Testes auditivos – Imitanciometria

Bom dia!

Mais um exame para a série de testes auditivos e hoje falaremos sobre a Imitanciometria.

Esse teste inclui três etapas: a timpanometria, a compliância e a medida dos reflexos acústicos. O objetivo deles é avaliar as condições da orelha média, detectando se há ou não indícios de secreção, avaliar se há disfunção da tuba auditiva e avaliar também a mobilidade do tímpano e do sistema tímpano-ossicular, que é formado pelos menores ossos que nós temos no corpo humano, o martelo, a bigorna e o estribo.

É um teste objetivo, indolor e muito rápido de fazer. Para a realização é utilizado um equipamento chamado Impedanciômetro. É colocado uma pequena sonda na orelha do paciente que pretende ser testada e essa sonda contém um sistema que injeta e remove pressão dentro da orelha , com isso o impedanciômetro irá verificar o grau de deslocamento do sistema tímpano-ossicular em resposta à variação dessa pressão.

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Impedanciômetro mais moderno e portátil
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Impedanciômetro mais antigo onde além da sonda, também se coloca um fone na orelha contrária a testada

A Imitanciometria é  muito usada para identificar otites serosas crônicas e também para identificar os tipos de perda auditiva, se é condutiva (quando o problema é na orelha externa ou média, ou seja, há algum problema que está impedindo que o som seja conduzido até a cóclea)  ou neurossensorial (quando o problema é na orelha interna, na cóclea ou no nervo auditivo).

Em fissurados é muito comum ter o resultado desse exame como Curva tipo B, que significa presença de líquido na orelha ou Curva Tipo C, sugerindo disfunção da tuba auditiva. Isso se dá pelo fato da tuba auditiva de fissurados estar inserida em local errado, onde o aparelho não consegue fazer a pressão dentro da orelha por falta de vedação.

Em um novo post explicarei melhor os tipos de perdas auditivas, ok!?

Com amor,

Ana Maria.

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Obs.: Quando eu uso o termo fissurados, me refiro antes das cirurgias. ☺

Da série mamãe fonoaudióloga: Estimulação da linguagem

Ainda na barriga já conversamos com nossos bebês, damos carinho, colocamos a barriga para escutar músicas… é ou não é assim!? Quando nasce, começamos a conversar, cantar para dormir ou até mesmo conversar como se fossemos um bebê também (mas, isso só vale se for falando as palavras corretamente… Viu!?).

Os bebês por sua vez, respondem aos nossos estímulos através de um sorriso ou de um choro e estes sempre têm diferenças na entonação. Um choro para avisar a fome, um para avisar que está molhado, outro para mostrar que está estimulado demais e outro para avisar que o sono já vem. E assim os dias vão passando e logo logo estamos em sintonia e nos comunicando perfeitamente. Estou certa?! Antes mesmo dos nossos bebês nascerem já estamos nos comunicando com eles.

A linguagem é adquirida com o nosso dia a dia. E para nos comunicarmos não precisamos somente da boca e seus músculos, envolvemos também outros músculos do nosso corpo e principalmente o cérebro. Os diversos estímulos (táteis, visuais, auditivos ou olfativos) que sujeitamos nossas crianças, atuam de forma decisiva no desenvolvimento da linguagem. Ou seja, a forma como conversamos com elas, o cheiro ou a textura de uma flor ou o sabor de uma fruta, fazem parte da aquisição da linguagem das crianças. Em outras palavras, a comunicação não esta limitada somente a fala, ela envolve todo o meio em que a criança esta inserida.

