Papinhas?! Como facilitar sua vida em relação a elas.

Bom dia!

Vendo o sofrimento da minha irmã nesses últimos meses com o fato de além de cuidar da casa, do marido, do filho, do cachorro e ainda por cima pensar todos os dias em um cardápio diferente para o meu afilhado, me inspirei a escrever esse post dando uma dica de como fazia aqui em casa com o Raulzito. Essa dica facilitava bastante nesse época tão complicada que é quando o bebê está engatinhando, pois ele exige muito de você e a atenção deve ser redobrada com os acidentes.

Pois bem, como eu fazia aqui em casa: eu tirava um dia na semana para fazer as papinhas da semana toda. Fazia do almoço e da janta, logo eram 14 potinhos de comida que eram feitos e congelados. Estou falando papinha, mas na verdade eu não batia no liquidificador (exceto quando estava na época do pós operatório), só mesmo cortava em pedacinhos pequenos e pronto. Se você utiliza o método tradicional de papinhas ou o BLW, dá na mesma, o que facilita é você colocar cada refeição em um potinho e congelar. Nós compramos esses potinhos de plástico que pode ir direto do congelador para o microondas para armazenar as comidas prontas. Rodrigo fazia um cardápio por dia para Raul não enjoar e ter sempre variedades nutritivas no prato, quer dizer no pote. risos… Como eu não tinha muito tempo para cozinhar durante o dia, eu fazia e congelava as refeições também para mim. Já cozinhava o arroz, o feijão e os legumes, guardava em porções separadas e pronto. Quando estava com fome, era só pegar, descongelar e só restava a carne para grelhar na hora. Com a salada crua, eu lavava as folhas todas, secava, e guardava dentro de um saquinho na geladeira. Quando ia comer era só pegar, colocar no prato e temperar.

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Fotos das papinhas do Samuca

Pode ter certeza que o dia que você tirar para fazer as papinhas, pode até ser um pouco cansativo. Mas o bem estar que te dá durante a semana e a tranquilidade em não ter que se preocupar em fazer almoço e janta, enquanto seu filho está tentando escalar o móvel da televisão, desenhando na parede, subindo a escada sozinho ou tentando enfiar alguma coisa na tomada… é bem maior! Eu faço isso até hoje. Ah… outra coisa que também fazemos aqui em casa é sempre deixar tudo lavado e higienizado quando vem da feira. Quando chegamos já lavamos todas as frutas e verduras e guardamos na geladeira ou na fruteira, pronta para o consumo.

E você pode se questionar sobre os nutrientes quando são congelados, se eles perdem ou não. A perda de nutrientes no congelamento é bem pequena e não vai prejudicar em nada a vida do seu bebê. O congelamento é o método de conservação que apresenta menores possibilidades de provocar perda de valor nutritivo nos alimentos, segundo o autor Gwen Conacher no livro Manual da Cozinha Congelada. A perda de nutrientes é bem mais significativa no momento do cozimento. (Veja o post do nosso Gastrônomo Cortes facilitadores para introdução alimentar) Sem contar que é bem melhor você dar uma comida congelada feita por você, do que você recorrer as papinhas prontas industrializadas e cheias de conservantes. Não é mesmo!? O ideal é que se consuma os alimentos que foram congelados em até 30 dias.

Se você quiser sugestões de cardápios, nós já colocamos algumas combinações aqui no blog. Clique para você ler de novo no post Cardápio pós cirurgia. Facilite sua vida, para sobrar mais tempo para os pequenos!

Com amor,

Ana Maria Poças.

Da série mamãe fonoaudióloga: Como aumentar o furo do bico da mamadeira

 Bom dia!

Hoje vou falar sobre aumentar furos de bicos de mamadeira “corretamente”. Corretamente está entre aspas, pois o certo mesmo seria não aumentar, mas sabemos que muitas das vezes isso não é possível principalmente quando se trata de crianças que nasceram com fissura labiopalatina. Então, como devemos proceder quando estas crianças realmente não conseguem sugar a mamadeira com o furo que veio de fábrica?

