A primeira viagem de mãe

Olá, gente! Bom dia!

Quem aqui já teve a experiência de fazer a primeira viagem com os seus pequenos?! Quem aqui teve a sensação de ter que colocar a casa inteira na mala, pois teve a impressão que precisaria de tudo na viagem?! Pois é, viajar pela primeira vez pode parecer assustador quando está chegando o dia de arrumar as malas. Mas ao chegar ao destino você pode até ter esquecido algumas ou várias coisas muito importantes, mas vai se virar sem elas e o prazer logo vem como recompensa.

A nossa primeira viagem com o Raulzito foi para Gramado/RS quando ele tinha 8 meses de vida. O processo de ida foi bem desgastante. Para irmos para o aeroporto que faz a maioria dos vôos daqui de MG é uma viagem de 40 minutos de carro. Chegamos ao aeroporto dentro do prazo, porém, alguns contratempos nos resultaram na perda do vôo e acabamos ficando cerca de 5 horas no aeroporto até sermos relocados. Nada mal para uma primeira viagem com filho, né?! Após a espera fizemos uma escala e mais uma espera de algumas horas e pronto, chegamos a Porto Alegre. Alugamos um carro e partimos rumo a Gramado, de baixo de uma chuva jamais vista com direito a uma breve “perdida” de caminho. Chegamos no nosso destino bem tarde da noite, que nos restou em tomar banho e dormir, não deu para aproveitar nada. E Raul? Vocês devem estar se perguntando… não nos deu trabalho nenhum! Estava super tranquilo! Bom, acordamos e eu ainda não tinha tido tempo de sentir o frio… Lá estava muito frio! Bem, pelo menos para mim que vivo aqui em BH onde ultimamente tem feito um clima de deserto. O Raul e meu marido estavam devidamente prontos para o frio, fui abrir a mala e percebi que eu achei que estava indo para o litoral. Cadê as roupas de frio para mim!? Havia esquecido. Dica: Mamães pensem primeiro em vocês nessas horas de arrumar malas, quando a sua estiver pronta vá para a do filho e a do marido. Tudo bem, errei na minha mala mas acertei na mala do Raul, porque nesse estresse todo que passamos na ida, eu tinha tudo a mão pra qualquer eventualidade.

Assunto de roupas resolvido, fomos então curtir nossas férias. E nos nossos passeios senti falta de um item que eu não julguei ser necessário na viagem, o carrinho de bebê. Alugamos com o carro, um bebê conforto e usamos ele para deitar o Raul quando ele dormia. Quando estava acordado ficávamos com ele no colo ou em um canguru que usávamos na época. Mas como estava frio demais, deveríamos ter levado o carrinho, com ele o passeio teria sido mais confortável tanto para o Raul quanto para nós. Depois que fiquei sabendo que a gente pode alugar carrinhos em algumas lojas. Achei o máximo a ideia caso você não queira carregar o carrinho na viagem. Ah, um outro assunto que me preocupou bastante quando decidimos viajar foi com a alimentação dele. Ele já comia de tudo mas nunca tinha dado comida que não tivesse sido feita em casa. Eu optei por levar uma garrafa térmica e antes de sair do hotel providenciava a água fervida para o preparo das mamafeiras do dia. Além disso, compramos essas papinhas prontas para emergências e quando íamos a algun restaurante pedia uma comida para ele do cardápio mesmo.  Percebi que os restaurantes de Gramado, em sua maioria, são bem solícitos e os garçons são sempre muito atenciosos com as crianças. Dessa forma, sempre que pedíamos algo adaptável à alimentação do Raul eles sempre nos atendiam com o maior carinho.

O Raul com apenas 8 meses se divertiu e muito! Dava para ver os olhinhos dele observando o monte de gente a sua volta e a decoração maravilhosa que estava por toda a cidade, pois era época de Páscoa. Ah, e eu estava super apreensiva de não curtir a viagem com meu marido por ficar o tempo todo preocupada com o fato  do Raul estar fora do seu ambiente mas me surpreendi. As crianças sempre nos mostram que são muito adaptáveis, tiram de letra qualquer mudança que passam e com o ambiente não foi diferente. Fomos com um casal de amigos, que na época não tinha filho e nos divertimos muito. Nos permitimos até um bom vinho a noite, enquanto Raul dormia tranquilamente e quentinho em seu bebê conforto ao nosso lado.

Nada mal para sua primeira viajem, né Raulzito?! Foi o que falei para ele quando aterrisamos aqui em BH após o “enganarmos” com uma mamadeira de água com um restinho de leite pois o leite que estava na bolsa tinha acabado. Ufa!

Com amor,

Ana Maria.

A escolha da primeira escola, uma visão psicológica – por Marcelle Camargo

Oi gente! Tudo bem com vocês?

Nos últimos tempos, tenho acompanhado a dificuldade de parentes e amigos que já são pais, na escolha de uma escolinha para matricularem seus pequenos. É uma decisão que não é fácil e, por esse motivo, tem que ser muito bem pensada.

É muito difícil para os papais de primeira viagem, deixar seu filho pela primeira vez na escolinha. Mas, muitas mães não têm saída, a licença maternidade acaba e iniciam-se as dúvidas e incertezas. Colocar o bebê em um berçário pode partir o coração a princípio, mas, se a escolha da escolinha for bem feita, os papais vão se sentir seguros. E, mesmo que a mãe tenha a oportunidade de ficar com seus filhos nos primeiros anos de vida, em algum momento, eles irão para a escola.

Educação é primordial e, por mais que ela tenha início em casa, a escola é uma extensão dos valores passados aos filhos. Por esse motivo, os critérios de decisão devem ser rígidos, principalmente, quando for escolhida a primeira escola, pois, é quando a criança sai do convívio familiar para um convívio mais amplo e precisa se sentir segura. Além disso, ao entrar na escola, a criança é inserida na sociedade, aprende a conviver com as diferenças, desenvolve-se como pessoa, desenvolve sua linguagem, constrói amizades e descobre suas competências.