E como podemos ajudar nesse processo de aquisição de linguagem!? Simples, conversando muito, mais muito mesmo com seu filho. Desde bem pequeno, converse frente a frente com a criança; fale mesmo que você ache que ela ainda não entenda e pareça que você está em um monólogo (risos), conte o que está fazendo e o que está acontecendo em sua volta; narre o que vocês estão fazendo como: “é hora de trocar a fralda”, “vou levantar as suas pernas para colocar uma fralda limpa”, “e agora, está se sentindo melhor?!”,  ou “tá na hora do banho”, “agora vou lavar os seus braços”; chame-a pelo nome, dê nome aos objetos que estão por perto de vocês; incentive-a a imitar os sons dos animais, dos meios de transporte, da porta ao fechar, da panela de pressão, do telefone, etc; ensine a mandar beijos, dar tchau, fazer sinal de jóia, balançar a cabeça fazendo que sim ou que não; dê espaço para a criança demonstrar seus sentimentos; repita as palavras que ela falar errado do jeito certo de falar, mas faça isso de forma suave, não demonstrando que está errado o jeito dela pronunciar; brinque mais brinque muito com seu filho, a criança aprende brincando e seguindo exemplos, por isso seja o exemplo dela.

Com amor,

Ana  Maria Poças

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Sobrevivemos aos 30 dias 😅

Bom dia, pessoal!!!

Ontem fomos à consulta de retorno com cirurgião plástico do Raul após 30 dias da cirurgia. Raul está ótimo e já pode voltar a comer comida “normal”. A única observação que ele nos deu foi ir voltando com as consistências das comidas aos poucos, do líquido/pastoso fino para pastoso grosso, depois com pedacinhos e após isso, o alimento normal. Tomando cuidado somente com os alimentos muito duros, pois podem forçar demais o palato (céu da boca) que ainda está recém operado.

Bom, ao chegar em casa fizemos almoço e vocês precisam ver a alegria da criança ao comer arroz… risos… Meu Deus, muito bom ver que valeu a pena após estes 30 dias!!! Sobrevivemos a duas festas de aniversários!!! Os aniversariantes (o bisavô e a prima do Raul) também se sensibilizaram e aderiram a dieta, além de esconderem os salgadinhos da própria festa…risos… É ou não é muito amor!? E quando iam cantar parabéns lá estavam os potinhos de iogurte que ele podia tomar na mesa, ao lado bolo, para ele não ficar muito triste. Todos da nossa família e os nossos amigos aderiram a nossa “onda momentânea” e escondiam as coisas de comer quando íamos fazer visitas. Ah gente, quem tem família e amigos não precisam de mais nada não é mesmo!? Então, para o Raul este mês que se passou foi bem tranquilo. =D

Mas vamos as dicas agora… Percebemos aqui em casa que o Raul só comia um tipo de consistência das papinhas. As que ficavam mais líquidas ele não aceitava, então começamos a fazê-las mais pastosas, como se fosse um purê. Batíamos as papinhas no liquidificador e coávamos em uma peneira, em seguida levávamos novamente no fogão para reduzir e ficar mais durinha. Quando a papinha era muito temperada ele reclamava de dor. Acho que devia doer ou arder mesmo os pontos. Suco também não podia ser ácido. Laranja, limão, abacaxi e de uva integral ele tomava mas depois ficava chorando de dor, então melhor vocês evitarem.

Outra coisa muito importante é vocês já irem tirando a “mania” da criança levar a mão e objetos na boca, pois depois da cirurgia isso não poderá acontecer. Quando voltamos para casa, ainda dentro do carro, já conversei com o Raul dizendo que estava tirando a tala dos braços dele e que ele não poderia mais colocar as mãos na boca e vocês acreditam que ao tirar, ele ia colocar a mão na boca e fez o sinal com o dedinho que não podia!? Ahhhh não gente!!! Existe esse menino!? E ainda tem gente que subestima a inteligência das crianças. Criança é muito inteligente e podem conversar mesmo, que eles nos surpreendem com tamanha inteligência.

Sobre o pós operatório… É bem tranquilo!!! Programe os seus 30 dias  de pós operatório antes do dia da cirurgia. Vale até fazer uma rotina e um cardápio para seu pequeno. Isso nos ajudou muito!!! As crianças no segundo dia já estão super bem e se vocês seguirem a dieta e as orientações que os médicos dão, com fé em Deus dará tudo certo!!!

Com amor,

Ana Maria.

