. Que ambas as partes tivessem um estreito laço de amizade e que pudéssemos ser abertos sempre ao diálogo, não um relacionamento de agendas e reuniões mensais, trimestrais ou anuais. Gostaria que meu filho fosse livre lá dentro, pudesse ter contato com terra, bichos, artes, claro que com a alfabetização também (óbvio!), mas que ela respeitasse o indivíduo e suas particularidades, sem neura, sem pressa, sem obrigação. Queria que priorizassem sempre o respeito e a colaboração com o próximo, pois isso é tudo para uma vida pacífica. Bom, tenho que cair na real e aceitar que a MINHA escola modelo não existe e priorizar o que eu acho mais importante para que eu escolha uma. Para isso resolvi elaborar uma lista de prioridades que acredito ser essenciais para uma escola e assim que esta lista ficar pronta eu coloco ela aqui para vocês. Uma forma de me ajudar a montar essa lista vai ser por meio de relatos de mães que assim como eu estão vivendo ou já viveram essa fase de escolher escolas para seus pequenos, quero saber o que elas julgaram ser essenciais para a decisão da escola. Ah, e em um novo post farei um resumão das metologias mais usadas nas escolas aqui no Brasil, para não ficarmos perdidos quando nos depararmos com as tais linhas tradicional, piagetiana, construtivista etc.

Com amor,

Ana Maria.

Não rotule seu filho

Bom dia!

Esses dias fiquei pensando em como temos o costume de rotular as pessoas, principalmente as crianças. Vejo muito os próprios pais denominando o filho de: “bagunceiro”, “preguiçoso”, “quietinho”, “chato”, “fissurado”, “agitado”, “deficiente”, “especial”, “bobo”, “esperto”, “adotado”… E sempre que escuto isso fico bastante incomodada, pois a personalidade da criança também é formada por características que lhe são atribuídas pelos pais ou pessoas em quem elas confiam. Ou seja, essas palavras acabam sofrendo influência indiretamente na formação de sua personalidade.

Rotulamos as pessoas muitas das vezes sem pensar, eu sei… Até mesmo nas frases: “Ih, puxou o pai na teimosia!” ou “Ih, já vi tudo! É igual a mãe, ‘bicho do mato’, né!?”. Aposto que vocês já escutaram isso muito por aí, não é mesmo!? Na escola isso também acontece, seja pelos próprios professores ou pelos colegas de classe, e esses rótulos, segundo estudos, interferem no rendimento escolar e no psicológico da criança. Outro exemplo que vivo bem de perto é o do caso do meu Raulzito, que nasceu com fissura labiopalatina. Eu nunca mais o denominei de fissurado após a cirurgia. Eu entendo que não tenho mais o porquê de chamá-lo de fissurado, uma vez que a correção já foi feita. Acredito que se eu sempre o lembrar disso ele acabará se diferenciando das outras pessoas e isso pode não ser muito bom. Sentir-se diferente do restante dos indivíduos não é tão bem aceito pela maioria das pessoas. Por esse motivo vivemos em meio ao preconceito que está espalhado por esse mundo afora. Já na sua personalidade, também me policio bastante nas rotulações. Evito chamá-lo de “bagunceiro”, “arteiro” etc., pois, enfatizando esses adjetivos aumento a “importância” naquele aspecto e acredito que pode sim interferir na sua autoestima e na solidificação de sua identidade e personalidade.

Da mesma forma que não faço com meu filho não faço com nenhum dos meus pacientes ou pessoas que conheço, podendo ser deficiente, “especial”, surdo, autista, agitado, tímido… Somos todos iguais! Não chamo uma criança deficiente de especial. TODAS as crianças são especiais! Todo ser humano é especial. Não costumo rotular uma criança que tenha alguma síndrome de especial ou que precise de uma cadeira de rodas para se locomover de deficiente. A pessoa que já vive com o “problema” às vezes pode até não sentir o que você fala, mas as pessoas que convivem com ela podem sentir e podem não aceitar bem… Rotular é sempre muito ruim! Até mesmo usando de boa fé!

Com muito amor,

Ana Maria.

PS.: Dicionário Mineirês (risos): Bicho do Mato = pessoa tímida.