Vou exemplificar com um bico qualquer que encontrei aqui em casa. Já conversamos sobre o assunto do bico e da mamadeira ideal no post Dicas de Alimentação pré e pós Operatório. A mamadeira e o bico ideal é a que seu bebê preferir. Não existe isso de bico adequado. Adequado é seu bebê conseguir mamar direitinho, ganhar peso e crescer, ok?! Sem neuras para bicos ortodônticos, bicos anti isso ou aquilo.

O ideal é você fazer um pequeno furo ao lado do furo existente no bico. Nada de cortar o bico da mamadeira com uma tesoura ou com uma faca. Quando você virar a mamadeira o líquido não deve sair esguichando e sim gotejando. Para isso, pegue uma agulha bem fininha, esterilize-a e esquente-a no fogo e logo ao lado do furo original da mamadeira faça um novo furo. Isso vai facilitar a sucção de seu bebê e evitar possíveis engasgos causados por um furo inadequado, quando por exemplo alargamos o que veio da fábrica.

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Lembrando que esse furo somente deve ser feito se seu bebê tem dificuldade para mamar. Mas como percebo isso?! Se seu bebê cansa de mamar rápido demais e dorme, se ele suga, suga, suga e o nível do leite continua o mesmo, se ele chora muito quando está mamando… enfim, você é mãe (pai ou cuidador) e saberá se seu filho precisa desse facilitador. Outro lembrete importante é sempre conversar com o pediatra ou o fonoaudiólogo que está acompanhando esse processo de alimentação do seu pequeno para que ele o oriente da melhor forma possível.

Com amor,

Ana Maria Poças.

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DIY – cama do Samuca

Olá pessoal!

Dessa vez o DIY (Do it yourself) trata-se da caminha que meu cunhado fez pro Samuel. Ele fez uma versão diferente do que fizemos pro Raulzito, mas ainda seguindo os princípios do Método Montessoriano que visa a mobilidade e a independência da criança. O resultado ficou muito lindo, vem ver!

Vocês podem conferir o projeto a partir dessas fotos abaixo que ele mesmo desenhou e tirou a foto pra gente. 

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Ele comprou a madeira de cor natural, Pinus e deixou ela assim mesmo, só tomou o cuidado de lixá-la e arredondar as bordas para não machucar o Samuel. Depois disso ele juntou as partes com parafusos e optou por não colocar rodinhas na cama. Para o estrado, vocês podem seguir o mesmo modelo que fizemos para a cama do Raul, já que a cama foi feita com a mesma medida.

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O resultado foi esse! Não ficou muito fofa?!

Com amor,

Ana Maria.

Higiene Oral das crianças

Olá, pessoal!

Sabemos que chega uma hora que as crianças nos dão uma canseira para tomar banho, ir ao banheiro, escovar os cabelos, escovar os dentes então, nem se fala. Uma luta para deixar que a escova entre na boca. O ideal é iniciar esse contato com a escova de dentes quando os primeiros dentinhos começarem a nascer, para que o bebê já vá se acostumando com ela e com o processo.

Comecei bem cedo com o Raul. Na verdade antes mesmos dos dentes dele nascerem. Como havia a fissura no palato dele, a minha preocupação em deixar tudo bem limpinho para que as bactérias não invadissem a boca dele e nem a cavidade nasal era bem grande. Para limpar a boquinha do Raul no início utilizava esse Coelhinho da MAM que comprei logo quando ele nasceu. Mas se você utilizar uma gaze limpa, tem o mesmo efeito. (#ficaadica)

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Quando os dentinhos começaram a nascer de verdade, utilizei essa dedeira da marca Lillo, mas existem outras no mercado. A marca não importa, o que importa é a higiene ser feita corretamente.

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Logo após essa dedeira veio a escova tradicional. Comprei essa da MAM pelo fato de o cabo dela ser pequeno, o que facilitava a pega do Raul. Sim, eu já deixava ele mesmo escovar seus dentes aos 7 meses de idade. Segurava na mãozinha dele e ia guiando a sua escovação. Hoje ele usa escova para crianças de 2 anos e pasta de dente também adequada para a idade.

