A realidade do DESFRALDE #2

Olá, pessoal!

Há oito meses escrevi um texto sobre o início do desfralde do Raul (A realidade do DESFRALDE) e para acalmar mamães e papais que estão passando por esse período bem complicado que é o tal do desfralde eu tenho algumas palavras de conforto: Calma, seu filho vai parar de usar fralda e de fazer as necessidades na roupa. Basta ter muita CALMA e PACIÊNCIA!

Somente após oito meses posso afirmar com absoluta certeza que meu filho está desfraldado. Hoje em dia os deslizes, ou como chamamos: os escapes, já não são mais vistos por aqui. A conclusão que cheguei foi a seguinte: de nada adianta forçarmos a criança, ela tem que estar preparada para tudo fluir bem. Se você desesperar, passar ansiedade pro pequeno, o processo demora ainda mais, principalmente porque a criança ainda não entende que fazer xixi ou cocô na calça é algo ruim. Muito pelo contrário, ruim para ela é ter que parar de brincar ou de assistir televisão para ir ao banheiro, tirar a calça e esperar até ter “vontade” de fazer as suas necessidades. Quando comecei com o processo do Raul, foi tudo bem natural. Aqui em casa ele sempre avisava quando estava com vontade ou muitas vezes ele mesmo ia sozinho ao banheiro, mas isso era um tormento quando nós saíamos de casa ou quando tinha alguém diferente por aqui. Ele, por não querer parar de brincar, acabava fazendo na roupa onde estivesse. Porém, isso começou a incomodá-lo e de uma semana para outra ele parou. Como se fosse mágica, ele simplesmente começou a avisar quando estava com vontade onde ele estivesse. Conversando com minhas amigas, percebi que foi um pouco diferente o nosso processo. O Raul primeiro acabou com o xixi noturno, depois o xixi diurno e o último foi o cocô. Foram muitas cuecas lavadas, mas desde o dia que tomei a decisão, Raul nunca mais usou fraldas, nem mesmo quando saíamos de casa. Sempre quando saíamos o levávamos ao banheiro e perguntávamos de tempo em tempo se precisava ir ao banheiro ou simplesmente o pegávamos e avisávamos que estávamos indo ao banheiro. Acho que isso foi muito importante, pois com essa nossa conduta de deixa-lo sem fraldas demonstrávamos nossa confiança nele. Além disso, mesmo quando ele não ia ao banheiro e fazia nas calças, quando o estávamos limpando, aproveitávamos para explicar que para que isso não acontecesse mais ele deveria ir ao banheiro. E foi assim que tudo deu certo!

Estou sendo honesta com vocês e comigo mesma, o desfralde completo, para mim, é quando não mais acontecem escapes, seja de dia ou de noite. Por isso, hoje posso levantar a bandeira e dizer que passamos por essa fase. Levamos oito meses para que realmente o Raul se preparasse e entendesse. Não me arrependo de ter tirado a fralda dele com um ano e oito meses, aprendemos juntos com as nossas situações de desconforto, raiva, cansaço… porque ficar lavando cuecas o dia inteiro não é fácil… risos. Então, pessoal, é isso! Cada um tem seu tempo. Se você fez a técnica dos três dias e conseguiu, parabéns! Levante as mãos para o céu e agradeça, se não… se demorou 4, 5, 8, 12 meses não desista. Seu filho vai parar de usar fraldas! Nunca regrida! Uma vez começado vá até o fim. Não volte atrás na sua decisão.

Com amor e muita gratidão,

Ana Maria.

Gravidez e Diabetes Tipo 1 – por Deborah Patricio

Oi gente!

Então, pra quem não me conhece eu sou a Deborah, cunhada da Ana Maria. Sou formada em Educação Física, professora de hidroginástica, natação e personal trainer. Sou diabética tipo 1 e insulinodependente desde os 3 anos. Há quatro semanas atrás tive a notícia mais mágica da minha vida, estou GRÁVIDA! Lembrando que a gravidez na diabética deve ser planejada, programada, os exames devem estar dentro da normalidade e a saúde em perfeito estado. E pra ser bem sincera, meus exames não estavam lá grandes coisas não!

