Livro – A Encantadora de bebês resolve todos os seus problemas

Bom dia, gente!!!

Como falei no post sobre o livro da Tracy Hogg “Os Segredos de uma Encantadora de Bebês”, existem outros dois da mesma autora. O post de hoje será sobre o segundo da série “A Encantadora de Bebês Resolve Todos os Seus Problemas”. Nele vocês encontrarão segredos sobre sono, alimentação e comportamento do nascimento aos primeiros anos da infância.

Gente, quase pedi que me beliscassem para saber se estava mesmo lendo esse título do livro! (risos)  Resolver todos os meus problemas!? Imaginem que maravilha! E logo estava lá eu de novo, na fila do caixa comprando o segundo livro. Como no primeiro, o que mais me incentivou a comprá-lo foi o subtítulo.

Pois bem, nesse livro a autora descreve mais algumas táticas infalíveis para que entendamos nossos babies, como por exemplo a PC. Ter uma atitude PC significa agir com Paciência e com Consciência. Ter paciência é de suma importância para ser um bom pai ou mãe, segundo a autora. Ter consciência significa se policiar no que diz e no que faz para a criança. E esses atos e essas palavras devem ser constantes, porque a inconstância confunde a criança. Usando a atitude PC, você não dá brecha para a “paternidade acidental” acontecer. Mas o que é paternidade acidental!? Paternidade acidental é tudo aquilo que fazemos e sabemos que não é o certo, mas por motivos não pensados nas consequências fazemos para que um resultado seja obtido rapidamente. Um exemplo da paternidade acidental que eu fazia bastante era ninar o Raul no colo para ele dormir mais rápido. Um grande erro, porque ele começou a querer dormir somente no colo depois. Até hoje com quase 01 ano e 08 meses, na soneca da tarde (ainda bem que é só a tarde, porque haja braços e colunas que aguentem 11 kg) ele só dorme assim, no colo. Um outro exemplo é acalmar uma criança com a chupeta, dando o objeto sempre que precise que a criança fique quieta por algum tempo. Confesso que já tentei inúmeras vezes usar o método a tarde, mas ele sempre me vence pelo cansaço. Para que isso não aconteça, a Encantadora de Bebês sempre frisa que temos que começar como devemos continuar, minimizando assim esses possíveis erros da paternidade acidental.

Outros assuntos interessantíssimos abordados no livro, são as cólicas, os refluxos e os impulsos do crescimento, onde ela explica o que é e como agir diante deles. Nos mostra também como ensinar as crianças a serem emocionalmente bem ajustadas, esse capítulo é interessantíssimo. Raul estava passando por uma fase que queria me controlar o tempo todo e ficava bravo quando eu não fazia suas vontades. Isso começou há umas duas semanas atrás e ao reler o capítulo percebi que estava “deixando de lado” os limites que sempre dei a ele. Como voltei a trabalhar e ainda por cima meu local de trabalho é em casa, deixava ele fazer o que queria quando precisava de um tempo para escrever e resolver minhas coisas do trabalho. Na verdade isso me ajudava mas não ajudava o Raul. Ele estava ficando sem limites, o que para uma criança é muito ruim! Engraçado como não percebemos nossos próprios erros, não é mesmo?! Uma coisa que sempre preguei foi rotina e consequentemente limites para a criança. Enfim, mas este erro já foi sanado e voltamos com força e foco total na rotina e nos limites dele. (risos)

E por fim, ao reler o livro também lembrei que o último capítulo fala sobre desfraldar a criança. Em breve passaremos por isso aqui em casa, assim que começar conto para vocês. A técnica por ela estipulada é começar com o processo de desfralde entre 9 e 15 meses (Não segui esta técnica, pois acho muito cedo para a criança!), ela justifica bastante o porquê deste período da idade da criança, mas a explicação rápida é que ela condiciona o bebê a utilizar o vaso sanitário assim que ele já consiga sentar sem apoio. (Algum leitor do Blog utilizou esta técnica e deu certo!? Nos contem por favor!) Ela descreve a técnica ensinando os pais a como se prepararem e prepararem os seus bebês.