Primeiramente, faça uma pesquisa dos valores e princípios da escola. O ideal seria que fossem os mesmos que os pais ensinam em casa, para que a criança os pratique em ambos os lugares e faça disso um hábito. Algumas perguntas podem ser feitas nessa etapa, como: “De que maneira a escola lida com indisciplina?”, “A escola é aberta e flexível para atender as demandas dos pais?”. Depois disso, conheça os professores que irão lidar com seu filho. Alguns aspectos a serem analisados, são sua formação, a didática de ensino, sua relação com as crianças, o prazer no que fazem e se a escola investe na atualização de seus profissionais.

A segunda etapa é pegar referências. Nada melhor que a opinião de outras pessoas para avaliar algum serviço. E, ao se aproximar de outros pais para pegar informações, você acaba descobrindo se eles têm os valores parecidos com os seus, o que reforçará sua decisão. Vale à pena ouvir a opinião das crianças da escola também, pois, são elas que estão ali dentro no dia a dia e podem afirmar se a escola pratica o que diz.

Pensar na localização da escola também é importante, caso tenha que chegar com rapidez ao local. Dê preferência às escolas perto de casa, do trabalho ou no meio termo.

Contudo, mesmo com essas dicas, somente depois que a criança começa a frequentar a escola é que os pais realmente terão conhecimento se a escolha foi boa. Todos os sinais da criança devem ser observados com muita atenção nessa fase. Se ela está feliz ou triste, se está apática, irritada, chorosa, se gosta ou não de ir para a escola, se está se entrosando com os coleguinhas.

A segurança que os pais passam para os filhos nesse início é fundamental. Devem conversar, explicar a importância da escola na vida das pessoas e não amolecer ao ver as lágrimas dos pequenos. Os pais devem facilitar a aceitação do novo ambiente através da sua presença e mediação com os professores. A relação entre criança e professor é primordial e os pais devem incentivar esse contato. A figura da mãe nunca será substituída, mas deve haver uma relação social onde seja construído um vínculo no qual a criança tenha confiança.

Espero ter ajudado vocês.

Um abraço,

Marcelle C. Carvalho

Psicóloga Clínica

CRP 04/37250

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Marcelle Camargo – Psicóloga Clínica CRP 04/37250 Instagram: @mazinhacamargo Twitter: @macamargo

A primeira nunca será a última – por Sônia Echeverria

O dia que a Ana me mandou mensagem perguntando se eu gostaria de escrever novamente para o blog, eu já fiquei bem animada. Quando ela me disse o tema, pensei: Nossa, nisso eu realmente tenho experiência.

Como já contei no meu último relato por aqui, minha gravidez foi planejada por Deus e Ele me contou meio que em cima da hora… Rsrsrs… Descobri que estava grávida na semana de prova do penúltimo período da faculdade de Engenharia Elétrica, então dá pra imaginar que foi tudo MUITO corrido.

Até esse ponto, tudo na minha vida era bem prática. Então, no meio daquela confusão de TCC, formatura, trabalho, mais uma escova de dente no meu banheiro, arrumando as milhões de coisas para a chegada do bebê, descobrindo o que é cueiro e que existem outras pomadas além de hipoglós, aprendendo a teoria de tudo para cuidar de um bebê (e no final não serviu pra quase nada)… Lembrei: e quando a licença acabar?

Prática como sou, junto com o Getúlio, conversamos e decidimos que babá não. Pelo fato de não termos ninguém de confiança e também porque pensávamos que a babá podia nos largar na mão a qualquer momento. Então: Escolinha… Aí vamos nós! Quais são os pré-requisitos? Perto de casa.

Começamos as buscas…. Fui em três escolas:

Ah… Hum… Tá… Mas eu imaginava tão diferente… Esperava chegar e ver a escola do filme “Um tira no jardim de infâncias”, e sério… Não é assim.

Meu Deus! Quando eu cheguei na escola uma mãe estava querendo levar a filha que não era dela, jurando que era. Não… Não mesmo… Um lugar triste sabe.

Ah… Agora sim… Longe de ser a escolinha do filme, mas tinha espaço, crianças felizes correndo… O espaço do berçário um pouco apertado, as crianças todas no berço, mas tinha um espaço pra elas se movimentarem. Ótimo. A uns 400m de casa, a dona da escola simpática. Pronto. Riscamos esse ponto da nossa lista… PRÓXIMO!

Desse dia em diante, muitas coisas aconteceram: a Anita nasceu, eu vivi a licença maternidade, passamos pelos difíceis dias das cólicas, e enfim comecei a curtir e a amar cada dia mais aquele serzinho. E o dia de deixá-la na escolinha chegou.

E aí que a minha ficha caiu, não lentamente, mas como uma bomba. A deixei na escolinha, seria por apenas duas horas, chorei por duas horas. Não houve adaptação, a adaptação era aumentar a cada dia o tempo dela longe de mim. Voltei e ela estava cansada de tanto chorar (estávamos) e não quis mais deixá-la. Não era aquele o lugar.

Aí comecei a pesquisar sobre escolinhas, ver o que os pais normais geralmente levam em conta, e então começou a crescer a nossa lista de pré-requisitos. O primeiro era: ter jeitinho de casa de vó. Eu queria que não tivesse jeitão de ESCOLA. Queria um complemento da minha casa, um lugar cheio de carinho. Nada de crianças no berço, a Anita nunca ficou no berço em casa (ela gosta de chão), que servissem almoço e jantar (os pais dela mal sabem ferver água), que fosse no caminho da nossa casa para o trabalho (já que as que eram perto da nossa casa foram descartadas) e que tivesse um espaço externo para as crianças brincarem.

Como eu ainda estava de licença, eu acho que visitei todas as escolas do caminho da minha casa até o trabalho. Fui em cada lugar inacreditável, e no fim eu percebi: os lugares que eu amava eu não podia pagar, e os lugares que eu podia pagar eu não conseguia amar. Escolhi uma escola dentro do OK, e lá a Anita ficou por uns 2 meses.