Parei de tomar meu anticoncepcional, e esperava engravidar depois de uns quatro meses no mínimo, mas na vida as coisas não são tão programadas assim, um mês depois da interrupção do remédio lá estava eu, gravidíssima! Não tive tempo de me preparar e preparar minha glicose (a verdade mesmo é que eu deveria estar com ela perfeita desde sempre, mas…). Depois da grande emoção da notícia veio o medo, a preocupação, a culpa de não estar com a glicose perfeita. Fui correndo marcar minha ginecologista e logo na primeira consulta ela já me disse: “na sua gravidez eu serei uma mera coadjuvante, sua endocrinologista é a sua médica principal”. E eu cheia de dúvidas sobre o que posso comer, tomar, se posso agachar, continuar a fazer meus exercícios físicos, o medo do Zika e tudo mais, e ela reforçou: “Preocupe-se com sua glicose, é isso que será decisivo para que sua gestação seja  perfeita ou não”. Confesso a vocês que saí mais preocupada ainda do que entrei… rs. Saí do consultório já ligando pra marcar minha endócrino. E adivinham? Consulta só em março. (Dureza!).  Com o pedido em mãos, fiz meu primeiro ultrassom, perfeito!!! Coraçãozinho batendo e tudo dentro  da  normalidade!!! Agora é esperar minha consulta com minha médica principal…rs. Estou tão ansiosa e preocupada que meço minha glicose de 2 em 2 horas, ao final da gestação nem terei mais digital, rs… Mas tudo pelo meu bebê! Furo até a testa se precisar… rs. O medo da glicose ficar alta é imenso, aí acabo aplicando insulina a mais, mas a questão é que a glicose baixa também é perigoso para o bebê, e assim fico nesse ciclo: me alimento, aplico insulina para não aumentar a glicose, a insulina faz a glicose abaixar, aí preciso me alimentar novamente, e por aí vai… Manter a glicose dentro do padrão não é fácil não, mas eu tento!!! E com isso também vou ganhando uns quilinhos extras… Aff!

Meu marido está tendo um papel fundamental nesse processo.  Ele segue comigo minhas dietas, me incentiva a exercitar quando bate aquele desânimo (O exercício para a gestante diabética não é só bom, é essencial e indispensável!) e me acalma quando a angustia me toma e o choro escapa.

Mas é isso aí, a hora de Deus é que é a hora certa! Agora é doar 100% de mim para gerar meu bebê com muita saúde e fé de que tudo dará certo! Acho que só vou ter noção dos riscos reais quando consultar com minha endocrinologista. Em março eu volto para contar a vocês como foi.

Abraços!

Deborah Patricio.

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Um resumão sobre os métodos de ensino

Venho falando no blog sobre algumas metologias que sou adepta na minha forma de educar meu pequeno e que ele vem sendo o motivo para eu pesquisar mais e mais sobre o assunto. Principalmente nesse momento que estou perto de vivenciar, que é a escolha da escola dele. Gente, como escolher a primeira escola de um filho é complicado… Escolher uma linha pedagógica adotada pela escola significa a maneira que seu filho será ensinado. Obviamente que a metodologia não é tudo! Saber qual é a melhor opção para seu filho significa ir além das abordagens pedagógicas; sua vida financeira também entra no jogo, porque não basta você achar a escola “ideal” sendo que ela lhe custa os “olhos da cara” (risos)… Além desses dois fatores temos também visitas às escolas, conversas com outros pais de alunos e profissionais, localidade, enfim… inúmeras coisas que já já listo em outro post para vocês. Bem, mas vamos ao que interessa! O objetivo do texto é o resumo das metodologias mais utilizadas aqui no nosso Brasil. Preparados?!

Metodologia Tradicional: É a metodologia mais adotada no nosso país, nela o professor é a principal fonte de conhecimento, ele é o responsável por transmitir os conhecimentos ao aluno. É uma filosofia que valoriza a quantidade de conteúdo ensinado, o aluno tem que cumprir metas em um determinado tempo e são avaliados periodicamente se atingiram ou não estas metas através de provas (testes). Quando o aluno não atinge uma nota mínima nessas avaliações durante o ano, ele é reprovado e terá que repetir a série que estava. Geralmente as escolas adeptas a essa abordagem visam a sucesso dos alunos em provas nacionais de vestibular, ou seja, os alunos são treinados desde cedo a fazerem provas.