Bom, falta o último livro da trilogia e pretendo escrever sobre ele em breve pois ainda estou terminando de lê-lo. Só quem é mãe sabe como é difícil encontrar tempo para leitura, não é mesmo?! Mas tô dando conta e acho que até semana que vem termino e conto pra vocês.

Com amor,

Ana Maria.

Atividade física e gravidez

Durante toda a vida não cansamos de ouvir a importância de se fazer um exercício físico bem elaborado e acompanhado, mas qual mamãe nunca se perguntou se durante a gestação isso poderia afetar negativamente seu bebê?

Pois bem! Tentaremos esclarecer algumas dúvidas aqui!

O ideal seria se todas as mulheres já começassem a se exercitar antes de engravidar, pois a mudança de rotina muito brusca não faz bem ao bebê, mas como nem tudo na vida é programado, ao confirmar a gravidez a mulher pode alterar um pouco sua rotina e incluir exercícios de baixo impacto e baixa intensidade.

Por exemplo, se a mulher já malha, ou faz alguma atividade “mais pesada” o melhor seria continuar com essa atividade se adequando à nova situação em que o corpo se encontra. Se a nova mamãe não se exercita, o ideal seria procurar uma atividade em que ela se adapte e se sinta bem durante e após o exercício, que não seja muito intenso e/ou ofereça algum risco para a saúde do bebê. Algumas pessoas acham que exercício como hidroginástica, caminhada e alongamento são atividades totalmente recomendadas e liberadas, mas não é bem assim! O que está em jogo é a boa orientação dada pelo profissional de educação física que a acompanha e a própria noção corporal em fazer os exercícios, respeitando sua individualidade e seus limites, pois o exercício é como o remédio, sua quantidade que ditará se será benéfico ou não.

Em minhas aulas de hidroginástica já acompanhei várias gestantes, o feedback que recebo  é que as aulas ajudam na diminuição da ansiedade e dos inchaços que aparecem durante a gravidez. Então, meninas, não se preocupem… exercício faz bem!!! Mas nunca, eu disse NUNCA se esqueça de seguir as orientações de seu obstetra e procurar um bom profissional de Educação Física, transmitir a ele seu histórico médico e se divertir na atividade escolhida!

Deborah Patrício

Profissional de Educação Física

Perdas Auditivas

Ei, gente!

Hoje falaremos sobre tipos de perdas auditivas. Vocês já leram por aqui em alguns posts citações sobre perdas auditivas, mas, afinal o que é a perda auditiva e quais os tipos existentes?! Neste post vou explicar o assunto um pouquinho pra vocês.

A perda auditiva é o resultado de danos em uma ou várias partes da orelha externa, média e/ou interna. Existem três tipos de perdas auditivas: a condutiva, a neurossensorial e a mista (Segundo Silman e Silverman, 1997).

A perda auditiva condutiva é quando há um problema na orelha externa e/ou média, ou seja, há algo impedindo que o som chegue de forma adequada à orelha interna (cóclea). Geralmente varia entre os graus leve e moderado (26 a 55 decibéis (dB), que é a medida da frequência dos sons). Este tipo de perda pode ser temporária. Dependendo da causa do problema, um remédio ou uma cirurgia, como a colocação de tubinhos de ventilação, podem ajudar. Esta perda auditiva é super comum em alguns casos de fissurados ou em quem tem muita otite. Quando estes dois procedimentos não resolvem o tratamento, pode-se resolver com o uso de aparelho auditivo.

A perda auditiva neurossensorial é quando há um problema com as células sensoriais, ou seja, nas células ciliadas da cóclea, e geralmente é permanente. Este tipo de perda pode ter graus entre leve a severo (26 a 90 dB) e pode ser tratada com aparelhos auditivos e implantes cocleares.

Quando há problemas tanto na orelha externa e/ou média quanto na orelha interna, é chamada de perda auditiva mista. Esta perda pode ser tratada por cirurgia assim como por aparelhos auditivos.