Frequentemente eu me chateava com algo, nós não estávamos verdadeiramente seguros. Até que um dia a Anita voltou mordida, nós não somos pais neuróticos (acho que deu pra perceber), hoje que ela tem quase 3 anos e todos os dentes, eu não ligaria dela voltar mordida, realmente acho que acontece, mas ela tinha uns 7 meses, mal tinha dentes… E voltou com uma mordida LOTADA de dentes.

Então, mais uma vez estava procurando escola para a Anita, até que entrei em uma escolinha, com aquele cheirinho de casa de vó (estava bem na hora do almoço), uma escola pequenininha que conquistou nossos corações. E foi ali que a nossa princesa ficou até mudarmos de BH. Era uma escola inaugurada há pouco tempo e a Anita foi a primeira criança do berçário (sim, somos vida loca!)… Mas meu coração estava lá, eu confiava, eu não chorava mais o dia todo e eu via nos olhos dela que ela estava feliz.

Resumindo… Quando você precisa escolher um lugar para deixar um pedaço do seu coração, não há maneira de escolher que não seja pelo seu instinto, seu coração tem que ficar confortável. Não vou contar a trajetória para escolinha em São Paulo (se não, já já teremos um livro por aqui), mas foi bem mais tranquila. Nós já tínhamos em mente o que era necessário e sabíamos o quanto era difícil, então priorizamos isso na nossa mudança.  Com a ajuda da Tia Bibi e da Tia Didi que já moravam por aqui, e com a sorte de termos uma indicação, encontramos uma escola que tem nossa total confiança e o meu coração… Mas como essa escola é até 6 anos, já estou pesquisando e me preparando para o futuro.

Sônia Echeverria

Aquisição dos sons da fala das crianças – um assunto fonoaudiológico

Bom dia!

Quando falo que sou fonoaudióloga as primeiras perguntas que me fazem principalmente quando a pessoa tem filho é: “Meu filho ainda não fala tal letra é normal?” ou “”Meu filho tem tantos anos e troca algumas letras quando está falando, devo procurar ajuda?”. Para auxiliar nessas dúvidas escrevo este post.

Quando exatamente uma criança deve começar a falar é muito subjetivo, pois cada criança possui um tempo particular para começar a emitir os primeiros sons, as primeiras sílabas, as primeiras palavras e consequentemente as primeiras frases. Em torno dos 18 meses a maioria das crianças já está emitindo suas primeiras palavrinhas. Muitas delas são: mamãe, papai, o nome do cachorrinho, da avó, da tia, do irmão e por aí vai. Já escrevi um post sobre aquisição da linguagem aqui no blog e para quem não lembra o link está aqui: O desenvolvimento da linguagem da criança, o que esperar?! Porém senti necessidade de escrever sobre quando podemos esperar o aparecimento de cada fonema ou som na fala dos nossos pequenos. Mas antes vou fazer uma observação sobre o que é fonema e o que e letra. Fonema corresponde ao som que uma letra possui e a letra é a representação gráfica desse som. Vamos exemplificar: o fonema /s/ por exemplo está presente nas letras s, ç, ss, sc, sç e em algumas vezes até no z. Deu para entender?! Espero que possa ajudar algumas mamães e papais perdidos nesse assunto. Vamos lá?!

12 aos 18 meses: As crianças já sabem usar os sons do p, b, t, d, c, g, n e m. Uma observação que farei para os papais de crianças fissuradas (ainda não operadas) é que seus pequenos podem apresentar alguma alteração na emissão desses sons, por causa da pressão intraoral que eles ainda não possuem para produzi-los devido o palato (céu da boca) ainda estar aberto.

+ 18 meses: surgem os sons v, f e o nh.

+- 24 meses: aparecem os outros fonemas que chamamos de fricativos os sons do s, z, ch, x e o j. No finalzinho dos 2 anos começa a aparecer o som do l.

Após os 3 anos: as crianças já falam a maioria dos sons, ficando para ser adquirido os sons rr, lh e por último o som do r no meio de palavras, como por exemplo: barata.

Com 5 anos de idade a criança deverá ser capaz de produzir todos os sons da nossa língua. Lembrando que nesse nosso imenso Brasil temos uma enorme variedade de fonemas em uma mesma letra e jeitos de produzir e usar esses sons em uma mesma letra diferente. Por exemplo, o rr que usamos aqui em Minas Gerais é diferente do que usam no sul do país e do que usam no nordeste do país. E assim existem outras diferenças.

Se você tem alguma dúvida em relação à linguagem do seu pequeno, procure um fonoaudiólogo, pois uma alteração de fala pode ser melhorada ainda na aquisição dos sons. É importante saber que uma fala inadequada acarreta alterações futuras na linguagem escrita e no processo de aprendizagem, justamente por essa variedade de sons que existem e se a criança apresenta algum desvio na forma de emitir os sons pode atrapalhar no processo de transcrever o som para a sua forma gráfica, ou seja, a letra. Por isso, não deixe para depois! Se tiver dúvidas é melhor saná-las o quanto antes. Ah! Outra dica é: seja sempre o exemplo de fala do seu pequeno. Fale corretamente para que ele aprenda com você. Quer aprender como estimular a fala do seu filho?! Lei aqui outra dica: Estimulação de linguagem.

Com amor,

Ana Maria Poças

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Suflê de legumes

Olá, gente!

Vamos com mais uma receita super saudável e prática?! Esse suflê é quase uma refeição completa, podendo servi-lo sozinho, com uma salada de folhas ou uma carne (para quem gosta). Prontos para os ingredientes e o modo de preparo?! Vamos lá!

