Aquisição dos sons da fala das crianças – um assunto fonoaudiológico

Bom dia!

Quando falo que sou fonoaudióloga as primeiras perguntas que me fazem principalmente quando a pessoa tem filho é: “Meu filho ainda não fala tal letra é normal?” ou “”Meu filho tem tantos anos e troca algumas letras quando está falando, devo procurar ajuda?”. Para auxiliar nessas dúvidas escrevo este post.

Quando exatamente uma criança deve começar a falar é muito subjetivo, pois cada criança possui um tempo particular para começar a emitir os primeiros sons, as primeiras sílabas, as primeiras palavras e consequentemente as primeiras frases. Em torno dos 18 meses a maioria das crianças já está emitindo suas primeiras palavrinhas. Muitas delas são: mamãe, papai, o nome do cachorrinho, da avó, da tia, do irmão e por aí vai. Já escrevi um post sobre aquisição da linguagem aqui no blog e para quem não lembra o link está aqui: O desenvolvimento da linguagem da criança, o que esperar?! Porém senti necessidade de escrever sobre quando podemos esperar o aparecimento de cada fonema ou som na fala dos nossos pequenos. Mas antes vou fazer uma observação sobre o que é fonema e o que e letra. Fonema corresponde ao som que uma letra possui e a letra é a representação gráfica desse som. Vamos exemplificar: o fonema /s/ por exemplo está presente nas letras s, ç, ss, sc, sç e em algumas vezes até no z. Deu para entender?! Espero que possa ajudar algumas mamães e papais perdidos nesse assunto. Vamos lá?!

12 aos 18 meses: As crianças já sabem usar os sons do p, b, t, d, c, g, n e m. Uma observação que farei para os papais de crianças fissuradas (ainda não operadas) é que seus pequenos podem apresentar alguma alteração na emissão desses sons, por causa da pressão intraoral que eles ainda não possuem para produzi-los devido o palato (céu da boca) ainda estar aberto.

+ 18 meses: surgem os sons v, f e o nh.

+- 24 meses: aparecem os outros fonemas que chamamos de fricativos os sons do s, z, ch, x e o j. No finalzinho dos 2 anos começa a aparecer o som do l.

Após os 3 anos: as crianças já falam a maioria dos sons, ficando para ser adquirido os sons rr, lh e por último o som do r no meio de palavras, como por exemplo: barata.

Com 5 anos de idade a criança deverá ser capaz de produzir todos os sons da nossa língua. Lembrando que nesse nosso imenso Brasil temos uma enorme variedade de fonemas em uma mesma letra e jeitos de produzir e usar esses sons em uma mesma letra diferente. Por exemplo, o rr que usamos aqui em Minas Gerais é diferente do que usam no sul do país e do que usam no nordeste do país. E assim existem outras diferenças.

Se você tem alguma dúvida em relação à linguagem do seu pequeno, procure um fonoaudiólogo, pois uma alteração de fala pode ser melhorada ainda na aquisição dos sons. É importante saber que uma fala inadequada acarreta alterações futuras na linguagem escrita e no processo de aprendizagem, justamente por essa variedade de sons que existem e se a criança apresenta algum desvio na forma de emitir os sons pode atrapalhar no processo de transcrever o som para a sua forma gráfica, ou seja, a letra. Por isso, não deixe para depois! Se tiver dúvidas é melhor saná-las o quanto antes. Ah! Outra dica é: seja sempre o exemplo de fala do seu pequeno. Fale corretamente para que ele aprenda com você. Quer aprender como estimular a fala do seu filho?! Lei aqui outra dica: Estimulação de linguagem.

Com amor,

Ana Maria Poças

CRFa 6-7185

Suflê de legumes

Olá, gente!

Vamos com mais uma receita super saudável e prática?! Esse suflê é quase uma refeição completa, podendo servi-lo sozinho, com uma salada de folhas ou uma carne (para quem gosta). Prontos para os ingredientes e o modo de preparo?! Vamos lá!

Ingredientes:

  • Legumes variados. Dica: eu abro a geladeira e vejo o que tenho e faço com o que tiver no dia. Já fiz até com folhas e milho porque no dia não tinha nada de legumes. A receita é bem versátil, você pode usar a sua criatividade.
  • 2 colheres de sopa de farinha de arroz
  • 100 ml de água
  • 3 ovos
  • Sal e temperos a gosto

Modo de Preparo:

Bata as claras em neve e reserve. Se você tiver fazendo com legumes que precisam de cozinhar, eles têm que ser cozidos antes, ok?! Refogue os legumes em uma panela com os temperos que você está acostumado, acrescente a farinha de arroz e a água com o fogo ainda ligado. Desligue o fogo e coloque as gemas e por último as claras. Coloque esta mistura em uma assadeira untada com óleo ou azeite e leve ao forno por 25 minutos na temperatura média/alta. Pronto! Se quiser um suflê mais altinho e mais firme, pode-se colocar uma colher de chá de fermento em pó.

Com amor,

Ana Maria.

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A escolha da primeira escola – por Mariana Duarte

Antes de mesmo de engravidar, quando o Pedro era somente um projeto para o futuro, eu e o meu marido falávamos sobre o tipo de escola que iriamos oferecer para os futuros herdeiros. Uma coisa sempre tive em mente, meu filho não iria para escola antes da idade legal para se ingressar na educação. Sempre fui contra colocar os filhos muito novos em instituições educacional por várias razões sendo a mais forte a alfabetização precoce.

Em 2012 Pedro nasceu, parei de trabalhar para dedicar exclusivamente a ele. Quando Pedro completou seu 1 ano de vida começamos a reparar no comportamento dele quando estava próximo de outras crianças. Ele as tocava como se fossem seres de outro planeta, ficava tentando correr atrás delas quando íamos a parques e pracinhas. Pedro não tinha contato com outras crianças no seu convívio diário.

Quando ele estava com 1 ano e quatro meses a necessidade por contato social era visualmente notado, muitos comentavam, foi então depois de muitas conversas decidimos colocá-lo em uma escola. Mas qual escola? Como iriamos procurar? Como escolher?