Para saber se uma pessoa tem perda auditiva é necessário fazer uma avaliação com um fonoaudiólogo especialista em audição. O especialista avalia o tipo e o grau da perda auditiva. Para saber o grau, o fonoaudiólogo detectará os limiares da audição da pessoa e os classificará (Segundo  Lloyd e Kaplan, 1978) da seguinte forma :

  • Audição normal: limiares de 0 a 25 dB NA. A pessoa escuta todos os sons normalmente.
  • Perda auditiva de grau leve: limiares de 26 a 40 dB NA. Há uma dificuldade para entender alguns sons da fala, sons da natureza mais baixinhos como por exemplo pássaros cantando, etc;
  • Perda auditiva de grau moderado: limiares de 41 a 55 dB NA.  Presença de dificuldade para ouvir a fala a nível de conversação.
  • Perda auditiva de grau moderadamente severo: limiares de 56 a 70 dB NA. A pessoa tem dificuldade para conversar em grupo, para que ela entenda o que é falado, a pessoa com quem ela está se comunicando tem que falar bem forte.
  • Perda auditiva de grau severo: limiares de 71 a 90 dB NA. Dificuldade um pouco maior em ouvir sons mais altos como, buzina de carro, toque de telefone alto, etc. A fala para ser compreendida por essas pessoas que tem este tipo de perda, tem que ser bem alta (amplificada) e/ou gritada.
  • Perda auditiva de grau profundo: limiares acima de 91 dB NA. Dificuldade para escutar sons relativamente muito alto como turbina de avião, caminhão, maquinários em geral, etc. Para conversar com uma pessoa precisa de estar frente a frente para realizar uma leitura labial para que entenda o que se está falando.

Se você acha que tem alguma dificuldade para escutar, não exite em procurar um fonoaudiólogo. Ele é um dos profissionais indicados para o diagnóstico da dificuldade auditiva. Ele promoverá uma intervenção da melhor maneira possível para que a dificuldade seja minimizada.

Com amor,

Ana Maria.

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Bibliografia:

– Manual de Audiologia dos Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia, 2013.

Livro – Os segredos de uma Encantadora de Bebês

O livro publicado pela Editora Manole, Os segredos de uma encantadora de bebês – Como ter uma relação tranquila e saudável com seu bebê foi escrito por Tracy Hog, uma inglesa enfermeira que se especializou em maternidade e tratamento de recém nascidos, mãe de duas filhas e “encantadora” de bebês por todo o mundo. Nesse livro (e em mais outros dois que em breve escreverei a respeito pra vocês), ela descreve métodos que criou para ajudar pais e mães a tornarem a relação com seus filhos mais harmoniosa.

Comecei a ler o livro antes do Raul nascer e o li em três dias. A ansiedade era tamanha que comia livros de maternidade… risos… Confesso que o que me chamou a atenção foi o subtítulo. Tornar minha relação com meu filho tranquila e saudável, era tudo o que desejava.

No livro a autora descreve técnicas e dá exemplos de como executá-las com êxito, dando relatos de histórias que deram e que não deram certo e como resolvê-las.

Utilizamos muitas das técnicas por ela sugeridas aqui em casa, como por exemplo a EASY (E = eating (comer), A = activity (atividade), S= Sleeping (sono), Y= You (você)), onde ela sugere estabelecer uma rotina onde o ambiente é adequado proporcionando segurança e tranquilidade ao bebê, seguindo um ritmo que ele consiga seguir sem problemas. Além dessa técnica tem também a SLOW ( S= Stop (pare), L= listen (escute), O= observe, W= What´s Up? (O que está acontecendo?). Quando a criança estiver reclamando de algo, chorando ou inquieto demais você deverá seguir esses passos das letras antes de intervir. Fazendo isso, você conseguirá uma “ação” mais eficiente e vai cada vez entendendo mais seu bebê e entrando em sintonia com ele.

Dentre outras dicas que utilizamos foi, apresentar a casa cômodo por cômodo para o Raul logo no primeiro dia em que ele chegou em casa, a de chamá-lo pelo nome e não por apelidos mesmo que seja carinhosos, o de estabelecer rotinas logo nos primeiros dias de vida em casa, o de dormir no seu berço ou cama sozinho, sem a ajuda de alguém para niná-lo. Com outra técnica facilitadora, a de dar a mamadeira dos sonhos, Raul já dormia a noite toda no segundo mês de vida, não acordava para mamar durante a madrugada. Além disso nós já sabíamos quando ele ficaria com fome ou quando o choro era de cólica logo no segundo mês  de vida dele também.