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Otites, por que em fissurados?

Bom dia, gente!

Nesse post vou explicar um pouco porque as otites ou inflamação nos ouvidos são muito frequentes em crianças fissuradas.

O motivo é que como palato (céu da boca) está aberto, a sua musculatura está inserida de forma incorreta sobre a fissura e desta forma não há movimentação adequada das tubas auditivas. Quando não se tem fissura, a musculatura do palato ao se mover promove a dilatação e a drenagem das tubas auditivas para a rinofaringe (Parte da faringe situada atrás das fossas nasais e acima do véu palatino). Como nos fissurados isso não ocorre, a boca e as orelhas acabam tendo uma certa conexão e quando alimentamos nossos pequenos de forma inadequada (deitados) o líquido vai parar nas orelhas médias, onde pode ou não sair depois. O acúmulo de líquido na orelha média que é a causa da famosa otite serosa, tão temida por nós mamães e papais de fissurados.

Essa otite serosa muitas das vezes é silenciosa, ou seja, a criança não tem reação nenhuma a ela, não tem febre, nem dor, nem nada, mas quando levamos ao pediatra e ele vai olhar as orelhas, lá está a membrana timpânica vermelhinha e opaca… ou então quando fazemos a imitanciometria e nos deparamos com o resultado de uma curva Tipo B, que significa presença de líquidos na orelha. 😕 O grande problema desse acúmulo de líquido é que, quando se torna crônico, pode ocasionar infecções de repetição que por sua vez pode levar a perdas auditivas.

Quando a criança está com esse acúmulo de líquido na orelha interna, pode ser necessária a inserção de um tubo de ventilação (Tubinho), para permitir a drenagem do líquido e aliviar os sintomas. O ideal é que a criança seja avaliada por um Otorrinolaringologista desde recém nascido, fazendo testes audiométricos e avaliando regularmente a sua audição. A diminuição da audição em crianças prejudica o desenvolvimento da fala. É de suma importância que a criança escute bem para perceber as variações dos sons da nossa fala e aprender a falar corretamente.

Mesmo eu sendo muito chata, mas muito chata mesmo com a questão da alimentação do Raul e o posicionamento dele durante as mamadas, ele teve que colocar o tubinho nas duas orelhas. Infelizmente, esse procedimento é muito comum mesmo em fissurados palatais. Raul quase não tinha presença de líquidos, mas sua membrana timpânica estava retraída e o médico resolveu colocar para melhorar sua mobilidade.

Olhem ai como funciona o tubinho. Esse azulzinho é o tubinho de ventilação. Ele é inserido na membrana timpânica para promover a drenagem do líquido que estava preso na orelha média.

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http://www.cochlea.org/

Portanto, prestem atenção sempre nas mamadas, no posicionamento dos bebês e os coloquem o mais sentadinho possível.

E é isso ai!!! A posição na alimenta de um fissurado é de extrema importância para a sua saúde. ☺

Com amor,

Ana Maria.

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Testes auditivos – BERA

Bom dia, pessoal!!!

Hoje vamos falar sobre o teste auditivo mais conhecido como BERA. A sigla BERA vem do inglês Brain Evoked Response Audiometry, que em português recebeu o nome de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico.

O BERA é um teste objetivo, não depende da resposta da pessoa que está sendo testada e assim como os outros testes já citados aqui no blog é indolor e não invasivo. Por se tratar de um teste objetivo precisa-se que a pessoa fique imóvel para que os movimentos não atrapalhem na realização. Em crianças precisamos que ela esteja em sono profundo para a realização, mas sabemos que isso é quase impossível com nossos pequenos, né?! (risos) Desta forma, muitas das vezes  precisamos de recorrer a sedação.

O teste irá avaliar a integridade funcional do nervo auditivo da pessoa, desde a orelha interna até o córtex cerebral. Seus resultados irão determinar se existe ou não perda auditiva, qual o tipo e o grau da perda, além de saber se a perda auditiva é decorrente de uma lesão na cóclea, no nervo auditivo ou no tronco encefálico.