Li, reli várias filosofias de escolas na minha região, ligava para procurar saber qual metodologia que utilizavam… Nossa que difícil!!! Então eu e o marido fizemos uma lista de prioridades que se encaixavam na nossa rotina e nos nossos valores como família.

Estávamos levando em conta os seguintes critérios:

– Proximidade do local de trabalho do marido ou de casa,

– Valor das mensalidades,

– Espaço físico que atendesse uma criança de 1 anos e 6 meses,

– Não tivesse escadas (sim tenho pavor de escadas),

– Escola que fosse aberta para a família,

– Escola pequena,

– Que oferecesse oportunidade para meu filho para conviver com a diversidade,

– Projetos pedagógicos que estimulasse as habilidades prévias para alfabetização,

– Um ambiente aconchegante, familiar e cuidadoso,

– Escola que tivesse boa vontade e cuidado com a situação do meu filho (ele era ALPV – alérgico a proteína do leite de vaca).

Essas foram as principais, se eu fosse lista tudo… rsrsrsrs

Meu olhos cresceram lógico para as escolas que que já tinham um nome conceituado, uma tradição de muitos anos. Mas os valores da mensalidade não comportavam no meu orçamento. Sim, levei em conta a questão financeira não porque sou mercenária e acho que não vale a pena investir na educação do meu filho e sim pq acredito que não adiante eu me esforçar horrores para colocar meu filho numa escola com uma clientela com padrão elevadíssimo de vida se não irei conseguir oferecer o mesmo. Talvez seja uma insegurança minha, tola, mas que eu levo muito em consideração.

Fomos olhar as escolas na região do trabalho do marido, comecei a ligar. Perguntava tudo, valor de mensalidade, como eles trabalhavam, os projetos que eram desenvolvidos…

Marcamos de conhecer algumas… Logo de cara não quis nem saber outras características da escola, umas três que visitei, já na entrada me deparei com ESCADAS… Lembram do meu pavor de escadas (rs) foi um fator determinante.

Outras tinham espaço fisíco muito bom, de encher os olhos, mas o acesso a equipe pedagógica precisava de marcação com dias de antecedências. Fala sério, uma escola que não tenha uma pedagoga que faça o serviço de orientação e supervisão da escola para mim não dá!

Outras ouvia falar mau, mau mesmo, teve uma que a mãe que se assustou porque o filho pequeno fugiu da escola e apareceu em casa no meio da tarde. Choquei com esse relato! Exclui da minha lista.

Com a melhor localidade faltava uma, uma que eu já sabia que o espaço fisíco não era dos melhores, era uma escola pequenina e apertadinha. Afffff pensei eu, vamos lá conhecer.

Quando chegamos logo de cara quem nos recebeu foi a pedagoga da escola e dona, ela nos mostrou a escola, explicou com tanto carinho a proposta que era oferecida no horário que o meu herdeiro iria estuda (período da manhã, já que ele acordava as 6 da madrugada rsrsrs), conversei e expliquei a situação da alergia do meu filho e adivinhe? O filho dela também era e iria estudar na salinha do Pedro.

Fui conhecendo os funcionários da escola, um a um, era uma família que trabalhava ali, as professoras todas formadas e com suas ajudantes. A escola é bem rígida quando o assunto é alimentação, por mais que os pais mandassem guloseimas essas não eram oferecidas para as crianças. Até o materal I o suco podia ser da laranja mesmo, vc enviava a fruta e eles espremiam na hora! Que sonho!!!

No período da manhã, eram oferecidas brincadeiras dirigidas. Nada de papel e lápis! Fiquei mega empolgada, meu filho iria brincar com um tanto de crianças!!!

No período da tarde já era os projetos pedagógicos, mas como Pedro iria fica somente um período não me preocupei. Já que no próximo ano iriamos mudar ele de escola.

A escola era pequena, aconchegante, familiar e próximo do local do trabalho do meu marido.

Mensalidade era compatível com o nosso orçamento.

Espaço físico??? O que era mega importante já não era mais.

A escolinha não oferece o melhor espaço físico, mas nada é perfeito né??? Rsrsrsrs

No ano de 2013 Pedro estudou o segundo semestre inteiro, adaptação ótima, em 15 dias já entrava e nem olhava para trás, tinha dias que chorava para não ir embora. Quase morria.

Em 2014 iriamos mudar ele de escola, mas gostamos tanto do acolhimento, da proposta oferecida que optamos por continuar na escola. Mudamos o período, o que antes era o da manhã agora ele iria para tarde.

Eis a questão. Os projetos pedagógicos, meu filho iria ficar somente no papel e lápis. Iria chegar com livrinhos e para casa??? Socorro!!!

Que nada! A proposta era bem legal, tinha projetos com temas como alimentação saudável, água, livros que eram trabalhados em sala a longo prazo. Fiquei animada e fomos nós para mais um ano. Pedro mega animado!

Foi um ano de sucesso, como o pequeno se desenvolveu, autonomia, linguagem, coordenação motora, socialização. Tivemos passeio ao teatro, festa da família, festa de encerramento e tudo feito com excelência.

E o espaço fisíco ainda pequeno!

Este ano Pedro continua lá e acredito que irá ficar lá até o infantil II. O que eu dou de dicas?

– Só peça referência quanto a índole da escola. Isso vale muito! Mas o resto vá sozinha pesquisar. Nem sempre o que é bom para meu filho será bom para o filho da minha vizinha, o filho da minha melhor amiga.

– Leve em consideração os valores que sua família cultue, não existe certo e errado, existe o diferente. Nem sempre o que eu valorizo é o que o outro valoriza.

– Ao meu ver não existe escola fraca e escola forte. Existe sim escolas para meninos(as) que são parafuso e escola para meninos(as) que são pregos. Não adianta de nada a escola ser a melhor em espaço fisíco e ser uma escola para um “prego” e se seu filho for um “parafuso”. Imagine vc tentar martelar um parafuso, não vai dar certo né?