Metodologia Construtivista: Essa metologia é baseada nas ideias do biólogo Jean Piaget, mas existem variações que vêm do sociointeracionismo proposto por Lev Vygostsky. A diferença entre as duas é que Vygotsky dava mais importância às relações sociais na aprendizagem e Piaget aos processos individuais de casa aluno. Resumindo, nessa abordagem o professor deixa de ser o foco do conhecimento. O conhecimento é adquirido ativamente pelo aluno, onde cada um é respeitado por ter um tempo próprio para aprender e o trabalho em grupo é muito valorizado. Para o aprendizado os alunos são inseridos em situações em que são estimulados a pensar e a solucionar problemas. Também há provas e reprovação nessa metodologia.

Metodologia Montessoriana: Vinda da filosofia da Maria Montessori, nessa linha de metodologia o aluno é o responsável por sua formação, os professores estão presentes para ajudá-los nesse processo de aprendizagem buscando sempre favorecer o desenvolvimento da criatividade, independência, confiança e pró-atividade. O aluno é livre, tem autonomia para escolher as atividades e cabe ao professor conduzir a atividade de acordo com o ritmo de cada um, intervindo quando achar necessário. As salas de aula têm crianças de idades diferentes e o trabalho em grupo sempre é estimulado.

Metodologia Waldorf: Na metodologia proposta por Rudolf Steiner o equilíbrio dos aspectos cognitivos e das habilidades artísticas deve sempre existir, são estimulados juntos. Aqui também o aluno é considerado como exclusivo e a proximidade entre o professor e o aluno é bem estreita. Há um único professor que o acompanha em quase todas as séries. São aplicados testes em algumas matérias, principalmente no ensino médio, porém são avaliadas, também, a execução de trabalhos manuais, o grau de dificuldade que o aluno tem com o assunto, o empenho que ele apresentou em aprendê-lo e o seu comportamento.

Metodologia Freinet: Não é exatamente uma metodologia, mas algumas escolas vêm utilizando o trabalho do pedagogo francês Célestin Freinet para nortear a linha pedagógica da escola. Nessa linha de pensamento, o aluno aprende por meio do trabalho e da cooperação, eles são incentivados a compartilhar suas produções com os colegas da escola ou de escolas parceiras. As aulas são em sua maioria em estudos de campos, ou seja, vão a algum lugar específico para aprenderem uma matéria ou são estimulados a produzirem seu próprio material em conjunto para a aprendizagem. Os alunos são avaliados ano por ano em comparação com o desempenho dele mesmo e não com a maioria dos alunos.

Metodologia Ausubel: Ainda seguindo a linha de Piaget e Vygostky, veio o David Paul Ausubel com sua teoria da aprendizagem significativa, sugerindo a participação ativa do aluno na sua aprendizagem. Os alunos são estimulados através de seus conhecimentos prévios, fazendo com que eles criem curiosidade em descobrir e redescobrir novos conhecimentos, tornando o aprendizado mais prazeroso e eficaz. Nessa teoria o autor afirma que para que aconteça o aprendizado o aluno deverá encontrar sentido no que está aprendendo, a aprendizagem acontece a partir de conhecimentos já adquiridos.

Como já alertei em um post anterior, não há muitas escolas aqui no Brasil específicas de cada metodologia, ou seja, que tenham uma única metodologia de ensino. As escolas mesclam a metodologia idealizada e fazem uma adaptação ao público alvo. Quase em sua totalidade, a tradicional sobressai devido a nós brasileiros termos o costume de prestar vestibular etc. Isso é minha visão, ok?! Minha visão de MÃE e fonoaudióloga, que vem pesquisando um pouco sobre o assunto e que está a procura de uma escola para o filho.

Ana Maria Poças.

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Sexualidade Infantil – por Marcelle Camargo

Oi gente! Como vocês estão?

Estava com saudade de escrever para vocês.

Dessa vez, vim falar de um assunto que gera muita dúvida – a sexualidade – e, às vezes, mamães e papais não sabem como lidar com a curiosidade das crianças.

Antes de qualquer coisa, é importante salientar que, para o adulto, sexualidade tem a ver com erotização, diferentemente das crianças, que tem a ver com curiosidade e descoberta, sem maldade.