Leia mais sobre o assunto:

Clique para acessar o professores_que_rotulam.pdf

http://www.vilamulher.com.br/familia/filhos/cuidado-na-hora-de-rotular-os-filhos-679533.html

https://temasempsicologia.wordpress.com/2011/12/27/rotular-alguem-e-limitar-as-suas-capacidades/

Especial de Fissura

Olá gente!

A descoberta dos pais que o filho irá nascer com algum tipo de má formação é desesperadora. E com a fissura não é diferente… Mesmo sabendo que tudo é resolvido, é como se jogassem um balde de água fria em nossa cabeça quando falam que seu filho tão esperado e idealizado logo precisará de cirurgias para corrigir algo que não esperávamos ou nem se quer imaginávamos que poderia acontecer… A calmaria vem após o nascimento do bebê e a medida que vamos vivenciando as etapas de correções cirúrgicas, só assim percebemos que a fissura é somente uma fase e que logo logo respiramos aliviados.

Convido vocês papais e mamães para contarem aqui no blog como foi quando descobriram que seus pequenos iriam nascer com fissura e como lidaram com essa descoberta.  Espero com esses relatos, ajudar as mamães e papais que estão na fase da descoberta e tranquilizá-los. Além disso, espero convencê-los de que nossos pequenos guerreiros só nos mostram uma coisa, que são tão fortes quanto qualquer outra criança e nos enchem de orgulho cada dia mais!

Se alguma mamãe ou papai aqui do blog quiser participar basta enviar um e-mail contando como foi a sua história no endereço fissuradanamaternidade@gmail.com. Pode enviar fotos de antes e depois também, será de muita valia. Isso tranquilizará muito outros pais. No final do e-mail peço gentileza de colocar uma observação autorizando a postagem do relato aqui no blog. Vou postando a medida que forem me enviando, ok?! Aguardo ansiosamente por novos relatos. Já tivemos um lindo que foi o da Mayara, a mamãe do Enzo. De quem será o próximo?! =D

Muita gratidão para quem animar participar! Que Deus retribua com muito mais amor pra vocês!

Com amor,

Ana Maria.

Relato da mamãe do Enzo

Relato do meu pequeno grande guerreiro Enzo

Mayara Cristina Felipe Cruz

João Monlevade – Mg

10/12/2015

Bom dia Ana Maria!

Bom dia Leitores…

Fui convidada e aceitei com muito prazer compartilhar com vocês a minha história e apresentar o meu amado filho.

Ser mãe sempre foi um sonho que falava mais alto, me preparei, me programei, tomei todas as vitaminas recomendadas, mudei a alimentação, segui tudo à risca para que tudo desse certo.

Com o positivo em mãos comecei o pré natal, fiz duas ultrassons e tudo normal.

Foi marcada a morfológica, confesso tive receio, medo, uma ansiedade que não tinha como explicar, antes de sair de casa eu disse que queria ver o rosto do meu Enzo e o que Deus tinha preparado pra nós. Super ansiosa cheguei para fazer o exame no dia 04/02/2015, vi meu Enzo que estava com 24 semanas e muito esperto com 730 gramas, só crescendo e desenvolvendo na graça de Deus, no meio o exame foi interrompido e o médico que o tempo todo me passou tranquilidade e esperança me disse que torce pra tudo dá certo mas que infelizmente não poderia me esconder e que graças a Deus já tem recurso pela medicina.

Meu pequeno forte valente tentou esconder colocou a mão no seu rosto e não queria tirar, com esforço mexendo nele tirava e novamente voltava com a mão pro rosto.

Diagnóstico FENDA LABIAL!

Um susto, não teve como conter a emoção que falo mais alto, um silêncio, o medo tomou conta de mim, naquele momento tive medo de perder ele, passar pela mesma dor novamente seria difícil, só consegui chorar.

O médico com toda paciência me explicou tudo possível.

Nesse dia não voltei para o trabalho, não foi possível!

Pensava nele o tempo inteiro, não sabia o que era, não conhecia ninguém, nunca tinha visto.

O papai e a mamãe se permitiu sofrer, chorar por medo, receio dele sofrer, tão pequeno passar por uma cirurgia, mas o Enzo se comunicou comigo o dia inteiro coisa que nunca tinha feito.

Minha mãe falava pra mim que ele estava falando que ele estava bem e que eu não precisava fica triste.

Depois da notícia fui atrás de informação, sofremos mais não paramos!