– Fique atenta as características do publico alvo da escola e veja se seu filho irá se encaixar lá. Nada adianta se a escola é do seu sonho se não se encaixa na realidade do seu filho(a),

-Saiba que nenhuma escola em todo tempo irá alcançar o padrão máximo em excelência em tudo. Nos é delegado a responsabilidade de saber o que procuramos e observar se encaixa com as prioridades da escola escolhida. Porque depois não adianta brigar, falar mal da escola porque não está sendo feito o que você tem como prioridade.

E pra finalizar, busquem uma escola que vá fazer seu filho feliz! Criança feliz aprende melhor, se desenvolve melhor. E nunca se esqueçam, apesar de entendermos educação como sinônimo de escola, cabe aos pais educar e a escola ensinar!

“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.” Paulo Freire

Mariana Duarte – mamãe do Pedro

A escolha da primeira escola – por Joyce Souza

Oi pessoal, tudo bem!

Hoje vou dividir com vocês a minha saga em escolher uma escolinha para deixar minha filhotinha. A Celina tem 6 meses e comecei a procurar uma escola quando ela estava com 4 meses. Eu e meu marido tomamos essa decisão quando eu ainda estava grávida, em nossas conversas concluímos que seria importante eu voltar a trabalhar (não ficar muito tempo fora do mercado de trabalho) e com a ideia de que a Celina na escolinha teria um melhor desenvolvimento social/pedagógico e seria o período que eu teria um tempo para “descansar” e cuidar de mim. Pronto, decisão tomada e iniciei a procura pelo melhor lugar; lugar esse que deveria estar dentro de alguns requisitos estipulados por mim e pelo meu marido. Vamos lá pontuar:

  • escola que tenha boas referências
  • próximo de casa para maior comodidade da Celina em não ficar dentro do carro por muito tempo no horário de trânsito e para facilitar a vida dos papais (risos)
  • tivesse maior número de cuidadoras (se possível 1 para cada criança)
  • boa estrutura
  • alimentação balanceada por nutricionista oferecida pela escola
  • livre acesso dos pais, que pudéssemos chegar no momento que quiséssemos para vê-la sem prévio aviso
  • escola que a relação de carinho e cuidado fossem primordiais