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Raul ganhou de presente do Ateliê Anita Righi esse kit educador “Dentão e seus amigos” para as crianças aprenderem a escovar os dentes.

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Olha como é fofo! Vem com o dente, minis tomatinhos para colar no dente como se fossem as sujeiras, o fio dental, a pasta e a escova de dente. Eu achei o máximo! E o Raul super curtiu escovar o “Dentão”, como ele mesmo o denominou desde que abriu o presente. Vira e mexe vejo ele lá colando os tomatinhos e narrando qual será a próxima etapa da brincadeira. 😍

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Com amor,

Ana Maria.

Disciplina Consciente

Saber ensinar e educar é uma tarefa não muito simples, ainda mais quando estamos tentando transmitir valores aos nossos pequenos. Ensinar o que é certo e errado, ensinar a ter bom senso ou a obedecer regras é uma tarefa bem mais complexa do que imaginei. Li essa frase no livro verde da trilogia da Encantadora de Bebês, que me fez repensar muito: “A maioria das crianças escuta o que você diz; algumas fazem o que você diz para fazer; mas todas fazem o que você faz. (Katheleen Casey Theisen)”. E é em cima dessa frase que venho tentando construir o meu modelo de disciplina consciente para passar pro Raul.

Esse livro que citei aqui hoje foi, sem dúvidas, para mim o mais interessante dos três. Ele aborda coisas reais e situações que vivenciamos MUITO entre as idades de 1 a 3 anos. Me identifiquei com um monte de relatos e relembrei várias situações que passamos com o Raul e que agimos erroneamente achando estar acertando.

Raul está na fase que já faz chantagem emocional conosco e sabe manipular a situação para sempre tentar conseguir o que quer. Seja fazendo pirraça, chorando ou falando que ama e fazendo carinho. Claro que nessa última a gente sempre acha a coisa mais linda do universo mas sabemos que a real intensão dele é conseguir seu objetivo. Coisas de criança mesmo! Mas como lidar com isso?! Eu estava tendo bastante dificuldade em lidar com essas situações, além de me desgastar bastante durante o dia pedindo para ele umas 656484 vezes para parar de pular no sofá ou para parar de subir na mesa antes de perder a paciência e ir até ele para tirá-lo a “força”, sem contar as vezes que levanto a voz para ele. E isso é chato porque eu canso, ele chora e nós estressamos. E quando isso acontecia na presença de outras pessoas, principalmente avós ou pessoas mais velhas, eles contornavam a cena e ainda falavam: “Deixa ele! Ele é só uma criança!” ou “Aqui em casa pode!”. Essa situação estava se tornando muito desagradável!

Claro que Raul não é um menino muito birrento mas essas situações acontecem… Então, lendo o livro descobri uma Disciplina Consciente que vem me ajudando muito. Ela nos norteia para tornar a vida mais previsível para os nossos filhos, a definir limites que os façam sentir segurança, faz com que eles aprendam a fazer boas escolhas e a serem mais responsáveis. A Encantadora descreve doze ingredientes que listarei para vocês que visam ensinar o seu filho a ter autocontrole. Eles são:

  1. Conheça os seus próprios  limites – e defina as regras.
  2. Olhe para o seu próprio comportamento, para ver o que está ensinando ao seu filho.
  3. Escute a si mesma para garantir que você está no comando – e não seu filho.
  4. Planeje com antecedência e evite ambientes ou circunstâncias difíceis.
  5. Veja a situação através dos olhos do seu filho.
  6. Escolha suas batalhas.
  7. Ofereça opções de final fechado.
  8. Não tenha medo de dizer NÃO.
  9. Corte o comportamento indesejável pela raiz.
  10. Elogie o bom comportamento e corrija ou ignore o ruim.
  11. Não recorra a punições corporais.
  12. Lembre-se de que ceder não equivale a amar.

Esse capítulo do livro que trata a respeito desses ingredientes é o mais interessante, pois além de desmistificá-los vai dando dicas de como aplicá-los principalmente em momentos difíceis como descrevi aqui no texto. Fora isso tem mais uma regra facilitadora, a Um/Dois/Três, para viabilizar essa Disciplina Consciente. Tudo para te ajudar a manter seu autocontrole. Não é o máximo!