Na minha cidade eles não sabiam me explicar nada direito, os médico nunca tiveram pacientes nessa situação me sentia perdida no tempo, pensava que caminho seguir e o tempo inteiro pedi a Deus direcionamento que colocasse pessoas certas no meu caminho, o telefone toca minha tia um dia depois me falando que estava passando uma propaganda na globo do Hospital da Baleia sobre a fissura labial que era pra eu ver, foi tudo se direcionando depois que vi a propaganda, com uma semana já estava dentro do hospital pro acolhimento a gestante e foi tudo perfeito, me senti protegida e confiante, recebi toda informação necessária pro primeiro momento, levei para casa uma segurança, uma força que não tinha como explicar.

Os dias foram passando me sentia cada vez mais preparada pra tudo, nada que viesse acontecer ia me abalar.

Tivemos outro diagnóstico mas não me permiti mais sofrer e somente confiar em Deus, ele foi o meu escudo e a minha fortaleza, não me desamparou e sim me preparou.

Entre todos os momentos em que eu e o papai Jeferson vivemos sobre a fissura o mais importante foi o contato com outra família. A Nazaré e o Breno abriram as portas da sua casa para conhecermos a Clarinha. O papai do Enzo não tinha tido o primeiro contado como eu, ela foi a primeira e isso foi muito fortificante ver o desenvolvimento dela e a postura dos pais.

Foi se aproximando a data do parto, uma cesárea programada, todos se encontravam apreensivos, medo da minha reação, medo de como tudo seria, mas eu me encontrava completamente segura, pronta pra tê-lo em meus braços…”

Chegado o momento, ele nasceu no dia 13/05/2015. Lindo, forte e saudável. Meu príncipe com um olhar encantador e somente com a fissura labial, palato completamente fechado e para a surpresa conseguiu se alimentar direitinho, mamou sem nenhuma dificuldade.

Uma dica pra quem vai passar por isto, é ter ao seu lado médicos de sua total confiança, médico que antes do nascimento já conheça nossa história, pra mim isso foi fundamental na amamentação do Enzo.

Infelizmente encontramos muitos profissionais despreparados, sem orientação, eu me informei de tudo e levei tudo para a pediatra.

A fissura é um charme à parte, não tive dificuldades em lidar com os olhares, não nego que teve momentos em que não me senti confortável e não contive a emoção, chorei muitas vezes no meu silêncio. Vivemos em uma sociedade de preconceitos, eu escolhi viver nossa história de cabeça erguida e não me importa para as palavras mal faladas, os olhares atravessados, nada tiraria a felicidade de estar ao lado dele, ao lado do meu filho.

A maior ansiedade foi esperar pela primeira consulta, pensávamos tantas coisas mas tudo foi se encaminhando e dando certo, o ganho de peso, os exames com resultados positivos.

Graças a Deus chegado o dia de marcar uma data, que alegria! Essa data foi marcada pra longe, fiquei triste, preocupada, já teria voltado a trabalhar, como tudo seria diferente do que tinha imaginado, Deus estava no controle de nossas vidas, o médico voltou a agenda mas não tinha como ser antecipada, voltei para casa um pouco triste mais como sempre não me permitia ficar por muito tempo no outro dia já estava conformada.

No dia 18/09/2015 recebemos uma ligação, exatas duas semanas após marcar a data para a cirurgia queriam saber da saúde do Enzo e se estávamos com todos os exames em mãos e disseram traga ele amanhã para realizarmos a cirurgia. O coração disparou, pulamos de alegria, não tivemos tempo nem de ficarmos ansiosos acreditamos que foi melhor assim.

19/09/2015 pegamos viajem de madrugada, pra falar a verdade não consegui dormir nada, foi uma adrenalina emocionante, o jejum foi difícil, ele chorou demais já chegou no hospital chorando o médico até chamou ele de malinha porque não parava de chorar por nada, entrou pro bloco cirúrgico chorando e eu fiquei apreensiva esperando por ele, foram minutos longos conversei com outras mães mais o tempo parecia eterno, e na verdade nem demorou tanto. Foram mais ou menos 1:40h para chamarem a mãe do Enzo, aí sim começou a cair a ficha, entrei no bloco ao seu encontro, escutei seu choro de longe, choro rouco.