Acho que falei tudo… rs. Antes de começar a citar aqui os nomes das escolas e relatar o MEU ponto de vista, gostaria de deixar claro que não há intensão de desclassificar ou promover nenhuma delas. É apenas um relato do que eu senti e avaliei de cada uma escola que visitei. Selecionei seis escolas, sendo elas: Núcleo da Criança, Jabuti Jabuticaba, Kids Village, Trampolim, Coleguium e Vila Mundo. Todas ficam na região onde eu moro. Vou contar um pouquinho de cada uma. Jabuti Jabuticaba é uma escola nova que começou outubro/novembro de 2015.  Fui ao local para ver por fora e pegar o número, quando liguei e falei que gostaria de marcar um dia para conhecer a escola, a proprietária me convidou imediatamente para entrar sem precisar de burocracia. Logo de cara eu achei isso um ponto positivo, pois esse contato direto com as pessoas é muito importante, mais humano. Quando fui visitar estava tendo colônia de férias e a proprietária foi muito atenciosa em me mostrar cada cantinho da escola, seus projetos etc. Eu me senti muito bem lá e com o atendimento maravilhoso dela, porém a desvantagem (para mim) era que eu teria que levar a comidinha da Celina todos os dias. Isso me desanimou pois eu queria serviço completo e não teria tempo de fazer comida todos os dias e mandar. Outro ponto que não gostei, foi que eles usam berço, pois não queria que minha filha ficasse no berço “presa” e com a possibilidade de ficar mais tempo dormindo do que brincando. Afinal estaríamos pagando para ela ser estimulada, brincar, comer… Não estou dizendo que seria assim lá, mas não era o nosso perfil. Outra coisa que me deixou um pouco preocupada era que seriam 7 crianças para 2 cuidadoras e 1 suporte. A escola Trampolim eu não cheguei a visitar, pois ao ligar eles já me avisaram que não tinham mais vagas e que só possuem 3 vagas para o berçário. A Vila Mundo, eu cheguei a marcar e não fui pessoalmente, pois eu a  descartei ao ver que a festa de final de ano da escola era realizada em  frente a escola. Eles montaram uma estrutura de palco no jardim da frente, na calçada da  rua e isso me desagradou, achei muito perigoso. Durante a minha saga eu encontrei uma mamãe que estava procurando por escolas e que também havia descartado essa escola por esse mesmo ponto que acabei de sitar, embora tinha visitado a escola e achado a estrutura bem bonita e as crianças bem felizes lá dentro. A Núcleo da Criança eu fiquei encantada com a estrutura, muito espaçosa de forma geral, tudo novinho, organizado e lindo. Fomos bem recebidos com horário marcado (exceto o atraso da diretora, 37 minutos). Eu já conhecia a escola pois tenho um irmãozinho de 5 anos que estuda lá desde os 2 anos. O berçário em particular, o qual era o nosso objetivo, eu achei um pouco pequeno, lá eles não têm berços, os bebês tiram o cochilo em carrinhos e o que mais me incomodou no dia foi o astral das cuidadoras, eu olhando por fora, elas estavam apáticas, sem brilho. A proprietária fez questão de dizer que lá eram 3 cuidadores para 2 crianças e que todas são formadas em pedagogia ou técnica em enfermagem. Mesmo assim fiquei com uma “pulga atrás a orelha”, eu idealizei um lugar onde tivesse alegria, animação e afetividade. Mesmo assim, eu ainda tinha ela em mente, devido ao meu irmão estudar lá, por ser próximo de casa e pela facilidade do meu pai ou minha madrasta buscá-la quando eu precisasse. Pois bem, eles ficaram de nos dar uma posição sobre ter vaga no outro dia e não deram retorno nenhum. Depois de 12 dias fui lá buscar meu irmão e aproveitei para perguntar sobre a vaga que ficaram de dar retorno, e simplesmente falaram com muito pouco caso que não tinha vaga e que se tivesse estariam me ligando. Nesse momento eu fiquei aborrecida, pois não fizeram questão da minha filha (esse era meu sentimento). Não deram retorno e ainda nos tratou com descaso. Nesse momento eu tive a certeza dentro de mim que não era mesmo para minha filha estudar naquele lugar. Pois o lugar que eu colocaria minha filha, ela seria tratada com carinho e importância. Gente, eu realmente criei antipatia depois disso! E eu e meu marido chegamos a conclusão de que “boniteza” de escola não era o fundamental e sim a equipe, as pessoas e como a Celina seria tratada. Tive contato com outra mãe (durante a adaptação da Celina na escola), e ela relatou a mesma ocorrência que a minha. Não teve retorno sobre a vaga e quando foi procurar saber, eles fizeram pouco caso! Para vocês verem que não foi uma coisa da minha cabeça. (rs) A Kids Village, uma escola encantadora, estrutura nova, linda, bem lúdica! Gostei muito da estrutura, alimentação e das pessoas que tive contato. Porém, o que me fez tirá-la como opção foi ao perguntar (perguntei em todas) se eu teria livre acesso à escola. E a moça disse que era para evitar alguns horários como o do sono das crianças e quando elas estivessem comendo. Então eu expliquei que era só para olhar de longe, escondidinho e que não iria mudar a rotina das crianças. Mesmo assim ela disse com muita educação que não seria legal. Mas são regras da escola e eu queria ter acesso livre, por exemplo se eu estiver passando próximo à escola e der vontade de vê-lá, poderia ir dar uma espiadinha… rs. O Coleguium, eu tentei marcar e disseram que deveria ser feito pelo site! Pronto, já achei uma coisa um pouco fria e não me deram retorno. Mas graças a Deus minha vizinha e amiga já trabalhou na unidade São Luiz, e marcou direto com a diretora para que eu conhecesse a escola. No outro dia fomos, essa minha amiga eu, visitar a escola que até então eu nem estava tão empolgada. Ao chegarmos vimos as crianças que estavam na colônia de férias (várias crianças lindas e alegres) e fomos à sala da Professora Fatinha (famosa Fafá) que nos recebeu com enorme alegria e já brincando com a Celina. Ela então me explicou o funcionamento da escola, os cuidados etc. Lá são 2 crianças por cuidadora, e ao chegar no berçário e conhecer algumas das cuidadoras eu já gostei. Sabe por quê? Fui relatar à elas que teríamos um grande problema caso eu fosse deixar a Celina na escola, pois ela tinha alimentação exclusiva no peito até os 6 meses, mas que estaria entrando com a alimentação sólida até ela entrar na escola, e que ela não aceitava mamadeira e nem bico. Nesse momento, uma das cuidadoras me tranquilizou contando que já havia passado algumas crianças assim e que ela iria dar um jeito, daria o leite no copo ou na colher se fosse preciso. E ainda me tranquilizou dizendo que algumas crianças até começavam a aceitar a mamadeira. Isso me confortou bastante! Outra coisa que eu fiquei apaixonada foi que durante a conversa com a Prof. Fatinha os alunos pequeninos entravam na sala dela para chamá-la para brincar ou simplesmente apenas para abraçá-la, acreditam?! Nesse momento eu pensei: achei o lugar para minha filha! Sobre a estrutura eu confesso que poderia ser um pouco melhor, como por exemplo os carrinhos e as cadeirinhas de alimentação que são bem velhos. Mas por outro lado, tem um espaço bom! Tem um espaço para estimular a criança, uma parte separada para o soninho onde são usados colchonetes para estimular a independência e evitar acidentes. Achei o lugar de dar banho pequeno, porém tudo é limpo e esterilizado. Bom, eu sai da escola com o coração aliviado e com a certeza que eu queria que minha filha estudasse ali. Porém, ainda tinha a questão se teria vaga. Por sorte restavam 2 vagas, mas o problema era que eu tinha que esperar meu marido chegar de viagem para ele ir lá conhecer e tomarmos a decisão juntos. Eu, morrendo de medo de perder a vaga pedi humildemente e encarecidamente  que guardasse uma vaga para mim! Expliquei a ela a minha situação e ela com todo carinho disse que iria aguardar a visita com o meu marido (mais um ponto positivo). Visitei a escola com o Marlon e ele me fez a seguinte pergunta: qual das escolas você mais gostou e por quê? Eu sem pestanejar disse logo: Coleguium!  E então ele aceitou e concordou! Ufa, porque eu acho que essa decisão tem que ser tomada em conjunto, pois a responsabilidade é de ambos. Bom, além dos pontos positivos que já mencionei sobre o Coleguium, eu achei importante minha filha estudar numa rede de ensino renomada, aqui em Belo Horizonte e o motivo maior foi que o meu “santo” bateu com o da diretora. Gente, ela é uma mulher iluminada e muito amada pelos alunos. Outro fator que gostei é que essa unidade só tem o ensino infantil, uma escola pequena, assim cria uma relação mais humana. Sei que tem gente querendo saber valores, então vou citar o valor mínimo e o máximo que achei, lembrando que o valor é de meio horário, o mínimo foi de R$ 1045,00 e o máximo R$ 1304,00.

Pessoal, eu escrevi esse post enquanto estava na escolinha no período de adaptação da Celina. E vou escrever outro contando como foi a NOSSA adaptação. Não foi fácil! E vou contar se eu acertei na escolha da escola. Se tiverem alguma dúvida ou curiosidade em relação as escolas, o meu e-mail estará disponível, fiquem à vontade.
Beijos,

Mãe da Princesa Celina

Tubinhos de ventilação e novidades

 

Bom dia, gente!

Hoje viemos com novidades no tratamento do Raulzito. Os tubinhos de ventilação  saíram já faz um mês mais ou menos, porém ainda estão dentro do canal auditivo. Os tubinhos saem quando a membrana timpânica já não precisa mais deles para drenar o líquido que estava dentro dela atrapalhando o funcionamento adequado. Ou seja, quando os tubinhos saem a membrana timpânica já está cicatrizada e pronta para o seu funcionamento. Eu estava aguardando para escrever esse post para postar junto com ele uma foto dos tubinhos quando eles estivessem saído literalmente dos ouvidos, mas não aguentei de ansiedade… risos… mas prometo postar fotos nas nossas redes sociais assim que eles saírem, tá! Para a gente matar a curiosidade de vê-los ao vivo e em cores.