Ingredientes:

  • Legumes variados. Dica: eu abro a geladeira e vejo o que tenho e faço com o que tiver no dia. Já fiz até com folhas e milho porque no dia não tinha nada de legumes. A receita é bem versátil, você pode usar a sua criatividade.
  • 2 colheres de sopa de farinha de arroz
  • 100 ml de água
  • 3 ovos
  • Sal e temperos a gosto

Modo de Preparo:

Bata as claras em neve e reserve. Se você tiver fazendo com legumes que precisam de cozinhar, eles têm que ser cozidos antes, ok?! Refogue os legumes em uma panela com os temperos que você está acostumado, acrescente a farinha de arroz e a água com o fogo ainda ligado. Desligue o fogo e coloque as gemas e por último as claras. Coloque esta mistura em uma assadeira untada com óleo ou azeite e leve ao forno por 25 minutos na temperatura média/alta. Pronto! Se quiser um suflê mais altinho e mais firme, pode-se colocar uma colher de chá de fermento em pó.

Com amor,

Ana Maria.

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A escolha da primeira escola – por Mariana Duarte

Antes de mesmo de engravidar, quando o Pedro era somente um projeto para o futuro, eu e o meu marido falávamos sobre o tipo de escola que iriamos oferecer para os futuros herdeiros. Uma coisa sempre tive em mente, meu filho não iria para escola antes da idade legal para se ingressar na educação. Sempre fui contra colocar os filhos muito novos em instituições educacional por várias razões sendo a mais forte a alfabetização precoce.

Em 2012 Pedro nasceu, parei de trabalhar para dedicar exclusivamente a ele. Quando Pedro completou seu 1 ano de vida começamos a reparar no comportamento dele quando estava próximo de outras crianças. Ele as tocava como se fossem seres de outro planeta, ficava tentando correr atrás delas quando íamos a parques e pracinhas. Pedro não tinha contato com outras crianças no seu convívio diário.

Quando ele estava com 1 ano e quatro meses a necessidade por contato social era visualmente notado, muitos comentavam, foi então depois de muitas conversas decidimos colocá-lo em uma escola. Mas qual escola? Como iriamos procurar? Como escolher?

Li, reli várias filosofias de escolas na minha região, ligava para procurar saber qual metodologia que utilizavam… Nossa que difícil!!! Então eu e o marido fizemos uma lista de prioridades que se encaixavam na nossa rotina e nos nossos valores como família.

Estávamos levando em conta os seguintes critérios:

– Proximidade do local de trabalho do marido ou de casa,

– Valor das mensalidades,

– Espaço físico que atendesse uma criança de 1 anos e 6 meses,

– Não tivesse escadas (sim tenho pavor de escadas),

– Escola que fosse aberta para a família,

– Escola pequena,

– Que oferecesse oportunidade para meu filho para conviver com a diversidade,

– Projetos pedagógicos que estimulasse as habilidades prévias para alfabetização,

– Um ambiente aconchegante, familiar e cuidadoso,

– Escola que tivesse boa vontade e cuidado com a situação do meu filho (ele era ALPV – alérgico a proteína do leite de vaca).

Essas foram as principais, se eu fosse lista tudo… rsrsrsrs

Meu olhos cresceram lógico para as escolas que que já tinham um nome conceituado, uma tradição de muitos anos. Mas os valores da mensalidade não comportavam no meu orçamento. Sim, levei em conta a questão financeira não porque sou mercenária e acho que não vale a pena investir na educação do meu filho e sim pq acredito que não adiante eu me esforçar horrores para colocar meu filho numa escola com uma clientela com padrão elevadíssimo de vida se não irei conseguir oferecer o mesmo. Talvez seja uma insegurança minha, tola, mas que eu levo muito em consideração.

Fomos olhar as escolas na região do trabalho do marido, comecei a ligar. Perguntava tudo, valor de mensalidade, como eles trabalhavam, os projetos que eram desenvolvidos…

Marcamos de conhecer algumas… Logo de cara não quis nem saber outras características da escola, umas três que visitei, já na entrada me deparei com ESCADAS… Lembram do meu pavor de escadas (rs) foi um fator determinante.

Outras tinham espaço fisíco muito bom, de encher os olhos, mas o acesso a equipe pedagógica precisava de marcação com dias de antecedências. Fala sério, uma escola que não tenha uma pedagoga que faça o serviço de orientação e supervisão da escola para mim não dá!

Outras ouvia falar mau, mau mesmo, teve uma que a mãe que se assustou porque o filho pequeno fugiu da escola e apareceu em casa no meio da tarde. Choquei com esse relato! Exclui da minha lista.

Com a melhor localidade faltava uma, uma que eu já sabia que o espaço fisíco não era dos melhores, era uma escola pequenina e apertadinha. Afffff pensei eu, vamos lá conhecer.

Quando chegamos logo de cara quem nos recebeu foi a pedagoga da escola e dona, ela nos mostrou a escola, explicou com tanto carinho a proposta que era oferecida no horário que o meu herdeiro iria estuda (período da manhã, já que ele acordava as 6 da madrugada rsrsrs), conversei e expliquei a situação da alergia do meu filho e adivinhe? O filho dela também era e iria estudar na salinha do Pedro.

Fui conhecendo os funcionários da escola, um a um, era uma família que trabalhava ali, as professoras todas formadas e com suas ajudantes. A escola é bem rígida quando o assunto é alimentação, por mais que os pais mandassem guloseimas essas não eram oferecidas para as crianças. Até o materal I o suco podia ser da laranja mesmo, vc enviava a fruta e eles espremiam na hora! Que sonho!!!

No período da manhã, eram oferecidas brincadeiras dirigidas. Nada de papel e lápis! Fiquei mega empolgada, meu filho iria brincar com um tanto de crianças!!!

No período da tarde já era os projetos pedagógicos, mas como Pedro iria fica somente um período não me preocupei. Já que no próximo ano iriamos mudar ele de escola.

A escola era pequena, aconchegante, familiar e próximo do local do trabalho do meu marido.

Mensalidade era compatível com o nosso orçamento.

Espaço físico??? O que era mega importante já não era mais.

A escolinha não oferece o melhor espaço físico, mas nada é perfeito né??? Rsrsrsrs

No ano de 2013 Pedro estudou o segundo semestre inteiro, adaptação ótima, em 15 dias já entrava e nem olhava para trás, tinha dias que chorava para não ir embora. Quase morria.