Recomendo a leitura do livro.

Com amor,

Ana Maria.

DIY – Mesa de Pallets

Olá pessoal!

Aqui em casa estamos na onda da sustentabilidade e até nos móveis estamos colaborando com o meio ambiente. O Rodrigo como é gastrônomo, sua paixão é por fogões. E o nosso é um gigante fogão industrial (herdado da minha avó). Como a nossa casa é uma espécie de Loft, ao se abrir a porta de entrada o visitante dava logo de cara com o fogão e isso me incomodava bastante… Foi aí que comecei a procurar soluções para esse “detalhe” em aplicativos de decoração, quando vi mesas de pallets e logo pensei: “Por que não fazer uma mesa de pallets acoplada ao fogão?!” Melhoraria esteticamente a primeira visão da casa, teria a função de apoio para quando o Rodrigo estivesse cozinhando além de ficar mais prático para receber os amigos já que todos acabam ficando perto do fogão mesmo.

Foi assim, então, que o Rodrigo amadureceu a minha ideia e a colocou em prática. Pegamos dois pallets que têm a medida de 1,00 x 1,20 cm e fomos adaptando ao tamanho do fogão.

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Claro que Rodrigo teve uma ajuda importantíssima nesse projeto. Se vocês perguntarem quem fez a mesa, Raul fala: “Raul e papai!”.

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A parte de cima da mesa (um dos pallets) foi fixada de um lado no fogão e do outro no outro pallet, que foi colocado na horizontal servindo como o pé da mesa. Para a fixação utilizamos 4 mão francesas.

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Após isso, lixamos e envernizamos a mesa. Ainda vamos passar mais uma demão de verniz e depois colocaremos um vidro na parte de cima para a gordura das coisas que cozinhamos não grudar na madeira. E também para ficar mais fácil de limpar.

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O resultado ficou assim:

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Material usado:

  • 2 Pallets
  • 4 mãos francesas
  • Parafusos e pregos
  • Lixa
  • Verniz

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Em breve, faremos um novo projeto para o quarto do príncipe Raul que já está crescendo e quase não cabe mais na caminha dele. Inclusive a mini cama do Raul fez parte do nosso primeiro episódio do DIY (Do It Yourself) e você pode conferir no link:

(https://fissuradanamaternidade.com/2015/02/27/diy-cama-do-raulzito/). Aguardem!!!

Com amor,

Ana Maria.

Picnic dos Dinossauros do Raul

Bom dia!

Como já sabem, Raul fez 2 anos! E hoje vou contar os detalhes de como comemoramos o aniversário dele.

Eu e Rodrigo decidimos que manteríamos nossa ideia de fazermos somente aniversários de criança para crianças. Então começamos a pensar em como comemoraríamos o aniversário do Raul este ano. Como temos o costume de ir aos fins de semanas a parques e praças, e sempre levamos algo para comer, resolvemos que seria um picnic. Ao explicar para Raul que sua festa seria um picnic e que ele poderia escolher o tema (claro que expliquei para ele o que era tema!) e ele logo falou “Dissáuo” (dinossauro… risos).

O picnic aconteceu no parque Ursulina de Andrade Mello que fica no bairro Castelo, aqui em BH. Lá existe um local para picnic, que você pode reservar mandando um e-mail pra prefeitura (eventosfpm@pbh.gov.br). Basta dizer o dia, o local, o horário e a finalidade do evento que o pessoal da prefeitura entra em contato com você e dá continuidade ao processo de reserva. Reservar é preciso para evitar que aconteçam outros eventos no mesmo dia e no mesmo local prejudicando sua festa. É importante ressaltar que os frequentadores do parque respeitam sua festa e não invadem o seu picnic, já que estão se acostumando com esses tipos de eventos aqui em BH. Nessa área reservada existe uma pérgola e no chão, logo abaixo dela, alguns tocos de árvore formam uma área fora da grama, bem bacana por sinal! Ao lado dessa pérgola, existem duas áreas laterais gramadas onde é possível colocar toalhas pra sentar debaixo das árvores e dá pra criançada brincar até. É possível ver micos, esquilos, galinhas, marrecos e mais um monte de aves que vivem no parque andando bem pertinho das pessoas. Perto da entrada há também um lago bem bonitinho onde é possível encontrar patos e tartarugas, super legal!