Fazendo uma retrospectiva para quem começou a nos acompanhar agora… a cirurgia de palatoplastia do Raul foi em janeiro do ano passado (2015). A cirurgia foi conjunta: o cirurgião plástico e o otorrinolaringologista que vinha acompanhando o Raul desde os 3 meses de vida. O otorrinolaringologista resolveu colocar os tubinhos de ventilação no mesmo dia da palatoplastia para evitar mais uma possível cirurgia. Foi mais por precaução do que por necessidade mesmo, pois Raul não tinha otite serosa ou silenciosa como costumamos chamar as otites de crianças com fissuras palatais ainda não operadas, temos um post explicando essas otites, clique aqui para relembrá-lo (Otites, por que em fissurados?). A membrana dele estava um pouco retraída e foi para ajudar na mobilidade desta membrana que o médico optou por colocá-los. Os cuidados que tive durante esse ano que se passou desde a cirurgia foram: não deixar água cair diretamente nos ouvidos do Raul e nem vento demais. Nos três primeiros meses eu colocava um algodão embebido em óleo natural nos ouvidos do Raul, vedando a entrada de água e quando andávamos de carro eu fechava sempre as janelas que estavam com vento direto nele, ou se nós estávamos em algum lugar que estivesse ventando demais eu sempre protegia os ouvidos dele. Nada de piscina ou mergulho durante esse ano inteirinho. Eu até o colocava na piscina, mas sempre no colo ou naquelas bóias que flutuam a criança quase toda. O cuidado no banho permanecia até hoje, porém após os três meses eu já não usava mais o algodão, só mesmo tomava cuidado com a água. Quanto à diminuição da audição, Raul nunca apresentou episódios de alteração na audição. Mas em casos que há alterações na audição, espera-se que após essa cirurgia e a cicatrização da membrana, a audição melhore.

Ah, outra pergunta e dúvida que eu tinha em relação à retirada dos tubinhos, pois quando eu estudava a respeito na faculdade os médicos ainda faziam uma nova cirurgia para a retirada dos tubinhos… pois bem, hoje em dia não fazem mais esse procedimento. O lema é quanto mais tempo ficar, melhor ainda, e quando eles saem significa que as membranas timpânicas não estão mesmo mais precisando deles (palavras do médico). Quando caem no canal auditivo ainda demoram um tempinho para que o organismo os expulse por completo. É como se fosse uma cerinha que aos poucos vai sendo expelida pelo ouvido afora. Então aguardem as fotos e as cenas do próximo capítulo. Logo devemos encontrá-los perdidos aqui pela cama do Raul, o médico me alertou que costuma sair quando estão dormindo ou durante o banho. Outra dúvida que tinha, era se já poderia colocar o Raul na natação, ou se ele já poderia ser submerso na água, e o médico disse que sim! Oba! Estou muito animada e agradecida com mais essa etapa vencida!

Com amor,

Ana Maria Poças.

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A realidade do DESFRALDE #2

Olá, pessoal!

Há oito meses escrevi um texto sobre o início do desfralde do Raul (A realidade do DESFRALDE) e para acalmar mamães e papais que estão passando por esse período bem complicado que é o tal do desfralde eu tenho algumas palavras de conforto: Calma, seu filho vai parar de usar fralda e de fazer as necessidades na roupa. Basta ter muita CALMA e PACIÊNCIA!

Somente após oito meses posso afirmar com absoluta certeza que meu filho está desfraldado. Hoje em dia os deslizes, ou como chamamos: os escapes, já não são mais vistos por aqui. A conclusão que cheguei foi a seguinte: de nada adianta forçarmos a criança, ela tem que estar preparada para tudo fluir bem. Se você desesperar, passar ansiedade pro pequeno, o processo demora ainda mais, principalmente porque a criança ainda não entende que fazer xixi ou cocô na calça é algo ruim. Muito pelo contrário, ruim para ela é ter que parar de brincar ou de assistir televisão para ir ao banheiro, tirar a calça e esperar até ter “vontade” de fazer as suas necessidades. Quando comecei com o processo do Raul, foi tudo bem natural. Aqui em casa ele sempre avisava quando estava com vontade ou muitas vezes ele mesmo ia sozinho ao banheiro, mas isso era um tormento quando nós saíamos de casa ou quando tinha alguém diferente por aqui. Ele, por não querer parar de brincar, acabava fazendo na roupa onde estivesse. Porém, isso começou a incomodá-lo e de uma semana para outra ele parou. Como se fosse mágica, ele simplesmente começou a avisar quando estava com vontade onde ele estivesse. Conversando com minhas amigas, percebi que foi um pouco diferente o nosso processo. O Raul primeiro acabou com o xixi noturno, depois o xixi diurno e o último foi o cocô. Foram muitas cuecas lavadas, mas desde o dia que tomei a decisão, Raul nunca mais usou fraldas, nem mesmo quando saíamos de casa. Sempre quando saíamos o levávamos ao banheiro e perguntávamos de tempo em tempo se precisava ir ao banheiro ou simplesmente o pegávamos e avisávamos que estávamos indo ao banheiro. Acho que isso foi muito importante, pois com essa nossa conduta de deixa-lo sem fraldas demonstrávamos nossa confiança nele. Além disso, mesmo quando ele não ia ao banheiro e fazia nas calças, quando o estávamos limpando, aproveitávamos para explicar que para que isso não acontecesse mais ele deveria ir ao banheiro. E foi assim que tudo deu certo!

Estou sendo honesta com vocês e comigo mesma, o desfralde completo, para mim, é quando não mais acontecem escapes, seja de dia ou de noite. Por isso, hoje posso levantar a bandeira e dizer que passamos por essa fase. Levamos oito meses para que realmente o Raul se preparasse e entendesse. Não me arrependo de ter tirado a fralda dele com um ano e oito meses, aprendemos juntos com as nossas situações de desconforto, raiva, cansaço… porque ficar lavando cuecas o dia inteiro não é fácil… risos. Então, pessoal, é isso! Cada um tem seu tempo. Se você fez a técnica dos três dias e conseguiu, parabéns! Levante as mãos para o céu e agradeça, se não… se demorou 4, 5, 8, 12 meses não desista. Seu filho vai parar de usar fraldas! Nunca regrida! Uma vez começado vá até o fim. Não volte atrás na sua decisão.