Para a realização do teste serão colados  eletrodos na testa e atrás das orelhas da pessoa, que será deitada em uma maca. Esses eletrodos irão receber estímulos sonoros e as respostas serão captadas por um equipamento.

O BERA tornou-se essencial para o diagnóstico precoce de perda auditiva e o acompanhamento da maturidade das vias auditivas principalmente em crianças, pelo fato delas não colaborarem na audiometria.

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Esse é um dos modelos de aparelhos utilizados para a realização do BERA.

 Ana Maria.

CRFa 6-7185

Antes e depois das cirurgias 😊

Bom dia!!!

É com imenso prazer e com muito alívio que escrevo este post, afinal tem apenas cinco dias que o meu príncipe fez a palatoplastia, sua segunda cirurgia. A história das cirurgias começaram quando o Raul tinha 04 meses, onde realizou sua primeira cirurgia a labioplastia. A segunda foi agora com 01 ano e 04 meses. Os dias antecedentes as datas das cirurgias são pra mim um martírio… não consigo parar de pensar e ficar preocupada… mas, quando tudo passa vem a calmaria. Só consigo olhar para trás e agradecer!!! O Raul como sempre me matando de orgulho, não me deu trabalho nenhum. Deus foi muito generoso comigo em me dar um filho tão lindo!!! =D

O pós operatório do Raul foi bem tranquilo, tanto o primeiro e este também está sendo, claro que ele sente um pouco de incômodo nos pontos e fica ainda mais incomodado em não poder tomar mamadeira e nem comer nada sólido. Mas aqui em casa sempre começamos a prepará-lo com um tempinho antes, por exemplo a última cirurgia dele foi dia 07/01/2015 e ele parou de tomar mamadeira no dia 01/01/2015 e começou a comer papinhas líquidas/pastosas finas nesse mesmo dia. Então pra gente está sendo um pouquinho mais fácil com a rotina dele. Eu e o Rodrigo adotamos também a mesma dieta do Raulzito. Aqui em casa não se encontra nada de comer a vista dele, está tudo guardado nos armários para evitar que desperte a vontade nele. (risos)

Em relação as cirurgias, elas são bem tranquilas. A cirurgia é realizada por sedação e anestesia geral, por isso é muito mas muito importante mesmo, que a criança esteja bem de saúde. A criança fica internada de um dia pro outro no hospital para acompanhamento do pós operatório. A cirurgia do palato durou duas horas e meia, pois ele precisou de colocar tubinho de ventilação nos dois ouvidos, o que também é muito comum em fissurados palatais. (Esse é um tema para um novo post.)

Para quem fica curioso em saber como ficam nossos bebês após as cirurgias, abaixo estão as fotos de: um dia antes, após a cirurgia ainda no ambulatório e uma semana depois após caírem os pontos, respectivamente:

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Abaixo as fotos as duas que estou de blusa verde foram tiradas após o procedimento da palatoplastia. As duas outras do Raul sozinho, um dia após a cirurgia.

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O pós operatório imediato, quando eles entregam seus bebês que acabaram de acordar da anestia é um pouco assustador, pois a criança fica chorando muito e ainda está confusa com tudo o que aconteceu. Afinal elas estavam bem, brincando e quando acordam, estão em um lugar estranho e com dor, imaginem!? Outra coisa que quero alertar é que nesse momento ao encontrarem seus bebês, eles vão estar sangrando muito, muito mesmo!!! Apesar de assustador é normal e o sangramento para no mesmo dia. Eu sabia que sangrava, mas até eu me assustei quando vi o Raul nessa segunda cirurgia. O porquê de tanto sangue é o seguinte: ao consertarem o palato (céu da boca), os médicos também refazem o assoalho do nariz (a parte debaixo do nariz) e esta parte é muito vascularizada, ou seja tem muitos vasinhos sanguíneos o que faz sangrar muito.