A sexualidade infantil inicia-se no toque entre mamãe e bebê. A fase oral, que vai dos primeiros meses aos dois anos da criança, concentra o prazer na região bucal, com a amamentação, que alivia a fome e enfatiza o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Depois disso, entre os dois e três anos de idade, inicia-se a fase anal, que é quando acontece o chamado “desfraldamento”, onde a criança tem o contato real e visual com as suas necessidades fisiológicas e começa a controlar os músculos que comandam a bexiga e o intestino.

Posteriormente, entre os quatro e seis anos de idade, a criança vive a fase fálica, onde ocorrem as explorações e descobertas a respeito dos seus órgãos genitais, a percepção da diferença entre homens e mulheres e o maior interesse no corpo do outro. O toque em suas partes íntimas é recorrente, mas, nessa fase, não há malícia. Por esse motivo, os pais não devem chamar a atenção como se fosse algo errado ou proibido. Devem somente orientar e esclarecer as possíveis dúvidas.

Dos sete aos dez anos, a criança experimenta a fase de latência. É a fase em que a libido encontra-se adormecida. A criança canaliza sua energia em atividades intelectuais e sociais, estabelecendo vínculos de amizade e tende a formar grupos com crianças do mesmo sexo, os chamados “Clube do Bolinha”e “Clube da Luluzinha”.

A partir dos onze anos, as crianças começam o desenvolvimento corporal, as meninas, por exemplo, têm sua primeira menstruação. Os pais precisam se preparar para introduzir o diálogo sobre sexualidade, como gravidez, métodos contraceptivos e as doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. Além de informar, essa atitude aproxima pais e filhos.

Todos nós, antes de sermos pais, somos filhos e, acima de tudo, seres humanos. Já passamos por todas essas dificuldades, descobertas, dúvidas, dilemas, desejos e vergonhas. E, como já experimentamos na pele essa experiência, deveria ser mais fácil ajudar as crianças de uma forma mais natural, sem tabus. Os pais precisam se informar, ler, se interessar em ajudar seus filhos e, mesmo assim, se ainda pintar alguma dificuldade, vale à pena procurar orientação profissional e trabalhar as formas de conversar sobre o tema. Não delegue a outra pessoa, a função de dialogar com o seu filho. Olhe bem nos olhos da criança e responda com franqueza, somente o que ela perguntar, não precisa explicar demais. A criança que pergunta, está pronta para a resposta. E, em um mundo com tanta facilidade à informação, se você não responder, ela pode procurar respostas em outras fontes não tão confiáveis.

Alguns de vocês podem estar se perguntando: “Será que tanta informação não acabará por estimular?”, ou então pensar: “Eu não recebi educação sexual e estou muito bem”. Pesquisas mostram que crianças esclarecidas tendem a ser mais responsáveis e adiem o início de sua vida sexual (até porque sua curiosidade foi devidamente saciada) até que amadureçam e tenham uma vida sexual mais saudável.

Não nascemos sabendo, somos frutos da educação que tivemos. Certamente fazemos o melhor que podemos, e é muito bom ter a oportunidade de repensar algumas situações e atitudes. Conquiste a confiança do seu filho e garanta a formação de adultos mais seguros.

Um abraço,

Marcelle Camargo

Relato da mamãe da Bianca

Meu nome é Clésia Lacerda, sou casada com o Jhonathan Fernando a sete anos, quando estávamos com seis anos de casados decidimos que era o tempo de nos começar a programar para termos um filho, tentamos acertar as coisas, oramos e amadurecemos a ideia! Nosso bebê foi programado, sonhado e muito desejado.

Engravidei depressa, ficamos surpresos e também muito felizes! Nossa família! Nosso sonho!

Com onze semanas de gestação vivemos uma ameaça de aborto, e foi um aperto enorme, pensar na possibilidade de perder nosso bebezinho nos amedrontou muito, mas confiamos em Deus e seguimos as orientações médicas, deu tudo certo!