Com amor e muita gratidão,

Ana Maria.

Gravidez e Diabetes Tipo 1 – por Deborah Patricio

Oi gente!

Então, pra quem não me conhece eu sou a Deborah, cunhada da Ana Maria. Sou formada em Educação Física, professora de hidroginástica, natação e personal trainer. Sou diabética tipo 1 e insulinodependente desde os 3 anos. Há quatro semanas atrás tive a notícia mais mágica da minha vida, estou GRÁVIDA! Lembrando que a gravidez na diabética deve ser planejada, programada, os exames devem estar dentro da normalidade e a saúde em perfeito estado. E pra ser bem sincera, meus exames não estavam lá grandes coisas não!

Parei de tomar meu anticoncepcional, e esperava engravidar depois de uns quatro meses no mínimo, mas na vida as coisas não são tão programadas assim, um mês depois da interrupção do remédio lá estava eu, gravidíssima! Não tive tempo de me preparar e preparar minha glicose (a verdade mesmo é que eu deveria estar com ela perfeita desde sempre, mas…). Depois da grande emoção da notícia veio o medo, a preocupação, a culpa de não estar com a glicose perfeita. Fui correndo marcar minha ginecologista e logo na primeira consulta ela já me disse: “na sua gravidez eu serei uma mera coadjuvante, sua endocrinologista é a sua médica principal”. E eu cheia de dúvidas sobre o que posso comer, tomar, se posso agachar, continuar a fazer meus exercícios físicos, o medo do Zika e tudo mais, e ela reforçou: “Preocupe-se com sua glicose, é isso que será decisivo para que sua gestação seja  perfeita ou não”. Confesso a vocês que saí mais preocupada ainda do que entrei… rs. Saí do consultório já ligando pra marcar minha endócrino. E adivinham? Consulta só em março. (Dureza!).  Com o pedido em mãos, fiz meu primeiro ultrassom, perfeito!!! Coraçãozinho batendo e tudo dentro  da  normalidade!!! Agora é esperar minha consulta com minha médica principal…rs. Estou tão ansiosa e preocupada que meço minha glicose de 2 em 2 horas, ao final da gestação nem terei mais digital, rs… Mas tudo pelo meu bebê! Furo até a testa se precisar… rs. O medo da glicose ficar alta é imenso, aí acabo aplicando insulina a mais, mas a questão é que a glicose baixa também é perigoso para o bebê, e assim fico nesse ciclo: me alimento, aplico insulina para não aumentar a glicose, a insulina faz a glicose abaixar, aí preciso me alimentar novamente, e por aí vai… Manter a glicose dentro do padrão não é fácil não, mas eu tento!!! E com isso também vou ganhando uns quilinhos extras… Aff!

Meu marido está tendo um papel fundamental nesse processo.  Ele segue comigo minhas dietas, me incentiva a exercitar quando bate aquele desânimo (O exercício para a gestante diabética não é só bom, é essencial e indispensável!) e me acalma quando a angustia me toma e o choro escapa.

Mas é isso aí, a hora de Deus é que é a hora certa! Agora é doar 100% de mim para gerar meu bebê com muita saúde e fé de que tudo dará certo! Acho que só vou ter noção dos riscos reais quando consultar com minha endocrinologista. Em março eu volto para contar a vocês como foi.

Abraços!

Deborah Patricio.

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Um resumão sobre os métodos de ensino

Venho falando no blog sobre algumas metologias que sou adepta na minha forma de educar meu pequeno e que ele vem sendo o motivo para eu pesquisar mais e mais sobre o assunto. Principalmente nesse momento que estou perto de vivenciar, que é a escolha da escola dele. Gente, como escolher a primeira escola de um filho é complicado… Escolher uma linha pedagógica adotada pela escola significa a maneira que seu filho será ensinado. Obviamente que a metodologia não é tudo! Saber qual é a melhor opção para seu filho significa ir além das abordagens pedagógicas; sua vida financeira também entra no jogo, porque não basta você achar a escola “ideal” sendo que ela lhe custa os “olhos da cara” (risos)… Além desses dois fatores temos também visitas às escolas, conversas com outros pais de alunos e profissionais, localidade, enfim… inúmeras coisas que já já listo em outro post para vocês. Bem, mas vamos ao que interessa! O objetivo do texto é o resumo das metodologias mais utilizadas aqui no nosso Brasil. Preparados?!

Metodologia Tradicional: É a metodologia mais adotada no nosso país, nela o professor é a principal fonte de conhecimento, ele é o responsável por transmitir os conhecimentos ao aluno. É uma filosofia que valoriza a quantidade de conteúdo ensinado, o aluno tem que cumprir metas em um determinado tempo e são avaliados periodicamente se atingiram ou não estas metas através de provas (testes). Quando o aluno não atinge uma nota mínima nessas avaliações durante o ano, ele é reprovado e terá que repetir a série que estava. Geralmente as escolas adeptas a essa abordagem visam a sucesso dos alunos em provas nacionais de vestibular, ou seja, os alunos são treinados desde cedo a fazerem provas.

Metodologia Construtivista: Essa metologia é baseada nas ideias do biólogo Jean Piaget, mas existem variações que vêm do sociointeracionismo proposto por Lev Vygostsky. A diferença entre as duas é que Vygotsky dava mais importância às relações sociais na aprendizagem e Piaget aos processos individuais de casa aluno. Resumindo, nessa abordagem o professor deixa de ser o foco do conhecimento. O conhecimento é adquirido ativamente pelo aluno, onde cada um é respeitado por ter um tempo próprio para aprender e o trabalho em grupo é muito valorizado. Para o aprendizado os alunos são inseridos em situações em que são estimulados a pensar e a solucionar problemas. Também há provas e reprovação nessa metodologia.