Em 2014 iriamos mudar ele de escola, mas gostamos tanto do acolhimento, da proposta oferecida que optamos por continuar na escola. Mudamos o período, o que antes era o da manhã agora ele iria para tarde.

Eis a questão. Os projetos pedagógicos, meu filho iria ficar somente no papel e lápis. Iria chegar com livrinhos e para casa??? Socorro!!!

Que nada! A proposta era bem legal, tinha projetos com temas como alimentação saudável, água, livros que eram trabalhados em sala a longo prazo. Fiquei animada e fomos nós para mais um ano. Pedro mega animado!

Foi um ano de sucesso, como o pequeno se desenvolveu, autonomia, linguagem, coordenação motora, socialização. Tivemos passeio ao teatro, festa da família, festa de encerramento e tudo feito com excelência.

E o espaço fisíco ainda pequeno!

Este ano Pedro continua lá e acredito que irá ficar lá até o infantil II. O que eu dou de dicas?

– Só peça referência quanto a índole da escola. Isso vale muito! Mas o resto vá sozinha pesquisar. Nem sempre o que é bom para meu filho será bom para o filho da minha vizinha, o filho da minha melhor amiga.

– Leve em consideração os valores que sua família cultue, não existe certo e errado, existe o diferente. Nem sempre o que eu valorizo é o que o outro valoriza.

– Ao meu ver não existe escola fraca e escola forte. Existe sim escolas para meninos(as) que são parafuso e escola para meninos(as) que são pregos. Não adianta de nada a escola ser a melhor em espaço fisíco e ser uma escola para um “prego” e se seu filho for um “parafuso”. Imagine vc tentar martelar um parafuso, não vai dar certo né?

– Fique atenta as características do publico alvo da escola e veja se seu filho irá se encaixar lá. Nada adianta se a escola é do seu sonho se não se encaixa na realidade do seu filho(a),

-Saiba que nenhuma escola em todo tempo irá alcançar o padrão máximo em excelência em tudo. Nos é delegado a responsabilidade de saber o que procuramos e observar se encaixa com as prioridades da escola escolhida. Porque depois não adianta brigar, falar mal da escola porque não está sendo feito o que você tem como prioridade.

E pra finalizar, busquem uma escola que vá fazer seu filho feliz! Criança feliz aprende melhor, se desenvolve melhor. E nunca se esqueçam, apesar de entendermos educação como sinônimo de escola, cabe aos pais educar e a escola ensinar!

“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.” Paulo Freire

Mariana Duarte – mamãe do Pedro

A escolha da primeira escola – por Joyce Souza

Oi pessoal, tudo bem!

Hoje vou dividir com vocês a minha saga em escolher uma escolinha para deixar minha filhotinha. A Celina tem 6 meses e comecei a procurar uma escola quando ela estava com 4 meses. Eu e meu marido tomamos essa decisão quando eu ainda estava grávida, em nossas conversas concluímos que seria importante eu voltar a trabalhar (não ficar muito tempo fora do mercado de trabalho) e com a ideia de que a Celina na escolinha teria um melhor desenvolvimento social/pedagógico e seria o período que eu teria um tempo para “descansar” e cuidar de mim. Pronto, decisão tomada e iniciei a procura pelo melhor lugar; lugar esse que deveria estar dentro de alguns requisitos estipulados por mim e pelo meu marido. Vamos lá pontuar:

  • escola que tenha boas referências
  • próximo de casa para maior comodidade da Celina em não ficar dentro do carro por muito tempo no horário de trânsito e para facilitar a vida dos papais (risos)
  • tivesse maior número de cuidadoras (se possível 1 para cada criança)
  • boa estrutura
  • alimentação balanceada por nutricionista oferecida pela escola
  • livre acesso dos pais, que pudéssemos chegar no momento que quiséssemos para vê-la sem prévio aviso
  • escola que a relação de carinho e cuidado fossem primordiais