Estávamos ansiosos para saber o sexo do nosso bebê, então fomos no dia 23 de Janeiro de 2015 com 17 semanas de gestação realizar o ultra som. Bem no início do exame o médico nos disse que seria uma menina, nossa Bianca! Fiquei apaixonada!! Embora muitos dissessem que eu tinha mais jeito de mamãe de menino, mesmo assim meus olhos brilharam e em meio minuto já comecei a fazer diversos planos para minha pequena, mas algo me incomodou, o médico não terminava o exame e pressionava muito a minha barriga de um lado, naquele momento percebi que havia algo errado, apertei com força a mão do meu marido e ansiosa como sou não esperei o médico falar nada já fui perguntando o que estava acontecendo, ele com muita calma nos disse que ela parecia ter uma fendinha nos lábios, e eu mais que depressa perguntei se era um lábio leporino, e ele disse que sim! Eu já tinha lido sobre o assunto e visto algumas matérias, mas nunca tinha conhecido ninguém pessoalmente… Fiz o que a nossa geração faz! Pesquisei na internet sobre o assunto, e ali, diante daquelas imagens perdi meu chão, uma pontada de desespero me invadiu quando vi as fotos, quanto mais eu lia sobre o assunto, mais meu coração apertava e o medo me abraçava com toda a sua força. Sofri, chorei, chorei muito! Mas logo eu lembrei que havia alguém que era muito maior que qualquer problema. Meu marido e eu oramos juntos e colocamos a gestação e a vida da Bianca aos pés de Jesus, dissemos a Ele que o que Ele tivesse pra nós iriamos viver de cabeça erguida e ofertaríamos muito amor pra nossa pequena Bianca.

No exame morfológico foi confirmada a fenda labial unilateral com provável comprometimento de palato. Nessa altura eu já sabia onde o tratamento era realizado em Belo Horizonte, Jhonathan e eu fomos até lá para o acolhimento a gestante, fomos muito bem recepcionados e atendidos. A equipe do Centrare é formidável! Com as informações em mãos, vivemos o restante da nossa gestação curtindo cada movimento da nossa princesa, embora a preocupação fosse constante nossa alegria de saber que nossa filha estava chegando era muito maior.

No dia 14 de Junho de 2015 minha bolsa rompeu e nossa menina apressada chegou a esse mundo duas semanas antes do previsto, muito saudável e rosada!! Mas trazendo consigo mais uma surpresa, a fenda que esperávamos unilateral, veio bilateral e o palato comprometido com uma fissura a esquerda.

Bianca para nós é um milagre! A primeira fonoaudióloga que a examinou disse ao meu marido que seria difícil dela mamar na chuquinha, e que talvez tivesse que ficar na sonda por um tempo, mas mesmo assim o teste seria realizado, na primeira tentativa ela mamou perfeitamente! Nunca perdeu peso, sempre se alimentou muito bem! Graças a Deus!

Confesso que esse inicio não foi fácil, ter que dar muitas explicações as pessoas e relevar olhares de compaixão, me doeu muito, minha filhinha tão pequena e indefesa não merecia determinadas atitudes de preconceito que viveu, uma criança com uma má formação não é digna de compaixão, mas sim de amor e orgulho . Mas mais uma vez me apeguei em Deus, e pedi a Ele que não deixasse brotar em meu coração nenhuma raiz de amargura, e que Ele fizesse a Bianca e a mim fortes, pois seríamos provas de um grande milagre! Tentei entender que tanto pra mim quanto para os que me rodeavam era tudo muito novo. Então, cheio de novidades, vestimos o nosso momento e fomos enfrentá-lo!

Bianca ganhou o peso necessário e com a saúde dentro do esperado fomos para a cirurgia do lábio no dia 18 de Novembro de 2015. A cirurgia foi um sucesso! A expectativa era que se fechasse somente o lado esquerdo, mas foi possível fechar os dois! O pós-cirúrgico foi tranquilo e nossa Bianca nos surpreendendo mais uma vez com sua força e alegria, passando por tudo como uma grande guerreira.

O caminho que temos ainda é longo, mas sei que já somos mais do que vencedores em Cristo Jesus! Eu acredito que tudo nessa vida tem um propósito! E que a história de Bianca consolará e encorajará várias famílias a prosseguirem!

Aos papais que estão chegando agora no mundo dos fissurados eu só tenho uma palavra: Fé!!! Seu bebê irá te surpreender em tudo, e assim como Jhonathan e eu, vocês se encherão de orgulho e alegria em cada pequena e grande conquista!

Bianca está com oito meses com desenvolvimento dentro do esperado! Somos fissurados nela!! E eu tenho certeza que só vai melhorar!

Deixo aqui meu agradecimento ao blog Fissurada na Maternidade, pois me ajudou demais com suas informações e preciosas publicações. Todo o meu carinho a pessoa da Ana Maria, nos conhecemos através em um grupo no facebook e ela cuidou de mim durante a gestação me acalmando e me ensinando a ser uma mamãe fissurada pelo filhote! Obrigada Ana!