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Para comer fizemos somente coisas que Raul gostava. A comemoração foi feita para ele mesmo, ele escolheu tudo o que teria de comer. Só não levei os tomates que ele pediu… risos. Tinha salada de fruta, banana, espetinho de uva, mini sanduíche, mini enrolado de salsicha e de presunto com queijo,  pastel frito, pão de queijo, pirulito de chocolate, cookies, palha italiana de doce de leite e bolo. Nós (eu e Rodrigo) fizemos algumas coisas como os doces e a salada de fruta. Para beber teve refrigerante, suco, água e água de coco, todos em versão mini. Esse era o cardápio do nosso mini chef. Para a decoração comprei 2 metros de chita xadrez vermelha para forrar o chão. Reciclei caixotes de feira para servir de bandeja para as comidas e suporte para o bolo. Fiz bandeirolas para pendurar e só! O local já é lindo e nem precisava de decoração! Como Raul queria algo de dinossauro, compramos as velas para o bolo de dinossauros.

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Levamos bolas, uma trave de gol, uma toca com um túnel e bolinhas de sabão pra as crianças brincarem. Mas lá no parque também tem os brinquedos próprios de lá, como escorregador, balanço, etc.

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Nem preciso comentar que Raul chegou em casa vermelho de tanta terra e morto de tanto brincar e correr … risos. Aproveitou tudo o que tinha direito. Chegamos às 09:00 horas e saímos às 13:00. Foi super divertido e todo mundo gostou!

No domingo, teve a parte dois do picnic. Fizemos outro no zoológico daqui de BH com meu pai e a família dele. Fomos passear no zoo porque é o passeio predileto do Raul e do vovô dele também! Aproveitamos e levamos coisas para fazer um lanche depois e claro que ele quis levar as velinhas para colocar de novo no bolo de cenoura que levamos… risos. As velas viraram brinquedos para ele depois do aniversário! Ele realmente curtiu muito esse fim de semana e nós ficamos satisfeitos de ter feito a felicidade dele!

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Ano que vem tem mais! E depois do sucesso que foi esse fim de semana, só reforça minha ideia de que festa de criança tem que ser para criança!

Com amor,

Ana Maria.

Relato da mamãe Cynthia Pugliese, a mamãe da Letícia.

Olá pessoal! Tudo bem?