Acho que falei tudo… rs. Antes de começar a citar aqui os nomes das escolas e relatar o MEU ponto de vista, gostaria de deixar claro que não há intensão de desclassificar ou promover nenhuma delas. É apenas um relato do que eu senti e avaliei de cada uma escola que visitei. Selecionei seis escolas, sendo elas: Núcleo da Criança, Jabuti Jabuticaba, Kids Village, Trampolim, Coleguium e Vila Mundo. Todas ficam na região onde eu moro. Vou contar um pouquinho de cada uma. Jabuti Jabuticaba é uma escola nova que começou outubro/novembro de 2015.  Fui ao local para ver por fora e pegar o número, quando liguei e falei que gostaria de marcar um dia para conhecer a escola, a proprietária me convidou imediatamente para entrar sem precisar de burocracia. Logo de cara eu achei isso um ponto positivo, pois esse contato direto com as pessoas é muito importante, mais humano. Quando fui visitar estava tendo colônia de férias e a proprietária foi muito atenciosa em me mostrar cada cantinho da escola, seus projetos etc. Eu me senti muito bem lá e com o atendimento maravilhoso dela, porém a desvantagem (para mim) era que eu teria que levar a comidinha da Celina todos os dias. Isso me desanimou pois eu queria serviço completo e não teria tempo de fazer comida todos os dias e mandar. Outro ponto que não gostei, foi que eles usam berço, pois não queria que minha filha ficasse no berço “presa” e com a possibilidade de ficar mais tempo dormindo do que brincando. Afinal estaríamos pagando para ela ser estimulada, brincar, comer… Não estou dizendo que seria assim lá, mas não era o nosso perfil. Outra coisa que me deixou um pouco preocupada era que seriam 7 crianças para 2 cuidadoras e 1 suporte. A escola Trampolim eu não cheguei a visitar, pois ao ligar eles já me avisaram que não tinham mais vagas e que só possuem 3 vagas para o berçário. A Vila Mundo, eu cheguei a marcar e não fui pessoalmente, pois eu a  descartei ao ver que a festa de final de ano da escola era realizada em  frente a escola. Eles montaram uma estrutura de palco no jardim da frente, na calçada da  rua e isso me desagradou, achei muito perigoso. Durante a minha saga eu encontrei uma mamãe que estava procurando por escolas e que também havia descartado essa escola por esse mesmo ponto que acabei de sitar, embora tinha visitado a escola e achado a estrutura bem bonita e as crianças bem felizes lá dentro. A Núcleo da Criança eu fiquei encantada com a estrutura, muito espaçosa de forma geral, tudo novinho, organizado e lindo. Fomos bem recebidos com horário marcado (exceto o atraso da diretora, 37 minutos). Eu já conhecia a escola pois tenho um irmãozinho de 5 anos que estuda lá desde os 2 anos. O berçário em particular, o qual era o nosso objetivo, eu achei um pouco pequeno, lá eles não têm berços, os bebês tiram o cochilo em carrinhos e o que mais me incomodou no dia foi o astral das cuidadoras, eu olhando por fora, elas estavam apáticas, sem brilho. A proprietária fez questão de dizer que lá eram 3 cuidadores para 2 crianças e que todas são formadas em pedagogia ou técnica em enfermagem. Mesmo assim fiquei com uma “pulga atrás a orelha”, eu idealizei um lugar onde tivesse alegria, animação e afetividade. Mesmo assim, eu ainda tinha ela em mente, devido ao meu irmão estudar lá, por ser próximo de casa e pela facilidade do meu pai ou minha madrasta buscá-la quando eu precisasse. Pois bem, eles ficaram de nos dar uma posição sobre ter vaga no outro dia e não deram retorno nenhum. Depois de 12 dias fui lá buscar meu irmão e aproveitei para perguntar sobre a vaga que ficaram de dar retorno, e simplesmente falaram com muito pouco caso que não tinha vaga e que se tivesse estariam me ligando. Nesse momento eu fiquei aborrecida, pois não fizeram questão da minha filha (esse era meu sentimento). Não deram retorno e ainda nos tratou com descaso. Nesse momento eu tive a certeza dentro de mim que não era mesmo para minha filha estudar naquele lugar. Pois o lugar que eu colocaria minha filha, ela seria tratada com carinho e importância. Gente, eu realmente criei antipatia depois disso! E eu e meu marido chegamos a conclusão de que “boniteza” de escola não era o fundamental e sim a equipe, as pessoas e como a Celina seria tratada. Tive contato com outra mãe (durante a adaptação da Celina na escola), e ela relatou a mesma ocorrência que a minha. Não teve retorno sobre a vaga e quando foi procurar saber, eles fizeram pouco caso! Para vocês verem que não foi uma coisa da minha cabeça. (rs) A Kids Village, uma escola encantadora, estrutura nova, linda, bem lúdica! Gostei muito da estrutura, alimentação e das pessoas que tive contato. Porém, o que me fez tirá-la como opção foi ao perguntar (perguntei em todas) se eu teria livre acesso à escola. E a moça disse que era para evitar alguns horários como o do sono das crianças e quando elas estivessem comendo. Então eu expliquei que era só para olhar de longe, escondidinho e que não iria mudar a rotina das crianças. Mesmo assim ela disse com muita educação que não seria legal. Mas são regras da escola e eu queria ter acesso livre, por exemplo se eu estiver passando próximo à escola e der vontade de vê-lá, poderia ir dar uma espiadinha… rs. O Coleguium, eu tentei marcar e disseram que deveria ser feito pelo site! Pronto, já achei uma coisa um pouco fria e não me deram retorno. Mas graças a Deus minha vizinha e amiga já trabalhou na unidade São Luiz, e marcou direto com a diretora para que eu conhecesse a escola. No outro dia fomos, essa minha amiga eu, visitar a escola que até então eu nem estava tão empolgada. Ao chegarmos vimos as crianças que estavam na colônia de férias (várias crianças lindas e alegres) e fomos à sala da Professora Fatinha (famosa Fafá) que nos recebeu com enorme alegria e já brincando com a Celina. Ela então me explicou o funcionamento da escola, os cuidados etc. Lá são 2 crianças por cuidadora, e ao chegar no berçário e conhecer algumas das cuidadoras eu já gostei. Sabe por quê? Fui relatar à elas que teríamos um grande problema caso eu fosse deixar a Celina na escola, pois ela tinha alimentação exclusiva no peito até os 6 meses, mas que estaria entrando com a alimentação sólida até ela entrar na escola, e que ela não aceitava mamadeira e nem bico. Nesse momento, uma das cuidadoras me tranquilizou contando que já havia passado algumas crianças assim e que ela iria dar um jeito, daria o leite no copo ou na colher se fosse preciso. E ainda me tranquilizou dizendo que algumas crianças até começavam a aceitar a mamadeira. Isso me confortou bastante! Outra coisa que eu fiquei apaixonada foi que durante a conversa com a Prof. Fatinha os alunos pequeninos entravam na sala dela para chamá-la para brincar ou simplesmente apenas para abraçá-la, acreditam?! Nesse momento eu pensei: achei o lugar para minha filha! Sobre a estrutura eu confesso que poderia ser um pouco melhor, como por exemplo os carrinhos e as cadeirinhas de alimentação que são bem velhos. Mas por outro lado, tem um espaço bom! Tem um espaço para estimular a criança, uma parte separada para o soninho onde são usados colchonetes para estimular a independência e evitar acidentes. Achei o lugar de dar banho pequeno, porém tudo é limpo e esterilizado. Bom, eu sai da escola com o coração aliviado e com a certeza que eu queria que minha filha estudasse ali. Porém, ainda tinha a questão se teria vaga. Por sorte restavam 2 vagas, mas o problema era que eu tinha que esperar meu marido chegar de viagem para ele ir lá conhecer e tomarmos a decisão juntos. Eu, morrendo de medo de perder a vaga pedi humildemente e encarecidamente  que guardasse uma vaga para mim! Expliquei a ela a minha situação e ela com todo carinho disse que iria aguardar a visita com o meu marido (mais um ponto positivo). Visitei a escola com o Marlon e ele me fez a seguinte pergunta: qual das escolas você mais gostou e por quê? Eu sem pestanejar disse logo: Coleguium!  E então ele aceitou e concordou! Ufa, porque eu acho que essa decisão tem que ser tomada em conjunto, pois a responsabilidade é de ambos. Bom, além dos pontos positivos que já mencionei sobre o Coleguium, eu achei importante minha filha estudar numa rede de ensino renomada, aqui em Belo Horizonte e o motivo maior foi que o meu “santo” bateu com o da diretora. Gente, ela é uma mulher iluminada e muito amada pelos alunos. Outro fator que gostei é que essa unidade só tem o ensino infantil, uma escola pequena, assim cria uma relação mais humana. Sei que tem gente querendo saber valores, então vou citar o valor mínimo e o máximo que achei, lembrando que o valor é de meio horário, o mínimo foi de R$ 1045,00 e o máximo R$ 1304,00.