“Bora” vencer!!!

Abraços!

Dicas FnM – passeio em MG

Olá pessoal, ainda em clima de pós-carnaval!

Nosso feriado de Carnaval foi por aqui mesmo em Belo Horizonte mas não menos divertido do que se estivéssemos viajado. Procuramos fazer coisas “lights” com o nosso pequeno pois, só quem viaja com crianças sabe que é muito prazeroso mas também bem cansativo. Minha dica de hoje vai para um passeio muito legal que você pode fazer com toda a sua família e fica aqui pertinho de BH na cidade de Betim (56 km de BH). O lugar escolhido para passearmos com o nosso pequeno e com a nossa afilhada foi o alambique e parque ecológico Vale Verde.

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O Vale Verde é famoso por sua produção de cachaça aqui em Minas Gerais, mas eu não conhecia o seu parque ecológico. Para entrar você paga um valor de R$20,00 por pessoa, sendo que a entrada é gratuita para crianças até 6 anos. Existem várias atividades como pedalinho, escalada, water ball, tirolesa, cama elástica, passeio a cavalo e de charrete e mais um monte de coisas que as crianças podem se divertir. Porém, cada atividade pode lhe custar entre R$9 e R$12,00 reais a parte. Não fomos com o intuito de fazer essas atividades porque não eram adequadas para a idade dos nossos pequenos, fomos pelo lugar, que é uma delícia devido a suas enormes áreas gramadas, além dos inúmeros bichos com os quais você pode interagir. Lá tem criatório de aves exóticas, macacos, iguanas e algumas aves que você pode alimentar e segurar para tirar fotos. Raul amou cada segundo!

Para quem quiser almoçar eles possuem um restaurante de culinária mineira. O lugar e o clima do restaurante são bem agradáveis, assim como o atendimento. A comida é simples com uma variedade razoável e os doces têm um destaque especial, são ótimos! O buffet custa R$45 por pessoa, exceto bebidas. Além dessa opção existem algumas lanchonetes distribuídas pela fazenda com opção de porções de tira gostos, tropeiro, hambúrguer, salgados etc. É um passeio bem agradável para se fazer com crianças. Vá cedo para poder aproveitar mais o local e os bichos. Vale a pena o valor pago na entrada porque o lugar é muito bem cuidado, banheiros limpos, tudo muito organizado, e olha que estava bem cheio nessa segunda de carnaval.

Com amor,

Ana Maria.

Site do local: http://www.valeverde.com.br

Crise de ciúmes… o que fazer!?

Esse era um assunto já solicitado aqui no blog, porém eu nunca o havia presenciado e não tinha nem exemplos para dar. Confesso que a medida que minhas amigas foram tendo seus segundos filhos a queixa de ciúmes entre os pequenos estava se tornando frequente. A minha preocupação com o assunto está aumentando principalmente pelo fato do meu segundo filho provavelmente não vir de uma gestação, pois desta forma o Raul não terá a minha barriga crescendo para que ele a acompanhe e saiba a hora que o bebê irá chegar. De qualquer maneira, essa preparação terá que acontecer de alguma forma mas esse assunto eu abordarei num post futuro.

Bem, Raul pode ainda não ter irmãos mas há alguns dias esse tal de ciúmes apareceu por aqui. Minha irmã passou uns dias aqui conosco com o seu pequeno Samuel e vocês não imaginam o que Raul aprontou. Ele simplesmente fazia de tudo para chamar a minha atenção e de todos que ousassem dar mais atenção pro Samuca do que para ele. Meu coração partiu, principalmente por nunca ter vivenciado algo do tipo. Eu já havia lido, em alguns desses tantos livros que li sobre maternidade, algumas dicas de como controlar e reverter essas crises de ciúmes e que são muito comuns em crianças, porém fui pega de surpresa e não me lembrava delas… Quando o Raul fazia algo para chamar a atenção eu o pegava e tirava de perto do primo e explicava que ele não precisava de fazer isso etc. Manter a calma é extremamente difícil, principalmente quando você vê que a outra mãe está acompanhando tudo de perto. O interessante é que por mais que ele ficasse extremamente enciumado, ele acordava e dormia solicitando a presença do primo.  Foram cinco dias assim… nessa tensão! Claro que ele dava trégua, mas eu passei apertada sem saber o que fazer.