Gente, claro que é chato seguir rotina e quase impossível você ser uma pessoa calma e tranquila todos os dias e em todos os momentos, ainda mais com um bebê esguelando na sua frente… mas, ajuda muito mesmo você ter um norte para seguir e facilita muito no seu dia a dia. Vai ajudar ainda mais se você assim como eu, ficou por conta do seu filho e da sua casa durante 01 ano e 07 meses. A rotina é tudo na minha vida!!! risos…

Senhores pais, leiam esta trilogia. Eu recomendo. =D

Com amor,

Ana Maria.

Panquecas sem Leite, Soja e Ovos

Olá Pessoal! Estou de volta para passar uma receita que eu estou amando fazer, (todo dia eu faço! Kkk) : As Panquecas Free Style. Elas não levam leite, nem soja e nem ovos, perfeitas para quem está na dieta restritiva como eu.

Em um belo dia, desesperada por algo novo e cansada de comer pão de sal feito na máquina de pão caseira, resolvi procurar na net uma receita para aplv diferente e simples. Eis que encontrei aqui: http://www.omundodecaliope.com/2012/06/panquecas-de-final-de-mes.html

No início fiquei meio ressabiada, mas resolvi testar, não deu muito certo da primeira vez, a massa ficou aguada e queimou no fundo da panela. Então continuei tentando até dar certo, no final deu tudo certo! Segue abaixo a receita e enjoy!

Panquecas Free Style da Mari:

2 xícaras de chá de farinha de trigo (Dona Benta, única que conheço que é livre de traços de leite);

1 e ½ xícaras de água;

¼ de xícara de óleo de canola, ou outro vegetal que preferir;

4 colheres de açúcar (pode ser o mascavo ou demerara pra ficar mais saudável);

1 colherinha de café de sal;

1 colher de sopa de fermento químico em pó (Pó Royal, que é livre de traços também).

Misture primeiro o açúcar, o sal e a farinha e depois acrescente o óleo e a água. Misture bem com uma colher mesmo ou melhor ainda se for com um Fuê, porque aí fica mais homogênea a massa. Por último acrescente o fermento e misture mais um pouco e pronto! É só colocar 1 concha média daquelas de feijão de massa em uma frigideira antiaderente, untada com um pouquinho de óleo, em fogo baixo. Espera dourar um lado e depois vira e doura o outro lado. Uma dica: quando estiver dourando o primeiro lado, tampe a panela para cozinhar mais rápido o lado de cima e quando for virar não escorrer a massa. Quando você enjoar dessa massa, dá pra colocar alguns ingredientes que ficam uma delícia e dão um up na sua receita. Por exemplo: Misture 1/3 de xícara de alfarroba em pó, ou cacau em pó na massa. Fica pretinha e muito saborosa para um café da manhã. Dá pra misturar também, na versão salgada, ervas finas, que além de ficar bonita dá um toque chique na receita. Rendimento: 6 porções.

É isso aí pessoal, é só rechear do jeito que desejarem ou servir apenas com mel e frutas, fica uma delícia! Aproveitem e deem o feedback pra nós. Um abraço!

Mariana Poças Abreu

Relato de uma tia fissurada!