Meu nome é Cynthia, tenho 33 anos e sou casada há cinco.  Depois de dois anos de casada, eu e meu marido decidimos ter um filho e, a expectativa, desde o início, para a chegada deste bebê, tomou conta de mim. Tudo aconteceu muito rápido. Parei de tomar o anticoncepcional em junho de 2012 e, em julho do mesmo ano, já estava grávida.  A notícia da gravidez foi muito bem recebida por todos das duas famílias, pois, seria o primeiro neto.  Passei por muitos enjoos e mal estar nos primeiros meses como qualquer outra gravidez. No exame realizado na 12º semana, chamado translucência nucal, foi constatado uma pequena alteração. Lembro-me deste momento como se fosse ontem. Fiquei desesperada, achei que meu mundo fosse cair quando o médico me disse haver a possibilidade do meu bebê ter alguma síndrome, que eu deveria realizar um procedimento chamado de Biopsia de Vilo Corial, um exame capaz de confirmar se existia alguma alteração genética. Eu e meu marido não aceitamos bem o diagnóstico e repetimos o exame de translucência em outra clinica, onde, mais uma vez, a alteração foi detectada. Neste momento, não recebi o apoio da minha médica e resolvi mudar. Tive indicação de outra médica, Dra. Rachel, que foi o anjo em nossas vidas. Com ela conseguimos esclarecer nossas dúvidas e anseios e decidir que não iríamos fazer o exame para saber se existia alguma síndrome, pois, o exame tinha o risco de 2 % de aborto. Não queria perder o meu bebê independente se tinha ou não algo. O resultado não iria impedir de termos o nosso bebê e decidimos seguir em frente com ajuda de toda a nossa família. Aquele resultado não iria mudar o amor que sentia pela vida que estava crescendo dentro de mim. Decidi não fazer o exame. No ultrassom seguinte descobrimos que teríamos uma menininha e a alegria tomou conta de mim, sempre quis ter uma menina.  A partir daí, todos os ultras que realizava, não mostravam nenhuma alteração significativa, somente que o percentil era mais baixo, o que poderia estar ligado a alguma síndrome, mas também não estava confirmado. Aos sete meses quando fui fazer o ultrassom de rotina, a médica me informou que eu estava com diástole zero, ou seja, o fluxo de sangue do cordão para o bebê estava passando em intervalos, e, por isso, ela não crescia tanto e nem ganhava peso. Depois desse ultrassom a minha ansiedade aumentou em 100%, pois, uma vez por semana teria que fazer um ultrassom para ver se o bebê estava bem, porque se estivesse em sofrimento, o parto teria que ser realizado imediatamente. Foram dois meses realizando este procedimento toda semana e, por fim, consegui segurar a minha gravidez até a 37º semana. Letícia nasceu no dia 07/03/2013 pesando 2,420kg e 42cm. Era muito pequenininha. Enfim, poderia pegar minha princesa nos braços. O dia tão esperado tinha chegado e, o medo da notícia, também. Era hora de confirmar o que eu já sabia do fundo do coração. Na sala de parto, a pediatra me disse que Letícia tinha as características da Síndrome de Down, mas, que só seria confirmado com o exame cariótipo. Lembro-me de sentir um aperto no coração naquele momento e engolir o choro. Senti muito medo. Medo de ver minha filha sofrer, de não ser aceita pela sociedade. Passava mil coisas na minha cabeça. Lembro-me de ter chorado naquele quarto de hospital. Eu e meu marido choramos muito e prometemos que seria a última vez, pois, dali pra frente seria somente alegria. E não é que foi? Letícia vem nos surpreendendo a cada dia. Desde pequenininha vimos a sua esperteza. Sugava bem no peito, era muito ativa e muito esperta. Começou a fonoaudiologia aos três meses, fisioterapia aos cinco meses e terapia ocupacional com um ano. Escrevendo este relato hoje, vejo que Deus esteve presente em minha vida em todos os momentos e que ele é bom demais. A Letícia é uma criança muito carinhosa, alegre e engraçada. Minha filha veio unir as nossas famílias e completar a minha felicidade com o meu marido. O desenvolvimento dela está muito bom. Ela sentou aos oito meses, engatinhou com um ano e quatro meses e andou com um ano e dez meses. Tem muito interesse por brincadeiras e adora desenhos. A estimulação sempre foi presente na vida dela, desde pequena e sei que isso vai acontecer durante muitos anos. Ela é capaz de realizar tudo como qualquer outra pessoa e, eu não vou medir esforços, para que seus objetivos e seus sonhos sejam alcançados. Hoje sou uma pessoa melhor e muito mais feliz por ter a Lelê em minha vida.

Abraços com muito amor,

Cynthia Pugliese

Muito carinho e um cromossomo a mais – Por Marcelle Camargo

Oi gente. Tudo bem com vocês?