Após a volta da minha irmã com o seu pequeno para casa, reli alguns artigos sobre o assunto e vou passar as dicas que encontrei, caso vocês precisem utilizá-las um dia. Mas antes vai aí uma explicação, aliás um lembrete, pois é preciso saber que as crianças são imaturas tanto psicologicamente quanto neurologicamente e isso vai mudando com os anos. Alem disso, controlar os seus impulsos é uma missão quase que impossível para elas. Elas são egocêntricas e, na maioria dos casos, reagem agressivamente quando não sabem como lidar com seus sentimentos. As dicas que encontrei são mais baseadas para ciúmes entre irmãos mas com bom senso podemos fazer uma adaptação para a situação que estamos enfrentando..

  • Ter um intervalo de três anos entre os filhos é o que os psicólogos orientam, pois assim seu filho mais velho já terá “saído” do seu colo e já tem uma certa independência. Claro que essa dica muitas das vezes não é escolha nossa, então a quarta dica irá ajudar e muito.
  • Não demonstrar preferência por um filho. Claro que na vida sempre há uma pessoa que nos identifiquemos mais que outra, mas no caso dos filhos isso não pode ser evidente. O tratamento deve ser igual para todos.
  • Os pais devem ter tempo separados com cada um dos filhos.
  • Mantenha seu filho informado. Tente sempre informá-lo da situação que ele irá vivenciar, seja a chegada de um novo irmão, de um novo primo, que vai passar umas horas no parque com os amiguinhos, que na escola nova terá um monte de crianças diferentes que ele ainda não conhece etc. Mesmo que ele seja bem pequeno, ele irá entender. Faça-o se interessar pela situação nova, coloque-o para participar da escolha do enxoval do novo bebê, leve-o a exames de ultrassonografias para ver o bebê, estimule-o a conversar com a barriga, estimule-o a imaginar o que poderá fazer com o primo ou o amigo que passará uns dias ou horas com ele, o que eles poderão fazer juntos, as brincadeiras que poderão fazer, os programas de TV que poderão assistir…
  • No caso de nós pais, devemos sempre tomar o cuidado de NUNCA, eu disse NUNCA, transmitir a NOSSA responsabilidade para o filho mais velho. Filho não cria filho! Nosso filho não será responsável pelo mais novo, NUNCA! Isso também está incluso para os primos, amigos etc.
  • Como crianças são egocêntricas e não sabem ainda dividir, não a obrigue a dividir brinquedos caso ele não se sinta confortável. Você pode amenizar a situação perguntando e pedindo que ele escolha um outro que ele queira emprestar. E ressalte sempre que devemos ser solícitos com as outras pessoas.
  • Sempre converse com seu filho a respeito dos seus sentimentos, dizendo que o entende e o explique como pode contornar uma situação que ele não esteja confortável. Da mesma forma, elogie sempre que perceber que ele soube como lidar com a situação ou se ele teve um comportamento legal em uma determinada situação.
  • Comparar, NUNCA! Não devemos comparar ninguém com ninguém, muito menos crianças! Comparar estimula competições e causa frustrações. Não gostamos de ser comparados com ninguém, não é mesmo?!
  • Seja cortês e íntegro com seus filhos. Nada de falar de um pro outro e nem do marido ou da esposa pros filhos, heim! A confiança é tudo na vida e seus filhos os têm como as pessoas mais especiais e maravilhosas do mundo. Sejam o exemplo para eles! Façam que essa confiança esteja sempre presente!

 Com amor,

Ana Maria.

Bolo de frigideira de tapioca com coco

Bom dia!

Para começar seu dia super bem e saudável nessa véspera de feriado prolongado, hoje viemos com esta receita MARAVILHOSA! Super fácil de fazer e nem precisa de liquidificador, pode misturar tudo em uma vasilha com um garfo.

Ingredientes:

1 ovo

1 colher de açúcar (nós usamos o Demerara)

2 colheres de coco seco e ralado

1/3 xícara de tapioca

1/3 xícara de farinha de arroz

1/4 xícara de leite de coco (dê preferência ao light)

1/4 xícara de água

1 colher de óleo de coco

1/2 colher de fermento

Modo de preparo:

Bata o ovo com um garfo antes de misturar o restante dos ingredientes. Após bater, misture todos os ingredientes e vire em uma frigideira untada com óleo de coco e doure dos dois lados. E voilá!