O reencontro foi lindo, conheci meu filho pela segunda vez, não contive a emoção, as lágrimas escorreram pelo meu rosto, foi perfeito aos olhos do Pai, a cirurgia foi um sucesso.

O Enzo pra mim ficou muito diferente, mudou muito porque não criei expectativa alguma de como ele ficaria, pra mim foi melhor assim, o seu rostinho ficou mais gordinho.

A recuperação não foi nada do que cheguei a imaginar, tudo muito tranquilo, sem febre, sem choro, apenas dengo, Ah e os pontos demoraram 30 dias para caírem por completo.

O trabalho dos profissionais foi demais, só tenho a agradecer por ter proporcionado ao meu Enzo uma qualidade de vida melhor, temos muitas vitórias a ser conquistadas, temos uma luta contra ao preconceito a ser vencida!

Mamães e Papais aceitam nossas condições, nos traz firmeza para cuidarmos dos nossos filhos, com calma e paciência conseguimos tudo e no tempo certo.

Comentários e perguntas terão sempre, mas o que importa é o AMOR que existe e que faz superar tudo, neste momento a família deve se unir, não se cale divida com quem tiver ao seu redor, pessoas de sua confiança que não te abandonarão, eu prefiro conversar ao invés de ficar calada e me fez um bem enorme.

Graças a Deus o Enzo está bem e crescendo cada dia mais, surpreendendo a muitos!

Amo Meu filho incondicionalmente!!

Amo o meu fissurado e sinto saudades daquele sorriso que estará para sempre na minha memória.

Adoção ou doação? – por Deborah Patricio

Hoje vim falar de um assunto muito peculiar: a adoção! Não vou conseguir falar tudo que penso em apenas um post, mas vou tentar… rs

Ser mãe sempre foi um desejo e adotar uma criança foi uma ideia que sempre tive em mente, e sinceramente não sei dizer quando nem por que ela surgiu.

Não a nada que impeça a mim nem ao meu marido de gerarmos um bebê biológico, somos saudáveis e férteis, e pretendemos ter um bebê do modo “comum” também, mas a questão de não nos importarmos com a ordem de chegada (se primeiro o biológico ou o adotado) é o motivo de sermos  tão questionados quando falamos em adoção. “Você tem que ter o SEU primeiro”, “Mas vocês não podem ter filhos?”, “Vocês não vão amá-los como se fosse seus mesmo”, “Mas vocês nem tentaram ter um NORMAL” ou “Vocês são doidos”, ouvimos essas frases sempre que colocamos esse assunto em alguma roda de conversa. Mas de verdade? Só aumenta mais o amor que exala de dentro de nós!!!

Desde minha adolescência que penso nisso, e para mim sempre foi importante encontrar alguém que pensasse como eu, e quando conheci meu marido, essa ideia se fortaleceu ainda mais, ele se juntou a mim para concretizá-la, me passou muita confiança e tenho certeza que será um paizão! Outro dia, depois que entramos com os papéis para o cadastro de pretendentes à adoção (pois é, já estamos gerando uma criança…rsrs) eu perguntei a ele: Léo, por que você comprou minha ideia? Por que adotar uma criança? Ele, muito fofo, me respondeu: “Uai , e por que não? Tanta criança querendo ser filho (a) e nós dois  querendo ser pais…E é exatamente assim. Não seremos só adotantes, também estaremos sendo adotados!” Eu e meu marido temos apenas 4 meses de casados, e já percebemos que temos tanto para oferecer e estamos muito receptíveis a todas as experiências que estão por vir. Sabemos que seremos julgados e indagados a todo momento, mas a questão é: qual criança não dá trabalho? Qual criança não vive testando seus pais? Qual criança nunca falou em fugir de casa, ou em nunca mais conversar com os pais por algum motivo bobo? Cada criança possui sua singularidade, e com esta não será diferente. Estamos cientes das etapas jurídicas e emocionais que iremos passar, e ao mesmo tempo não temos noção de nada. rs. Mas ser pai e mãe é isso, são incertezas, é ter ansiedade, medo, alteração de humor, é esperar para saber como será sua carinha,  o gênio de quem ele(a) irá puxar… Adoção é também doação, é um encontro marcado, um amor conquistado! E estamos prontos para conquistá-la (o) todos os dias, como se fosse a primeira vez!

Deborah Patricio

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