Olá, pessoal! Hoje vou falar um pouquinho sobre minha experiência como tia! Hihi
Me lembro do dia em que fiquei sabendo das condições com as quais o Raulzinho nasceria. Minha mãe me acordou meio chocada, me contando. Claro que não é um motivo pra ficar feliz, mas na hora tentei acalmá-la, dizendo que essa condição já não é algo tão complicado como antigamente, que os tratamentos estavam avançados e que tudo iria dar certo! Os pais dos bebês fissurados devem se lembrar que é um impacto pra toda família, que todos acompanham cada momento, cada gripe, cada cirurgia dos bebês! Não somos especialistas e nem sabemos exatamente o que se pode ou não fazer com a criança. O dever dos pais é orientar os familiares, dizer exatamente o que está liberado ou não, como proceder em cada momento e etc, e ainda assim, com os pais nos falando, às vezes  esquecemos de algumas coisas ..(risos)  Mas não se desespere, não é nada que não de pra se ajeitar.  Nós, familiares, também devemos nos orientar, pesquisar, aprender, e estarmos preparados para o bebê que chegará!
A Ana, com muito carinho, nos mandou emails dizendo os processos pelos quais o Raulzinho passaria, e a todo momento nos orientava, nos deixando um pouco menos ansiosos com isso tudo.
O que quero dizer aqui, é que mesmo com todas as condições que o bebê irá passar, os pais devem dar um jeitinho para que eles não se isolem, se privando dos momentos com a família. E que os parentes também devem fazer sua parte, entender que o bebê fissurado tem horários e momentos específicos. Lá em casa fazíamos os aniversários e comemorações um pouco mais cedo, para que o Raul não pegasse friagem e pudesse ir e participar desses momentos.  E mesmo que às vezes ficasse por pouquinho tempo, a Ana e o meu irmão faziam questão de levá-lo.
É claro que é difícil, mas com jeitinho podemos fazer com que seja um pouco menos doloroso para toda a família. Com bom senso de ambas as partes, poderemos desenvolver as potencialidades e favorecer o desenvolvimento da criança, possibilitando-as estar com seus familiares que tanto os ama!!!
Deborah Patricio
Profissional de Educação Física

Cronologia do tratamento de fissurados

Bom dia!!!

Muitas mamães me perguntam como é realizado o tratamento de fissurados, quando começam as cirurgias e onde procurar ajuda. Por este motivo vou explicar como fizemos aqui em Belo Horizonte/MG, onde o tratamento é realizado no Centrare (Hospital da Baleia).

Quando decidimos que iríamos realizar o tratamento do Raul na nossa cidade, procuramos saber com antecedência como deveríamos proceder. Os passos iniciais foram:

1°  passo: Dar entrada no Centrare. É preciso que o posto de saúde da sua região faça o encaminhamento para você. O Centrare é do SUS e não atende plano de saúde, ou seja, após sair da maternidade já procure o posto de saúde da sua região e marque uma consulta com o pediatra para que ele faça o encaminhamento.

2° passo: Ir ao Centrare. Após o posto de saúde fazer o encaminhamento, o Centrare entra em contato com você marcando uma consulta inicial, que vai ser realizada através de uma triagem, onde terá na mesma sala alguns dos profissionais envolvidos no tratamento do seu filho. Eles irão explicar como funciona o tratamento, a cronologia e tudo mais. Então aproveite para tirar todas as suas dúvidas. Faça igual a mim, leve um caderninho com todas as suas anotações e dúvidas. Eu perguntei até!!! risos…

3° passo: Após esta consulta de triagem, eles irão marcar uma nova consulta com o cirurgião plástico que irá dar continuidade ao tratamento do seu filhote e com a fonoaudióloga que irá explicar tudo sobre a alimentação, a estimulação do seu bebê e os cuidados com a audição. O cirurgião irá solicitar os exames necessários para a cirurgia que será em torno dos 03 meses de vida. Quando você realiza os exames, um retorno deve ser remarcado para mostrar o resultado dos exames ao médico e assim, ele irá marcar a data da cirurgia.

4° passo: Cirurgia labioplastia. A cirurgia é realizada no Hospital da Baleia. A criança interna e faz a cirurgia no mesmo dia e recebe alta no dia seguinte.

5° passo: Após a cirurgia. Com a cirurgia realizada, é marcado um retorno com o médico que operou o seu filho após sete dias e uma outra após 30 dias. Nesta última também é feita uma consulta com a fonoaudióloga que irá dar orientações sobre o pós operatório, como por exemplo a forma como devem ser feitas as massagens na cicatriz do lábio.

6° passo: O retorno agora é por volta da segunda cirurgia que será a palatoplastia. Os procedimentos são os mesmos da primeira cirurgia até o pós operatório. Acrescenta-se somente o otorrinolaringologista para o acompanhamento da audição chegando a conclusão sobre a necessidade ou não do tubinho de ventilação.

7° passo: Retorno após 6 meses de operado no otorrinolaringologista, cirurgião plástico e fonoaudióloga.

Bom, foram estes passos que passamos até o momento. O início do tratamento odontológico eu ainda não sei quando será, mas já estou providenciando um particular pro Raul para saber como proceder de agora em diante. Conto aqui depois assim que souber e tiver mais novidades.