Comer esse bolo com mel jogado por cima, não tem coisa melhor! Se você preferir (e eu ultimamente venho preferindo fazer dessa forma) essa mistura também pode ser feita no formato de panquecas. Ao invés de despejar tudo na frigideira, vá fazendo panqueca por panqueca. A massa fininha fica mais versátil!

Bom Carnaval para vocês!

Com amor e muita água na boca só de escrever a receita para vocês (risos),

Ana Maria.

 

A primeira escola, uma escolha importante.

Ainda estou me preparando para enfrentar a escolha da primeira escola para o Raulzito. A escola, nas fases iniciais, é sem dúvida para mim a fase mais importante de todas porque está ligada à formação da personalidade dos nossos filhos além de ter uma enorme parcela na construção do caráter da criança, por esse motivo idealizo uma escola perfeita em que só há profissionais qualificados e dispostos a dar o seu melhor no trabalho escolhido. Fiquei a minha gestação inteira idealizando essa escola, porém, venho observando que a escola que eu idealizo para o meu pequeno não existe, principalmente por parte da metodologia. Percebi que eu terei que me adaptar à escola e não o contrário. Até mesmo as escolas que eu pensava que se enquadrariam muito bem em nosso perfil, que têm como metodologia Waldorf ou a Montessori, não são como eu imaginava. As escolas acabaram pegando um pouco de cada metodologia de ensino e juntando todas de uma forma que fosse mais rentável para a comunidade que ela está inserida. Muitas delas até mesmo dizem que têm um serviço ou o oferecem, sendo que na verdade ainda estão pensando em oferecer… fiquei bem decepcionada!

Considero a escola idealizada por mim uma continuação da minha casa, ela deveria ter a mesma linha de “criação” que eu e Rodrigo temos com o Raul. Que ambas as partes tivessem um estreito laço de amizade e que pudéssemos ser abertos sempre ao diálogo, não um relacionamento de agendas e reuniões mensais, trimestrais ou anuais. Gostaria que meu filho fosse livre lá dentro, pudesse ter contato com terra, bichos, artes, claro que com a alfabetização também (óbvio!), mas que ela respeitasse o indivíduo e suas particularidades, sem neura, sem pressa, sem obrigação. Queria que priorizassem sempre o respeito e a colaboração com o próximo, pois isso é tudo para uma vida pacífica. Bom, tenho que cair na real e aceitar que a MINHA escola modelo não existe e priorizar o que eu acho mais importante para que eu escolha uma. Para isso resolvi elaborar uma lista de prioridades que acredito ser essenciais para uma escola e assim que esta lista ficar pronta eu coloco ela aqui para vocês. Uma forma de me ajudar a montar essa lista vai ser por meio de relatos de mães que assim como eu estão vivendo ou já viveram essa fase de escolher escolas para seus pequenos, quero saber o que elas julgaram ser essenciais para a decisão da escola. Ah, e em um novo post farei um resumão das metologias mais usadas nas escolas aqui no Brasil, para não ficarmos perdidos quando nos depararmos com as tais linhas tradicional, piagetiana, construtivista etc.

Com amor,

Ana Maria.

Panqueca de banana, aveia e linhaça

Olá, pessoal!

Hoje viemos com mais uma receita saudável e super fácil de fazer. Você vai usar somente um liquidificador e uma frigideira… Olha a praticidade! A receita é ótima para o lanche da manhã ou da tarde e com um cafezinho cai super bem!

Ingredientes: 

2 colheres de farelo de aveia;

1 colher de linhaça;

1 ovo;

1 banana;

Canela a gosto;

Água;

Açúcar demerara ou mascavo a gosto.

Modo de preparo:

Colocar todos os ingredientes no liquidificador com um pouquinho de água para ajudar a bater. Aquecer a frigideira untada com óleo (nós utilizamos o de coco) e colocar um pouco da massa para fazer os discos de panqueca. Doure dos dois lados.

O resultado é fantástico! Você pode comer com mel e chia, fica muito bom! Pode também colocar frutas de sua preferência ou queijo frescal.

Com amor,

Ana Maria.