Mamães e papais de fissurados, não se assustem com o pós operatório. Apesar de assustador, é super tranquilo!!! Vocês vão me dar razão quando tudo passar. Passem tranquilidade para seus babys, eles precisam de vocês!!! Sejam fortes que tudo fica bem mais fácil!!!

Com amor,

Ana Maria.

Cardápio pós cirurgias 😀

Bom dia, pessoal!!!

Com a cirurgia do palato chegando, minha preocupação é não perder a qualidade da alimentação do meu Raulzito. Pensando nisso fui em busca de papinhas super nutritivas e equilibradas para que ele não perca peso no pós operatório. Como ele deverá ficar comendo somente comidas líquidas e pastosas durante 30 dias o ideal é que tenha sempre novidades para ele não enjoar, assim não tornando mais “dolorosos” estes 30 dias.

Abaixo seguem trinta opções de papinhas para vocês fazerem para seus filhotes. Estas papinhas servem não somente para o pós operatório como também para os bebês que estão na fase da introdução da alimentação pastosa.

O modo de preparo é o mesmo usado para fazer uma sopa, refogue primeiro os temperos de sua preferência como alho e cebola, após isso adicione a carne e logo em seguida os outros ingredientes. Depois acrescente água para que os alimentos cozinhem.

Gente, por favor!!!! Não façam papinhas sem tempero!!! As crianças precisam conhecer o sabor da comida e ter prazer em comer. Eca em comida sem gosto, não é mesmo!?

 Papinhas com carne vermelha:

1. Carne, abóbora, batata e couve.

2. Carne, beterraba, batata e couve-flor

3. Carne, abóbora, feijão, macarrão e brócolis.

4. Carne, cenoura, fubá e couve.

5. Carne, cenoura, feijão e espinafre.

6. Carne, feijão, macarrão, espinafre e brócolis.

7. Carne, cenoura e cenoura amarela (mandioquinha).

8. Carne, abóbora e escarola.

9. Carne, abobrinha, batata e beterraba.

10. Carne, cenoura e batata.

11. Carne, cenoura, cenoura amarela (mandioquinha).

12. Carne, inhame, chuchu e brócolis.

13. Carne, chuchu, cenoura amarela (mandioquinha) e cenoura.

14. Carne, cenoura, cenoura amarela (mandioquinha) e couve.

Papinhas com frango:

1. Frango, batata, chuchu, beterraba e acelga.

2. Frango, lentilha, arroz, cenoura e espinafre.

3. Frango, macarrão, ervilha, abóbora e couve-flor.

4. Frango, cenoura e abóbora.

5. Frango, beterraba, batata doce e escarola.

6. Frango, cenoura e batata.

7. Frango, beterraba e batata.

8. Frango, beterraba e inhame.

9. Frango, arroz, ervilha, cenoura e espinafre.

10. Frango, batata doce e 1/2 talo de alho poró.

11. Frango, cenoura e cará.

12. Frango, cenoura amarela (mandioquinha), beterraba e escarola.

Papinha de peixe:

1. Peixe, batata, abobrinha e suco de 1/2 maracujá.

Papinha sem carne:

1. Chuchu e cenoura.

2. Ovo, abobrinha e batata.

3. Macarrão, feijão, abóbora e brócolis.

Obs.:

– O feijão e a lentilha já devem estar cozidos ao colocar junto com os outros ingredientes.

– As carnes podem ser qualquer uma e podem ser trocadas também por peixe e frango.

– As papinhas são somente sugestões de combinação que faço aqui em casa pro Raul.

Com amor,

Ana Maria.

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Incentive seu filho a comer desde novinho sozinho.