Espero ter ajudado.

Com amor,

Ana Maria.

A importância do brincar – por Deborah Patricio

Olá pessoal!

Meu nome é Deborah Patrício, sou formada em Educação Física pela PUC-Minas, trabalho em uma creche/pré-escola com atividades recreativas para criança de 2 a 5 anos e em clubes com atividades aquáticas para crianças e hidroginástica para adultos. Além disso, sou cunhada da Ana Maria, portanto,  tia do Raulzinho!

Abordaremos nesse post um pouco sobre a importância do brincar para as crianças. Ainda não sou mãe, mas convivo e contribuo diariamente com a formação de muitos pequeninos!

A brincadeira, muitas vezes, não recebe a importância merecida. Precisamos entender que as crianças aprendem, e muito, quando brincam. Ficaria aqui horas descrevendo seus benefícios… Elas aprendem a respeitar as regras, as relações interpessoais, o tempo e o jeito de aprender de cada um,  melhoram o  desenvolvimento da linguagem corporal, do equilíbrio, da noção de tempo e espaço, da criatividade, e claro, com tudo isso, aperfeiçoam suas habilidades para melhor desenvolverem a aprendizagem em sua totalidade. O erro é que muitas vezes usamos o brincar como instrumento de castigo ou recompensa, privando ou oferecendo a brincadeira à criança dependendo do seu comportamento. Nosso dever é analisar a brincadeira não só como um direito da criança, mas também como nosso dever de instruí-las para o seu melhor aproveitamento . Não podemos simplificar e significar a ludicidade apenas como diversão, pois ela não só desenvolve as potencialidades das crianças como também contribui para o desenvolvimento psíquico e cognitivo da mesma.

É claro e perceptível que quando a criança se envolve na brincadeira, fica mais fácil e fixo o processo de ensino e aprendizagem, já que a assimilação com aquilo que nos faz bem é melhor e mais prazeroso. Prova disso é que o que a criança aprende brincando, dificilmente será esquecido.

Não podemos deixar de citar aqui o papel da tecnologia presente nos momentos de lazer atualmente. É interessante resgatar as brincadeiras antigas, mas não podemos deixar de lado os vídeo-games, tablets, celulares e outros acessórios tecnológicos tão presentes no nosso dia a dia. Basta saber utilizá-los de maneira moderada e da forma que seu conteúdo contribua para o desenvolvimento do brincante. Coordenação motora, raciocínio lógico,concentração são alguns exemplos de benefícios que estes jogos podem oferecer.

Portanto, vamos respeitar esse momento tão importante que envolve os jogos, brinquedos e brincadeiras que nossos pequenos têm  direito,  e aproveitar para oferecer a eles nossa paciência e nosso tempo ajudando-os  “simplesmente”  a brincar!

Deborah Patrício

Instagram: @deborahpatricioef

Método Montessoriano

Olá, pessoal!!!

Hoje vamos falar de um método pelo qual sou apaixonada. Ainda tenho muito o que estudar a respeito, mas vou falar um pouco sobre o método criado por Maria Montessori, uma médica italiana que viveu entre os anos de 1870 a 1952. Ela começou seus estudos com crianças portadoras de deficiência mental e logo percebeu que muitos problemas poderiam ser resolvidos com a pedagogia ao invés da psiquiatria. Ai começa a grande descoberta e a consolidação da criação do seu método. Ele é muito utilizado por escolas, professores e pais que buscam entender e acompanhar cada fase do desenvolvimento dos seus filhos, assim como euzinha aqui. =)

O método Montessoriano considera que a criança aprende sozinha, seguindo o ritmo natural de desenvolvimento e os períodos sensíveis. Em cada época da vida da criança são evidenciadas características e sensibilidades específicas, por isso o ambiente que a criança está inserida deve ser propício ao aprendizado e atender as necessidades de cada fase em que a criança se encontra.

A criança absorve tudo o que está a sua volta, sendo assim o nosso papel como adultos é identificar e respeitar o momento da criança, auxiliar com amor e compreensão para que ela desenvolva suas habilidades seguindo cada um o seu tempo.