Pessoal, eu escrevi esse post enquanto estava na escolinha no período de adaptação da Celina. E vou escrever outro contando como foi a NOSSA adaptação. Não foi fácil! E vou contar se eu acertei na escolha da escola. Se tiverem alguma dúvida ou curiosidade em relação as escolas, o meu e-mail estará disponível, fiquem à vontade.
Beijos,

Mãe da Princesa Celina

Tubinhos de ventilação e novidades

 

Bom dia, gente!

Hoje viemos com novidades no tratamento do Raulzito. Os tubinhos de ventilação  saíram já faz um mês mais ou menos, porém ainda estão dentro do canal auditivo. Os tubinhos saem quando a membrana timpânica já não precisa mais deles para drenar o líquido que estava dentro dela atrapalhando o funcionamento adequado. Ou seja, quando os tubinhos saem a membrana timpânica já está cicatrizada e pronta para o seu funcionamento. Eu estava aguardando para escrever esse post para postar junto com ele uma foto dos tubinhos quando eles estivessem saído literalmente dos ouvidos, mas não aguentei de ansiedade… risos… mas prometo postar fotos nas nossas redes sociais assim que eles saírem, tá! Para a gente matar a curiosidade de vê-los ao vivo e em cores.

Fazendo uma retrospectiva para quem começou a nos acompanhar agora… a cirurgia de palatoplastia do Raul foi em janeiro do ano passado (2015). A cirurgia foi conjunta: o cirurgião plástico e o otorrinolaringologista que vinha acompanhando o Raul desde os 3 meses de vida. O otorrinolaringologista resolveu colocar os tubinhos de ventilação no mesmo dia da palatoplastia para evitar mais uma possível cirurgia. Foi mais por precaução do que por necessidade mesmo, pois Raul não tinha otite serosa ou silenciosa como costumamos chamar as otites de crianças com fissuras palatais ainda não operadas, temos um post explicando essas otites, clique aqui para relembrá-lo (Otites, por que em fissurados?). A membrana dele estava um pouco retraída e foi para ajudar na mobilidade desta membrana que o médico optou por colocá-los. Os cuidados que tive durante esse ano que se passou desde a cirurgia foram: não deixar água cair diretamente nos ouvidos do Raul e nem vento demais. Nos três primeiros meses eu colocava um algodão embebido em óleo natural nos ouvidos do Raul, vedando a entrada de água e quando andávamos de carro eu fechava sempre as janelas que estavam com vento direto nele, ou se nós estávamos em algum lugar que estivesse ventando demais eu sempre protegia os ouvidos dele. Nada de piscina ou mergulho durante esse ano inteirinho. Eu até o colocava na piscina, mas sempre no colo ou naquelas bóias que flutuam a criança quase toda. O cuidado no banho permanecia até hoje, porém após os três meses eu já não usava mais o algodão, só mesmo tomava cuidado com a água. Quanto à diminuição da audição, Raul nunca apresentou episódios de alteração na audição. Mas em casos que há alterações na audição, espera-se que após essa cirurgia e a cicatrização da membrana, a audição melhore.

Ah, outra pergunta e dúvida que eu tinha em relação à retirada dos tubinhos, pois quando eu estudava a respeito na faculdade os médicos ainda faziam uma nova cirurgia para a retirada dos tubinhos… pois bem, hoje em dia não fazem mais esse procedimento. O lema é quanto mais tempo ficar, melhor ainda, e quando eles saem significa que as membranas timpânicas não estão mesmo mais precisando deles (palavras do médico). Quando caem no canal auditivo ainda demoram um tempinho para que o organismo os expulse por completo. É como se fosse uma cerinha que aos poucos vai sendo expelida pelo ouvido afora. Então aguardem as fotos e as cenas do próximo capítulo. Logo devemos encontrá-los perdidos aqui pela cama do Raul, o médico me alertou que costuma sair quando estão dormindo ou durante o banho. Outra dúvida que tinha, era se já poderia colocar o Raul na natação, ou se ele já poderia ser submerso na água, e o médico disse que sim! Oba! Estou muito animada e agradecida com mais essa etapa vencida!

Com amor,

Ana Maria Poças.

CRFa 6-7185

A realidade do DESFRALDE #2

Olá, pessoal!

Há oito meses escrevi um texto sobre o início do desfralde do Raul (A realidade do DESFRALDE) e para acalmar mamães e papais que estão passando por esse período bem complicado que é o tal do desfralde eu tenho algumas palavras de conforto: Calma, seu filho vai parar de usar fralda e de fazer as necessidades na roupa. Basta ter muita CALMA e PACIÊNCIA!