A escolha pelo local de tratamento do Raul

Quando soubemos que o Raul iria nascer com a fissura lapiopalatina tínhamos uma dúvida: Onde iríamos procurar ajuda?. O centro mais conhecido para tratamento de má formações craniofaciais é o Centrinho de Bauru, que fica em São Paulo, a 731km de distância de Belo Horizonte. A princípio, essa era a minha escolha. Como fonoaudióloga sempre ouvi falar de lá, tive professoras que fizeram especializações naquele centro, conheço fonoaudiólogas que trabalharam lá e mamães de fissurados que optaram pelo tratamento ali. Mas, viajar com o meu príncipe operado me doía o coração. Foi conversando com inúmeras pessoas, dentre elas as que eu citei acima, que conheci um novo e conceituado centro, aqui mesmo em Belo Horizonte, que também é especializado no assunto, o Centrare. Ah, fiquei aliviada por saber que poderia fazer aqui mesmo o tratamento e ansiosíssima para conhecer o lugar!!!

O Centrare fica no Hospital da Baleia, no bairro Saudade.  Antes do Raul nascer, procurei saber como era o funcionamento além de marcar uma triagem com os profissionais do centro, para que me explicassem como seria o tratamento do meu filhote. A equipe de lá é composta por cirurgiões plásticos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, entre outros. Saí da triagem com a certeza de que iríamos tratar do nosso Raul lá. Eles me tranquilizaram muito, explicaram a cronologia do tratamento, com quanto tempo de vida iria começar as cirurgias, a alimentação, os cuidados necessários, a higienização, etc. O tratamento é todo custeado pelo SUS (Sistema único de saúde), não existem as categorias particular ou plano de saúde privado. O tratamento é de excelência.

Com quatro meses de vida, o Raul realizou a primeira cirurgia (a labioplastia). A cirurgia ficou perfeita!!! Em breve farei um post sobre o antes e o depois das cirurgias e vocês poderão concordar comigo. A próxima cirurgia, a palatoplastia, já está chegando (A preocupação sempre nos acompanha, viu?! Isso não muda nunca (risos)). Ela também será realizada pelo mesmo médico que o operou na labioplastia, o Dr Hugo Leonardo, que por sinal é fera no assunto e uma graça de pessoa!!! Os cirurgiões que atendem no Centrare são os melhores de BH. Podem procurar pelo tratamento lá que vocês estarão em boas mãos e farão uma ótima escolha!!!

A página do Centrare que encontrei não está muito atualizada, mas dá pra vocês terem uma ideia do que se trata pelo site o Hospital da Baleia. Seguem abaixo os dois links para vocês darem uma olhada:

http://www.pucminas.br/centrare/

http://www.hospitaldabaleia.org.br/pt/conteudo.php?c=3&t=1&i=192

O segundo link entra direto no site do Hospital da Baleia e nele vocês têm informações de como ser atendido no Centrare, ou seja, dá as coordenadas burocráticas para o atendimento. Encontra-se, também, uma cartilha explicando mais sobre fissuras. Não deixem de ler!!!

Com amor,

Ana Maria.

Fonoaudiologia?!

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Bom dia, pessoal!!!

Muitas pessoas têm dúvidas sobre o que é a Fonoaudiologia e o que fonoaudiólogo faz. Este post será um resumo da minha profissão. Quando decidi ser fonoaudióloga não tinha uma razão clara mas hoje sei o motivo desta escolha… o meu Raulzito!!! =)

A Fonoaudiologia é uma ciência antiga. Surgiu na Hungria no ano de 1900 e aqui no Brasil foi fundada com o nome de Fonoaudiologia em 9 de dezembro de 1981. Ela estuda as áreas da comunicação humana (voz, fala, linguagem, audição e aprendizagem). Quem é formado em fonoaudiologia recebe o nome de fonoaudiólogo. O fonoaudiólogo é o profissional que além de estudar, é capaz de tratar, prevenir e avaliar as alterações encontradas nessas áreas da comunicação humana.

Existem cinco especialidades dentro da Fonoaudiologia que são:

Audiologia: que envolve assuntos relacionados a audição;

Linguagem: que envolve assuntos relacionados a comunicação oral e escrita;

Motricidade: que envolve assuntos relacionados as funções: respiração, sucção, mastigação, deglutição, expressão facial e fala;

Saúde Coletiva: que evolve assuntos voltados a elaboração de estratégias de planejamento, gestão, promoção, prevenção, educação e intervenção na área da saúde;

Voz: que aborda o aperfeiçoamento vocal e distúrbios relacionados a voz.