Metodologia Montessoriana: Vinda da filosofia da Maria Montessori, nessa linha de metodologia o aluno é o responsável por sua formação, os professores estão presentes para ajudá-los nesse processo de aprendizagem buscando sempre favorecer o desenvolvimento da criatividade, independência, confiança e pró-atividade. O aluno é livre, tem autonomia para escolher as atividades e cabe ao professor conduzir a atividade de acordo com o ritmo de cada um, intervindo quando achar necessário. As salas de aula têm crianças de idades diferentes e o trabalho em grupo sempre é estimulado.

Metodologia Waldorf: Na metodologia proposta por Rudolf Steiner o equilíbrio dos aspectos cognitivos e das habilidades artísticas deve sempre existir, são estimulados juntos. Aqui também o aluno é considerado como exclusivo e a proximidade entre o professor e o aluno é bem estreita. Há um único professor que o acompanha em quase todas as séries. São aplicados testes em algumas matérias, principalmente no ensino médio, porém são avaliadas, também, a execução de trabalhos manuais, o grau de dificuldade que o aluno tem com o assunto, o empenho que ele apresentou em aprendê-lo e o seu comportamento.

Metodologia Freinet: Não é exatamente uma metodologia, mas algumas escolas vêm utilizando o trabalho do pedagogo francês Célestin Freinet para nortear a linha pedagógica da escola. Nessa linha de pensamento, o aluno aprende por meio do trabalho e da cooperação, eles são incentivados a compartilhar suas produções com os colegas da escola ou de escolas parceiras. As aulas são em sua maioria em estudos de campos, ou seja, vão a algum lugar específico para aprenderem uma matéria ou são estimulados a produzirem seu próprio material em conjunto para a aprendizagem. Os alunos são avaliados ano por ano em comparação com o desempenho dele mesmo e não com a maioria dos alunos.

Metodologia Ausubel: Ainda seguindo a linha de Piaget e Vygostky, veio o David Paul Ausubel com sua teoria da aprendizagem significativa, sugerindo a participação ativa do aluno na sua aprendizagem. Os alunos são estimulados através de seus conhecimentos prévios, fazendo com que eles criem curiosidade em descobrir e redescobrir novos conhecimentos, tornando o aprendizado mais prazeroso e eficaz. Nessa teoria o autor afirma que para que aconteça o aprendizado o aluno deverá encontrar sentido no que está aprendendo, a aprendizagem acontece a partir de conhecimentos já adquiridos.

Como já alertei em um post anterior, não há muitas escolas aqui no Brasil específicas de cada metodologia, ou seja, que tenham uma única metodologia de ensino. As escolas mesclam a metodologia idealizada e fazem uma adaptação ao público alvo. Quase em sua totalidade, a tradicional sobressai devido a nós brasileiros termos o costume de prestar vestibular etc. Isso é minha visão, ok?! Minha visão de MÃE e fonoaudióloga, que vem pesquisando um pouco sobre o assunto e que está a procura de uma escola para o filho.

Ana Maria Poças.

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Sexualidade Infantil – por Marcelle Camargo

Oi gente! Como vocês estão?

Estava com saudade de escrever para vocês.

Dessa vez, vim falar de um assunto que gera muita dúvida – a sexualidade – e, às vezes, mamães e papais não sabem como lidar com a curiosidade das crianças.

Antes de qualquer coisa, é importante salientar que, para o adulto, sexualidade tem a ver com erotização, diferentemente das crianças, que tem a ver com curiosidade e descoberta, sem maldade.

A sexualidade infantil inicia-se no toque entre mamãe e bebê. A fase oral, que vai dos primeiros meses aos dois anos da criança, concentra o prazer na região bucal, com a amamentação, que alivia a fome e enfatiza o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Depois disso, entre os dois e três anos de idade, inicia-se a fase anal, que é quando acontece o chamado “desfraldamento”, onde a criança tem o contato real e visual com as suas necessidades fisiológicas e começa a controlar os músculos que comandam a bexiga e o intestino.

Posteriormente, entre os quatro e seis anos de idade, a criança vive a fase fálica, onde ocorrem as explorações e descobertas a respeito dos seus órgãos genitais, a percepção da diferença entre homens e mulheres e o maior interesse no corpo do outro. O toque em suas partes íntimas é recorrente, mas, nessa fase, não há malícia. Por esse motivo, os pais não devem chamar a atenção como se fosse algo errado ou proibido. Devem somente orientar e esclarecer as possíveis dúvidas.

Dos sete aos dez anos, a criança experimenta a fase de latência. É a fase em que a libido encontra-se adormecida. A criança canaliza sua energia em atividades intelectuais e sociais, estabelecendo vínculos de amizade e tende a formar grupos com crianças do mesmo sexo, os chamados “Clube do Bolinha”e “Clube da Luluzinha”.

A partir dos onze anos, as crianças começam o desenvolvimento corporal, as meninas, por exemplo, têm sua primeira menstruação. Os pais precisam se preparar para introduzir o diálogo sobre sexualidade, como gravidez, métodos contraceptivos e as doenças sexualmente transmissíveis, entre outros. Além de informar, essa atitude aproxima pais e filhos.

Todos nós, antes de sermos pais, somos filhos e, acima de tudo, seres humanos. Já passamos por todas essas dificuldades, descobertas, dúvidas, dilemas, desejos e vergonhas. E, como já experimentamos na pele essa experiência, deveria ser mais fácil ajudar as crianças de uma forma mais natural, sem tabus. Os pais precisam se informar, ler, se interessar em ajudar seus filhos e, mesmo assim, se ainda pintar alguma dificuldade, vale à pena procurar orientação profissional e trabalhar as formas de conversar sobre o tema. Não delegue a outra pessoa, a função de dialogar com o seu filho. Olhe bem nos olhos da criança e responda com franqueza, somente o que ela perguntar, não precisa explicar demais. A criança que pergunta, está pronta para a resposta. E, em um mundo com tanta facilidade à informação, se você não responder, ela pode procurar respostas em outras fontes não tão confiáveis.

Alguns de vocês podem estar se perguntando: “Será que tanta informação não acabará por estimular?”, ou então pensar: “Eu não recebi educação sexual e estou muito bem”. Pesquisas mostram que crianças esclarecidas tendem a ser mais responsáveis e adiem o início de sua vida sexual (até porque sua curiosidade foi devidamente saciada) até que amadureçam e tenham uma vida sexual mais saudável.