Maria Montessori estabeleceu  seis pilares educacionais para dar suporte a utilização do método que devem sempre estar em equilíbrio, para que a criança se desenvolva de forma completa e equilibrada, e eles são:

  1. Auto educação
  2. Educação como ciência
  3. Educação Cósmica
  4. Ambiente Preparado
  5. Adulto Preparado
  6. Criança Equilibrada

O método Montessori é muito utilizado em escolas por todo o mundo, desde o berçário até o Ensino Médio. Muitos profissionais da área da saúde e de RH também o utilizam para maior resultados de suas terapias e de suas empresas. Aqui em casa desde o nascimento do Raul buscamos utilizar esse método, fomos aos poucos introduzindo a filosofia sempre procurando deixar as coisas ao alcance dele, preparando a “casa” para que ele possa usá-la de acordo com a necessidade dele no momento, sempre visando seu desenvolvimento, sua autonomia, sua independência, sua disciplina e seus conhecimentos.

Temos muitos artigos sobre o método na internet. Mas gostaria de ressaltar um blog super bacana sobre o assunto, o http://larmontessori.com, quem tiver interesse no assunto procure por este site. No facebook também tem um grupo super bacana a respeito, quem quiser pode me pedir que eu indico o nome. Ok?!

Com amor,

Ana Maria.

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Trabalhando texturas e estimulando o desenvolvimento motor fino do Raulzito.

Cortes facilitadores para introdução alimentar

Olá pessoal!

Fico muito feliz em poder ajudar de alguma forma no desenvolvimento de suas crianças. Decidi então falar de alguns dos inúmeros cortes e métodos de cocção que podem ajudar vocês na busca de alimentos atrativos e saudáveis. Para despertar o interesse das crianças, além de proporcionar variedade em termos de texturas, é possível abusar dos vários cortes e métodos de cocção dos alimentos. Existem vários tipos de cortes que são diferenciados pelo tamanho da largura e comprimento. Os mais conhecidos são o corte em Palito ou Bastonete, conhecido principalmente por ser o corte da batata frita, que possui 6mm de largura por 7cm de comprimento e o Julienne que possui 3mm de largura e 7cm de comprimento. A partir dos cortes Palito e Julliene, cortados em cubos, obtemos o Macédoine, cubos de 6mm de lado e o Brunoise, cubos de 3mm de lado. Obviamente que em casa não é necessária toda essa rigidez métrica. A questão aqui é como isso pode chamar a atenção da criança e usá-los na introdução da alimentação, como por exemplo no método BLW (Baby Led Weaning) e nas papinhas tradicionais. É possível então usar frutas e legumes de cores diferentes com o mesmo corte para, além de despertar uma atratividade estética, contemplar um maior número de nutrientes. Além disso, pode proporcionar inúmeros estímulos sensoriais (táteis, olfativos, visuais e palatais) que podem ser percebidos tanto pelo contato com as mãos, lábios e língua, quanto pela percepção das cores e pelo diversos aromas. Já os estímulos motores são evidenciados quando a criança pega os alimentos cortados de diferentes formas pois precisará de menos ou mais força na mão para levá-los a boca.

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Cortes Bastonete (mais grosso) e o Julienne (mais fino). Foto do blog do Senac.
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Corte Julienne virando o Brunoise. Foto do chefsimon.com
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Corte Bastonete virando o Macédoine. Foto do chefsimon.com

Com os legumes cortados já prontos para serem preparados, é importante lembrar que não devem ser cozidos por longo período em água para evitar a perda de nutrientes e que a melhor forma para evitar essa perda é cozinha-los no vapor. No caso de utilizar a água o ideal é colocar os legumes já na água fervente e respeitar o tempo de cozimento de cada legume, por exemplo o chuchu estará cozido mais rápido que a cenoura. Esses legumes cozidos podem ser servidos imediatamente com sal, azeite e ervas ou ainda salteados para agregar mais sabor. Dessa forma, é possível aos poucos ir modificando a forma de preparo dos legumes seja deixando-os mais al dente ou mais cozidos, seja grelhando ou assando, o importante é que as possibilidades são muitas o que permite que a criança possa ir descobrindo e/ou desenvolvendo suas preferências de uma forma descontraída.

Saudações,

Rodrigo Patricio.