Somente após oito meses posso afirmar com absoluta certeza que meu filho está desfraldado. Hoje em dia os deslizes, ou como chamamos: os escapes, já não são mais vistos por aqui. A conclusão que cheguei foi a seguinte: de nada adianta forçarmos a criança, ela tem que estar preparada para tudo fluir bem. Se você desesperar, passar ansiedade pro pequeno, o processo demora ainda mais, principalmente porque a criança ainda não entende que fazer xixi ou cocô na calça é algo ruim. Muito pelo contrário, ruim para ela é ter que parar de brincar ou de assistir televisão para ir ao banheiro, tirar a calça e esperar até ter “vontade” de fazer as suas necessidades. Quando comecei com o processo do Raul, foi tudo bem natural. Aqui em casa ele sempre avisava quando estava com vontade ou muitas vezes ele mesmo ia sozinho ao banheiro, mas isso era um tormento quando nós saíamos de casa ou quando tinha alguém diferente por aqui. Ele, por não querer parar de brincar, acabava fazendo na roupa onde estivesse. Porém, isso começou a incomodá-lo e de uma semana para outra ele parou. Como se fosse mágica, ele simplesmente começou a avisar quando estava com vontade onde ele estivesse. Conversando com minhas amigas, percebi que foi um pouco diferente o nosso processo. O Raul primeiro acabou com o xixi noturno, depois o xixi diurno e o último foi o cocô. Foram muitas cuecas lavadas, mas desde o dia que tomei a decisão, Raul nunca mais usou fraldas, nem mesmo quando saíamos de casa. Sempre quando saíamos o levávamos ao banheiro e perguntávamos de tempo em tempo se precisava ir ao banheiro ou simplesmente o pegávamos e avisávamos que estávamos indo ao banheiro. Acho que isso foi muito importante, pois com essa nossa conduta de deixa-lo sem fraldas demonstrávamos nossa confiança nele. Além disso, mesmo quando ele não ia ao banheiro e fazia nas calças, quando o estávamos limpando, aproveitávamos para explicar que para que isso não acontecesse mais ele deveria ir ao banheiro. E foi assim que tudo deu certo!

Estou sendo honesta com vocês e comigo mesma, o desfralde completo, para mim, é quando não mais acontecem escapes, seja de dia ou de noite. Por isso, hoje posso levantar a bandeira e dizer que passamos por essa fase. Levamos oito meses para que realmente o Raul se preparasse e entendesse. Não me arrependo de ter tirado a fralda dele com um ano e oito meses, aprendemos juntos com as nossas situações de desconforto, raiva, cansaço… porque ficar lavando cuecas o dia inteiro não é fácil… risos. Então, pessoal, é isso! Cada um tem seu tempo. Se você fez a técnica dos três dias e conseguiu, parabéns! Levante as mãos para o céu e agradeça, se não… se demorou 4, 5, 8, 12 meses não desista. Seu filho vai parar de usar fraldas! Nunca regrida! Uma vez começado vá até o fim. Não volte atrás na sua decisão.

Com amor e muita gratidão,

Ana Maria.

Gravidez e Diabetes Tipo 1 – por Deborah Patricio

Oi gente!

Então, pra quem não me conhece eu sou a Deborah, cunhada da Ana Maria. Sou formada em Educação Física, professora de hidroginástica, natação e personal trainer. Sou diabética tipo 1 e insulinodependente desde os 3 anos. Há quatro semanas atrás tive a notícia mais mágica da minha vida, estou GRÁVIDA! Lembrando que a gravidez na diabética deve ser planejada, programada, os exames devem estar dentro da normalidade e a saúde em perfeito estado. E pra ser bem sincera, meus exames não estavam lá grandes coisas não!

Parei de tomar meu anticoncepcional, e esperava engravidar depois de uns quatro meses no mínimo, mas na vida as coisas não são tão programadas assim, um mês depois da interrupção do remédio lá estava eu, gravidíssima! Não tive tempo de me preparar e preparar minha glicose (a verdade mesmo é que eu deveria estar com ela perfeita desde sempre, mas…). Depois da grande emoção da notícia veio o medo, a preocupação, a culpa de não estar com a glicose perfeita. Fui correndo marcar minha ginecologista e logo na primeira consulta ela já me disse: “na sua gravidez eu serei uma mera coadjuvante, sua endocrinologista é a sua médica principal”. E eu cheia de dúvidas sobre o que posso comer, tomar, se posso agachar, continuar a fazer meus exercícios físicos, o medo do Zika e tudo mais, e ela reforçou: “Preocupe-se com sua glicose, é isso que será decisivo para que sua gestação seja  perfeita ou não”. Confesso a vocês que saí mais preocupada ainda do que entrei… rs. Saí do consultório já ligando pra marcar minha endócrino. E adivinham? Consulta só em março. (Dureza!).  Com o pedido em mãos, fiz meu primeiro ultrassom, perfeito!!! Coraçãozinho batendo e tudo dentro  da  normalidade!!! Agora é esperar minha consulta com minha médica principal…rs. Estou tão ansiosa e preocupada que meço minha glicose de 2 em 2 horas, ao final da gestação nem terei mais digital, rs… Mas tudo pelo meu bebê! Furo até a testa se precisar… rs. O medo da glicose ficar alta é imenso, aí acabo aplicando insulina a mais, mas a questão é que a glicose baixa também é perigoso para o bebê, e assim fico nesse ciclo: me alimento, aplico insulina para não aumentar a glicose, a insulina faz a glicose abaixar, aí preciso me alimentar novamente, e por aí vai… Manter a glicose dentro do padrão não é fácil não, mas eu tento!!! E com isso também vou ganhando uns quilinhos extras… Aff!

Meu marido está tendo um papel fundamental nesse processo.  Ele segue comigo minhas dietas, me incentiva a exercitar quando bate aquele desânimo (O exercício para a gestante diabética não é só bom, é essencial e indispensável!) e me acalma quando a angustia me toma e o choro escapa.

Mas é isso aí, a hora de Deus é que é a hora certa! Agora é doar 100% de mim para gerar meu bebê com muita saúde e fé de que tudo dará certo! Acho que só vou ter noção dos riscos reais quando consultar com minha endocrinologista. Em março eu volto para contar a vocês como foi.

Abraços!

Deborah Patricio.

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