Não nascemos sabendo, somos frutos da educação que tivemos. Certamente fazemos o melhor que podemos, e é muito bom ter a oportunidade de repensar algumas situações e atitudes. Conquiste a confiança do seu filho e garanta a formação de adultos mais seguros.

Um abraço,

Marcelle Camargo

Relato da mamãe da Bianca

Meu nome é Clésia Lacerda, sou casada com o Jhonathan Fernando a sete anos, quando estávamos com seis anos de casados decidimos que era o tempo de nos começar a programar para termos um filho, tentamos acertar as coisas, oramos e amadurecemos a ideia! Nosso bebê foi programado, sonhado e muito desejado.

Engravidei depressa, ficamos surpresos e também muito felizes! Nossa família! Nosso sonho!

Com onze semanas de gestação vivemos uma ameaça de aborto, e foi um aperto enorme, pensar na possibilidade de perder nosso bebezinho nos amedrontou muito, mas confiamos em Deus e seguimos as orientações médicas, deu tudo certo!

Estávamos ansiosos para saber o sexo do nosso bebê, então fomos no dia 23 de Janeiro de 2015 com 17 semanas de gestação realizar o ultra som. Bem no início do exame o médico nos disse que seria uma menina, nossa Bianca! Fiquei apaixonada!! Embora muitos dissessem que eu tinha mais jeito de mamãe de menino, mesmo assim meus olhos brilharam e em meio minuto já comecei a fazer diversos planos para minha pequena, mas algo me incomodou, o médico não terminava o exame e pressionava muito a minha barriga de um lado, naquele momento percebi que havia algo errado, apertei com força a mão do meu marido e ansiosa como sou não esperei o médico falar nada já fui perguntando o que estava acontecendo, ele com muita calma nos disse que ela parecia ter uma fendinha nos lábios, e eu mais que depressa perguntei se era um lábio leporino, e ele disse que sim! Eu já tinha lido sobre o assunto e visto algumas matérias, mas nunca tinha conhecido ninguém pessoalmente… Fiz o que a nossa geração faz! Pesquisei na internet sobre o assunto, e ali, diante daquelas imagens perdi meu chão, uma pontada de desespero me invadiu quando vi as fotos, quanto mais eu lia sobre o assunto, mais meu coração apertava e o medo me abraçava com toda a sua força. Sofri, chorei, chorei muito! Mas logo eu lembrei que havia alguém que era muito maior que qualquer problema. Meu marido e eu oramos juntos e colocamos a gestação e a vida da Bianca aos pés de Jesus, dissemos a Ele que o que Ele tivesse pra nós iriamos viver de cabeça erguida e ofertaríamos muito amor pra nossa pequena Bianca.

No exame morfológico foi confirmada a fenda labial unilateral com provável comprometimento de palato. Nessa altura eu já sabia onde o tratamento era realizado em Belo Horizonte, Jhonathan e eu fomos até lá para o acolhimento a gestante, fomos muito bem recepcionados e atendidos. A equipe do Centrare é formidável! Com as informações em mãos, vivemos o restante da nossa gestação curtindo cada movimento da nossa princesa, embora a preocupação fosse constante nossa alegria de saber que nossa filha estava chegando era muito maior.

No dia 14 de Junho de 2015 minha bolsa rompeu e nossa menina apressada chegou a esse mundo duas semanas antes do previsto, muito saudável e rosada!! Mas trazendo consigo mais uma surpresa, a fenda que esperávamos unilateral, veio bilateral e o palato comprometido com uma fissura a esquerda.

Bianca para nós é um milagre! A primeira fonoaudióloga que a examinou disse ao meu marido que seria difícil dela mamar na chuquinha, e que talvez tivesse que ficar na sonda por um tempo, mas mesmo assim o teste seria realizado, na primeira tentativa ela mamou perfeitamente! Nunca perdeu peso, sempre se alimentou muito bem! Graças a Deus!

Confesso que esse inicio não foi fácil, ter que dar muitas explicações as pessoas e relevar olhares de compaixão, me doeu muito, minha filhinha tão pequena e indefesa não merecia determinadas atitudes de preconceito que viveu, uma criança com uma má formação não é digna de compaixão, mas sim de amor e orgulho . Mas mais uma vez me apeguei em Deus, e pedi a Ele que não deixasse brotar em meu coração nenhuma raiz de amargura, e que Ele fizesse a Bianca e a mim fortes, pois seríamos provas de um grande milagre! Tentei entender que tanto pra mim quanto para os que me rodeavam era tudo muito novo. Então, cheio de novidades, vestimos o nosso momento e fomos enfrentá-lo!

Bianca ganhou o peso necessário e com a saúde dentro do esperado fomos para a cirurgia do lábio no dia 18 de Novembro de 2015. A cirurgia foi um sucesso! A expectativa era que se fechasse somente o lado esquerdo, mas foi possível fechar os dois! O pós-cirúrgico foi tranquilo e nossa Bianca nos surpreendendo mais uma vez com sua força e alegria, passando por tudo como uma grande guerreira.

O caminho que temos ainda é longo, mas sei que já somos mais do que vencedores em Cristo Jesus! Eu acredito que tudo nessa vida tem um propósito! E que a história de Bianca consolará e encorajará várias famílias a prosseguirem!

Aos papais que estão chegando agora no mundo dos fissurados eu só tenho uma palavra: Fé!!! Seu bebê irá te surpreender em tudo, e assim como Jhonathan e eu, vocês se encherão de orgulho e alegria em cada pequena e grande conquista!

Bianca está com oito meses com desenvolvimento dentro do esperado! Somos fissurados nela!! E eu tenho certeza que só vai melhorar!

Deixo aqui meu agradecimento ao blog Fissurada na Maternidade, pois me ajudou demais com suas informações e preciosas publicações. Todo o meu carinho a pessoa da Ana Maria, nos conhecemos através em um grupo no facebook e ela cuidou de mim durante a gestação me acalmando e me ensinando a ser uma mamãe fissurada pelo filhote! Obrigada Ana!

“Bora” vencer!!!

Abraços!