Hoje vim falar de um assunto cercado de muito preconceito: a Síndrome de Down. Como a própria palavra já diz, há um pré-conceito formado sem conhecimento, porque faltam informações à população. É sempre interessante lembrar que a Síndrome de Down não é uma doença, não se adquire, é apenas uma condição genética diferente da maioria das pessoas. Normalmente, os humanos apresentam em suas células 46 cromossomos, que vem em 23 pares. Crianças com Síndrome de Down têm 47 cromossomos, pois, em vez de ter duas, têm três cópias do cromossomo 21. O que esta cópia extra de cromossomo provocará no organismo varia de acordo com a genética familiar da criança, além de fatores ambientais e outras probabilidades. Não é só um cromossomo a mais. Também é mais carinho, mais alegria, mais verdade e mais amor. A única coisa que precisa ser menos é o preconceito. A sociedade precisa entender que diferença não é sinônimo de incapacidade. No livro Síndrome de Down – “Uma introdução para pais e cuidadores”, os autores comprovaram que 80% das crianças com Síndrome de Down conseguem ser integradas com facilidade em pré-escolas e a deficiência não afeta, em grande parte, o desenvolvimento. Eles podem levar uma vida comum e normal se, desde pequenos, receberem os cuidados corretos. Um bom ambiente familiar é crucial para garantir o desenvolvimento e convívio social da criança. Pais dedicados e informados precisam intervir desde cedo nas etapas da aprendizagem, práticas vocacionais e, junto com os professores e profissionais da saúde, podem produzir resultados surpreendentes. Na verdade, os cuidados que deve se ter com uma criança com a síndrome, são os mesmos que se tem com uma criança sem a síndrome. É o mesmo processo de dar carinho, amor, estimular a independência, incentivar o aprendizado, de forma natural e espontânea, respeitando suas limitações individuais. Superproteção e excesso de cuidados, na maioria dos casos, são os inimigos do crescimento emocional, social e intelectual da criança, isso faz com que os pais e a sociedade infantilizem o indivíduo, impedindo que ele vivencie diferentes etapas da vida, desde a infância, passando pela descoberta da sexualidade, até o completo amadurecimento. O momento ideal para se colocar uma criança com Síndrome de Down na escola é o mesmo de qualquer criança: quando ela começa a falar. Ela vai aprender desde o básico, como, avisar que está com fome ou que precisa ir ao banheiro e elaborar formas mais complexas de comunicação, emitindo opiniões e criando novos relacionamentos. Apaixone-se por seu filho. Toque-o, beije-o e abrace-o com muito carinho. Comunique-se e veja como ele expressa muitas coisas mesmo antes de falar. Não há terapia melhor do que o amor!

Um abraço,

Marcelle Camargo.

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Raul fez dois anos!!! 😄

Há dois anos meu mundo mudou. Há dois anos sei o que é o verdadeiro amor, o amor incondicional. Há dois anos tento ser uma pessoa melhor, tento enxergar o mundo de uma outra forma, tento ser uma boa mãe, uma boa pessoa…

Raul veio para melhorar minha vida, que já era muito boa! Mas deu mais sentido em todos os aspectos, até mesmo na minha profissão, a qual não tinha entendido o porque da escolha do curso. Como pode um ser tão pequeno em tão pouco tempo nos ensinar tanto?! Me pergunto isso as vezes.

Uma simples cheiradinha de manhã ou um olhar de rabo de olho e já somos capazes de nos entendermos… Vencemos muitas batalhas juntos, o parto, as noites sem dormir, as  pré-cirurgias, as cirurgias, as pós cirurgias, os sons falados certos, o sopro na flauta, o sugar o canudinho… Mas saímos orgulhosos de cada etapa vencida! Hoje ele está liberado do tratamento médico,os retornos serão anuais, apenas para controle e talvez não precise mais de cirurgias. Somente para correção estética quando adolescente, se precisar e ele quiser. Foram os dois anos mais intensos da minha vida, isto eu posso afirmar.

Sei que as batalhas aindam só começaram. Daqui a pouco vem a escolinha, o pré-vestibular, as namoradas, as baladas, as viagens sozinho com os amigos… Estou me preparando psicologicamente para cada uma delas, mas enquanto isso vamos nos entendendo e passando por cada fase com o gostinho de dever cumprido e com a cumplicidade que temos um com o outro.

Filho, você foi a razão que encontrei para me tornar uma pessoa melhor! Devo isso a você. Por você sempre darei o meu melhor! Te amo a cada dia mais! É tanto amor que não cabe em mim!

Feliz dois anos de vida! E feliz dois anos de uma nova Ana, pra mim! Ah e também feliz dois anos do Fissurada na Maternidade, porque você foi o motivo dele existir! 

Com muito amor,

Ana Maria.

Ps.:  Já já posto os detalhes dos dois picnics que Raul teve de niver. 😍☺

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