O fonoaudiólogo pode trabalhar em diversos lugares como: unidades básicas de saúde, hospitais e maternidades, consultórios, clínicas, asilos, casas de saúde, creches, berçários, escolas (regulares e especiais), instituições de ensino superior, empresas, veículos de comunicação (rádio, televisão e teatro) e etc.

Agora a pouco  tive a ideia de esclarecer o que é a Fonoaudiologia e contar a vocês a minha história como fonoaudióloga. Me formei em 2008, aqui mesmo em Belo Horizonte. Escolhi o curso sem saber o porque. No decorrer da minha graduação, percebi que não me identificava tanto com o curso, mas algo me dizia que tinha que terminar. (risos) Me formei e atuei como fonoaudióloga até uns três meses antes do meu pequeno nascer. Hoje não atuo fora de casa…(risos) Sou mãe e fonoaudióloga em tempo integral do meu filhote. Após seis anos de formada sei que não poderia ter escolhido uma profissão melhor. Sou tão grata a Deus por ser mãe, por toda nossa trajetória e pelo fato do Raul ser tão saudável e nos surpreender a cada dia que  prometi pra mim mesma que ajudaria ao máximo outras mamães que passaram pelo que passei. E é isso, aqui estou com o Blog repassando tudo para vocês sobre a nossa história, minha e do Raul.

Com amor,

Ana Maria.

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Esterilização, até quando?!

Afinal, por que esterilizar os utensílios dos nossos pequenos!? Até quando é necessário esse cuidado?! Essa é uma das inúmeras dúvidas que nós mamães de primeira viagem temos. Eu já entrei em milhares de sites para saber mais a respeito. Por este motivo resolvi escrever pra vocês, um post dedicado a este assunto.

O principal motivo é a higiene. Só lavar com água e sabão muitas das vezes não mata as bactérias. Bebês até um ano de idade não tem anticorpos suficientes e/ou o sistema imunológico ainda está imaturo, por isso acabam estando mais sujeitos a infecções causadas por bactérias, fungos, vermes e vírus. E esses “bichinhos” adoram uma mamadeira e uma chupeta para viverem!!! Restos de leite e comida é um prato cheio para eles. =/

Especialistas no assunto sugerem a esterilização dos utensílios do bebê (mamadeiras, copos, chupetas, mordedores, etc.) a cada uso até os sete meses, após isso, uma vez ao dia até que o bebê complete um ano. No caso do Raul, como ele ainda tem a fissura palatina as vias respiratórias superiores e a boca ficam em contato direto, devido a isso o meu cuidado é extremo quanto a esterilização. Sempre tive muito cuidado e continuo assim, até que ocorra a labioplastia. E pretendo continuar assim até que os pontos caiam. (risos)

Então como devemos esterilizar!?

Ps.: Antes de esterilizar, lave também as suas mãos!!! Pois a sujeira das suas mãos pode contaminar os objetos.

Lave os objetos com água e sabão neutro.

Para a esterilização na panela:

Ferva a água por cinco minutos e, em seguida, mergulhe os utensílios, que devem ser aquecidos por mais cinco minutos.

Ps.:  Se ficarem por muito tempo na água fervendo, os objetos podem ser danificados. Ferva somente por cinco minutos. Já é o suficiente!!!

Para a esterilização no microondas:

Coloque os utensílios em um recipiente apropriado, geralmente os fabricantes falam para colocarmos  250 ml de água e programe o microondas por cinco minutos.

Após esse processo deixe que os objetos sequem naturalmente e guarde-os em uma vasilha com tampa até o uso. Isso é para evitar que contaminem novamente.

Penso que esse cuidado vale a pena. É importantíssimo que evitemos possíveis infecções, ainda mais sendo através de uma forma tão boba. Não é mesmo!? =)

Beijos e fiquem com Deus!!!

Com amor,

Ana Maria.